terça-feira, 9 de junho de 2026

Novo estudo da eDreams revela que portugueses estão entre os viajantes mais dispostos a viajar internacionalmente para acompanhar desporto



A eDreams, líder global no setor das agências de viagens online, acaba de divulgar um novo estudo sobre a relação dos consumidores com viagens associadas a eventos desportivos. Os dados revelam que os portugueses estão entre as nacionalidades mais apaixonadas por desporto a nível internacional – de facto, somos mesmo os viajantes mais propensos, entre todos os países analisados, a viajar para outro continente para assistir a competições ao vivo.

A paixão pelas viagens desportivas
Quando questionados sobre quão longe estariam dispostos a viajar para assistir a um evento desportivo, mais de um terço dos portugueses afirmou que viajaria para outro continente (34%), e outra fatia relevante (23%) viajaria para outros países da Europa, colocando Portugal no topo dos países mais disponíveis para este tipo de experiência.

As diferenças entre gerações são claras: os inquiridos mais jovens (18-24 anos) são os mais entusiasmados com viagens internacionais de longo curso motivadas pelo desporto (52%), enquanto os viajantes da Geração X (55 e os 64 anos – 19%) e os com mais de 65 anos (8%) mostram muito menos interesse em viajar para outro continente.

Também existem diferenças relevantes entre homens e mulheres: 2 em cada 5 homens mostram-se disponíveis para viajar internacionalmente para assistir a eventos desportivos (40%), mas menos de um terço das mulheres indica o mesmo (29%).

Futebol lidera as preferências dos portugueses
Quando questionados sobre os eventos que os fariam viajar para assistir a uma competição ao vivo, a larga maioria dos portugueses escolheu – sem surpresas – o futebol (74%). Esta é a percentagem mais elevada entre todos os países incluídos no estudo, mostrando que somos fervorosos no nosso “amor pela bola”.

Em seguida, mas com bastante menos expressão, os viajantes nacionais destacam os Jogos Olímpicos (30%), os desportos motorizados como Fórmula 1 e MotoGP (20%), o ténis (14%) e o basquetebol (9%).

Aqui, as diferenças entre género são também notórias, embora talvez menos acentuadas do que noutros tempos: os homens mostram preferência superior por viajar para assistir a jogos de futebol ao vivo (84%), comparativamente às mulheres (63%).

Mais do que um jogo: uma experiência de viagem completa
Para muitos portugueses, viajar para assistir a um evento desportivo é também uma oportunidade para explorar o destino. A maior parte dos viajantes gostaria de acrescentar entre 1-2 dias à viagem (42%) para esse fim, enquanto outros prefeririam ficar entre 3-4 dias adicionais (39%). Alguns indicam mesmo que aproveitariam para permanecer mais de cinco dias adicionais no destino (11%), e apenas uma minoria regressaria a casa no próprio dia do evento (4%).

No que toca ao planeamento da viagem, grande parte dos inquiridos prefere esperar pela confirmação oficial da participação da sua equipa ou atleta antes de fazer a reserva da viagem (53%). Ainda assim, alguns identificam-se mais com um estilo de viagem de última hora, ficando à espera até ao último momento por promoções ou bilhetes no mercado secundário (22%).

Para além disto, a paixão pelo desporto parece justificar alguns sacrifícios nas viagens. Muitos dos portugueses garantiram estar dispostos a fazer certas mudanças no estilo de vida, como reduzir despesas com refeições fora de casa, subscrições de streaming ou compras de roupa (33%), para poderem investir esse valor na viagem para acompanhar desporto. Outros admitiram recorrer às suas poupanças de longo prazo ou até ao fundo de emergência (21%), e outros ainda estariam dispostos a utilizar todos os dias de férias disponíveis no ano corrente (15%).

Já no que diz respeito ao orçamento máximo para cumprir uma viagem desportiva de sonho, quase metade dos portugueses considera aceitável fazer um investimento ao nível de umas férias de verão completas, com voos e hotel incluídos (46%). Para outro, está bem gastar o equivalente a uma escapadinha local ou pequena road trip (37%), e outras pequenas percentagens afirmam mesmo que gastariam o equivalente a uma lua de mel de sonho (5%) ou até a um ano inteiro de viagens (2%).
Independentemente do destino ou do evento escolhido, o estudo mostra que os portugueses encaram verdadeiramente o desporto como uma motivação para viajar e descobrir o mundo. Para ajudar a transformar estas experiências em momentos memoráveis, a eDreams continua a ser a melhor companheira.

