segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A intemporalidade de Jane Austen



Publicado postumamente no final de 1817, Persuasão é o romance mais coeso, mais íntimo e mais pessoal de Jane Austen. Uma obra-prima da plena maturidade literária da autora, Persuasão chega agora ao catálogo da Bertrand Editora.

Nesta edição, à semelhança de Orgulho e Preconceito, que a Bertrand Editora publicou em março, a capa reproduz uma obra de arte de John Singer Sargent. Para este livro foi escolhida a obra Nonchaloir, óleo sobre tela original de 1911. Além destes dois clássicos de Jane Austen, a Bertrand Editora publicou Um Quarto só para Si, de Virginia Woolf, e Morte em Veneza, de Thomas Mann.

Em Persuasão, Jane Austen retrata a história de dois corações que triunfam sobre o tempo e o preconceito. Aos dezanove anos, Anne Elliot deixouse persuadir a romper o noivado com o homem que amava, Frederick Wentworth, um jovem oficial da Marinha ambicioso, mas de parcos recursos. Volvidos oito anos, as dificuldades financeiras da nobre família Elliot tornam inevitável um reencontro inesperado do antigo casal. Wentworth é agora um capitão da Marinha britânica, homem rico e honrado por mérito próprio. Anne continua a amá-lo profundamente. Ele ainda a ressente, mas também o seu coração permaneceu fiel. Frente a um passado que nenhum dos dois conseguiu esquecer, poderá o amor verdadeiro conceder-lhes uma segunda oportunidade? É esta a questão que sobrevoa todo o romance, obra com um toque melancólico e que prova, de forma convincente, que nunca é tarde para sermos fiéis a nós próprios.

As obras de Jane Austen, uma das autoras mais amadas da história da literatura, são frequentemente adaptadas para o pequeno e grande ecrã. Persuasão foi adaptado pela Netflix, em 2022, num filme protagonizado por Dakota Johnson. A mesma plataforma de streaming estreia ainda este ano uma nova adaptação de Orgulho e Preconceito, em formato de série, com Emma Corrin e Jack Lowden nos papéis principais. Antes desta versão, o romance já tinha dado origem a uma série, protagonizada por Colin Firth e Jennifer Ehle, e a um célebre filme, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen.

Persuasão, de Jane Austen, já chegou às livrarias nacionais, com uma nova e excelente tradução de Maria de Fátima Carmo. Na capa, Nonchaloir, de John Singer Sargent.

Sobre a Autora

Jane Austen nasceu a 16 de dezembro de 1775, em Steventon, no Hampshire inglês, e morreu a 18 de julho de 1817, em Winchester, no mesmo condado. Publicou quatro romances durante a sua vida: Sensibilidade e Bom Senso (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Nestas obras, tal como em Persuasão e A Abadia de Northanger (publicadas postumamente em 1817), retratou como ninguém a vida da classe média inglesa no final do século XVIII e início do século XIX. As suas obras definiram o romance de costumes da época e estabeleceram preceitos literários que perduram fulgurosamente até hoje, tornando-se clássicos absolutos que, mais de dois séculos após a sua morte, se renovam a cada leitura. 

Nelson Freitas estreia-se em concerto no Casino Estoril



Referência da música lusófona, Nelson Freitas apresenta-se, no próximo dia 11 de setembro, pelas 22 horas, no Casino Estoril. Acompanhado pela sua banda, o experiente cantor, compositor e produtor musical sobe ao palco do Salão Preto e Prata para conduzir o público pelos principais êxitos da sua carreira. 

O Casino Estoril acolhe um concerto inédito que irá proporcionar, certamente, uma noite especial com muitos momentos de cumplicidade entre o artista e todos os fãs de boa música e de actuações ao vivo de excelência.

Nelson Freitas ocupa um espaço próprio no panorama da música lusófona, sendo reconhecido pelos numerosos êxitos de um repertório que une registos de r&b, hip-hop, afro-pop, zouk e kizomba.

