quarta-feira, 25 de setembro de 2024

MAAT comemora aniversário com três dias de programação especial



Nos dias 4, 5 e 6 de outubro, o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia comemora o seu 8º aniversário com agenda especial que contempla exposições de arte contemporânea, ciência e arqueologia, visitas, oficinas, meditação e música.

Esta é uma oportunidade para conhecer as novas exposições do museu: a coletiva Black Ancient Futures, O Mundo Inteiro é um Palco, com obras do fotógrafo americano William Klein; e INVERTED ON US, da artista Catarina Dias. O programa inclui visitas especiais com convidados como as escritoras Djaimilia Pereira de Almeida e Dulce Maria Cardoso e o realizador Marco Martins.

Nesta ocasião, o museu despede-se da exposição Nosso Barco Tambor Terra, a grande instalação do artista brasileiro Ernesto Neto. O encerramento será assinalado com o cortejo-cortejo O Barco Vai de Saída no dia 5 de outubro, com a participação do artista e de músicos da BANGBANG PERCUSSÕES, Bloco Bué Tolo, Adufe & Alguidar, Baque Mulher Lisboa e Coletivo Gira.

Nas mesmas datas, o MAAT Garden receberá também a Block Party at MAAT, um evento que celebra a fusão entre arte, música, gastronomia e um spotmarket. Esta Block Party é uma organização de Emerson Ferreira, fundador da RedMojo.

João Farinha "A Conta que Deus Fez"



A alma do novo disco de João Farinha, atento a olhar e acolher a tradição mas ciente e consciente de uma missão que corresponde ao alargar de horizontes e ao ultrapassar de fronteiras, aparece sintetizada em alguns dos títulos que apresenta. Faz a viagem entre as Águas Passadas e o que Será, sem atropelos mas sem receios, sem cedências às modas mas sem confinamento às ortodoxias. Assume os Verdes Anos, explica como é Viver Assim e, por tudo isso, mostra-nos desde logo que é desta forma, com um sábio balanço entre a raiz e a utopia, entre a base sólida e a aventura da novidade, que se consegue chegar Tão Longe. Não receia sequer o aparente paradoxo de ter feito a antestreia logo com a Balada da Despedida, mas numa versão corajosa e digna de atenção e de carinho. Estamos perante um daqueles casos, nem por isso muito comuns, em que o todo é ainda maior do que a soma das partes – cada capítulo de "A Conta que Deus Fez" merece e alcança a vida própria, mas acaba por ganhar ainda mais sentido e maior alcance integrado no conjunto de uma obra que justifica o recurso a uma expressão, que ouvimos amiúde noutros cenários mas que não destoa aqui: a que nos fala de “contas certas”.



Para princípio de conversa, convirá prevenir de forma inequívoca, que estamos diante de uma investida clara, e hoje infelizmente rara, nos domínios, abrangentes, do Fado de Coimbra. Ligado, ainda e sempre, aos princípios há muito traçados pelos eternos, como António Menano, Edmundo Bettencourt, Luiz Goes e José Afonso, depois dilatados por criadores e praticantes como Adriano Correia de Oliveira, António Portugal, Rui Pato, António Bernardino, Jorge Gomes e Francisco Filipe Martins. Sem esquecer – seria impossível e criminoso fazê-lo – a superlativa contribuição do universal Carlos Paredes. Esta lista coincidirá, em larga escala, com a dos heróis musicais do próprio João Farinha, desde cedo mergulhado nas ruas, travessas e escadinhas desta escola musical, tão injustamente subvalorizada por estes dias, quando se olha para o mapa meteorológico musical nacional, sem consciência de que aqui temos direito a uma variação climática apetecível e perene. Há, mesmo com todas as desatenções e injustiças, quem não desista, como acontece com o protagonista. Convicção e prática que não o impedem de analisar bem a questão, como numa entrevista já antiga, mas que se mantém válida: “As pessoas vêem o Fado [de Coimbra] um pouco como vêem os monumentos da cidade – está ali e vamos lá quando nos apetecer, porque aquilo é nosso. E há muita gente que nem sequer lá vai”. 



terça-feira, 24 de setembro de 2024

“Cheque-Mate” vai ter duas sessões-extra com bilheteira solidária



Face à situação de calamidade e emergência que está a atravessar a região Centro e Norte do País, as produtoras UAU e Plano 6, assim como o Casino Lisboa e o elenco de “Cheque-Mate” vão apresentar duas sessões-extra da comédia que estreia este sábado, com bilheteira solidária, de forma a apoiar quem protege a floresta, as pessoas e animais. 

