sexta-feira, 10 de abril de 2026

O Lobo Mau invade o Oeiras Parque



No próximo dia 12 de abril, o Oeiras Parque convida as famílias para uma tarde especial, com a leitura dos contos do Lobo Mau numa sessão conduzida pela autora Clara Cunha e Sofia Vieira, fundadora da Livraria Aqui Há Gato, acompanhadas pela mascote do Lobo Mau.

A partir das 16h00, junto ao Parque Infantil do centro, as crianças poderão entrar no universo de uma das personagens mais icónicas do imaginário infantil, numa experiência pensada para despertar o gosto pela leitura. Vão explorar-se títulos como ‘A visita do Lobo Mau’, ‘Lobo Bom ou Lobo Mau?’, ‘A Grande Aventura do Lobo Mau’, ‘Entra na caixa, Lobo Mau’ e ‘Não tenhas medo, Lobo Mau’.

No final da sessão, os mais pequenos terão ainda a oportunidade de tirar fotografias com a mascote, levar um livro autografado e, ainda, receber uma “pegada do Lobo”, um carimbo personalizado, tornando esta experiência ainda mais especial para as famílias que rumarem até ao Shopping da Linha.

Esta iniciativa, fruto da parceria entre o Oeiras Parque, a Livros Horizonte e a FNAC, aproxima os leitores mais jovens do mundo dos livros e oferece um programa acessível a quem procura uma atividade especial e descontraída para as crianças.

Com entrada livre, esta é a sugestão perfeita para quem procura um programa diferente, educativo e cheio de encanto para a tarde de domingo.

One Night with Orchestra - Homenagem a Genesis



Há bandas que não pertencem apenas à história da música: pertencem à história de cada um de nós. Os Genesis são uma dessas raras formações que atravessam gerações, moldam sensibilidades e deixam uma marca indelével na cultura contemporânea. A sua fusão visionária de rock progressivo, teatralidade, poesia e inovação sonora transformou-os numa referência absoluta — um farol criativo que continua a inspirar músicos e ouvintes em todo o mundo.

Peter Gabriel cuja voz e presença redefiniu uma era do rock progressivo, e mais tarde Phil Collins já como líder dos Genesis, desde logo reconheceu o talento de Martin Levac, destacando-o como um intérprete excecional, capaz de captar não apenas a técnica, mas a alma do universo Genesis. A sua ligação artística a Collins é conhecida e respeitada, e o seu trabalho tem sido celebrado pelo próprio — um selo de autenticidade raro e precioso.

A esta homenagem junta-se Nick D’Virgilio, um dos grandes bateristas da atualidade, fundador dos Big Big Train e um dos poucos músicos que teve o privilégio de tocar com alguns membros dos Genesis, mais propriamente e ultimamente com Steve Hackett, na sua digressão nos EUA. A sua presença neste espetáculo não é apenas simbólica: é a ponte viva entre o passado e o presente, entre a banda original e aqueles que continuam a elevar o seu legado.

E, como se isso não bastasse, esta celebração ganha uma dimensão ainda mais grandiosa com a Orquestra Sinfónica de Lisboa sob direção do maestro Stefano Sovrani, que transforma cada melodia numa experiência arrebatadora. Como diz a sinopse oficial, esta é uma noite onde “a força do rock progressivo se encontra com a grandiosidade de uma orquestra sinfónica”, elevando estas composições a um novo patamar de emoção e majestade.

Assistir a esta homenagem em forma de tributo é mais do que ouvir música: é revisitar memórias, reencontrar histórias, sentir novamente o impacto de canções que moldaram décadas. É uma oportunidade rara para os fãs viverem, ao vivo, uma homenagem digna a uma das bandas mais memoráveis dos nossos tempos — agora envolta na profundidade, na intensidade e na beleza de uma orquestra sinfónica.



Uma noite única. Um legado eterno. Uma celebração que honra o passado e emociona o presente.

9 de Junho de 2026 — 21h30
Coliseu dos Recreios, Lisboa

«O Assassino Cego»: o puzzle literário que deu a Margaret Atwood o primeiro Booker Prize da carreira



A inigualável Margaret Atwood recebeu, no ano 2000, o primeiro Booker Prize da carreira por O Assassino Cego. Considerada uma das maiores autoras do panorama literário mundial, Atwood oferece-nos, neste romance, uma história em que a profunda ironia e o drama sombrio culminam numa reviravolta final brilhante e deveras surpreendente.

