quarta-feira, 16 de setembro de 2026

20º aniversário do álbum Back To Black, de Amy Winehouse, celebrado com reedição deluxe



Para assinalar o 20.º aniversário de Back To Black, de Amy Winehouse, universalmente reconhecido como um dos álbuns mais importantes, influentes e marcantes da história da música pop, a UMR/Island vai reeditar este álbum seminal numa série de edições especiais, que incluem demos inéditas, lados B raros, bem como uma atuação ao vivo no Paradiso, em Amesterdão, a 8 de fevereiro de 2007, durante a digressão de Back To Black. Os formatos incluem ainda fotografias nunca antes divulgadas, da autoria dos fotógrafos originais do álbum, Mischa Richter e Alex Lake, assim como novas e marcantes notas de encarte assinadas pelos produtores e amigos Mark Ronson e Salaam Remi. As edições serão lançadas na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, apenas alguns dias antes do 20.º aniversário da data de lançamento original do álbum, a 27 de outubro de 2006.



Back To Black, a obra-prima profundamente pessoal, lírica e musical de Amy, não foi apenas um enorme fenómeno de crítica, tornando-se também um extraordinário sucesso comercial. No Reino Unido, o álbum estreou-se no n.º 3 e viria posteriormente a alcançar o n.º 1 do Official Albums Chart, antes de se tornar o álbum mais vendido de 2007. Com mais de 4,5 milhões de cópias vendidas no Reino Unido e 15 galardões de Platina, o álbum estreou-se no n.º 7 da tabela Billboard 200, chegando posteriormente ao n.º 2, na sequência da histórica conquista de cinco Grammys por Amy. Nessa noite memorável, Amy arrecadou os prestigiados prémios de Gravação do Ano e Canção do Ano, bem como Melhor Álbum Vocal Pop, Artista do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina por “Rehab”. Agora, 20 anos depois e com um galardão de Dupla Platina atribuído pela Associação da Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA), Back To Black já alcançou o topo das tabelas em vários países europeus — incluindo a Áustria, Bélgica, Alemanha e Suíça — e vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo. Amy Winehouse, um talento de uma geração, é justamente celebrada em todo o mundo pela sua extraordinária capacidade de composição, pela sua honestidade, pela sua voz incomparável e pela pureza da sua expressão artística.

Para o 20.º aniversário, uma edição especial em 3LP de vinil transparente, acompanhada por uma edição em 3CD, reúne a era de Back To Black num pacote definitivo, com quatro demos inéditas, lados B raros e os temas da edição deluxe. O terceiro disco inclui a notável atuação ao vivo no Paradiso, em Amesterdão, a 8 de fevereiro de 2007, durante a digressão de Back To Black, nunca antes editada na íntegra em disco de vinil ou disponibilizada em streaming. Estas edições apresentam um novo artwork de capa alternativo, uma imagem proveniente dos arquivos de Mark Ronson com as letras manuscritas de Amy, fotografias nunca antes divulgadas dos fotógrafos originais do álbum, Mischa Richter e Alex Lake, e notas de encarte exclusivas de Mark Ronson e Salaam Remi.

A completar a coleção de formatos comemorativos do aniversário, estarão disponíveis edições limitadas de 1LP do álbum original, bem como uma edição muito especial, exclusiva da loja online, em vinil Zoetrope, com imagens em movimento de Amy. Todos os formatos físicos e digitais serão lançados pela na sexta-feira, 23 de outubro.  

As edições em 3LP, 3CD e vinil Zoetrope já estão disponíveis em pré-venda, juntamente com o pre-save da versão digital.

Uma cabina telefónica abandonada e uma voz misteriosa que pode mudar tudo



O livro da autora turca Miyase Sertbarut, vencedor do Prémio Gianni Rodari 2024, já chegou a Portugal pela Porto Editora e convida a descobrir o poder transformador das histórias.
 
Uma cabina telefónica vermelha, abandonada num parque, esconde um segredo que vai mudar a vida de Ílhami, um rapaz que detesta ler. Quando a nova professora lhe lança o desafio de ler uma história por semana, Ílhami vê-se obrigado a cumprir a tarefa. Tudo parece melhorar quando, certo dia, pega no auscultador de um velho telefone e ouve, do outro lado da linha, uma voz misteriosa que lhe conta histórias fascinantes.

É deste encontro inesperado que começa A história do contador de histórias, uma narrativa envolvente sobre o poder das palavras e a capacidade que as histórias têm de transformar a forma como se encara o mundo, e até nós próprios.

