quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Entrevista com a atriz Margarida Marinho autora de «A Magia das Boas Palavras»



O "Cultura e Não Só" (CNS) esteve à conversa com a actriz e escritora Margarida Marinho a propósito do seu mais recente livro “A Magia das Boas Palavras”, editado pela Bertrand Editora. Um livro dirigido a um publico juvenil mas que promete captar a atenção dos leitores de todas as idades.



A história que Margarida Marinho nos traz começa de forma inesperada à mesa de um café, e é a partir desta mesma mesa que somos transportados para o reino do rei Altazar. Nesta entrevista vamos á descoberta deste reino, da escritora e também da sua carreira literária.

CNS - No início do livro é-nos apresentado um café com uma mesa que tem a capacidade de inspirar quem nela se senta, a Margarida tem uma mesa ou um lugar onde a inspiração flua mais facilmente?
A mesa de café é um lugar simbólico para mim, e é curioso porque há medida que vou falando sobre o livro e vou traduzindo as coisas que ali estão inscritas, vão-me surgindo imagens. Uma dessas imagens é o café, porque sempre gostei de conhecer e reconhecer os cafés, de me sentar no seu interior a observar. Uma das experiências que tive foi a de percorrer Lisboa e os seus cafés, e introduzir-me à cultura quase epicurista do café, algo que está ligado ao escritor, alguém que se senta e que entre a filosofia e a literatura vai criando a sua arte literária.
Curiosamente quando vou a uma cidade vou sempre à procura de um café, e faço questão de me sentar e escrever algo, bem perto da minha casa existe um café pequenino frequentado por vários escritores, e que tem uma mesa maravilhosa que está num ângulo onde se pode ver quem entra e quem sai.

CNS - Foi num destes cafés que lhe surgiu a história desta princesa Olívia que encontramos no livro?
As ideias surgem-me em qualquer momento como a viajar de comboio ou a caminhar, depois surgem ideias para a estrutura do texto como uma teia e a história vai crescendo, pelo caminho existem muitos acontecimentos, eventos, personagens, que são atraídos para a história.
É aquele momento a que os autores se referem quando dizem que a escrita tem uma voz, nós somos agentes dessa transposição, quase como se a ficção revelasse em alguns momentos da escrita momentos da realidade, mas não é que a realidade se sobreponha à ficção, um desses exemplos é a Aldeia do Assobio que aparece no livro. Após de ter escrito a descrição da aldeia apercebi-me que era a igual à Quinta da Regaleira, em Sintra.

CNS - A princesa Olívia é inspirada em alguém?
A princesa não foi inspirada numa pessoa em particular, ela é inspirada na magia das boas palavras, em palavras que nos fizeram bem, palavras que nos fizeram ganhar coragem, termos liberdade e destruir todo e qualquer tipo medo.

CNS - De certa forma podemos então dizer que esta princesa funciona como uma espécie de catarse relativamente às palavras menos boas ouvidas durante a sua vida?
Tudo aquilo que um escritor escreve é sempre pessoal, mesmo que o tentemos fazer parecer como algo impessoal.
Procuro tentar falar de algo que seja verdade, obviamente sempre com a ideia de que não seja uma verdade pequenina, apetece-me falar de coisas que nos tocam a todos e que nos unem.

CNS - De que forma descreveria a princesa Olívia e a relação que tem com o pai (o rei Altazar)?
Creio que muitas vezes sentimos dívidas emocionais em relação às pessoas que nos rodeiam, e no caso a princesa perde a mãe aquando do seu nascimento.
Essa experiencia de nascer órfã apela à compaixão do próprio pai, e daí a fraqueza deste rei que tenta compensar a filha constantemente com bens materiais para fazer face ao que a vida roubou emocionalmente.
A princesa vive numa bolha que é rompida através de uma maldição, por consequência essa maldição vai forçá-la a entrar na vida real.
É engraçado termos os opostos da vida no castelo e a vida na aldeia, mas a arte vive também destas simulações, e é nestes exageros que encontramos as subtilezas da vida.