Renault apoia o projeto de um Lego® do R5 Turbo 3E, criado por um fã



A Renault está a apoiar uma versão Lego construída por um fã do espetacular Renault 5 Turbo 3E e apela ao público para ajudar a transformá-la num conjunto oficial.

Criado pelo designer britânico de Lego, Dave Collins, conhecido como devonbricks no Instagram, o modelo dá vida ao carro de estrada mais extremo da Renault, mas em miniatura. O Renault 5 Turbo 3E – um «mini-supercarro» totalmente elétrico de 555 cv de produção limitada a 1 980 unidades – já é uma das expressões mais ousadas da gama moderna da marca. Agora, a Renault quer ver essa mesma energia traduzida em Lego.

O modelo de Collins capta, com detalhes impressionantes, a postura musculada, as proporções agressivas e a silhueta inconfundível que definem o R5T3E. Construída com cerca de 1 200 peças, a sua criação é o resultado de cerca de cem horas de trabalho.

Agora submetida à plataforma Lego Ideas, precisa de 10 000 apoiantes para avançar para a fase seguinte, onde poderá ser selecionada para produção, como um conjunto oficial da Lego. A Renault está a exortar os fãs da marca, do Renault 5 original, do novo Renault 5 e da própria Lego, a apoiarem o projeto e a ajudarem a torná-lo realidade.

No seu cerne está uma mistura de nostalgia e reinvenção que define a história do Renault 5. Os modelos Turbo originais da década de 1980 deixaram uma impressão duradoura, com o seu visual e atitude arrojados, enquanto o Renault 5 Turbo 3E totalmente elétrico reimagina essa energia para uma nova geração. Com apenas 1 980 exemplares do verdadeiro Renault 5 Turbo 3E, no valor de 160 000 euros, a versão Lego oferece a oportunidade de mais pessoas adquirirem um pedaço desta história.

Collins, um engenheiro de Newton Abbot, em Devon, começou a criar os seus próprios projetos de Lego durante o confinamento, em 2020, motivado por uma paixão pela precisão e pela resolução de problemas.

“Tinha Lego e Technic quando era criança e, como engenheiro, tenho uma necessidade inerente de projetar e adoro acertar nos detalhes”, refere Dave Collins.

“Os carros angulares são mais fáceis de construir em Lego, por isso o R5 foi uma escolha natural. Além disso, tem um aspeto fantástico e é imediatamente reconhecível como uma atualização do clássico dos anos 80. Eu próprio, certamente, tentei fazer umas corridas, com alguns, quando era mais novo.”

A resposta até agora tem sido esmagadora. “Estou mesmo impressionado”, acrescentou Collins. “Algumas das primeiras reportagens já feitas foram incríveis, e nem acredito que tenho jornalistas de todo o mundo a seguir-me no Instagram. A minha mulher e a minha filha estão incrivelmente orgulhosas de mim – acho que este é o resultado de seis anos e muitas centenas de horas de trabalho árduo a aperfeiçoar os meus projetos de Lego.”

Para Collins, a possibilidade de dar o próximo passo seria um sonho tornado realidade. “Se a Lego o considerasse, isso seria um grande impulso… e quem sabe onde poderá chegar. Se eles realmente fizessem um conjunto, acho que seria ótimo para a Lego, para a Renault e para mim. O automóvel é icónico para as pessoas que cresceram nos anos 80, e o visual e a potência do R5 elétrico atraem, atualmente, todas as idades, por isso acredito sinceramente que seria um sucesso.”

Com a Renault a apoiar a ideia, a próxima jogada cabe aos fãs. Os adeptos podem apoiar o Lego Renault 5 Turbo 3E na plataforma Lego Ideas, ajudando-o a atingir os 10 000 votos necessários para ser oficialmente considerado. Se for bem-sucedido, transformaria um projeto único de paixão num conjunto que os entusiastas de todo o mundo podem construir para si próprios.

Para apoiar o projeto e ajudar a dar vida ao modelo de Lego, os apoiantes devem primeiro criar uma conta gratuita na Lego e, em seguida, votar visitando a página do seu criador, Dave.