Da autoria de Miyase Sertbarut, uma das mais proeminentes autoras turcas da atualidade, o livro cruza mistério, imaginação e tecnologia numa história que desafia os leitores a descobrir o que pode acontecer quando damos uma oportunidade às histórias.

Vencedor do Prémio Gianni Rodari 2024, um dos reconhecimentos internacionais de referência na literatura infantojuvenil, A história do contador de histórias já pode ser lido pelos leitores portugueses.

Com capítulos curtos e diferentes histórias dentro da própria narrativa, o livro combina mistério e aventura com uma leitura ágil, sendo especialmente indicado para leitores que ainda não descobriram o prazer de ler e para todos os que acreditam que uma boa história pode ser o início de uma grande viagem.

Sobre a Autora

Miyase Sertbarut nasceu em Ceyhan, Turquia, em 1963. Cresceu a ler Keloglan, Júlio Verne, Orhan Kemal e Karabas. Quando ia para a escola, tinha sempre dores de barriga. Ou pelo menos era isso que pensava… Licenciou-se em Língua e Literatura Turcas pela Universidade de Gazi, e as dores de barriga continuavam. Tornou-se professora, mas as dores não passavam. Começou a escrever peças radiofónicas e, mais tarde, contos e romances. As dores de barriga passaram. Acredita que os livros são bons para todas as dores.

Festival de Música Folk da Maia



O Festival de Música Folk da Maia regressa para a sua quinta edição com uma novidade que marca uma nova etapa no seu percurso: o evento passa a ocupar três dias e instala-se num novo espaço, o Monte Calvário, em Nogueira, Maia. Entre 25 e 27 de setembro, o festival reúne diferentes gerações em torno da música tradicional portuguesa, das suas raízes e da capacidade de continuar viva, atual e em permanente transformação. 

Com entrada livre, o programa articula projetos que preservam a memória e o património musical português com propostas que os reinventam através de novas linguagens, influências e sonoridades. Bicho Carpinteiro, Trevo de Cordas, 7 Saias, Trigueirinha, Galandum Galundaina, Rastolhice e Daniel Pereira Cristo compõem um cartaz que percorre diferentes territórios da música de raiz, da festa popular à criação contemporânea. 

Mais um dia, um novo lugar de encontro 
A extensão para três dias permite ampliar o programa e aprofundar a relação entre artistas, públicos e território. A mudança para o Monte Calvário transforma este espaço de Nogueira num ponto de encontro aberto à descoberta, à escuta, à dança e à celebração coletiva, reforçando a ligação do festival à comunidade local. 

A comunidade participa, aprende e dança 
As oficinas regressam como parte essencial da identidade do festival. No sábado, Diana Azevedo orienta uma oficina de danças tradicionais. No domingo, Daniel Pereira Cristo conduz “Um encontro com as raízes…”, uma viagem pela diversidade dos instrumentos tradicionais portugueses, cruzando conversa, música ao vivo, histórias e curiosidades. Mais do que atividades paralelas, estes momentos convidam o público a experimentar, partilhar saberes e participar ativamente na continuidade da cultura tradicional. 

Como é que os Estados transformam as economias?



Será a intervenção pública na economia um motor para a prosperidade? O Estado pode, de facto, fazer a diferença? Durante décadas, foi propagada a ideia de que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, mas, no início do novo século, a política industrial regressou ao centro do debate político e económico, num contexto em que a produtividade, a competitividade e a capacidade de transformar as estruturas produtivas voltaram a ser questões decisivas para o desenvolvimento das economias.

Em Política Industrial, o economista e professor Ricardo Paes Mamede, uma referência incontornável da Economia, procura responder a uma questão central: o que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das atividades produtivas tendo em vista determinados objetivos públicos? Este é um livro essencial para se compreender e apontar caminhos para um dos problemas mais prementes da política nacional e internacional: como crescer e aumentar a produtividade de forma estrutural e sustentada.

Deve o Estado promover a especialização num sector ou encorajar a diversificação produtiva? Substituir as importações ou promover as exportações? Quais devem ser as prioridades e instrumentos da política industrial na governação? A partir de exemplos da história recente e das principais teorias económicas, Ricardo Paes Mamede apresenta diferentes estratégias que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema atual e mais urgente do que nunca.

Política Industrial chega às livrarias a 17 de setembro.
 
