quarta-feira, 22 de julho de 2026

Nova tradução de As Viagens de Gulliver



Jonathan Swift chega ao catálogo da nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, com As Viagens de Gulliver, numa primorosa tradução assinada por Rita Cipriano, com base na primeira edição de outubro de 1726. Este é um dos grandes clássicos da literatura europeia que, muito mais do que um «livro de fantasia» corresponde a uma ardilosa fábula sobre o comportamento humano, a brutalidade e o poder, a vaidade e a ruína do mundo. Um livro delicioso que fica disponível a 23 de julho.

As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, descreve as quatro viagens de Lemuel Gulliver, um cirurgião naval. Primeiro, Gulliver naufraga e salva-se, mas é feito prisioneiro pelos habitantes da ilha de Lilliput, seres minúsculos com quem tem uma relação conturbada e dos quais consegue escapar. A segunda viagem leva-o a Brobdingnag, uma terra de gigantes, onde um minúsculo Gulliver se torna alvo de observação e é exibido como uma curiosidade – até que consegue ser resgatado e regressar a casa para iniciar a terceira viagem, que o leva a Laputa, uma ilha voadora. Glubbdubdrib, uma ilha onde encontra os fantasmas de Aristóteles, Homero ou Descartes, é o destino que antecipa o Japão. Finalmente, a quarta viagem leva Gulliver ao país dos houyhnhnms, onde há cavalos inteligentes e seres humanos embrutecidos, os yahoos.

A sátira mordaz de Swift retrata a humanidade num distorcido labirinto de espelhos, como uma espécie diminuída, ampliada e, por fim, bestial, apresentando-nos um epitáfio do mundo como o conhecemos.

Sobre o Autor

Jonathan Swift, escritor, ensaísta e professor anglo-irlandês, nasceu em 1667 em Dublin. Morreu em 1745 na mesma cidade. Estudou no Trinity College, foi deão da Catedral de St. Patrick, em Dublin. A sua obra mais famosa é As Viagens de Gulliver (1726), mas escreveu panfletos políticos marcantes, como Singela Proposta. Foi declarado louco em 1742. 

O que pode o padre António Vieira ensinar-nos sobre a inveja dos portugueses?



Mais do que revisitar o padre António Vieira, este novo livro mostra como a sua vida, obra e pensamento podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje. Partindo do diagnóstico que o padre António Vieira faz desse mal tão português que é a inveja, este livro apresenta caminhos por ele propostos para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado que nos permite entender o presente e semear o futuro. A Inveja é o Vício de Portugal tem autoria de José Eduardo Franco e prefácio de Rui Tavares e chega às livrarias a 23 de julho.

«Porque vale a pena ler Vieira? Este imenso escritor ainda colhe hoje o entusiasmo e o interesse de escritores, pensadores e estudiosos, não só porque é uma escola de bem falar e de bem escrever, mas porque nos ensina a ler o mundo e a condição humana. Vieira é um mestre de humanidade. Vieira pode-nos inspirar com o seu exemplo, com a sua ação e a sua palavra. Com o seu exemplo, inspira-nos a não desistir, a acreditar nos nossos ideais e a não desanimar perante as dificuldades.

Este livro apresenta diagnósticos e caminhos propostos por Vieira para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado como base para entender o presente e enquanto semente do futuro. Oferece-se nesta edição todos os discursos de evocação do padre António Vieira proferidos na Assembleia da República Portuguesa em julho de 1997, em que se assinalou os 300 anos da sua morte. Partindo de diferentes perspetivas ideológicas, os discursos pronunciados pelos principais titulares dos órgãos de soberania de Portugal e do Brasil e pelos representantes dos diferentes partidos políticos (CDS, PCP, PS, PSD e Verdes) com assento parlamentar são ilustrativos de como a vida, a obra e o pensamento de Vieira podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje.» Adaptado da Introdução

«Este livro pode, se bem entendido, adquirir até uma função terapêutica — pelo menos na medida em que faria muito bem ao debate nacional dar-lhe atenção, pelo que ele nos poderia dar de resolução à angústia permanente de nos acreditarmos invejosos quando o que temos é acima de tudo medo de “chegar a ser homens” (e mulheres) tendo nascido pequenos, em Portugal, e vindo a morrer grandes, no mundo.

