terça-feira, 12 de maio de 2026

O Poder da Cultura de António Pinto Ribeiro



Figura destacada do panorama cultural nacional e internacional, António Pinto Ribeiro reuniu num só livro uma seleção de textos escritos ao longo de quase 30 anos. O Poder da Cultura: Questões Permanentes já se encontra à venda nas livrarias nacionais. 

Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo atual e do talento coletivo de agir sobre ele.

“O primeiro dos textos deste volume foi escrito em 1996 e o último data de 2023”, escreve o autor. “Nestas quase três décadas, o mundo sofreu profundas alterações, com um forte impacto nos modos de conhecimento culturais, nos modos de acesso e de transmissão da informação, e consequentemente no modo como nos relacionamos com o mundo e uns com os outros.” 

As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.

Por tudo isso, o autor defende a fraqueza do termo “cultura”, tantas vezes instável e equívoco. Inspirado por Arjun Appadurai, propõe a adoção do conceito de «o cultural», enquanto ecossistema de relações em permanente movimento, um modelo aberto, poroso que integra diferentes histórias, identidades, divergências e práticas.

Um conjunto de ensaios sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança coletiva. 

Sobre o Autor

António Pinto Ribeiro nasceu em Lisboa e viveu em várias cidades africanas e europeias. Tem formação em Filosofia e Estudos de Cultura. Combina a sua atividade de professor com a de investigador e programador cultural. Foi membro do grupo de investigação MEMOIRS − Filhos do Império e Memórias Pós-Europeias, CES (2017-2023), diretor artístico e programador cultural em várias instituições culturais portuguesas, incluindo a Culturgest, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a Fundação Calouste Gulbenkian, e comissário-geral de Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-Americana da Cultura 2017. Foi curador de várias exposições, das quais destaca “Disturbance in the Nile: Arte Moderna e Contemporânea do Sudão”, cocuradoria com Rahiem Shadad (Brotéria, 2023) e “Europa Oxalá”, cocuradoria com Katia Kameli e Aimé Mpane, no Africa-Museum (Tervuren), Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée (Marselha) e Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2021-2023).   

Foi distinguido como Cidadão Honorário da Cidade de Buenos Aires pela cidade de Buenos Aires (2016), com a Ordem do Mérito Artístico e Cultural Pablo Neruda do Governo do Chile (2015) e como Cavaleiro das Artes e das Letras pelo Governo de França (2001).

Diogo Beatriz Santos protagoniza três concertos gratuitos no Casino Lisboa



Diogo Beatriz Santos actua, no próximo dia 14, às 22h15, e nos dias 15 e 16, às 22h45, no Casino Lisboa. O artista protagoniza três espectáculos de música ao vivo no palco multiusos do Arena Lounge. A noite prolonga-se, pelas 23h55, na sexta-feira, dia 15, com Dj Hélder Russo; e no sábado, dia 16, com DJ Mago, que propõem os melhores sets até de madrugada.

Diogo Beatriz Santos nos dias 14, 15 e 16 de maio
Com mais de uma década de experiência no panorama musical nacional, Diogo Beatriz Santos apresenta-se como um cantor versátil com um repertório extenso que abrange vários géneros como o jazz, soul, r&b, pop e world music. Diogo Beatriz Santos assume-se como um storyteller. É, sempre, acompanhado por músicos de excelência e nos quais confia a tarefa de tornarem possível os momentos únicos que proporciona aos espectadores.



DJ Hélder Russo no dia 15 de maio
Hélder Russo é natural de Lisboa e tem-se afirmado na cena clubbing pela sua imensa paixão pelo soul, jazz, funk, disco e pelas sonoridades por eles influenciadas, como o house e o techno de Detroit. O seu trabalho como produtor é reflexo disso: um leque de influências distintas, mas sempre com a música negra, nas suas mais variadas vertentes, como denominador comum. Desde o jazz, passando pelo soul, funk, pelo electro e new wave dos anos 80.

DJ Mago no dia 16 de maio
MAGO é um DJ e produtor musical que combina o melhor do Melodic Oriental, Organic e Afro House criando uma viagem sonora intensa e emocional. Com influências orientais e étnicas, a sua música conecta o espiritual ao tribal, levando o público a uma experiência profunda, dançante e transcendental. 

Ricardo Costa regressa com uma nova forma de encarar o sucesso, a liderança e a felicidade no trabalho



Reconhecido pelo seu sucesso como líder do Grupo Bernardo da Costa e como chairman do Kuantokusta, entre muitas outras funções que tem vindo a assumir, Ricardo Costa partilha agora em O Que Fazer e não Fazer para Ter Sucesso, ideias e práticas transformadoras sobre a forma como se encara sucesso, a gestão de equipas e a progressão profissional e pessoal. Empresário de referência nas áreas da liderança, inovação e felicidade corporativa, aborda sem tabus, e com uma perspetiva humanizada e progressista, os comportamentos que são decisivos para impulsionar, ou comprometer, a realização dos objetivos profissionais.

Ricardo Costa reúne um conjunto de 50 atitudes que fazem a diferença e constrói um guia prático, versátil e útil para líderes de empresas, gestores, quadros intermédios ou para quem quer evoluir na sua carreira e assumir as rédeas do seu percurso profissional. Escrito na primeira pessoa, este livro propõe uma abordagem realista do sucesso, entendendo-o não como uma medalha ou um lugar no pódio, mas como uma consequência das escolhas, valores e comportamentos adotados ao longo do tempo, que têm um impacto positivo nas pessoas com que lidamos.

Depois do sucesso do seu primeiro livro, A Felicidade É Lucrativa, o autor reforça o seu posicionamento como uma das vozes mais influentes do ecossistema empresarial português. O Que Fazer e não Fazer para Ter Sucesso, com nota introdutória de Pedro Passos Coelho e prefácio de Pedro Chagas Freitas, percorre os territórios mais importantes da liderança, como a cultura empresarial, as relações interpessoais e o crescimento sustentável. Ao trabalhar a literacia corporativa, informando e elucidando muitas pessoas sobre estes temas, Ricardo Costa transmite as ferramentas necessárias para que possamos assumir o controlo das nossas carreiras e atingir os resultados que sempre desejámos.

O Que Fazer e não Fazer para Ter Sucesso chega às livrarias a 21 de maio.

Sobre o Autor

Ricardo Costa é presidente do Grupo Bernardo da Costa e chairman do Kuantokusta, exerce funções de liderança em várias empresas e atua como board advisor em diferentes sectores. Com um MBA Internacional pela Católica Porto Business School e uma licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial, é também professor convidado em escolas de negócios, tornando-se uma referência no mundo da liderança, inovação e felicidade corporativa graças à sua experiência e visão estratégica. É cronista nos jornais Expresso, Comunidade Cultura e Arte e Record, cônsul honorário do Kosovo e presidente do Conselho Geral da AE-Minho – Associação Empresarial do Minho. É orador internacional e destaca-se ainda como a personalidade em Portugal com maior influência no LinkedIn. Com a Contraponto publicou o livro A Felicidade É Lucrativa, que vai já na sua quarta edição. O Que Fazer e não Fazer para Ter Sucesso é o seu segundo livro. 