O artista promete um espectáculo repleto de energia, emoção e grandes sucessos, onde não faltarão momentos para cantar, dançar e celebrar no Salão Preto e Prata do Casino Estoril.

Recuperar energia é hoje tão importante como produzi-la



Durante anos, a eficiência energética na indústria foi tratada como uma equação relativamente direta: reduzir consumos, otimizar equipamentos e, sempre que possível, substituir fontes energéticas por alternativas mais económicas ou sustentáveis. No entanto, há uma dimensão que esteve, durante demasiado tempo, subvalorizada. A energia que já foi produzida, mas não foi aproveitada. 

Falamos da energia térmica residual
Em muitos processos industriais, uma parte significativa da energia utilizada não se traduz diretamente em produção útil. Dissipa-se sob a forma de calor, em gases de escape, superfícies quentes ou fluxos intermédios, e acaba muitas vezes perdida para o ambiente. Este desperdício, muitas vezes invisível, representou durante décadas uma oportunidade ignorada. 

Hoje, esse cenário está a mudar
A crescente pressão sobre os custos energéticos, aliada às metas de descarbonização e à necessidade de maior competitividade industrial, tem vindo a colocar a recuperação de energia térmica no centro da estratégia de muitas empresas. Já não se trata apenas de consumir menos. Trata-se de aproveitar melhor aquilo que já se consome. 

A lógica é simples. Recuperar calor onde antes havia perda e reintegrá-lo no processo produtivo. Na prática, isto pode significar pré-aquecer fluidos, produzir vapor, alimentar outros equipamentos ou até gerar energia adicional. O impacto traduz-se em ganhos reais de eficiência, redução de custos operacionais e menor dependência energética. 

Mais do que uma solução tecnológica, a recuperação de energia térmica é uma mudança de abordagem 
Implica olhar para os sistemas industriais como um todo, identificar pontos de perda e redesenhar fluxos energéticos. É aqui que muitas vezes reside o verdadeiro desafio. Não está na tecnologia em si, mas na capacidade de integrar soluções de forma inteligente, adaptadas a cada realidade industrial. 

Por outro lado, importa sublinhar que este tipo de soluções não está reservado a grandes projetos ou investimentos disruptivos. Em muitos casos, intervenções faseadas e bem direcionadas permitem ganhos progressivos, com retornos claros e mensuráveis. A eficiência deixa de ser um conceito abstrato para passar a ser uma variável de gestão concreta. 

Num contexto em que a transição energética é cada vez mais uma exigência, ignorar a energia térmica residual deixou de ser uma opção. 

A indústria tem hoje ao seu alcance ferramentas e conhecimento para transformar perdas em valor. E essa transformação não é apenas técnica. É estratégica. 

Porque, no final, eficiência energética não é apenas gastar menos. 
É, cada vez mais, saber aproveitar melhor. 

Artigo de opinião de Miguel Marques 

Restaurante Estoril Mandarim lança novo menu inspirado na autenticidade da gastronomia chinesa



Referência da gastronomia chinesa em Portugal, o restaurante Estoril Mandarim, situado no edifício do Casino Estoril, acaba de lançar um novo menu que reflete a visão e a identidade do Chef Ku Yan Onn, inspiradas na preservação da autenticidade da cozinha cantonense da região de Guangdong.



O novo menu do Estoril Mandarim assenta nos melhores ingredientes que conferem a autenticidade das suas sugestões gastronómicas, conciliando os clássicos obrigatórios com uma série de pratos inéditos. Distingue-se, não apenas, ao nível do paladar, mas também na criatividade, apresentação e detalhe de cada prato.

Os tradicionais Dim Sum ou comida vaporizada, o Pato à Pequim e o Abalone-supremo com molho de ostra continuam a ser sugestões obrigatórias, mas apresentam algumas novidades. 

