quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Somos um «animal tribal»? Sim. E isso é bom



A nossa espécie é a única que vive em tribos: grupos unidos por culturas distintas que podem crescer e atingir uma dimensão muito superior à dos clãs e bandos. Entrelaçando pesquisas aprofundadas, acontecimentos atuais e passados e histórias do mundo dos negócios e da política, Michael Morris vai além do senso comum para reformular completamente a forma como pensamos sobre as nossas tribos. Estimulante e esperançoso, Tribal revela os segredos mais íntimos da nossa psicologia e dá nos as ferramentas para gerir o nosso superpoder incompreendido. Tribal já se encontra disponível e promete ser uma revelação.

Ao longo das duas últimas décadas a antropologia e a psicologia uniram-se para criar uma nova ciência − a psicologia cultural − e Michael Morris contribuiu muito para o crescimento deste campo com estudos inovadores. Os padrões culturais são mutáveis e maleáveis e, com os instrumentos certos, podem ser aproveitados. «Os nossos instintos tribais não são erros de programação do sistema que estorvam uma espécie inteligente sob outros aspetos. São características distintivas da nossa espécie que permitiram a sua ascensão evolutiva – e ainda impulsionam muitas das suas maiores realizações atuais. Não são fraquezas humanas que nos atrasam; são superpoderes humanos que criam as nossas culturas distintivas», defende o autor. 

«Pedindo desculpa a Aristóteles, é enganador chamar “o animal social” aos seres humanos. Somos, mais precisamente, “o animal tribal”», escreve o autor na introdução do livro. Morris argumenta que a nossa psicologia é moldada pela evolução de três maneiras distintas. Primeiro, pelo instinto dos pares, para agirmos em conformidade com o que faz a maioria das pessoas. Segundo, pelo instinto dos heróis, de contribuir para o grupo e imitar os mais respeitados. E terceiro, pelo instinto dos antepassados, de seguir os caminhos das gerações anteriores. Esses instintos tribais permitem-nos partilhar conhecimentos e objetivos e trabalhar em equipa para transmitir o acervo acumulado de conhecimento cultural à geração seguinte.

Países, Igrejas, partidos políticos e empresas são tribos, e os instintos tribais explicam a nossa lealdade para com eles e as formas ocultas como afetam os nossos pensamentos, ações e identidades. Em vez de ridicularizar os impulsos tribais pela sua irracionalidade, podemos reconhecê-los como alavancas poderosas que elevam o desempenho, curam divisões e desencadeiam ondas de choque de mudança cultural.

«Em Tribal, espero recuperar o sentido original da palavra como comunidade possibilitada pela cultura partilhada. Foi assim que a humanidade transcendeu pela primeira vez os vínculos estreitos de amigos e parentes para realizar coisas maiores em clãs e foi como nos aventurámos mais tarde no intercâmbio e colaboração com estranhos nas redes mais amplas chamadas “tribos”», escreve o autor na introdução o livro. «Ao mostrar que a vida tribal é a fonte de mudança e progresso sociais, espero dissipar qualquer associação persistente das tribos à estase e ao primitivismo. A vida tribal foi o que nos fez verdadeiramente humanos.»

O autor põe neste livro conhecimento adquirido ao longo de anos de experiência em diferentes trabalhos. Ensinou em faculdades de gestão de alto nível (tanto nos Estados Unidos como em capitais do mundo), trabalhou como consultor de empresas dos sectores tecnológico, bancário e da comunicação, colaborou com militares e com ONG e ainda foi assessor de campanhas políticas, entre as quais se contam as campanhas presidenciais de Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden.

Sobre o Autor

Michael Morris é psicólogo cultural na Universidade de Columbia. Anteriormente, lecionou durante uma década na Universidade de Stanford. Morris doutorou-se em psicologia pela Universidade de Michigan, após obter licenciaturas em Ciências Cognitivas e Literatura Inglesa pela Universidade Brown.  A sua investigação identificou influências culturais nos estilos de cognição, comunicação e colaboração, bem como fatores situacionais que os desencadeiam e experiências sociais que os alteram. Fora do meio académico, o professor Morris é consultor em empresas, agências governamentais, ONG e campanhas políticas sobre temas culturais. 