Acrescentaria aliás que isso se aplica também aos que chegam a ser homens decidindo vir dos seus países, às vezes grandes, para viver e morrer no pequeno Portugal. A agressividade com que são tratados são um sinal da má resolução da inveja e até mesmo uma traição ao que é ser português. Vieira gasta muito tempo, como José Eduardo Franco demonstra, procurando provar que o destino português é o de ser um país essencialmente cosmopolita.» Do Prefácio de Rui Tavares 

Sobre o Autor

José Eduardo Franco é historiador e investigador-coordenador com equiparação a professor catedrático da Universidade Aberta (UAb), diretor do Centro de Estudos Globais da UAb, titular da Cátedra UNESCO/CIPSH de Estudos Globais, e membro da Academia Portuguesa da História. Tem sido professor visitante da Universidade de Paris – Panthéon-Assas e da Universidade Federal de Sergipe. Coordena atualmente o programa de doutoramento em Estudos Globais na UAb. Doutorou-se em História e Civilizações pela EHESS-Paris. Concluiu com sucesso a coordenação de vários projetos de investigação de grande fôlego (e.g., Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, 30 vols., dir. J. E. Franco e Carlos Fiolhais, e Obra Completa do Padre António Vieira, 30 vols., dir. J. E. Franco e Pedro Calafate). De entre os seus livros podemos destacar: A Europa ao Espelho de Portugal, Lisboa, Temas e Debates, 2020; O Mito dos Jesuítas em Portugal, no Brasil e no Oriente, 2 vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007. Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português, o mais importante galardão atribuído pelo Governo português como reconhecimento dos serviços prestados à Cultura e à Ciência; e, em 2025, foi-lhe outorgado o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Paris – Panthéon-Assas. 

Mercado CCB regressa em setembro e integra a Festa de Abertura da Temporada 2026/2027



O Mercado CCB regressa ao Centro Cultural de Belém para mais uma temporada, reafirmando-se como um espaço de encontro entre criadores, artesãos e a comunidade. Ao longo de dez edições, entre setembro de 2026 e julho de 2027, o Caminho José Saramago, no CCB, volta a receber cerca de 40 expositores por edição, num mercado de entrada livre que celebra a criatividade, a produção nacional e a sustentabilidade.

A nova temporada arranca nos dias 12 e 13 de setembro, estando o Mercado CCB integrado na Festa de Abertura da Temporada 2026/2027, um fim de semana de celebração que convida o público a descobrir a programação da nova temporada através de espetáculos nos auditórios e ao ar livre e momentos de convívio e partilha.

Sob o lema «Mostrar, Ver e Fazer», o Mercado CCB reúne projetos nas áreas da joalharia, sabores, moda e acessórios, artesanato contemporâneo, natureza, crianças, ilustração e estacionário, bem-estar, livros e projetos sustentáveis, promovendo o contacto direto entre quem cria e quem visita. Mais do que um espaço de compra, o Mercado afirma-se como um lugar de divulgação do trabalho de pequenos produtores e criadores portugueses, valorizando a autenticidade, a qualidade e o comércio de proximidade.



Ao longo da temporada, o Mercado CCB realiza-se nas seguintes datas:

·         12 e 13 de setembro de 2026;
·         4 de outubro de 2026;
·         1 de novembro de 2026;
·         5 e 6 de dezembro de 2026;
·         7 de fevereiro de 2027;
·         7 de março de 2027;
·         4 de abril de 2027;
·         2 de maio de 2027;
·         6 de junho de 2027;
·         4 de julho de 2027

Mais uma vez, o Mercado contará mensalmente com a presença da Kiddly Time, durante a manhã, para proporcionar momentos de diversão e criatividade a miúdos e graúdos!

Entre as 10h e as 19h, com entrada livre, o público pode descobrir novos projetos, conhecer quem está por detrás das marcas, experimentar sabores, explorar diferentes formas de criação e desfrutar de um ambiente pensado para todas as idades, onde cultura, criatividade e comércio de proximidade se cruzam num dos espaços mais emblemáticos de Lisboa.

O Mercado CCB está sempre aberto aos criadores que desejem candidatar-se a expor. As inscrições podem ser feitas através do formulário disponível no site do CCB.

European Poker Masters regressa ao Casino Estoril



O European Poker Masters (EPM) regressa ao emblemático Casino Estoril, de 27 de julho a 2 de agosto, para a sua terceira edição consecutiva em Portugal. O festival promete uma semana de poker de alto nível, reunindo jogadores nacionais e internacionais para disputar um prize pool total garantido de €400.000.



