sexta-feira, 10 de julho de 2026

Forum Madeira transforma-se em “Refúgio dos Sentidos”



O Forum Madeira acaba de anunciar o lançamento da Open Call em parceria com o Fractal. Esta iniciativa cultural desafia artistas emergentes e estabelecidos, a título individual ou em coletivo, a apresentarem propostas artísticas para uma exposição coletiva a realizar-se no Art in Forum.

Sob a premissa de que o Forum Madeira é um território que transcende a experiência comercial tradicional, o Open Call apresenta-se como uma plataforma de encontro e proximidade com a comunidade.

O tema: “Refúgio dos Sentidos” com curadoria de Tiago M. Rodrigues
A presente edição adota a temática “Refúgio dos Sentidos”, um conceito que reflete a essência do espaço enquanto lugar de pausa, bem-estar e contemplação no quotidiano urbano contemporâneo.

A escolha artística e o acompanhamento dos candidatos estarão a cargo do prestigiado curador e artista multidisciplinar Tiago M. Rodrigues (aka Timeq). Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e com formação em Ilustração e Banda Desenhada pelo Ar.Co, Timeq traz para o projeto o seu percurso híbrido que cruza referências da arte urbana, do graffiti e da cultura visual contemporânea com uma abordagem profundamente intuitiva e emocional.

Disciplinas admitidas e elegibilidade
O projeto destaca-se pela sua abrangência e ecletismo, aceitando candidaturas em diversas áreas das artes visuais e plásticas, tais como:
  • Pintura, desenho e ilustração
  • Escultura e instalação
  • Fotografia
  • Arte digital e Arte têxtil
  • Técnicas mistas

O Open Call está aberta a todos os artistas de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, desde que maiores de 18 anos à data de submissão da candidatura. Serão privilegiadas propostas que dialoguem diretamente com a relação entre o indivíduo e a cidade, a natureza e a experiência do espaço comum.

Cada artista individual ou coletivo artístico selecionado beneficiará de uma bolsa de criação no valor bruto de € 500,00 (quinhentos euros), destinada a apoiar a produção, preparação, instalação e apresentação do respetivo projeto expositivo no âmbito do Art in Forum.

Candidaturas e Prazos
As candidaturas devem ser formalizadas de forma inteiramente digital até às 23h59 do dia 31 de julho de 2026 (hora de Portugal). Os interessados deverão preencher o formulário oficial disponível no website do Forum Madeira. Para consultar o Regulamento completo da iniciativa e aceder ao formulário de inscrição, os candidatos devem visitar o site oficial do Forum Madeira.

As emoções são o novo capital da tecnologia




Se, por um lado, olhamos para a tecnologia, a inteligência artificial e a robótica como caminhos que estão a secar as emoções da humanidade, uma vez que as interações entre pessoas passam a ser dominadas por algoritmos e máquinas, por outro lado também é verdade que as emoções são a matéria-prima que permite à tecnologia lucrar. Eva Illouz explora a premissa de que a tecnologia e as emoções se coproduzem mutuamente e que isso vai continuar a acontecer, no futuro previsível, de pelo menos cinco formas diferentes. 

A tecnologia é convencionalmente vista como desumanizante. No entanto, como Eva Illouz demonstra neste livro conciso, a tecnologia tornou-se singularmente emocional, explorando e suscitando continuamente uma grande variedade de emoções. Desde emojis, GIF e «Gostos», até influenciadores, aplicações de meditação e mundos virtuais, a tecnologia imita e amplia cada vez mais a vida emocional, convertendo sentimentos em dados quantificáveis e gerando lucros extraordinários. O tecnocapitalismo, argumenta Illouz, já não explora o solo, mas extrai valor do eu e da subjetividade, transformando a energia emocional em capital. Esta intimidade maquínica entre humanos e tecnologia integra economia, cultura e psicologia numa única matriz, fazendo das emoções os novos canais económicos do tecnocapitalismo.  

«Estamos a assistir a uma emocionalização sem precedentes da tecnologia, em que as emoções têm sido transformadas na matéria-prima extraída pela tecnologia para se obter lucro», escreve a autora na introdução. «Se, até agora, o capitalismo industrial consistiu na extração de materiais da terra e na sua transformação pelas indústrias para produzir bens, o tecnocapitalismo extrai valor do eu para ser consumido pelo próprio eu, constituindo um eu capitalista.»