Para mais informações sobre o Renault 5 Turbo 3E em tamanho real e a oportunidade de reservar e o seu próprio, visite: https://www.renault.pt/veiculos-eletricos/renault-5-turbo-3e.html

Paul McCartney lança novo álbum, The Boys of Dungeon Lane



The Boys of Dungeon Lane não é apenas o primeiro novo álbum a solo de Paul McCartney em mais de cinco anos; é também uma reveladora coleção de histórias nunca partilhadas, memórias pessoais e algumas novas canções de amor inspiradas, de uma das figuras culturalmente mais significativas do nosso tempo.

Voltando o olhar para dentro, Paul revisita os anos formativos que moldaram tanto a sua vida como os próprios alicerces da cultura popular moderna. Este é, possivelmente, o seu álbum mais pessoal e introspetivo até à data, com histórias nunca contadas que transportam o ouvinte de volta ao ponto onde tudo começou.

As novas canções mostram Paul num estado de espírito sincero, vulnerável e reflexivo, escrevendo com uma rara abertura sobre a sua infância na Liverpool do pós-guerra, a resiliência dos seus pais e as primeiras aventuras com George Harrison e John Lennon, muito antes de o mundo sequer ter ouvido falar de Beatlemania. The Boys of Dungeon Lane é a história antes DA história.

Desde o anúncio do novo álbum, The Boys of Dungeon Lane tem sido rodeado de entusiasmo por parte de fãs e meios de comunicação social de todo o mundo.

Única e oportuna: Uma história global focada na economia e na gestão de Portugal



Destacando-se pela qualidade e originalidade da sua organização, chega agora ao mercado do livro História Global da Economia e Gestão de Portugal. Esta nova obra de referência está dividida em sete partes, todas coordenadas por grandes estudiosos das respetivas temáticas. Cada parte conta com uma série de textos organizados de forma cronológica, ao longo de mais de 700 páginas, escritos por especialistas nas diversas épocas e áreas. O livro História Global da Economia e Gestão de Portugal é dirigido por José António Porfírio, José Eduardo Franco e José Paulo Esperança e já está à venda nas livrarias.

Uma história global focada na economia e na gestão de Portugal é uma obra necessária e oportuna. Necessária porque, apesar da sua localização no extremo ocidental da Europa, Portugal nunca deixou, desde a Pré-História, de estar associado aos movimentos incessantes dos povos, na sua contínua busca de conhecimento e oportunidades. Oportuna porque a sua publicação coincide com a generalização do debate sobre o mérito da globalização.  

Hoje, é indiscutível que Portugal, no dealbar da Modernidade, se tornou um dos primeiros países construtores da globalização, tirando dessa situação um enorme proveito económico. Por detrás desta capacidade está um espírito empreendedor singular que nos catapultou para o mundo, criando redes e empórios comerciais particulares que abriram novos caminhos no domínio da liderança e da gestão. Esta obra procura sistematizar muito do que ainda hoje se pode considerar relevante de entre aquilo que Portugal tem dado para a gestão e a sua influência na economia mundial.

É, de facto, nos séculos XV e XVI que este pequeno país, com pouco mais de um milhão de habitantes, assume uma posição pioneira no comércio mundial, ao encontrar uma via marítima alternativa à longa e dispendiosa Rota da Seda, que, até então, representava a única via de intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente, na qual as especiarias, os metais preciosos, a porcelana, o vestuário e os cavalos eram os principais bens transacionados. A transformação do comércio internacional não seria possível sem o desenvolvimento paralelo da organização empresarial e da gestão.

Este livro propõe uma “viagem” de conhecimento às diferentes épocas e estádios do nosso passado, até um tempo em que o religioso e o político eram dominantes na organização da sociedade e na construção dos horizontes de sentido, mas em que o económico imperava na sua dependência.

História Global da Economia e Gestão de Portugal tem uma sessão de lançamento na Feira do Livro de Lisboa, amanhã, no dia 10 de junho, às 18h00, no Auditório Lusíadas Saúde (na zona sul do recinto). Vai contar com a presença dos diretores e dos coordenadores e com a apresentação de Susana Peralta, da NOVA School of Business and Economics (SBE), e de Guilherme d’Oliveira Martins, da Fundação Calouste Gulbenkian. Segue-se uma sessão de autógrafos no Espaço Bertrand Editora às 19h00. A entrada é livre.  

