quinta-feira, 25 de junho de 2026

Escrava Isaura regressa à RTP



Uma nova versão que nos apresenta novidades no áudio e na imagem. A Escrava Isaura é uma das grandes referências da televisão portuguesa nos anos 70 e uma das telenovelas de maior sucesso no mundo.

A Escrava Isaura conta-nos a história de uma jovem escrava que luta pela liberdade e pelo amor num mundo marcado pela injustiça, paixão e poder.



Isaura nasce em 1835, na fazenda do Comendador. É filha de Juliana, uma escrava do Comendador, e de Miguel (Micael Borges), o feitor da fazenda. A sua mãe morre pouco depois do parto e Isaura é criada e educada por Gertrudes (Norma Blum), esposa do Comendador. Apesar da excelente educação e de ter a pele clara, Isaura (Bianca Rinaldi) continua a ser escrava na fazenda.

No entanto, a vida da jovem complica-se quando Leôncio (Leopoldo Pacheco), o filho do Comendador, desenvolve uma paixão obsessiva por ela e faz de tudo para a conquistar. Isaura para além de ter de conquistar a sua liberdade, tem também de lutar pelo seu amor, Álvaro (Theo Becker), um jovem abolicionista.

A Escrava Isaura é agora protagonizada por Bianca Rinaldi e reúne no seu elenco atores como Theo Becker, Déo Garcez, Chica Lopes, Micael Borges, Paulo Figueiredo, Maria Ribeiro, Gabriel Gracindo, Fernanda Nobre, Patrícia França, Mayara Magri, Ewerton de Castro, Jonas Mello; Norma Blum e Fábio Junqueira. A nova versão de A Escrava Isaura contou com a realização de Herval Rossano, realizador que foi o responsável pelo projeto original em 1976, um trabalho inspirado no romance homónimo de Bernardo Guimarães.

A partir de dia 29 de Junho na RTP1.

Grande Gala de Flamenco com Daniel Casares e Dulce Pontes no Casino Estoril



Com uma carreira brilhante que o coloca na elite do toque flamenco contemporâneo, Daniel Casares regressa aos palcos com “O poder do subtil”, apresentado como uma Grande Gala de Flamenco, onde guitarra, cante e baile se unem num espectáculo de grande intensidade artística. Dulce Pontes é a convidada especial de uma noite imperdível agendada para o próximo sábado, 27 de junho, a partir das 22 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril.

“O poder do subtil” é uma celebração da essência flamenca em toda a sua força e autenticidade. Cada composição nasce das vivências mais íntimas do guitarrista, da sua família, do seu meio e dessa raiz profunda que pulsa em cada nota. 

Para o acompanhar nesta viagem, Daniel Casares convida a grande artista e amiga Dulce Pontes, com quem tem vindo a colaborar ao longo dos anos.

Em palco, Daniel Casares faz-se acompanhar por artistas excecionais, que dão corpo e alma a esta viagem: Na segunda guitarra estará Julián Bedmar; no cante, Manuel Peralta; no baile, Sergio Aranda; no cajón, Miguel Ortiz “Nene”; e no baixo, José M. Posada “Popo”. Juntos, constroem uma gala vibrante, onde o virtuosismo da guitarra dialoga com a expressividade do cante e a força arrebatadora da dança.

Vencedor do Prémio Bordón Minero em La Unión aos 16 anos, desenvolveu uma trajetória singular marcada pelo talento e pela curiosidade musical, colaborando com nomes como Loreena McKennitt, Dulce Pontes, Toquinho, Chucho Valdés, Cuca Roseta, Nininho Vaz Maia e Cecilia Bartoli, entre muitos outros.

A Filmin reforça catálogo com mais de 100 clássicos incontornáveis da história do cinema



A partir de 1 de julho, a Filmin disponibiliza uma vasta seleção de obras essenciais, dos grandes clássicos do cinema mundial aos filmes de culto que marcaram gerações, com obras de realizadores como Miloš Forman, Francis Ford Coppola, Akira Kurosawa, Ernst Lubitsch, Alain Resnais, Sofia Coppola, Nanni Moretti, Jean-Pierre Melville, Jacques Tati, Ralph Bakshi, entre outros. 