Russ Ballard e Tyketto conquistaram o público no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril esgotou, na passada sexta-feira, para receber dois nomes ímpares do rock mundial: Russ Ballard e Tyketto. Foi uma noite electrizante e revivalista repleta de clássicos de diferentes épocas que levaram o público ao rubro. 

Compositor e intérprete icónico, Russ Ballard continua a ser uma referência incontornável no rock. O artista britânico brindou o público com os temas dos seus álbuns de maior culto e mais conhecidos pelo público português: Russ Ballard (1984) e The Fire Still Burns (1985).

"Voices", "In The Night", "I Can’t Hear You No More", “Two Silhouettes”, "The Fire Still Burns", “A Woman Like You”, “Day To Day”, “Playing With Fire” e “Your Time Is Gonna Come” estiveram em destaque. 



Mas, a noite iniciou-se, logo pelas 21h30, quando o vocalista Danny Vaughn subiu ao palco para liderar os Tyketto num memorável concerto. A banda de hard rock norte-americana estreou-se no Casino Estoril para interpretar os seus grandes êxitos do álbum “Don’t Come Easy” entre outros sucessos que marcaram mais de trinta anos de carreira. 

“Forever Young”, “Wings”, “Burning Down”, “Bad For Good”, “Standing Alone”, “Lay Your Body”, “Rescue Me”, “Strenght”, “We Rise”, “Higher Than High” foram, apenas, alguns temas que conquistaram o público. 

O Salão Preto e Prata foi palco de um encontro histórico que reuniu duas gerações e estilos do rock: Russ Ballard dominando o palco com a força criativa dos seus álbuns clássicos tocados na totalidade, e os Tyketto carregando a tocha do hard rock moderno. 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial



O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial, de Samuel P. Huntington, mostra como os confrontos entre civilizações e religiões constituem a maior ameaça à paz mundial, mas também como uma ordem internacional baseada nessas mesmas civilizações pode ser a melhor salvaguarda contra a guerra.

Os ataques de 11 de Setembro de 2001 e as guerras no Iraque e no Afeganistão evidenciaram o risco dos choques civilizacionais. Com o fim das diferenças ideológicas, as diferenças culturais passaram a moldar a política mundial, alterando a ordem da Guerra Fria.

A obra mostra ainda como a explosão demográfica nos países muçulmanos e a ascensão económica do Leste asiático fragmentou o equilíbrio global. Estes desenvolvimentos desafiam a predominância ocidental e intensificam tensões sobre temas como a imigração, os direitos humanos e a democracia.

Sobre o Autor

Samuel P. Huntington (1927-2008) foi um influente cientista político norte-americano, conhecido pelo impacto duradouro dos seus estudos sobre política e relações internacionais. Ao longo da sua carreira, destacou-se como académico, consultor de instituições governamentais dos Estados Unidos da América e comentador nos debates sobre política externa no final do século XX e início do século XXI.

Formado pela Universidade de Yale, com estudos posteriores na Universidade de Chicago e com um doutoramento em Harvard, universidade onde viria a leccionar durante grande parte da sua vida, Huntington desempenhou cargos de relevância académica, incluindo a direcção de importantes centros de estudos internacionais.

A sua obra abrange áreas como política comparada, relações internacionais, democratização e estratégia de segurança. Entre os seus trabalhos mais relevantes destacam-se The Soldier and the State (1957) e Political Order in Changing Societies (1968). Foi, no entanto, com O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial que alcançou maior notoriedade.

Huntington fundou também a revista Foreign Policy e presidiu à Associação Americana de Ciência Política. Figura central e frequentemente controversa, Samuel P. Huntington deixou um legado incontornável na forma como compreendemos os conflitos e as dinâmicas do mundo contemporâneo.

João Baião protagoniza “Baião d’Oxigénio” no Salão Preto e Prata



João Baião apresenta, nos dias 31 de julho e 1 de agosto, pelas 21 horas, “Baião d’Oxigénio” no Casino Estoril. João Baião sobe ao palco do Salão Preto e Prata para protagonizar um espectáculo inovador, cheio de música, humor e energia contagiante.

Desta vez, o público é convidado a espreitar os bastidores da criação artística, num divertido e inesperado processo de casting para encontrar os novos bailarinos do seu próximo grande projecto. 

Entre passos de dança e coreografias, João Baião vai partilhando com os candidatos – e com o público – as suas ideias para o espectáculo que tem em mente. Cada ideia ganha vida no palco, transformando-se em quadros surpreendentes e hilariantes, como se o espectáculo já estivesse a acontecer. 

Do teatro musical à comédia, da dança contemporânea ao delírio mais improvável, esta é uma viagem única pela mente criativa de João Baião. Um espectáculo dentro do espectáculo, onde realidade e imaginação se misturam para criar momentos mágicos, cheios de emoção e gargalhadas. 

Prepare-se para uma noite inesquecível, com muita música, talento e a energia inconfundível de João Baião com a sua companheira de muitas aventuras teatrais a extraordinária atriz Cristina Oliveira, talentosos cantores e bailarinos. Um verdadeiro balão de oxigénio para a nossa vida.

Super Bock Club regressa ao Coala Festival com dois dias de eletrónica e liberdade criativa



O Super Bock Club regressa ao Coala Festival Portugal para mais um fim de semana dedicado à eletrónica, afirmando-se como um espaço onde a batida se cruza com a identidade e a liberdade.

Com uma equipa de curadoria que inclui  Kalaf Epalanga, dos Buraka Som Sistema, o palco volta a reunir um alinhamento que reflete a diversidade das pistas de dança atuais, com artistas de diferentes origens e percursos. No sábado, 30 de maio, sobem ao palco S4DO, FVBRICIA, DJ Danifox, Indi Mateta, SoundPreta e Gayance. No domingo, 31 de maio, a programação continua com bieu s2, Chima Isaaro, Rita Maia, Maribell, Banu e Idiesa.

“O Coala Festival afirma-se como um dos principais encontros da música em língua portuguesa em Portugal, destacando-se pela diversidade artística e pela ligação cultural, num contexto de crescente relevância da música brasileira no país. O Palco Super Bock Club reforça este posicionamento como um espaço de descoberta, encontro e convívio, ampliando a experiência do festival.”, afirma Bruno Albuquerque, Diretor de Marketing (Cervejas e Patrocínios) do Super Bock Group. “Para a Super Bock, esta associação reflete o seu compromisso com a música enquanto território estratégico. Sendo a marca nº1 da música, tem vindo a construir uma relação consistente com artistas, festivais e públicos, promovendo a criação artística, a proximidade e a música como espaço de partilha, expressão cultural e convívio.”, acrescenta.