Sobre o Autor

Ricardo Paes Mamede é economista e professor de Economia Política no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa. Doutorado em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, o seu trabalho centra-se sobretudo nas áreas da mudança estrutural e desenvolvimento económico, política industrial e de inovação, e avaliação de políticas públicas. Autor de vários livros, entre eles O que fazer com este país (2015), é presença frequente em vários órgãos de comunicação social, nomeadamente como comentador do programa da RTP Tudo é Economia e cronista do jornal Público. Foi diretor da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas (Iscte-Sintra), Presidente da Direção do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais (Ipps-Iscte) e membro do Conselho Económico e Social na qualidade de Personalidade de Reconhecido Mérito. Ricardo Paes Mamede é atualmente vice-reitor para a Internacionalização e a Extensão Universitária do Iscte-IUL. 

24ª edição do Festival Jazz ao Centro em Coimbra reforça a ligação à cidade



O Festival Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra (FJaC) nasceu em 2003, com os primeiros concertos a antecederem a própria constituição formal do Jazz ao Centro Clube, associação cultural que, desde a primeira hora, coorganiza o festival com o Município de Coimbra.

Em 2026, o FJaC celebra a sua 24.ª edição, com um núcleo de programação que se estende ao longo de dez dias, mas com a importante dimensão do programa de mediação e circulação a ocupar um período mais alargado. O festival faz parte de um trabalho de continuidade, profundamente enraizado na identidade do Jazz ao Centro Clube, entidade responsável, entre outras áreas, pela gestão e programação do Salão Brazil e pela dinamização da jazz.pt, única publicação especializada em jazz em Portugal.

Este trabalho assenta numa escuta atenta do que se vai fazendo em território português e na procura de formas de o festival contribuir para a concretização de projetos artísticos ambiciosos e transformadores. São os casos, nesta edição, do OMNIAE Large Ensemble, de Pedro Melo Alves, do ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS, de Yaw Tembe, e de EMBRYO, de Luís Figueiredo.

Se, do ponto de vista estritamente artístico, os Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra mantêm a orientação de “honrar o passado e explorar o futuro”, expressando o compromisso de divulgar, simultaneamente, a riqueza da tradição e os muitos caminhos do futuro, noutros domínios esta edição apresenta algumas novidades.

Em 2026, o festival reforça a aposta no impacto público e social do programa artístico. Esta aposta faz-se de duas formas estreitamente ligadas.

Por um lado, o festival projeta a sua presença na Região Metropolitana de Coimbra, com o mote “Um Festival para uma Região”. Embora esta dimensão tenha sido anteriormente testada, em 2017, pretende-se consolidar este posicionamento no futuro, aumentando a densidade relacional entre parceiros diversos, dos Municípios à Escola, dos equipamentos culturais às comunidades artísticas.

Desta forma, os Municípios da Lousã, Mortágua, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra recebem a circulação do espetáculo educativo “Às Voltas no Loop”, uma criação do Serviço Educativo e de Mediação do JACC, que terá o seu primeiro concerto no dia 14 de outubro, no Grande Auditório do Convento São Francisco, em Coimbra, seguindo depois para diferentes municípios da região. Já estão confirmadas as apresentações de Mortágua, a 19 de outubro, e da Lousã, a 18 de novembro. Em breve serão anunciadas as datas de Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra. Dirigido ao público escolar do Ensino Secundário, o espetáculo cruza a palavra com as abordagens musicais que confluem no território vasto do rap, do hip-hop e do jazz.

O concerto organiza-se em torno de uma narrativa pensada para ter relevância para as práticas diárias da vida escolar e para a sua articulação com a comunidade. Oferece, assim, uma possibilidade de ampliar o leque da oferta de experiências artísticas e culturais dirigidas à Escola, reforçando a abertura à comunidade e ao mundo, a valorização da cultura juvenil e demonstrando o potencial da arte para desenvolver o pensamento crítico e criativo.

Por outro lado, a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro guarda um espaço central para o programa de mediação. Tal deve-se a vários fatores, mas a razão fundamental prende-se com o Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais (CISOC), uma medida do Plano Nacional das Artes (PNA), que enquadra um trabalho estruturado e estruturante, centrado, sobretudo, numa relação de proximidade com o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro (AECC).

Desta forma, e além de “Às Voltas no Loop”, o programa contempla oficinas dirigidas a escolas do AECC e um concerto aberto à comunidade na Escola-Sede, a Escola Secundária Jaime Cortesão. Trata-se de atuar com base nos princípios do PNA, trabalhando para fazer da Escola “um polo cultural” e do Festival “um território educativo”.

