quinta-feira, 23 de julho de 2026

20.ª edição do MOTELX - Festival Internacional de Terror de Lisboa



20 anos só se fazem uma vez. Os primeiros filmes anunciados revelam J-Horror (“AnyMart”), um thriller psicológico com Monica Bellucci (“The Birthday Party”), há body horror francês (“Species”), terror sci-fi (“Mum, I’m Alien Pregnant” e “Our Effed Up World”) e muitas estrelas do mundo da música: Jason Williamson (dos Sleaford Mods em “Game”, que é escrito e produzido por Geoff Barrow dos Portishead) e o novo filme de RZA (Wu-Tang Clan): “One Spoon of Chocolate”, com produção executiva de Tarantino. Solveig Nordlund é a segunda galardoada com o Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror. Na Suite 13, o acid giallo de Sergio Martino. No Quarto Perdido, a obra enigmática de José de Sá Caetano. Uma nova secção, em parceria com a Cinemateca Portuguesa, Lost in Europe, onde se redescobre o cinema de terror feito nos países da Cortina de Ferro. E ainda outra, em conjunto com o Goethe-Institut Portugal, intitulada: Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), que traz filmes de Herzog e Buttgereit.
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O terror volta a bater à porta. E desta vez enverga o seu mais assustador fato. A muito especial 20.ª edição do MOTELX - Festival Internacional de Terror de Lisboa decorre de 3 a 13 de Setembro — pela primeira vez durante 11 dias — no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Os 20 anos de MOTELX encontram-se já a ser celebrados, com várias datas de Warm-Up que até às vésperas do Festival preenchem a cidade. Aqui revelamos uma fatia considerável da próxima edição. A programação completa será anunciada em Agosto. 

Depois de ter consagrado a produtora norte-americana Gale Anne Hurd, o Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror é, em 2026, atribuído à cineasta sueca, naturalizada portuguesa, Solveig Nordlund. O MOTELX distingue agora uma das mulheres pioneiras no cinema fantástico e de terror — e uma das figuras mais inovadoras da cinematografia portuguesa, cujo universo autoral é profundamente contaminado por H. P. Lovecraft e J. G. Ballard. 

Anunciam-se desde já dez longas-metragens internacionais que aterram directamente no temível Serviço de Quarto, secção principal do MOTELX. “Fuck My Son!” (EUA), de Todd Rohal, uma comédia X-rated de mau gosto. “Game” (Reino Unido), de John Minton, com interpretação de Jason Williamson (Sleaford Mods) e produção e argumento de Geoff Barrow (Portishead). Com passagem pela Berlinale, “AnyMart” (Japão), de Yusuke Iwasaki, expõe o lado sombrio do mundo laboral japonês. Do Festival de Cannes chega-nos “Species” (Bélgica/França), um body horror de Marion Le Correller e “The Birthday Party” (Bélgica/França), de Léa Mysius, com Monica Bellucci na interpretação. A dupla Thunderlips (Jordan Mark Windsor e Sean Wallace) carrega no ventre “Mum, I’m Alien Pregnant” (Nova Zelândia), uma comédia sci-fi. “The Furious” (Hong Kong), de Kenji Tanigaki, é uma imparável e sangrenta locomotiva de acção. Em “Our Effed Up World” (Austrália/Canadá), de Alice Maio Mackay, um grupo de amigos lida com uma invasão alienígena. “One Spoon of Chocolate” (EUA) é o quarto filme de RZA (Wu-Tang Clan), um revenge thriller com produção executiva de Quentin Tarantino. “Poultry Farm” (Irão), de Mohammadreza Ardalan, um órfão é apanhado numa rixa macabra entre dois proprietários rurais duvidosos. 

Uma das grandes novidades desta edição é a secção Lost in Europe: O Terror por Detrás da Cortina de Ferro, um ciclo em parceria com a Cinemateca Portuguesa  que, à imagem do que propõe o Quarto Perdido em relação ao cinema português, pretende resgatar e redescobrir cinematografias europeias esquecidas. Neste caso, o foco incide sobre os países da chamada Cortina de Ferro. Os seis filmes selecionados para exibição são: “The Singing, Ringing Tree” (“Das Singende, Klingende Bäumchen”; República Democrática Alemã; 1957), de Francesco Stefani; “Werewolf” (“Libahunt”; URSS; 1968) de Leida Laius; “The Rat Saviour” (“Izbavitelj”; Jugoslávia; 1976), de Krsto Papic; “Ferat Vampir” (Checoslováquia; 1981) de Juraj Herz; “Possession” (França/República Federal da Alemanha; 1981), de Andrzej Żuławski; e “Strangler vs Strangler” (Jugoslávia; 1985) de Slobodan Šijan.