Entre as principais novidades encontram-se alguns dos filmes mais aclamados da história como  Amadeus e Voando Sobre um Ninho de Cucos, de Miloš Forman, A Insustentável Leveza do Ser, de Philip Kaufman, A Costa do Mosquito, de Peter Weir, Ran, a obra épica de Akira Kurosawa ou Apocalypse Now Redux, a obra-prima de Francis Ford Coppola, com a montagem alargada estreada em 2001, com mais 49 minutos de material que não figuravam na versão estreada de 1979. 

A seleção inclui ainda referências incontornáveis do cinema europeu, como O Último Ano em Marienbad, de Alain Resnais, Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch, Cais das Brumas, de Marcel Carné, O Relojoeiro de Saint-Paul, de Bertrand Tavernier, Série Negra, de Alain Corneau, Um Homem e Uma Mulher, de Claude Lelouch, e Manual de Instruções para Crimes Banais, uma das mais aclamadas sátiras criminais do cinema francês.

Entre os chamados "clássicos modernos", chegam à plataforma filmes como Ghost Dog: O Método do Samurai, de Jim Jarmusch, Virgens Suicidas, de Sofia Coppola, Chaplin, de Richard Attenborough, Um Coração no Inverno, de Claude Sautet, Era Uma Vez um Rapaz, de Shane Meadows, e Abril e Quarto do Filho de Nanni Moretti.

Cinematografia dos mestres europeus
No reforço do catálogo destaca-se também a obra de alguns dos maiores autores da história do cinema. Os subscritores poderão descobrir ou revisitar vários filmes de Jean-Pierre Melville, incluindo O Círculo Vermelho, O Exército das Sombras, Bob, o Jogador e Cai a Noite Sobre a Cidade.
Obras fundamentais de Jean-Luc Godard, como O Acossado, Pedro, o Louco, Alphaville e O Desprezo; clássicos de Luis Buñuel, entre os quais A Bela de Dia, O Charme Discreto da Burguesia e Este Obscuro Objecto do Desejo; bem como todas as longas-metragens realizadas por Jacques Tati.

A estes juntam-se títulos de cineastas incontornáveis como David Lynch, com Mulholland Drive, O Homem Elefante e Uma História Simples e de Francis Ford Coppola com One From The Heart e Os Marginais para além de Apocalypse Now. 

A Filmin recebe ainda três clássicos do mestre do terror John Carpenter ,Eles Vivem, O Nevoeiro e o O Príncipe das Trevas. Dos irmãos Coen chegam a brilhante comédia negra  Um Homem Sério, nomeada para dois Óscares,  Sangue por Sangue - Director's Cut, a lendária estreia da dupla que reinventa os códigos do film noir e ainda Destruir Depois de Ler, uma comédia de espionagem absurda com um elenco de luxo.

Destaque também para a animação de culto, com a chegada de Fritz the Cat e Heavy Traffic, duas obras pioneiras de Ralph Bakshi que continuam a ser referências incontornáveis da animação para adultos.

Com a chegada de clássicos, filmes de culto e obras fundamentais do cinema, a Filmin reforça a sua posição como a plataforma de streaming de referência para os amantes de cinema, oferecendo um catálogo cada vez mais rico, diverso e essencial.

Fim de ano lectivo celebrado com Teatro na Amadora



Para celebrar o final do Ano Lectivo 2025/2026, na Amadora, a Junta de Freguesia Falagueira-Venda Nova levou a quatro escolas da freguesia, a peça de teatro: As Três Abóboras. 

A professora, actriz e encenadora Elsa Valentim, uma referência no panorama teatral português e além fronteiras, encenou a peça de teatro interpretada pelos jovens actores: Catarina Vieira, Bárbara Gomes, Nuno Vargas e Tiago dos Santos Peralta.



A Presidente da Junta de Freguesia Rafaela Mendonça Heitor fez questão de marcar presença e interagir com a pequenada.

Estas iniciativas têm como objectivo que as crianças tenham acesso à cultura através de um espectáculo infantil, no caso As Três Abóboras da obra “Teatro às Três Pancadas” de António Torrado com o apoio do Teatro dos Aloés, uma Associação Cultural sediada na Amadora. 