Porto Blues Fest



O Porto Blues Fest regressa nos dias 24 e 25 de julho à Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, para dois dias dedicados ao blues num dos cenários mais emblemáticos da cidade do Porto. O festival conta, desde a primeira hora, com o apoio da Ágora – Cultura e Desporto. 

Com 8 edições realizadas e um público fiel, o festival afirma-se como uma referência cultural consolidada, distinguindo-se pela proximidade entre artistas e público e por uma experiência ao ar livre que privilegia a identidade cultural e a qualidade artística. 

O cartaz de 2026 cruza nomes consagrados e novos talentos. No palco principal, destaque para os britânicos Ten Years After, uma das bandas mais icónicas do blues rock, bem como para Dede Priest & Johnny Clark’s Outlaws, Cosimo & The Hot Coals e os portugueses Peter Storm & The Blues Society. 

A programação integra ainda o Palco Youth, desenvolvido em parceria com a Academia de Guitarra do Porto by Bunker, uma referência na formação de jovens músicos, com quem o festival partilha a missão de dar palco ao talento nacional. Esta iniciativa reforça a aposta na renovação do género e proporciona a jovens artistas a sua primeira experiência em contexto profissional. O melhor aluno da Academia terá ainda a oportunidade de subir ao palco com um dos artistas do cartaz. 

Em paralelo, o festival mantém uma componente formativa, com a atribuição de uma bolsa para a Little Steven Blues School, na Noruega, permitindo a um jovem músico português aceder a uma experiência internacional. 

A sustentabilidade continua a ser um dos eixos do evento. O Porto Blues Fest implementa medidas como a compensação da pegada de carbono, a reflorestação em parceria com o projeto FUTURO – 100.000 Árvores, a utilização de materiais reutilizáveis e a gestão responsável de resíduos. Parte da receita de bilheteira reverte diretamente para iniciativas ambientais. 

Com uma abordagem que cruza música, formação e responsabilidade ambiental, o Porto Blues Fest posiciona-se como um festival com impacto artístico, social e ambiental. 

Porto Blues Fest 2026
Concha Acústica, Jardins do Palácio de Cristal 
24 e 25 de julho 

Horários principais
Palco Youth a partir das 18h30 
Concertos principais às 21h30 e 23h00

Atreves-te a ser um Walker?



A autora de sucesso, Maria Inês Almeida, lança uma nova coleção dirigida ao público infantojuvenil. Os dois primeiros volumes de Os Walkers já estão disponíveis e convidam os leitores a entrar numa aventura em que cada passo pode levar a descobertas mágicas.
 
Numa altura em que há uma tendência para estar cada vez mais horas ligados a ecrãs, Maria Inês Almeida propõe o caminho inverso: sair, explorar, criar laços e redescobrir o prazer da vida ao ar livre. Em Os Walkers, os leitores são convidados a acompanhar um grupo de amigos que enfrentam desafios próprios da idade com um toque de mistério, caminhadas pela Natureza e histórias envolventes.



No primeiro livro da coleção, Os Walkers – O caderno secreto, a curiosidade surge quando o grupo de amigos composto pelo Miguel, a Mia, o Manuel, a MF e o cão Muffin, encontra um objeto estranho e, durante a procura de respostas, uma série de acontecimentos fora do comum começam a desencadear-se.

Já em Os Walkers – Natureza, Amor e Mosquitos há um novo mistério para resolver: O que se passa entre a Mia e o Miguel? Um novo capítulo onde as emoções, descobertas e imprevistos se cruzam sempre com a Natureza como pano de fundo.

Com uma linguagem próxima dos leitores, ilustrações apelativas e personagens marcantes, Os Walkers são a sugestão de leitura ideal para incentivar e alimentar o gosto pela leitura bem como são um estímulo ao desenvolvimento da curiosidade, imaginação e gosto por atividades ao ar livre.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Como falar de dinheiro com crianças e jovens: Um guia por idades



Falar de dinheiro com crianças e jovens continua a ser, para muitas famílias, um tema difícil de introduzir. Por receio de transmitir preocupações, por falta de à-vontade ou simplesmente por se considerar que “ainda é cedo”, o assunto acaba muitas vezes por ficar fora das conversas do dia a dia.