Passa a vida a ser atirada para debaixo do tapete, mas no cinema de terror a morte encontra alguém com quem conversar. É precisamente isso que propõe a secção especial Falar sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), criada em parceria com o Goethe-Institut Portugal, uma reflexão sobre a única certeza da vida através de vários painéis e de três obras centrais do cinema de género germânico. “Nosferatu: O Vampiro da Noite” (1979), Werner Herzog, uma revisita ao clássico de Murnau. E ainda “Nekromantik” (1988) e “The Death King” (“Der Todesking”), de Jörg Buttgereit. 

Em 2026, o Quarto Perdido debruça-se sobre José de Sá Caetano, realizador português nascido em Leiria em 1933 e que ao lado de cineastas como José Fonseca e Costa, Luís Galvão Teles e António de Macedo fez parte do grupo fundador da cooperativa Cinequanon. “As Ruínas no Interior” (1976) é a obra primordial de uma trilogia que viria a concluir com “Azul Azul” (1984) — pelo caminho, “Um S Marginal” (1983), numa tríade de filmes comunicantes, onde personagens, situações e ecos narrativos estabelecem relações ténues — e que representa o grosso da sua filmografia. José de Sá Caetano permanece, ainda hoje, como uma das figuras mais esquecidas do cinema português e cujo universo surrealista merece uma severa redescoberta.  

A Suite 13 — uma secção que segue a herança da história do cinema e os problemas que as suas transgressões podem colocar à actualidade — ergue na 20.ª edição do MOTELX, um programa (idealizado pelo programador convidado Carlos Alberto Carrilho) intitulado “Sergio Martino e Acid Giallo: Atmosferas que Turvam os Sentidos”, a partir da confluência da obra do cineasta com a linguagem do subgénero caracterizado por uma saturação cromática e sonora que promove o medo e o êxtase. Martino tem sido redescoberto recentemente através de vários restauros dos seus filmes em 4K e menções de Quentin Tarantino e Guillermo del Toro pela decisiva influência que teve nas suas carreiras. A programação desta secção será anunciada brevemente. 

O Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa, galardão de maior relevo do Festival, que atribui um prémio de 5.000€, terá dez títulos em competição: “amordemoura”, de Tiago “Ramon” Santos; “A Hora do Chico”, de João Severo e Rafael Sá Carneiro; “Final da Noite”, de Duarte Gandum e Henrique Gandum; “Tardo”, de Carlos Calika; “Consolatio”, de Pedro M. Afonso; “Estou Aqui”, de Ana Rita Martins; “Spirit Caller”, de Vítor Dutta; “Bruno, o Boneco”, de Diogo dos Santos Oliveira; “consumido”, de [carrozo]; “Royal”, de Hinata Almeida e Tomás Pascoal. 

Quanto ao Prémio Méliès d’argent - Melhor Curta Europeia o destaque vai para, neste primeiro momento, as curtas portuguesas presentes na competição: “Sweet Hearts”, de Diogo Coutinho e Gonçalo Claro da Fonseca; “Codec: ♥ Amanda ♥”, de Rafaela Cardoso; “Calhau”, de Paulo Abreu; “A Onda”, de Ramón de los Santos; “Olhos, Olhos, Nariz, Boca”, de Sofia Santa-Rita; “Quietud”, de Gonçalo Almeida; “Cure My Misery”, de Kiril Savateev e "Katabasis", de João Silva.    

Em 2026, a Sala de Culto apresenta dois filmes que se interligam pela dimensão insólita com que se relacionam com a tradução audiovisual e que justificam o subtítulo: Lost in Translation. “Hen Dui Hen”, título original de um filme taiwanês de artes marciais de 1974, estreou em Portugal como “Kung Fu à Portuguesa” onde, ao contrário do que aconteceu noutras nações, foi exibido com o áudio original em mandarim mas com legendas escritas para o efeito por autores — Raúl Solnado e Pedro Bandeira-Freire — que desconheciam a língua e que, por isso mesmo, foram particularmente criativos. Já “A Teia de Gelo” é um título de 2012 realizado por Nicolau Breyner, a meio caminho entre o thriller de acção e o terror gótico. Numa clara intenção de internacionalizar o seu trabalho, o cineasta decidiu filmar duas versões integrais: em português e em inglês. O MOTELX apresenta então a raríssima versão inglesa de uma obra que conta com Diogo Morgado, Margarida Marinho e Paula Lobo Antunes no elenco. 

