sexta-feira, 25 de julho de 2025

Cultura, Saúde e Ecologia reforçam a utilidade pública do Azores Burning Summer



O Azores Burning Summer é um projeto cultural com um programa multidisciplinar inclusivo e de intervenção socioambiental que pretende deixar uma marca positiva nas comunidades locais e na experiência de quem visita a ilha de São Miguel.

Ao longo de várias edições a organização tem consolidado a sua programação paralela com diversas atividades de acesso livre.

CINEMA NA PRAIA — 4, 5, 6 e 7 de Agosto
O programa CINEMA NA PRAIA pretende, através do conjunto de filmes selecionados, estimular a comunidade local a “mergulhar” nas questões sociais, culturais e ambientais. Estão programadas quatro sessões de cinema ao ar livre, de acesso gratuito, que decorrem de 4 a 7 de Agosto, das 21:00h às 24:00h, na esplanada d’ Os Moinhos Lounge Garden, o bar da Praia dos Moinhos.

04 AGOSTO / 21:00h
“Postcards from India” de Tommaso Dolcetta / 2018 / DOC / 75m / 420 productions

05 AGOSTO / 21:00h
“E agora? Lembra-me” de Joaquim Pinto / 2013 / DOC / 164m / C.R.I.M Produções

06 AGOSTO / 21:00h
“Ama-san” de Cláudia Varejão / 2016 / DOC / 112m / Terratreme

07 AGOSTO / 21:00h
“Phil Mendrix” de Paulo Abreu / 2015 / DOC / 70m / Daltonic Brothers & Bando à parte

VIVE - SAÚDE COMUNITÁRIA — 14, 15 e 16 de Agosto
Entre os dias 14 e 16 de agosto, a cidade da Ribeira Grande acolhe a 4.ª edição do VIVE – Programa Comunitário de Saúde, uma iniciativa integrada no Azores Burning Summer, que convida a população a refletir sobre o seu bem-estar físico, emocional e relacional, promovendo uma atitude mais consciente e ativa no cuidado da própria saúde.

Este ano, o VIVE assume um formato inovador, transformando-se num verdadeiro Fórum de Saúde Comunitária, com múltiplas atividades a decorrer em simultâneo e distribuídas por vários espaços emblemáticos da cidade, como o Mercado Municipal da Ribeira Grande, o InWave e o Pavilhão Desportivo Municipal Engenheiro Fernando Monteiro.

O programa inicia-se a 14 de agosto, com uma jornada especialmente dedicada aos idosos, cuidadores e técnicos da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande, entidade parceira desta edição. Este primeiro dia centra-se no eixo “Cuidar com Dignidade e Presença”, promovendo práticas de bem-estar e momentos de sensibilização para o cuidado na terceira idade, reconhecendo o envelhecimento como um processo ativo, relacional e digno.

Nos dias 15 e 16 de agosto, o VIVE abre-se a toda a comunidade, com a realização do fórum propriamente dito. Nestes dois dias, os participantes poderão construir o seu próprio percurso entre sessões, oficinas e conversas inspiradoras, que abordam dois grandes eixos: por um lado, a “Saúde Integrativa, Sustentabilidade e Autocuidado”, com propostas centradas em terapias corpo-mente, alimentação consciente, conhecimento ancestral e relação com a natureza; por outro, o eixo “Infância e Emoção”, com atividades dedicadas ao desenvolvimento emocional das crianças, à expressão corporal e ao envolvimento das famílias em processos educativos mais conscientes e afetivos.

A programação da edição de 2025 reflete uma abordagem multissistémica e holística da saúde, atuando sobre diversos fatores epigenéticos que influenciam o bem-estar individual e coletivo. Através de experiências vivenciais, práticas acessíveis e momentos de partilha, o VIVE pretende reforçar a literacia em saúde, estimular mudanças sustentadas no estilo de vida da população e fortalecer os laços comunitários.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia online.



HABITAT - CRESCER SUSTENTÁVEL — 1 e 2 de Setembro
O programa HABITAT — Crescer Sustentável é uma importante iniciativa do Azores Burning Summer com vista ao desenvolvimento da comunidade jovem do concelho da Ribeira Grande. Numa colaboração entre o Okeanos - Instituto de Investigação em Ciências do Mar, no âmbito do projeto MONIPOL financiado pela Direção Regional das Pescas e o Observatório do Mar dos Açores através do Programa Educativo AMar - Aprender o Mar dos Açores serão desenvolvidas atividades educativas sobre o Mar dos Açores em todas as Instituições da Rede de ATLs, da Ribeira Grande, prevendo abranger cerca de 300 crianças e jovens. Na edição de 2025, vamos aprender a brincar com o jogo "Detetives Marinhos – Conhece o peixe que comes"!

