Raramente um romance de estreia conquista tanta unanimidade como O Voo do Homem, de Benjamín G. Rosado, tem registado em Espanha. Comparado a Roberto Bolaño ou Paul Auster, o jornalista cultural que agora se aventura como escritor conquistou o Prémio Biblioteca Breve com este primeiro livro, que chega às livrarias portuguesas a 13 de agosto com tradução de Margarida Amado Acosta.
O Voo do Homem é um livro literariamente inovador, admirável, cheio de referências e com um imaginário belíssimo, multiplicador e sonhador, sem ser denso ou elitista. Na senda de 2666 ou d’As Mil e Uma Noites de Xerazade, Benjamín G. Rosado escreve um livro de aventuras sobre o poder do romance. Um livro que mergulha na confusão entre a literatura e a vida, cheio de histórias dentro de histórias.
Na mesma história, Rosado conta mais cinco. Diego Marín, um escritor que tenta terminar o segundo romance após o sucesso da sua estreia, acaba por se envolver numa perpétua simulação literária: acontecimentos ficcionais trazidos à vida real, uma descoberta científica sobre o nascimento da linguagem (fala dos cartesianos, de Broca e Leibniz – bem como da ideia de que os primeiros humanos aprenderam a falar imitando o canto dos pássaros), dois desaparecimentos, dois livros e dois amores falhados. Não é uma confusão: é uma aventura. Uma ode ao voo. Um salto no vazio.
Sobre o Autor
Benjamín G. Rosado nasceu em Ávila em 1985 e estudou Comunicação Audiovisual na Universidade Complutense de Madrid e Estudos Cinematográficos na Universidade Wesleyan, Connecticut. Fez parte da equipa editorial do El Cultural e foi colaborador de El Mundo, Esquire, Vanity Fair e Harper’s Bazaar, crítico de música clássica na Scherzo, gestor cultural e professor de Técnicas de Comunicação na Universidade Alfonso X. Trabalhou também como ghostwriter e autor de discursos. Este é o seu primeiro romance.
