quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Curta de Diogo Brito com Lúcia Moniz vence prémio internacional



A curta-metragem portuguesa Bom Dia (uma espécie de oração), escrita e realizada por Diogo Brito, e com interpretação de Lúcia Moniz, venceu o prémio Best DIVERGENT MINDs, na secção Panorama da 24.ª edição do Tirana International Film Festival, um dos mais importantes eventos cinematográficos da Europa e um festival oficialmente qualificado para os Óscares e para os European Film Awards. O filme português, produzido pela 313, destacou-se entre dez curtas-metragens provenientes de diferentes países, numa categoria dedicada a obras que abordam a neurodivergência e diferentes formas de percecionar e experienciar o mundo.

A distinção ganha particular relevância tendo em conta a elevada seletividade do festival. Em 2026, o Tirana International Film Festival recebeu 3.319 candidaturas de 120 países, incluindo 3.228 filmes e 91 argumentos. Apenas 179 filmes foram selecionados para competição, uma taxa de seleção de aproximadamente 5.5%, entre os quais Bom Dia (uma espécie de oração), que viria a conquistar o primeiro prémio da sua categoria — integrou filmes oriundos de países como o Canadá, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Hungria e Guatemala.

"Este é um filme inspirado no percurso da minha mulher e do nosso filho mais novo, que é autista não verbal. Filmei-o com o propósito de ser simultaneamente específico e universal: abordar o impacto desta condição no seio da família, através do olhar da mãe, mas também retratar as dificuldades quotidianas da parentalidade, independentemente das circunstâncias. Porque, no fundo, todos enfrentamos algum tipo de luta", afirmou Diogo Brito na cerimónia de entrega dos prémios.

A distinção em Tirana reforça o percurso internacional de Bom Dia (uma espécie de oração), anteriormente exibido no Beverly Hills Film Festival, nos Estados Unidos, e semifinalista no Flickers’ Rhode Island International Film Festival, festival qualificado para os Óscares e para os BAFTA. A curta-metragem integrará ainda a seleção oficial do Evolution Mallorca International Film Festival, em outubro, e do Tribeca Festival Lisboa, em dezembro.

O humor de “Agora é que são elas!” de Fábio Porchat esgotou o Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril esgotou para receber a comédia “Agora é que são elas!”, escrita e encenada por Fábio Porchat. As mediáticas actrizes brasileiras Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco conquistaram, ao longo de duas horas, o público que aplaudiu uma sucessão de sketches hilariantes.

Com uma notória cumplicidade em palco, Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco deram vida a mais de vinte personagens, femininas e masculinas, protagonistas de nove sketches que combinaram humor, crítica social e reflexões sobre a sociedade, a política e os comportamentos do dia a dia.



Foi uma noite de humor espontâneo com uma notável liberdade para a improvisação de Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco que estabeleceram uma interactividade especial com os espectadores.

Como referiu Fábio Porchat, autor da peça, o segredo do sucesso está na cumplicidade artística entre as intérpretes: “A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes em palco, que conhecem o seu potencial e sabem exactamente como explorar cada texto. Elas acrescentam muito às piadas e elevam o espectáculo a outro nível.”



Recorde-se que, Maria Clara Gueiros é conhecida do grande público pelo seu trabalho em “Zorra Total”; Júlia Rabello é uma das figuras mais populares da comédia brasileira e destaque da produtora “Porta dos Fundos”; e Priscila Castello Branco é uma actriz e comediante distinguida no universo da stand-up comedy, tendo alcançado um enorme sucesso com o espectáculo a solo “Tô Quase Lá”.



Estreias de cinema de 1 de Outubro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Sacrifício

Durante uma gala de beneficência, onde celebridades, filantropos e multimilionários debatem os males do mundo e dão azo a grandiosos gestos de generosidade, um grupo radical invade o evento e faz os convidados reféns. Liderados por Joan (Anya Taylor-Joy), uma mulher que segue uma antiga profecia ligada a um vulcão, os invasores acreditam que três sacrifícios humanos podem evitar uma catástrofe global. 