Este jogo divertido, inspirado no clássico "Quem é Quem?", convida todos a descobrirem os peixes dos Açores de forma interativa. Enquanto jogam, os participantes vão explorar curiosidades sobre a biologia de várias espécies marinhas, tornando a aprendizagem num momento lúdico e envolvente.

O programa comunitário HABITAT irá decorrer nos dias 1 e 2 de Setembro de 2025.

PROGRAMAÇÃO MUSICAL — 29 e 30 de Agosto
Irão subir ao palco Terra Nostra os artistas Anthony B, Bonga, Dino d’Santiago & Os Tubarões, Santrofi, Mário Lúcio & The Pan African Band e Fattú Djakité. No Palco KIA irão atuar Rhodalia & Mario George Cabral, Miserable Man, Adrian Sherwood & Omar Perry e os DJ’s Milhafre, Pedro Tenreiro, Mesquita & Laura, Keany e Herberto Quaresma. No Palco NOS decorre o cinema na praia e a programação Moinhos Revival com a participação dos Dj’s Good In Da'Hood e Tape.

SYFY estreia thriller sobrenatural Revival a 6 de outubro



E se os mortos voltassem à vida – mas não exatamente como costumavam ser? No próximo dia 6 de outubro, o SYFY vai estrear Revival, um novo drama sobrenatural protagonizado por Melanie Scrofano (Wynonna Earp), baseado na aclamada série de terror homónima da Image Comics, criada pelo escritor Tim Seeley e pelo artista Mike Norton, e que teve 47 edições entre 2012 e 2017.

Melanie Scrofano interpreta Dana Cypress, uma agente da polícia de uma zona rural do Wisconsin, EUA, e mãe solteira, que se vê no centro de um fenómeno inexplicável – um mês após o “Revival Day”, os mortos da sua pequena cidade de Wausau voltaram à vida. Agora sob uma rigorosa quarentena federal, Wausau tornou-se o ponto zero do mistério mais perturbador do mundo.

À medida que a comunidade se debate contra o medo, a suspeita e tensões crescentes, Dana é designada para uma investigação de assassinato com uma reviravolta impossível: a vítima ainda está viva. A busca pela verdade leva-a a uma teia escura de segredos, atividades ilegais e extremismo espiritual – tudo isto enquanto tenta proteger a sua filha e enfrenta o custo pessoal do caos sobrenatural que a rodeia.

Enquanto isso, o seu pai, o xerife Wayne Cypress (David James Elliott), tenta manter a ordem à medida que as teorias da conspiração e o fervor religioso levam a cidade ao limite. Contudo, as suas decisões cada vez mais desesperadas podem colocar a própria família em risco.

Ao mesmo tempo um arrepiante thriller paranormal e um drama familiar profundamente humano, Revival explora o custo emocional da perda, a complexidade das segundas oportunidades e o que significa, verdadeiramente, viver.

Revival é produzida pela Blue Ice Pictures e pela Hemmings Films. Os showrunners são Aaron B. Koontz e Luke Boyce, Lance Samuels, Daniel Iron, Samantha Levine, Neil Tabatznik, Daniel March, Melanie Scrofano, Greg Hemmings, Stephen Foster e a realizadora Amanda Row, e todos são produtores executivos.

Rocketmen com animação no coração da cidade



Em contagem decrescente para o Rocketmen, de 31 de julho a 2 de agosto, nos espaços do Jardim da Sereia e da Praça da República em Coimbra, o festival de rock de Coimbra oferece à cidade 15 concertos, a começar às 18 horas e a prolongar-se pela noite dentro até às 3 horas da madrugada com DJ Sts após as actuações com curadoria do DJ A Boy Named Sue.

No alinhamento das bandas para 2025 contam-se alguns dos nomes mais emblemáticos da cena rock, tanto a nível nacional, como internacional.

Os brasileiros Asfixia Social abrem o festival, às 18 horas de 31 de julho. Segue-se a norte-americana Kate Clover, os ugandeses Arsenal Mikebe feat. HHY, a portuguesa MARTA REN e o belga Landrose.