A edição de 2026 inaugura-se, aliás, com um momento que coloca em evidência uma outra dimensão da programação. No dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, o Salão Brazil recebe a inauguração da exposição “As Mulheres no Jazz em Portugal”, de Márcia Lessa, que ficará patente no número 1 do Largo do Poço, com o apoio do Município de Idanha-a-Nova.

A exposição pretende colocar em evidência os rostos das mulheres que fazem o jazz em Portugal, desde os anos 60 até à atualidade, reunindo retratos inéditos de 13 mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical: Estela Alexandre, Isabel Rato, Jéssica Pina, Juliana Mendonça, Maria Carvalho, Maria João, Maria Viana, Marta Hugon, Paula Oliveira, Paula Sousa, Rita Maria, Sara Serpa e Susana Santos Silva.

Fotografadas fora do palco, sem luz de cena e sem instrumentos, as artistas são retratadas por outra mulher que se dedica a este género musical há mais de 20 anos. Tal como no jazz, os retratos são improvisados, procurando mostrar a mulher por detrás dos discos, da música e do tempo, num diálogo que resulta do momento único e de partilha que é, em si, o ato fotográfico. Cada imagem é acompanhada por um texto da autoria do crítico de jazz Nuno Catarino, onde é descrito o trajeto e o papel de cada uma das mulheres no panorama jazzístico português.

Os impactos públicos do festival concretizam-se também na ligação de vários espaços tão ricos e diversos quanto o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o Atelier Semente, situado no Seminário Maior, e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). Estes espaços, a par do Salão Brazil, da Escola Secundária Jaime Cortesão e do Largo de São Salvador, integram a rede de lugares que acolhe a programação da 24.ª edição, reforçando a relação do festival com diferentes comunidades e com o património cultural e artístico da cidade.

O percurso que liga o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e o Atelier Semente marca um dos dias do festival, com a apresentação de concertos por formações mais pequenas extraídas do OMNIAE Large Ensemble, dirigido pelo baterista e compositor Pedro Melo Alves, que se apresenta também no TAGV. O projeto constitui um dos exemplos mais singulares do cruzamento entre composição contemporânea e improvisação jazz em Portugal.

Ao longo dos dias do festival, a programação percorre diferentes espaços da cidade, mas todos os dias terminam no Salão Brazil, espaço de referência do Jazz ao Centro Clube e casa do festival. No último dia, 10 de outubro, o destaque vai para o concerto de Carlos Bica AZUL, às 23h00, que reúne o contrabaixista Carlos Bica com Frank Möbus, na guitarra, e Jim Black, na bateria. O projeto AZUL, uma das formações mais marcantes da carreira de Carlos Bica, encerra a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro.

Merecedora de destaque é também a passagem pelo Largo de São Salvador, numa parceria com as Repúblicas Baco, Marias do Loureiro e do Cria'ctividade, programa de integração alternativo à praxe, numa altura em que duas das Repúblicas resistem à ordem de despejo que ameaça a sua continuidade. Neste local acontecerá o concerto de Hypomaniac Trio, com a saxofonista Camila Nebbia (Argentina), o contrabaixista Gonçalo Almeida (Portugal) e o percurssionista Sylvain Darrifourcq (França). 

Mais do que um conjunto de concertos, o Festival Jazz ao Centro procura promover a participação cultural, mobilizando diferentes comunidades para a preservação do património cultural, a fruição das artes e o fortalecimento das conexões cívicas. 

O Festival Jazz ao Centro é apoiado e cofinanciado pela DGARTES.

Um palacete assombrado e uma carta para desvendar



Um palacete assombrado, uma carta misteriosa e reencontros inesperados. O Vento Sopra sobre Little Balmoral tem a atmosfera perfeita para acompanhar a chegada do outono e dos dias mais frios, combinando mistério, uma história de amor irresistível, segredos de família… e arrepios. Este romance, que marca a estreia da autora bestseller Sophie Jomain no catálogo da Bertrand Editora, chega às livrarias a 17 de setembro.

Além de ser uma escolha ideal para uma leitura de conforto, envolvente e inspiradora, O Vento Sopra sobre Little Balmoral propõe uma experiência interativa. Para descobrir o segredo de uma carta misteriosa com os protagonistas desta história, o leitor tem à disposição uma lente de leitura vermelha em forma de folha de plátano. Poderá utilizá-la para descodificar as mensagens secretas que vão surgindo ao longo das páginas, e que fazem parte de uma carta que será reconstituída no fim do romance.