Tiveram acesso à obra a Escola Básica Terra dos Arcos, a Escola Básica Santos Mattos, a Escola Básica Artur Bual e a Escola Básica Maria Irene Lopes de Azevedo.

Estreias de cinema de 25 de Junho de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Dia D: Sob Pressão

Nos três dias anteriores ao desembarque dos aliados na Normandia, fundamental para a derrota das forças nazis, houve uma previsão que, caso tivesse falhado, teria alterado o rumo da Segunda Grande Guerra.

Responsável pela avaliação meteorológica, um factor determinante para o sucesso da operação, o capitão James Martin Stagg (1900-1975), considerado o melhor meteorologista do Reino Unido, deparou-se com o aproximar de duas grandes tempestades para o dia 5 de Junho de 1944, a data previamente marcada.

Quando, depois de avaliar relatórios contraditórios e fazer cálculos minuciosos, Stagg previu uma breve janela temporal com uma melhoria no tempo, o general Dwight D. Eisenhower (1890-1969), Comandante Supremo das Forças Aliadas, tomou a arriscada decisão de avançar para o dia seguinte.

Durante essas longas horas de incerteza, a maior invasão anfíbia da História (que conjugava 156 mil soldados, sete mil navios de guerra, 50 mil veículos militares e 11 mil aviões), assim como o futuro de muitos milhões de pessoas, ficou em suspenso.

Realizado por Anthony Maras ("Hotel Mumbai"), que assina o argumento em parceria com David Haig, o filme foca-se num episódio pouco conhecido da História. O elenco reúne Andrew Scott, Brendan Fraser, Kerry Condon, Chris Messina e Damian Lewis. 



Supergirl

Kara Zor-El (Milly Alcock) é uma das últimas sobreviventes de Krypton e prima de Kal-El (David Corenswet), que se tornou conhecido na Terra como Super-Homem. Perante a destruição do seu planeta, Kara enfrenta a solidão, a memória de tudo o que perdeu e a dificuldade em encontrar um lugar onde se sinta acolhida. Mas tudo muda quando é abordada por Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), uma jovem alienígena que lhe pede ajuda para salvar o seu planeta.

Produzido pela DC Studios e distribuído pela Warner Bros, um filme de aventura em nome próprio de mais uma das personagens da DC Comics. Com argumento de Ana Nogueira e realização de Craig Gillespie, conta ainda com as interpretações de Matthias Schoenaerts, David Krumholtz, Emily Beecham, Jason Momoa, Alice Hewkin e Ferdinand Kingsley. 


Jackass: Último Shot de Loucura

Depois do enorme sucesso da série lançada no ano 2000 no canal MTV, Johnny Knoxville, Steve-O, Chris Pontius, Wee Man e o restante grupo de Jackass regressam para mais uma – que afirmam ser a última – ronda de acrobacias, quedas, embates e situações capazes de fazer gelar o sangue dos mais audazes.

Juntando alguns momentos marcantes dos seus 25 anos de existência a vários contributos de novos participantes, “Jackass: Último Shot de Loucura” repete a fórmula que fez do perigo, da provocação e do humor a sua imagem de marca.

O filme tem produção de Spike Jonze, Johnny Knoxville e Jeff Tremaine, que assina também a realização. 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Máquina de Pinball em LEGO



O Grupo LEGO revelou a primeira máquina funcional de pinball LEGO® de sempre, dando vida aos jogos de arcada retro num modelo construído com peças, onde se pode mesmo jogar. O set combina a mecânica do pinball com um tema espacial divertido e um aspeto apelativo.



Com 2 274 peças, os construtores podem montar uma máquina de pinball de mesa com um lançador acionado por mola, duas alavancas, amortecedores giratórios e uma ponte em rampa ascendente e descendente. Os fãs podem lançar a bola e tentar acertar nos alvos espalhados pelo campo de jogo, incluindo uma missão para reunir um astronauta com um bebé que vagueia pelo espaço, acertando num alvo-chave em forma de asteróide. A barra de progresso integrada pode ser reiniciada, permitindo repetir o jogo.

Combinando criatividade, engenharia e nostalgia, o set oferece uma experiência de construção interativa única. Inclui também duas minifiguras: um astronauta clássico e um bebé astronauta, carinhosamente conhecido pelos fãs como o «bebé espacial».