No segundo dia, 1 de Agosto, os concertos são iniciados pelas The Darts, com o alinhamento a contemplar os 999, Mão Morta, Biznaga e Táxi.

O último dia, 2 de Agosto, começa com Hassan K., aos quais se seguem Dr. Sure’s Unusual Practice, The Boys e Bad Nerves. Os portugueses MAQUINA fecham a edição de 2025 do festival.



Horários dos concertos do Rocketmen

31 de Julho
Asfixia Social - 18h00
Kate Clover - 19h00
Arsenal Mikebe - 21h30
MARTA REN - 22h45
Landrose - 00h30

1 de Agosto
The Darts - 18h00
999 - 19h00
Mão Morta - 21h30
Biznaga - 23h00
Taxi - 00h30

2 de Agosto
Hassan K - 18h00
Dr Sure's Unsual Practice - 19h00
The Boys - 21h30
Bad Nerves - 23h00
MAQUINA - 00h30

O Rocketmen é uma grandiosa celebração pública, de entrada gratuita, em dois dos espaços mais icónicos da cidade: o Jardim da Sereia — verdadeiro ex-libris natural e patrimonial de Coimbra — e a vibrante Praça da República. É assim um acontecimento cultural acessível a todos, resultado de uma visão conjunta e da ação colaborativa entre a organização e o executivo municipal, enquanto coorganizador da iniciativa.

Um projeto de cidade. Uma afirmação do espírito de comunidade.

Aclamado espectáculo “Viva La Muerte!” com novas datas



Depois de esgotarem algumas das mais emblemáticas salas do nosso país, os Mão Morta continuam a apresentar o álbum “Viva La Muerte!” com datas por vários pontos do país até ao final do ano.

O espectáculo “Viva la Muerte!”, dos Mão Morta, foi criado para assinalar os 50 anos do 25 de Abril e os 40 anos da banda, neste tempo em que as democracias enfrentam ameaças renovadas à sua existência, com as expressões de ódio e intolerância e a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras a terem acolhimento privilegiado nos média e a dirigir o discurso político dominante. Assim, “Viva la Muerte!” mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino.

Estreado em Janeiro, no Theatro Circo de Braga, completamente esgotado, “Viva la Muerte!” foi ainda apresentado no primeiro trimestre de 2025 nas restantes salas que o co-produziram, sempre esgotadas ou completas – o Teatro das Figuras, em Faro, o Teatro Municipal de Ourém, a Culturgest, em Lisboa, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e o Teatro Aveirense, em Aveiro -, antecedido ou sucedido por uma conversa com os historiadores Sílvia Correia, Luís Trindade e Manuel Loff e o politólogo Carlos Martins, ora com a presença dos quatro, ora de dois, ora apenas de um, numa abordagem reflexiva, mais rigorosa e esclarecedora, de partilha de conhecimento e de saber, sobre o conceito de fascismo e as suas exteriorizações.

A digressão “Viva la Muerte!” prosseguiu depois, ainda em Março e Abril, por outras salas, também esgotadas ou muito perto de esgotar – o Teatro Municipal da Covilhã, a Casa das Artes de Arcos de Valdevez, a Casa da Música, no Porto, o Teatro Municipal da Guarda e o Ponto C, em Penafiel -, já sem a conversa com os historiadores, excepto no Ponto C, que contou com a presença de Sílvia Correia, encerrando assim a primeira parte da sua apresentação, que teve uma recepção espantosamente eufórica e entusiástica, tanto do público como da crítica, a exemplo do que acontecera com o disco homónimo, contendo a música do espectáculo, editado na véspera da estreia.

Em Maio, “Viva la Muerte!” foi adaptado a palcos ao ar-livre e apresentado no Festival do Maio, no Seixal, dando início ao interregno do Verão, que tem continuidade com nova apresentação no Festival N2, em Chaves, no cair de Julho.

Em Setembro é retomado o circuito de salas, habitat natural para onde o “Viva la Muerte!” foi originalmente pensado, com apresentações já programadas até Dezembro em locais como o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, a Casa da Criatividade, em S. João da Madeira, o Centro de Arte de Ovar, o Teatro Municipal Constantino Nery, em Matosinhos, ou o Convento de S. Francisco, em Coimbra, que pela expectativa já gerada se prevê voltarem a ser novas enchentes celebrativas da liberdade e da diferença.