CNS - De onde surgiu a ideia das mãos/braços que nascem na cabeça da princesa?
Havia uma imagem muito clara na minha mente que está relacionada com a Deusa dos mil braços, Kuan Yin, que terei visto num museu em Paris, uma imagem muito forte que me transporta também para a imagem da Medusa.
Estas duas personagens têm um lado trágico, mas têm também o lado da mulher, da riqueza, da criadora, e digamos também da sua essência tentacular.
Nesta história falo por um lado de um humano rejeitado por todos os outros pelo seu lado tentacular, mas por outro lado é através do uso desse instrumento diferente de todos os outros que ela vai encontrar o seu igual. Se por um lado ela era um monstro, por outro lado foi esse mesmo monstro que se ligou primeiro aos outros, não foi a essência da Olívia enquanto princesa.
Se a imagem era a de uma deusa, e era essa a sua máscara, no entanto não foi esse atributo ou qualificação que a fez dominar os outros, ela deixou de querer fazer isso. Olívia poderia ter usado os seus braços/mãos para ter poder, ela usou o seu “defeito” para criar laços com os homens.

CNS - Pode dar-me o exemplo de palavras boas que a tenham marcado?
Acredito ser mais importante sermos nós a dizer essas palavras boas.
É sempre bom ouvir as palavras boas de outros, porque tens os olhos que brilham, estás interessado, gostas de aprender, é bom estar contigo e partilhar, é bom desenharmos e cantarmos.
Para mim é mais interessante dizermos a nós próprios “eu mereço”, “eu gosto de fazer isto”, “eu sou uma boa ouvinte”, é bom dizermos coisas boas sobre nós.
Não temos de dar aos outros as tarefas todas, sobrecarregamos os outros, dizemos que eles se têm de encarregar de nos fazerem sentir bem, acho que nós temos de fazer parte do trabalho.

CNS - Quando começa a sua aventura pela escrita ficcional?
Desde cedo que me pediram para escrever ficção nos jornais e a convite do Pedro Rolo Duarte que terá lido textos meus num ou noutro meio, fui convidada para escrever ficção no suplemento semanal do Dário de Notícias. 
Fui convidada para escrever romances, mas durante esse período de tempo ganhei consciência que queria escrever algo que me desse alguma luz e retirar-me dos textos dramáticos, sofridos e pesados que escrevia até então.
Aí começou a minha experiência com o meu livro “Tattoo: De Noite, Um Cavalo Branco”.
Apesar toda esta escrita senti que necessitava resgatar a criança que existe em mim e que terei traído no passado. Algo que todos fazemos, talvez para nos adaptarmos e fazermos parte do grupo, deixamos uma parte de nós num sítio qualquer no passado, vestimos a máscara e somos valentes, cool, e vamos crescendo nessa fórmula.
Ao escrever para crianças resgato essa parte e a vou ao encontro dessa criança que está à minha espera.

CNS - Que outras aventuras literárias se seguem?
Acabei um manuscrito literário para crianças de uma faixa etária mais nova e estou a escrever um livro para adultos.
Tenho também outro livro que estou a escrever para um público-infanto juvenil que não é uma continuação deste «A Magia das Boas Palavras». Nenhum destes livros tem para já uma data de publicação.

CNS - Como é a sua rotina quando escreve?
Tenho a minha família, faço coisas normais como os pequenos-almoços, levar a minha filha à escola, etc. Regresso a casa e ponho-me a escrever, isolo-me e foco-me, dedicando cerca de 6h diárias à escrita.
Quando tenho que viajar levo o computador para todo o lado e escrevo em todo o lado.

CNS - Fora do campo literário, o que pudemos esperar da Margarida Marinho actriz?
De momento estou a gravar uma série e também estou a preparar um filme que sairá em breve.

Entrevista conduzida por Rui Costa Cardoso em exclusivo para o "Cultura e Não Só".

A Sony anuncia dois novos modelos de auscultadores



A Sony anunciou dois novos auscultadores – os WH-CH720N e os WH-CH520 – oferecendo aos amantes de música a opção de escolherem entre os auscultadores on-ear ou over-ear sem fios, equipados com a tecnologia de áudio da Sony aclamada pela crítica.

