terça-feira, 28 de outubro de 2025

Casino Estoril inaugura 39ª edição do Salão de Outono



A Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura, no próximo dia 8 de novembro, às 17 horas, o XXXIX Salão de Outono. Trata-se de mais uma edição desta emblemática exposição colectiva de Pintura e Escultura, na qual poderão encontrar-se alguns dos mais conceituados artistas plásticos contemporâneos. A entrada é livre.



Na sua 39ª edição, o Salão de Outono reúne um notável elenco de obras nas modalidades de Pintura e Escultura da autoria de 23 artistas:

Pintura - Alfredo Luz, Branislav Mihajlovic, Cohen Fusé, Diogo Navarro, Filipa Oliveira Antunes, Gustavo Fernandes, João Feijó, Jorge Cruz, José Grazina, Maramgoní, Mariola Landowska, Nadir Afonso, Paula Gouveia, Paulo Ossião, Pedro Castanheira e Rui Carruço.



Escultura - Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado, Jorge Pé-Curto, Marius Moraru, Ricardo Gigante e Rogério Timóteo.



segunda-feira, 27 de outubro de 2025

A melodia como alma da música no Palácio de Queluz



Num tempo em que o Modernismo agitava a Europa, Max Bruch e Giuseppe Martucci resistiram ao ímpeto revolucionário, mantendo-se fiéis aos ideais românticos, à exaltação da emoção e à elegância formal. 

Embora ofuscados pelos vanguardistas da época, as suas obras resistiram à passagem do tempo e chegam agora ao Palácio de Queluz, sob a batuta de Antonio Pirolli, interpretadas pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Consonâncias V é um concerto que celebra dois gestos contra a corrente. Um luminoso concerto para clarinete, viola e orquestra - de Bruch - e A canção das recordações - de Martucci - transportam-nos para o Romantismo tardio, pela mão de dois compositores que procuraram preservar a melodia como alma da música.

A singular combinação de clarinete e viola, aqui nas mãos de Cândida Oliveira e Pedro Saglimbeni Muñoz, solistas da Orquestra Sinfónica Portuguesa, revela o equílibrado e sereno diálogo concebido por Bruch. 

Em La canzone dei ricordi de Martucci, a soprano Dora Rodrigues incorpora a reflexão melancólica sobre a passagem do tempo.

Max Bruch Concerto para viola e clarinete 
Giuseppe Martucci La canzone dei ricordi

Direção musical Antonio Pirolli
Orquestra Sinfónica Portuguesa

Soprano Dora Rodrigues
Clarinete Cândida Oliveira
Viola Pedro Saglimbeni Muñoz

Class. Etária M/6
07 NOV | 19H00
Queluz | Palácio Nacional de Queluz

CAE na Figueira da Foz recebe exposição que propõe reflexão sobre desigualdade



Artistas convidadas exploram linguagens próximas da arquitetura e do minimalismo para interpretar o mundo que habitamos e como o habitamos. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, a exposição estará patente até março de 2026, com entrada gratuita.

Ana Almeida Pinto (Portugal, 1984), Ana Pais Oliveira (Portugal, 1982), Cristina Massena (Portugal, 1977), Evgenia Antonova (Ucrânia, 1986) e Sandra Baía (Portugal, 1968) estão representadas na exposição “Fosso”, com um conjunto de obras que abordam conceitos da arquitetura e do minimalismo, para propor uma reflexão sobre as desigualdades em pleno século XXI.

A curadoria é de Helena Mendes Pereira, da ZET Galeria de Arte, e estará patente no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, de 25 de outubro até 8 de março do próximo ano.