A emocionalização da tecnologia tem efeitos profundos: a perda da experiência, a solidão preenchida por interações e lazer vividos por outrem e a substituição da realidade pela performance da autenticidade. Através de uma variedade de exemplos, Illouz explora os mecanismos através dos quais o eu emocional se tornou o principal recurso económico do capitalismo, um mundo em que os nossos sentimentos passam pelas máquinas e são por elas fabricados, medidos e vendidos. 

Sobre a Autora

Eva Illouz é professora de Sociologia na Universidade Hebraica de Jerusalém e diretora de estudos no Centre européen de sociologie et de science politique em Paris. Recebeu várias distinções pelo seu trabalho, entre as quais o Prémio de Investigação Anneliese-Maier da Fundação Alexander von Humboldt e o Prémio EMET de Ciências Sociais. 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Falta um mês para as Festas do Povo de Campo Maior



Dentro de um mês, Campo Maior voltará a florescer pelas mãos da sua gente. Entre os dias 8 e 16 de agosto, mais de uma centena de ruas vestem-se de cor, criatividade e tradição, dando vida às Festas do Povo, um espetáculo cultural único, reconhecido pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Ao longo de meses, mais de quatro mil voluntários, dedicaram-se à construção de um cenário com uma beleza sem paralelo. Milhões de flores de papel de várias formas, cores e padrões, feitas artesanalmente, revestem ruas inteiras com rosas, cravos, tulipas, glicínias e papoilas que transformam Campo Maior num autêntico jardim a céu aberto. À explosão de cor juntam-se as tradicionais saias, a música, a luz e a hospitalidade alentejana de uma comunidade que faz da festa uma das suas expressões de identidade.

Cada rua revela uma história, refletindo o empenho e dedicação de quem, geração após geração, mantém viva a tradição que encanta milhares de visitantes nacionais e internacionais.



Os bilhetes encontram-se à venda através da plataforma Ticketline. O bilhete diário tem o valor de oito euros em venda antecipada, sendo que posteriormente tem um custo de 10€. Já, o passe geral para os nove dias do evento custa 15€.

A contagem decrescente para esta edição, que promete ser histórica, entrou na reta final. Falta apenas um mês para Campo Maior voltar a florescer com mais de 100 ruas decoradas, num cenário inédito onde cada flor de papel representa o talento e a dedicação de uma comunidade.

As Festas do Povo de Campo Maior 2026 contam com o patrocínio da Delta Cafés, da Cerveja Sagres, da Sumol Compal, da Paladin, da MEO, do El Corte Inglés, do Crédito Agrícola e da Aquamaior, bem como com o apoio do Turismo de Portugal, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e do Município de Campo Maior.

E se a vida que temos não for a vida que queremos?



Mariana Alvim estreia-se na ficção para adultos com um romance sobre amizade e a coragem de mudar de rumo.

A Porto Editora publica O amor que escolhemos, o primeiro romance de ficção para adultos de Mariana Alvim. Laura, Victoria e Catarina conhecem-se há tanto tempo que já fazem parte da história umas das outras. Com conquistas, desilusões e recomeços, aprenderam a reconhecer os medos e as fragilidades que nem sempre mostram ao mundo. Mas há perguntas que nenhuma amizade consegue responder por nós.

As três mulheres chegam a uma fase da vida em que já não conseguem ignorar as perguntas que foram adiando. Entre relações desgastadas e expectativas que pesam demasiado, cada uma terá de decidir até que ponto está disposta a continuar a aceitar menos do que merece.

Escrito ao longo de uma década, este é um romance sobre as escolhas que moldam uma vida e sobre a possibilidade de recomeçar quando percebemos que o caminho que seguimos já não nos faz felizes. Com uma escrita próxima e sensível, Mariana Alvim explora a amizade feminina e os desafios de uma fase da vida em que já não é possível adiar certas decisões.

