Instituído pela Estoril Sol, o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, em 11ª edição, foi atribuído a Onésimo Teotónio de Almeida. “Como estudioso e ensaísta tem contribuído decisivamente para a afirmação da cultura da língua portuguesa no mundo, afirmando assim a cidadania cultural como um fator exemplar de expansão e desenvolvimento”, sublinha o júri.
Presidido por Guilherme d`Oliveira Martins, o júri deliberou atribuir o prémio relativo ao ano de 2025 a Onésimo Teotónio de Almeida “em virtude da sua persistente ação enquanto professor e investigador de prestígio com provas dadas nos domínios do estudo e consolidação da língua, da literatura e da cultura portuguesas, em especial dos Estados Unidos da América”.
Onésimo Teotónio Almeida nasceu nos Açores, na Ilha de São Miguel, em 1946. Estudou na Ilha Terceira, no Seminário de Angra do Heroísmo, e bacharelou-se na Universidade Católica de Lisboa.
Residente, desde 1972, nos Estados Unidos, doutorou-se em Filosofia na Universidade de Brown (Providence, Rhode Island) e aí foi catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, lecionando também no Wayland Collegium for Liberal Learning e no Renaissance and Early Modern Studies Program da mesma universidade durante meio século.
A Brown concedeu-lhe uma cátedra honorária, a Royce Family Professorship in Teaching Excellence. É doutor honoris causa pela Universidade de Aveiro e pela Universidade Lusófona.
Foi orador oficial nas cerimónias do 10 de Junho de 2018, no “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Divide-se entre a escrita livre (crónica, conto, teatro, prosemas) e o ensaio, que ocupa o lugar central. Publicou “Despenteando Parágrafos”, “A Obsessão da Portugalidade”, “O Século dos Prodígios” e “Diálogos Lusitanos”.
Onésimo Teotónio Almeida é um dos grandes pensadores e prosadores dos nossos dias, tendo mais de uma centena de ensaios e textos publicados em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, Brasil, França e Inglaterra.
Lançado pela Estoril Sol, o Prémio, com periodicidade anual e com o valor pecuniário de 20 mil euros, foi criado em homenagem à memória de Vasco Graça Moura. Recorde-se que nas edições anteriores foram distinguidos, Eduardo Lourenço, José Carlos Vasconcelos, Vitor Aguiar e Silva, Maria do Céu Guerra, Carlos do Carmo, Emílio Rui Vilar, Zeferino Coelho, Graça Morais, José Pacheco Pereira e Helder Macedo.
O Júri que atribuiu o Prémio, presidido por Guilherme D`Oliveira Martins, foi integrado por Maria Carlos Gil Loureiro, José Manuel Mendes, Manuel Frias Martins, José Carlos de Vasconcelos, Ana Paula Laborinho, e, ainda, por Dinis de Abreu, a convite da Estoril Sol.
É de referir, ainda, que nos termos do Regulamento, o Prémio Vasco Graça Moura “visa distinguir um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que ao longo da carreira - ou através de uma intervenção inovadora e de excepcional importância -, haja contribuído para dignificar e projectar no espaço público o sector a que pertença”.
A cerimónia da entrega do Prémio será anunciada oportunamente.