Os bilhetes, para as sessões das próximas quartas-feiras, têm o valor único de 12€:

25 de setembro às 21h;
2 de outubro às 21h.
 
A receita total dos bilhetes será entregue a duas instituições que estão na linha da frente no combate aos incêndios e na proteção da vida animal: Liga dos Bombeiros Portugueses e para o Núcleo de Intervenção e Resgate Animal (IRA). 

Os bilhetes estão à venda em ticketline.pt e nos locais habituais.

Estoril Folk Fest 2024 com Teresa Salgueiro e Isabel Silvestre



No próximo dia 26 de outubro o Casino Estoril irá ser, uma vez mais, o palco do Estoril Folk Fest, para a sua segunda edição.
O Estoril Folk Fest foi uma ideia que surgiu dum desafio lançado à cantora Ana Laíns, após o sucesso do concerto de celebração dos vinte anos de carreira da artista.

Este ano a temática do Festival irá estar centrada num tributo à região das Beiras, através duma programação que promete surpreender o público.
A cabeça de cartaz será Teresa Salgueiro, uma das mais internacionais e prestigiadas cantoras portuguesas, que levará ao palco do Salão Preto e Prata uma inusitada colaboração com Isabel Silvestre e as Vozes de Manhouce (Beira Alta), num concerto que se prevê ser único e irrepetível.

Também no Salão Preto e Prata irá apresentar-se o coletivo Real Companhia, de Fernando Pereira, que conta com músicos como José Salgueiro ou Edu Miranda, num concerto dedicado à Beira Serra.
As Adufeiras de Idanha-a-Nova serão a presença da Beira Baixa no Estoril Folk Fest.

A abertura do Festival terá lugar no Lounge D do Casino, através de um colóquio dedicado ao papel da cultura e das Identidades regionais na descentralização e desenvolvimento do interior, a que se seguirá a apresentação de Castra Leuca, ensemble do distrito de Castelo Branco, que tem vindo a destacar-se pelo seu trabalho de fusão entre a música erudita e o cancioneiro.

A grande novidade desta segunda edição do Estoril Folk Fest será a implementação do Prémio Armando Carvalheda, em forma de homenagem ao recém desaparecido radialista, figura incontornável na defesa da Música Portuguesa, com particular destaque para as músicas de cariz tradicional.
Este prémio, que visa homenagear a carreira de personalidades determinantes na preservação da nossa memória colectiva enquanto povo, terá Isabel Silvestre como primeira agraciada, dado o seu importante papel na defesa e preservação do canto polifónico feminino.

Best Youth em Lisboa e no Porto com convidados especiais



“An evening in Everywhen” é o título do espectáculo que os Best Youth levarão ao Teatro Tivoli BBVA já amanhã, dia 25, e, na semana seguinte, dia 2, à Sala Suggia da Casa da Música. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline.

Espectáculos em  Lisboa e Porto em que Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves contarão com convidados muito especiais para uma viagem pelo universo sonoro de "Everywhen", o seu último trabalho de originais publicado no início deste ano, e por década e meia de canções inconfundíveis que tiveram em "Hang Out" a sua primeira revelação.

Em Lisboa, dia 25 de Setembro os convidados são Marisa Liz, The Legendary Tigerman e Moullinex. No Porto, a 2 de Outubro serão The Legendary Tigerman, Moullinex eWolf Manhattan.