No entanto, a relação com o dinheiro começa a formar-se muito antes da idade adulta. A forma como as crianças observam os adultos a comprar, a poupar, a fazer escolhas ou a lidar com limites contribui para criar hábitos, atitudes e emoções que as podem acompanhar toda a vida.

A pensar nas famílias que pretendem começar a abordar este tema de forma simples e ajustada a cada idade, o Doutor Finanças reuniu um conjunto de recomendações para ajudar a promover uma relação mais saudável com o dinheiro desde a infância até à idade adulta.

Dos 3 aos 5 anos: Descobrir o dinheiro através da brincadeira
Entre os 3 e os 5 anos, o dinheiro entra na vida das crianças sobretudo através da observação. Nesta fase, o objetivo não passa por explicar conceitos financeiros, ensinar regras ou falar de poupança de forma estruturada. O mais importante é criar familiaridade com o tema.
Ver os adultos pagar no supermercado ou nos restaurantes, “brincar às lojas”, identificar moedas e notas ou ouvir expressões simples como “comprar” e “pagar” ajuda a criança a perceber que o dinheiro existe e serve para trocar por bens ou serviços.

Dos 6 aos 9 anos: Aprender a escolher e a errar
Entre os 6 e os 9 anos, as crianças começam a fazer escolhas mais conscientes e a perceber que nem todas produzem o resultado esperado. Esta é uma fase importante para introduzir pequenas decisões sobre dinheiro e, sobretudo, para permitir que a criança aprenda com elas.
Gastar tudo de uma vez, arrepender-se de uma compra ou mudar de ideias são situações normais e úteis. Em vez de evitar todos os erros, faz sentido criar espaço para que a criança compreenda as consequências das suas escolhas num ambiente seguro. Nesta fase, pode ser introduzida uma pequena semanada ou um valor simbólico para gerir em situações concretas.

Dos 10 aos 12 anos: Aprender a lidar com limites
Entre os 10 e os 12 anos, a criança já consegue compreender que nem todas as escolhas são possíveis ao mesmo tempo. O dinheiro começa a ser vivido com maior consciência e surge uma aprendizagem essencial: existem limites.
Definir um valor máximo para gastar, comparar preços simples, perceber que escolher uma coisa implica abdicar de outra e guardar dinheiro para um objetivo concreto são exercícios importantes nesta fase. Consoante a maturidade, esta pode também ser uma boa altura para fazer uma transição progressiva da semanada para mesada.

Dos 13 aos 15 anos: Definir prioridades perante a pressão social
Entre os 13 e os 15 anos, a comparação com amigos, as redes sociais, a publicidade online e os influenciadores digitais podem aumentar a pressão para comprar, acompanhar tendências ou gastar por impulso. Nesta fase, torna-se essencial ajudar o jovem a distinguir necessidades de desejos e a perceber o que é realmente importante.

A mesada pode ser uma ferramenta útil para planear o dinheiro ao longo de várias semanas, decidir o que deve ser gasto primeiro e identificar que objetivos justificam poupança. Conversas sobre compras por impulso, comparação de preços e influência externa ajudam a desenvolver pensamento crítico e escolhas mais conscientes.

Dos 16 aos 18 anos: Pensar antes de decidir
Entre os 16 e os 18 anos, a autonomia financeira começa a ganhar outro peso. Nesta fase, podem surgir as primeiras experiências de gestão de dinheiro próprio, seja através de uma mesada mais alargada, de trabalhos durante os períodos de férias ou de um part-time, ao mesmo tempo que aumentam as decisões com impacto no orçamento, como compras online, subscrições, transportes, saídas ou outras despesas recorrentes.

Pequenos gastos regulares, quando repetidos todos os meses, podem condicionar o orçamento disponível. Ajudar o jovem a perceber quanto custa uma decisão no total, quanto sobra até ao fim do mês e que outros planos podem ficar comprometidos contribui para uma maior autonomia financeira.

Um apoio extra: Aprender com jogos, histórias e desafios
Além das conversas adaptadas a cada idade, também podem ser usadas estratégias simples, como mealheiros, jogos, histórias ou pequenos desafios familiares, para tornar a aprendizagem mais concreta.
Mais do que ensinar fórmulas, o objetivo é ajudar crianças e jovens a construir uma relação saudável com o dinheiro, assente em escolhas conscientes, responsabilidade, autonomia e capacidade de adaptação.

