Figura destacada do panorama cultural nacional e internacional, António Pinto Ribeiro reuniu num só livro uma seleção de textos escritos ao longo de quase 30 anos. O Poder da Cultura: Questões Permanentes já se encontra à venda nas livrarias nacionais.
Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo atual e do talento coletivo de agir sobre ele.
“O primeiro dos textos deste volume foi escrito em 1996 e o último data de 2023”, escreve o autor. “Nestas quase três décadas, o mundo sofreu profundas alterações, com um forte impacto nos modos de conhecimento culturais, nos modos de acesso e de transmissão da informação, e consequentemente no modo como nos relacionamos com o mundo e uns com os outros.”
As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.
Por tudo isso, o autor defende a fraqueza do termo “cultura”, tantas vezes instável e equívoco. Inspirado por Arjun Appadurai, propõe a adoção do conceito de «o cultural», enquanto ecossistema de relações em permanente movimento, um modelo aberto, poroso que integra diferentes histórias, identidades, divergências e práticas.
Um conjunto de ensaios sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança coletiva.
Sobre o Autor
António Pinto Ribeiro nasceu em Lisboa e viveu em várias cidades africanas e europeias. Tem formação em Filosofia e Estudos de Cultura. Combina a sua atividade de professor com a de investigador e programador cultural. Foi membro do grupo de investigação MEMOIRS − Filhos do Império e Memórias Pós-Europeias, CES (2017-2023), diretor artístico e programador cultural em várias instituições culturais portuguesas, incluindo a Culturgest, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e a Fundação Calouste Gulbenkian, e comissário-geral de Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-Americana da Cultura 2017. Foi curador de várias exposições, das quais destaca “Disturbance in the Nile: Arte Moderna e Contemporânea do Sudão”, cocuradoria com Rahiem Shadad (Brotéria, 2023) e “Europa Oxalá”, cocuradoria com Katia Kameli e Aimé Mpane, no Africa-Museum (Tervuren), Musée des Civilisations de l’Europe et de la Méditerranée (Marselha) e Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2021-2023).
Foi distinguido como Cidadão Honorário da Cidade de Buenos Aires pela cidade de Buenos Aires (2016), com a Ordem do Mérito Artístico e Cultural Pablo Neruda do Governo do Chile (2015) e como Cavaleiro das Artes e das Letras pelo Governo de França (2001).









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