Concebido para adultos e fãs de jogos clássicos, e inspirado nas arcadas vintage, o modelo serve também como peça de exposição para casa, escritório, setup ou até mesmo para um salão de jogos.

Os construtores podem melhorar a sua experiência usando a aplicação LEGO Builder, que fornece instruções intuitivas de construção 3D, permitindo aos utilizadores ampliar, rodar e acompanhar o seu progresso ao longo da construção.



O set LEGO® Icons Máquina de Arcada de Pinball (11374) estará disponível para os membros LEGO Insiders com acesso antecipado, a partir de 1 de julho de 2026, e para todos a partir de 4 de julho de 2026, com um preço de 209,99 €. Descubra mais e compre em LEGO.com/Pinball ou visite as lojas LEGO.

"Megadoc": o caos segundo Coppola no doc que revela os bastidores de "Megalopolis"



A Filmin estreia em exclusivo a 1 de julho, um documentário intimista sobre um projeto de Francis Ford Coppola. que levou décadas a concretizar-se e que foi inteiramente autofinanciado dando origem a um dos épicos mais ambiciosos da história do cinema: Megalopolis. Esta viagem aos bastidores do mais recente filme de Francis Ford Coppola inclui ainda entrevistas com Adam Driver, Giancarlo Esposito e Aubrey Plaza, entre outros.

O realizador Mike Figgis (Morrer em Las Vegas) acompanha as filmagens conturbadas do último filme de Francis Ford Coppola. Neste documentário, assiste-se em pormenor aos conflitos entre o realizador e o seu elenco, bem como à sua luta incansável para impor a sua visão criativa ao resto da equipa.

O realizador britânico r acabou por integrar a produção de Megalopolis de forma quase inesperada. A ligação a Francis Ford Coppola remonta a várias décadas antes, quando realizou Morrer em Las Vegas premiado ao Óscar protagonizado por Nicolas Cage, sobrinho Coppola. Desde então, os dois mantiveram uma relação de amizade.

Quando soube que Coppola estava prestes a regressar à realização com um novo projeto, Figgis enviou-lhe uma mensagem informal de felicitações, sugerindo, em tom descontraído, que poderia acompanhar as filmagens como um observador discreto. Alguns meses depois, recebeu uma resposta simples e direta, típica de Coppola: Parece-me bem. Consegues estar cá dentro de três semanas? Sem contrato assinado e com pouca preparação prévia, Figgis juntou-se à equipa, acompanhando todo o processo de produção de Megalopolis.

O resultado dessa experiência é Megadoc, documentário que teve a sua estreia mundial no Festival de Cinema de Veneza, sendo uma abordagem próxima, espontânea e observacional. A sua câmara acompanha Coppola em tempo real, registando os desafios quotidianos de uma produção de grande escala fortemente apoiada em efeitos visuais, as divergências criativas com alguns colaboradores, em particular com o ator Shia LaBeouf, e a forma como o realizador parece, por vezes, alimentar-se da energia gerada pelo caos e pela imprevisibilidade.

Ao longo do filme, momentos de tensão alternam com episódios de entusiasmo e cumplicidade. Desde a saída de elementos importantes da equipa criativa até à relação singular que se desenvolve entre Coppola e o elenco, Megadoc oferece um acesso raro aos bastidores de uma das produções mais ambiciosas dos últimos anos. Entre os protagonistas surgem ainda testemunhos e momentos íntimos com Adam Driver, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Nathalie Emmanuel, Dustin Hoffman e Jon Voight.

Numa conversa realizada por videoconferência antes da estreia em Veneza, Figgis refletiu sobre a aparente atração de Coppola pelo risco e pela desordem criativa, explicando também porque acredita que Megalopolis acabará por ser reconhecido como uma obra marcante do cinema experimental, apesar das críticas negativas que recebeu aquando da sua estreia. 

Com acesso privilegiado aos bastidores, imagens de arquivo inéditas e testemunhos do elenco e da equipa criativa, o documentário traça o retrato de um dos mais influentes realizadores da história do cinema enquanto dá forma à sua visão mais ousada. O resultado é simultaneamente uma crónica da produção e um retrato humano de um autor que continua a reinventar-se.