Lee Ritenour regressa a Portugal para concertos na Casa da Música e no CCB



Há artistas para quem a ideia de “primeira vez” já não se aplica. Lee Ritenour é um deles. Com uma carreira que atravessa cinco décadas, o lendário guitarrista de Los Angeles empurrou continuamente os limites da música, movendo-se com naturalidade entre géneros, épocas e linguagens — sempre com uma identidade própria e inconfundível.

Enfant terrible do fusion nos anos 70, estrela da pop sofisticada nos anos 80, profundo conhecedor do jazz brasileiro e membro fundador do icónico supergrupo Fourplay nos anos 90, Lee Ritenour construiu um percurso absolutamente singular. O seu currículo impressiona: 45 álbuns editados, 16 nomeações para os Grammy, ex-aluno do ano da USC, homenageado pela Los Angeles Jazz Society em 2019 e milhares de colaborações com lendas como Frank Sinatra, Pink Floyd, B.B. King, Tony Bennett, entre muitos outros.

Em março, Lee Ritenour regressa a Portugal para dois concertos imperdíveis. No dia 25 de março, sobe ao palco da Casa da Música, no Porto, e no dia 26 de março apresenta-se no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Ao lado de músicos convidados, o espectáculo “Lee Ritenour & Friends” promete uma celebração vibrante de uma carreira excecional — onde o virtuosismo, a elegância e a liberdade criativa se encontram num momento único e irrepetível.

Do jazz ao fusion, da improvisação ao groove, estes concertos são uma oportunidade rara de ver ao vivo um dos guitarristas mais influentes da música contemporânea.

Não há corpo são, sem mente sã



Inflamação, dor, enxaqueca, dermatite, são alguns dos sintomas mais frequentes deste século. O que têm em comum? Podem, em muitos casos, ser respostas do corpo ao stresse, à ansiedade e ao trauma. Quem o diz é a psicóloga espanhola Natalia Seijo, especialista em psicossomática, no livro O Teu Corpo Tem Memória, que agora se anuncia em Portugal.

Trata-se de um guia completo para compreender a estreita relação entre a nossa saúde mental e física, porque o nosso corpo não é um mero espectador daquilo que vivemos e sentimos. Pelo contrário: o corpo está sempre presente e consciente e experimenta, recorda e exprime-se continuamente com sinais que nem sempre sabemos decifrar.

Apoiado em rigor científico, o livro oferece-nos, porém, uma abordagem muito prática ao tema, partindo de casos de pacientes que mudaram as suas vidas e viram os seus sintomas controlados graças à psicoterapia, esse rio que corre paralelo às especialidades clínicas. Pessoas como nós que, através desta abordagem multidisciplinar das suas maleitas, adquiriram ferramentas para validar o que sentem, identificaram a origem do mal-estar e hoje vivem melhor as suas vidas.

Um livro que procura devolver esperança a quem tem diagnósticos sem causa, O Teu Corpo Tem Memória chega à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de Michele Amaral, no próximo dia 5 de março.

Sobre a Autora

Natalia Seijo é uma das psicólogas com maior reconhecimento no panorama científico espanhol. É diretora da clínica NS Centro de Psicoterapia e Trauma, na Galiza, codiretora do mestrado em Transtornos Alimentares da Universidade Complutense de Madrid e professora associada no mestrado em Psicoterapia EMDR para Transtornos Psicossomáticos da UNED. É formadora, conferencista, autora de diversos artigos científicos e especialista em trauma complexo, apego, dissociação, transtornos alimentares e psicossomática médica.

“Ice Merchants” de João Gonzalez em exibição no Museu Studio Ghibli em Tóquio



A curta-metragem de animação “Ice Merchants”, realizada por João Gonzalez, atinge um novo e simbólico marco no seu percurso internacional com a exibição no Museu Studio Ghibli, em Tóquio (Japão), uma das instituições culturais mais prestigiadas do mundo dedicadas ao cinema de animação.

Esta exibição surge na sequência da atribuição, em 2024, do Grande Prémio do Tokyo Anime Award Festival (TAAF), distinção máxima do festival, que conferiu igualmente ao filme o Prémio do Governador de Tóquio, reconhecendo o seu excecional valor artístico e impacto internacional.

