quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O Céu da Língua: a peça fenómeno de Gregório Duvivier em digressão europeia



Depois de ter sido vista por mais de 200.000 espectadores em Portugal e no Brasil, O Céu da Língua, de Gregório Duvivier, regressa em grande para uma digressão europeia que promete voltar a emocionar o público numa viagem pela palavra e pelo poder da linguagem.

Dirigida por Luciana Paes, com música original de Pedro Aune e projeções de Theodora Duvivier, a peça afirma-se como um fenómeno raro: um espetáculo que cruza stand-up comedy, poesia falada e dramaturgia, transformando a língua portuguesa no seu próprio palco.

Em março de 2026, Gregório Duvivier apresenta-se em algumas das salas mais emblemáticas de Portugal, com destaque para três Coliseus: 12 de março em Lisboa (Coliseu dos Recreios), 18 de março no Porto (Coliseu Porto Ageas) e 16 de março nos Açores (Coliseu Micaelense) — além de passar também no dia 13 de março pela Madeira (Teatro Municipal Baltazar Dias) e dia 25 de março por Évora (Teatro Garcia de Resende).



A digressão estende-se ainda a várias capitais e centros culturais europeus, levando O Céu da Língua a Londres, Reino Unido – Islington Assembly Hall (11 de março), Berlim, Alemanha – Colosseum Berlin (20 de março), Dublin, Irlanda – The Ambassador Theatre (22 de março), Barcelona, Espanha – Teatre Casino L’Aliança del Poblenou (24 de março), Bruxelas, Bélgica – Espace Lumen (27 de março) e Paris, França – Le Trianon (29 de março).

Ao longo desta digressão, o espetáculo convida o público de diferentes países a mergulhar numa reflexão divertida e profunda sobre a linguagem, a comunicação, os mal-entendidos e o lugar central da palavra na construção do pensamento, da identidade e das relações humanas.

O Céu da Língua é mais do que um espetáculo de humor: é um encontro entre teatro, literatura e performance, conduzido por um dos mais importantes criadores da cena contemporânea brasileira, numa celebração vibrante daquilo que nos une — a capacidade de falar, de imaginar e de contar histórias.

Gregório Duvivier tem na língua portuguesa não somente uma pátria mas uma obsessão. Ou, como dizem os jovens, um hiperfoco. Afinal a palavra é uma fonte inesgotável de humor, desde os primórdios. No Princípio era o Verbo, disse Deus. E logo em seguida vieram os erros de concordância. O mesmo Deus disse: Faça-se a Luz. Mas disse pra quem? E por quê?

O espetáculo mistura Stand Up Comedy com poesia falada e uma dramaturgia que costura tudo. Stand up poetry? Linguistic comedy? Como preferir. Gregório prefere na nossa língua: Comédia Poética. Gregório descobre o poder da fala e nos lembra que o homem, nada mais é do que um macaco que fala – e todas as outras diferenças derivam disso.

Uma peça para rir, pensar e sair do teatro com a sensação de que a língua, afinal, é o mais poderoso território.

Casino Estoril renova ciclo de espectáculos gratuitos em fevereiro



O Casino Estoril renova, em fevereiro, o programa de animação musical no remodelado espaço do Lounge D. Às terças-feiras, estará em evidência o ciclo fado tropical, enquanto de quarta-feira a domingo, será a vez de jovens intérpretes partilharem o palco com a banda residente do Casino Estoril. O cartaz prolonga-se, ainda, com o ciclo DJ Sessions, de quinta-feira a sábado, das 00h30 às 02h30, e aos domingos, das 19h00 às 21h00. A entrada é gratuita.

Fado Tropical - Às terças-feiras
Nani Medeiros, João Pita e Fernando Dalcin: Dias 3, 10, 17 e 24
O ciclo Fado Tropical é o novo destaque da animação musical no Lounge D. Nani Medeiros e João Pita e Fernando Dalcin apresentam uma nova abordagem musical, designada de fado tropical. Os experientes músicos propõem uma viagem sonora pelo mundo da lusofonia. O espectáculo visita o samba-canção, o fado, o choro e até as mornas, criando um encontro vibrante entre saudade, ritmo e tradição, num ambiente elegante e intimista.