Os auscultadores over-ear sem fios WH-CH720N integram a tecnologia Dual Noise Sensor e o chip do Processador Integrado V1 da Sony, para fornecer o cancelamento de ruído. Além disso, o design leve e a autonomia de até 35 horas permitem-lhe desfrutar da sua música durante mais tempo, sem interrupções de fundo.

Os auscultadores on-ear sem fios WH-CH520 oferecem até 50 horas de autonomia com conforto durante todo o dia e desempenho melhorado nas chamadas, para responder às exigências do seu dia a dia. Além disso, pode escolher entre quatro cores disponíveis – preto, azul, branco e bege – para se adaptar ao seu estilo.

Ambos os modelos também incluem Digital Sound Enhancement Engine (DSEE) para produzir um som de alta qualidade, exatamente como pretendido pelo artista, bem como Ligação Multiponto para uma fácil conetividade entre dispositivos.

Conforto durante todo o dia, sem ruído
Quer esteja a fazer uma viagem de longo curso ou a relaxar num café, os auscultadores over-ear WH-CH720N oferecem o desempenho de cancelamento de ruído avançado da Sony, graças ao chip do Processador Integrado V1 e à tecnologia Dual Noise Sensor, para que possa desfrutar de mais música e menos ruído de fundo.

O Processador Integrado V1 ajuda a eliminar o som exterior, com um baixo atraso de processamento para tornar o cancelamento de ruído mais eficaz que nunca. Os WH-CH720N incluem ainda dois microfones em cada auricular que, associados à tecnologia Dual Noise Sensor, captam o som ambiente. Isto permite-lhe bloquear o ruído exterior onde quer que vá, para ouvir apenas a sua música.

Além disso, com a app Sony Headphones Connect, pode ajustar o som ambiente em 20 níveis diferentes para ouvir música em movimento.

Sempre confortável, pelo tempo que desejar
Nunca terá de interromper a sua música com os WH-CH720N. Os auscultadores over-ear foram ergonomicamente concebidos para proporcionar conforto durante períodos de tempo ainda mais longos. Com apenas 192 g, os WH-CH720N são os auscultadores overhead sem fios mais leves da Sony com cancelamento de ruído. Os seus materiais confortáveis de couro sintético e uretano são combinados com uma estrutura de auricular e dimensões otimizadas, para um conforto de utilização excecional. Com até 35 horas de autonomia, com o cancelamento de ruído ligado, terá bateria suficiente para ouvir música durante todo o dia e pela noite dentro.

Os WH-CH520 também foram cuidadosamente concebidos a pensar numa utilização diária. Ouça a sua música durante vários dias com até 50 horas de autonomia. Assim, poderá ouvir as suas músicas favoritas sem ter de se preocupar com ficar sem bateria. Além disso, os auscultadores on-ear dispõem de uma banda de cabeça acolchoada ajustável, almofadas suaves e design leve, para que possa encontrar um ajuste perfeito e confortável durante mais tempo.

Som soberbo para cada música
Desfrute de vozes naturais, som cristalino e ajuste equilibrado graças ao Digital Sound Enhancement Engine (DSEE) presente nos WH-CH720N e WH-CH520, produzindo um som de alta qualidade exatamente como pretendido pelos artistas. Quando a música original é comprimida, esta perde os elementos de alta frequência que adicionam detalhes e riqueza a uma faixa. O Digital Sound Enhancement Engine (DSEE) da Sony restaura-os fielmente para produzir um som de alta qualidade, mais próximo da gravação original.

O Processador Integrado V1 incluído nos WH-CH720N também oferece uma experiência de audição autêntica, reproduzindo os detalhes da sua música com a mínima distorção. O ajuste do som foi intencionalmente concebido para ser bem equilibrado das baixas às altas frequências, com vozes naturais e nítidas.