O manual completo “Como falar de dinheiro com os mais novos” está disponível no portal do Doutor Finanças, com orientações práticas por faixa etária e sugestões de atividades para ajudar famílias a introduzir a literacia financeira de forma simples, gradual e ajustada ao desenvolvimento de cada criança ou jovem.

Leonardo Padura revisita 50 anos da história cubana



Publicado em Portugal pela Porto Editora, Morrer na Praia, de Leonardo Padura, escritor distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias das Letras em 2015, encontra-se já à venda naslivrarias.

Rodolfo é um homem marcado pela guerra em Angola e por uma tragédia doméstica que nunca deixou de o perseguir. Quando o irmão é libertado da prisão e regressa à casa de família – gravemente doente e décadas depois de ter cometido o homicídio que destruiu todos os laços familiares –, é confrontado com um passado que deixa de ser apenas uma memória. O possível reencontro entre os irmãos reabre conflitos antigos e expõe segredos ligados ao crime que marcou a família.

Inspirado em factos reais, o romance evoca os últimos 50 anos de transformações sociais e políticas em Cuba, servindo-se para isso de um conjunto de personagens cujas vidas foram definitivamente marcadas por tais mudanças. A crítica espanhola sublinha essa dimensão ao reconhecer no livro um olhar direto e sem cedências sobre uma realidade onde a desilusão se tornou estrutural. Num país marcado pela escassez, a emigração e uma profunda crise social, num tempo descrito pelo próprio autor como sendo de «incerteza total» e um dos períodos mais frágeis da história cubana, Padura transforma, nesta obra, o drama familiar numa metáfora ampla: a de uma geração que acumulou promessas e hoje vive com o peso da frustração.

O autor cubano é uma das vozes mais reconhecidas da literatura contemporânea em língua espanhola, traduzido em mais de quinze países, e tem uma relação próxima com os leitores portugueses. Regressa ao nosso país este ano para apresentar Morrer na Praia na Feira do Livro de Lisboa, no dia 13 de junho, às 16H, no Auditório Sul.

Sobre o Autor

Leonardo Padura nasceu em Havana em 1955. Licenciado em Filologia, trabalhou como guionista, jornalista e crítico. Os seus romances policiais protagonizados pelo detetive Mario Conde alcançaram êxito internacional, tendo sido traduzidos para inúmeras línguas e recebido prestigiados galardões literários como o Prémio Café Gijón, o Prémio Dashiell Hammett, o Prémio Raymond Chandler, entre muitos outros. Em 2012, em Cuba, venceu o Prémio Nacional da Crítica, e, no ano seguinte, foi distinguido em França com a Ordem das Artes e das Letras. Em 2015, recebeu o Prémio Princesa das Astúrias das Letras pelo conjunto da sua obra.

Morrer na Praia – o seu novo romance – junta-se agora a outros títulos já publicados pela Porto Editora: O Homem que Gostava de Cães, Hereges, A Transparência do Tempo, Quarteto de Havana I e II, Como Poeira ao Vento, Pessoas Decentes e Ir a Havana.

A Sony impulsiona a fotografia de alta resolução com a Alpha 7R VI



A Sony apresentou a Alpha 7R VI, a sexta geração da sua aclamada série Alpha 7R. Baseada no legado da série em termos de resolução de ponta, esta câmara mirrorless full-frame combina um sensor CMOS Exmor RS™ retroiluminado e totalmente empilhado de, aproximadamente, 66,8 megapíxeis efetivos com o novo motor BIONZ XR2™. Resultado: uma resolução excecional, cores precisas e um desempenho fiável em objetos que incluem desde pessoas em movimento, passando pela vida selvagem, até paisagens extensas.
 
A Sony apresenta também o adaptador XLR-A4 para ampliar as capacidades de áudio integradas na câmara em produções profissionais, incluindo a gravação em 32 bits com precisão de ponto flutuante.
 