O Assassino Cego é tanto uma grandiosa saga familiar como um perfeito noir, ao qual não falta uma história de amor e uma comovente denúncia social. Uma nova edição desta obra, que estava esgotada no catálogo da Bertrand Editora, chega às livrarias a 16 de abril com uma nova capa, e surge no seguimento das reedições de A História de Uma Serva (romance e novela gráfica) e de Chamavam-lhe Grace. Seguir-se-á uma nova edição de Os Testamentos, obra pela qual Atwood recebeu o seu segundo Booker Prize.

«Dez dias depois do fim da guerra, a minha irmã Laura atirou-se de uma ponte com o seu carro.» As inquietantes palavras, que servem de porta de entrada para O Assassino Cego, são proferidas por Iris Chase Griffen. Grande herdeira de uma família canadiana, agora pobre e com 82 anos, Iris conta a história da sua vida e dos acontecimentos que levaram à morte da irmã. Pouco a pouco, os segredos religiosamente guardados da rica e excêntrica dinastia Chase são revelados. Um dos segredos é O Assassino Cego, um romance que rendeu à falecida Laura Chase não apenas notoriedade, mas também um culto de leitores devotos. À medida que esta história dentro da história se desenrola, entre amor, ciúme, sacrifício e traição, o mesmo acontece com a narrativa real, aproximando-se ambas, pé ante pé, da catástrofe.

O Assassino Cego é um misterioso puzzle literário, um labirinto de histórias sobre amor, perda, poder, ideias de classe e independência feminina, entretecido na prosa magistral e pejada de humor negro, língua afiada e profundidade emocional que é a imagem de marca de Margaret Atwood. É também um olhar poderoso sobre a forma como as mulheres lidam com as expectativas sociais que lhes são impostas, usando a narrativa como forma de resistência.

O Assassino Cego, de Margaret Atwood, chega às livrarias a 16 de abril, com tradução de Elsa T. S. Vieira.

Sobre a Autora

Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN Center USA Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto. 

Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável».  

Concerto de Maria León com ensemble no Coliseu Club



No dia 15 de abril de 2026, o Coliseu Club, em Lisboa, recebe “Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma”, um espetáculo multidisciplinar onde música, pintura e palavra se encontram numa evocação sensorial da cidade e da sua identidade artística.

O concerto constitui o eixo central do espetáculo. Maria León conduz o público por uma viagem musical e poética inspirada no universo feminino, assumindo uma personagem literária com paisagens interiores ligadas ao mar, ao rio e à cidade de Lisboa, num romantismo contemporâneo de natureza bucólica e contemplativa. A música surge como expressão emocional e narrativa, refletindo a multiplicidade interior e a convivência entre diferentes linguagens criativas.

Este universo dialoga com uma sensibilidade portuguesa mais literária, feita de silêncio e contemplação, evocando o pensamento de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, onde a experiência íntima da natureza define o sentido da criação. O projeto inspira-se também na tradição do Modernismo Português, com artistas multifacetados como Santa-Rita Pintor, Almada Negreiros, Sarah Affonso e, mais tarde, Mário Cesariny, cuja pluralidade criativa encontra em Fernando Pessoa o seu símbolo maior.

Maria León apresenta-se com o seu ensemble: Emanuel de Andrade (piano e direção musical), Carlos Tony Gomes (violoncelo), Leopoldo Gouveia (baixo), Sebastian Scheriff (percussões) e Thomas Zellner (guitarra). Como convidados especiais participam Carlos Maria Trindade, Pedro Jóia e Pedro León, reforçando o diálogo entre diferentes universos musicais. O espectáculo integrará um tema de Tom Jobim (Insensatez) e um tema instrumental de Paco de Lucia (Entre dos Aguas) tocado pelo convidado Pedro Jóia). 

No âmbito deste espetáculo, Maria León convida alguns artistas plásticos do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual para integrar uma exposição de pintura inspirada na temática “Lisboa, Mar e Alma”, criando um ambiente imersivo onde as artes visuais dialogam com a música. Participam: Elsa Gonçalves, Irene Queiroga, João Balthazar, João Silva, Luís Campos, Margarida Rodrigues, Sandra Tavares e Rodrigo Dias, curador da exposição, com a participação especial da pintora Olga Sotto. 

Serão igualmente apresentadas obras do pintor Rui Brás (1964–2024), numa homenagem ao seu percurso multidisciplinar entre pintura e escrita.