Mais do que um palco, o Super Bock Club afirma-se como um território de expressão e partilha, onde a música acompanha novas linguagens. Com os passes VIP já esgotados, ainda é possível garantir presença no Festival através de bilhetes diários (69€) e do passe geral de dois dias (119€), disponíveis na plataforma Fever.

Casino Estoril organiza torneio de poker de dimensão internacional



É já amanhã, dia 12, que se inicia a primeira edição do Estoril Poker Fest no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Trata-se de um festival internacional de poker ao vivo que promete, até 17 de maio, suscitar o interesse dos visitantes do Casino Estoril.

Com um extenso programa, o Estoril Poker Fest contará com um Main Event de 500€ e vários torneios paralelos, reunindo jogadores de diferentes países num ambiente, simultaneamente, competitivo e acolhedor.



Idealizado como um festival de poker de nova geração, o Estoril Poker Fest será em exclusivo no formato 6-Max, apreciado pelo seu ritmo dinâmico, bem como a diversas animações destinadas a enriquecer a experiência dos participantes fora das mesas. 

Organizado pelo Casino Estoril, o festival insere-se numa vontade de desenvolver eventos de poker ao vivo acessíveis, festivos e abertos a uma comunidade internacional.

Situado a poucos quilómetros de Lisboa, o Estoril é conhecido pelo seu casino histórico, pelas suas praias e pela sua atmosfera elegante, oferecendo o cenário ideal para acolher um evento desta dimensão.

Sporting Play Day assinala o Dia da Criança



De forma a celebrar o Dia da Criança (1 de Junho), o Sporting Clube de Portugal e a Fundação Sporting vão organizar mais uma edição do Sporting Play Day a 31 de Maio, domingo. As inscrições estão disponíveis aqui. (https://sportingplayday.pt/site/?local=register)

A realizar no Estádio Universitário de Lisboa, a iniciativa é destinada a crianças e jovens dos 3 aos 18 anos e tem como principal objectivo proporcionar um dia cheio de desporto, incutir um estilo de vida saudável e incentivar a actividade física.

Ao longo do dia, os inscritos vão poder praticar algumas das seguintes modalidades: andebol, atletismo, boxe, basquetebol, capoeira, esgrima, futsal, ginástica (aparelhos, parkour e trampolins), judo, karate, kickboxing, patinagem - hóquei em patins, paintball, rugby, rope skipping, skate, taekwondo, ténis de mesa, voleibol e xadrez.



Cada participante deve ser, obrigatoriamente, acompanhado por um adulto, sendo possível levar mais acompanhantes. O valor começa nos 15€ para Sócios do Sporting CP (o número de Associado a considerar é o da criança ou jovem) e de 17€ para não-Sócios. Por cada acompanhante, ao valor acrescem 3€.

Cada inscrição no Sporting Play Day inclui o kit da criança (pulseira, dorsal e t-shirt), o kit do acompanhante (pulseira e senha para água) e, quando aplicável, o kit do acompanhante extra (pulseira + senha para água).

As entregas dos kits de participação vão acontecer na Loja Verde nos dias 29 e 30 de Maio das 10h00 às 20h00. Não se realizaram inscrições nem entregas de kits no dia do evento.

“Heart of a Dog” de Mikhail Bulgakov no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 12 de junho, pelas 20 horas, “Heart of a Dog”, de Mikhail Bulgakov. Com direção de Konstantin Kamensky, esta peça será protagonizada por Alexander Feklistov e Artur Smolyaninov, entre outros conceituados actores russos. Produção Alpha Music.

A famosa novela satírica “Heart of a Dog”, de Mikhail Bulgakov, completou 100 anos em 2025. É uma das poucas obras da era soviética que se tornou um clássico, transcendendo o seu tempo para a eternidade. 

Na época, foi proibida e circulava, apenas, clandestinamente. Mas, após o lançamento de um filme, estreado por Yevgeny Yevstigneyev, esta obra ganhou nova vida e tornou-se amplamente conhecida, atraindo a atenção de relevantes directores de teatro. “Heart of a Dog” é uma história que continua a interessar a diferentes gerações. 

“Heart of a Dog” de Mikhail Bulgakov assume, hoje em dia, um significado especial tendo em consideração os históricos acontecimentos que estão a ocorrer à escala global, influenciando a vida das sociedades contemporâneas. De facto, é o momento oportuno para uma nova interpretação teatral do texto de Mikhail Bulgakov. 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Estamos a perder histórias de vida e quase ninguém está a falar sobre isso



Rita Seara, fundadora do projeto Jardim das Memórias, redigiu um artigo de opinião que aborda de forma clara e acessível como, apesar de estarmos cada vez mais ligados e documentados, continuamos a perder aquilo que realmente nos define, as histórias, as conversas e as memórias vivas das pessoas que nos são próximas. 




Vivemos numa altura em que tudo parece estar registado. Tiramos fotografias todos os dias, gravamos vídeos, guardamos mensagens e acumulamos milhares de memórias no telemóvel, organizadas por datas, locais e momentos. À primeira vista, poderíamos achar que nunca estivemos tão próximos de preservar o que vivemos. E, no entanto, há algo essencial que está a desaparecer e quase ninguém está a falar sobre isso. 

As histórias de vida estão a perder-se. Não de forma repentina, mas de forma silenciosa, quase impercetível. Não desaparecem quando alguém parte. Desaparecem muito antes disso, nas conversas que vão sendo adiadas, nas perguntas que nunca chegam a ser feitas, nos momentos em que dizemos “um dia falo com mais calma”. O problema é que esse dia, muitas vezes, não chega. E quando percebemos isso, já não há forma de recuperar aquilo que ficou por dizer. 

Há uma ilusão que nos acompanha: a ideia de que temos tempo. Tempo para ouvir melhor, para perguntar, para dar atenção às histórias que parecem sempre disponíveis. Mas o tempo não funciona assim. O tempo passa, independentemente da nossa vontade, e leva consigo aquilo que nunca foi verdadeiramente guardado. 

Se olharmos para a forma como as famílias preservam memória, percebemos um padrão claro. Guardamos fotografias, álbuns antigos, caixas cheias de recordações, pastas no telemóvel com momentos importantes. Conseguimos rever aniversários, viagens, encontros. Mas há uma dimensão da memória que raramente é preservada. A forma como alguém fala, a pausa antes de responder, o brilho no olhar quando se lembra de algo importante, a maneira única como conta uma história que já repetiu tantas vezes. Esses detalhes, que parecem pequenos, são precisamente aquilo que mais nos liga às pessoas. E são também os primeiros a desaparecer. 

