quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Casino Estoril recebe ABBA MIA - Tributo a ABBA



Com um registo revivalista, os ABBA MIA – Tributo a ABBA regressam, no dia 11 de outubro, às 17 horas, ao Salão Preto e Prata do Casino Estoril. A banda convida o público a viajar pelos principais êxitos do famoso quarteto sueco que encantou milhões de fãs por todo o mundo. 

“Mamma Mia”, “Chiquitita”, “Waterloo”, “Fernando”, “One of Us”, “Voulez-vous”, “I Have a Dream”, “Thank You For The Music”, The Winner Takes It All” ou “Dancing Queen” são, apenas, algumas das canções intemporais que conquistam, habitualmente, os aplausos do público.



ABBA MIA – Tributo a ABBA prestam, assim, uma homenagem aos icónicos Agnetha Fältskog, Anni-Frid Lyngstad, Benny Andersson e Björn Ulvaeus. Estarão em destaque os grandes êxitos dos ABBA que marcaram o panorama da música internacional. É de registar que a emblemática banda sueca vendeu 350 milhões de álbuns em apenas 10 anos de existência, mais concretamente de 1972 a 1982.

Com uma carreira iniciada em 2012, os ABBA MIA apresentam o único Tributo a ABBA em Portugal. Um concerto que recorda a discografia dos ABBA na companhia das mais doces e simpáticas vozes femininas. Muito acarinhados e já conhecidos pelo público nacional, os ABBA MIA garantem um espectáculo ousado, bastante interativo e excêntrico.

Vinhos de Beja regressam ao Castelo para uma noite de sabores, música e património



O Castelo de Beja volta a ser palco de uma celebração dedicada aos vinhos do concelho. Na sexta-feira, 11 de setembro, realiza-se uma nova edição de “Vinhos de Beja no Castelo”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Beja, que reúne produtores locais, apreciadores de vinho e visitantes num dos espaços mais emblemáticos da cidade.

Ao longo da noite, os visitantes poderão experimentar diferentes referências de vinho dos produtores presentes. O copo de prova Vinipax terá o valor de 5 euros e inclui a bolsa e três senhas de prova. Para quem quiser continuar a degustar os vinhos ao longo da noite, haverá ainda a possibilidade de adquirir vinho a copo, ao preço de 2 euros por copo.

Neste evento, promovido em parceria com a EDIA, a gastronomia enaltece os melhores sabores do Mercado de Alqueva, com dois restaurantes a disponibilizarem petiscos à carta, sugestões leves para jantar e propostas especialmente pensadas para acompanhar e harmonizar com os nossos vinhos.

A noite contará igualmente com animação musical. O cantor Paulo Ribeiro sobe ao palco no âmbito da programação Beja na Rua, seguindo-se a atuação do DJ Teddy, que ficará responsável por prolongar a animação ao longo da noite.

Com entrada livre, “Vinhos de Beja no Castelo” pretende afirmar-se como um momento de encontro entre produtores, comunidade e visitantes, valorizando simultaneamente os vinhos do concelho, a gastronomia local, a música e o património histórico de Beja, antecipando a chegada da Vinipax (3 a 5 de outubro) integrada na Ruralbeja (2 a 5 de outubro).

Num cenário marcado pela história e pela identidade da cidade, a iniciativa convida a descobrir os sabores de Beja e a desfrutar de uma noite de verão entre vinhos, petiscos e música.

Casino Estoril esgotou o Auditório para receber “Era Uma Vez o Fado”



O Auditório do Casino Estoril esgotou, no passado fim-de-semana, para receber o espectáculo “Era Uma Vez o Fado”. Aplaudido pelo público, o espectáculo de Henrique Feist percorreu a história do fado, desde o seu nascimento nos bairros históricos lisboetas no século XIX até ser considerado a expressão máxima da alma e identidade nacional. 

Foram três espectáculos, nos dias, 28, 29 e 30 de agosto, recheados de fados nas suas diversas expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português. Recorde-se que o fado é reconhecido pela UNESCO, desde 2011, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Em “Era Uma Vez o Fado” Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilharam o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado. 

Alguém pediu pizza?



A comédia da Yellow Star Company regressa ao Taguspark, em Oeiras, já a partir do dia 17 de setembro. Com Eduardo Madeira, Liliana Santos e Núria Madruga, Pizza Man é um espetáculo de ritmo acelerado que mistura frustração, desejo, exagero e muito humor, numa noite que começa com pizza… e acaba fora de controlo. Irreverente, atual e deliciosamente provocadora, a peça com direção artística de Paulo Sousa Costa e encenação de João Didelet, tem datas marcadas para fazer rir o público também no Porto (30 setembro), em Alverca (10 outubro) e no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas, (21 outubro). 

