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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

«Pequenas Alegrias»: um livro para colorir os momentos mais felizes da vida



Pequenas Alegrias é o novo livro de colorir da ilustradora Anna-Laura Sullivan, pensado para celebrar os pequenos momentos que trazem alegria ao quotidiano. Com mais de 40 ilustrações acolhedoras, o livro convida a uma pausa tranquila, onde a cor surge como forma de descanso e bem-estar.

Longe de pressões ou expectativas, cada página propõe um momento sereno, livre de culpa ou preocupações, onde o simples ato de preencher formas com cor se transforma numa experiência calma e reconfortante. As ilustrações, cuidadas e originais, distinguem-se pelo detalhe e pela sensibilidade, acompanhadas por um conteúdo textual mais presente do que em outros livros do género.

Pequenas Alegrias responde a uma tendência que continua a crescer e a conquistar um público cada vez mais amplo, sendo pensado para quem procura desacelerar e valorizar as pequenas alegrias da vida.

Pequenas Alegrias estará disponível nas livrarias a partir de 5 de fevereiro.

“Arte em Ação” de Beatriz Albuquerque



O livro de artista Corpo em Ação, de Beatriz Albuquerque, será lançado e apresentado no dia 5 de fevereiro de 2026, às 18h30, na Livraria do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto. A sessão, de acesso gratuito mediante inscrição prévia, contará com uma conversa com Miguel von Hafe Pérez e Rosário Gambôa, enquadrando uma obra que se situa na interseção entre arte conceptual, performance, educação e ativismo, e que desafia as fronteiras tradicionais entre criação artística e transformação social.

Estruturado como um dispositivo de ação e reflexão, Arte em Ação articula exercícios de ativismo “faça você mesmo”, perguntas instigantes e reflexões críticas, convidando o leitor a tornar-se participante ativo em processos artísticos e sociais. Inspirado na teoria feminista, nas práticas de sustentabilidade e nas lutas contemporâneas pela justiça social, o livro propõe um conjunto de “partituras” — exercícios práticos que orientam a criação de ações pessoais ou coletivas, desde o ativismo de rua à intervenção em contextos educativos ou à produção de obras de arte que respondem a questões sociais atuais.

Ao abordar temas como feminismo, género, justiça social, ativismo, equidade e livro de artista, Arte em Ação funciona simultaneamente como guia para a mudança e ferramenta de pensamento crítico, incentivando os leitores a confrontar as problemáticas políticas, ambientais e sociais mais urgentes do nosso tempo. Mais do que um objeto editorial, o livro assume-se como um catalisador de ação criativa, diálogo e capacitação coletiva.

Publicado numa edição limitada, assinada e numerada por Beatriz Albuquerque. O livro conta com o apoio da DGARTES – Direção-Geral das Artes, República Portuguesa: Cultura.
Este livro de artista será, também, lançado em Lisboa este Verão onde contará com uma conversa performativa de Beatriz Albuquerque com a curadora Angelika Li, na Dialogue Gallery.

Sobre a Autora

Beatriz Albuquerque (Porto, Portugal) é artista, performer, professore e investigadora. Doutorada pela Columbia University, em Nova Iorque, com apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de uma Bolsa Fulbright / Fundação Luso-Americana. É licenciada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e concluiu o Master of Fine Arts no School of the Art Institute of Chicago, desenvolvendo um percurso académico e artístico de forte projeção internacional.

Ao longo da sua carreira foi distinguida com diversos prémios e menções, entre os quais o Myers Art Award, atribuído pela Columbia University, o Prémio Revelação da 17.ª Bienal de Cerveira, em Portugal, e o Prémio de Performance Ambient Series, no âmbito do PAC/edge Performance Festival, em Chicago. Paralelamente, tem colaborado com centros de investigação, cátedras e institutos europeus e norte-americanos, integrando projetos, proferindo conferências e publicando ensaios que articulam criação artística e investigação teórica.

O seu trabalho caracteriza-se por uma abordagem interdisciplinar, cruzando desenho, imagem em movimento, fotografia, instalação e, sobretudo, performance. Tem apresentado exposições individuais e coletivas em contextos nacionais e internacionais, destacando-se instituições como o Museum of Contemporary Art of Chicago, MoMA PS1, Queens Museum, The Kitchen e Anthology Film Archives em Nova Iorque; a Bienal de Istambul e a Bienal de Tessalónica; o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia, em São Paulo; bem como o Museu de Serralves, a Galeria Graça Brandão, a Galeria Nuno Centeno e a Plataforma Revolver, entre outros.