Mais do que um simples making-of, Megadoc revela o processo criativo de Coppola em tempo real, explorando as inspirações históricas, políticas e artísticas que moldaram o universo de Megalopolis.

O complexo de superioridade humana explicado por uma primatóloga



Darwin considerava os seres humanos uma parte da teia da vida, e não o ápice de uma hierarquia natural. No entanto, hoje muitos defendem que somos a espécie mais inteligente, virtuosa e bem-sucedida que já existiu. Este pensamento errado leva-nos a explorar a Terra para os nossos próprios fins, criando um perigoso desequilíbrio planetário. Mas serão esta visão e este modo de vida inevitáveis? Entre estudos científicos e episódios da sua própria experiência como primatóloga, Christine Webb alerta-nos para o perigo do antropocentrismo no livro O Símio Arrogante, que chegou às livrarias na passada quinta-feira.

Esta obra mostra que o excecionalismo humano é uma ideologia que assenta mais na cultura humana do que na nossa biologia, mais na ilusão e na fé do que em factos. «A tese deste livro é que o excecionalismo humano – vulgo, antropocentrismo ou supremacia humana – é a causa primordial da crise ecológica. Esta mentalidade generalizada proporciona aos humanos um sentimento de domínio sobre a Natureza, de que estamos separados dela e temos o direito de mercantilizar a Terra e as outras espécies para nosso benefício exclusivo», escreve a autora no primeiro capítulo. «E está a virar-se contra nós hoje em dia, promovendo os incêndios florestais, a subida do nível do mar, as extinções em massa e as pandemias como o coronavírus.»

A primatóloga de Harvard Christine Webb passou anos a investigar as riquíssimas vidas sociais, emocionais e cognitivas dos nossos parentes vivos mais próximos. Ela expõe as formas como muitos estudos científicos são tendenciosos em relação às outras espécies e revela complexidades subestimadas da vida não humana: desde a linguagem das aves canoras e dos cães-da-pradaria, passando pelas culturas dos chimpanzés e dos peixes de recife, até à perspicácia das plantas e dos fungos.

«Cada geração herda uma mundivisão que se esforça por ultrapassar. A revolução coperniciana revelou que os homens não eram o centro do cosmos. A revolução darwiniana mostrou que os humanos são uma espécie entre muitas, que evoluíram de origens comuns», resume Christine Webb. «Estamos no meio de uma outra revolução no modo como nos entendemos a nós mesmos em relação ao resto da Natureza – uma revolução que desafia os bastiões do antropocentrismo que continuam a existir na ciência ocidental.»

Com histórias cativantes e dados da investigação recente, proporciona-nos uma forma de olhar para outros organismos que muda paradigmas, e que está a revolucionar a nossa perceção tanto deles como de nós próprios.  

Sobre a Autora

Christine Webb é professora assistente no Departamento de Estudos Ambientais da Universidade de Nova Iorque, onde integra o programa de Estudos Animais. É uma primatóloga com formação abrangente e especialização em comportamento social, cognição e emoção. Trabalha com primatas não humanos em diversos contextos e colabora com académicos das ciências sociais e humanas para reimaginar o papel da ciência na tendência crescente de conceder estatuto moral a outros animais. O seu trabalho tem sido divulgado por meios de comunicação populares, incluindo The New York Times, The Washington Post, National Geographic e BBC. 

RioSul Shopping convida a comunidade a proteger a Baía do Seixal com a iniciativa "O Rio que nos Une"



O RioSul Shopping convida toda a comunidade do Seixal a participar na iniciativa "O Rio que nos Une", que terá lugar no próximo dia 26 de junho, entre as 10h00 e as 12h30, na Praia da Trindade (Praia da Velha). A ação desafia os participantes a juntarem-se numa manhã de limpeza do areal da Baía do Seixal, contribuindo ativamente para a preservação de um dos mais emblemáticos patrimónios naturais da região e para a promoção de hábitos mais sustentáveis.

A iniciativa conta com a participação especial de João Kopke, um dos nomes mais reconhecidos do surf português e uma voz ativa na promoção de estilos de vida ligados ao mar, à natureza e à sustentabilidade. A sua presença reforça a mensagem central da iniciativa: proteger aquilo que nos une a todos – a água, o ambiente e o futuro.