Para a CEO da produtora Yellow Star Company, “uma das missões da companhia é levar a cultura a todos os cantos de Portugal”. “É sempre uma alegria enorme, ver as salas cheias e sentir a boa energia e boa disposição do público”, elogia Carla Matadinho.

Observação: A atriz Liliana Santos será substituída pela atriz Olívia Ortiz nas sessões dos dias 18, 19 e 25 de setembro, às 21:30.

Sinopse
A ação decorre no apartamento de Júlia, em Oeiras, numa quente noite de verão. Depois de um dia desastroso — marcado por assédio no trabalho, despedimento  uma profunda desilusão — Júlia decide afogar as mágoas em álcool e música aos berros. Entretanto chega Alice, a amiga com quem partilha casa, igualmente devastada: o namorado acabou de voltar para a mulher. Se Júlia bebe para esquecer, Alice come compulsivamente para fazer o mesmo. Entre frustrações acumuladas e desabafos inflamados, surge uma ideia radical: porque não inverter os papéis e fazer aos homens aquilo que eles sempre fizeram às mulheres? Escolher um homem qualquer… e aproveitar-se dele. A pizza que encomendaram traz consigo Guga, o estafeta, que aceita beber uma cerveja com elas. A partir daí, a noite transforma-se numa espiral de loucura, excessos, raiva, libertação e gargalhadas, onde nada corre como esperado — mas tudo é hilariante.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

E se o desejo for tão perigoso quanto o inimigo?



Mercedes Ron regressa às livrarias e ao pequeno ecrã com uma história de amor proibido absolutamente viciante.

Marfil tem uma vida que muitas jovens sonham ter. Vive em Nova Iorque, é filha de um milionário, estuda numa prestigiada universidade e dedica-se de corpo e alma à sua grande paixão: o ballet. Mas há ameaças que a rondam, e um dia é raptada no Central Park. Para sua segurança, o pai contrata um guarda-costas, Sebastian, com quem a convivência se transforma numa batalha de vontades: Marfil procura recuperar a sua liberdade, enquanto Sebastian tenta cumprir a sua missão. Mas a atração que sentem um pelo outro é cada vez mais difícil de ignorar, assim como os segredos há muito guardados. À medida que a relação entre os dois se intensifica, cada nova revelação ameaça alterar aquilo que a jovem pensava saber sobre as pessoas à sua volta.

Marfil - Atraídos pelo destino é uma mistura de romance, suspense, segredos e glamour, com a assinatura da autora bestseller Mercedes Ron. Conhecida pela série de sucesso Culpados, recentemente adaptada pela Prime Video, Mercedes Ron apresenta agora o primeiro título desta duologia apaixonante. Uma história que nasceu de um desafio novo para a autora — mais intensa e cheia de perigo — e de uma protagonista em quem deixou um pouco de si, antes de a lançar nos braços do seu mais improvável oposto: o enigmático e impenetrável guarda-costas.

Para grande entusiasmo dos fãs, que receberam a autora de forma calorosa no nosso país em 2025, a história de Marfil e Sebastian está apenas a começar, com o próximo livro (Ébano – Separados pelo destino) e filme planeados para o início de 2027.

Marfil - Atraídos pelo destino chega às livrarias no dia 3 de setembro, mesmo a tempo da estreia na Prime Video no dia 9 do mesmo mês.

Sobre a Autora

Mercedes Ron nasceu na Argentina e aos nove anos mudou-se para Espanha. Formou-se em Comunicação Audiovisual na Universidade de Sevilha. Estreou-se como autora com a trilogia Culpados, que vendeu mais de seis milhões de exemplares em todo o mundo. Vive em Sevilha, com o marido e o seu adorado cão. Marfil - Atraídos pelo destino é o primeiro livro da duologia que marca entrada da autora no catálogo da Singular.

Concerto tributo “Tina Turner - Simply The Best” no Casino Estoril



Em noite de puro revivalismo, o Casino Estoril recebe, a 27 de outubro, pelas 21 horas, o concerto tributo “Tina Turner - Simply The Best”. Com a sua voz poderosa, Kika Cardoso sobe ao palco do Salão Preto e Prata para prestar homenagem a Tina Turner. Um concerto tributo muito dinâmico, a não perder, para os verdadeiros fãs da “rainha do rock’n’roll”.

Kika Cardoso irá conduzir os espectadores numa viagem por grandes êxitos que marcaram gerações como, por exemplo, "Proud Mary", "What's Love Got To Do With It" e, claro, "The Best".

Considerada uma das vozes mais singulares de sempre no panorama da música internacional, Tina Turner conquistou milhões de fãs por todo o mundo que se renderam a numerosos sucessos, que habitualmente também estão em destaque em diversos concertos tributo, como “I Don’t Wanna Lose You”, “We Don’t Need Another Hero”, “Let’s Stay Together”, “Private Dancer”, “I Don’t Wanna Fight” ou “Missing You”.