Artista convidado com a banda residente do Casino Estoril - De quarta a domingo
Carla Ribeiro (Divas): Dias 1, 7, 19 e 26
Carla Ribeiro divide o seu tempo como cantora de suporte dos artistas Ágata e Telmo Miranda e como solista em diversos casinos, eventos privados ou corporate para empresas líderes de mercado como PMP, Bythemusic ou Wishitdoit.

Nuno Gonçalo de Matos (Clássicos Intemporais): Dias 4, 8 e 18 
Nuno Gonçalo de Matos iniciou a sua carreira no projecto "Spell Choir" com o qual venceu o programa “Acapella” da RTP1, levando-o mais tarde a representar Portugal na Rússia. Posteriormente, criou o trio acústico Jazzway e os Soundbox, dos quais é vocalista. Nuno Gonçalo de Matos esteve 6 meses na Grécia como parte integrante do elenco do espectáculo de teatro musical "Jersey Tones", tendo regressado, recentemente, aos palcos nacionais. 

Joana Alfaiate (80’s / 90’s): Dias 5, 12, 13, 21 e 28
Joana Alfaiate integrou diversos projectos musicais, tendo participado em dois programas de talentos musicais da RTP, “Não Te Esqueças da Letra” e “The Voice Portugal”. Lidera a banda Pink Lemonade, um projecto acústico e intimista, com o qual apresenta temas intemporais do rock e do pop nos mais diversos palcos de norte a sul do país.

GUTTA (2000’s): Dias 6, 14, 20 e 27
Filha de músicos e produtores, GUTTA, teve contacto com o mundo do espetáculo desde muito cedo, acompanhando os pais nos seus espetáculos e produções. Fez parte da banda State of Mind, com a qual actuou por diversas vezes no Casino Estoril. GUTTA propõe, nos próximos dias 6, 14, 20 e 27 um repertório bastante actual e que conta com inúmeros êxitos nacionais e internacionais, dos últimos 25 anos.



Miguel Cruz (Pop / Rock Nacional): Dias 11 e 25
Miguel Cruz iniciou o seu percurso, em simultâneo, na música e no teatro, participando em projectos de música etnográfica e tradicional portuguesa com dois álbuns gravados e produzidos por José Barros. Paralelamente, participou em vários projectos de covers, dos quais se destaca os Popkorn, Radiofive e Bad Name, tendo passado pela maior parte dos bares do distrito de Lisboa. É fundador e cantor do projecto de originais Namorados da Cidade, com o qual já gravou dois CD editados pela Farol Música, assinando a autoria de algumas das letras. 

Raquel Martins (blues e Soul): Dias 15 e 22
Raquel Martins regressa ao Lounge D para recriar numerosos clássicos de blues e soul. Numa antevisão sobre os seus espectáculos, Raquel Martins revela: “Irei convidar os visitantes do Casino Estoril a viajar por grandes clássicos que marcaram as últimas décadas da música internacional.” Apaixonada pelo mundo da música, Raquel Martins contactou muito cedo com as vozes das grandes divas do soul que se tornaram uma referência para si e a inspiraram em participar em vários projectos no meio artístico. 

DJ Sessions - De quinta a domingo
O programa de animação musical oferece, também, o ciclo DJ Sessions. Estarão em destaque os melhores sets dos DJ’s Fonz, Rui Remix e Chenandoad. De quinta-feira a sábado, das 00h30 às 02h30, e aos domingos, das 19h00 às 21h00. O cartaz é o seguinte:

DJ Fonz actua às quintas-feiras e aos sábados, das 00:30 às 02:30
Fonz é um DJ português movido pela paixão pela música desde os 14 anos, conhecido pelos seus sets envolventes que fundem Deep, Afro Funky, Melodic e Organic House.