Mariana Alvim é guionista, locutora do Café da Manhã da RFM, criadora do premiado podcast literário Vale a Pena e autora de uma coleção infantojuvenil. Com O amor que escolhemos, estreia-se na ficção para adultos e concretiza um sonho antigo, com um romance sobre as escolhas que nos definem e a coragem de recomeçar.

O livro já se encontra disponível nas livrarias. O lançamento está marcado para o dia 13 de julho, às 18h30, no El Corte Inglés de Lisboa, e contará com a apresentação da atriz Ana Brito e Cunha.

Sobre a Autora

Mariana Alvim aos 13 anos, percebeu que queria ser escritora. Na faculdade, apaixonou-se pela rádio, mas o mundo deu voltas e trabalhou sete anos em marketing. Mais tarde, tornou-se guionista de televisão. Centenas de episódios depois, chegou à RFM, onde é locutora. Escreveu a coleção juvenil Os Fininhos – Estou Tramada e criou o premiado podcast literário Vale a Pena, no qual os convidados partilham leituras favoritas. Mãe de três rapazes, apesar da correria da vida e de acordar cedo de mais para animar as manhãs dos portugueses, está, sempre que pode, agarrada a um livro. Lança agora o seu primeiro romance para adultos que, como ela, veem a vida a acontecer demasiado depressa. Valha-nos O amor que escolhemos.

Kalú, dos Xutos & Pontapés, alerta para os riscos da música alta



Com a chegada do verão é inevitável falar do regresso dos grandes festivais de música, dos concertos ao ar livre e de fãs entusiasmados para ver os seus artistas favoritos. Contudo, esta onda de animação, traz consigo riscos invisíveis, com consequências permanentes: a exposição a níveis de ruído perigosos para a audição. A realidade de muitos músicos é a prova disso, como é o caso de Kalú.

Ao longo da sua carreira, o baterista dos Xutos & Pontapés esteve exposto à potência sonora do rock & roll em cima do palco. A sua paixão e profissão deixaram-lhe marcas que o acompanham todos os dias e que o levaram a procurar soluções para continuar a fazer aquilo que mais ama, desta vez em segurança.

A solução passou pelo acompanhamento profissional regular e pelo uso de proteção auditiva de alta fidelidade, desenvolvida a pensar nas necessidades específicas dos músicos.

“Quando comecei não havia qualquer tipo de prevenção. Quanto mais alto, melhor”, conta Kalú. “Comecei com 16 anos. Tocava com a bateria à frente e os amplificadores atrás. Ao fim da primeira música estava a sentir desequilíbrio. Mas ignorava os sinais e continuava. Hoje tenho perda auditiva. A principal mudança foi perceber que proteger os ouvidos não é deixar de ouvir, é garantir que podemos continuar a ouvir.”

A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) ocorre quando os ouvidos são expostos a sons que ultrapassam os 80 decibéis (dB) – um limite facilmente superado num concerto, onde os níveis podem chegar aos 117 dB. Esta exposição prolongada danifica de forma irreversível as células ciliadas do ouvido interno, responsáveis pela audição, resultando em perda auditiva e zumbido permanente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de mil milhões de jovens adultos correm já o risco de perda auditiva permanente e evitável, devido a práticas de escuta inseguras.

Segundo Humberto Pintado, especialista em audição na Widex, “esta é uma preocupação crescente, sobretudo junto dos mais jovens, que frequentam festivais e concertos sem qualquer tipo de proteção. A perda auditiva por exposição a ruído é cumulativa, muitas vezes sem  darmos por ela, mas é possível prevenir. Para quem tem uma exposição regular, como músicos ou staff, a utilização de protetores auditivos personalizados é a recomendação mais segura e eficaz.”

Já para quem procura uma proteção de alta fidelidade, existem protetores auditivos feitos à medida do canal auditivo que integram filtros acústicos especiais, que reduzem o volume para níveis seguros sem abafar ou distorcer o som. Isto torna possível proporcionar uma experiência sonora clara, que permite a um músico ouvir a sua banda com precisão ou a um fã desfrutar de um concerto, eliminando apenas o risco.