Para total horror dos presentes, o actor Mike Tyler (Chris Evans), o bilionário Ben Bracken (Vincent Cassel) e a artista Katie (Ambika Mod) são levados como reféns deste bando de fanáticos, que parece capaz de tudo para cumprir uma missão que acredita estar-lhe predestinada. 

Primeira longa-metragem em língua inglesa do francês Romain Gavras (filho do aclamado cineasta franco-grego Costa-Gavras), “Sacrifice” teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Com argumento de Gavras e Will Arbery, o filme conta ainda com Salma Hayek, Sam Richardson, John Malkovich, Yung Lean e Charli XCX. 



Verity

A atravessar uma fase particularmente complicada da sua carreira como escritora, Lowen Ashleigh (Dakota Johnson) recebe uma proposta inesperada: concluir, enquanto escritora-fantasma, os livros de uma série de sucesso de Verity Crawford (Anne Hathaway), que ficou incapacitada na sequência de um terrível acidente. 

Contratada por Jeremy (Josh Hartnett), marido de Verity, Lowen instala-se temporariamente na casa do casal para conhecer a fundo a obra e o processo criativo da autora. Lá, encontra um manuscrito autobiográfico que parece revelar pormenores perturbadores sobre o passado e sobre as verdadeiras circunstâncias do acidente que a incapacitou.

Realizado por Michael Showalter, a partir de um argumento de Nick Antosca, “Verity” é baseado no romance homónimo de Colleen Hoover — a escritora-fenómeno que alcançou projecção mundial em 2020 com o romance “Isto Acaba Aqui”, originalmente publicado em 2016 e adaptado ao cinema em 2024 por Justin Baldoni. 



A Ilha Esquecida

Filipinas, anos 1990. Amigas desde sempre, Jo e Raissa terminaram o secundário e deparam-se com algo para o qual não estão preparadas: a separação. Enquanto Raissa, por imposição dos pais, se prepara para ir estudar para os EUA, Jo tenta encontrar argumentos para a convencer a ficar.

O desejo de se manterem juntas faz com que descubram um estranho portal que as leva para Nakali, uma ilha povoada pelas criaturas mitológicas das muitas histórias que ouviram contar nas suas famílias filipinas. Mas, quando se apercebem de que permanecer naquele lugar mágico pode implicar perder as memórias da amizade que as une, as duas raparigas vão ter de encontrar uma forma de enfrentar as criaturas da ilha e dali sair antes que seja tarde demais.

Produzida pelos estúdios DreamWorks, esta animação é realizada e escrita por Joel Crawford e Januel P. Mercado (“O Gato das Botas: O Último Desejo”). Na versão original, as personagens principais têm as vozes de Liza Soberano, Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy, Ronny Chieng, Dave Franco e da cantora H.E.R..

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Será o isolacionismo o caminho para a prosperidade?



As nações estão a afastar se umas das outras. A fé na globalização foi fatalmente minada pela pandemia, pela crise energética, pelo aumento dos conflitos comerciais e pela rivalidade crescente entre as grandes potências. No livro Economia de Exílio o autor e jornalista Ben Chu mostra que vivemos uma época em que ecoam ideias testadas na década de 1930 e questiona se a solução para alcançar a segurança e prosperidade das nações estará na autossuficiência ou na interdependência. 

Uma nova visão disputa o lugar daquilo que conhecemos há muitas décadas. Esta visão — a «Economia de Exílio» — implica uma rejeição da interdependência, uma desvalorização da colaboração multilateral e a procura de uma maior autossuficiência nacional. «A economia de exílio é um programa assente na ideia de que muitas das ligações modernas entre as nações, sobretudo no comércio, mas também no investimento e certamente na migração de pessoas, devem ser reduzidas, se não mesmo cortadas», explica o autor na introdução do livro. Os defensores desta nova ordem argumentam que ela irá estabelecer segurança, prosperidade e paz genuínas. Mas será esta promessa exequível? Ou tão-só uma ilusão sedutora?