Para Helena Mendes Pereira, explorar a questão das desigualdades e da sua origem é fundamental para promovermos um debate sobre tolerância e justiça. “Do ponto de vista metafórico, ‘fosso’ pode significar uma distância ou separação entre pessoas, grupos ou ideias, uma diferença marcante, mesmo abismal, entre condições sociais, culturais ou económicas. Este é o tempo que vivemos: um tempo global marcado por fossos sociais e ideológicos que acentuam desigualdades, tensões e conflitos”, explica a curadora. “As condições totalmente desiguais no acesso à riqueza, à tecnologia, à informação, à educação ou à preservação ambiental fazem prosperar conflitos culturais e identitários relacionados com o género, com a sexualidade, com a etnia, com a religião e com a imigração. São, ainda, inevitáveis os fossos políticos e ideológicos que se caracterizam pela polarização política e colocam a democracia numa situação de crise”, alerta. “As artistas escolhidas têm um trabalho que é exemplo do exercício consciente que fazemos para diminuir o fosso de representatividade de género que (ainda) caracteriza o meio artístico e cultural português e internacional. Escolhê-las é uma opção política e uma forma de erguermos a nossa voz na luta pela construção de um mundo menos desigual. Além de comungarem elementos de linguagem, trata-se de artistas fazedoras e que têm no trabalho de experimentação tecnológica e de transformação dos materiais a essência do que fazem”, finaliza.

Para o CAE, esta exposição vai de encontro ao objetivo assumido na programação do espaço, que assume “um compromisso claro com a arte que questiona, que interpela e que reflete o nosso tempo”, com uma exposição que inclui “um conjunto de obras que não se limitam a ocupar o espaço, mas que o transformam num lugar de pensamento e de diálogo” e “um convite à reflexão profunda, uma afirmação da força criativa feminina e um testemunho do papel da cultura como agente de transformação social”.

Restaurante Beltejo do Casino Lisboa reabre com jantares em serviço de buffet livre



O restaurante Beltejo reabriu, recentemente, com um requintado serviço de jantares em regime de buffet livre. Com uma expressiva afluência de visitantes do Casino Lisboa, o renovado espaço de restauração propõe as melhores especialidades da cozinha tradicional portuguesa, das 19h00 às 22h30, por apenas 21€.

Com um ambiente acolhedor, o restaurante Beltejo convida os visitantes do Casino Lisboa a saborear as melhores experiências gastronómicas. O jantar inclui saladas simples e compostas, pratos quentes de peixe e de carne e uma variedade de sobremesas à escolha.



Localizado no piso 2 do Casino Lisboa com vista privilegiada para o Rio Tejo, o restaurante Beltejo oferece um serviço rápido e de excelência com as melhores iguarias da cozinha tradicional portuguesa.

Horário de funcionamento
Diariamente, das 19h00 às 22h30. Preço fixo: 21€.

“Requiem” ocupa a Estação Nova de Coimbra a 1 de novembro



No próximo 1 de novembro, a Estação Nova, em Coimbra, acolhe Requiem, um projeto de Nuno Gonçalo Rodrigues e Maria Jorge com a Banda Filarmónica da Associação Recreativa e Musical de Ceira, que reflete sobre a perda e transformação dos espaços culturais e comunitários. Inicialmente previsto para o programa Epicentro, o projeto transita agora da sua programação do Verão a dois tempos. 

Requiem é um acto performativo e comunitário onde uma filarmónica interpreta o seu próprio réquiem. A mesa está posta, e o público é convidado a partilhar esta última ceia — uma experiência sensorial e simbólica sobre o apagamento da memória coletiva, o encerramento das coletividades e a erosão do tecido cultural provocada pela especulação e pelo avanço do capitalismo tardio.

Ao longo da apresentação, documentos reais da história de associações, coletividades, cooperativas e espaços extintos acumulam-se no espaço, ilustrando, disputando e invocando o lugar da memória.
No final, a desmontagem: recolhem-se instrumentos, estantes, bancos, mesas, pratos, lixo. E devolve-se ao espaço — e aos espectadores — a palavra e o vazio, num gesto final de reconhecimento e resistência.

O Epicentro integra-se na iniciativa Verão a Dois Tempos, programação de Verão promovida pelo Município de Coimbra em coorganização com quatro entidades culturais (Associação Há Baixa, Blue House, Encontros de Fotografia e Jazz ao Centro Clube), que decorreu de 21 de junho até ao final de setembro, na Baixa da cidade.