A SectionX — secção mais experimental e underground do MOTELX — traz para 2026 três realizadores cujos filmes dialogam através das dinâmicas do actual e subversivo poder institucional. “Chronovisor” (EUA), de Jack Auen e Kevin Walker, um academic noir que se centra numa máquina inventada pelo monge beneditino Pellegrino Ernetti para filmar o passado. Do antigo colaborador de David Lynch: “Variations on Violence” (EUA), de Zachary Aaron Nichols. E “Sunshine Express” (Irão), uma alegoria kafkiana em formato reality show. 

O Lobo Mau não podia faltar à festa dos 20 anos do MOTELX. Ainda antes do Festival, vai estar no Cinema ao Ar Livre integrado no Warm-Up de 2026, que no dia 14 de Agosto invade o Jardim das Amoreiras. Este ano regressa o já tradicional Peddy Paper no Cinema São Jorge, o Atelier Sensorial ALMA, as sessões de Sustos Curtos para várias faixas etárias e há ainda uma longa-metragem em estreia nacional. Outra das grandes novidades deste ano é o workshop de fotografia promovido por Bernardo Gramaxo em conjunto com a Associação Passa Sabi onde 8 jovens exploraram o Bairro do Rego com uma Instax na mão.

Também de regresso está o Prémio MOTELX - Melhor Guião de Terror Português que em 2025 premiou “Quem Mata no Camarido? (Seis Betos e Meia)”, de António Xavier Rodrigues. A quarta edição da distinção volta a atribuir um prémio monetário de 2.000€ e conta com 7 argumentos de longas-metragens ainda não produzidas: “A Ostra”, de Pedro Garrido; “Hóspede”, de Miguel Monteiro Rico; “O Silêncio que Fica”, de Ana Lamas; “Privação (Ou Coisas Ditas de Joelhos)”, de António Xavier Rodrigues; “Púcaro Negro”, Maria Leonor Toscano e Raquel Cabaço Pereira; “Rosa dos Ventos”, de Alexandre Guedes de Sousa; “Todas as Respostas”, de Stephane F. Oliveira. 

E como sempre, o MOTELX não se faz apenas de cinema. No campo dos Eventos, há novidades por revelar. “Hotel Pastiche” é uma exposição de João Telmo (Nova Companhia) que resgata o imaginário do hotel enquanto cenário de culto para o cinema e propõe a reinvenção de 10 cenas de filmes clássicos de terror (“The Shining”, “Psycho”, entre outros) decorridas num hotel — o resultado é para ver durante os 11 dias de Festival num local a anunciar em breve. O Monster Day é outra das boas-novas destes 20 anos de MOTELX, um dia (5 de Setembro) dedicado ao monstro enquanto figura representante do terror que começa com um workshop de monstros para os mais novos na secção Lobo Mau, mais tarde um Concurso de Monstros, com um prémio monetário de 500€ — onde um júri dedicado vai avaliar o monster design — e para acabar em grande uma festa/meet-up de monstros no Lounge do MOTELX.

O Warm-Up estende-se este ano pelos meses de Julho e Agosto e abre o apetite para a celebração destes 20 anos de terror. No dia 31 de Julho, à meia-noite no Cinema Nimas, “Saccharine” (Austrália; Natalie Erika James) aterra em mais uma sessão do Nimas Fora de Horas. No dia 1 de Agosto temos Sessão de Curtas + DJ Set na Casa do Comum, às 21h. No dia 14 de Agosto, é dia de Cinema ao Ar Livre, uma parceria entre o MOTELX e a Junta de Freguesia de Santo António: às 18h Sessão Lobo Mau e às 21h “The Guest” (EUA, 2014; Adam Wingard), tudo no Jardim das Amoreiras. No dia 27 de Agosto, já colado ao arranque do Festival, o MOTELX une forças com o Black Cat Cinema — um projecto de cinema ao ar livre que instalado telas em lugares inusitados de Lisboa — e exibe o clássico “The Others” (Espanha/Estados Unidos/França, 2001; Alejandro Amenábar) no Palácio do Grilo, às 21h. 

Porque não resistimos à curiosidade mórbida?



O cientista Coltan Scrivner é um dos principais estudiosos da curiosidade mórbida. Neste livro revela por que nos sentimos atraídos por fenómenos assustadores, sangrentos e macabros e de que forma isto é como um instrumento de sobrevivência vital para a nossa espécie. O livro Curiosidade Mórbida chega às livrarias a 6 de agosto.