O Vento Sopra sobre Little Balmoral conta a história de Phèdre Demay, uma jovem que herda um velho palacete na pequena e acolhedora aldeia francesa de Cornehotte e uma boa quantia para o renovar. Contudo, não só não tinha planos para se mudar para Little Balmoral, nome com que a sua tia batizou o palacete, como o telhado da velha casa range inoportunamente e as janelas se abrem sozinhas… Mas Little Balmoral fora também, anos antes, palco do seu maior desgosto amoroso. Por isso, quando Adam, o rapaz que lhe havia partido o coração, bate à sua porta, ao mesmo tempo em que mensagens codificadas começam a aparecer misteriosamente, Phèdre tem todos os motivos para acreditar em fantasmas.

Aconchegante, divertido e viciante, entre segundas oportunidades ao amor, purificadores ramos de salva que eliminam as energias negativas e uma casa que parece guardar mensagens por decifrar, o outono promete ser particularmente agitado em Little Balmoral.

O Vento Sopra sobre Little Balmoral, de Sophie Jomain, é publicado a 17 de setembro, com tradução de Fernanda Oliveira.

Sobre a Autora

Seguida por milhares de leitores atentos a todas as suas novas publicações, Sophie Jomain impôs-se como uma autora de referência no romance contemporâneo e na literatura para público adulto e young-adult em França. Além dos seus romances do Advento, O Vento Sopra sobre Little Balmoral é também um enorme sucesso de vendas no seu país. Inicialmente fascinada pela arqueologia, Sophie dedicou-se ao estudo da Gália celta e romana. Quando começou a escrever, nunca mais parou. Partilha com a sua comunidade de leitores fiéis a sua paixão pela escrita e por histórias cheias de emoção.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

John Legend anuncia novo álbum, Muse, produzido integralmente por Pharrell Williams



John Legend, artista e produtor multiplatinado e vencedor de um EGOT, anunciou o seu 11º álbum de estúdio, Muse, com lançamento marcado para 23 de outubro.

Produzido integralmente e coescrito por Pharrell Williams — músico vencedor de vários GRAMMY®, nomeado para um Óscar, realizador, filantropo e diretor criativo da linha masculina da Louis Vuitton —, Muse é o primeiro projeto que os dois artistas desenvolveram em conjunto ao longo de mais de duas décadas de amizade. Cinematográfico e exuberante, o álbum cruza diferentes vertentes da música negra, passando pelo gospel, standards, doo-wop, soul clássico, Afrobeat e hip-hop.

A acompanhar o anúncio, John Legend lançou “Daylight”, o primeiro single de Muse. O artista apresentou o tema ao vivo pela primeira vez na noite anterior, em Nashville, durante o especial America’s Tailgate, da CBS, que assinalou o arranque da temporada da NFL.

Muse revela uma faceta diferente de John Legend. Mais de duas décadas depois do início de uma carreira marcada por baladas que o público tornou suas, o artista decidiu criar um álbum que ninguém esperava — nem o próprio.



“Acho que o meu repertório sempre foi muito diversificado, mas foram as baladas ao piano que tiveram maior impacto ao longo da minha carreira”, explica John Legend. “Queria alterar a fórmula e fazer algo fresco e novo.”

O projeto começou a ganhar forma depois da participação de Legend no álbum de regresso dos Clipse, Let God Sort ’Em Out, produzido por Pharrell. A voz de Legend no tema “The Birds Don’t Sing” inspirou Pharrell a imaginar um álbum construído em torno daquela interpretação.

“Quando o Pharrell me ligou, pensei: vamos fazer isto”, recorda Legend. “Muitas pessoas provavelmente imaginariam que já tínhamos feito algo assim juntos, mas nunca tinha acontecido. Já estava mais do que na altura.”

Os dois juntaram-se em Paris, em janeiro de 2025, para escrever e gravar no estúdio de Pharrell na sede da Louis Vuitton, onde este assume o cargo de diretor criativo da linha masculina. Com referências que vão de Nina Simone a Nat King Cole e Marvin Gaye, o álbum combina uma estética clássica e cinematográfica com uma abordagem contemporânea.