Em 2026, "Ice Merchants" regressa a Tóquio para uma exibição aberta ao público a 7 de março no Mitaka City Arts Center, como parte integrante do Mitaka Animation Festival, um evento dinamizado pelo Museu Studio Ghibli.

A apresentação no Museu Studio Ghibli assinala também uma nova etapa do percurso de “Ice Merchants” no circuito internacional de festivais, concretizando uma trajetória absolutamente ímpar para o cinema português. Ao longo deste percurso, o filme totalizou 420 seleções em festivais, 5.207 exibições e a impressionante marca de 151 prémios, consolidando-se como o filme português mais premiado de sempre. 

“Ice Merchants” (2022, Portugal/França/Reino Unido, ANI, 14 min) retrata a relação entre um pai e um filho que vivem numa casa suspensa numa montanha gelada, saltando diariamente de paraquedas para vender gelo na aldeia abaixo. A força da sua narrativa visual, aliada a uma identidade estética singular, conquistou públicos e júris em todo o mundo desde a sua estreia internacional em 2022.

Entre os inúmeros reconhecimentos, destaca-se ainda a histórica nomeação para o Óscar® de Melhor Curta-Metragem de Animação, um feito inédito para o cinema português, bem como premiações em alguns dos mais relevantes festivais internacionais de cinema como Cannes, Chicago ou Melbourne.

Coproduzido pela COLA Animation (Portugal), Wildstream (França) e Royal College of Art (Reino Unido), “Ice Merchants” afirma-se hoje como uma obra de referência no cinema de animação contemporâneo, deixando uma marca duradoura na história cultural portuguesa e internacional.

A epopeia de uma língua antiga que se tornouglobal e a investigação científica das suas origens



Proto é um retrato revelador da história mundial através das palavras. Laura Spinney, jornalista especializada em ciência, leva o leitor numa viagem no tempo e no espaço até às origens da chamada língua antiga protoindo-europeia. E porque é que isto é importante? Porque as línguas que quase metade da população mundial fala hoje descendem dela. Com a ajuda da ciência e de uma escrita fluida e recheada de informação, a autora segue a evolução da linguagem ao longo do tempo e por diferentes geografias. Um olhar para um passado muito longínquo que é, não só científica e historicamente interessante, como também fundamental para percebermos o presente. Proto chega às livrarias a 5 de março.

Quando o planeta emergiu da última era glacial, uma língua nasceu entre a Europa e a Ásia, junto ao mar Negro. Essa língua antiga, a que chamamos protoindo-europeu, não tardou a sair do seu berço, mudando e fragmentando-se à medida que progredia no espaço, até os seus descendentes serem falados da Escócia à China. Hoje, esses descendentes constituem a maior família linguística do mundo, o fio que liga culturas díspares: do Inferno de Dante ao Rig Veda, d’O Senhor dos Anéis à poesia amorosa de Rumi.

«O sânscrito, o grego, o latim, o nórdico primitivo e o inglês descendem todos de uma língua muito mais antiga – o protoindo-europeu, de “proto”, que significa primeiro, e “indo-europeu”, a família a que pertencem essas línguas», explica Laura Spinney na introdução do livro. «O Big Bang das línguas indo-europeias é de longe o acontecimento mais importante dos últimos cinco milénios, no Velho Mundo. Foram necessários mais de 3500 anos e a invenção do navio oceânico, mas depois de 1492 algumas dessas línguas implantaram-se no Novo Mundo e, daí, expandiram-se de novo.»

Com Laura Spinney, viajamos ao longo da estepe, pelo Cáucaso, pelas Rotas da Seda e pelo Indocuche. Seguimos os passos de nómadas e monges e guerreiras amazonas — os povos antigos que espalharam tais línguas por toda a parte. No presente, Spinney encontra cientistas envolvidos na missão emocionante de recuperar essas línguas perdidas: os linguistas, arqueólogos e geneticistas que reconstruíram essa diáspora antiga. O que eles descobriram tem implicações vitais para o mundo moderno, já que as pessoas e as suas línguas estão novamente em movimento.