O que nos leva a abrandar para ver as consequências de um acidente de viação ou a assistir a maratonas de programas sobre crimes até altas horas da noite? Por que razão alguns de nós se sentem atraídos por filmes de terror, enquanto outros estremecem só de pensar nisso? Nesta obra, o cientista Coltan Scrivner acompanha-nos numa viagem emocionante pela psicologia da curiosidade mórbida, revelando as razões por que não conseguimos resistir ao macabro.

Desde horrendos assassinos em série até histórias paranormais de arrepiar, Scrivner revela as forças psicológicas que nos conduzem a explorar os nossos medos mais sombrios — e explica de que maneira esta propensão não se limita a ser uma excentricidade. Corresponde a um poderoso instinto de sobrevivência, que nos prepara mentalmente para as ameaças do mundo real, sem sairmos da segurança da nossa imaginação.  

«Como veremos ao longo deste livro, o nosso nível de curiosidade mórbida é um indicador eficaz de determinados comportamentos e pode até influenciar de uma forma positiva o nosso bem-estar psicológico», escreve o autor na introdução do livro. «Conheci e estudei pessoas morbidamente curiosas em todo o mundo, de atrações turísticas assombradas a convenções de terror e a salas de aulas de universidades. Em termos informais e empíricos, as pessoas morbidamente curiosas são tão decentes, empáticas e afáveis como quaisquer outras.»

Coltan Scrivner é pioneiro da pesquisa psicológica sobre curiosidade mórbida e, por isso, muita da investigação sobre a qual escreve neste livro é constituída por estudos que o próprio liderou ou em que esteve envolvido. A publicação desta investigação é recente, pelo que trará muitas novidades aos leitores. Scrivner é cientista comportamental e tornou-se o maior especialista mundial no estudo da curiosidade mórbida, mas também estende o seu fascínio ao entretenimento de terror.

Este livro conduz-nos ao mundo dos filmes de terror, crimes, casas assombradas e experiências psicológicas. Vai, certamente, despertar a curiosidade. Mórbida e não só. 

Sobre o Autor

Coltan Scrivner é cientista comportamental e produtor de programas de entretenimento de terror. É o maior especialista mundial no estudo da curiosidade mórbida e do fascínio pelo entretenimento assustador. É também diretor executivo do festival de cinema Nightmare on the Ozarks e do Eureka Springs Zombie Crawl, um dos maiores encontros de zombies do mundo. 

Teatro da Garagem anuncia nova temporada com duas estreias



Entre Setembro e Dezembro próximos, o Teatro da Garagem propõe uma programação atravessada por uma mesma pergunta: como habitamos o tempo?

Entre a lentidão, a memória, a espera, a perda e a urgência do presente, a temporada do último quadrimestre de 2026 reúne duas novas criações da companhia e um conjunto de espectáculos convidados que prolongam esse diálogo no palco do Teatro Taborda, em Lisboa.

A principal estreia da temporada acontece a 12 de Novembro. Em Stabat Mater, Carlos J. Pessoa revisita uma das imagens mais marcantes da tradição ocidental: a mãe junto à cruz de Cristo. Interpretada por Custódia Gallego e Célia Teixeira, a peça percorre diferentes formas da experiência da perda: cinco experiências-limite onde uma actriz empresta corpo, voz e sentidos à dor.

A segunda criação do Teatro da Garagem, Bli, é um espectáculo dirigido à infância e à juventude, que sobe pela primeira vez ao palco no dia 10 de Dezembro. Através de situações cómicas, líricas e absurdas, Carolina Cunha e Costa e Duarte Romão representam as duas personagens responsáveis por transportar o público para o universo da “pressa”, cujo objectivo consiste em provocar a sensação de falta de um tempo lento, estimulando a sensibilidade e a atenção à riqueza do mundo que nos rodeia.

A programação integra também vários espectáculos acolhidos que dialogam com a reflexão sobre o tempo. Tempo Morto (5 de Setembro), com encenação e interpretação de Marta Almeida, propõe desacelerar numa altura em que a produtividade se impõe como prova de existência. Já em Acontece Camões (9 e 10 de Outubro), de Paulo Filipe Monteiro, encenador e convidados (um deles músico) amplificam a poesia de Luís Vaz de Camões, assim como a de autores contemporâneos inspirados pela sua obra (Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago ou E. M. de Melo e Castro). Por sua vez, Filhos de Alguém (16 e 17 de Outubro), de Miguel Damião, com texto original de Nuno Costa Santos e João Pedro Porto, faz um retrato poético e social dos que ficam à margem e dos que esperam por um futuro eternamente adiado.