Poesia de Pessoa (e heterónimos) em inglês numa nova e muito especial edição em capa dura



Depois da edição em capa mole, I Am the Size of Whatever I See, seleção em língua inglesa da obra ortónima e heterónima de Fernando Pessoa, recebe uma nova edição especial. Em capa dura, com fitilho e com fotografias do poeta no interior, desde a infância até aos 40 anos, esta edição chega às livrarias a 5 de fevereiro.

A edição em capa mole, que chegou às livrarias em julho do ano passado e que tem um grafismo diferente, continua disponível. I Am the Size of Whatever I See reúne poemas de Fernando Pessoa e dos seus três principais heterónimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

A tradução dos poemas ortónimos e heterónimos ficou ao cuidado de Calvin Olsen, poeta norte -americano com obra publicada e tradutor premiado, que tem vindo a destacar-se no panorama da tradução contemporânea pela sua capacidade de recriar em inglês a complexidade e musicalidade de grandes autores da literatura portuguesa. Atualmente, é professor na Ohio State University, nos EUA.

I Am the Size of Whatever I See celebra Fernando Pessoa, um dos mais internacionais e internacionalmente reconhecidos autores da língua portuguesa. Esta nova edição, em capa dura, reforça a aposta da Bertrand Editora em levar a poesia de Pessoa a novos públicos e em promover a literatura portuguesa além-fronteiras.

A edição de I Am the Size of Whatever I See, de Fernando Pessoa, em capa dura chega às livrarias a 5 de fevereiro, com tradução de Calvin Olsen. A edição em capa mole mantém-se disponível.

Sobre o Autor

Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 e morreu nessa mesma cidade em 1935. Tal como a literatura e a vida eram uma e a mesma coisa para Pessoa, também Pessoa e Lisboa serão para sempre um só para o povo português. Como principal nome do Modernismo português e um dos autores fundamentais da literatura mundial do séculoXX, Pessoa ocupa, à semelhança do seu antecessor Luís de Camões, o lugar de expoente máximo da beleza, qualidade e importância da poesia portuguesa. Pessoa preferiu viver no anonimato, tendo publicado apenas um livro em vida: Mensagem, em 1934. No entanto, para além de escrever em nome próprio, criou vários heterónimos, através dos quais produziu inúmeras obras, que continuam a maravilhar milhões de leitores em todas as línguas. 

Tahiti! leva ópera a quatro cidades portuguesas em 2026



Lagoa, Loulé, Lisboa e Lagos recebem, ao longo de 2026, Tahiti!, uma ópera em sessão dupla que reúne Pacific Pleasures (2016–17), de Alannah Marie Halay e Trouble in Tahiti (1952), de Leonard Bernstein, encenada por Jorge Balça e com direção musical de Pablo Urbina. 

As datas das apresentações em 2026 são:  
  • 7 de fevereiro, no Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa;  
  • 13 de fevereiro, no Cineteatro Louletano, em Loulé;  
  • 17 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa;  
  • 9 de outubro, no Centro Cultural de Lagos, em Lagos. 

Tahiti! insere-se na tradição da ópera double bill, como um gesto teatral de contraponto e ressonância, reunindo duas obras de curta duração apresentadas na mesma noite. Este formato permite o diálogo temático e musical entre obras distintas, valorizando o contraste e a complementaridade. 

Tahiti! articula Trouble in Tahiti, a ópera de câmara de Leonard Bernstein centrada na vida conjugal com Pacific Pleasures de Alannah Marie Halay e libreto de Jorge Balça, escrita como uma prequela da obra de Bernstein. Pacific Pleasures terá a sua estreia nacional com esta produção original.  

Num subúrbio residencial como tantos outros, Tahiti! conta a história de um jovem casal, Sam e Dinah, que descobrem que tudo o que sempre quiseram, não os fez felizes. Têm ainda de encontrar o seu Taiti. Este espetáculo recorre a uma variedade de estratégias e ferramentas dramáticas, como teatro físico e teatro de marionetas que, em colaboração com o MAC/CCB, são inspiradas na obra da artista Paula Rego. 

Tahiti! imagina uma vida para as duas personagens principais antes da ópera de Bernstein, que começa com uma discussão. Como é que Sam e Dinah se tornaram tão infelizes? E até que ponto as suas vidas já estavam mapeadas antes de eles as começarem a viver? E quanto domínio é que eles realmente têm sobre as suas vidas? 