Estamos tão focados em guardar momentos que esquecemos de guardar histórias. E há uma diferença importante entre os dois. Os momentos mostram o que aconteceu. As histórias revelam o que aquilo significou. São as histórias que dão contexto, emoção e continuidade às nossas memórias. Sem elas, ficamos apenas com imagens, mas não com o verdadeiro sentido do que vivemos. 

Talvez este seja um tema desconfortável porque nos obriga a reconhecer algo simples: há coisas importantes que estamos constantemente a adiar. Não por falta de amor ou de interesse, mas porque vivemos num ritmo que valoriza o imediato e o urgente, deixando pouco espaço para aquilo que exige tempo e presença. E, nesse processo, vamos assumindo que haverá sempre uma oportunidade mais à frente. 

Mas há histórias que não voltam. E há perguntas que, quando não são feitas a tempo, ficam para sempre por fazer. É precisamente por isso que este tema é tão pouco falado. Porque implica parar, ouvir e dar importância a algo que não é urgente, mas que é profundamente essencial. 

Num mundo onde tudo parece estar guardado, talvez esteja na altura de refletir sobre aquilo que está a ficar por guardar. Porque as histórias de vida não desaparecem de repente. Desaparecem aos poucos, entre dias que passam demasiado rápido e conversas que ficam sempre para depois. 

E, na maioria das vezes, sem ninguém dar por isso. 

Rita Seara
Fundadora do Jardim das Memórias 

Azores Burning Summer revela cartaz para 2026



O Festival Azores Burning Summer regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, com um cartaz que reúne nomes como Lura, Paulo Flores, Capitão Fausto, Zé Ibarra, Tabanka Djaz e Throes + The Shine.

Com mais de uma década de percurso, o Azores Burning Summer mantém a sua identidade enquanto eco Festival, cruzando música, natureza e sustentabilidade, e promovendo o encontro entre diferentes culturas em pleno território açoriano.

A edição de 2026 volta a destacar a música da lusofonia e das diásporas africanas, reunindo nomes consagrados e projetos contemporâneos.

No dia 28 de agosto atuam Lura, uma das vozes mais emblemáticas da música cabo-verdiana contemporânea, reconhecida pela forma como tem levado a tradição crioula a públicos internacionais; Paulo Flores, figura maior da música angolana e autor incontornável na afirmação do semba e da canção de intervenção; e Tabanka Djaz, formação histórica da música guineense, símbolo da sua identidade cultural e da força das sonoridades da África lusófona.

No dia 29 de agosto, o Festival apresenta Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da música portuguesa atual, com um percurso marcante na renovação do pop e do rock nacional; Zé Ibarra, uma das vozes mais interessantes da nova geração da música brasileira, onde tradição e experimentação se cruzam; e ainda Throes + The Shine, projeto luso-angolano de grande energia cénica, reconhecido pela fusão singular de kuduro, rock e eletrónica.

A diversidade musical continua a ser uma das marcas do festival, promovendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade, num ambiente que privilegia a proximidade entre artistas e público, em ligação direta com a paisagem natural da praia dos Moinhos no Porto Formoso.

Mais do que um evento musical, o Azores Burning Summer mantém o seu compromisso com práticas sustentáveis e com a valorização do território, através das iniciativas ambientais, culturais e comunitárias que integram a experiência do Festival.

“O Azores Burning Summer nasce da ligação profunda à Praia dos Moinhos, ao território e às pessoas que nele se cruzam — comunidade local, turistas e residentes estrangeiros. Entre natureza, música e consciência ecológica, o Festival é um momento e lugar de encontro, pertença e união nos Açores. A qualidade, o conforto, a segurança e a sustentabilidade estão no centro de toda a experiência que pretendemos proporcionar”, afirma Filipe Tavares, diretor do Festival.

O anúncio do cartaz marca o início da comunicação da edição de 2026, estando previstas novas divulgações nas próximas semanas, incluindo programação complementar e iniciativas paralelas.



Já se encontra disponível online a primeira fase de venda de bilhetes, com passes gerais a 30€ e bilhetes diários a 20€, até 30 de junho.

O Azores Burning Summer contribui para a descentralização cultural e dinamização turística na ilha de São Miguel, afirmando os Açores como destino relevante no circuito de festivais alternativos e não massificados.

O evento conta com o apoio institucional da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Governo dos Açores, Governo de Cabo Verde e Junta de Freguesia do Porto Formoso. Tem como patrocinadores principais a marca Terra Nostra, NOS Açores, KIA / Grupo Moniz de Sá, EDA e SATA. O festival tem o apoio à divulgação da PDL26 - Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura, estando integrado na sua programação complementar.

Tem espaço para si na sua agenda?



Depois do grande sucesso de Terapia para Levar, Ana Pérez, autora com mais de 300 mil leitores em todo o mundo e criadora da página de sabedoria emocional, Nacídramática, apresenta agora Tempo para Viver, um guia que nos incita a pegar nas rédeas do nosso tempo e aproveitá-lo de maneira consciente, saudável e sem pressões.

Com a prevalência crescente de casos de burnout, este é um tema que urge ser abordado: afinal de que serve trabalhar horas a fio, abdicando do descanso e do lazer, se não vamos ter saúde para usufruir do que conquistámos? Ana Pérez é perentória: «Se, a partir de agora, ouvires alguém a dizer que o tempo é dinheiro, não acredites cegamente: o tempo, por si só, não vale nada. O que importa é o que fazemos com ele.»

Mas como otimizar o nosso tempo sem fugir às responsabilidades? No livro, são-nos dadas 100 ferramentas práticas que respondem a este anseio, entre elas o poder dos micro-hábitos, a utilidade de fazer planos, a importância de estabelecer metas realistas e o trunfo de saber maximizar a concentração e evitar distrações. São ainda abordados temas como a procrastinação e o tempo excessivo de scroll no telemóvel, assim como a importância de encontrar momentos para fazer aquilo que realmente amamos e truques diários que podemos usar para os descortinar.

Segundo a autora, o livro «tem um último capítulo superbonito, que as pessoas adoram, e que te fará refletir sobre o tempo: como foi o teu passado, como é o teu presente e como queres que seja o teu futuro. É o desfecho perfeito para este livro».

Um guia essencial para quem sente que o tempo lhe escapa por entre os dedos, Tempo para Viver, já chegou à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de André C. Fernandes.

Sobre a Autora

Ana Pérez é apaixonada por Psicologia e design gráfico. Com @nacidramatica, partilha, nas redes sociais, pequenas pérolas de sabedoria emocional com milhares de seguidores. É autora do bestseller internacional Terapia para Levar. 

15 países, 27 mil quilómetros, 8 meses: «África Acima» está de volta às livrarias



África Acima, de Gonçalo Cadilhe, regressa às livrarias numa edição revista e aumentada, com chancela da Contraponto, reafirmando-se como uma obra incontornável da literatura de viagem em língua portuguesa. Resultado de uma travessia de oito meses por quinze países africanos e mais de 27 mil quilómetros, este livro é o relato de uma África vivida por dentro, ao ritmo das suas gentes, das suas estradas e do seu quotidiano.