“A ideia do Pharrell, desde o início, era criarmos algo com todos estes elementos clássicos e cinematográficos, com uma estética de ‘James Bond negro’, mas assente numa batida moderna”, explica Legend. “Conseguimos ouvir traços meus e dele, mas soa a algo novo para ambos. No papel, a combinação entre mim e o Pharrell parece-me uma boa ideia. E o resultado é ainda melhor.”

A colaboração foi antecipada pela primeira vez com “Pray For Ya”, um tema enérgico com influências gospel que integrou a banda sonora do desfile masculino Outono-Inverno 2026 da Louis Vuitton e, em junho, a campanha Moët Ice Impérial de Pharrell.

A diversidade de Muse atravessa todo o alinhamento. A faixa homónima abre o álbum e acompanha uma relação conturbada entre um homem e a sua musa, passando pelo desejo, compromisso e traição, tendo Paris e o universo da alta arte como cenário.

“Não havia nenhuma pessoa específica ou explícita”, explica Legend. “Criámos uma personagem sobre a qual podíamos escrever livremente.”

O título do álbum remete também para as Musas da mitologia grega, as nove deusas associadas à música, ciência, literatura e artes.

“Os nossos antepassados são as nossas musas”, acrescenta Legend. “A minha música sempre passou por canalizar aquilo que veio antes de nós, pegar no que nos foi deixado e criar algo novo.”

Noutros momentos do álbum, “Her” inspira-se no doo-wop e no gospel com que Legend cresceu, dando forma a um retrato terno e nostálgico de uma paixão. Já “Get Back”, com Pharrell Williams, assume plenamente a estética cinematográfica de Muse, combinando soul, metais e arranjos de cordas.

“Are You OK?” transforma uma discussão amorosa numa demonstração de amor mais firme, entre sarcasmo e inteligência emocional, enquanto “Bodies On The Floor”, com os Clipse, transporta a linguagem da violência entre gangues para uma relação tão tóxica quanto magnética.

Muse é, acima de tudo, uma verdadeira colaboração, e entregar a Pharrell um nível tão elevado de controlo criativo exigiu uma relação de confiança diferente daquela a que Legend estava habituado.

“Gravei algumas canções deste álbum que foram totalmente escritas por ele, algo que quase nunca faço”, revela.
Quando as misturas finais foram entregues, Pharrell enviou-lhe uma mensagem: “Obrigado por confiares em mim. Obrigado pela tua paciência.”
“Não se trata de ganhar uma discussão ou de ego”, afirma Legend. “Trata-se de deixar a música ganhar. Todas as batalhas devem ser ganhas pela arte.”

“Há muitos artistas que chegam a uma determinada fase da carreira e deixam de criar coisas novas. Podemos simplesmente tocar os êxitos; podemos ficar na nossa zona de conforto”, acrescenta. “Mas acredito que é importante manter a mentalidade de que tenho de continuar a provar o meu valor. Queria que este álbum tivesse esse sentido de urgência, que parecesse algo que precisava de ser feito e que merecesse verdadeiramente a atenção do meu público.”

Para além de Muse, John Legend encontra-se também a trabalhar em Imitation of Life, um novo musical que chega ao The Shed, em novembro. Com texto da duas vezes vencedora do Prémio Pulitzer Lynn Nottage e encenação da duas vezes nomeada para os Tony Awards Whitney White, o espetáculo assinala a estreia de Legend na criação de uma banda sonora original para teatro. Legend e Mike Jackson assumem a produção através da Get Lifted Film Co.



Sobre John Legend

John Legend é um artista e produtor multiplatinado, aclamado pela crítica e vencedor de um EGOT. Ao longo da carreira, conquistou 13 GRAMMY®, um Óscar, um Golden Globe, um Tony e quatro Emmy®, entre outras distinções.

Legend editou onze álbuns: Get Lifted (2004), Once Again (2006), Evolver (2008), Wake Up! (com The Roots, 2010), Love in the Future (2013), Darkness and Light (2016), A Legendary Christmas (2018), Bigger Love (2020), LEGEND (2022), LEGEND (Solo Piano Version) (2023) e My Favorite Dream (2024).

Depois de lançar Get Lifted (20th Anniversary Edition) — uma reedição expandida com novos remixes e colaborações com Lil Wayne, Killer Mike, Tems, Simi e Black Thought —, John Legend iniciou em 2025 uma digressão mundial que levou novamente aos palcos o aclamado álbum. Em 2026, regressou ao programa The Voice, da NBC, como mentor da 29.ª temporada.