Kalú acrescenta: “Tampões universais e uma solução feita à medida com filtros próprios são muito diferentes. Os protetores que uso permitem-me ouvir tudo, mas de uma forma mais limpa e segura. Isto não é só para músicos, aplica-se a toda a gente que goste de música ao vivo. Usem protetores, mesmo que achem que não precisam. Não esperem pelo zumbido para se lembrarem de que os ouvidos também precisam de cuidado.”

Conselhos para proteger os ouvidos num festival ou concerto:
  • Mantenha distância das colunas de som, onde a pressão sonora é mais intensa;
  • Faça pausas auditivas de 15 a 20 minutos a cada hora, afastando-se das zonas de maior ruído;
  • Use protetores auriculares. Para uma utilização frequente, opte pelos protetores feitos à medida com filtros acústicos, que garantem proteção, conforto e qualidade sonora;
  • Esteja atento a sinais de alerta como zumbido ou sensação de "ouvido tapado". Se os sintomas persistirem por mais de 24 horas, consulte um especialista.
  • Não espere pelos sinais. Faça um teste auditivo online gratuito em https://www.widex.pt/teste-auditivo-online/ e consulte um especialista para uma avaliação completa.

Sabia que há países que não querem o seu nome traduzido?



Sabia que existe um reino insular da Ásia descrito pelos chineses como habitado por imortais felizes? Um município português administrado por Espanha, na margem do Guadiana? Ou um pirata escolhido como líder único e com poder absoluto em Nassau? Estas são algumas das curiosidades reveladas por Gil Mendes da Costa, conhecido por General Knowledge no Youtube, onde tem quase 1 milhão de seguidores e 100 milhões de visualizações.

Mais do que um atlas ou uma enciclopédia, Os Países Que Quase Existiram leva-nos pelas fronteiras mais estranhas do mundo, os territórios mais disputados entre rivais, os continentes que desapareceram e as bandeiras mais interessantes. Escrito numa linguagem acessível, neste livro são reveladas mais de cem curiosidades da História e Geografia, capazes de despertar a sua atenção e de desbloquear uma conversa com qualquer pessoa. Inclui ainda exercícios de palavras cruzadas e um quiz de cultura geral, uma proposta entusiasmante que irá agradar a toda a família e que lhe permitirá pôr à prova os seus conhecimentos.

Os Países Que Quase Existiram chega às livrarias a 16 de julho.

Sobre o Autor

Gil Ferraz de Abreu Mendes da Costa é o criador do canal @General.Knowledge no Youtube, sendo um dos mais jovens e entusiastas comunicadores de História em Portugal. Com este projeto digital, já alcançou, desde 2017, mais de 900 mil subscritores e 100 milhões de visualizações em vídeos sobre História, Geografia, bandeiras e línguas. Licenciado em Comunicação e Mestre em Políticas Públicas, combina o seu gosto por estas áreas académicas com a sua paixão pelos temas que divulga nos seus vídeos. Residente em Lisboa, quando não está ocupado com curiosidades (ou com o seu cão salsicha, Socks), trabalha em comunicação política e produção audiovisual. 

Liliana Santos é a embaixadora da primeira edição do ROCK & DÃO



A atriz e apresentadora Liliana Santos é a embaixadora oficial da primeira edição do ROCK & DÃO, o novo festival que acontece nos dias 18 e 19 de setembro, no Parque de Santiago, em Viseu.

A escolha de Liliana Santos para representar o festival surge pela forte identificação com os valores do projeto e pela ligação pessoal que mantém à região. Com raízes familiares em Viseu, a atriz associa-se a um evento que pretende afirmar o território como um destino de referência para a cultura, o turismo e a valorização da identidade da região.



"Recebi este convite com uma enorme felicidade. Tenho uma ligação muito especial a Viseu e é um orgulho poder representar um festival que celebra não só a música, mas também a autenticidade, a gastronomia, os Vinhos do Dão e tudo aquilo que torna esta região tão especial. É muito bonito ver nascer um projeto com esta ambição e fazer parte da sua primeira edição", afirma Liliana Santos.

O ROCK & DÃO nasce com o objetivo de proporcionar uma experiência diferenciadora, unindo grandes nomes da música nacional e internacional à excelência gastronómica e vínica da região, num ambiente pensado para celebrar o estilo de vida contemporâneo.