Quer esteja a ouvir uma música pop eletrizante ou um rap repleto de graves, os WH-CH720N e WH-CH520 permitem-lhe personalizar o seu som utilizando o Equalizador na app Sony Headphones Connect. Pode escolher entre uma variedade de definições para adaptar a qualidade do som ao género musical que está a ouvir, ou até criar e gravar as suas próprias definições.

Conversas cristalinas
As funcionalidades tecnológicas melhoradas nos WH-CH720N significam que pode desfrutar de uma qualidade de chamada otimizada. Os microfones beamforming com tecnologia Precise Voice Pickup foram inteligentemente posicionados para captar a sua voz de forma mais nítida e precisa, numa variedade de ambientes. Uma Estrutura de Redução do Ruído do Vento recém-desenvolvida à volta dos microfones reduz o seu ruído de fundo, mantendo as conversas e músicas nítidas e ininterruptas.

Quer esteja numa aula online ou reunião de trabalho, os WH-CH520 também lhe oferecem chamadas fáceis com mãos-livres e uma ótima qualidade de chamada. Atenda facilmente as chamadas com um toque nos botões do auricular, sem ter de retirar o seu telemóvel do bolso. Os microfones de alta qualidade integrados e o processamento de supressão de ruído significam que os WH-CH520 captam o som e reduzem o ruído ambiente durante as chamadas, para que possa fazer chamadas mesmo em ambientes ruidosos.

Os auscultadores WH-CH720N e WH-CH520 incluem ambos a Ligação Multiponto, operação fácil com botões e até podem ser controlados por voz. E, uma vez que o emparelhamento é muito fácil com as funções Swift Pair e Fast Pair, estes auscultadores são ideais para uma utilização diária.

Concebidos a pensar na sustentabilidade
A Sony desenvolveu estes auscultadores a pensar no ambiente. Não existem plásticos na embalagem dos WH-CH720N e WH-CH520, que foi concebida com base nos princípios de design de baixa toxicidade e de acordo com o plano ambiental “Road to Zero” da Sony. Ambos os auscultadores também utilizam materiais de plástico reciclado.

Preços e disponibilidade
Os WH-CH720N estão disponíveis em preto, azul e branco e poderão ser adquiridos a partir de março de 2023, a um preço de venda recomendado de 150 €.

Os WH-CH520 estão disponíveis em preto, azul, branco e bege e poderão ser adquiridos a partir de março de 2023, a um preço de venda recomendado de 70 €.

Transpor o verso livre a outra dimensão



A Assírio & Alvim expande coleção Obras de Ruy Belo com a publicação de Toda a Terra. Edição assinala o 90.º aniversário de nascimento do autor.
 
Toda a Terra pode ser lido como uma síntese magistral do percurso de Ruy Belo na poesia portuguesa: aqui, estão manifestos os seus motivos recorrentes – o sentimento de exílio, o mar, a experiência religiosa – impressos em poemas longos, de grande fôlego, que percorrem uma biografia entre as geografias que organizam tematicamente o livro: «Areias de Portugal» e «Terras de Espanha». Nas palavras de Luís Adriano Carlos, prefaciador deste título: «A meu ver, a característica fundamental do poeta, impressiva no presente livro, é a sua capacidade de dominar a arte e a voz da poesia através de um verso de arte maior, exponencial e magistral, o verso livre que em Portugal atingira o seu auge com Álvaro de Campos e que ele sem dúvida transpõe para outra dimensão.» Dado à estampa em 1976, Toda a Terra é o oitavo dos nove livros de poemas que Ruy Belo publicou em cerca de década e meia, com início em 1961, quando o poeta tinha 28 anos de idade. Trata-se do 13.º título da coleção da Assírio & Alvim que lhe é exclusivamente dedicada. Edição assinala o 90.º aniversário de nascimento do autor, a 27 de fevereiro.

O livro já se encontra nas livrarias.