Durante o concerto, Olga Sotto (pintora, escritora, poetisa, atriz, PhD Belas Artes) e Rodrigo Dias (pintor, escultor, escritor, muralista, curador, editor) desenvolvem uma intervenção artística em tempo real, criando uma obra na sombra, ao som da música e da atmosfera sentida. Esta criação simboliza o tempo da arte, a dualidade da criação, o feminino e o masculino, noite e o dia e as fases de maturação de uma obra. Inspirados pelos sentidos humanos, os artistas transformam som, ambiente e emoção numa criação viva e irrepetível, apresentando no fim do espetáculo: a Obra final.

Este gesto afirma a arte como experiência humana, sensorial e imperfeita, em contraponto à produção artificial. 

A obra nasce do tempo, da experiência, da emoção do coração e da presença, convidando o público a refletir sobre a diferença entre uma expressão original e a cópia, entre a criação viva e a geração virtual.

“Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma” propõe assim um encontro entre música, pintura e palavra, revelando a multiplicidade do artista contemporâneo anónimo e de alma livre e criativa.

Será uma noite onde a cidade se celebra a si própria, o Tejo que corre nas vozes, na cor e na alma.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Canon Europa aumenta rendimento de tinta de origem de impressoras



A Canon Europa anunciou uma melhoria significativa na capacidade de impressão  incluída de origem para vários modelos muito populares da gama MAXIFY GX.

As versões específicas, agora designadas como MAXIFY GX1051 / GX2051 e MAXIFY GX1041 / GX2041, passam a incluir, de origem, três frascos de tinta preta, permitindo aos utilizadores imprimir até 17.000 páginas desde o primeiro momento. Isto representa um aumento mais de cinco vezes superior em relação à autonomia anterior, que era de aproximadamente 3.000 páginas.

Esta melhoria significativa oferece valor e conveniência sem precedentes, especialmente para escritórios em casa e utilizadores com exigências de impressão elevadas e de eficiência em termos de custo.

Ao incluir três frascos de tinta preta, a Canon disponibiliza uma solução de impressão prolongada que minimiza interrupções e maximiza a produtividade, garantindo que os clientes podem imprimir até 17.000 páginas a preto e branco antes de necessitarem de adquirir tinteiros de substituição. Para contextualizar, esta quantidade permitiria imprimir várias vezes até as coleções de livros mais extensas.

Esta nova oferta tem por base a fiabilidade e desempenho comprovados das plataformas MAXIFY GX1050/2050 e GX1040/2040, oferecendo valor superior sem comprometer a qualidade ou funcionalidade.

Os modelos melhorados vão estar disponíveis a partir de abril de 2026.

Duda Beat regressa a Portugal com concertos em Lisboa e Porto



A artista brasileira Duda Beat, regressa a Portugal, para dois concertos imperdíveis em abril. A cantora atua na Casa da Música, no Porto, a 15 de abril, e sobe ao palco do LAV – Lisboa ao Vivo, no dia 19 de abril.

Após a sua última passagem pelo país em 2022, Duda Beat traz-nos o seu timbre forte aos ritmos eletrónicos, em músicas que giram em torno do mesmo tema: o amor.

Natural do Recife e radicada no Rio de Janeiro, traz um genéro de um diário recheado de desabafos ácidos.  As letras dão voz à jovem mulher romântica que não consegue adaptar-se à fluidez dos relacionamentos contemporâneos. Engana-se quem pensa que o seu trabalho faz apologia à amargura — o lamento transformado em arte é impregnado de humor. Ao compor desta forma original, inspirando a superação e o empoderamento, recebeu o título de “Rainha da Sofrência Pop”.



Nascida em 1987, Duda Beat é hoje uma das artistas mais relevantes e inovadoras da música brasileira contemporânea, reconhecida por transformar emoções íntimas em pop autoral de forte identidade estética. Desde o elogiado álbum de estreia Sinto Muito (2018), premiado e celebrado pela crítica, construiu uma trajetória marcada por sucessos, parcerias importantes, performances impactantes e presença constante nos principais festivais, incluindo Rock in Rio, Lollapalooza e The Town.

Autora de toda a sua obra, lançou Te Amo Lá Fora (2021), aprofundando a sua maturidade lírica, e Tara e Tal (2024), onde ampliou a sua pesquisa sonora rumo à eletrónica sem perder a coerência emocional. Em 2025, apresentou o EP Esse Delírio, consolidou-se também como comunicadora e referência cultural ao estrear como mentora do The Voice Brasil e lançou o projeto performático Club Tara.

Entre música, moda e performance, Duda Beat afirma-se como uma artista completa, símbolo de reinvenção, liberdade criativa e potência emocional. Os concertos em Portugal prometem momentos de forte ligação com o público, numa experiência intensa, emotiva e dançável.