Epicentro está de regresso à Baixa de Coimbra



Inserido na programação “Verão a Dois Tempos”, a curadoria da Blue House traz encontros inéditos entre artistas e uma programação que ocupa o coração da cidade com música, performance e artes visuais entre os dias 25 e 26 de julho

O Epicentro está de regresso à Baixa de Coimbra para dois momentos nos dias 25 e 26 de julho e 5 e 6 de setembro, com curadoria da Blue House. O festival assume-se como um espaço-tempo de encontro, criação e partilha, onde diferentes artistas e estruturas se reúnem para experimentar e apresentar propostas que cruzam linguagens.

O Epicentro 2025 aposta numa programação focada na criação artística, residências e performances ao vivo, activando espaços como o TUMO Coimbra, a Estação Nova, o Mercado Municipal ou o Centro de Artes Visuais.

O Epicentro integra-se na iniciativa Verão a Dois Tempos, programação de Verão promovida pelo Município de Coimbra em coorganização com quatro entidades culturais (Associação Há Baixa, Blue House, Encontros de Fotografia e Jazz ao Centro Clube), que decorre de 21 de junho até ao final de setembro, na Baixa da cidade.

Com cerca de 100 actividades em cinco palcos principais, o programa aposta na diversidade de públicos e na reactivação dos espaços urbanos, através de concertos, oficinas, visitas temáticas e residências artísticas.

25 JULHO – TUMO Coimbra e Mercado Municipal
19:00 – Tempura The Purple Boy (TUMO Coimbra)
21:00 – Concerto/residência: Beatriz Pessoa, Femme Falafel, Leonor Arnaut e Margarida Campelo (TUMO Coimbra)
24:00 – Clubbing – Sarau Hiperestésico, com Rodrigo Pedreira, Flor, Nils Meisel e Juliana Maar (Mercado Municipal)

26 JULHO – Vários espaços da cidade
15:00 – Showcase: Joana Guerra (Café Santa Cruz)
16:00 – Showcase: Lisa Sereno (Hotel Astória)
17:00 – Showcase: Evaya (Bixos)
18:00 – Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou (Casa das Artes Bissaya Barreto)
19:00 – Clara e a Angústia: Arrigo Barnabé e Lívia Nestrovski (Estação Nova)
21:00 – Serenata a Paredes – Parte I, com Luís Figueiredo e Hugo Santos (Estação Nova)
23:00 – Serenata a Paredes – Parte II, com Lua Carreira e Ângela Bismarck (CAV – Centro de Artes Visuais)
24:00 – Clubbing – Sarau Hiperestésico, com Rodrigo Pedreira, Flor, Nils Meisel e Juliana Maar (Mercado Municipal)

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Com sede de vingança



O novo capítulo da série A Mulher do Médico chega hoje, editado pela Singular, com uma protagonista determinada a virar o jogo: Alice.

Depois de ser injustamente condenada pelo assassinato do amante, o Dr. Drew Devlin, Alice regressa com o objetivo de se vingar e levar a viúva do médico à barra do tribunal. Ao seu lado, de forma inesperada, está o detetive que a prendeu, Tomlin. Mas Fern é tão calculista quanto inteligente, e pode ter truques imprevistos na manga…

Em A Amante do Médico, Daniel Hurst apresenta mais um thriller psicológico intenso, cuja teia de intrigas e suspense reflete a luta de duas mulheres pela justiça, a liberdade e a segurança das próprias filhas. Conseguirá Alice provar a sua inocência ou Fern escapará novamente?

Sobre o Autor

Daniel Hurst escreve thrillers psicológicos e adora contar histórias sobre coisas invulgares que acontecem a pessoas normais. Vive no noroeste de Inglaterra, tendo regressado às suas raízes depois de vários anos fora a explorar o mundo e a reunir ideias para futuros livros.

O Verão na cidade é WOW



Em agosto, o WOW convida quem fica na cidade a viver o verão de forma plena: com sunsets ao ar livre, festivais de sabores portugueses, noites de fado e música ao vivo, tudo num só quarteirão cultural em Vila Nova de Gaia.

Há uma energia leve no ar, um som que embala as tardes e um convite aberto a todos os que, em pleno verão, decidem ficar na cidade. Em agosto, o WOW — quarteirão cultural de Vila Nova de Gaia — transforma-se numa celebração ao ar livre, onde a música, a gastronomia e a cultura se encontram em harmonia com o pôr do sol e o ritmo despreocupado da estação.