No calendário do Teatro da Garagem está ainda o já anunciado Try Better, Fail Better, festival que há quase 20 anos apoia a criação emergente e serve de espaço de experimentação para novas vozes nas áreas do teatro, da dança e da performance. A 19.ª edição, que decorre nos dias 26 e 27 de Setembro, apresenta quatro propostas seleccionadas através de uma open call: dis-far-ce, de Mariana Magalhães, Desafinada no Coração, de Miriam Freitas, Maria D. não sobe montanhas, de Gustavo Antunes, e Paradoxo Molotof, de Bárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves.

Em Novembro, o Teatro Taborda estende-se à música para receber o primeiro aniversário da Ovo Estrelado Records, editora nascida pela mão de Ricardo Duarte, Tiago Castro e Ricardo Mariano. A celebração contempla, no dia 26 desse mês, um conjunto de concertos protagonizados pelos artistas que assinam os quatro discos lançados até então: Afonso Sêrro, Calcutá, Acid Acid e o nome por revelar, responsável pelo quarto álbum com o selo desta nova etiqueta.

Fora de portas, o Teatro da Garagem prossegue também com a circulação de O Rinoceronte, de Eugène Ionesco. A encenação de Carlos J. Pessoa para um dos clássicos maiores do teatro do absurdo chega ao Brasil, nomeadamente a Salvador, no estado da Bahia, no Teatro Vila Velha, a 2 e 3 de Outubro, resultado de uma parceria entre ambas as companhias. Outra oportunidade para recuperar este espectáculo inquietante, interpretado por Dai Ida, Pedro Lacerda, Rita Loureiro e Rui Maria Pêgo, será no dia 24 de Outubro, no Évora Teatro Fest.

Os bilhetes para os espectáculos que compõem a programação agendada para o último quadrimestre de 2026 já se encontram à venda na see tickets.

Prepare-se para viver a ação, a emoção e o poder do Homem-Aranha como nunca antes



O AXN Portugal convida os espectadores a mergulharem no universo de um dos super-heróis mais icónicos da Marvel com dois especiais dedicados ao Homem-Aranha. Entre 27 e 31 de julho, o canal revisita algumas das aventuras mais marcantes de Peter Parker no cinema, culminando, a 1 de agosto, com uma maratona especial que celebra o legado cinematográfico da personagem.

Ao longo de cinco noites consecutivas, o Especial “Homem-Aranha” acompanha a evolução de Peter Parker desde as primeiras descobertas dos seus poderes até aos desafios que enfrenta enquanto tenta conciliar a sua vida pessoal com a responsabilidade de proteger Nova Iorque. Entre vilões inesquecíveis, decisões difíceis e momentos de grande emoção, esta seleção reúne alguns dos filmes mais marcantes da saga.

Bárbara Tinoco é a cabeça de cartaz do Summer Festival no Designer Outlet Algarve



O verão volta a ganhar um palco especial no Designer Outlet Algarve com o Summer Festival, um evento que alia compras, entretenimento e experiências pensadas para toda a família. Entre 23 e 26 de julho, o espaço transforma-se num ponto de encontro para quem procura aproveitar os dias mais quentes do ano com uma programação repleta de música, ativações e experiências de beleza e lifestyle.

O momento mais aguardado do festival acontece no dia 25 de julho, com um concerto showcase intimista de Bárbara Tinoco, uma das artistas mais acarinhadas da música portuguesa, que sobe ao palco às 21h00 para um espetáculo que promete tornar a noite muito especial.

"O Summer Festival reflete a nossa ambição de proporcionar experiências que vão além do consumo, transformando o Designer Outlet Algarve num verdadeiro destino de lazer durante o verão. Reunimos música, moda, entretenimento e marcas de referência para criar um evento diferenciador, pensado para toda a família, e estamos muito felizes por contar com a Bárbara Tinoco como um dos grandes destaques desta edição", refere José Pereira, Diretor-Geral do Designer Outlet Algarve.

Ao longo dos quatro dias, o Summer Festival amplia a oferta habitual e transforma o outlet num espaço de convívio e animação. A programação inclui DJ sets e uma masterclass da DJ Pipa (residente do W Algarve); sessões de coloração pessoal com Eli do Amaral, onde os participantes poderão descobrir as cores que mais valorizam as suas características e receber aconselhamento personalizado de imagem; ativações dedicadas ao universo da beleza e do bem-estar, como a Glow Station, da Perfumes & Companhia, com retoques de maquilhagem e dicas de beleza; e o espaço Hair Touch-up, da Home & Cook, onde será possível fazer pequenos ajustes ao penteado ao longo do dia.

A experiência completa-se com estações móveis de glitter e tatuagens temporárias, música ao vivo, pipocas e algodão-doce, tudo num ambiente descontraído pensado para todas as idades.