«Voltar a Mim»: Um livro para quem se esqueceu de si próprio



Num tempo em que vivemos constantemente disponíveis para os outros, é fácil perdermonos de nós próprios. Entre expectativas, responsabilidades e a pressão de corresponder, vamos adiando o que sentimos e deixando as nossas necessidades em último lugar. Voltar a Mim — 100 Verdades para Te Reencontrares, de Melissa D’Alva, nasce precisamente desse lugar: o momento em que percebemos que é preciso parar e voltar ao essencial.

Ao longo de 100 reflexões curtas e autênticas, a autora aborda temas que muitas vezes ficam por dizer como o cansaço emocional, o medo de desiludir, a dificuldade em impor limites, a necessidade de recomeçar e a procura de validação constante. São textos que funcionam como pequenos pontos de paragem e convidam o leitor a escutar-se com mais honestidade e a recuperar a sua voz.

Sem fórmulas rígidas ou promessas irreais, este livro é um lembrete de que priorizar-se não é egoísmo e de que regressar a si próprio pode ser o primeiro passo para viver com mais equilíbrio e autenticidade porque, por vezes, tudo o que precisamos é de parar, respirar e dizer: agora é a minha vez.

Voltar a Mim chega às livrarias a 16 de abril.

Sobre a Autora

Melissa d’Alva é formada em Psicologia. Faz acompanhamento terapêutico com recurso a ferramentas de cura e autodescoberta. Acredita em explorar todas as dimensões do potencial humano para viver uma vida mais equilibrada e preenchida.

Projeto Miramar em concerto no Teatro da Trindade Inatel



Na sequência da edição de Miramar III, o seu terceiro registo de originais, o projeto Miramar, dos guitarristas e compositores Frankie Chavez e Peixe, irá apresentar-se ao vivo no Festival Vodafone Paredes de Coura, dia 12 de agosto.

No próximo dia 24 de novembro, pelas 21h, Miramar irá atuar, desta vez num concerto em nome próprio, no Teatro da Trindade Inatel, em Lisboa.

Os bilhetes para este espetáculo já estão disponíveis na Ticketline e nos locais habituais

De referir que, para ambos os concertos, os Miramar irão preparar espetáculos muito especiais, com um conjunto de convidados que irão sendo divulgados ao longo dos próximos meses.

Do álbum Miramar III, editado em outubro do ano passado e elogiado tanto pela crítica como pelo público, foram já retirados três singles, respetivamente I'm leaving Cap.II, Café Planície e Fado Marafado.

Há um nítido fio condutor no caminho que Frankie Chavez e Peixe têm vindo a fazer ao volante do projeto Miramar. Se o primeiro álbum da dupla foi descrito como um diário de viagem numa estrada que se percorre de forma contemplativa e o segundo como um laboratório de lugares, o novíssimo Miramar III corporiza já um álbum de memórias vindas do espaço onde tudo aconteceu. Há visitas, há ruído, há vizinhos, há interferências e possíveis sequelas. Frankie Chavez e Peixe abordam as memórias sob novos ângulos, numa tentativa de regresso ao lugar onde foram felizes, esperando que esse lugar, tal como eles, tenha mudado. É o terceiro volume de uma história contada a dois, onde as partidas e os regressos fazem parte de uma infinita viagem que se simula no tempo.

Quem vais transportar na tua barca, Caronte?



«É como se dançasse com os mortos», escreve Miguel Esteves Cardoso no prefácio de Vidas Perfeitas, o livro que reúne as crónicas de obituários que Carla Quevedo generosamente publica, todas as semanas, no semanário Expresso. «Quando ela olha para a vida de alguém, é incapaz de se deter nos pormenores, nas chatices, nas banalidades. Ela vê o rasgo, a diferença, a razão de viver.» É dessa sensibilidade que nascem os textos que perpetuam uma das mais nobres e clássicas atividades jornalísticas – o obituário –, agora sob a forma de livro.

«O tom com que se escreve sobre uma vida que acabou de desaparecer não deve ser cerimonioso nem sentimental», reforça a autora, que evita «elogios despropositados ou heroificar alguém só por ter desaparecido». Vidas Perfeitas reúne obituários de 2023 a 2025: algumas destas pessoas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros – mas todas elas permanecem na nossa memória. 

O chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Salzberger-Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luis Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a economista pioneira Teodora Cardoso, entre muitos outros.

