Com o seu inconfundível fato de alfaiataria e um charme natural que o público reconhece de imediato, Anthony Strong assume com elegância o papel de “cavalheiro inglês” do jazz contemporâneo. Cantor e pianista britânico, apresenta-se no CCB, a 7 de fevereiro, às 19h, à frente do seu trio, num concerto que promete uma viagem vibrante pelos grandes clássicos do jazz.
Ao longo de mais de uma década de carreira internacional, Anthony Strong tem conquistado plateias um pouco por todo o mundo, do Hollywood Bowl a festivais na Europa e na Ásia. O seu repertório cruza swing intenso, baladas sumptuosas, blues e soul, com incursões pontuais na pop, sempre filtradas por uma sólida sensibilidade jazzística. Para além do brilho em palco, destaca-se como um músico completo: os arranjos e orquestrações são da sua autoria, assim como várias composições originais que revelam um profundo respeito pela tradição do jazz.
A sua forma de tocar piano denuncia a influência de mestres como Wynton Kelly, Oscar Peterson e Bill Evans, enquanto a voz, amadurecida por mais de 250 concertos internacionais, acrescenta personalidade e sofisticação a cada interpretação.
Nascido em Londres, em 1984, Anthony Strong cresceu rodeado de música. Desde cedo revelou um talento invulgar, que o levou a estudar piano jazz na Purcell School of Music e, mais tarde, na Guildhall School of Music & Drama, onde se afirmou também como arranjador e acompanhador de referência. Foi já na casa dos vinte anos que, com o seu trio, se tornou presença regular nos mais prestigiados clubes de jazz londrinos, como o Ronnie Scott’s.
Após o lançamento do primeiro EP, Delovely, e do reconhecimento da crítica e do público — impulsionado por passagens na BBC Radio 2 e pelo sucesso online de “Cheek To Cheek” — assinou contrato com a editora francesa Naïve Records, com a qual lançou álbuns marcantes como Stepping Out e On A Clear Day. O disco Me and My Radio confirmou a sua projeção internacional, ultrapassando os 10 milhões de reproduções no Spotify.
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