Conforme refere o encenador, Jorge Balça: "Tahiti! é uma espécie de polaroid que revela o desgaste da vida a dois, que explicita que o contrário do amor não é o ódio, e que demonstra que por vezes mais um compromisso pode ser um compromisso a mais." 

Em palco cinco cantores líricos, Inês Constantino (Mezzo-soprano), Leonel Pinheiro (Tenor), Ricardo Panela (Barítono), Rui Baeta (Barítono), Sofia Marafona (Soprano), os marionetistas Ana Rebelo e Luís Godinho / S.A. Marionetas, com a Orquestra do Algarve. 

Enquanto retrato intemporal das relações modernas, esta produção original promove a circulação por diferentes cidades portuguesas desta ópera encenada de 95 minutos (incluindo intervalo). Este projeto é apoiado pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto e DGARTES – Direção-Geral das Artes. 

Língua: Inglês (com legendagem em português) 
Duração: 95 minutos (com 15 minutos de intervalo) 
Classificação etária: M|16 
Bilhetes: 10 e 15€ (à venda na www.bol.pt e na bilheteira do CCB)

Ortega y Gasset e a filosofia da razão vital



Em 1929, José Ortega y Gasset colocou-se no centro do debate filosófico do século xx quando, após ter sido afastado da Universidade de Madrid por motivos políticos e ideológicos, decidiu dar cursos em locais públicos da capital espanhola. Nessas sessões subversivas, propôs uma reforma radical da filosofia que consistia em superar o idealismo e criticar a modernidade.

Marcantes, esses cursos viriam a servir de base para um livro póstumo, editado pelos herdeiros de Ortega y Gasset, em 1957. O Que é a Filosofia? resume a filosofia da razão vital, que se baseia no facto de a realidade radical ser a vida de cada um.

Em contraste com o ser estático, permanente e idêntico a si próprio que os filósofos tradicionalmente procuravam, em contraste com a substância, o autor afirma que a vida é um gerúndio, um «ser», um devir constante, «uma atividade que se executa para a frente, e o presente e o passado descobrem-se depois, em relação a esse futuro. A vida é futuridade, é o que ainda não é».

Acrescenta Ortega y Gasset que a existência é uma tarefa que dá ao homem muito a fazer porque o obriga a exercer a liberdade de ser ele mesmo, de cumprir a sua vocação. «Os egípcios faziam com que os sepultadores substituíssem o seu coração de carne por um escaravelho de bronze ou por um coração de pedra negra; queriam substituir a sua vida. É precisamente isso que o despreocupado tenta fazer: substituir-se a si mesmo. É com isso que ele se preocupa.»

Sete décadas depois, a Bertrand Editora recupera esta obra essencial, que nos mostra o caminho, sem dúvida fértil, pelo qual as armadilhas do racionalismo moderno podem ser evitadas sem cairmos novamente no irracionalismo ou no relativismo. O Que É a Filosofia? chega à rede livreira nacional no próximo dia 5 de fevereiro, numa edição traduzida por Rita Custódio.

Sobre o Autor

José Ortega y Gasset (Madrid, 1883-1955), filósofo e escritor, viajou para a Alemanha na juventude, recebendo a influência decisiva da corrente neokantiana na sua formação, durante a qual passou pelas universidades de Leipzig, Berlim e Marburg. Aos 27 anos obteve a cátedra de Metafísica na Universidade Central de Madrid. Em 1923 fundou a Revista de Occidente, uma das mais prestigiadas publicações culturais internacionais.
Ortega desenvolveu uma intensa atividade intelectual a partir das salas de aula e da imprensa e participou ativamente nas controvérsias do seu tempo. Autor prolífico, a maior parte da sua obra é composta por ensaios e artigos de jornal, onde criou um estilo filosófico e dotou a linguagem de uma riqueza que lhe faltava até então.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Centro de Arqueologia e Artes de Beja inaugurou exposição Matassa



Inaugurou no passado dia 31 de janeiro a exposição Matassa, no Centro de Arqueologia e Artes de Beja. Esta exposição é parte do projeto Hypertextile, que apresenta o têxtil como linguagem e dispositivo de pensamento, explorando processos artísticos desenvolvidos em residências em Portugal (2024–2025). De realçar que a exposição pode ser visitada até 4 de abril de 2026 e que as 51 obras, de 34 artistas, ocupam todo o edifício do Centro de Arqueologia e Artes da capital de distrito.