Quando partiu para esta viagem, Cadilhe sabia apenas que o ponto de partida seria a África do Sul e o de chegada Portugal. O transporte aéreo foi deliberadamente excluído, optando por atravessar o continente por terra, recorrendo a autocarros antigos, comboios ainda em funcionamento, transportes públicos locais e boleias. Uma escolha que molda toda a narrativa e que traduz a sua convicção de que «voar sobre África não é viajar por África».

Ao longo do percurso, o autor — hoje amplamente reconhecido como o maior escritor-viajante português dos tempos modernos — redescobre um continente misterioso e mágico. África Acima constrói-se a partir das dificuldades e imprevistos da viagem, mas sobretudo da relação com as pessoas que encontra pelo caminho: a hospitalidade, a solidariedade, a alegria e a amizade das populações africanas, que o autor identifica como a maior lição da sua travessia.

A reedição surge num momento em que África volta a ocupar um lugar central no imaginário dos viajantes, acompanhando o crescimento significativo do turismo no continente e o renovado interesse por experiências de viagem autênticas e transformadoras.

Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, o livro destaca-se pela forma como alia o prazer da leitura ao conhecimento de um continente complexo, diverso e profundamente humano.

Mais do que um relato de viagem, África Acima é um testemunho sobre a condição humana e sobre a capacidade de encontro entre culturas. Uma obra que regressa agora às livrarias para ser redescoberta por novos leitores e revisitada por quem já fez, através destas páginas, parte do caminho.

Sobre o Autor

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz, em 1968, onde continua a residir com a mulher e o filho. É escritor, documentarista, fotógrafo e autor de viagens de grupo.  Iniciou a atividade profissional em 1992, o mesmo ano em que se licenciou em Gestão de Empresas pela Universidade Católica do Porto.  Tem quinze livros publicados. Viagens, biografias históricas, surf e encontros de vida são os seus temas de eleição. Entre os vários títulos, destacam-se Planisfério Pessoal, já reeditado pela Contraponto, Nos Passos de Magalhães, África Acima, Nos Passos de Santo António e Passagem para o Horizonte.  
É autor de vários documentários de viagem para a RTP. 

Anabela Mota Ribeiro regressa à ficção com «Na Casa da Minha Mãe»



Três anos depois da estreia na ficção com O Quarto do Bebé, elogiado pela crítica e pelos leitores em Portugal e no Brasil, Anabela Mota Ribeiro regressa com Na Casa da Minha Mãe. Este romance incandescente, «irmão» do primeiro, confirma a autora como um fenómeno singular na ficção portuguesa. Fica disponível nas livrarias portuguesas a 21 de maio. Dois dias antes, a 19 de maio, decorre uma sessão de lançamento, agendada para as 18h30, na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa. O evento conta com apresentação de Hélio de Seixas Guimarães e José Lobo Antunes.

A escrita crua e visceral de Anabela Mota Ribeiro em O Quarto do Bebé ascende, neste segundo romance, a um novo patamar de firmeza e eficácia: é feroz, essencial, verdadeira. Na Casa da Minha Mãe explora temas em continuidade, embora sob pontos de vista diferentes, e aborda novos tópicos, como a luta de classes.

N’O Quarto do Bebé, depois da morte de um conhecido psicanalista, a filha, única herdeira, encontrou entre os papéis deixados pelo pai o diário de uma paciente, Ester do Rio Arco. O que começa como uma leitura movida pela curiosidade rapidamente se transforma em obsessão. No romance Na Casa da Minha Mãe, ao desmanchar a casa do pai, Conceição encontra novos cadernos da paciente, escritora e estudiosa da obra de Machado de Assis, assim como Anabela Mota Ribeiro.

Esta história íntima interpela o dito e o não-dito, a origem e a pertença, o corpo e a classe social, o luto e a luta. É uma viagem ao seu começo e ao seu fim (o presépio, o cemitério), que identifica uma genealogia e revela a condição de deslibido, isto é, sem amor pela vida e sem desejo sexual. Percorre e narra os labirintos da memória, num movimento ora dispersivo, ora agregador no regresso à ideia de casa, que é o corpo, que é o mundo.
 
Sobre a Autora

Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes. Vive e trabalha em Lisboa. Fez a licenciatura e o mestrado em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. No doutoramento prossegue o estudo do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi visiting research fellow da Brown University em 2019. Publicou, entre outros, os livros Paula Rego por Paula Rego (2016), A Flor Amarela - Ímpeto e Melancolia em Machado de Assis (2017) ou Por Saramago (2018). Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas e trabalhou em rádio. É autora e apresentadora de programas de televisão, sendo o mais recente Os Filhos da Madrugada na RTP3 (de 2021 a 2025). Foi co-curadora do Folio (2015 e 2016, Óbidos), e assinou, com José Eduardo Agualusa, a programação da Feira do Livro do Porto (2017, 2018 e 2020). Integrou a equipa curatorial do FeLiCidade, Festival da Língua e da Liberdade, no CCB (2024). Concebeu e modera o ciclo de cinema e conversas «Um Filme Falado» na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, em Serralves, desde 2022. 
O Quarto do Bebé (Quetzal, 2023) foi o seu primeiro romance. 

É possível aprender com aquilo que nos magoou e seguir em frente?



Há alturas em que tudo pesa: a culpa, as relações, a sensação de não sermos suficientes. Em Sobreviver a Dias Imperfeitos, livro publicado pela Contraponto, a psicóloga Mariana Caldeira e a atriz Mafalda Rodrigues mostram como é possível compreender as feridas do passado e encontrar novas formas de seguir em frente.

O livro nasce de uma relação real de consulta. Mariana é a psicóloga, Mafalda, a paciente que durante anos carregou traumas, dúvidas e inseguranças que influenciavam a forma como se via a si própria e aos outros. A partir desse encontro surge um diálogo a duas vozes que recria o espaço seguro de um consultório e abre caminho a reflexões profundas sobre as experiências que moldam quem somos.

Ao longo destas páginas, são abordados temas como os ecos da infância, a imperfeição das relações familiares, o burnout parental, a síndrome do impostor, o peso da culpa e a dificuldade em impor limites. Ao mesmo tempo, os leitores vão encontrar ferramentas práticas e perspetivas que ajudam a compreender emoções, estabelecer fronteiras saudáveis e construir relações mais equilibradas.

A originalidade da obra reside precisamente nesta dupla perspetiva: o testemunho vulnerável de quem partilha as suas fragilidades e o olhar clínico de quem ajuda a interpretá-las. Mariana Caldeira baseia-se sempre em conhecimento científico e na sua prática clínica, oferecendo ao leitor estratégias concretas para lidar com frustrações, gerir emoções e libertar-se de dinâmicas familiares tóxicas.