DJ Rui Remix será residente às sextas-feiras, das 00:30 às 02:30
DJ Rui Remix é uma figura incontornável da noite portuguesa com uma carreira de 45 anos ao serviço do djing, animação e, também, da divulgação musical. Rui Remix, que muitos carinhosamente tratam por mestre, é um DJ com uma cultura e conhecimento musical muito vasto, e continua a ser uma referência para muitos jovens e até alguns dos novos valores do panorama nacional.

DJ Chenandoah actua aos domingos, das 19:00 às 21:00
DJ e Produtor musical, Chenandoah distingue-se pelo seu estilo musical abrangente, mas predominante em Soulful House, Disco House e Latin House.  

De quinta-feira a domingo - DJ Sessions
DJ Fonz: dias, 5 e 7, 12 e 14, 19 e 21, 26 e 28
DJ Rui Remix: Dias 6, 13, 20 e 27
DJ Chenandoad: Dias 1, 8, 15 e 22

Fontes Sonoras inicia novo ciclo de residências em 2026



O Fontes Sonoras é um projeto de residências artísticas dedicado à escuta e à criação sonora em diálogo com o território e a comunidade da Aldeia das Fontes, em Leiria. Iniciado em 2025, o projeto estrutura-se em três residências artísticas distribuídas ao longo do ano, acompanhando diferentes estações - inverno, primavera e outono - e convidando artistas a explorar o som como ferramenta de leitura sensível da paisagem, da ecologia e das relações entre humano e ambiente. 

Na sua edição inaugural, em 2025, o Fontes Sonoras acolheu três residências artísticas: o compositor e artista sonoro Andreas Trobollowitsch, em março; a dupla Inês Tartaruga Água & Xavier Paes, em maio; e os artistas Rie Nakajima & Pierre Berthet, em outubro. Ao longo destas residências, o projeto afirmou-se como um espaço de experimentação sonora, criação site-specific e encontro entre práticas artísticas contemporâneas e a comunidade local.

Em 2026, o Fontes Sonoras dá continuidade a este percurso com um novo ciclo de três residências. A primeira residência deste ano conta com o artista Gil Delindro, um dos nomes portugueses com maior reconhecimento internacional na área da arte sonora e no cruzamento entre som, escultura e ecologia. A residência decorre entre 22 de fevereiro e 1 de março, culminando com uma apresentação pública no dia 1 de março, onde será partilhado o resultado do processo de investigação e criação desenvolvido no território.

A prática artística de Gil Delindro tem-se centrado, ao longo da última década, na pesquisa de campo e na leitura crítica da paisagem, explorando temas como biodiversidade, ecologia e políticas territoriais. O seu trabalho parte frequentemente da captação sonora, da observação direta e do contacto prolongado com contextos naturais diversos, da floresta amazónica a glaciares, desertos e parques naturais, procurando ativar relações sensíveis entre som, matéria e lugar.

No contexto do Fontes Sonoras, o artista dará continuidade a uma linha de trabalho recente relacionada com as políticas de florestação nacional e as formas de resiliência face aos incêndios florestais. A proposta passa pela criação de uma peça escultórica de arte sonora, construída a partir de materiais orgânicos recolhidos localmente, que se afirmam através da sua sonoridade em tempo real. A obra será entendida como um dispositivo sensível e site-specific, aberto às características do território e ao tempo limitado da residência.

A região de Leiria, profundamente marcada pelos incêndios florestais da última década, em particular o de 2017 que afetou gravemente o Pinhal de Leiria, surge como um contexto central para esta investigação artística. Através do som e da escultura, o trabalho de Gil Delindro propõe-se contribuir para uma reflexão partilhada sobre a transformação da paisagem florestal, a valorização de espécies autóctones e os modos como nos relacionamos com o território.

A apresentação pública no dia 1 de março será um convite à experiência direta desta nova criação, num encontro entre som, matéria, paisagem e comunidade.

Depois de Gil Delindro, o Fontes Sonoras prossegue na primavera, entre 12 e 19 de Abril, com Matilde Meireles, artista sonora portuguesa cuja prática cruza escuta profunda, composição e investigação sobre memória, território e perceção sonora. No outono, entre 25 de outubro e 1 de novembro, o projeto acolhe Kathy Hinde, artista e compositora britânica cujo trabalho explora fenómenos naturais, sistemas ecológicos e processos colaborativos entre humanos e não-humanos.