As notícias que dominam a atualidade mostram que há uma tendência crescente para o isolacionismo, ao invés de uma aposta continuada na globalização. «As cimeiras internacionais destinadas a negociar o fim das guerras comerciais fracassaram. Há um vazio de liderança global, com a América a abdicar do seu papel natural. O medo e a insegurança são generalizados. A sensação é de que cada país luta por si mesmo. Reina a confusão e a desmoralização.» Neste livro, o autor põe o seu faro jornalístico e capacidade de análise num texto que nos leva ao passado e traz de volta ao presente para alertar para a importância do momento que estamos a viver.

Através das histórias de mercadorias comercializadas globalmente — do silício ao aço e da soja aos painéis solares —, o jornalista de economia Ben Chu ilustra a intrincada teia de interdependência que passou a unir as nações — e sublinha os perigos desta nova tendência para o isolacionismo. «Nas páginas deste livro, mergulharemos em algumas das principais cadeias de abastecimento da economia global profundamente integrada para vermos o que arriscamos ao quebrá-las.» Este seu livro é um guia essencial para o novo mundo, com todas as suas promessas e perigos. 

Sobre o Autor

Ben Chu é correspondente de política e análise na BBC Verify. Anteriormente, foi editor de Economia no programa Newsnight da BBC e, antes disso, no jornal The Independent. Foi nomeado para o prémio de Jornalista de Economia do Ano nos British Journalism Awards de 2015 e para o prémio de Comentador de Economia do Ano nos Comment Awards de 2018. O seu primeiro livro, Chinese Whispers: Why Everything You've Heard about China is Wrong, foi nomeado para o prémio de Livro do Ano sobre Assuntos Internacionais nos Paddy Power Political Book Awards de 2014.  Ben nasceu em Manchester, filho de pai chinês e mãe britânica.  

"+ Plantas", de Joana Limão, receitas para cozinhar vegetais no quotidiano



A Casa das Letras editou ontem, 29 de setembro, "+ Plantas", de Joana Limão, conjunto de receitas reunidas ao longo de anos de experiência como cozinheira, professora e exploradora de sabores e pensadas para tirar o melhor partido dos vegetais. Entre técnicas, ingredientes, combinações inesperadas e reflexões sobre o ato de cozinhar, este livro oferece uma nova forma de pensar a cozinha do dia a dia, com receitas simples de seguir que convidam a enriquecer nutricionalmente todas as refeições, simplesmente acrescentando mais plantas: "A melhor coisa a fazer é descascar mais e desempacotar menos."

"Cresci a ver a minha avó aproveitar qualquer sobra de arroz, a minha tia a explorar os livros de cozinha francesa e a minha mãe a fazer sobremesas para fora e a fazer-nos comer um pouco de tudo. Com o tempo, também fui ganhando à-vontade na cozinha. Ainda pequenina, sabia já de cor a receita de crepes, fazia scones com a minha prima em casa da nossa avó e, nas férias da escola, vibrava com o Chefe Silva antes das notícias da tarde. A comida acompanhou sempre a minha vida. Há pratos que me fazem viajar, aromas que me transportam para determinados lugares e receitas que me levam para aquilo que um dia fui. Aliás, algumas das receitas deste livro traduzem, precisamente, estas viagens subtis que me marcaram até à alma: a sopa de tomate com figos, o gratin dauphinois, o malandrinho de tomate ao cubo, a sopa de agrião, o tabbouleh de couve-flor…" explica a autora.

Servindo-se de diferentes técnicas de confeção, Joana Limão criou receitas que tanto poderão ser pratos completos, como poderão funcionar como acompanhamento, entrada ou sobremesa – que também as há com vegetais. Cozinhar a nossa comida é capaz de ser das coisas mais importantes que podemos fazer pela nossa saúde e longevidade. O mesmo se poderá dizer a importância de pararmos e de nos sentarmos à mesa para desfrutar das refeições.