É de salientar que o menu Dim Sum completo é servido, exclusivamente, ao almoço, estando disponível, também, uma seleção de seis Dim Sum ao jantar. Por sua vez, o Pato à Pequim continua a ser uma experiência ímpar, agora servido com mais opções, ou seja, os clientes podem escolher um segundo momento (pato picado salteado em folhas de alface ou sopa de pato) e um terceiro momento (pato salteado com ananás e gengibre, ou pato salteado com molho de feijão preto e pimenta). 

Mas, entre as principais novidades, destacam-se, ainda, os pratos de abalone, assim como as preparações com trufa negra em várias secções da carta e os pratos típicos com receitas melhoradas. 

É de realçar, também, que os ícones de alergénios e restrições alimentares estão, agora, disponíveis em todo o novo menu (picante, porco, marisco, vegetariano, ovo, nozes, cogumelo, laticínios).

Com alguns produtos importados da origem, os pratos são confecionados segundo a milenar cozinha chinesa. Note-se que, é proveniente da China uma boa parte das matérias-primas como, por exemplo, as especiarias.



Nas confortáveis e amplas salas do Estoril Mandarim, predomina o bom gosto, inspirado na cultura tradicional chinesa. As suas linhas decorativas, distinguem-se pelos tons vermelhos e castanhos que combinam com os dourados e o preto. 

O Estoril Mandarim dispõe de 150 lugares na sala principal, onde a iluminação mais suave evidencia os seus tons decorativos. Com três salas privativas, respetivamente, com 8, 14 e 42 lugares, o Estoril Mandarim oferece um ambiente propício para receber diferentes eventos.  

Com uma ementa muito variada, o Estoril Mandarim é considerado um dos melhores restaurantes do país, distinguindo-se, também, por conciliar a qualidade do serviço com preços muito competitivos. 

O Estoril Mandarim alarga a oferta de lugares, abrindo a sua acolhedora esplanada durante todo o ano. Enquadrado com os jardins do Casino Estoril, em frente à fonte cibernética, este espaço ao ar livre é uma opção muito apreciada pelos seus clientes.

O restaurante Estoril Mandarim está aberto de quarta-feira a domingo, com serviço de almoços, das 12h00 às 15h00, e de jantares das 19h00 às 23h00. Encerra às segundas e às terças-feiras.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Uma grande história de Pepe Carvalho



Depois de Assassinato no Comité Central, Os Mares do Sul e A Solidão do Manager a Quetzal continua a publicar os míticos policiais de Manuel Vázquez Montalbán lançando agora Os Pássaros de Banguecoque, o mais complexo romance da série Carvalho com tradução de Daniel Gonçalves.

Desta vez, Pepe Carvalho (o detetive catalão de origem galega, antigo militante comunista, ex-agente da CIA, ex-professor de Filosofia e excêntrico gastrónomo) viaja para Banguecoque a fim de saber o paradeiro de uma velha amiga. Três histórias unem-se para formar um surpreendente todo em que cada peça se encaixa na perfeição. As duas primeiras decorrem em Barcelona; a terceira, na Tailândia. Os Pássaros de Banguecoque descreve o modo como Carvalho liga os três crimes:  um roubo familiar, uma mulher assassinada com uma garrafa de champanhe e uma amiga desaparecida na Tailândia. O desejo de escapar da monotonia e da melancolia que ameaçam dominá-lo em Barcelona leva-o a uma das suas mais surpreendentes investigações, onde não faltam a ironia, o cinismo e o talento. Ou, talvez, descobrir o nome dos pássaros de Banguecoque.

Sobre o Autor

Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003) nasceu em Barcelona, estudou Filosofia e é uma das figuras mais importantes das letras de Espanha. Escreveu romances, literatura policial, poesia, ensaio, crónica, sobre gastronomia – e foi jornalista. Obteve numerosos prémios literários e muitos dos seus livros estão adaptados ao cinema e à televisão. Entre os seus romances estão títulos como Os Mares do Sul, O Prémio, Autobiografia do General Franco, Assassinato no Comité Central, As Termas ou Os Pássaros de Banguecoque. 