Com cerca de 100 actividades em cinco palcos principais, o programa apostou na diversidade de públicos e na reactivação dos espaços urbanos, através de concertos, oficinas, visitas temáticas e residências artísticas.

Criação e Interpretação
Maria Jorge e Nuno Gonçalo Rodrigues
Com a Banda Filarmónica da Associação Recreativa e Musical de Ceira

Data: 1 de novembro de 2025 às 17h00
Local: Estação Nova, Coimbra
Entrada Livre

O Circo de Natal está a chegar ao Coliseu dos Recreios



O Circo de Natal no Coliseu dos Recreios faz parte da memória natalícia dos Lisboetas há 135 anos.

Para continuar a cumprir a tradição e a unir miúdos e graúdos convidamos todos a ir sonhar, pois o circo é o único lugar do mundo onde se sonha acordado!



Aramistas, palhaços, magia, dança, esfera aérea, tecido, malabaristas, escada aérea e muito mais. Condições especiais para empresas / grupos / escolas.

Reservas escolas – reservascirco@coliseulisboa.com

Reportagem - Cerimónia de entrega dos Prémios Literários e de Cidadania Cultural da Estoril Sol



Em cerimónia solene, o Auditório do Casino Estoril acolheu a entrega dos Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, referentes a 2024, respectivamente, a Hugo Gonçalves e a Dulce Gonçalves, bem como o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural a Helder Macedo. Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Júri dos Prémios da Estoril Sol, presidiu a este importante evento, que contou com a presença de numerosas personalidades ligadas às Letras e às Artes.

Guilherme d’Oliveira Martins iniciou o seu discurso manifestando um profundo pesar pelo falecimento de Liberto Cruz, que integrou durante largos anos o júri dos Prémios Literários e de Cidadania Cultural da Estoril Sol. Numa contextualização das obras vencedoras, Guilherme d’Oliveira Martins referiu que “Revolução”, de Hugo Gonçalves, “constitui um relato vivo dotado de um estilo direto, fluído e comunicativo e de uma linguagem que se alia à expressão do tempo e dos seus atores sociais”. Em relação ao romance “O Processo”, de Dulce Gonçalves, “foca-se na memória histórica dos últimos anos da resistência à ditadura portuguesa, ao mesmo tempo, de projeção dos traços culturais que asseguram algumas das suas referências emblemáticas, nomeadamente as relacionadas com o fenómeno da emigração portuguesa para França. Sobretudo durante os anos 60”.



Já sobre o Prémio Vasco Graça Moura, o Presidente do Júri disse que Helder Macedo “é um ilustre poeta, romancista, ensaísta, critico e professor, Secretário de Estado da Cultura, que tem um percurso exemplar no campo da cidadania cultural. Vivendo em Moçambique desde a sua juventude, afirmou-se como uma consciência livre, considerando a liberdade como abrangendo a criação literária e artística, mas também o reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação e independência”. 

Após o momento solene da entrega dos três prémios da Estoril Sol, foi Hugo Gonçalves, vencedor do Prémio Literário Fernando Namora que usou da palavra: “o livro é um abrigo contra o ruído do mundo. Contra a algazarra da zanga e do medo, hoje disseminados nos ecrãs por milhões de anónimos — e por todos os líderes messiânicos com ambições a tiranos. O livro é uma espécie de capanga que expulsa da nossa cabeça esses inquilinos problemáticos, aos gritos nas redes sociais e nas televisões. De certa maneira - sem precisarmos de ser revolucionários - ler um livro é hoje um ato de resistência contra essa zanga e esse medo tão danosos para a liberdade e para a democracia que começámos a construir no dia 25 de Abril de 1974.