A grande novidade é a extensão dos Sunsets até à praça central. Serão os Sunsets na Praça que vêm para marcar o ritmo de dois fins de tarde em festa. A 15 e 24 de agosto, entre as 15h e as 22h, os DJs Henri Josh, Artur e Tiago Afonso, acompanhados dos MCs Cesariny e Henrique Mano, prometem animação contínua, num espaço idílico, de entrada livre, onde se dança de copo na mão e de olhos postos no céu da cidade invicta.

De resto, os Sunsets no VP continuam a dourar os finais de tarde do WOW. A 23, 30 e 31 de agosto, há música, cocktails e uma vista inigualável sobre o Douro e a cidade.

O mês começa com sabores bem portugueses, com o regresso dos festivais gastronómicos no WOW. Depois do sucesso do Festival da Francesinha, desta vez chega o Festival das Tasquinhas, a 2 e 3 de agosto. É tempo de petiscos, de vinho servido fresco e da alegria genuína dos encontros à volta da mesa. Duas semanas depois, a 16 e 17 de agosto, o Festival do Fumeiro traz à tona os aromas intensos da tradição, com enchidos, carnes fumadas e outras iguarias que aquecem o paladar e o coração. Tudo isto será “regado” de música tradicional portuguesa, em celebrações genuínas dos sabores nacionais.

Agosto é também tempo de fado. Nos dias 22 e 29, as noites ganham um tom mais intimista com o Fado Show & Dinner, um espetáculo com jantar vínico incluído, onde a canção portuguesa ecoa entre copos de vinho e silêncios emocionados. O concerto e o jantar custam 55€ por pessoa.

E porque a música não para, o bar Angel’s Share recebe, todas as sextas e sábados, concertos ao vivo com artistas de diferentes sonoridades. O mês começa a gosto com nomes internacionais: no dia 1 o caboverdiano Hilar traz morna e coladeira ao quarteirão cultural e no dia 2 o angolado Klaudio Hoshai brinda os presentes com semba e kizomba. Nos fins de semana que se seguem, cada noite é uma descoberta e há muito para celebrar ao som de, por exemplo, Rui David (música portuguesa) ou Azula Queen (blues). A entrada é livre. 

A IA generativa como aliada na preservação e divulgação das línguas indígenas



A inteligência artificial (IA) generativa representa uma grande oportunidade para reduzir o isolamento digital das comunidades indígenas e dar maior visibilidade aos seus povos e culturas. É uma das principais conclusões do relatório “O desempenho da inteligência artificial no uso de línguas indígenas americanas”, elaborado pela LLYC, a empresa global de Marketing e Corporate Affairs, em colaboração com o BID Lab, o braço de inovação e venture capital do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Microsoft. A publicação evidencia a situação atual e propõe uma série de recomendações práticas orientadas para fomentar uma inteligência artificial mais inclusiva e culturalmente representativa.

Para aumentar a integração de línguas indígenas no ecossistema digital, o documento propõe 21 estratégias centradas tanto no aumento dos dados disponíveis nestas línguas como no desenvolvimento de tecnologias facilitadoras. Fomentar, em colaboração com as comunidades indicadas, a conversação digital em línguas indígenas, dar visibilidade aos seus influencers, proteger plataformas e arquivos digitais de tradições, e desenvolver tecnologias de tradução e voz são algumas das mais destacadas. Dessa forma, tais estratégias ajudariam a treinar os modelos de IA de forma a melhorar o seu desempenho nestas línguas.

Atualmente, os modelos mais conhecidos de IA generativa mostram um desempenho desigual ao interagir em línguas indígenas. Em apenas 54% dos casos, as perguntas formuladas nestes idiomas recebem respostas aparentemente corretas, que podem ser até quatro vezes mais curtas do que as geradas em espanhol para perguntas equivalentes e com uma qualidade inferior em expressão (2,4 em 10) e compreensão (2,3 em 10). Além disso, o relatório também deteta um elevado viés cultural nos sistemas de inteligência artificial, que tendem a oferecer respostas que se inclinam para referências ocidentais, inclusive quando se formulam perguntas em línguas indígenas.

“Para que a inteligência artificial seja verdadeiramente inclusiva a nível global, deve compreender e adaptar-se aos diferentes contextos linguísticos e culturais. Este estudo representa um ponto de partida fundamental para avançar na representação das línguas indígenas nas tecnologias do futuro”, afirma Adolfo Corujo, Partner & Marketing Solutions CEO da LLYC.