“Já demonizamos as gorduras, transformamos os hidratos de carbono em vilões e agora vivemos a euforia da proteína. Estas transições deixam-nos muitas vezes confusos e, pior que tudo, com medo de comer. No meio desta confusão de regras e modas alimentares, há uma linha condutora que nunca falha: comer mais vegetais. Nenhum nutricionista, dieta ou tendência alguma vez tentou eliminar as plantas. Pelo contrário, este é o único grupo alimentar que parece ter nascido salvo de escrutínio. Ninguém tem medo ou dúvida: os vegetais fazem bem e recomendam-se. Mas, então, se o consenso é absoluto, porque é que continuamos a comer tão poucas plantas? Porque é que os nossos pratos continuam a ser protagonizados por carne e peixe? Este livro não é sobre restrição; é sobre um novo imaginário culinário no qual as plantas assumem o palco principal”, explica Francisca Feiteira, no prefácio.
 
Sobre a Autora

Joana Limão é de Lisboa e desde pequena tem um fascínio especial pela cozinha, receitas e ingredientes. Frequentou o curso de Design mas foi o de Culinary Arts que lhe encheu as medidas. Depois de estagiar e trabalhar em alguns restaurantes (Cantinho do Avillez, Mercatudo, Boi Cavalo...) e hotéis (Arts Barcelona e Altis Belém), atualmente desenvolve receitas e consultorias, faz trabalhos como Food Stylist e conduz workshops e eventos como chef privada. Com especial interesse pela alimentação saudável e rica em plantas, dedica-se também ao site Please Consider (pleaseconsider.com) e produz conteúdos para a sua página de Instagram.

Porto Editora e Fundação Galp promovem educação sobre sustentabilidade e energia



Num contexto em que as questões das alterações climáticas, da sustentabilidade e da utilização responsável dos recursos naturais assumem uma relevância crescente na vida quotidiana e no futuro das novas gerações, a Porto Editora e a Fundação Galp uniram-se para disponibilizar um conjunto de recursos educativos digitais gratuitos que promovem a literacia energética junto das crianças e dos jovens.

Disponíveis através da Escola Virtual, estes conteúdos foram desenvolvidos para apoiar a comunidade educativa na abordagem de temas como a eficiência energética ou a economia circular, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para os desafios do futuro.

Os recursos são dirigidos a diferentes níveis de ensino, do 1.º ao 12.º anos, e estão alinhados com os currículos e as Aprendizagens Essenciais de várias disciplinas. O objetivo é facilitar a integração destes temas nas atividades letivas através de conteúdos pedagógicos rigorosos, mas interativos e motivadores. Adicionalmente, podem ser explorados em família ou autonomamente pelos jovens.

Para Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora, "esta parceria reflete a nossa convicção de que a Educação desempenha um papel fundamental na preparação das novas gerações. Queremos disponibilizar a professores, alunos e famílias ferramentas que ajudem a compreender melhor o mundo em que vivemos e a contribuir para um futuro mais sustentável."

"A tomada de consciência sobre o impacto que as nossas ações podem ter no ambiente, desde logo a forma como usamos – ou poupamos – energia, são a melhor forma de promovermos comportamentos responsáveis e uma sociedade mais sustentável," afirma Sandra Aparício, Diretora Executiva da Fundação Galp. "Esta parceria permite disponibilizar a toda a comunidade educativa conteúdos de qualidade que ajudam os professores a descodificaram temas complexos através de conceitos rigorosos, mas acessíveis a todos."

Ao disponibilizar gratuitamente estes conteúdos, as duas entidades procuram generalizar o acesso ao conhecimento e contribuir para que mais alunos desenvolvam competências essenciais para o exercício de uma cidadania ativa, informada e responsável.

Os recursos já se encontram disponíveis gratuitamente para toda a comunidade educativa na Escola Virtual.