Sobre o Autor

Ruy Belo nasceu em Rio Maior a 27 de fevereiro de 1933. Licenciou-se em Filologia Românica e Direito pela Universidade de Lisboa, mais tarde doutorando-se em Direito Canónico pela Universidade de S. Tomás de Aquino, em Roma. Lecionou no ensino secundário e foi leitor de português na Universidade de Madrid. Abarcando a crítica irónica da realidade social e a denúncia das diversas problemáticas que equacionam o ser humano, desde a sua vivência espiritual e religiosa até ao envolvimento concreto e existencial, a sua poesia é um dos maiores marcos na literatura portuguesa. Destacam-se os livros Aquele Grande Rio Eufrates (1961), País Possível (1973) ou Toda a Terra (1976). Morreu precocemente, vítima de um edema pulmonar, a 8 de agosto de 1978.

Estreias de cinema de 23 de Fevereiro de 2023



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Lamborghini: O Homem Por Trás da Lenda

Nascido em Renazzo, a 28 de Abril de 1916, Ferruccio Lamborghini ficou na história por ter fundado a Lamborghini, uma das mais emblemáticas marcas do mundo automobilístico. Filho de agricultores, foi em 1948 que, aproveitando o seu gosto pela mecânica e as transformações ocorridas no pós-guerra, criou a Lamborghini Trattori, uma marca que se especializou em equipamentos agrícolas e que se tornou muito popular na época. Com a empresa em crescimento, Ferruccio aventurou-se no fabrico de carros de luxo e de alta performance criando, em 1963, a Automobili Lamborghini, que viria a ser o seu projecto mais conhecido. Na década de 1970, algo desiludido com o mundo dos negócios, vendeu as suas empresas e mudou-se para uma propriedade da Umbria, perto do lago Trasimeno, onde passou a produzir vinhos, cujo sucesso perdura até aos dias de hoje. Ferruccio Lamborghini faleceu de causas naturais a 20 de fevereiro de 1993, aos 76 anos. 
Neste filme, com assinatura de Bobby Moresco e protagonizado por Frank Grillo, Mira Sorvino e Gabriel Byrne, acompanhamos os altos e baixos da sua vida pessoal e profissional, assim como a eterna rivalidade com Enzo Ferrari. 



Viver

Em 1953, a cidade de Londres, tal como quase toda a Europa, recupera da devastação económica e humana originada pela Segunda Grande Guerra. O inglês Rodney Williams (Bill Nighy) tem um trabalho monótono num escritório governamental e há muitos anos que sente os dias sempre iguais. Mas é só quando lhe é diagnosticado um cancro terminal que se dá verdadeiramente conta do vazio existencial em que se encontra. Determinado a manter o seu estado de saúde em segredo, aproveita os últimos dias que lhe restam para experienciar uma série de coisas e deixar marcas nas pessoas à sua volta.
Estreado no Festival de Cinema de Sundance (EUA), onde esteve em competição, este drama foi realizado por Oliver Hermanus, que readapta a história narrada no filme “Ikiru” (1952), de Akira Kurosawa que, por sua vez, se inspirou na obra “A Morte de Ivan Ilitch", escrita por Leo Tolstoy (1828-1910). “Viver” tem duas nomeações para os Óscares: melhor actor (Nighy) e argumento adaptado (Kazuo Ishiguro, escritor nipo-britânico vencedor do Nobel de Literatura em 2017). 



O Urso do Pó Branco

A acção é vagamente inspirada em factos reais ocorridos em Dezembro de 1985, no estado do Kentucky (EUA), quando um urso-negro foi encontrado morto depois de ter ingerido uma enorme quantidade de cocaína (avaliada em vários milhões de dólares) atirada de uma avioneta por narcotraficantes. Numa mistura de terror e comédia, o filme ficciona as eventuais acções do animal antes da overdose que lhe provocou a morte. Aqui, famílias em passeio pela floresta, traficantes da pior espécie e agentes da autoridade vêem os seus caminhos cruzar-se com um animal intoxicado pela droga, com força, agilidade e agressividade exponenciadas ao limite.
Produzido, realizado e escrito por Elizabeth Banks ("Um Ritmo Perfeito 2", “Os Anjos de Charlie”), que segue um argumento de Jimmy Warden, “O Urso do Pó Branco” conta com actuações de Keri Russell, O’Shea Jackson Jr., Christian Convery, Alden Ehrenreich, Jesse Tyler Ferguson, Brooklynn Prince, Isiah Whitlock Jr., Kristofer Hivju, Hannah Hoekstra, Margo Martindale e Ray Liotta – numa das últimas aparições em cinema antes do seu falecimento, a 26 de Maio de 2022, quando se encontrava em filmagens do filme “Dangerous Waters”, de John Barr. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Noite de música ao vivo com a banda Play4U no Casino Estoril