À semelhança do ano anterior, o Fontes Sonoras continua a reforçar a dimensão de proximidade com a comunidade local, promovendo momentos de partilha e contacto com práticas contemporâneas de arte sonora, entendidas aqui como ferramentas de escuta ativa, reflexão ecológica e diálogo coletivo.

Fontes Sonoras é uma iniciativa da Omnichord, com curadoria de Raquel Castro e direção artística de Gui Garrido, dedicada à criação artística em diálogo com o território e a comunidade da Aldeia das Fontes, promovendo novas formas de escuta e relação com o ambiente.

Estreias de cinema de 29 de Janeiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Regresso a Silent Hill

Atormentado pela perda de Mary, a mulher que sempre amou, James Sunderland recebe uma carta supostamente escrita por ela, na qual lhe pede que regresse à casa de ambos, em Silent Hill, uma cidade do Maine reduzida a ruínas desde que foi alvo de uma evacuação de emergência. Ao chegar, descobre que o local se encontra sob o domínio de uma força malévola, capaz de manipular a mente das pessoas. À medida que percorre ruas abandonadas e edifícios em ruínas, James depara-se com criaturas aterradoras e começa a questionar a própria sanidade. Entre a dúvida e o medo, tenta encontrar forças para salvar a mulher que ama.

Inspirado em  “Silent Hill 2”, um videojogo de sobrevivência desenvolvido pela Team Silent da Konami Computer Entertainment Tokyo e publicado pela Konami, este filme de terror psicológico é realizado por Christophe Gans, a partir de um argumento escrito em colaboração com Sandra Vo-Anh e Victor Hadida. Jeremy Irvine e Hannah Emily Anderson assumem os papéis principais. 



Living the Land - O Vento É Imparável

Distinguido com o Urso de Prata para melhor realização no Festival de Berlim de 2025, este drama acompanha Chuang, um menino de dez anos que, durante a década de 1990, vive numa pequena aldeia chinesa com os avós, enquanto os pais e os irmãos mais velhos deixam o campo em busca de melhores condições de vida na cidade.
Ao longo das estações de um ano — entre o trabalho agrícola, relações familiares, festividades e tradições locais —, o espectador observa, através do olhar do rapaz, as profundas transformações sociais num país em mudança.

Realizado e escrito pelo realizador chinês Huo Meng, este drama conta com as interpretações de Wang Shang, Zhang Chuwen, Zhang Yanrong, Zhang Caixia, Cao Lingzhi, Zhou Haotian, Jiang Yien, Kaidong Yang, Liu Hongai e Zhong Wan.


Frankie e os Monstros

Frankie é uma pequena criatura criada por um professor louco no castelo Grotescus, com uma missão muito especial: proteger todos os monstros que ali vivem da ira dos habitantes da cidade. Porém, quando o dono de um circo ambulante o conhece, propõe levá-lo consigo para o transformar na grande atracção do seu espectáculo. Preocupados com o destino do pequeno Frankie, os seus amigos monstros decidem enfrentar o medo das pessoas, atravessar as portas do castelo que os tem resguardado e ir resgatá-lo.

Realizada e escrita por Steve Hudson, a partir da banda desenhada homónima escrita em 2011 pelo britânico Guy Bass, esta animação conta, na versão original, com as vozes de Asa Butterfield, Joel Fry, Alison Steadman, Rob Brydon, Seth Usdenov, Fern Brady, Tia Bannon, Jamali Maddix, Paul Tylak e Ruth Gibson. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

“Show Me How You Burlesque” no Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril recebe, nos dias 20 e 21 de fevereiro, a partir das 21h30, o espectáculo “Show Me How You Burlesque”. Trata-se de um musical que promete despertar a curiosidade do público pelo envolvente mundo das desilusões e seduções.



Em Paris, 1881, no coração boémio de Montmartre, nasce um novo mundo de luxo e perdição: Le Chat Rouge, um cabaret que promete espetáculo e escândalo. Nicolas Bastien, escritor e observador atento da vida, mergulha nesse universo onde o brilho das luzes esconde sombras profundas.