"A série Alpha 7R é sinónimo de qualidade de imagem em que pode confiar no ecrã, em impressão, ou mesmo nas condições mais exigentes. A Alpha 7R VI vai ainda mais longe, oferecendo a velocidade, a inteligência, a autonomia da bateria e a qualidade do visor que os nossos criadores têm vindo a pedir. Cada decisão reforça o que esta série faz de melhor e faz com que ela se empenhe ainda mais em prol das pessoas que nela confiam", afirmou Yoshioka Naoto, Diretor de Marketing, Imagem, Produtos e Soluções da Sony Europe.



Principais características da Alpha 7R VI
 
Captação de alta resolução ampliada 
  • Sensor Exmor RS full-frame totalmente empilhado de 66,8 MP (efetivos, aproximadamente) com até 16 incrementos de gama dinâmica e ruído reduzido na gama de sensibilidade média
  • Estabilização de imagem ótica precisa de 5 eixos, proporcionando até 8,5 incrementos no centro e 7,0 incrementos na periferia
  • Equilíbrio de brancos automático, baseado em sensores de luz visível e infravermelhos (IV) e na estimativa de iluminação através de aprendizagem profunda, para uma cor natural e estável em cenários com sombra ou interiores
Inteligência em cada fotograma com captação contínua de alta velocidade e elevada precisão 
  • Motor BIONZ XR2 com unidade de processamento de IA integrada e uma leitura do sensor aproximadamente 5,6 vezes mais rápida do que no modelo anterior, permitindo uma captação contínua sem interrupção a uma velocidade de até cerca de 30 fps6, para até 60 cálculos de AF/AE por segundo com seguimento de AF/AE
  • Real-time Recognition AF+ (Plus) com estimativa e seguimento da postura humana com base no esqueleto, para uma focagem fiável em objetos em movimento rápido, incluindo atletas e cenas dinâmicas
Concebida para responder às exigências profissionais 
  • A nova bateria de alta capacidade NP-SA100 (2670 mAh) permite captar até 710 fotografias através do ecrã LCD ou 600 através do visor (norma CIPA), reduzindo a necessidade de trocar de bateria durante sessões fotográficas prolongadas
  • Visor OLED de aproximadamente 9,44 milhões de pontos, com gama de cores equivalente a DCI-P3 e HDR de 10 bits — o brilho máximo é cerca de três vezes superior ao dos modelos convencionais para uma visibilidade nítida em ambientes luminosos
  • A gestão eficaz do calor permite a gravação ininterrupta de vídeos em 8K até 120 minutos
  • Duas portas USB Tipo C🄬 para carregamento e transferência de dados em simultâneo; botões traseiros iluminados para utilização em condições de pouca luz
  • Liga de magnésio para um corpo leve e resistente; ecrã LCD multiângulo de 4 eixos para ângulos de gravação flexíveis; o seletor de modo "Memory Recall" associa configurações de captação a botões personalizáveis
  • É compatível com a Camera Authenticity Solution da Sony, incluindo a norma C2PA, que permite verificar se as fotografias e os vídeos foram captados com uma câmara (e não gerados por IA)
 


Vídeo profissional 
  • Gravação 8K a 30p com sobreamostragem de 8.2K e gravação full-frame 4K a 60p e 120p sem recortes
  • A função Dual Gain Shooting, uma novidade na série Alpha, otimiza o desempenho do sensor para reduzir o ruído sem perder detalhes nas sombras, proporcionando uma gradação suave e latitude ampla
  • A estabilização redesenhada integrada na câmara duplica a gama de compensação da direção de rolamento; O Modo Dinâmico Ativo permite gravações sem tripé suaves e estáveis
  • Gravação interna de áudio em 32 bits com precisão de ponto flutuante na câmara quando emparelhada com o adaptador XLR-A4, eliminando a necessidade de ajustes precisos no local