Legend é também cofundador da produtora Get Lifted Film Co. e da editora Get Lifted Books. A produtora esteve por detrás de Cats: The Jellicle Ball, que conquistou três Tony Awards em 2026, após receber nove nomeações. Atualmente, encontra-se em produção Imitation of Life, o primeiro musical para teatro composto por John Legend, cuja estreia está prevista para o outono no The Shed.

Em 2023, Legend lançou a Loved01, uma marca de cuidados de pele unissexo, seguindo-se, em 2024, a Kismet, uma marca dedicada a produtos premium para cães, criada em conjunto com Chrissy Teigen.

Enquanto ativista, John Legend fundou a FREEAMERICA em 2015, com o objetivo de transformar o debate em torno das políticas de justiça criminal e combater o encarceramento em massa.

Entre os seus próximos projetos está também The Road Home, de Bill Condon, no qual interpretará Harry Belafonte ao lado de Thabo Rametsi, Johnny Flynn e Cynthia Erivo.

Diogo Pires Aurélio regressa à casa de partida



Só o Incêndio Lavra é apenas o segundo livro de poesia de Diogo Pires Aurélio e chega 48 anos depois do primeiro. A Herança de Hölderlin, publicado em 1978, marcou a estreia do autor e foi um dos primeiros títulos da então recém-criada coleção Poesia Inédita Portuguesa da Assírio & Alvim. Seguiu-se um percurso dedicado sobretudo à filosofia, ao ensino universitário, à tradução e à vida pública.

Quase cinco décadas depois, a poesia reaparece numa obra inevitavelmente marcada pelo tempo que separa os dois livros. Diogo Pires Aurélio regressa ao verso para fazer um balanço desses anos e de uma experiência intelectual construída, entretanto, noutros campos.

Doutorado em Filosofia Moral e Política, Diogo Pires Aurélio é professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Autor de uma vasta obra de ensaio, traduziu também vários textos clássicos, com destaque para a Ética, de Espinosa.

Só o Incêndio Lavra é publicado pela Assírio & Alvim e já está disponível em todas as livrarias.

Sobre o Autor

Diogo Pires Aurélio, doutor em Filosofia Moral e Política, é professor jubilado da Universidade Nova de Lisboa e membro integrado do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Autor de uma vasta obra e de traduções premiadas de vários textos clássicos, publicadas em Portugal e no Brasil, tais como, por exemplo, o Tratado Teológico-Político e o Tratado Político, de Espinosa, ou o Príncipe, de Maquiavel, entre os seus trabalhos mais recentes contam-se: Soberania Popular (V.N. Famalicão, Húmus, 2024), Ética, de Espinosa, edição bilingue, tradução, introdução e notas (São Paulo, Editora 34, 2025). Com André Santos Campos, editou Machiavelli’s Dicourses on Livy. New Readings (Leiden, Brill, 2022). É membro do Conselho Científico do Sive Natura, International Center for Spinozan Studies, Università di Bologna.

D. Maria II celebra reabertura no Rossio com três dias de programação aberta à cidade



Depois de um período de encerramento para obras de requalificação, o Teatro Nacional D. Maria II volta a abrir as portas do seu edifício, no Rossio. Entre 18 e 20 de setembro, o público é convidado a celebrar este regresso com um programa de três dias de festa, de entrada livre.

As celebrações arrancam a 18 de setembro com a estreia de Macbeth, de William Shakespeare, numa encenação e tradução de Pedro Penim. A escolha da peça recupera um episódio marcante da história do D. Maria II. Macbeth era o espetáculo que estava em cena na noite de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o Teatro em ruínas. Mais de 60 anos depois, a tragédia de Shakespeare regressa à Sala Garrett para assinalar a reabertura do edifício. No âmbito das celebrações, o espetáculo terá ainda apresentações nos dias 19 e 20 de setembro, às 18h, mantendo-se em cena até 31 de outubro. 

Nesse mesmo dia, a celebração estende-se à Praça D. Pedro IV. A partir das 21h30, o Rossio transforma-se numa extensão do Teatro, com uma festa de entrada livre e aberta à cidade. A fachada do D. Maria II recebe um espetáculo de videomapping criado pela United VJs para assinalar os 180 anos da instituição. A partir de imagens, sons e materiais de arquivo, a criação percorre diferentes momentos da história do Teatro, recordando pessoas, espetáculos e acontecimentos que fizeram parte dos seus 180 anos. Com direção criativa de Pedro Zaz, o videomapping será apresentado às 22h, 23h e 00h. Entre cada apresentação, a festa continua com DJ sets de ZenGxrl (22h10), Beatbombers (23h10) e Marfox (0h10). As atuações serão acompanhadas de VJ sets da United VJs.