A exposição Matassa resulta de uma candidatura ao Programa de Apoio a Projetos da DGArtes, apresentada pela Cortex Frontal, associação com sede em Arraiolos, liderada por Mercedes Vidal-Abarca, em 2024, que o Município de Beja integrou como parceiro. A curadoria é de Antónia Gaeta e a organização é do Córtex Frontal - Residências e Oficinas e da Câmara Municipal de Beja.

“Estruturada a partir da metáfora e da concretude da matassa — feixe de fios entrelaçados —, a mostra propõe uma lógica não linear, marcada por sobreposições, acumulações e interdependências entre 34 artistas. Entre o artesanal e o tecnológico, tradição e inovação, dialogam evidenciando processos, gestos e decisões, que moldam cada obra”, refere a Córtex Frontal, na divulgação desta iniciativa.

“O Centro de Arqueologia e Artes de Beja é reconhecido pelas exposições que recebe, com artistas de renome. Na exposição Matassa, que preenche um espaço emblemático da cidade, os criadores colocam-nos a pensar sobre o que nos rodeia e voltam a elevar a fasquia de quem escolhe a capital de distrito para divulgar a sua arte. Esta proposta demonstra que é possível criar a partir dos fios que nos entrelaçam, de forma a olharmos para o real numa lógica de reaproveitamento, reflexão e sustentabilidade”, sublinha o Vereador da Câmara Municipal, com o pelouro da Cultura, Vítor Picado, convidando a visitar a exposição, o Centro de Arqueologia e Artes e a cidade de Beja.

Na exposição Matassa pode apreciar obras de Alexander Sebastianus Hartanto | Aliya Al-Adwani | Anastasiia Podervianska | Andrea Ebert | Angelina Nogueira | Antonia Ablass | Athanasia Karampela | Beatriz Freire | Claudia Martínez | Emanuela Boccia | Jacobo Alonso | Janis Dellarte | Jiôn Kiim | Karolina Lizurej | Lars Preisser | Lia Porto | Louis Nye | Lucas Selezio de Souza | Luisa Ramires | Malou Raulin | Margarida Lopes Pereira | Maria Appleton | Maria Esteve | Marta Pokojowczyk | Martina Manyà| Mustafa Boga | Nuno Trigueiros | Pinelopi Triantafyllou | Tadeo Muleiro | Teresa TAF | Vicky Vasileiou | Ylana Yaari | Zé Ardisson | Zsófia Tettamanti.

Até 4 de abril de 2026, no Centro de Arqueologia e Artes, “O visitante é convidado a percorrer caminhos fragmentários, descobrir conexões e habitar um emaranhado que revela o têxtil como campo crítico para pensar relações, temporalidades e formas de reinvenção do presente”, realçam o Córtex Frontal e a Câmara Municipal de Beja.

Fugiram de uma seita. Anos depois, o crime voltou a encontrá-los



A Singular, publica a 5 de fevereiro O último refúgio, o novo livro de Clémence Michallon, autora do bestseller internacional A hóspede silenciosa.

Frida e Gabriel partilham um passado difícil de imaginar: cresceram numa seita isolada, sob o controlo absoluto de um líder carismático e manipulador. Quinze anos passaram após terem escapado, e, nesse período, algo os afastou. Agora, reencontram-se num resort exclusivo no deserto do Utah, à procura de descanso e de um recomeço, até que uma mulher aparece morta e Gabriel se torna o principal suspeito.

Forçada a revisitar memórias que julgava enterradas, Frida regressa mentalmente à infância marcada pelo trauma, pela obediência e por uma ligação quase indestrutível ao irmão. Sempre acreditou na inocência de Gabriel, mesmo quando o passado foi manchado por tragédias e suspeitas. Agora, perante provas inquietantes, essa certeza começa a vacilar. Até onde pode ir a lealdade quando a verdade ameaça destruir tudo?

Alternando entre passado e presente, O último refúgio é um thriller psicológico intenso e atmosférico sobre laços de família, crime, traição e confiança. Com uma escrita hipnótica e um suspense que se constrói página após página até um final devastador, Clémence Michallon afirma-se como uma das vozes mais marcantes do thriller contemporâneo.

O livro já se encontra em pré-venda.