«Agora, oito mil milhões de seres humanos falam cerca de sete mil línguas, que se inserem, aproximadamente, em 40 famílias, mas a maior parte de nós fala línguas que pertencem apenas a cinco delas: indo-europeia, sino tibetana, Niger-Congo, afro-asiática e austronésia. Entre essas cinco, destacam-se dois gigantes: as línguas indo europeias, cujo representante mais importante é o inglês, e as sino-tibetanas, que incluem o mandarim», escreve a autora. «Na Terra, quase uma em cada duas pessoas fala uma língua indo-europeia.» 

Sobre a Autora

Laura Spinney é uma escritora e jornalista especializada em ciência.  O seu livro Pale Rider: The Spanish Flu of 1918 and How It Changed the World foi um bestseller, traduzido para mais de uma dúzia de línguas.  Os seus artigos científicos foram publicados em The Atlantic, National Geographic, Nature, The Economist, The Guardian e outros média.  

Estreias de cinema de 26 de Fevereiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Crime em Directo

No dia 8 de Fevereiro de 1977, Tony Kiritsis (1932-2005) dirigiu-se à Meridian Mortgage Company, em Indianápolis (EUA), para se reunir com M.L. Hall, o presidente da empresa. À chegada, encontrou Richard Hall, o filho do empresário, que o informou que o pai estava de férias. Sentindo-se vítima de fraude na compra de terrenos, Kiritsis tomou Richard como refém, prendeu-lhe uma caçadeira ao pescoço e montou um mecanismo de “dead man’s switch”, pronto a disparar caso alguém decidisse intervir. Alegando ter sido enganado pela família Hall, exigiu um pedido público de desculpas, cinco milhões de dólares para cobrir os prejuízos e total imunidade pelo seu acto. O que começou como um gesto de puro desespero transformou-se num verdadeiro caso de polícia, acompanhado em directo pelos média durante quase três dias, numa escalada de tensão que lançou o debate sobre as leis criadas para beneficiar os mais ricos e poderosos.

Realizado por Gus Van Sant e escrito por Austin Kolodney, com consultoria histórica de Alan Berry e Mark Enochs — que colaboraram no documentário “Dead Man’s Line” (2018) sobre os mesmos acontecimentos —, o filme é protagonizado por Bill Skarsgård no papel de Kiritsis, ao lado de Dacre Montgomery, Cary Elwes, Myha'la, Colman Domingo e Al Pacino. 



O Filho do Carpinteiro

Inspirado no Evangelho de Pseudo-Tomé, um texto apócrifo do século II sobre a infância de Jesus, este filme explora a sua infância no Egipto sob uma perspectiva de terror sobrenatural. Um rapaz cresce numa região desértica isolada, criado por um carpinteiro devoto e por uma jovem mulher. A sua vida transforma-se quando começa a manifestar poderes misteriosos e conhece uma criança, possivelmente demoníaca, que o leva a questionar a autoridade do pai. À medida que visões perturbadoras e fenómenos estranhos se sucedem, a família apercebe-se de que as suas acções podem revelar uma origem divina.

Com realização e argumento do egípcio Lotfy Nathan, este filme de terror sobrenatural conta com Nicolas Cage, que também produz, Noah Jupe, FKA twigs, Souheila Yacoub, Isla Johnston, Kaiti Manolidaki e Erato Tziveleki nos papéis principais. O filme gerou controvérsia em vários lugares do mundo, com muçulmanos e cristãos a considerarem ofensiva a representação da Sagrada Família. Por esse motivo, as autoridades egípcias negaram autorização para as filmagens, obrigando a produção a ser transferida para a Grécia.



Gritos 7

Décadas após a primeira vaga de homicídios em Woodsboro, Sidney Prescott leva uma vida relativamente tranquila na cidade de Pine Grove, no Indiana. Mas o terror regressa quando Ghostface, o assassino em série que a perseguiu no passado, volta a ameaçar os habitantes, tendo agora como principal alvo Tatum, a sua filha adolescente. Sem alternativa senão lutar, Sidney vai enfrentar novamente os demónios do passado para pôr fim, de uma vez por todas, a este pesadelo.
 