Com o apoio institucional do Município de Viseu, da Comissão Vitivinícola Regional do Dão e do Turismo do Centro, o festival pretende afirmar-se como um novo marco no calendário nacional de eventos culturais.

A primeira edição contará com atuações de MIKA e UB40 como cabeças de cartaz, aos quais se juntam Delfins, David Bruno, Samuel Úria, Cassete Pirata, GANSO e Os Pontos Negros, reunindo diferentes gerações e estilos musicais num programa que promete atrair milhares de visitantes à cidade de Viseu.

Enquanto embaixadora, Liliana Santos será uma das principais vozes na promoção do festival, contribuindo para dar visibilidade a um projeto que pretende destacar não apenas a qualidade da sua programação, mas também o património, a hospitalidade e a riqueza cultural de toda a região do Dão.

Os bilhetes para o ROCK & DÃO já se encontram disponíveis, com preços a partir de 35 euros para o bilhete diário e 60 euros para o passe de dois dias.

Estreias de cinema de 9 de Julho de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



George Washington

Muitos anos antes de se tornar o primeiro Presidente dos EUA, cargo que exerceu entre 1789 e 1797, o jovem George Washington (1732-1799) lutou como soldado na Guerra Franco-Indígena, que se prolongou entre 1754 e 1763. As vitórias e derrotas que experienciou foram cruciais para moldar o seu carácter e a inteligência e coragem demonstradas durante o conflito chamaram a atenção dos seus superiores.
Mais tarde, com a eclosão da Guerra da Independência Americana (1775-1783), Washington foi nomeado comandante-chefe do Exército Continental, levando as forças coloniais à vitória contra a Grã-Bretanha. Nessa altura, a sua liderança foi decisiva para a independência das 13 colónias e para o nascimento de uma nova nação: os Estados Unidos da América.
Realizado por Jon Erwin, que assina igualmente o argumento em colaboração com Tom Provost e Diederik Hoogstraten, este filme histórico centra-se nos anos de juventude de George Washington e no percurso que o conduziu à liderança da Revolução Americana. William Franklyn-Miller dá vida ao protagonista, num elenco que inclui também Mary-Louise Parker, Ben Kingsley, Andy Serkis e Kelsey Grammer.



Pelo Adam

Adam, de quatro anos, dá entrada na unidade de pediatria do hospital onde a enfermeira Lucy trabalha. Internado por ordem judicial devido a claros sinais de malnutrição, é imposto o afastamento de Rebecca, a jovem mãe. Mas, ao ver o desespero que a separação lhes causa, Lucy decide ignorar o regulamento e deixá-la ficar.
Com o avançar dos dias, a enfermeira vê a sua decisão ser criticada pelos médicos, assistentes sociais e pela própria direcção do hospital, que tenta seguir à risca os trâmites da lei. Lucy vê-se assim num terrível conflito moral: comprometer a sua credibilidade e ajudar uma mãe e o seu filho num momento particularmente difícil das suas vidas ou cumprir as ordens superiores. 

Filme de abertura da Semana da Crítica na edição de 2025 do Festival de Cinema de Cannes, este drama tem assinatura da realizadora belga Laura Wandel (que se estreara com “Recreio”, prémio FIPRESCI em Cannes em 2021), e conta com as actuações de Léa Drucker, Anamaria Vartolomei, Jules Delsart e Alex Descas. “Pelo Adam” tem produção de Delphine Tomson e dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne.



O Convite

Joe e Angela atravessam um período conturbado no seu longo casamento. Um dia, para quebrar a rotina, ela decide convidar Hawk e Piña, o casal que recentemente se mudou para o andar de cima, para um jantar a quatro. 