O Maior Tributo a Tina Turner chega, assim, ao Casino Estoril e promete surpreender o público com a contagiante energia da icónica artista norte-americana. Mais do que um concerto, será uma celebração imperdível do legado eterno da maior lenda do rock feminino.

Depois de ser a sua grande influência musical e, alguns anos mais tarde, sagrar-se vencedora do programa televisivo “Factor X”, a vocalista Kika Cardoso criou um Tributo à sua Diva. “Tina Turner - Simply The Best” é um espectáculo fiel ao original, repleto de uma contagiante energia.

Música que Salva-Vidas: Apoie a Ucrânia
Mais do que um concerto, esta é uma causa solidária. Uma parte da receita reverte directamente para a construção de um hospital pediátrico na Ucrânia. Apoie esta causa!

Paulo Sousa Costa descreve o musical EVITA como um marco no panorama mundial dos espetáculos



Com Sofia Escobar no papel de Eva Perón e Diogo Morgado como Che, a produção da Yellow Star Company leva ao palco uma das mais aclamadas histórias do teatro musical mundial. Depois de encher sala em Lisboa, Porto e Algarve, Evita chega a Sintra para duas noites que prometem emocionar o público e afirmar a força deste clássico do teatro musical.

O encenador, Paulo Sousa Costa, descreve este musical (ou a ópera, como foi identificado) como “mais do que um marco no panorama mundial dos espetáculos.” “EVITA é uma verdadeira ode a uma sociedade de ‘descamisados’ (o povo), sedento de um líder que lhes desse o ‘colo’ que tanto precisavam, numa época em que a Argentina passava de um país com uma das maiores reservas de ouro do mundo, para uma sociedade com convulsões sociais bastante comprometedoras, onde a fome e os conflitos internos começaram a imperar, e nem mesmo a mãe natureza ajudou, com um terramoto que dizimou e destruiu milhares de lares e de vidas”.

“Encenar um projeto desta envergadura, com tudo o que tem de histórico, é muito mais do que um grande desafio, é um enorme privilégio! Poder dar palco a esta mítica figura, desta feita cantada na língua de Camões é um sonho tornado realidade”, confidencia Paulo Sousa Costa.

Sinopse
O musical Evita, é uma das obras mais célebres de Andrew Lloyd Webber (música) e Tim Rice (letra). O musical narra, em formato de ópera-rock, a ascensão e queda de Eva Perón, a carismática e controversa Primeira Dama da Argentina. Passado nas décadas de 1930 e 1940, o musical acompanha a trajetória de Eva Duarte, uma jovem ambiciosa que sai do interior em busca de fama e fortuna em Buenos Aires.

Determinada a vencer, Evita envolve-se com figuras influentes até conhecer Juan Perón, um oficial militar e político em ascensão. Casando-se com ele, Eva torna-se numa das figuras mais adoradas pelo povo, símbolo de esperança e progresso social — mas também odiada por muitos, alvo de críticas e acusada de manipulação política e sede de poder. A história é narrada por Che, revolucionário cético e uma espécie de consciência crítica, que observa e questiona as ações de Eva ao longo da sua vida. O musical culmina com a doença e morte prematura de Eva, aos 33 anos, quando a sua imagem já se havia tornado mítica.

A obra estreou originalmente no Prince Edward Theatre, em Londres, a 21 de junho de 1978, com Elaine Paige no papel de Eva Perón, conquistando grande aclamação da crítica e do público, tendo recebido o Laurence Olivier Award pela sua interpretação . Um ano depois, a produção chegou à Broadway, no Broadway Theatre, a 25 de setembro de 1979, protagonizada por Patti LuPone, que viria a receber o Tony Award pela sua interpretação.  Desde então, o papel de Evita foi desempenhado por várias atrizes de renome, incluindo Madonna, que o imortalizou na adaptação cinematográfica de 1996, e Elena Roger, estrela da  reposição londrina de 2006 e da produção da Broadway em 2012.

Casino Estoril estreia no Auditório o musical pop “O Feiticeiro de Oz”



O Auditório do Casino Estoril estreia, no dia 10 de outubro, pelas 15 horas, o musical pop “O Feiticeiro de Oz”. A Artfeist apresenta, numa versão contemporânea, um espectáculo de Valter Mira onde a magia acontece quando decidimos acreditar.

Quando uma misteriosa tempestade leva Dorothy para o deslumbrante mundo de Oz, começa uma aventura inesquecível cheia de magia, cor e música. Guiada pela bondosa Glinda e perseguida pela temível Bruxa Má do Oeste, Dorothy percebe que regressar a casa pode ser mais difícil do que imaginava.