Sobre a Autora

Clémence Michallon nasceu e cresceu perto de Paris. Estudou jornalismo na City, Universidade de Londres, concluiu um mestrado em jornalismo na Universidade de Columbia e começou a trabalhar como jornalista no The Independent, em 2018. Atualmente é jornalista freelancer e os seus trabalhos já foram publicados na New York Times Book Review, na Time Magazine, na Cosmopolitan UK e em outros meios. Escreveu ensaios e peças sobre criminalidade, celebridades e literatura. É fã de policiais desde que, em adolescente, roubava os livros da mãe. Em 2023, publicou A hóspede silenciosa, o seu thriller de estreia, que se tornou um bestseller internacional. O último refúgio vem confirmar o seu talento como autora de thrillers psicológicos.

Dela Marmy revela canção “E Se For”



Dela Marmy revela a canção “E Se For”, o último single da trilogia iniciada com “Sem Prescrição” e continuada com “Luz Clara”, fechando assim o novo EP da artista. As primeiras datas para a apresentação deste trabalho foram também anunciadas: dia 21 de Fevereiro em Mondim de Basto, dia 16 de Abril em Lisboa, em Valpaços no dia 18 do mesmo mês e em Coimbra dia 8 de Setembro. Os bilhetes encontram-se à venda.

“E Se For” é uma viagem sensorial pela memória e pelo presente, onde se procuram pistas do que ainda permanece no corpo do “pós-amor”, mesmo quando o tempo passa. É, simultaneamente, um lugar de confluências, oposições, realidade, ficção, micro e macro escala. Fala-se de pele e, ao mesmo tempo, imagina-se uma pequena embarcação que enfrenta, heroicamente, a tempestade.

«O que fica guardado de alguém que já não está por perto? Onde fica, como fica e porque fica no (nosso) corpo? O que é essa marca infinita na pele – como sinédoque – que não debota com o tempo? Olhá-la bem de perto, através dos poros, na possibilidade de encontrar qualquer pista.
- - - - - - pele, a primeira matéria física de ligação ao outro, e que, por tal, terá muito para desvendar.» partilha Dela Marmy sobre este tema.

A canção tem letra, música, voz e teclados de Dela Marmy, produção, bateria, percussão, baixo, teclados, guitarra eléctrica e acústica por João Correia e Ana Gonçalves Albino na guitarra clássica. Chega acompanhada por um visualizer do fotógrafo Alípio Padilha.

Juntamente com as outras recentes, assim como algumas mais antigas, esta canção subirá ao palco do Favo das Artes em Fevereiro, da Casa Capitão e do Auditório Arte e Cultura Luís Teixeira em Abril e do Café Curto Convento S. Francisco em Setembro.

“E Se For” pode ser ouvida em todas as plataformas digitais.



«A Lenda das Marés Mansas»com ilustrações de Lina Vila



Já sabemos que Irene Vallejo é apaixonada por mitologia clássica. Já sabemos que os leitores e a crítica aplaudem o seu trabalho. O que esperar, então, do seu novo livro: A Lenda das Marés Mansas? O mito clássico recontado pela autora espanhola e ilustrado pela artista Lina Vila é, em resumo, um precioso livro recheado de cor e magia que, embora se dirija a jovens dos 10 aos 14 anos, é indicado para todas as idades. A Lenda das Marés Mansas chega às livrarias a 5 de fevereiro.

A autora de O Infinito num Junco baseou-se na fábula de Céix e Alcíone das Metamorfoses de Ovídio, para nos oferecer uma versão luminosa, cheia de poesia, em que o mar é protagonista. As ilustrações de Lina Vila transformam a leitura deste livro numa experiência imersiva. A tradução é de Rita Custódio e Àlex Tarradellas. 

Irene Vallejo conta uma história para leitores corajosos de qualquer idade que ousam embarcar no desconhecido. Para aqueles que guardaram segredos e ansiaram por alguém à beira-mar. Para aqueles que visitaram a terra dos sonhos e ficaram lá, mesmo depois de acordarem. Para os pais que se regozijam com o regresso das aves migratórias. Para os avós que esquecem o que fizeram ontem, mas recordam as histórias da sua infância. Para os amantes dos mitos clássicos e para os amantes da arte que querem mergulhar nas aguarelas de um ilustrador mágico. Para todos aqueles que viram com os seus próprios olhos a plumagem azul e laranja de um martim-pescador. 