O calendário inclui torneios com buy-ins entre €500 e €2.500, bem como uma oferta contínua de cash games desde €1/€3 até €25/€50, proporcionando ação para todos os perfis de jogadores.

O European Poker Masters combina competição de classe mundial com a elegância do Estoril. A poucos minutos de Lisboa e do aeroporto internacional, o Casino Estoril oferece uma localização privilegiada junto ao mar, excelentes hotéis, gastronomia de qualidade e diversas opções de lazer, tornando o festival num dos destinos de poker mais atrativos da Europa.



Calendário de Torneios
- Evento #1: €500 NLH Mini Main Event - €75.000 Garantidos
- Evento #2: €500 Mini PLO - €20.000 Garantidos
- Evento #3: €2.000 PLO Championship - €50.000 Garantidos
- Evento #4: €660 Bounty Quattro - €25.000 Garantidos
- Evento #5: €1.500 NLH Bounty PKO (€600 KO) - €50.000 Garantidos
- Evento #6: €2.000 NLH Main Event - €100.000 Garantidos
- Evento #7: €770 NLH Closer 7-Max - €50.000 Garantidos
- Evento #8: €1.600 Invitational Event - €25.000 Garantidos

Com um programa diversificado, prémios garantidos atrativos e um dos casinos mais prestigiados da Europa como palco, o European Poker Masters pretende afirmar-se como um dos principais festivais de poker do verão europeu.

A genialidade da juventude de Dostoiévski



Nova edição de Noites Brancas, uma das obras mais líricas e comoventes da literatura mundial, convida os leitores a perderem-se pelas ruas de São Petersburgo.
 
Publicado originalmente em 1848, Noites Brancas, um clássico intemporal da literatura russa, continua a ser também uma das mais belas e melancólicas explorações da solidão humana, do amor platónico e da força dos sonhos.

A narrativa desenrola-se no cenário de São Petersburgo durante as célebres «noites brancas» – o fenómeno natural em que a noite nunca chega a ser totalmente escura –, e acompanha quatro encontros entre o Sonhador, um jovem solitário e sem nome, que vive mais na sua imaginação do que na realidade, e Nástenka, uma jovem apaixonada que, presa a uma promessa do passado, chora o seu amado ausente. O que se segue é um diálogo íntimo e profundamente poético sobre o amor e a natureza efémera da felicidade.

Considerada a obra mais romântica do autor, Noites Brancas serve de porta de entrada ideal para o universo psicológico de Fiódor Dostoiévski, que o autor viria a desenvolver mais tarde em obras icónicas como Crime e Castigo.

O livro já se encontra em pré-venda e chega às livrarias no dia 23 de julho.

Sobre o Autor

Fiódor Dostoiévski foi um dos maiores romancistas do século XIX. Nasceu em 1821, em Moscovo, e teve uma vida pautada por dificuldades, incluindo a prisão e o exílio na Sibéria por envolvimento político. Essas experiências influenciaram profundamente a sua escrita, centrada na psicologia, na moral e no sofrimento humano. Entre os seus livros mais conhecidos estão Crime e Castigo e Os Irmãos Karamázov. Morreu em 1881, deixando um legado fundamental na história da literatura.

João Baião protagoniza “Baião d’Oxigénio” no Casino Estoril



João Baião apresenta, no dia 31 de julho, às 21h00, e no dia 1 de agosto, às 15h30 e 21 horas, “Baião d’Oxigénio” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Trata-se de um ciclo de três inovadores espectáculos repletos de música, muito humor e com uma energia contagiante.

Desta vez, o público é convidado a espreitar os bastidores da criação artística, num divertido e inesperado processo de casting para encontrar os novos bailarinos do seu próximo grande projecto. 

Entre passos de dança e coreografias, João Baião vai partilhando com os candidatos – e com o público – as suas ideias para o espectáculo que tem em mente. Cada ideia ganha vida no palco, transformando-se em quadros surpreendentes e hilariantes, como se o espectáculo já estivesse a acontecer. 

Do teatro musical à comédia, da dança contemporânea ao delírio mais improvável, esta é uma viagem única pela mente criativa de João Baião. Um espectáculo dentro do espectáculo, onde realidade e imaginação se misturam para criar momentos mágicos, cheios de emoção e gargalhadas. 