Já Dulce Gonçalves referiu que “O Processo” “representa a fusão de um tempo que transcorre dentro e fora da obra, tal como do amor que flui dentro e fora do livro. Agustina dizia que uma boa história teria de ser consagrada pelo amor. Se a pude escrever, também foi graças ao afeto que me envolveu - da minha família, dos amigos e daqueles que se assumiram como meus protagonistas. E porque a história narrada eterniza dentro de si um amor jovem, intemporal, inspirador. Parti do umbigo familiar para trilhar uma terra que, afinal, me era desconhecida. Descobri uma geração inteira, agora suspensa na ampulheta fina do seu próprio tempo, que conquistou a chave dourada da liberdade. “O Processo” pretende tecer-lhes, ainda, uma homenagem e ser um compromisso com a memória. Escrever é não esquecer”.

Por sua vez, Helder Macedo distinguido com o Prémio Vasco Graça Moura, sublinhou a sua profunda admiração por todos os vencedores das anteriores edições. “O prémio que me foi dado e que mais me poderia honrar é o prémio de cidadania cultural. Creio que o exercício de cidadania tem como ponto de partida a capacidade de recusa. Os “sins” podem perdurar com mais sorte ou menos sorte, de uma maneira ou de outra. Mas, a nossa responsabilidade enquanto cidadãos é saber quando, como, e não importa com que consequências, dizer não. Recusar.”



Logo na abertura da cerimónia, Mário Assis Ferreira, em representação da Estoril Sol, referiu: A promoção da Cultura é, como o nosso histórico bem evidencia, um desígnio que nos acompanha desde há muito. Mas, é em períodos complexos como este que respiramos − onde confluem os desafios internos com as tensões políticas externas na Europa e fora dela − que a expansão do turismo, enquanto Actividade de Paz, pode ser contingente, após ter recuperado, penosamente, dos efeitos pandémicos. Neste contexto, tanto a indústria de entretenimento − e, nesta, a dos Casinos físicos – tal como a hotelaria e a restauração, terão que somar esforços para responder, com energia e criatividade às incógnitas que se perfilam no horizonte. E, também por isso, reconheço, com orgulho, que ao longo dos últimos decénios, tem sido inabalável o compromisso da Estoril Sol com a Cultura e as Artes”.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Grupo LEGO estimula brincadeira digital e física



Uma nova pesquisa global encomendada pelo Grupo LEGO revela que as fronteiras entre brincadeira física e digital estão a desaparecer para as famílias, com quase todos os pais (95%) a concordarem que é importante que as crianças experimentem uma mistura de tipos de brincadeiras para ajudar no seu desenvolvimento.

Ao inquirir mais de 17 000 pais em 17 países, o relatório concluiu que as famílias estão já a pôr essa crença em prática, principalmente por causa dos benefícios sociais dos videojogos, com mais de três quartos (76%) a dizerem que muitas vezes misturam as brincadeiras física e digital. As conclusões destacam uma nova realidade: as brincadeiras contínuas estão a tornar-se uma parte fundamental do tempo em família no mundo de hoje, e os pais estão a acolher esta nova forma de conexão.

A pesquisa descobriu que, através das brincadeiras física e digital, os pais estão a reconhecer cada vez mais os pontos fortes únicos que ambas podem trazer ao desenvolvimento dos filhos. Enquanto mais de três em cada cinco (61%) acreditam que a brincadeira física desenvolve competências de comunicação e estimula a criatividade, a brincadeira digital é agora amplamente valorizada no desenvolvimento do pensamento estratégico (62%), resolução de problemas (52%) e criatividade (53%).

O crescente portefólio digital do Grupo LEGO dá vida a estes benefícios através de experiências imersivas e com propósito, nomeadamente a recém-lançada aventura co-cop para 2 jogadores LEGO® Voyagers, que permite às crianças canalizar a sua criatividade e colaborar com a família e amigos de uma forma segura e envolvente, entre outras experiências de brincadeira digital, como LEGO Fortnite® Odyssey e LEGO Fortnite® Brick Life.