De acordo com Carla Ferreira, Marketing Manager do RioSul Shopping, “mais do que uma ação de limpeza, ‘O Rio que nos Une’ pretende reforçar a ligação entre as pessoas e o território que partilham, demonstrando que pequenos gestos podem gerar um impacto positivo quando realizados em conjunto. Queremos desafiar a comunidade a fazer parte desta missão e a contribuir ativamente para a preservação de um espaço que é de todos.”

A ligação de João Kopke à ação “O rio que nos liga” culmina com a construção de uma prancha de surf especial, que representa os detritos apanhados na areia e com a qual o surfista irá surfar uma das ondas que se formam no rio Tejo e que são geradas pela passagem dos catamarãs que fazem a ligação a Lisboa.

Com esta iniciativa, o RioSul Shopping reforça o seu compromisso com a promoção de práticas mais sustentáveis e com o envolvimento da comunidade em ações que contribuem para a preservação do ambiente e para a valorização do território.

A participação é gratuita e aberta a toda a comunidade.

E não viveram felizes para sempre



«Os meus dedos, sob os dele, estavam nus. Tirara os anéis, incluindo a aliança de diamantes, no dia anterior. Uma amiga dissera-me que o vírus podia alojar-se debaixo dos anéis, e escapar à ação do álcool-gel e ao sabão, por isso decidira tirá-los e colocá-los num frasco mergulhados num produto para limpar joias. Será que foi por ter tirado a aliança? Terei provocado algum desequilíbrio no universo?, pensei, por uma fração de segundo.» Não. Não foi por uma medida profilática em plena pandemia de covid-19 que o casamento de Belle Burden ruiu.

No livro Estranhos – Memórias de Um Casamento, a advogada norte-americana – neta de Babe Paley, um dos cisnes de Capote – confessa de forma comovente, mas lúcida e elegante, como o seu marido a abandonou sem explicação, revelando que tudo o que parecia seguro ao longo de vinte anos era, afinal, frágil. «Foi uma grande história de amor, daquelas para a vida toda. A rapidez com que tudo começou e a rapidez com que tudo acabou eram imagens inversas uma da outra. Ambas surgiram do nada. Ele quis tudo, quis-me a mim. E depois deixou de querer.»

A vida toda é muito tempo e a autora deste grande fenómeno apercebe-se, da pior forma, que o seu companheiro constante e (aparentemente) fiel tornou-se um estranho. Até para os três filhos do casal, Finn, Evie e Carrie. «Não incluiu um quarto para as crianças [no seu novo apartamento em Park Row]. Contactava com elas por mensagem, sempre de forma gentil, e levava-as a jantar fora uma vez por outra, mas continuava a recusar ser uma presença diária nas suas vidas.»

Em retrospetiva, a autora começa a descobrir padrões, silêncios e concessões que nunca questionara. E, nesse processo, encontra algo mais raro do que respostas: a própria voz. «Tínhamos criado uma teia complicada ao longo de vinte anos, em que todos os fios conduziam a ele. Tive de cortar cada fio e recomeçar do zero.»

Não-ficção que se lê como um romance, Estranhos traça, com lucidez e elegância, o choque, a luta, o trauma, mas também o poder de uma mulher que se recusa a desistir do amor. É, talvez por isso, considerado por Graydon Carter, autor bestseller do New York Times, «um clássico instantâneo maravilhosamente bem escrito. É um livro cativante e de partir o coração, uma leitura obrigatória para todas as mulheres casadas – e para todos os maridos.»

Um relato de vida profundamente comovente e de leitura compulsiva, Estranhos – Memórias de Um Casamento estará disponível na rede livreira nacional no próximo dia 2 de julho, numa edição Bertrand Editora, com tradução de Susana Sousa e Silva, mas pode ser adquirido, desde já, na pré-venda que decorre exclusivamente online.

Sobre a Autora

Belle Burden é licenciada em Direito pela Universidade de Nova Iorque e dedica-se a casos pro bono de imigração, sobretudo envolvendo menores. Colabora com o The New York Times e vive em Nova Iorque com os filhos. Estranhos  – Memórias de Um Casamento marca a sua estreia literária, revelando uma voz elegante, corajosa e profundamente honesta.