Prepare-se para uma noite inesquecível, com muita música, talento e a energia inconfundível de João Baião com a sua companheira de muitas aventuras teatrais a extraordinária atriz Cristina Oliveira, talentosos cantores e bailarinos. Um verdadeiro balão de oxigénio para a nossa vida.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Bankinter Portugal reforça apoio à cultura como mecenas do renovado Museu Gulbenkian



O Bankinter Portugal reforça o compromisso com o apoio à cultura enquanto fator de desenvolvimento da sociedade, tornando-se mecenas do Museu Gulbenkian, que reabriu ao público depois de quase um ano e meio de obras de renovação e modernização. Esta iniciativa dá continuidade à relação de colaboração entre o Bankinter e a Fundação Calouste Gulbenkian, onde, desde 2019, o banco tem sido mecenas de diversas exposições de referência.

A reabertura do Museu Gulbenkian assinala uma nova etapa na história de um museu de referência em Portugal e na Europa. A intervenção permitiu recuperar a relação entre arquitetura, arte e natureza que esteve na génese do projeto do edifício, inaugurado em 1969, melhorando simultaneamente as condições expositivas e a experiência de visita, numa abordagem fiel ao conceito original concebido para acolher a coleção de Calouste Gulbenkian.

Entre as principais novidades destacam-se a criação de uma nova sala de numismática, o regresso de várias obras às galerias permanentes e a renovação de espaços emblemáticos do percurso museológico, proporcionando uma nova leitura de uma das mais importantes coleções privadas de arte da Europa.

Os visitantes poderão reencontrar peças de referência das coleções do Antigo Egito, do Mundo Islâmico, da China e do Japão, bem como obras de grandes mestres europeus como Rembrandt, Rubens, Monet, Renoir e René Lalique.

Alberto Ramos, Country Manager do Bankinter Portugal, afirma: “É com satisfação que acompanhamos este novo capítulo da história do Museu Gulbenkian, uma instituição de referência na vida cultural portuguesa, que proporciona o contacto próximo com obras únicas de alguns dos maiores mestres da história da arte e com peças que ajudam a compreender melhor diferentes épocas e civilizações. É precisamente por reconhecermos o valor deste património e o seu contributo para uma sociedade mais informada e desenvolvida que o Bankinter mantém uma aposta continuada no apoio à cultura.”

No âmbito da sua estratégia de apoio à cultura, o Bankinter é membro fundador da Fundação de Serralves, reafirmando o seu compromisso com instituições que desempenham um papel determinante na promoção e na valorização do património artístico em Portugal.

Doce - O Concerto Tributo no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



Em estreia nacional, o Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 15 de agosto, pelas 22 horas, “Doce - O Concerto Tributo”. Mais do que um tributo, este concerto é uma celebração da música, da liberdade e da força de quatro mulheres que marcaram para sempre a cultura popular portuguesa.

No final da década de 70, as Doce surgiram para desafiar convenções e transformar a forma como a mulher se afirmava na música e na sociedade. Com uma identidade única, uma presença em palco arrebatadora e canções que rapidamente se tornaram parte da memória coletiva, deram voz a uma nova geração de mulheres: mais livres, mais ousadas, mais confiantes e donas do seu próprio caminho.

Doce – O Concerto Tributo, celebra esse legado num grande espectáculo, onde a memória se encontra com a força do presente. Quatro extraordinárias cantoras, acompanhadas por uma banda de músicos de excelência, revisitam os grandes êxitos das DOCE com rigor, energia e emoção, devolvendo ao palco a intensidade de um   repertório que continua a atravessar gerações.

Um espectáculo vibrante e emotivo. Uma homenagem à coragem, à irreverência e à força de quatro mulheres pioneiras que abriram caminhos e ajudaram a transformar mentalidades.

Luís Cardoso é o homenageado da 19ª edição do Escritaria



A Assembleia da República acolheu a apresentação oficial da 19.ª edição do Escritaria – Festival Literário de Penafiel, que revelou Luís Cardoso como o escritor homenageado da edição de 2026.

Antes da apresentação oficial, a comitiva do Município de Penafiel foi recebida pelo Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, num encontro institucional que assinalou o arranque da iniciativa.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, destacou o significado de apresentar, pela primeira vez, o Escritaria fora de Penafiel, sublinhando o simbolismo da escolha da Assembleia da República para anunciar o escritor homenageado, "Este é o primeiro ano em que apresentamos o Escritaria fora de portas. Entendemos que a Assembleia da República seria o local mais adequado, uma vez que a obra de Luís Cardoso está muito associada à liberdade, ao povo timorense, à luta e à resistência. Luís Cardoso é, de facto, a maior referência da literatura de Timor-Leste e, provavelmente, uma das maiores referências culturais do país, sendo hoje também um escritor muito consagrado no universo da lusofonia, da literatura e da língua portuguesa."