A casa, comandada por Henri, - um homem de negócios, movido pela sede de dinheiro e poder - atrai homens de todas as classes, encantados pelo fascínio das dançarinas e pela sensação de uma liberdade inatingível.



Promessas de prazer e sussurros de traição, levam homens respeitáveis a perderem-se na escuridão, enquanto mulheres sonhadoras enfrentam o dilema entre submissão e libertação.

“Show me How You Burlesque”, será palco de ascensões e quedas, onde cada sedução traz consigo uma inevitável desilusão.



Oitava temporada de Hudson & Rex no AXN



A oitava temporada de Hudson & Rex estreia no AXN na quarta-feira, 02 de fevereiro, às 22h50, trazendo episódios inéditos nunca antes exibidos em televisão.

Em pouco tempo, Hudson & Rex conquistou um lugar de destaque entre as séries mais apreciadas pelos espectadores do AXN. Agora, o canal apresenta a mais recente temporada desta produção de sucesso, com novos casos, maior tensão narrativa e desafios cada vez mais complexos.
Nesta nova etapa, o protagonista Mark Hudson, interpretado pelo ator Luke Roberts, enfrenta um dos seus casos mais perigosos. A temporada arranca quando o único testemunho contra o filho de um poderoso chefe da máfia desaparece misteriosamente numa floresta. Mark, Rex e Jesse entram numa corrida contra o tempo para o encontrar, antes que um assassino contratado pela organização criminosa o faça desaparecer para sempre.

Uma temporada marcada por investigações intensas, ação constante e pela ligação inabalável entre o detetive e o seu fiel parceiro canino.

Comédia “Superstar” com elenco de luxo no Auditório do Casino Estoril



A comédia “Superstar” estreia, no dia 27 de março, pelas 21 horas, no Auditório do Casino Estoril. Ego, irritações, empatias, ligações improváveis, muitas gargalhadas e personagens carismáticas estarão em evidência nesta comédia protagonizada por Aldo Lima, Ana Brito e Cunha, José Pedro Gomes e Vasco Pereira Coutinho. 

“Superstar” é uma comédia que conta a história de Francisco, uma estrela do mundo do espectáculo com um feitio insuportável. Tão insuportável que os actores de uma peça com estreia agendada para breve recusam-se a participar. 

Francisco procura uma solução rápida para substituir o elenco. Decide “convocar” um grupo de pessoas que não são actores, nem querem ser: o seu agente, a empregada da sua casa e um canalizador. A trama fica rocambolesca, como seria de esperar...

A próxima chamada que atender poderá ser a última



Pode fugir. Pode esconder-se. Mas não atenda o telemóvel, pois a próxima chamada que atender poderá muito bem ser a última. Afinal, sempre houve um horror à espreita dentro de nós. Cell – Chamada para a Morte, uma aterrorizante história do mestre Stephen King, regressa às livrarias a 5 de fevereiro.

Originalmente publicado em Portugal há precisamente 20 anos, pela Bertrand Editora, mas há muito indisponível, este livro está de volta e com uma nova capa.

É dia 1 de outubro. O artista gráfico Clayton Riddell está de visita a Boston e acaba de assinar um contrato para a criação de um livro de banda desenhada. De repente, sem qualquer aviso, dá-se um fenómeno que veio a ser conhecido como «O Impulso». Uma explosão de energia transforma em máquinas assassinas todos os que naquele preciso instante tinham um telemóvel encostado ao ouvido. O mundo mergulha num caos apocalíptico. O contágio reside no telemóvel. Não há como escapar do pesadelo, mas para Clayton a prioridade é voltar a casa, para junto da família – sempre no Maine de Stephen King, claro.

Em Cell – Chamada para a Morte, a dicotomia humanidade versus tecnologia, premente no debate atual da sociedade civil, desde logo no que diz respeito à inteligência artificial, é um dos temas centrais. Carregado de suspense, este livro foi, como tantos outros do autor, adaptado para o cinema em 2016, num thriller apocalíptico realizado por Tod Williams e protagonizado por John Cusack e Samuel L. Jackson.