«A brincadeira digital está a demonstrar ser um poderoso espaço de conexão, não apenas entre amigos, mas também no seio das famílias. É inspirador ver os pais a abraçar os videojogos como forma de criar momentos de partilha que fortalecem os laços familiares», disse Fredrik Loving, SVP and Global Head of GAME do Grupo LEGO. «À medida que mais pais reconhecem o valor de combinar a brincadeira física e a digital, estão a abrir novas oportunidades para os filhos aprenderem, criarem e se conectarem de formas significativas. A nossa ambição no Grupo LEGO é continuar a proporcionar oportunidades de brincadeira perfeitas para que crianças, famílias e criadores possam continuar a brincar juntos.»

Os dados mostraram que o uso de ecrãs continua a ser uma preocupação (62%) para os pais, mas que agora estão a reconhecer que os videojogos são benéficos para o desenvolvimento social. Mais de metade (55%) pensam que os jogos digitais ajudam os filhos a ligarem-se aos pares, enquanto outros tantos (51%) dizem que ajudaram os filhos a manter ou mesmo a formar amizades. Mais de um quarto (26%) dos pais relatam que os filhos fizeram amigos totalmente novos através dos videojogos.

O Grupo LEGO encomendou esta pesquisa numa altura em que celebra 30 anos de criação de videojogos, que unem jogadores de todas as idades, estimulam a criatividade e incentivam a colaboração. Desde o lançamento de LEGO Island, em 1997, títulos icónicos como LEGO Racers (1999), LEGO Junkbot (1999), LEGO Star Wars™: The Videogame (2005) e LEGO Star Wars™: The Skywalker Saga (2022) cativaram os jogadores, mostrando-lhes as infinitas possibilidades da brincadeira LEGO digital.

Os videojogos também influenciaram a gama de produtos físicos do Grupo LEGO, com sets de construção inspirados nos jogos favoritos dos fãs, como LEGO Super Mario™, LEGO Fortnite®, LEGO Minecraft®, LEGO Animal Crossing™ e LEGO Sonic the Hedgehog™. Estes sets dão vida a personagens acarinhadas e a universos dos jogos em forma de tijolos e inspiraram a LEGO Brick League, uma nova competição de criação de conteúdo que celebra a junção das brincadeiras digital e física.

Com 80% dos pais inquiridos a dizerem que os criadores sobre videojogos os ajudam a formar laços com os filhos, a LEGO Brick League combina sets LEGO inspirados em videojogos com os melhores talentos entre criadores, oferecendo às famílias novas formas de se ligarem e trazerem as suas experiências de brincadeira partilhadas para o mundo real.

As famílias podem ficar a saber mais sobre a LEGO Brick League aqui: https://www.lego.com/pt-pt/categories/gaming/brick-league.

Ao continuar a inovar no cruzamento das brincadeiras física e digital, o Grupo LEGO não está apenas a responder às expectativas em mudança; está a moldar ativamente o futuro da brincadeira para a próxima geração de construtores, contadores de histórias e solucionadores de problemas.

Zona Sem Ecrãs - Dois dias para brincar, conversar e viver em família no Forum Madeira



O Forum Madeira convida todas as famílias a fazer uma pausa da tecnologia e a redescobrir o prazer de brincar, conversar e viver momentos em conjunto, com a iniciativa “Zona Sem Ecrãs”, que decorre nos dias 25 e 26 de outubro, na Praça Central.

Esta ação pretende sensibilizar a comunidade para os riscos do uso excessivo de ecrãs, especialmente entre as crianças, e incentivar momentos de desconexão que estimulem a imaginação, a criatividade e a interação familiar. Apesar das recomendações sobre o uso de tecnologia — 0 minutos para menores de 2 anos, 20 minutos diários para crianças dos 2 aos 6 anos e 1 hora diária até aos 11 anos —, 84% das crianças com menos de 3 anos utilizam ecrãs todos os dias, reforçando a importância de iniciativas como esta.