Aliás, a presença destes "amigos" em palco é algo inédito no percurso da dupla do Porto: se, como a dupla expôs, “Everywhen” tinha nas canções que o compõem a intenção de provocar no ouvinte uma experiência sensorial, apelando à suspensão do tempo, numa antítese ao que o quotidiano nos compele a viver, a presença destes convidados de eleição alargará essa experiência às fronteiras sonoras, ou à inexistência das mesmas: da indie pop, sua sonoridade matriz, a viagem musical largará para territórios que embora presentes na sua música terão em “An evening in Everywhen” um aprofundamento único, com incursões na electrónica, na música de dança, no rock’n’roll, no blues ou na pop mainstream, tal o eclectismo dos convidados destas duas noites.



Sobre um outro tipo de matéria escura



A Flor Cadáver e outros poemas é o novo título de Jorge Sousa Braga na coleção Poesia Inédita da Assírio & Alvim.

Neste livro de poemas de Jorge Sousa Braga somos confrontados com a reflexão do poeta sobre o corpo e a nossa relação com ele. A Flor Cadáver e outros poemas é um pequeno tratado em verso que reúne ainda outras composições inéditas.

Esta edição marca o regresso do autor ao catálogo da Assírio & Alvim depois de A Matéria Escura e outros poemas, Prémio Autores 2021 para Melhor Livro de Poesia e Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2020.

O livro já se encontra disponível online e nas livrarias.

Sobre o Autor

Jorge Sousa Braga nasceu em 1957, em Cervães, e concluiu o curso de Medicina da Universidade do Porto em 1981 com a especialidade de Obstetrícia/Ginecologia. Iniciou a sua carreira profissional no Hospital de Santo António, no Porto. Tem vindo a trabalhar na consulta de casos de esterilidade/infertilidade. Autor de uma vasta obra poética, tem participado também em numerosas antologias, como organizador e/ou tradutor, e tem-se dedicado à escrita de livros infantis. O seu Herbário foi distinguido com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura Infantil.

Simone de Beauvoir escreve sobre os últimos anos de Jean-Paul Sartre



Inconformista, ambiciosa e socialmente empenhada, Simone de Beauvoir viveu uma história de amor de grande cumplicidade intelectual com o filósofo Jean-Paul Sartre. A Cerimónia do Adeus foi publicado depois da morte do parceiro de vida da escritora, cujas cinzas estão no cemitério de Montparnasse, em França. Esgotado há muito, regressa às livrarias a 26 de setembro.

«Este é o primeiro dos meus livros – sem dúvida o único – que você não terá lido antes de impresso. É-lhe inteiramente consagrado e não lhe diz respeito.» É aos amigos de Sartre que Beauvoir se dirige, «àqueles que desejam conhecer melhor os seus últimos anos». De 1970 a 1980, a escritora descreve o declínio de Sartre e a maneira como ele o encarou, o seu amor à vida, as suas posições políticas e a sua morte.

Nos anos de 1970, ainda se sentiam as ondas de choque do maio de 68, momento em que fora necessário repensar tudo. Beauvoir afirma que Sartre pensa contra si próprio e considera-o o «novo intelectual» (por oposição ao «clássico»), o que tende a fundir-se com as massas para fazer triunfar a «verdade universal». Em 1980, Sartre voltou-se para Deus. No mesmo ano, entrou em coma e morreu.

Sobre a Autora

Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Estudou Filosofia na Sorbonne, onde conheceu Sartre, companheiro de toda a vida e com quem viveu uma relação célebre pelos seus padrões de abertura e honestidade. No final da Segunda Guerra Mundial, editou a revista política Les Temps Modernes, fundada por Sartre e Merleau-Ponty, entre outros. Foi ativista no movimento francês de emancipação das mulheres, nos anos 1970, e serviu de modelo e de influência aos movimentos feministas posteriores. Simone de Beauvoir ganhou o Prémio Goncourt em 1954 com Os Mandarins. Morreu em Paris, em 1986.

João Gil apresenta novo álbum “Só Se Salva o Amor” no Casino Estoril



Referência da música portuguesa, João Gil apresenta, no próximo dia 23 de Outubro, pelas 21h30, o seu novo álbum “Só Se Salva o Amor” no Auditório do Casino Estoril. O músico descreve o álbum como “um disco humanista que carrega histórias da nossa existência, desde o 25 de Abril de 1974 à mentalidade subserviente e periférica, passando por sentimentos como o ódio ou a saudade”.