Sobreviver a Dias Imperfeitos é, acima de tudo, um convite a olhar para dentro, compreender o que nos moldou e perceber que, mesmo quando a vida não é perfeita, é sempre possível recomeçar.

Sobre as Autoras

Mafalda Rodrigues (1990) frequentou o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e integrou a companhia de teatro TIN.BRA. Aos 19 anos mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Empresarial na Escola Superior de Comunicação Social. Apesar do percurso académico, o teatro foi sempre a sua grande paixão, o que a levou a frequentar o curso profissional de representação na ACT Escola de Atores. Desde então, trabalha como atriz em diferentes projetos artísticos. Tem 36 anos, é mãe de dois filhos e é coautora do podcast «(im)perfeita mente». 

Mariana Caldeira (1989) é psicóloga clínica desde 2012. Ao longo do seu percurso, integrou diversas formações e experiências profissionais nas áreas clínica e social, aprofundando o seu trabalho no impacto das experiências precoces, dos vínculos e das dinâmicas familiares na vida adulta. Em 2021 fundou a Clínica Profundamente, onde, em conjunto com uma equipa de psicólogos e psiquiatras, acompanha histórias de vida de quem procura compreender e cuidar das suas feridas emocionais. É autora do livro Tudo o que se passa aqui dentro, publicado pela Contraponto, em março de 2024. É coautora e voz do podcast «(im)perfeita mente». 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A nova viagem de Gonçalo Cadilhe vai «Mais Além»



Cinco anos depois do seu último original, Gonçalo Cadilhe regressa à escrita com Mais Além – Uma história sentimental da viagem e dos viajantes, uma obra que leva os leitores aos lugares mais significativos da história da humanidade, reunindo os momentos, personagens e itinerários que contam as histórias do Homem enquanto viajante.

Neste livro, territórios passados e presentes transformam-se em pontos de encontro entre duas narrativas: a dos grandes movimentos, rotas e viajantes que moldaram a História e a do próprio autor, que os revisita a partir da sua descoberta dos cinco continentes ao longo dos últimos trinta anos.

Reconhecido como o maior escritor-viajante português dos tempos modernos, Gonçalo Cadilhe propõe neste itinerário literário uma abordagem original dentro do género, afasta-se do relato clássico de viagem para construir uma reflexão mais ampla sobre o ato de viajar. Em Mais Além, cada destino é também um ponto de partida para quem lê.

Escrito num tom literário, o livro percorre diferentes geografias e épocas, sem perder o rigor dos lugares nem a dimensão humana que caracteriza a escrita do autor. O resultado é uma narrativa que convida tanto os viajantes experientes como os leitores curiosos a pensar a viagem como uma experiência universal, transversal a culturas e gerações.

Mais do que um novo livro, Mais Além assinala um regresso aguardado pelos leitores que se habituaram a «acompanhar» o autor ao longo dos anos e que reencontram aqui uma das vozes mais marcantes da literatura de viagens em Portugal.

Mais Além – Uma história sentimental da viagem e dos viajantes que chega hoje às livrarias.

Sobre o Autor

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz, em 1968, onde continua a residir com a mulher e o filho. É escritor, documentarista, fotógrafo e autor de viagens de grupo. Iniciou a atividade profissional em 1992, o mesmo ano em que se licenciou em Gestão de Empresas pela Universidade Católica do Porto.

Tem quinze livros publicados. Viagens, biografias históricas, surf e encontros de vida são os seus temas de eleição. Entre os vários títulos, destacam-se Planisfério Pessoal e África Acima já reeditados pela Contraponto, Nos Passos de Magalhães e Nos Passos de Santo António e Passagem para o Horizonte. 
É autor de vários documentários de viagem para a RTP. 

O novo Mercedes-Benz Classe C 400 4MATIC elétrico já está disponível para encomenda



O novo Mercedes-Benz Classe C 400 4MATIC elétrico (consumo de combustível em ciclo combinado: 18,5-14,1 kWh/100 km emissões de CO₂ em ciclo combinado: 0 g/km | classe de emissões de CO₂: A),  já está disponível para encomenda nos concessionários ou online. O preço de venda do modelo começa a partir de 70.600€. Com 489 cv de potência, a versão topo de gama desportiva, acelera dos zero aos 100 km/h em 4,1 segundos e tem uma autonomia de até 743 quilómetros. Graças à tecnologia de 800 V, é possível recuperar até 320 quilómetros de autonomia (WLTP) em apenas 10 minutos. O Classe C elétrico percorre bem mais de 1000 quilómetros com apenas uma breve paragem para carregamento.

O C 400 4MATIC elétrico dispõe de uma nova bateria de iões de lítio com uma capacidade útil de 94,5 kWh. O carregamento rápido em corrente contínua é possível em postos de carregamento de 800 V com uma potência de carregamento de até 330 kW. Com um conversor DC de série, a limousine pode também utilizar postos de carregamento rápido de 400 V. Outros modelos com tração traseira e integral, bem como diferentes variantes de bateria, serão lançados no próximo ano. Entre estes encontra-se um modelo com tração traseira com uma autonomia prevista de aproximadamente 800 quilómetros – um valor de referência no segmento das limousines elétricas de segmento médio.



O novo Classe C totalmente elétrico é agora mais inteligente do que nunca, oferecendo aos condutores um elevado nível de conforto e conveniência. O MB.OS gere todos os domínios do veículo e liga-os num ecossistema inteligente – desde a informação, entretenimento e conforto, passando pelo desempenho de condução e carregamento, até à condução automatizada. Este supercomputador baseado em IA constitui a base da nova geração do MBUX e dos avançados sistemas de assistência à condução e estacionamento MB.DRIVE. Ligado à Mercedes-Benz Intelligent Cloud, o MB.OS permite atualizações regulares over-the-air de todo o software do veículo. Isto mantém o novo Classe C totalmente elétrico atualizado e atrativo durante muitos anos. Novas funções podem ser adicionadas de forma rápida e conveniente – sem necessidade de visitar uma oficina.

Com o seu design, o primeiro Classe C elétrico limousine afirma-se como uma expressão emocional autónoma em qualquer perspetiva. As proporções desportivas distintivas tornam-na inconfundível. Uma secção dianteira baixa e plana, em conjunto com uma linha de tejadilho alongada e uma traseira fluida e arredondada, criam uma silhueta de coupé. As projeções das secções dianteira e traseira são curtas. Em conjunto com superfícies amplas e fluidas, linhas características precisas e guarda-lamas salientes, modelados como músculos poderosos, o design transmite fortes emoções e promete um prazer de condução apaixonante.



Vasta seleção de opções de personalização
A oferta de equipamentos opcionais permite um elevado grau de personalização, garantindo que cada cliente encontra a configuração que melhor responde às suas preferências e necessidades.