A Lenda das Marés Mansas estará disponível nas livrarias a partir de 5 de fevereiro. 

Sobre as Autoras

Irene Vallejo é apaixonada pela mitologia grega e romana desde tenra idade. Estudou Filologia Clássica, doutorando-se nas universidades de Saragoça e Florença. É escritora, colunista do El País e do Heraldo de Aragón, palestrante e promotora de educação e do conhecimento sobre o mundo clássico. Recebeu o Prémio Nacional de Literatura, em Espanha, por aquele que viria a tornar-se um bestseller internacional, o ensaio O Infinito num Junco. Em Portugal, toda a obra da autora é publicada pela Bertrand Editora.

Lina Vila foi bolseira de Artes Plásticas Casa de Velázquez, entre 2002 e 2004. Realizou várias exposições individuais e coletivas em Espanha, Itália, Alemanha, Portugal e França. Conduz oficinas de formação em artes plásticas para adultos e crianças. O seu trabalho tem sido baseado numa reflexão sobre a fragilidade do ser humano, através de diferentes técnicas: desenho, pintura, gravura, fotografia e instalação.

A mais fascinante segunda volta da democracia portuguesa



Quatro décadas depois da eleição presidencial mais disputada da democracia portuguesa, A Segunda Volta revisita um país em transformação, marcado por instabilidade económica, alianças políticas improváveis e uma mobilização popular sem precedentes. Com base em relatos na primeira pessoa e num rigoroso levantamento da imprensa da época, João Reis Alves transporta os leitores para os bastidores de uma campanha que polarizou o eleitorado e redefiniu o papel do Presidente da República em Portugal.

Desde conselhos de Estado de emergência e reviravoltas estratégicas a debates televisivos decisivos e episódios que ficaram gravados na memória coletiva, como a agressão a Mário Soares na Marinha Grande ou o icónico sobretudo verde de Freitas do Amaral, este livro eterniza as memórias de um país politicamente em ebulição. A Segunda Volta estabelece ainda pontes claras com o presente, num momento em que o sistema político enfrenta novos desafios e o eleitorado revela sinais de fragmentação, e convida à reflexão sobre a evolução da democracia portuguesa, o peso das lideranças e o papel do Presidente da República enquanto fator de estabilidade ou de rutura política.

Ao revisitar figuras centrais da vida política portuguesa, como Mário Soares, Freitas do Amaral, Maria de Lourdes Pintasilgo, Salgado Zenha, Carlos Mota Pinto e Francisco Pinto Balsemão, é feita uma análise crítica do país que fomos e do país que somos, realçando continuidades, diferenças e ensinamentos que permanecem atuais

A Segunda Volta – 1986: As eleições que mudaram o país já nas livrarias.

Sobre o Autor

João Reis Alves nasceu em Chaves, em 1995, e cresceu em Alcochete. Licenciado em Comunicação e Jornalismo pela Universidade Lusófona, foi jornalista estagiário no jornal Record, em 2016, passando para A Bola TV, de 2019 a 2020, ano em que chegou à CMTV. Foi «pau para toda a obra», cobrindo um leque variado de notícias, desde os crimes à saúde, até transitar para a secção de política do Correio da Manhã, que se revelou uma paixão jornalística. Depois de seis anos ininterruptos em redações, enveredou pela consultoria de comunicação, mas o bichinho da escrita e a vontade de contar histórias permanecem.

“Se acreditares muito” com Sara Barradas e Diogo Martins no Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril acolhe, de 6 a 15 de março, a peça “Se acreditares muito”. Sara Barradas e Diogo Martins interpretam um casal improvável, cuja felicidade é abalada por uma perda irreparável. Trata-se de uma peça premiada da britânica Cordelia O’Neill com encenação de Flávio Gil.


Alex e Rupert são um casal a quem um encontro no metro fez despertar uma chama inabalável. Meses mais tarde já estão a discutir nomes de bebés, cores para o quarto da criança e formas de poupar dinheiro. Os sinais expectáveis de uma jovem família. Mas quando Alex entra em trabalho de parto, o impensável acontece e o mundo dos dois implode.



O que se segue é a luta de um casal para seguir em frente, para se manter unido e preservar a memória do filho. A narrativa de Cordelia O´Neil, pontuada por momentos de humor, leva-nos a mergulhar nas profundezas das emoções humanas e na extraordinária capacidade de acreditarmos no impossível, revelando-se uma experiência pungente e inspiradora.