Pedro Cepeda salientou ainda que esta escolha reforça a dimensão nacional e internacional do Escritaria, um festival que, ao longo de quase duas décadas, tem afirmado Penafiel como um território de referência na promoção da literatura em língua portuguesa.

Visivelmente emocionado, Luís Cardoso agradeceu a homenagem e destacou o significado que este reconhecimento representa para Timor-Leste, "Todos os meus livros falam de Timor, do meu país, um país tão próximo de Portugal. As pessoas ficaram muito felizes por saber que um dos seus filhos, através da literatura, foi homenageado, sobretudo pela Escritaria, que tem uma dimensão internacional. A Escritaria é um dos grandes festivais literários do mundo."

Considerado o mais aclamado escritor timorense da atualidade, Luís Cardoso é uma das mais importantes vozes da literatura contemporânea de Timor-Leste. A sua obra, marcada pela memória, pela identidade, pelo exílio e pela história do seu país, conquistou reconhecimento internacional, afirmando-o como uma referência da literatura lusófona.

Nascido em Kailako, Timor-Leste, em 1958, chegou a Portugal em 1975, na sequência da ocupação indonésia do seu país. Paralelamente ao seu percurso literário, desempenhou um papel relevante na luta pela autodeterminação timorense.

Estreou-se na literatura com Crónica de Uma Travessia (1997), obra considerada um marco da literatura timorense contemporânea. É também autor de Requiem para o Navegador Solitário (2007), Para Onde Vão os Gatos Quando Morrem? (2017), Plantador de Abóboras (2020), romance distinguido com o Prémio Oceanos 2021, e Hotel Timor (2025).

Em 2023, foi distinguido pelo Presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta, com o Colar da Ordem de Timor-Leste, em reconhecimento pelo seu contributo para a literatura e para a independência do país.

Ao escolher Luís Cardoso como homenageado da edição de 2026, o Escritaria reforça a sua missão de celebrar os grandes autores da língua portuguesa e de promover o encontro entre diferentes culturas através da palavra.

A 19.ª edição do Escritaria – Festival Literário de Penafiel realiza-se entre os dias 20 e 25 de outubro de 2026, voltando a reunir escritores, leitores, escolas, associações e espaços culturais do concelho numa semana dedicada à literatura e à língua portuguesa.

Patricia Duarte com três concertos gratuitos no Arena Lounge do Casino Lisboa



Patricia Duarte apresenta-se, de 23 a 25 de julho, pelas 00h00, em três concertos no Arena Lounge do Casino Lisboa. A intérprete partilha o palco multiusos com o pianista Rúben Alves. As noites prolongam-se, pelas 01h10, na sexta-feira, 24, com DJ António Coimbra; e no sábado, 25, com DJ Sheri Vari, que selecionam os melhores sets até de madrugada.

Patricia Duarte nos dias 23, 24 e 25 de julho
Patricia Duarte apresenta um versátil reportório no Arena Lounge do Casino Lisboa. Desde o Soul clássico ao mais contemporâneo, passando ainda por temas pop bem conhecidos, Patrícia Duarte convida o público a acompanhá-la numa viagem ao piano pelas suas maiores influências musicais. Um concerto intimista onde a emoção, a expressão vocal e a palavra se encontram. Patrícia Duarte partilha o palco com Rúben Alves ao piano. 



DJ António Coimbra no dia 24 de julho
António Coimbra, conta com longos anos de carreira como Dj e curador de música, mantendo-se como uma referência no panorama musical, com um percurso que o levou a tocar nas melhores discotecas, restaurantes, hotéis, espetáculos musicais e eventos privados por todo Portugal continental e insular. O seu know-how e sensibilidade musical continuam a cativar e fidelizar os mais diversos públicos, de uma forma transversal, sempre com a capacidade de os guiar para momentos únicos e memoráveis.



DJ Sheri Vari no dia 25 de julho
Com um currículo extenso que se prolonga por mais de uma década atrás dos pratos, Mariana Cruz sintetiza a toda uma vasta experiência como residente de inúmeros espaços, bem como convidada frequente de tantos outros, num pseudónimo que evoca história, respeito, segurança descomplexada e conhecimento de causa.