No início de 2026, o Teatro Tivoli BBVA vai receber o musical “Johnny Johnson”, uma sátira mordaz envolta em melodia e loucura que expõe o absurdo da guerra através do riso, da desilusão e de um profundo anseio pela paz. É um grito pela paz de “Johnny Johnson”, a quem a produção apelida de uma “vítima de monomania da paz”.
O concerto “Johnny Johnson” está marcado para a tarde de 18 de janeiro e torna-se o programa ideal num dia em que os portugueses são convocados para ir às urnas. Num momento de reflexão política, este concerto convoca o público, através da música, a refletir sobre o valor e a fragilidade da paz e o alcance da arte.
“Johnny Johnson” é um musical em três atos e foi a primeira obra do género americano que Kurt Weill compôs, numa colaboração com o dramaturgo Paul Green, inspirada pela novela O Bom Soldado Švejk de Jaroslav Hašek. Através da mistura de cenas cantadas e declamadas, ritmos de jazz e paródia a marchas militares, esta partitura de Weill conjuga a espontaneidade da Broadway e a fina ironia europeia.
Sob a direção musical de João Paulo Santos, esta nova produção do Teatro Nacional de São Carlos dá continuidade ao projeto de sublinhar a relevância urgente de Kurt Weill junto do público contemporâneo. “Johnny Johnson” persiste como um testemunho intemporal de que a consciência, mesmo ridicularizada ou esquecida, pode ainda fazer-se ouvir por entre o clamor da guerra.
A 14 de março, o Teatro Tivoli BBVA vai receber, pela primeira vez um concerto apenas instrumental, onde em placo se encontram as sonoridades do piano e da orquestra. O pianista internacional português Artur Pizarro junta-se à Orquestra Sinfónica Portuguesa e ao seu maestro titular, Antonio Pirolli, para um programa de puro virtuosismo, no qual o público será convidado a escutar o concerto para piano n.o 2 de Prokofiev e Scheherazade de Rimski-Korsakov.
O Concerto para piano n.o 2 de Prokofiev continua a ser uma das maiores provas de fogo do repertório clássico. É uma partitura concebida com audácia juvenil, perdida durante a Revolução e recriada com uma força ainda maior. A vasta cadência do primeiro andamento, o implacável scherzo, o humor sombrio da marcha e o finale feroz exigem do solista um domínio absoluto tanto da técnica como da expressividade, territórios em que Artur Pizarro se distingue.
Já Scheherazade de Rimski-Korsakov requer um virtuosismo orquestral de outra ordem: cores cintilantes, uma empolgante narrativa ao som do violino solo e um enredo inebriante de mil e uma noites imaginadas. Sob a batuta de Antonio Pirolli, a orquestra torna-se narrador e viajante, navegando por mares tempestuosos até idílios luminosos e ao deslumbre vertiginoso do Festival de Bagdade.
Os bilhetes para os concertos já estão à venda em ticketline.pt e nos locais habituais.