Residência Artística ±MaisMenos± no The Studio, Underdogs



Teve início na passada terça-feira, dia 5, a residência com o artista plástico Miguel Januário [±MaisMenos±], na galeria Underdogs, em Marvila, no âmbito do projeto “The Studio”.  

±MaisMenos± é o projeto artístico de Miguel Januário, designer e artista visual português cuja prática se centra na intervenção cívica, política e social, na interseção entre arte, design e espaço público. Desenvolvido ao longo de mais de duas décadas, o projeto tornou-se uma referência na arte urbana contemporânea, utilizando a linguagem como ferramenta central para questionar sistemas de poder, ideologia e comportamento coletivo. Trabalhando em múltiplos suportes – incluindo instalação, pintura, vídeo e performance – o seu trabalho tem sido apresentado em exposições, instituições e intervenções no espaço público em Portugal e internacionalmente. Mantém uma colaboração ativa com diversas instituições culturais e cívicas.

A exposição estará patente até amanhã, dia 8 de Maio.



Cata Vassalo junta-se a Pedaços de Cacau



A chocolataria artesanal Pedaços de Cacau e a joalheira Cata Vassalo juntaram-se numa colaboração exclusiva. A edição especial que junta chocolate e ouro foi lançada no passado dia 2 de maio.

Há colaborações que nascem de uma afinidade natural. A união entre a Pedaços de Cacau, chocolataria artesanal premium, e a joalheira Cata Vassalo é uma delas, juntando dois universos que partilham o gosto pelo detalhe, pela autenticidade e pela valorização das matérias-primas. O resultado é uma edição limitada exclusiva.

Mais do que um presente, esta caixa especial foi pensada como uma experiência sensorial para surpreender e emocionar. No interior, encontram‑se duas variedades de napolitanas de chocolate negro, criadas para refletir a identidade de ambas as marcas. O primeiro sabor, criado em exclusivo para a Cata Vassalo, combina chocolate negro com caramelo intenso. A cobertura, trabalhada minuciosamente, recria visualmente pepitas de ouro, elemento icónico da joalheira, estabelecendo uma ligação subtil entre o mundo do chocolate e o da joalharia.



O segundo sabor apresenta uma vertente mais delicada e floral, com chocolate negro enriquecido com flores comestíveis, resultando numa combinação elegante, aromática e sofisticada.

“Esta colaboração com a Cata Vassalo nasce de valores comuns: o respeito pelo detalhe, pela criação artesanal e pela forma como um objeto pode contar uma história. Queríamos criar algo que fosse mais do que chocolate: uma experiência com significado, capaz de transformar um gesto simples numa memória especial”, diz Raquel Lima, CEO da Pedaços de Cacau.

A apresentação da caixa, de design contemporâneo e elegante, reforça o carácter exclusivo desta criação. Cada elemento foi pensado ao pormenor para oferecer uma experiência completa, refletindo o compromisso com a qualidade, a criatividade e a estética, que definem ambas as marcas.

Esta edição especial pode ser adquirida na loja física Cata Vassalo, no Amoreiras Shopping Center, na chocolataria Pedaços de Cacau, em Vila Nova de Gaia, e na loja online da Pedaços de Cacau, tendo um PVP de 34 €. Por se tratar de uma edição limitada, esta caixa especial estará disponível apenas até ao fim de stock.

Shrek chega ao universo LEGO®



O Grupo LEGO e a Universal Products & Experiences revelaram um set exclusivo de LEGO Shrek, a par de um set LEGO Shrek BrickHeadz™, inspirado na adorada franquia Shrek, da DreamWorks Animation, assinalando a primeira vez que Shrek aparece em forma de LEGO. Dando vida ao icónico ogre e ao seu mundo de conto de fadas em tijolos, estes sets oferecem aos fãs uma nova forma de homenagear uma das personagens mais icónicas da animação.

Estreando-se no grande ecrã há 25 anos, Shrek virou o mundo dos contos de fadas do avesso (e temos vindo a citá-lo desde então!). Agora, os fãs podem regressar ao pântano de uma forma totalmente nova. Com o lançamento dos novos sets LEGO Shrek, o público pode recriar cenas favoritas e reviver momentos icónicos da tão acarinhada franquia. Combinando nostalgia cinematográfica com criatividade prática, LEGO Shrek convida os construtores a dar vida à magia do pântano em forma de tijolos.

Os fãs adultos podem recordar os 25 anos de Shrek com o pormenorizado set de exposição LEGO Shrek, Burro e Gato das Botas, para idades de 18+. Com Shrek e Burro construídos em tijolos, além de uma minifigura do Gato das Botas, este set assenta numa base pantanosa com o clássico aviso “Beware Ogre!”.

Outras referências ao filme incluem girassóis, uma cebola e uma flor azul com espinhos vermelhos. Vai ser possível descobrir Easter eggs escondidos dentro da barriga de Shrek para uma camada extra de diversão.



Para construtores mais jovens, o set LEGO BrickHeadz™ de Shrek convida as crianças de 10 anos em diante a entrarem no mundo de Bué, Bué Longe e criarem três personagens adoradas: Shrek, Burro e Lacha. Os LEGO BrickHeadz são figuras colecionáveis estilizadas e construídas com peças, conhecidas pelo seu peculiar design de cabeça quadrada. Repleto de detalhes divertidos, das orelhas características do Shrek e sorriso maroto do Burro aos botões de cobertura glacé do Lacha, o set apresenta ainda um aviso “Beware Ogre” inspirado no icónico pântano de Shrek.

Raquel Ojeda, Creative Lead do Grupo LEGO, disse: «Shrek celebrou sempre a imaginação, a amizade e um pouco de travessura, valores que se traduzem perfeitamente para a brincadeira LEGO. Estamos “nas nossas Shrek quintas” pela parceria com este universo tão acarinhado e por ver como os fãs constroem as suas próprias aventuras de conto de fadas. É apenas o começo, por isso, fiquem atentos a muito mais da magia de LEGO Shrek!»

«A parceria com o Grupo LEGO para apresentar o Shrek em formato de tijolos LEGO assinala um momento entusiasmante ao comemoramos o 25.º aniversário da franquia», disse Rafa Macias, Global Commercial Officer, Consumer Products, Games & Digital da Universal Products & Experiences. «Estes sets dão vida a Bué, Bué Longe com design inovador, Easter eggs divertidos para os fãs descobrirem e storytelling — homenageando o legado que fez de Shrek um ícone cultural e convidando os fãs a regressar ao pântano onde tudo começou.»

A comemorar, este ano, o seu 25.º aniversário, a franquia Shrek, conhecida pelo storytelling complexo, banda sonora icónica e um sem-fim de momentos citáveis, continua a inspirar gerações e a proporcionar uma nostalgia duradoura. É a prova de que as grandes histórias, tal como os ogres, têm camadas que resistem ao passar ao tempo.