16ª edição do Rock ‘n’ Law realiza-se a 1 de outubro



A 16.ª edição do Rock ‘n’ Law já tem nova data: o evento solidário realiza-se no dia 1 de outubro, às 18h00, no Lust in Rio, em Lisboa, depois de ter sido adiado em junho devido às condições meteorológicas previstas para a data inicialmente anunciada.

A iniciativa regressa num novo formato sunset, reunindo 11 bandas constituídas por advogados e ainda um DJ, num encontro que junta sociedades de advogados, empresas e sociedade civil em torno da música e de uma causa comum.

Mantém-se inalterado o compromisso solidário desta edição: angariar o maior donativo possível para apoiar a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, através do projeto “Recuperar a nossa casa (Quartel)”, na sequência dos danos sofridos nas suas instalações e viaturas durante a tempestade Kristin.

“É com enorme entusiasmo que confirmamos a nova data do Rock ‘n’ Law. No dia 1 de outubro, queremos voltar a reunir toda a comunidade em torno da música e, sobretudo, da solidariedade. O nosso compromisso com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria mantém-se inalterado e contamos com todos para tornar esta edição memorável”, afirma João Louro e Costa, advogado responsável pela organização do Rock ‘n’ Law.

Sobre a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1948, contando atualmente com mais de 75 anos de atividade. Presta serviços de socorro e assistência em situações de emergência, incluindo incêndios, acidentes e catástrofes naturais, no âmbito da Saúde e Proteção Civil, desenvolvendo também ações de prevenção e sensibilização da comunidade. Dispõe de 29 colaboradores remunerados e 65 voluntários e, no decorrer da tempestade Kristin sofreu danos nas instalações e viaturas, condicionando a capacidade operacional.

Sobre o Rock ‘n’ Law
O Rock ‘n’ Law é uma iniciativa solidária que, ao longo das últimas 15 edições, já angariou mais de 986 mil euros e apoiou 23 projetos de solidariedade social, através de um evento anual de música e solidariedade promovido por sociedades de advogados e que move a sociedade civil e as empresas.

Quatro irmãs perdidas e uma épica viagem de regresso a casa



Quatro pedras, quatro anéis, quatro irmãs espalhadas pelo mundo. As Quatro Irmãs, de Eleanor Buchanan, é uma apaixonante história de família, mistério e amor eterno, que combina segredos, a influência mística do passado no presente e um amor maior do que tudo. Bestseller internacional que está traduzido para mais de 20 idiomas.

A narrativa parte da lenda das quatro pedras de Skara, que se erguiam outrora num promontório escocês. Segundo a tradição, foram ali colocadas por um pai enlutado, com o intuito de guiar as filhas raptadas até casa. A mesma maldição recairia sobre quem quer que as deitasse ao chão: também a sua família se dispersaria ao sabor dos ventos, nunca mais encontrando o caminho de casa. É o que acontece à família Blackmore, quando, em 1931, o patriarca ordena que as imponentes pedras sejam tombadas. A partir desse momento, ver-se-á a braços com a fortuna perdida, a morte da mulher e a separação das filhas. As filhas vão agarrar-se, cada uma, a um anel que herdaram da mãe, com a esperança de um dia se reencontrarem. Iris, a mais velha, será a primeira a partir.

A história de As Quatro Irmãs alterna entre o passado, em que é contada a viagem de Iris, e o presente, quando o leitor conhece Roz Chatton, que se muda da Austrália para Londres, levando consigo um anel da mãe. Entre os tesouros antigos de uma pequena loja, Roz depara-se com um quadro que retrata quatro pedras erguidas. Determinada a descobrir mais sobre a origem da tela, viaja para Skara, onde se revelará não só a história de um grande amor, mas também o trágico segredo de quatro irmãs, que mudará a sua própria vida para sempre.