Estarão em evidência os 11 novos temas do álbum “Só Se Salva o Amor”. O público poderá assistir às interpretações de “Onde Fica Portugal”, “O Dia Mais Bonito”, “Ao Deus Dará”, Não Era a Vida Que Eu Queria”, “No Mesmo Barco”, “O Homem Novo”, “A Pregar no Deserto”, “Quem Te Fez Assim Tão Mal?”, “Antigamente É Que Era Bom”, “Frente de Combate” e “Constituição”. 

Com percurso iniciado, em 1976, com os Trovante, os caminhos do artista, em todas as virtudes e defeitos, confundem-se com a Democracia, que este ano assinala o seu 50º aniversário. No seu maior espírito crítico e democrático, João Gil lança através destas canções os temas e as questões que a todos nós se atravessam pela frente e nos fazem refletir, ajudando-nos a ter uma posição e um local onde nos podemos situar neste lugar estranho que é o Mundo.

Passados todos estes anos, é tempo de questionar e não de ter certezas absolutas, que é o que João Gil pretende levar para palco na apresentação do álbum que interpretará de uma ponta à outra. 

Numa noite especial, abre-se, ainda, espaço de diálogo com um convidado especial e com o público para discutir as temáticas das canções. Por fim, não faltarão os êxitos de sempre deste nome ímpar do cancioneiro nacional.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

E se não estivéssemos sempre com pressa de ir a algum lugar?



“Rápido, rápido! Despacha-te: já estamos atrasados!” Quantas vezes por dia estas palavras são repetidas? Rápido, rápido é o mais recente livro da Porto Editora que deixa o convite aos leitores de todas as idades para refletirem sobre a pressa constante em que a sociedade vive e sobre a importância de acalmar para aproveitar e aprofundar os laços de família e de amizade.  

A pressão da rotina diária, de cumprir horários, a força do relógio invisível presente na vida dos adultos faz com que a paciência e tempo para esperar seja curto. Se para os adultos esta realidade é vista como uma inevitabilidade, aos olhos de uma criança pode ser confuso sobretudo porque também elas, sem pedirem, acabam por ter de entrar nesta pressa de se vestirem a correr ou engolirem o pequeno-almoço quase sem o mastigarem quando o que realmente queriam era ficar mais um pouco a espreguiçar na cama ou a brincar com os seus brinquedos. Uma pressa sem fim, até na hora de adormecer porque amanhã começa tudo outra vez.

Mas e o que é que acontece quando reparamos que o tempo passou demasiado rápido? Que não vimos o tempo passar? Que estamos muito crescidos em relação à fotografia do ano passado? Rápido, rápido é um conto enternecedor e divertido sobre a corrida interminável do dia a dia, que convida a fazer uma pausa e aproveitar o presente. É a leitura ideal para uma leitura partilhada… e sem pressas!

Sobre a Autora

Émilie Chazerand é uma autora francesa, licenciada em enfermagem. Começou por escrever crónicas para o site leshistoiressansfin.com, e, aos poucos, os livros transformaram-se na sua ocupação principal.

Noite de tributo a Djavan no Casino Estoril



Com um ambiente intimista, o Lounge D do Casino Estoril recebe, na próxima Sexta-Feira, 27 de Setembro, pelas 22 horas, um espectáculo de homenagem a Djavan. A entrada é gratuita. 

Em noite de tributo a Djavan, “Lilás”, “Oceano”, “Sina” e “Samurai” serão alguns dos sucessos que irão fazer parte deste espectáculo de homenagem ao cantor e compositor brasileiro, natural de Maceió. 

O vocalista Ivo Dias interpreta os principais êxitos de Djavan que conquistaram, ao longo de décadas, milhões de fãs. Ivo Dias partilha o palco com os músicos irmãos Giordanno, Giovanni Barbieri, Paulo Muiños e Alexandre Damasceno.