Agenda | Summer Festival 2026

23 de julho
O arranque do festival faz-se com um conjunto de experiências disponíveis entre as 15h30 e as 19h30, incluindo a ativação da WMF, junto à bancada de sumos, o espaço Hair Touch-up da Home & Cook, estações móveis de glitter e tatuagens temporárias e ainda oferta de pipocas e algodão-doce.

24 de julho
As ativações da WMF, do espaço Hair Touch-up, das estações de glitter e tatuagens temporárias e da oferta de pipocas e algodão-doce regressam durante a tarde. Às 17h00, a DJ Pipa, DJ residente do W Algarve, conduz uma masterclass, seguida de um DJ Set. A programação inclui ainda momentos de música ao vivo às 17h00 e às 19h00.

25 de julho
Além das experiências que acompanham o festival desde o primeiro dia, junta-se a Glow Station, da Perfumes & Companhia, dedicada ao universo da maquilhagem e da beleza. Mais tarde, às 21h00, acontece o showcase de Bárbara Tinoco, que encerra a noite.

26 de julho
O último dia começa com sessões de coloração pessoal com Eli do Amaral, entre as 11h00 e as 18h00. Durante a tarde regressam as ativações da WMF, da Glow Station, do espaço Hair Touch-up da Home & Cook, bem como as estações de glitter e tatuagens temporárias, a oferta de pipocas e algodão-doce e momentos de música ao vivo das 17h00 às 19h00.

Estreias de cinema de 23 de Julho de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Portuguese Love

Neste filme romântico turco, Cansu Dere, grande estrela do audiovisual local, faz de Yasemin, uma mulher que descobre a infidelidade do noivo e decide, por impulso, apanhar o primeiro voo que lhe aparece à frente. O destino? Lisboa. O problema é que perde a mala, fica sem acesso aos cartões e acaba por ir parar a uma terra à beira-mar plantada, onde é obrigada a partilhar casa com José (Diogo Morgado), que é, ao início, o oposto dela. Rodado entre Istambul, Lisboa e Ericeira, um filme de Ismail Sahin. 



Mais Uma Época de Caça

Em 2023, Frédéric Forestier e Antonin Fourlon realizaram, a partir de um guião de Fourlon, “Época de Caça”, uma comédia de sucesso sobre um casal parisiense que deixava a capital de França para ir viver numa casa grande em Saint Hubert des Bois, uma aldeia cheia de caçadores. Passados dois anos, chegou a sequela, feita pela mesma equipa. A vida é pacata e prazerosa para os protagonistas, Adélaïde (Camille Lou) e Simon (Hakim Jemili), só que os dois sentem a falta de amigos da idade deles. Acabam por ter aquilo que desejavam quando Stanislas (Maxime Gasteuil), um filho da terra, volta a viver por lá. É muito mais do que aquilo por que esperavam, e não no bom sentido. 



Trapalhões

Holly é uma ouriço-cacheiro de dez anos. É órfã e vive com o irmão gémeo num farol. Quer, mais do que tudo, ter uma família grande. E é isso que vê em casa dos vizinhos, uns coelhos que totalizam 52 membros de agregado familiar. Quando um deles é atingido por um carro e fica com amnésia, Holly resolve fingir que ele é seu pai adoptivo, enganabdo-o e dizendo que estão numa aventura inspirada pelos livros de banda desenhada que ele lê. Não demora até o cenário se complicar bastante... Uma aventura familiar em animação 3D assinada por Caroline Origer, numa co-produção entre Reino Unido, Luxemburgo, França e Bélgica.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Nova tradução de As Viagens de Gulliver



Jonathan Swift chega ao catálogo da nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, com As Viagens de Gulliver, numa primorosa tradução assinada por Rita Cipriano, com base na primeira edição de outubro de 1726. Este é um dos grandes clássicos da literatura europeia que, muito mais do que um «livro de fantasia» corresponde a uma ardilosa fábula sobre o comportamento humano, a brutalidade e o poder, a vaidade e a ruína do mundo. Um livro delicioso que fica disponível a 23 de julho.

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, descreve as quatro viagens de Lemuel Gulliver, um cirurgião naval. Primeiro, Gulliver naufraga e salva-se, mas é feito prisioneiro pelos habitantes da ilha de Lilliput, seres minúsculos com quem tem uma relação conturbada e dos quais consegue escapar. A segunda viagem leva-o a Brobdingnag, uma terra de gigantes, onde um minúsculo Gulliver se torna alvo de observação e é exibido como uma curiosidade – até que consegue ser resgatado e regressar a casa para iniciar a terceira viagem, que o leva a Laputa, uma ilha voadora. Glubbdubdrib, uma ilha onde encontra os fantasmas de Aristóteles, Homero ou Descartes, é o destino que antecipa o Japão. Finalmente, a quarta viagem leva Gulliver ao país dos houyhnhnms, onde há cavalos inteligentes e seres humanos embrutecidos, os yahoos.