U2 regressam com novo álbum de estúdio



Acaba de ser anunciado o lançamento de Carnaval De Luz, o 16.º álbum de estúdio dos U2 e o primeiro álbum de material inédito da banda em nove anos, com edição marcada para o próximo dia 13 de novembro. O anúncio é acompanhado por um novo tema, intitulado “Silencio”, já disponível com o respetivo vídeo oficial.



Na semana em que se assinalam 50 anos desde que Larry Mullen Jr. afixou um bilhete manuscrito no placard da Mount Temple Comprehensive School, na zona norte de Dublin, em setembro de 1976 — “Drummer Seeks Musicians To Form Band” (“Baterista procura músicos para formar banda” em português)  — surge um trabalho que mostra Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. a continuar a explorar novas dimensões e possibilidades dentro do seu processo criativo.

Gravado em vários locais e produzido por Jacknife Lee, Carnaval De Luz reúne 12 canções que exploram temas como a espiritualidade, a amizade, a liberdade e a resistência perante forças obscuras e ameaçadoras. A nível sonoro, o álbum recupera ecos do lado mais experimental da banda, combinados com uma composição mais depurada, presente em temas como “The Greatest Show On Earth”, “Glorify” e “Midnight Sunshine”, bem como na homenagem, com 2 minutos e 35 segundos, à insolência do surf-punk dos primeiros tempos que é “Silencio”.

As raízes de Carnaval De Luz remontam diretamente aos dois EP surpresa de seis temas lançados pelos U2 no início de 2026, ambos aclamados pela crítica e gravados durante o mesmo período criativo do novo álbum. Days of Ash e Easter Lily seguiram o calendário litúrgico, colocando Carnaval De Luz cronologicamente entre os dois lançamentos. O Carnaval, celebração da carne, antecede a renúncia da Quaresma, período de reflexão, e o renascimento da Páscoa.

A canção que estabelece a ligação entre o álbum e os dois EP é o tema final de Carnaval De Luz, “Torn”, um dueto entre Bono e a saudosa Dolly Parton, naquela que acabou por ser, tragicamente, a sua última gravação vocal. Coescrita pelos U2, Parton e Johnny McDaid, é uma delicada canção country sobre laços familiares quebrados, com uma ressonância mais ampla.

Carnaval De Luz é editado no 50.º ano da banda, em 2026, ano em que os U2 terão lançado 24 novas canções. O álbum conta ainda com colaborações de Brian Eno (coautor e responsável pelos sintetizadores em “Go (Carnaval De Luz)”, “The Greatest Show on Earth” e “Can’t Stop Us Now”), Martin Garrix (coautor de “Glorify”) e Daniel Lanois (pedal steel em “Torn”), além de produção adicional de Ryan Tedder em “Silencio”.

The Edge afirma: “É uma coleção de canções caótica, provocadora e sagrada — e inclui a primeira utilização de cordas flat-wound numa gravação dos U2. É só isso.”

Bono afirma: “Entrem, entrem, entrem! Tragam as vossas meias roxas, os vossos corações partidos, a vossa ingenuidade cor-de-rosa… e maravilhem-se na sala dos espelhos. Haverá guitarras altas, baixos profundos, alguns ritmos extáticos e, sim, algumas lágrimas prateadas vão fazer uma aparição!

Porque, nas proximidades, mesmo à saída do nosso Carnaval De Luz, há todo o tipo de criaturas… A mesma imaginação que nos dá a criatividade também nos pode trazer monstros. Por isso, tornamos as baterias mais altas. Fazemos uma fogueira maior. Tornamos as nossas histórias mais selvagens e divertidas. Tornamos as melodias mais doces e as canções — é melhor que brilhem, porque, se o mundo está às escuras, é melhor que nós não estejamos.”

O vídeo oficial de “Silencio” foi filmado na Cidade do México no início deste ano e é realizado pela Cliqua, dupla de realizadores mexicano-americanos formada por Pasqual Gutiérrez e Raúl “RJ” Sanchez.