O que começa como um encontro descontraído entre vizinhos, rapidamente se transforma em algo bastante desconfortável, uma vez que observar de perto a química entre os convidados só faz realçar ainda mais as fragilidades do seu próprio relacionamento. Assim, à medida que a noite avança e a conversa envereda para temas mais íntimos, maior se torna o constrangimento.
Realizado por Olivia Wilde (depois de “Booksmart: Inteligentes e Rebeldes” e “Não Te Preocupes, Querida”), com argumento de Will McCormack e Rashida Jones, este é um “remake” americano de “Sentimental”, a comédia realizada em 2020 pelo espanhol Cesc Gay. Desta vez, as personagens são interpretadas por um quarteto de peso: Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton. 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

O dia a dia de uma família japonesa aos olhos de um gato



Dois gatos perdidos em Tóquio encontram um novo lar junto de uma família que mudará completamente o seu mundo. Ternurento e surpreendentemente viciante, Diário de Um Gato é o bestseller japonês que marca a estreia de Mayumi Nagano, autora premiada e elogiada pela crítica e pelos leitores, em Portugal. O livro chega às livrarias a 16 de julho.

Um romance alegre, leve e aconchegante, Diário de Um Gato oferece vislumbres fascinantes da cultura japonesa em cada página, receitas de fazer água na boca e personagens pelas quais o leitor se apaixona – tudo isto através dos olhos de um gato eternamente curioso.  

A história é narrada por Chimaki, que relata o dia a dia da excêntrica família Horai e as peripécias do seu irmão mais novo, Norimaki. Através do diário que escreve, este gato convida o leitor a partilhar as refeições e demais atividades da família e os movimentos de um misterioso estranho que ronda pela casa. O diário acompanha igualmente a mudança das estações que ditam o ritmo da vida no Japão, desde o início da primavera até ao coração do inverno, com cada entrada a apresentar todo o tipo de pratos deliciosos e uma riqueza de tradições japonesas.

De facto, Mayumi Nagano estrutura Diário de Um Gato em torno das estações do ano, criando uma sensação de ritmo muito própria, em harmonia com a natureza. Além disso, a autora combina cenas do quotidiano com vinhetas culturais e gastronómicas do Japão, enaltecendo a amizade, a lealdade, a tradição, a boa mesa e, acima de tudo, os laços que podem unir os seres humanos e os animais.

Diário de Um Gato, de Mayumi Nagano, chega às livrarias a 16 de julho, com tradução do japonês para o português de André Pinto Teixeira.

Sobre a Autora

Mayumi Nagano nasceu em Tóquio, em 1959, e é escritora e ilustradora. Recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, dos quais destacamos o Prémio Bungei, o Prémio Izumi Kyoka de Literatura e o Prémio Literário Noma. Diário de Um Gato, bestseller no seu país, é o seu primeiro livro publicado em Portugal. 

Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura o 45º Salão Internacional de Pintura Naïf



A Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura, no próximo dia 25 de julho, às 17 horas, o 45º Salão Internacional de Pintura Naïf. Na edição deste ano é homenageada Estrela Santos, artista que faleceu no passado mês de maio. A entrada é gratuita.

“A Pintura Naïf é caracterizada pelo muito pormenor, falta de perspetiva e uma diversificada paleta de cores e os quadros da Estrela Santos têm todas estas características”, refere Pedro Lima de Carvalho, Director da Galeria de Arte do Casino Estoril. 

Estrela Santos nasceu no Huambo (Angola) em 1933, frequentou o Curso de Artes dos Tecidos da Escola António Arroio, dedicando-se posteriormente, e de forma integral, à Arte Naïf. Participou em dezenas de exposições individuais e coletivas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Destacam-se as várias Coletivas de Arte Naïf na Galeria do Casino do Estoril, realizadas desde 1980; a Exposição de Arte Naïf no Museu Grão Vasco, em Viseu; e Lisboa Ingénua, integrada na programação de Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura. A sua obra encontra-se representada no Museu de Arte Primitiva Moderna de Guimarães; no Museu de Arte Naïf de Jaén (Espanha); no Banco do Fomento e Exterior, em Luanda; na Fundação Evangelização e Culturas, em Lisboa; no Museu MIAN (Rio de Janeiro); e em diversas coleções particulares, nacionais e internacionais. Faleceu em maio de 2026.

Artistas participantes no 45º Salão Internacional de Pintura Naïf: A. Barbosa, A. Réu, Bento Sargento, Conceição Lopes, Estrela Santos, Feliciana, Fernanda Azevedo, Gutemberg Coelho, Manuel Castro, Maria Tereza, Nell, Noemi Eshet-Rosenweig e Viorica Farkas.