Nos dias 19 e 20 de setembro, entre as 11h e as 15h30, o público é convidado a entrar e a conhecer o edifício renovado. As visitas passam por diferentes espaços do D. Maria II, incluindo zonas habitualmente reservadas a artistas e trabalhadores, e integram ainda a exposição 180 anos do Teatro Nacional D. Maria II, dedicada à história da instituição e às diferentes gerações de artistas e públicos que por ela passaram. 

No dia 19, às 16h, é lançada a nova edição de Macbeth, publicada pelo TNDM II e pela Bicho-do-Mato, na coleção "Textos de Teatro". A publicação apresenta a nova tradução de Pedro Penim, pensada para a cena e para a oralidade, e recupera também a ligação histórica entre a peça de Shakespeare e o D. Maria II.

No dia 20, às 16h, vários espaços do edifício recebem o Coro do Recomeço. Conduzido pela estrutura artística ondamarela e criado em junho de 2026, o projeto explora, através da música e da performance, formas de participação na vida do Teatro. Esta será a primeira oportunidade para o público conhecer o trabalho desenvolvido pelo coro ao longo dos últimos meses.

A programação de reabertura é de entrada livre, mediante levantamento de ingresso na bilheteira do Teatro Nacional D. Maria II (condições de acesso disponíveis no site do Teatro).  

A programação de reabertura conta com o apoio da Fundação ”la Caixa” e BPI.

Bertrand Editora publica «Um Defeito de Cor»



A Bertrand Editora anuncia a publicação em Portugal de Um Defeito de Cor, romance incontornável de Ana Maria Gonçalves, vencedor do Prémio Casa de Las Américas e eleito por leitores e críticos do jornal Folha de S. Paulo o melhor livro da literatura brasileira do século XXI.

Ana Maria Gonçalves foi, em 2025, eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher negra a entrar nesta instituição desde a sua fundação, em 1897. Um Defeito de Cor chega às livrarias portuguesas a 17 de setembro. Em outubro, a autora estará em Portugal para participar no FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, que este ano tem como tema «Para além da Pele».

Um Defeito de Cor é um romance histórico monumental, que conta a saga de Kehinde, uma mulher negra que aos oito anos é sequestrada no Reino do Daomé (atual Benin) e levada para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

No livro, Kehinde narra, em detalhe, a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um dos seus filhos e da sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, no regresso a África, se tornou uma empresária bem-sucedida. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados a favor da abolição que ocorreu em 1835, em Salvador (Bahia).

Um Defeito de Cor é um resgate histórico poderoso que apresenta a perspetiva de uma mulher negra escravizada e afirma aspetos essenciais da identidade brasileira. Cada capítulo é introduzido por um provérbio africano, que antecipa o que se lerá a seguir. Ana Maria Gonçalves trabalhou ao longo de vários anos nesta obra, publicada pela primeira vez em 2006 pela Editora Record. «Foram cinco anos ao todo, dois de pesquisa em que realmente eu só li e tomei notações [sic], um ano de escrita e mais dois anos de reescrita. Então foi um processo de imersão. Eu trabalhava todos os dias da semana, 10 a 12 horas por dia», disse a autora ao jornal O Globo.

O impacto de Um Defeito de Cor transcende as páginas do livro: teve uma exposição itinerante no Brasil e serviu de inspiração para o desfile de Carnaval de 2024 da Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba brasileiras.

Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, chega às livrarias a 17 de setembro.

Sobre a Autora

Em 2002, Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais, 1970) abandonou a agência de publicidade em que trabalhava em São Paulo e isolou-se na Ilha de Itaparica (Bahia), onde passou seis meses escrevendo o seu primeiro romance, Ao lado e à margem do que sentes por mim, marcado pelo registo intimista. O livro teve primorosa edição artesanal e foi vendido pela própria autora pela Internet. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor pela Editora Record, livro pelo qual recebeu o prestigioso Prémio Casa de Las Américas, que, recentemente, foi eleito por leitores e críticos do jornal Folha de S. Paulo o melhor livro de literatura brasileira do século XXI. Mora no Rio de Janeiro e escreve também para cinema, teatro e televisão. Desde 2025 é imortal da Academia Brasileira de Letras.