Um dia gratuito para descobrir a cultura coreana em Lisboa



Quanto conhecemos de um país quando conhecemos a sua música, as suas séries ou a sua gastronomia? Às vezes, para o descobrir verdadeiramente, é preciso começar pelas histórias que passam de pais para filhos e de avós para netos. É por aí que começa a programação especial que o Museu do Oriente dedica à Coreia em outubro, a propósito de uma data marcante: o Dia da Fundação Nacional da Coreia, ou Gaecheonjeol, a 3 de outubro. O programa prolonga-se até 15 de outubro.

A 3 de outubro, a entrada no Museu e as oficinas são gratuitas e são precisamente os contos que dão início ao programa. Às 11h30 e às 15h30, a oficina Contos Coreanos recupera narrativas cheias de sabedoria e personagens curiosas. Segue-se a oficina de Pintura de Amuleto Coreano, às 15h, que convida a representar o tigre e a pega — dois símbolos poderosos da cultura e da mitologia coreanas.

À noite, a música assume o protagonismo. A pianista sul-coreana Young-Choon Park sobe ao palco do Auditório, às 19h00, para um recital, com entrada mediante aquisição de bilhete, que percorre obras de Mozart, Chopin e Beethoven. Jovem prodígio, Young-Choon Park estreou-se nos palcos aos sete anos e construiu uma carreira internacional, com atuações em salas de espetáculos de todo o mundo e uma interpretação reconhecida pela crítica pelo equilíbrio entre paixão, estilo e técnica.

Nos dias seguintes, são as tradições à mesa que contam outras partes desta história. A 6 de outubro, a oficina Kimjang dá a conhecer a tradição de fazer kimchi, primeiro através da sua história e importância cultural e depois através da sua preparação. No mesmo dia, o Darye apresenta outra tradição de encontro e partilha. A cerimónia do chá coreano dedicada ao outono junta iguarias, poemas e conversa, numa oficina que explora também a forma como as estações se manifestam nas artes tradicionais coreanas. Do chá, a experiência passa aos pequenos doces o acompanham: a 8 de outubro, os Dasik passam para as mãos dos participantes, que aprendem a prepará-los e a moldá-los nesta oficina.



A viagem estende-se ainda às artes. A 7 de outubro, O Milagre do Barro e do Fogo percorre a evolução da cerâmica coreana, do celadon de Goryeo à porcelana branca de Joseon. Já a 15 de outubro, Natureza e Espírito na Ponta do Pincel parte da pintura tradicional para explorar paisagens, cenas do quotidiano e a relação entre natureza e vida humana. Ambas as sessões são conduzidas por Kyeong Hwa Choi, historiadora de arte e artista residente em Portugal.

A programação dedicada à Coreia integra O Museu Convida…, ciclo especial do Museu do Oriente que, ao longo do ano, destaca diferentes países asiáticos a partir de datas marcantes das suas culturas e dá a conhecer as suas tradições e expressões culturais. O ciclo conta, nas suas diferentes edições, com a colaboração de embaixadas, museus e outras entidades ligadas a cada país.

Salvador Sobral revela novo single "Bam Bam" com Ney Matogrosso



Salvador Sobral acaba de revelar “Bam Bam”, o segundo single de antecipação do seu próximo álbum “A flor do recomeço”. Esta nova canção, composta por Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon, conta com a participação especial de Ney Matogrosso, figura fundamental e icónica da cena musical brasileira contemporânea. Ney e Salvador unem as vozes num tema sublime, cheio de luz e magnetismo.

 Nas palavras de Salvador: “A colaboração com Ney Matogrosso é outra surpresa mágica que a vida me deu. Quando surgiu a possibilidade de cantarmos juntos, o meu primeiro impulso foi convidá-lo a interpretar uma balada arrebatadora, uma vez que descobri verdadeiramente a essência de Ney no disco À Flor da Pele, no qual é acompanhado apenas pela guitarra de sete cordas de Raphael Rabello. É um disco visceral e completamente nu. 