Os Play4U reencontram-se, no próximo dia 25 de Fevereiro, às 22h30, com os visitantes do Casino Estoril. A banda sobe ao palco do Lounge D para recriar vários êxitos da música pop e rock que marcaram, nas últimas décadas, o panorama da música internacional. A entrada é gratuita.

Estarão em destaque sucessos de estrelas internacionais como, por exemplo, Allanah Miles, Shania Twain, Adele, Tina Turner, Lady Gaga, Goldfinger, Kings of Leon, No Doubt, AC/DC, Scorpions, Queen, Madonna ou Bon Jovi. 

Com um alinhamento diversificado, os Play4U recuperam, também êxitos da música portuguesa, interpretando alguns dos principais sucessos dos Xutos & Pontapés, Amor Electro ou Amália Hoje. 

Com actuações muito dinâmicas, os Play4U são uma banda de covers fundada em 2012. A vocalista Sara Leite será acompanhada por Jorge Correia na guitarra, Pedro Aquilino no baixo e Ricardo Reis na bateria.

Rolling Stones lançam versão definitiva do filme-concerto “GRRR Live!”



Os Rolling Stones lançaram “GRRR Live!”, o filme-concerto definitivo da carreira da banda. O filme-concerto estará disponível em vários formatos: 3LP preto, 3LP colorido branco (exclusivo de lojas independentes) 3LP vermelho (exclusivo d2c), 2CD, DVD + 2CD, BluRay+ 2CD. As versões Blu-ray e digital incluirão versões em Dolby Atmos. Disponível para compra aqui. A melhor banda ao vivo do mundo oferece o melhor filme-concerto com “GRRR Live!”, gravado na digressão “50 & Counting”, um dos espetáculos mais memoráveis da sua ilustre história. O álbum ao vivo conta com algumas das melhores canções de todos os tempos, incluindo “It's Only Rock 'n' Roll (But I Like It)”, “Honky Tonk Women”, “Start Me Up”, “Gimme Shelter”, “Sympathy For The Devil” e “(I Can't Get No) Satisfaction”.

Os Rolling Stones comemoraram as bodas de ouro em 2012 e 2013 ao embarcarem na “50 & Counting Tour”, um itinerário de 30 concertos pela América do Norte e Europa. A 15 de dezembro de 2012, a banda subiu ao palco em Newark, no Prudential Center de Nova Jérsia, para o último de quatro concertos na área de Nova Iorque. Com participações especiais dos The Black Keys (“Who Do You Love?”), Gary Clark Jr & John Mayer (“Going Down”), Lady Gaga (“Gimme Shelter”), Bruce Springsteen (“Tumbling Dice”) e Mick Taylor (“Midnight Rambler”).




Desde a transmissão original em regime de pay-per-view em 2012, o concerto foi reeditado e o áudio foi remisturado, estando agora disponível para os fãs o reviverem em casa pela primeira vez. Três canções do concerto de 13 de dezembro (também em Newark) estarão disponíveis como material bónus nas versões com DVD e Blu-ray: “Respectable” (com John Mayer), “Around And Around” e “Gimme Shelter”.

Exposição “Recomeço - Parte 2” na Galeria de Arte do Casino Estoril



É já a partir de amanhã, dia 23 de Fevereiro, que a Galeria de Arte do Casino Estoril acolhe a exposição colectiva de Pintura e de Escultura “Recomeço - Parte 2”. A entrada é gratuita. 

A exposição “Recomeço - Parte 2” surge como continuação da exposição anterior em que se concilia as duas principais modalidades das Artes Plásticas, nas suas mais variadas correntes.