Ao longo da brilhante Estrada Amarela, junta-se a um Espantalho que procura inteligência, a um Robô de Lata que deseja um coração e a um Leão que sonha encontrar coragem. Juntos, partem rumo à Cidade Esmeralda para encontrar o misterioso Feiticeiro de Oz, numa viagem onde surgem desafios, amizades improváveis e descobertas surpreendentes.

Inspirado no clássico intemporal, este musical pop reinventa a história que todos conhecem numa versão mágica e contemporânea, celebrando a amizade, a coragem e a importância de acreditarmos em nós próprios…  porque, no fim, não há nada como a nossa casa.

Café Curto regressa a 8 de setembro ao Convento São Francisco



Depois de uma primeira metade do ano com programação regular e de nove sessões do Café Longo integradas no Verão a 2 Tempos, o Café Curto regressa ao Café Concerto do Convento São Francisco no dia 8 de setembro, retomando a sua programação semanal, com direito a uma surpresa no final do ano.

O Café Curto está de regresso ao Café Concerto do Convento São Francisco no dia 8 de setembro, dando início à segunda etapa da programação de 2026. Com curadoria da Blue House, coprodução do Convento São Francisco e financiamento da Câmara Municipal de Coimbra, o ciclo retoma a programação regular que se prolonga até ao final do ano, mantendo a aposta na música emergente e no apoio à criação artística.

Programação Café Curto e Café Duplo
O Café Curto regressa após a pausa de verão no dia 8 de setembro com Dela Marmy, seguido de Sara Cruz no dia 15. A  22 de setembro, a Curadoria Emergentes apresenta Beatriz Madruga, e o mês termina com o Café Duplo de Carlos Raposo e de Mariana Camacho (29 de setembro). 

Em outubro, Bernardo Couto atua no dia 6, numa sessão associada ao Festival Correntes de Um Só Rio, seguindo-se a Mafalda no dia 13 de outubro. Já o MIC regressa a 20 de outubro com o Xanfana e o mês encerra, no dia 27, com o Café Duplo protagonizado por Inês Condeço e a italiana Giulia Gallina.

Em novembro, Catarina Branco atua no dia 3 e RUJO sobe ao palco a 10 de novembro. O ciclo prossegue com o Combo Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, a 17 de novembro, e o mês encerra com o Café Duplo de Rita Silva e Pedro Melo Alves, no dia 24. 

Já em dezembro, a programação inicia-se no dia 1 com um concerto Clara Maio, o último MIC do ano; segue-se, a 8 de dezembro, um Café Curto com Polar Opposites; a 15 de dezembro, um último momento do Tour Emergente com LIKA; e o ano encerra-se a 22 de dezembro com o último e muito especial Café Duplo de 2026, que será uma espécie de presente de Natal. O projeto vai encerrar a programação de 2026 com uma surpresa, mantendo em segredo os artistas convidados até ao momento da apresentação. A sessão vai ser, simultaneamente, uma forma de fechar o ano do Café Curto e um presente para assinalar o oitavo aniversário da Blue House, que se celebra em dezembro.

Crescimento do Café Curto 
Criado em outubro de 2020, em plena pandemia, o Café Curto nasceu como um ciclo de showcases regulares e foi crescendo ao longo dos anos, adaptando-se a diferentes contextos e incorporando novos formatos e parceiros. O projeto passou a integrar diferentes eixos de programação, entre os quais o Café Duplo, o MIC – Música Independente de Coimbra e o Café Longo, afirmando-se como um espaço de apresentação para artistas em diferentes momentos dos seus percursos.

Em 2026, o Café Curto entrou numa nova etapa, com uma programação mais alargada e o reforço das relações com entidades e projetos da cidade e do país. Entre as novas parcerias está o Festival Emergente, que vai trazer nesta segunda parte do ciclo duas datas dedicadas a artistas selecionados através da sua open call nacional. Mantém-se também a colaboração com o Curso Profissional de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, através de apresentações resultantes de processos de residência e criação e a apresentação de dois projetos saídos do MIC – Música Independente de Coimbra. 

O Café Duplo continua igualmente a integrar a programação. Criado em 2023, este formato propõe uma residência artística intensiva em que dois artistas que não se conhecem são convidados a trabalhar em conjunto durante 24 horas, apresentando depois o resultado desse encontro ao público. 

Ao longo dos seus quase seis anos de existência, o Café Curto tem acompanhado o percurso de centenas de artistas e de projetos, criando um espaço regular para a apresentação de trabalho e para o encontro entre diferentes agentes da música. O regresso em setembro dá assim continuidade a esse percurso e a uma programação que procura aproximar artistas emergentes, públicos e estruturas culturais.

La Vera Costanza no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 3 de outubro, pelas 18 horas, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Mais de 230 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII voltará a ouvir-se em palco.

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressa, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).