A sátira mordaz de Swift retrata a humanidade num distorcido labirinto de espelhos, como uma espécie diminuída, ampliada e, por fim, bestial, apresentando-nos um epitáfio do mundo como o conhecemos.

Sobre o Autor

Jonathan Swift, escritor, ensaísta e professor anglo-irlandês, nasceu em 1667 em Dublin. Morreu em 1745 na mesma cidade. Estudou no Trinity College, foi deão da Catedral de St. Patrick, em Dublin. A sua obra mais famosa é As Viagens de Gulliver (1726), mas escreveu panfletos políticos marcantes, como Singela Proposta. Foi declarado louco em 1742. 

O que pode o padre António Vieira ensinar-nos sobre a inveja dos portugueses?



Mais do que revisitar o padre António Vieira, este novo livro mostra como a sua vida, obra e pensamento podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje. Partindo do diagnóstico que o padre António Vieira faz desse mal tão português que é a inveja, este livro apresenta caminhos por ele propostos para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado que nos permite entender o presente e semear o futuro. A Inveja é o Vício de Portugal tem autoria de José Eduardo Franco e prefácio de Rui Tavares e chega às livrarias a 23 de julho.

«Porque vale a pena ler Vieira? Este imenso escritor ainda colhe hoje o entusiasmo e o interesse de escritores, pensadores e estudiosos, não só porque é uma escola de bem falar e de bem escrever, mas porque nos ensina a ler o mundo e a condição humana. Vieira é um mestre de humanidade. Vieira pode-nos inspirar com o seu exemplo, com a sua ação e a sua palavra. Com o seu exemplo, inspira-nos a não desistir, a acreditar nos nossos ideais e a não desanimar perante as dificuldades.

Este livro apresenta diagnósticos e caminhos propostos por Vieira para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado como base para entender o presente e enquanto semente do futuro. Oferece-se nesta edição todos os discursos de evocação do padre António Vieira proferidos na Assembleia da República Portuguesa em julho de 1997, em que se assinalou os 300 anos da sua morte. Partindo de diferentes perspetivas ideológicas, os discursos pronunciados pelos principais titulares dos órgãos de soberania de Portugal e do Brasil e pelos representantes dos diferentes partidos políticos (CDS, PCP, PS, PSD e Verdes) com assento parlamentar são ilustrativos de como a vida, a obra e o pensamento de Vieira podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje.» Adaptado da Introdução

«Este livro pode, se bem entendido, adquirir até uma função terapêutica — pelo menos na medida em que faria muito bem ao debate nacional dar-lhe atenção, pelo que ele nos poderia dar de resolução à angústia permanente de nos acreditarmos invejosos quando o que temos é acima de tudo medo de “chegar a ser homens” (e mulheres) tendo nascido pequenos, em Portugal, e vindo a morrer grandes, no mundo.

Acrescentaria aliás que isso se aplica também aos que chegam a ser homens decidindo vir dos seus países, às vezes grandes, para viver e morrer no pequeno Portugal. A agressividade com que são tratados são um sinal da má resolução da inveja e até mesmo uma traição ao que é ser português. Vieira gasta muito tempo, como José Eduardo Franco demonstra, procurando provar que o destino português é o de ser um país essencialmente cosmopolita.» Do Prefácio de Rui Tavares 

Sobre o Autor

José Eduardo Franco é historiador e investigador-coordenador com equiparação a professor catedrático da Universidade Aberta (UAb), diretor do Centro de Estudos Globais da UAb, titular da Cátedra UNESCO/CIPSH de Estudos Globais, e membro da Academia Portuguesa da História. Tem sido professor visitante da Universidade de Paris – Panthéon-Assas e da Universidade Federal de Sergipe. Coordena atualmente o programa de doutoramento em Estudos Globais na UAb. Doutorou-se em História e Civilizações pela EHESS-Paris. Concluiu com sucesso a coordenação de vários projetos de investigação de grande fôlego (e.g., Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, 30 vols., dir. J. E. Franco e Carlos Fiolhais, e Obra Completa do Padre António Vieira, 30 vols., dir. J. E. Franco e Pedro Calafate). De entre os seus livros podemos destacar: A Europa ao Espelho de Portugal, Lisboa, Temas e Debates, 2020; O Mito dos Jesuítas em Portugal, no Brasil e no Oriente, 2 vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007. Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português, o mais importante galardão atribuído pelo Governo português como reconhecimento dos serviços prestados à Cultura e à Ciência; e, em 2025, foi-lhe outorgado o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Paris – Panthéon-Assas. 