Durante dois dias, o Forum Madeira será palco de atividades pensadas para todas as idades, num ambiente livre de distrações digitais, com uma série de jogos tradicionais feitos em madeira, valorizando a tradição e a sustentabilidade, e yoga para toda a família:

25 e 26 de outubro | Jogos Tradicionais

11h00 às 21h00 | Praça Central
A Praça Central transforma-se num espaço de diversão e convívio familiar, com oito jogos tradicionais em madeira, como o 4 em linha, a Torre de Tijolos XL, o Cornhole e o Labirinto XXL. Todos os jogos, da PicaPau Madeira, são produzidos artesanalmente com materiais naturais, valorizando a tradição e a sustentabilidade

25 de outubro | Yoga para a Família

10h00 às 11h00 | Jardim Suspenso
Uma sessão de yoga orientada por Vanessa Quintal, destinada a crianças a partir dos 3 anos e aos respetivos pais. A atividade combina histórias, música, jogos e momentos de relaxamento, promovendo valores como a não-violência, a verdade, a paz e a alegria, enquanto desenvolve o corpo, a inteligência e as emoções.

As inscrições são obrigatórias através da APP Forum Madeira e limitadas a 15 duplas (1 adulto + 1 criança) e é necessário levar uma toalha ou tapete de yoga.

A iniciativa contará ainda com a Sofia Laura, autora da página Quando a Mãe Fala e especialista em parentalidade positiva, que irá partilhar, conselhos práticos para um dia a dia mais equilibrado, com menos ecrãs e mais tempo de qualidade em família.

O Forum Madeira convida todas as famílias a participar nesta experiência única e a redescobrir o prazer de brincar e criar momentos memoráveis juntos, reforçando o compromisso do centro com a educação, o bem-estar e a sustentabilidade familiar.

O aguardado regresso de José Luís Peixoto



Quatro anos depois de Almoço de Domingo, José Luís Peixoto regressa ao romance com A Montanha, um livro poderoso sobre a fragilidade humana. Este é um romance habitado por homens e mulheres de várias idades, com origem em diversos contextos, de Moçambique à Venezuela, de Ponte de Lima a Oliveira de Azeméis, que têm em comum a sua condição de pacientes no Instituto Português de Oncologia do Porto. Chega às livrarias a 23 de outubro. A sessão de lançamento decorre no Auditório do Instituto de Oncologia do Porto, na quinta-feira, 23 de outubro, às 18h30.

Seis desconhecidos em silêncio. Jorge, Fátima, Alice, João, Daniel, Filipe. «Estão ali, na sala de espera do consultório da doutora e, por isso, sabem que estão doentes com cancro, ou estiveram, ou podem vir a estar. Esse é o incontornável que os aproxima, o cancro.» Um escritor viaja pelo mundo e, nesse turbilhão, tenta construir um romance com todas as histórias que lhe foram confiadas, até que o impensável acontece.

Do hiperrealismo, documental e autobiográfico, ao surrealismo, à alucinação e ao delírio, A Montanha é um romance de enorme ambição, que resgata momentos de profunda empatia e ternura, que revela o ser humano tanto na sua fragilidade como na sua máxima força.

Surpreendente nas múltiplas dimensões que propõe, este romance é um extraordinário tour de force literário, um marco muito alto na obra de um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos.

Sobre o Autor

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra está traduzida em mais de trinta idiomas, é lida e estudada em dezenas de países. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o Prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu de 2012. Em 2016, com Galveias, recebeu no Brasil o Prémio Oceanos, alcançando o 1.º lugar entre todas as obras literárias publicadas em língua portuguesa do ano anterior. A sua escrita foi ainda finalista de prémios internacionais, como o Femina e o Prix des Lecteurs (França), o Impac Dublin (Irlanda) e o Prémio Literário Giuseppe Acerbi (Itália). Na poesia, A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores; o Prémio Daniel Faria foi atribuído ao livro Gaveta de Papéis; e Regresso a Casa obteve o Prémio Livro do Ano Bertrand. Dentro do Segredo – Uma viagem na Coreia do Norte e O Caminho Imperfeito, centrado na Tailândia, foram as suas primeiras incursões na literatura de viagens. As suas mais recentes obras são Almoço de Domingo (2021) e Onde – O Exemplo de Abrantes, Constância e Sardoal (2022).