Mas, por alguma razão, quando recebi a maqueta de ‘Bam Bam’, de Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon — uma canção divertida, luminosa e dançável —, comecei imediatamente a ouvir a voz de Ney nela, como um fantasma que se infiltrava naqueles acordes. E, ao mesmo tempo que a ouvia, tinha na cabeça a imagem dele próprio a interpretá-la, com aquela linguagem corporal tão característica. Tomei os meus devaneios mentais como um sinal e decidi enviar-lhe a canção. Talvez ele tenha sentido o mesmo, porque aceitou imediatamente o convite, não só para a gravar, mas também para participar num videoclipe. 

Admiro muitíssimo o Ney e todo o seu percurso. Adoro a cor da sua voz e a entrega das suas interpretações. Adoro a sua teatralidade absolutamente sincera. Adoro a acidez do seu corpo dançante e a sublime doçura das suas cordas vocais. É inegável a importância musical, social e política que o Ney tem tido no mundo. Mas o mundo continua a ser dele e o Ney é, hoje mais do que nunca, o presente.” explica o cantor português.



O álbum, A flor do recomeço, que será lançado a 16 de outubro de 2026, foi gravado integralmente em São Paulo, com produção dos vencedores de um Grammy Marcus Preto e Tó Brandileone. Este aguardado trabalho reúne uma extraordinária coleção de canções novas e exclusivas, escritas especialmente por artistas da dimensão de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico César, Céu, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Marcos Valle e Tim Bernardes.



terça-feira, 29 de setembro de 2026

Megaexposição LEGO regressa a São João da Madeira



Durante três dias, os fãs LEGO a norte do país são convidados e mergulhar numa megaexposição LEGO, com o Super Mario e o Luigi a comandar a aventura. O Sanjoanense BRInCKa regressa a São João da Madeira, de 3 a 5 de outubro, com uma área de mais de 1200 m2 e mais 5 milhões de peças LEGO a dar forma às mais diversas construções que despertam o fascínio de todos nós.



O evento, apoiado pelo Grupo LEGO e organizado pela PLUG (Associação Portuguesa de Utilizadores de LEGO, www.plug.pt), em parceria com a ADS (Associação Desportiva Sanjoanense), decorre na Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory, em São João da Madeira.

Os visitantes poderão descobrir dioramas e construções alusivas aos mais diversos temas do imaginário das crianças e adultos, como, por exemplo: uma cidade LEGO plena de edifícios, de ação, comboios em movimento, porto de mar e zonas rurais limítrofes.



Além dos vários cenários em que os visitantes podem mergulhar – desde o universo Star Wars™ a quartéis de bombeiros -, há várias atividades para toda a família, nomeadamente um mural gigante, com 24 m2  e cerca de 100 mil peças, em que todas as pessoas podem contribuir com a construção de um mosaico. Serão também construídas duas estátuas de Super Mario e Luigi ao vivo, para todos verem.

O evento contará ainda com várias experiências, como demonstrações de robots musicais feitos com peças LEGO e playzones com milhares de peças à disposição para proporcionar diversão e expressão criativa. Quem não poderia faltar também é o Pedrinha e o seu amigo capitão Rex, as mascotes do evento, construídas com milhares de peças LEGO.

Os visitantes poderão também levar uma recordação para casa, através das lojas onde poderão ser comprados os sets LEGO que permitem fazer construções semelhantes aos modelos expostos ou outros, consoante a imaginação de cada um, e as tão desejadas minifiguras LEGO.

Horários
3 de outubro (sábado): das 10h00 às 21h00
4 de outubro (domingo): das 10h00 às 21h00
5 de outubro (segunda-feira): das 10h00 às 19h00

Entradas
Criança (até aos 4 anos) – Gratuito
Criança (4-17 anos) – 5,00 €
Adulto (18+ anos) – 7,50 €
Adulto (65+ anos) – 5,00 €

Bilhetes válidos para 1 dia, e permitem apenas uma única entrada no recinto do evento. As crianças têm de ser acompanhadas por um adulto com bilhete válido.

Página oficial do evento: https://brincka.pt/sanjoanense/2026