Com realização de Kevin Williamson, este filme de terror corresponde ao sétimo episódio da saga iniciada em 1996 por Wes Craven, realizador de clássicos como “Os Olhos da Montanha” (1977), “Pesadelo em Elm Street” (1984) ou “A Maldição dos Mortos-Vivos” (1988).
A narrativa dá continuidade aos acontecimentos dos filmes anteriores e conta com o regresso de Courteney Cox e Neve Campbell aos seus papéis habituais, bem como com Isabel May, Jasmin Savoy Brown e Anna Camp. O filme inclui ainda a voz de Roger Jackson, que participa pela sétima vez na saga.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cuid'Arte no MAAT proporciona experiências de bem-estar através da arte a pessoas com demência e cuidadores



O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia está a dinamizar um novo programa exclusivo para pessoas com diagnóstico de demência e seus seus cuidadores formais e informais. Chama-se Cuid’Arte e cria um ambiente de visita que privilegia a calma, a presença e a atenção ao ritmo de cada participante, promovendo experiências de encontro e bem‑estar através da arte.

Desenvolvidas em torno das exposições patentes no museu, convidando os intervenientes a explorar a arte de forma sensorial e acessível, através da observação, da conversa e de pequenas dinâmicas que incentivam a participação. O objetivo principal é criar tempo e espaço para que cada pessoa possa envolver-se com aquilo que vê e com o grupo que a acompanha, num contexto de acolhimento, escuta e relação.

As sessões do Cuid’Arte são gratuitas e realizam-se no primeiro e no terceiro sábado de cada mês. Apesar de terem participação aberta e não sequencial, a regularidade oferece continuidade e familiaridade, reforçando a relação com o museu e a sensação de pertença.

Os programas desenvolvidos pelo MAAT para pessoas com demência e seus cuidadores contam com a Alzheimer Portugal como parceiro de avaliação científica. As duas instituições trabalham juntas desde 2021, ano em que foi lançado o programa Marcar o Lugar - Alzheimer: Encontros no Museu, que ainda decorre no MAAT, também de participação gratuita, entretanto replicado em outras instituições.

Inscrições: visitar.maat@edp.pt

Sobre o MAAT

Inaugurado em outubro de 2016 no contexto da política de mecenato cultural da Fundação EDP, o MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é uma instituição internacional que se dedica a promover o discurso crítico e a prática criativa com vista a suscitar novos entendimentos sobre o presente histórico e um compromisso responsável para com o futuro comum. Situado na frente ribeirinha da zona histórica de Belém, em Lisboa, o campus abrange uma área de 38 mil metros quadrados que engloba uma central termoelétrica reconvertida – a Central Tejo, edifício emblemático da arquitetura industrial construído em 1908 – e um novo edifício desenhado pelo estúdio de arquitetura londrino AL_A (Amanda Levete Architects – MAAT Central e MAAT Gallery, respetivamente. Ambos acolhem exposições e eventos programados pelo MAAT e estão ligados por um jardim projetado pelo arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic.

O Fantasma do Rei Leopoldo



Finalista do Prémio The National Book Critics Circle, O Fantasma do Rei Leopoldo é o relato verdadeiro e assombroso do regime brutal do rei Leopoldo e do seu efeito duradouro numa nação arruinada, que, nesta nova edição, conta com uma introdução da premiada romancista Barbara Kingsolver.

No final do século XIX, sob o pretexto de uma missão civilizadora e humanitária, o rei belga apropriou-se de um território oitenta vezes maior do que o seu país. O chamado «Estado Livre do Congo» rapidamente se revelou um dos sistemas de exploração mais brutais da história moderna — uma máquina de saque e violência que enriqueceu o monarca à custa do sangue dos congoleses.

Pondo em cena personagens mais vívidas e sedutoras do que as de um romance, este livro brilhante inscreve para sempre na consciência humana um episódio brutal da História da colonização moderna.

Sobre o Autor

Adam Hochschild, escritor, jornalista, professor universitário e conferencista americano, ficou mundialmente célebre pela obra O Fantasma do Rei Leopoldo. Hochschild nasceu em 1942 na cidade de Nova Iorque e formou-se em História e Literatura na Universidade de Harvard.

Enquanto estudante universitário, passou um Verão a trabalhar num jornal que se opunha ao governo segregacionista da África do Sul e foi, em 1964, activista pelos direitos civis no Mississippi. Estas duas experiências políticas seriam cruciais na determinação da sua carreira como escritor. Mais tarde, fez parte do movimento contra a guerra do Vietname e, depois de vários anos a trabalhar como repórter num jornal diário, iniciou a actividade de escritor e editor da revista de esquerda Ramparts. Em meados da década de 70, foi um dos co-fundadores da revista Mother Jones.