Os novos sets LEGO Shrek estão disponíveis para pré-encomenda, e, para compra, nas lojas LEGO em todo o mundo e em LEGO.com, de 1 de junho em diante.

Estreias de cinema de 7 de Maio de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Amor em Quatro Letras

Aos 17 anos, Nicholas vê o seu mundo ruir quando, após uma suposta revelação divina,  o pai abandona a família para se dedicar à pintura. Isabel, por seu lado, cresce feliz numa ilha até um infortúnio fazer com que tenha de ir estudar para um colégio religioso, longe da família. 

Marcadas por perdas e tragédias pessoais, as vidas de ambos decorrem em paralelo. Mas, embora separados pelas circunstâncias, as suas trajectórias parecem ligadas por uma força invisível. Quando finalmente se encontram e se apaixonam, ambos percebem que o destino sempre direccionou os seus caminhos para um encontro inevitável.

Com realização de Polly Steele, “Amor em Quatro Letras” tem argumento do escritor irlandês Niall Williams, que adapta o romance escrito por si em 1997. As actuações ficaram a cargo de Fionn O'Shea, Olwen Fouéré, Ann Skelly, Pierce Brosnan, Helena Bonham Carter, Gabriel Byrne. 



Chopin: Uma Sonata em Paris

Nascido na Polónia, Frédéric Chopin (1810-1849) foi um dos mais importantes compositores e pianistas do período romântico. Ainda muito jovem, mudou-se para Paris, onde viveu grande parte da vida e se tornou uma figura central dos salões aristocráticos parisienses. 

Apesar do talento, da sensibilidade artística e do reconhecimento alcançado, Chopin tinha uma saúde frágil e uma plena noção de que o tempo lhe escapava. Por isso, à medida que a doença progredia e se intensificava a consciência do aproximar da morte, as suas composições tornaram-se cada vez mais urgentes, introspectivas e melancólicas. 

Chopin acabou por morrer de tuberculose a 17 de Outubro de 1849, com apenas 39 anos, e foi sepultado no cemitério do Père Lachaise, em Paris. Como era seu desejo, o seu coração foi levado para Varsóvia, Polónia.

Protagonizado por Eryk Kulm e realizado por Michał Kwieciński, segundo um argumento de Bartosz Janiszewski, este drama biográfico retrata a vida de Chopin em Paris durante os últimos anos da sua vida.



Billie Eilish - Hit Me Hard and Soft: The Tour

Nascida em 2001, em Los Angeles, Billie Eilish ficou conhecida aos 14 anos com o sucesso viral da canção “Ocean eyes”, originalmente publicada no SoundCloud a 18 de Novembro de 2015 e lançada, exatamente um ano depois, pela Darkroom e Interscope Records. 

Mas foi em 2019, depois do lançamento de  “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, o seu álbum de estreia, que se tornou um fenómeno a nível global. Conhecida pelo seu estilo original e pela constante colaboração com Finneas O’Connell, seu irmão, Billie é hoje uma das vozes mais influentes da sua geração. Conquistou múltiplos prémios, incluindo vários Grammys e o Óscar de melhor canção original por “No time to die”, tema do filme homónimo da saga James Bond.

Este “Billie Eilish - Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D)” é um filme-concerto que acompanha a artista durante a digressão do álbum “Hit Me Hard and Soft”. Filmado com tecnologia de última geração, o espectáculo tem produção, argumento e realização de James Cameron e da própria Billie Eilish. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Casino Estoril recebe peça “My Grandson Benjamin”



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, amanhã, dia 7 de maio, pelas 20 horas, a peça “My Grandson Benjamin”. Com direcção de Marfa Gorvits, esta peça da autoria de Lyudmila Ulitskaya será protagonizada por Liya Akhedzhakova, Alexandra Islentyeva, Nadezhda Lumpova e Gleb Romashevsky.

A protagonista, Esther, vive no passado, relembrando as tradições e os costumes da sua infância. Dominadora e habituada a tomar decisões pelos outros, ela procura a noiva ideal para o seu filho. Mas, sem sucesso…

Contudo, um dia Esther decide dar um passo importante: viaja para a sua cidade natal, Bobruisk, e regressa acompanhada por uma jovem e bela herdeira de uma família "de confiança". Tudo parece correr bem, mas o plano aparentemente perfeito desmorona repentinamente. O filho de Esther resiste ao casamento imposto pela mãe e a noiva que ela trouxe revela-se bem diferente do que parecia ser.



Este melodrama, simultaneamente divertido e trágico, escrito por Lyudmila Ulitskaya no final da década de 1980, permanece relevante até aos dias de hoje. Os seus temas de relações intergeracionais, questões raciais e com amplitude da alma humana terão sempre o interesse do público.

O eterno dilema entre pais e filhos, o eterno choque entre grandes esperanças e a dura realidade. “My Grandson Benjamin” analisa o poder e a abrangência do amor materno, a sua força protectora que pode tornar-se destrutiva, e os valores inestimáveis da família. São revelações e confissões inesperadas dos parentes mais próximos que transformam a vida de toda a família, os problemas do quotidiano dão lugar a tragédias geracionais, e os personagens principais continuam, apesar de tudo, a lutar pela felicidade.

Parque Warner Madrid inaugura restaurante 100% sem glúten



Há um novo motivo para parar - e saborear - no Parque Warner Madrid. O parque inaugurou o Don Gonzales Taquería, um novo restaurante de inspiração mexicana que conta com um menu totalmente sem glúten. 

A nova abertura, localizada na emblemática Hollywood Boulevard, insere-se no arranque da temporada primavera-verão do parque e reflete uma aposta numa oferta gastronómica mais inclusiva, ainda pouco comum em parques temáticos. 

A carta reúne alguns dos pratos mais conhecidos da cozinha mexicana, como tacos, nachos, quesadillas e enchiladas, tudo isento de glúten, mas com promessa de um sabor fiel à tradição. Também o espaço, inspirado na personagem Speedy Gonzales, dos Looney Tunes, combina uma estética colorida com referências ao imaginário mexicano.

O Don Gonzales Taquería procura responder assim a diferentes perfis de visitantes, mantendo uma proposta acessível para todas as pessoas e famílias. Esta abertura acontece ainda em paralelo com a renovação do restaurante Daily Planet, agora com uma nova imagem inspirada no jornal onde trabalha Clark Kent (Superman).

O novo restaurante acompanha também outras novidades do parque para a nova temporada, como o espetáculo DC Super-Villains Stunt Show e o Looney Tunes Magic Party, uma experiência imersiva de 90 minutos pensada para toda a família, com interação com personagens. 

Já a temporada de Verão arranca a 6 de junho, com a abertura muito antecipada do Parque Warner Beach, seguindo-se o regresso das Halloween Scary Nights, que este ano com uma data extra a 2 de outubro; e, por fim, a temporada de Natal, que tem início em meados de novembro.