A celebração de vidas que merecem ser contadas chega às livrarias a 16 de abril.

Sobre a Autora

Carla Quevedo é autora do livro As Mulheres Que Fizeram Roma: 14 Histórias de Poder e Violência. Mestre em Estudos Clássicos e Literatura Grega (2005) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colabora regularmente na imprensa escrita desde 1998, em títulos como o Diário de Notícias ou O Independente, entre outros. Foi colunista da revista Atlântico e dos jornais i, Metro e Sol. Participou no programa Irritações, na SIC Radical. É autora do podcast As Mulheres Não Existem (duas temporadas, na Antena 1 e no Expresso, apresentadas com Matilde Torres Pereira). É autora da coluna de obituários «Vidas Perfeitas», no Expresso. 

Estreias de cinema de 9 de Abril de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Gigante

Oriundo de uma família de imigrantes iemenitas, o pugilista Naseem Hamed, conhecido como “Prince”, nasceu a 12 de Fevereiro de 1974, em Sheffield, Inglaterra. Muito jovem, foi descoberto e treinado pelo irlandês Brendan Ingle (1941-2018), que trabalhava com jovens de meios desfavorecidos, fazendo do boxe um instrumento para treinar a disciplina e distanciá-los de más influências. Entre ambos criou-se uma parceria próxima, duradoura, mas também difícil, com Hamed a crescer e a afirmar-se como uma das figuras mais mediáticas do boxe dos anos 1990, destacando-se pelo estilo pouco convencional dentro do ringue, pelas suas entradas extravagantes e, acima de tudo, pelo seu poderosíssimo “knockout”.

Com Sylvester Stallone (que deu vida a Rocky Balboa, o mais famoso pugilista da sétima arte) listado como produtor executivo, este drama biográfico aborda a ascensão de Naseem e a relação com o seu treinador. Rowan Athale (“Wasteland”) realizou e escreveu o argumento. No elenco estão Amir El-Masry, Pierce Brosnan, Toby Stephens, Katherine Dow Blyton, Asan N'Jie, Arian Nik e Austin Haynes. 



Cervantes: Antes de Dom Quixote

O espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) tem 28 anos quando é capturado por piratas argelinos no seu regresso a Castela, depois de ter participado na Batalha de Lepanto. Levado para Argel (então parte do Império Otomano), ferido e confrontado com a possibilidade de uma morte terrível caso o resgate não seja pago pela sua família, encontra na sua imaginação um meio de sobrevivência. As histórias que conta aos outros prisioneiros tornam-se um refúgio para todos, ao mesmo tempo que despertam a atenção de Hasán Bajá, o temido governador local, com quem estabelece um trato: por cada história que lhe conte, terá um dia fora da prisão.

Entre o desespero e a pressão para o pagamento do resgate, Cervantes vai delineando com os seus companheiros de cárcere vários planos de evasão. Essa experiência de cinco anos em cativeiro vai revelar-se fulcral para a sua maior obra: “Dom Quixote de la Mancha” publicada pela primeira vez, em Janeiro de 1605 e considerado o primeiro romance moderno da literatura ocidental.
Com assinatura de Alejandro Amenábar – o realizador de “De Olhos Abertos”, "Os Outros”, “Mar Adentro” (que lhe valeu o Óscar de melhor filme estrangeiro), e “Enquanto a Guerra Durar” –, este filme ficciona um episódio da vida do escritor e conta com Julio Peña, Alessandro Borghi, Miguel Rellán, Fernando Tejero, José Manuel Poga, Luis Callejo e Roberto Álamo nos principais papéis.



Good Boy - Terapia de Choque

Apesar da sua curta vida, Tommy, de 19 anos, acumula já um enorme historial de uso de drogas e prática de violência. Numa noite, é raptado por Chris e Kathryn, um casal com uma visão própria da criminalidade, que o mantém aprisionado na cave da sua casa. Possuidores de uma moralidade algo retorcida, decidem “reabilitar” Tommy e transformá-lo num rapaz exemplar — mesmo que, para isso, recorram a métodos bastante cruéis. Mas, até numa família disfuncional como aquela, Tommy acaba por encontrar um lugar seguro e, por mais estranho que pareça, o amor que lhe faltava.

Com Stephen Graham, Andrea Riseborough, Anson Boon, Kit Rakusen, Austin Haynes, Callum Booth-Ford e Monika Frajczyk no elenco, este filme tem realização do polaco Jan Komasa, também autor de "Corpus Christi", nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2020, e de “Anniversary - Mudança Radical”.