Cell – Chamada para a Morte, de Stephen King, regressa às livrarias a 5 de fevereiro, com tradução de Maria Luísa Santos. 

Sobre o Autor

Stephen King nasceu em Portland, no Maine, em 1947. Licenciou-se em Inglês na Universidade do Maine, em 1970, com uma especialização em Ensino.  

Publica o seu primeiro romance, Carrie, em 1974, cujo contrato de edição lhe permitiu abandonar o ensino e dedicar-se em exclusivo à escrita. Depois? Depois é história, numa vida literária com mais de cinquenta anos e mais de sessenta livros publicados. The Running Man – Jogo de Sobrevivência, ‘Salem’s Lot – A Hora do Vampiro, The Shining, The Stand – A Dança da Morte, Samitério de Animais, It – A Coisa, 22/11/63, O Intruso, Holly ou Sem Tréguas, entre outros, e todos publicados pela Bertrand Editora, fazem de King um dos grandes mestres da moderna narrativa americana, um autor que concilia inquietação, entretenimento e qualidade literária como nenhum outro.  

Das muitas distinções atribuídas ao autor ao longo da carreira destacamos a National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters (2003), a National Medal of Arts (2014), o PEN America Literary Service Award (2018) e o Hans Christian Andersen Extraordinary Literature Award (2025).

Pedro Chagas Freitas está a escrever o seu novo livro diariamente na RTP



Já viu que há um novo espaço na Praça da Alegria da RTP1? Pedro Chagas Freitas está a escrever o seu novo livro diariamente e em direto no espaço “O Cantinho do Escritor”. Uma experiência inédita na televisão portuguesa que junta o público e o autor como guionistas.

O escritor Pedro Chagas Freitas partilha que este desafio "quebra aquela ideia quase sagrada em que o escritor está fechado no seu mosteiro a escrever. Eu vou trabalhar em direito e a minha ideia é colocar a responsabilidade do lado de quem está a ler e não de quem está a escrever. A única coisa que existe é um prólogo, que é uma espécie de introdução".

Todos os capítulos são criados a partir de ideias do público, enviadas pelas redes sociais do programa e lidas ao vivo por Sónia Araújo e Jorge Gabriel. No final de cada emissão, é revelado o capítulo completo, o que permite a todos acompanhar em tempo real a construção da obra.  

Sónia Araújo e Jorge Gabriel destacam o carácter inovador deste novo espaço, “uma experiência inédita em televisão e muito boa. No final do ano passado, o escritor lançou-nos o desafio e como estamos prontos para novidades, aqui está O Cantinho do Escritor. A próxima obra de Pedro Chagas Freitas é escrita a meias, entre o público da Praça da Alegria e o próprio".

Tudo para acompanhar em direto na Praça da Alegria, de segunda a sexta-feira na RTP1.

“A Bruxa de Konotop” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril




O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro, a partir das 20 horas, “A Bruxa de Konotop”. Distinguida com prestigiados prémios, esta comédia musical é considerada um fenómeno cultural que não deixa o público indiferente. O encenador Ivan Uryvskyi combina o folclore ucraniano com o misticismo e os conflitos sociais contemporâneos, criando uma performance envolvente e multifacetada.

Baseada no romance de Hryhorii Kvitka-Osnovianenko (1778-1843) a acção decorre na pequena cidade de Konotop, no nordeste da Ucrânia, na qual os moradores responsabilizavam as mulheres pela seca que se vivia na época, promovendo uma verdadeira caça às bruxas. Como pano de fundo emergia a ameaça militar pela Rússia czarista.

Como explica o encenador Ivan Uryvskyi “as bruxas têm um lugar especial na cultura nacional. Elas aparecem muito na literatura ucraniana clássica. Há diversos tipos, que são representados de formas bem diferentes, elas são um componente próprio da cultura."

Multipremiada “A Bruxa de Konotop” envolve os espectadores no misticismo da cultura ucraniana.