Mais do que uma saga, As Quatro Irmãs é um romance sobre resiliência feminina, pertença, amor, família, perda e coragem para enfrentar as adversidades. No livro com que se estreia em Portugal, Eleanor Buchanan transporta o leitor da agreste costa escocesa às exuberantes plantações de chá do Ceilão (atual Sri Lanka) e ao interior árido da Austrália.

As Quatro Irmãs, de Eleanor Buchanan, já está nas livrarias nacionais com tradução de Fernanda Oliveira.

Sobre a Autora

Eleanor Buchanan é uma autora britânica que, após muitos anos a viajar pelo mundo, acumulando experiências em diferentes países, se dedicou a uma nova saga de histórias arrebatadoras que combinam a sua paixão por viagens, a sua convicção no poder das histórias de amor transformadoras e o seu fascínio duradouro pela relação entre o passado e o presente. Atualmente a viver em York, continua à procura de novos e vastos horizontes sempre que pode.

Sérgio Godinho a norte com os amigos festivaleiros



Mesmo no final do mês, a 31 de Agosto, Sérgio Godinho celebrará o seu 81º aniversário, com mais de cinco décadas de actividade criativa. Mas desenganem-se, as celebrações acontecerão um pouco antes, hoje, dia 14, altura em que se junta aos seus Assessores e a alguns amigos para um espectáculo exclusivo no Vodafone Paredes de Coura, naquela que será sua estreia no evento nortenho.

Os milhares que comporão a audiência do anfiteatro natural junto ao rio terão a oportunidade de assistir a algo que, adivinhamos, juntará emoção e história à experiência já de si única, de escutar e ver Sérgio Godinho. Adjectivar as suas canções seria um esforço inglório já que a sua grande maioria habita o nosso subconsciente colectivo, já escutá-las quando em palco se reunem alguns dos talentos mais destacados da música produzida em Portugal, será algo que antecipamos de memorável.

Com Sérgio & Os Assessores, as presenças anunciadas de Ana Lua Caiano, A Garota Não, Manuela Azevedo, Milhanas e de Samuel Úria antecipam grande intensidade interpretativa de algumas das canções que fazem da carreira de Sérgio Godinho algo de absolutamente sui generis e de referência para as gerações que a sua música teima em atravessar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

«O Dom das Mulheres»: uma poderosa celebração da irmandade feminina



O Dom das Mulheres, romance de estreia de Antonella Mollicone que é uma poderosa celebração da irmandade feminina e da liberdade das mulheres, chega hoje às livrarias portuguesas. A ligação entre a autora e a história que conta é profunda: Mollicone nasceu e ainda vive na aldeia que inspirou esta saga familiar, o que lhe confere uma autenticidade única.

O Dom das Mulheres tem uma narrativa baseada em factos reais e alvo de mais de dez anos de pesquisa por parte da autora. «Comecei a escrever este romance aos onze anos. Num caderno quadriculado apontei os primeiros fragmentos da história da minha família e da minha terra», revela Antonella Mollicone.

De todos os cadernos e de toda a pesquisa nasceu este romance, que percorre, com emoção e verdade, meio século de história: do fascismo à Segunda Guerra Mundial, da guerra ao renascer de um país e de cada mulher que nele resistiu. Um elemento central na narrativa é a Roda, um grupo de mulheres que se reúne para partilhar dificuldades, saberes e conselhos, sem medo de julgamentos ou da rejeição. Ricas ou pobres, jovens ou mais velhas, todas as mulheres encontram refúgio e força na Roda, unidas por uma solidariedade passada de mão em mão entre gerações. É nesta Roda, local onde o mundo dos homens se cala, que nasce, de facto, a verdade das mulheres, a sua liberdade. A sua voz.