Programados para Amar



O que acontece no nosso cérebro quando nos apaixonamos? E quando sofremos por amor? Porque é que nos sentimos fisicamente diferentes quando estamos perdidos de paixão ou em pleno desgosto amoroso? A estas e a muitas outras perguntas responde a neurocientista Luísa V. Lopes no livro Programados para Amar, com chancela da Contraponto. 

Neste livro, a investigadora conduz os leitores por uma viagem fascinante ao território cerebral do amor – desde a primeira faísca à perda, passando pela intimidade, pelos ciúmes, pela infidelidade, pelo envelhecimento e até pela forma como a tecnologia está a moldar o amor moderno. Com uma escrita clara, acessível e sempre rigorosa, Luísa V. Lopes aproxima a ciência de um tema que há séculos tem sido dominado por poetas e filósofos: o amor. 

Com o prefácio de Júlio Machado Vaz, Programados para Amar alia o rigor da investigação à empatia de quem compreende que os temas do coração não são apenas matéria de estudo, mas parte integrante da experiência humana.  

Sobre a Autora

Luísa V. Lopes é neurocientista, coordenadora de um grupo de investigação na Faculdade de Medicina de Lisboa e na Fundação Gulbenkian de Medicina Molecular (GIMM). Licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências, trabalhou na Universidade de Cambridge, no Karolinska Institutet e no centro de investigação da Nestlé. Estuda os mecanismos sinápticos do envelhecimento e as alterações da memória, com mais de 70 publicações em revistas científicas de referência e diversos prémios nacionais e internacionais. Entre a investigação e a docência, dedica-se também à divulgação científica, assinando colunas no Público e participando no podcast [In]Pertinente.

Ciclo "José Afonso - Utopia" no Espaço Atmosfera m Lisboa



Na celebração da edição do 13.º álbum da coleção Mais 5 de José Afonso, a editora anuncia o Ciclo José Afonso - Utopia, que se realizará no espaço atmosfera m Lisboa, este Verão, ponto de encontro para usufruto de uma vasta programação cultural. Da música ao cinema, da poesia à literatura, da pintura à fotografia, da escultura ao teatro, e muito mais, as iniciativas que aqui se realizam promovem a partilha de ideias, criações artísticas, entre outras componentes fundamentais para uma maior qualidade de vida, onde inclusão e novas formas de cidadania abraçam a Cultura.

O ciclo inicia-se a 30 de julho, às 18h30, com uma Tertúlia de apresentação da reedição do álbum "Como Se Fora Seu Filho", de José Afonso, para a qual a editora Mais 5 convida a uma conversa centrada na intemporalidade da música, na utopia do pensamento humanista e na necessidade do diálogo no momento sobre o papel da música na sociedade. O editor Nuno Saraiva conduzirá a conversa centrada nas temáticas do álbum, mas também no papel que os artistas podem assumir, ou não, na sociedade à sua volta. Esta será também uma oportunidade de ouvir a nova edição de "Como Se Fora Seu Filho", em vinil / LP, a partir do gira-discos da Mais 5, com nova masterização de Florian Siller.

O ciclo tem o seu segundo momento a 20 de agosto, às 18h30,  com a apresentação do documentário "Andarillhar", de Abel Rosa, filmado em residência artística no Faial, em Abril de 2024, marcando os 50 anos do 25 de Abril através de uma residência artística. Reinterpretando e reinventando José Afonso, este filme documenta o processo de (re-)descoberta da obra musical e socio-política de José Afonso, com o Diretor-Musical Tiago Correia-Paulo, PS Lucas, Lavoisier, Nástio Mosquito, Selma Uamusse, Nacho Vegas e outros artistas e técnicos.

Por último, sobretudo para quem não teve oportunidade de assistir ao grande concerto do colectivo Wanderer Songs, no Tivoli, em janeiro de 2025, o ciclo termina a 27 de agosto, também às 18h30, com a passagem do Filme Concerto “Wanderer Songs”, ao vivo, no Teatro Faialense, resultado da residência artística documentada no filme "Andarilhar".

Tanto a reedição de "Como se Fora Seu Filho", como esta invocação de José Afonso no século XXI – que é o projecto Wanderer Songs –, demonstram a vitalidade e importância das canções de José Afonso, bem como a grande importância dos autores, compositores e artistas como porta-vozes do humanismo na nossa sociedade.

Atmosfera m, Rua Castilho, n.º 5, Lisboa
30 de julho e 20 e 27 de agosto