Mercado CCB regressa em setembro e integra a Festa de Abertura da Temporada 2026/2027



O Mercado CCB regressa ao Centro Cultural de Belém para mais uma temporada, reafirmando-se como um espaço de encontro entre criadores, artesãos e a comunidade. Ao longo de dez edições, entre setembro de 2026 e julho de 2027, o Caminho José Saramago, no CCB, volta a receber cerca de 40 expositores por edição, num mercado de entrada livre que celebra a criatividade, a produção nacional e a sustentabilidade.

A nova temporada arranca nos dias 12 e 13 de setembro, estando o Mercado CCB integrado na Festa de Abertura da Temporada 2026/2027, um fim de semana de celebração que convida o público a descobrir a programação da nova temporada através de espetáculos nos auditórios e ao ar livre e momentos de convívio e partilha.

Sob o lema «Mostrar, Ver e Fazer», o Mercado CCB reúne projetos nas áreas da joalharia, sabores, moda e acessórios, artesanato contemporâneo, natureza, crianças, ilustração e estacionário, bem-estar, livros e projetos sustentáveis, promovendo o contacto direto entre quem cria e quem visita. Mais do que um espaço de compra, o Mercado afirma-se como um lugar de divulgação do trabalho de pequenos produtores e criadores portugueses, valorizando a autenticidade, a qualidade e o comércio de proximidade.



Ao longo da temporada, o Mercado CCB realiza-se nas seguintes datas:

·         12 e 13 de setembro de 2026;
·         4 de outubro de 2026;
·         1 de novembro de 2026;
·         5 e 6 de dezembro de 2026;
·         7 de fevereiro de 2027;
·         7 de março de 2027;
·         4 de abril de 2027;
·         2 de maio de 2027;
·         6 de junho de 2027;
·         4 de julho de 2027

Mais uma vez, o Mercado contará mensalmente com a presença da Kiddly Time, durante a manhã, para proporcionar momentos de diversão e criatividade a miúdos e graúdos!

Entre as 10h e as 19h, com entrada livre, o público pode descobrir novos projetos, conhecer quem está por detrás das marcas, experimentar sabores, explorar diferentes formas de criação e desfrutar de um ambiente pensado para todas as idades, onde cultura, criatividade e comércio de proximidade se cruzam num dos espaços mais emblemáticos de Lisboa.

O Mercado CCB está sempre aberto aos criadores que desejem candidatar-se a expor. As inscrições podem ser feitas através do formulário disponível no site do CCB.

European Poker Masters regressa ao Casino Estoril



O European Poker Masters (EPM) regressa ao emblemático Casino Estoril, de 27 de julho a 2 de agosto, para a sua terceira edição consecutiva em Portugal. O festival promete uma semana de poker de alto nível, reunindo jogadores nacionais e internacionais para disputar um prize pool total garantido de €400.000.



O calendário inclui torneios com buy-ins entre €500 e €2.500, bem como uma oferta contínua de cash games desde €1/€3 até €25/€50, proporcionando ação para todos os perfis de jogadores.

O European Poker Masters combina competição de classe mundial com a elegância do Estoril. A poucos minutos de Lisboa e do aeroporto internacional, o Casino Estoril oferece uma localização privilegiada junto ao mar, excelentes hotéis, gastronomia de qualidade e diversas opções de lazer, tornando o festival num dos destinos de poker mais atrativos da Europa.



Calendário de Torneios
- Evento #1: €500 NLH Mini Main Event - €75.000 Garantidos
- Evento #2: €500 Mini PLO - €20.000 Garantidos
- Evento #3: €2.000 PLO Championship - €50.000 Garantidos
- Evento #4: €660 Bounty Quattro - €25.000 Garantidos
- Evento #5: €1.500 NLH Bounty PKO (€600 KO) - €50.000 Garantidos
- Evento #6: €2.000 NLH Main Event - €100.000 Garantidos
- Evento #7: €770 NLH Closer 7-Max - €50.000 Garantidos
- Evento #8: €1.600 Invitational Event - €25.000 Garantidos

Com um programa diversificado, prémios garantidos atrativos e um dos casinos mais prestigiados da Europa como palco, o European Poker Masters pretende afirmar-se como um dos principais festivais de poker do verão europeu.