Principais características do adaptador XLR-A4 
  • Suporta gravação de áudio digital integrada na câmara com até 4 canais; microfones XLR, como o ECM-778 (até 2 canais), e microfones com conector mini-jack estéreo de 3,5 mm (2 canais estéreo) através do Suporte Multi-interface (MI)
  • Os conversores analógico-digitais duplos digitalizam os sinais do microfone numa ampla gama dinâmica, captando com nitidez tanto ambientes silenciosos como cenas de ação ruidosas
  • Grava áudio digital a até 96 kHz, 32 bits de precisão flutuante e 4 canais em câmaras compatíveis, tirando o máximo partido da qualidade dos microfones XLR de gama alta. O formato de 32 bits com precisão de ponto flutuante elimina a necessidade de ajustes finos de ganho no local, reduzindo significativamente o risco de distorção do áudio
  • Design com um perfil mais baixo e uma estrutura de armação reforçada em comparação com o XLR-K3M, garantindo gravações estáveis em diversos cenários de captação no local
  • O cabo de extensão de áudio fornecido permite a colocação a uma distância de até, aproximadamente, 60 cm da câmara; o encaminhamento lateral minimiza a interferência com os suportes e acessórios
  • Compatível com USB Audio Class 2.0; funciona como uma interface de áudio de 2 canais com 96 kHz e 24 bits quando ligado a um PC, para a monitorização e edição de áudio no local


Preços e disponibilidade
 
A Alpha 7R VI (ILCE-7RM6) estará disponível a partir de junho de 2026 por aproximadamente 5.100 EUR. O novo adaptador XLR-A4 estará disponível a partir de junho de 2026 por aproximadamente 750 EUR.

A longa história dos "Valores Europeus" num livro de Jaime Nogueira Pinto



A Dom Quixote edita amanhã, 9 de junho, "Valores Europeus, Uma Longa História", de Jaime Nogueira Pinto, uma revisitação de três milénios de percurso europeu para responder a uma pergunta: o que são hoje os tão invocados “valores europeus”? No ano em que o ensaísta comemora 80 anos regressa a um dos temas que atravessa toda a sua obra: o lugar da Europa, da sua tradição e das suas crises no mundo de hoje.

De Que Falamos Quando Falamos de Valores Europeus? Mas haverá valores europeus capazes de atravessar os tem­pos? E se os houver, de onde vêm e como é que caracterizam um modo europeu de ser e de estar no mundo? Em que prin­cípios e modelos se fundamenta essa eventual concepção de vida? 

Terá aquilo que fez a Europa de alguma forma sobrevivido, condicionando o movimento de centralização dos Estados soberanos nos séculos XVI e XVII? E como conviveram esses valores com as novas ideias do Século das Luzes e do Despotismo Ilumi­nado? E com as revoluções que, contra esse e outros despo­tismos, abalaram a Europa e o mundo eurocêntrico, da Revolução Inglesa à Revolução Francesa? Qual foi depois o impacto de Marx e da Revolução Soviética? O que aconteceu aos ditos «valores europeus» quando das respostas do fas­cismo e do nacional-socialismo ao comunismo, na idade dos totalitarismos? E como se adaptaram ao fim do mundo euro­cêntrico e à Guerra Fria, ao eclipse dos Impérios coloniais e do sovietismo e a esta espécie de paz perpétua kantiana, posta em causa pela invasão da Ucrânia e pelas guerras do Médio Oriente?  

Entre Homero e a Comissão Europeia, "Valores Europeus" mostra como se foram construindo – e hoje se procuram reescrever – as referências que fizeram da Europa um espaço único: leis e interditos, memória e tradição, comunidades e instituições, liberdade, Estado de direito, nação, direitos fundamentais, mas também razão de Estado, império, terror revolucionário e engenharia social. Jaime Nogueira Pinto explica as actuais batalhas entre soberanistas e globalistas, populistas e tecnocratas, e segue o fio das continuidades e rupturas que moldaram o Ocidente, marcado pela tensão entre fé, pertença e liberdade individual.   Invocar “valores europeus” e tomar partido num conflito em aberto. Este livro obriga o leitor a saber de que lado está.

Sobre o Autor

Jaime Nogueira Pinto nasceu no Porto em 1946, estudou Direito em Lisboa e doutorou‑se em Ciências Sociais e Políticas. Foi professor no ISCSP, dirigiu o jornal O Século, passou pela edição na Bertrand e trabalha hoje em consultoria estrátegica. Preside a FLAC – Fundação Luso‑Africana para a Cultura, dirige com Rui Ramos a revista Crítica XXI e é presença regular na imprensa, rádio e televisão. Autor de mais de 20 livros sobre história, politica e ideias – entre eles De Que Falamos Quando Falamos de Direita, Ideologia e Razão de Estado – Uma História do Poder, Portugal – Ascensão e Queda e os romances Novembro e Os Passageiros da Sombra.