Festival Mental - Cinema, Arte e Informação celebra 10ª edição



A 10ª edição do Festival Mental - Cinema, Artes e Informação - realiza-se entre 14 e 17 de maio, no Cinema São Jorge e outros locais a anunciar brevemente. Este ano assinalamos uma década de um projeto cultural singular, dedicado à promoção, prevenção e combate ao estigma em saúde mental através da plataforma da cultura.

Ano após ano, procuramos criar um espaço seguro onde a iliteracia dá lugar à compreensão e à empatia, utilizando a expressão artística como ponte para o diálogo e para a quebra de preconceitos. Mais do que um marco no calendário, estes dez anos representam um percurso de aprendizagem mútua e afirmam a extrema relevância pública do festival no nosso quotidiano.

Esta edição especial assume-se como um radar sobre o trajeto percorrido nesta década, reunindo vozes e textos de convidados que passaram pelo festival e que ajudam a construir uma leitura crítica e afetiva deste percurso. Num espírito de celebração, o festival revisita o caminho feito e o impacto consolidado no panorama da saúde mental em Portugal, fazendo simultaneamente um balanço crítico sobre as mudanças ocorridas no setor ao longo destes dez anos.

O cinema, com todas as histórias que nos chegam - íntimas, coletivas e universais - continua a ser um eixo central, a par das artes, da literatura, da dança, do teatro e da música, com destaque para o segmento muito particular "My Story, My Song", onde experiências de vida ganham expressão artística através da música.

Mantemos a coprodução da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, bem como as parcerias estratégicas que se fortaleceram ao longo da década. Estas colaborações reforçam o peso institucional e a relevância científica do evento, possibilitando-nos continuar a servir esta causa.

Dos inúmeros temas debatidos nas M-Talks do Mental - mesmo durante a pandemia - vários serão revisitados pelos próprios protagonistas. Estes deixarão uma reflexão sobre o que mudou (ou não) nos temas abordados, criando um ponto de situação particularmente válido para abrir novas perspetivas, sobretudo no âmbito da promoção e prevenção.

A edição comemorativa reforça ainda a sua dimensão intergeracional com as vertentes M-Sénior e M-Jovem. Ambas contam com programação específica, incluindo workshops, atividades participativas e a Mostra Internacional de Curtas-Metragens, promovendo o diálogo, a literacia e a expressão artística em diferentes fases da vida.

As novas ideias e abordagens emergentes regressam no segmento M-Click (iniciado em 2025), dando espaço a projetos inovadores, novos criadores e propostas experimentais, reforçando o compromisso do Festival Mental com o futuro e com as novas linguagens na área da saúde mental.

Festival Mental, Pense, Fale, Saiba, Reaja!

Instalação comemorativa do Ano Novo Chinês em destaque na Galeria de Arte do Casino Lisboa



O Casino Lisboa inaugurou, no passado dia 17, uma instalação comemorativa do Ano Novo Chinês que tem suscitado o interesse dos seus visitantes. Trata-se de uma imponente instalação que evoca o “Ano Novo Lunar 2026”, “Ano do Cavalo”, na Galeria de Arte, localizada na área circundante ao Arena Lounge. Com entrada gratuita, a não perder, até ao próximo dia 4 de março.

A instalação alusiva ao Ano Novo Chinês tem vários pontos de interesse, destacando-se, desde logo, um colorido cavalo que simboliza o signo que rege 2026, assim como um emblemático pórtico chinês e um icónico pessegueiro de dimensões reais. 



Os visitantes do Casino Lisboa podem observar uma instalação com cerca de 80 lanternas iluminadas e numerosos adornos chineses distribuídos pela Galeria de Arte. A celebração desta data tão especial está logo em evidência com vários apontamentos desta instalação na porta rotativa da entrada principal do Casino Lisboa.  

Recorde-se que foi, precisamente, no passado dia 17, que iniciou oficialmente o “Ano Novo Lunar”, uma data celebrada na China, na Ásia Oriental e por diversas comunidades da região espalhadas pelo mundo.