Artistas participantes na exposição “Recomeço - Parte 2”

Pintura: Branislav Mihajlovic, D.Anghel, David Levy Lima, Diogo Navarro, Kevin Lima, Maramgoní e Rui Carruço.

Escultura: Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado, Jorge Pé-Curto e Ricardo Gigante.

Explorar a cor no Museu do Oriente



Antecipando a chegada da Primavera e para despertar o impulso criativo nesta estação de recomeços, o Museu do Oriente organiza duas oficinas dedicadas às técnicas artísticas da aguarela e da pintura em azulejo nos primeiros sábados do mês de Março.

Dividida em duas sessões, entre o dia 4 e 11 de Março, a oficina de aguarela revisita as bases desta técnica artística tão volátil que por vezes se torna desafiante de trabalhar.

Partindo de elementos como a água, o branco do papel, o contraste e o desfoque, será feita uma apresentação da aguarela no seu enquadramento histórico, a introdução aos materiais, uma breve introdução à cor e pequenas demonstrações. Os participantes vão poder praticar e realizar alguns exercícios como pintar o diagrama das cores, controlar a água com aplicação das cores, desfoque, bem como realizar exercícios de contraste, de luz e de pintura a seco. No final, terão concluído um conjunto de imagens à escolha, maximizando o lado prático da experiência.



A oficina dedicada à pintura de azulejo decorre nos dias 4, 11 e 18 de Março. Aqui, os participantes não precisam de ter conhecimento de qualquer técnica, pois irão aprender a fazer a transposição de desenhos no molde para papel vegetal, bem como a sua picotagem. Posteriormente, vão poder realizar as suas pinturas manuais sejam elas monocromáticas ou policromáticas com tintas cerâmicas em azulejo chacotado e com vidrado cru.

Oficina Aguarela
4 e 11 de Março
Horário: 10.00 às 17.00
Público-alvo: M/16 anos
Participantes: min.6, máx.10
Preço: 130 € (inclui materiais)

Oficina Pintura de Azulejo
4, 11 e 18 de Março
Horário: 10.00 às 13.00
Participantes: mín. 6, máx. 11
Preço: 90 € (inclui materiais)

“Monólogos da Vagina” no Casino Estoril



A Yellow Star Company apresenta, no próximo dia 8 de Março, às 21 horas, o espectáculo “Monólogos da Vagina” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Com encenação de Paulo Sousa Costa, a peça reúne em palco Marta Andrino, Melânia Gomes e Teresa Guilherme.

"Monólogos da Vagina" são histórias reais, cruas e divertidas, que desvendam um pouco mais do desconcertante universo feminino. Um tema recorrente em toda a peça é a vagina como uma ferramenta de capacitação feminina e a personificação máxima da individualidade. Todos os anos, um novo monólogo é adicionado pela autora para destacar uma questão actual que afeta as mulheres em todo o mundo.

Escrita, em 1996, pela norte-americana Eve Ensler, os “Monólogos da Vagina” são compostos por vários pequenos textos/monólogos. Cada um deles lida com a experiência feminina, abordando assuntos como sexo, prostituição, imagem corporal, amor, estupro, mutilação genital feminina, masturbação, nascimento, orgasmo, os vários nomes comuns para a vagina ou simplesmente como uma parte física do corpo feminino.

Este sábado Tomás Wallenstein estreia Vida Antiga no Cineteatro Alba



O vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto apresenta o seu primeiro disco a solo, ‘Vida Antiga’, este sábado, dia 25, às 21h30, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha.

Ao piano, Tomás Wallenstein reúne temas de nomes como Zeca Afonso, José Mário Branco, B Fachada, Cartola e Tim Bernardes intercalados por composições de Éric Satie e Claude Debussy, numa partilha profunda de emoções.

No álbum 'Vida Antiga', Tomás Wallenstein declara o seu amor às canções que gostaria de ter composto. Ao todo são nove faixas que revelam uma incursão intimista, reflexiva e madura. 

Os bilhetes já se encontram à venda, com preços a partir dos 6 euros.