A Roda torna-se, assim, o símbolo da resistência das mulheres, que encontram na união a força para escolher o próprio destino, muitas vezes desafiando as limitações impostas por uma sociedade dominada pelos homens. É lá que se refugiarão Camilla, a mais nova dos Maletazzi, senhores do palácio mais belo da aldeia, e, depois dela, a sua filha Viola, criada entre as ruínas da guerra e a promessa de um novo começo, uma mulher que quer estudar, quer escolher, quer ser livre. Esta é também a sua história.

O Dom das Mulheres, de Antonella Mollicone, chega hoje às livrarias. A tradução diretamente da língua italiana é de Marta Pinho. 

Sobre a Autora

Antonella Mollicone vive em Rocca d’Arce, uma vila na região italiana de Lazio. Após a licenciatura em Letras Clássicas, o mestrado e a especialização em Arqueologia, começou a lecionar. Posteriormente, tornou-se investigadora literária para os municípios da sua região e diretora artística do Labirinto dei Musei. Trabalhou em O Dom das Mulheres, já um bestseller em Itália, durante mais de dez anos, recolhendo para a sua escrita testemunhos no terreno e recorrendo à memória popular e histórica do sul de Lazio. 

Corrida dos Bichos na Prime Video



A Prime Video estreiou o novo filme original brasileiro, Corrida dos Bichos, que conta com Rodrigo Santoro, Anitta, Bruno Gagliasso, Grazi Massafera e Seu Jorge.

Ambientado num Rio de Janeiro de um futuro próximo, o filme transforma uma das cidades mais emblemáticas do mundo numa sociedade brutal, marcada por profundas desigualdades sociais. Após uma catástrofe ambiental, a subida do nível do mar devastou grande parte da cidade antes de as águas recuarem, deixando antigos bairros de classe média convertidos em territórios ocupados e permitindo que a Mata Atlântica recuperasse vastas áreas da paisagem urbana.

Nesta nova realidade, uma das principais formas de entretenimento é a Corrida dos Bichos, uma competição mortal em que membros da elite, conhecidos como Jogadores, controlam remotamente concorrentes empobrecidos, os Bichos, que arriscam a vida por um prémio capaz de mudar para sempre o seu destino.

Mano (Matheus Abreu) lidera o Perímetro da Morte, um grupo rebelde formado por quem resiste ao sistema brutal responsável pela corrida. O seu grupo intercepta os corredores antes de serem capturados, destrói os percursos da corrida e ajuda as pessoas a fugir de uma sociedade que transformou a violência em entretenimento. Tudo muda quando Mano descobre que a sua irmã, Dalva (Thainá Duarte), foi usada como garantia pelo próprio namorado numa aposta ligada à Corrida dos Bichos. Para salvá-la, Mano depara-se com uma escolha impossível: entrar no próprio sistema contra o qual lutou toda a sua vida e competir no jogo que sempre tentou destruir.



Corrida dos Bichos é protagonizado por Matheus Abreu (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho), Rodrigo Santoro (300, Love Actually), Isis Valverde (Maria e o Cangaço, Avenida Brasil, Anitta, Bruno Gagliasso  (Marighella, Paraíso Tropical), Grazi Massafera (Verdades Secretas, A Lei do Amor), Seu Jorge (Marighella, Life Aquatic), Thainá Duarte (New Bandits, 3%), João Guilherme (As Aventuras de Poliana, The Pianist), Silvero Pereira (Bacurau, A Força do Querer), Leandro Firmino (Cidade de Deus), Jade Sassará  (Ruas da Glória), Azzy (Vai na Fé)e Jéssica Córes (Biónicos) no elenco. O argumento é de Ernesto Solis (Perdido), Eva Klaver (Party in my Pants), Marco Abujamra (Júpiter) e Rodrigo Lages (Covil). O filme é produzido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), Andrea Barata Ribeiro (Cidade de Deus: A Luta Não Para), Cris Abi (Cidade de Deus: A Luta Não Para) e Vinicio Espinosa, da O2 Filmes.