quarta-feira, 11 de março de 2026

Bauer Media lança “Camarim”, novo Podcast dedicado à atualidade da música portuguesa



A Bauer Media Audio Portugal estreou o “Camarim”, um novo Podcast semanal dedicado aos artistas e à atualidade da música portuguesa. O projeto nasce para acompanhar de forma consistente o que está a acontecer na música nacional, dando visibilidade aos artistas e aos momentos que estão a marcar esta fase da música portuguesa.

O “Camarim” centra-se nos novos lançamentos, concertos especiais e momentos relevantes na carreira de artistas portugueses, dando espaço ao presente e ao que está a marcar o panorama musical.

Transversal às rádios do grupo, o projeto envolve animadores da Rádio Comercial, m80 Rádio e Cidade FM, garantindo diversidade de estilos e públicos, com a música portuguesa como fio condutor.



O primeiro episódio estreou no passado dia 4 de março, e tem como convidada a fadista Sara Correia, numa conversa conduzida por Filipa Galrão, animadora da Rádio Comercial, centrada no seu novo trabalho discográfico e nos projetos que marcam esta nova fase da sua carreira.

“A música portuguesa vive um momento muito forte e fazia sentido criarmos um espaço regular, assegurado pelas nossas antenas, que acompanhasse essa vitalidade.  Queremos que o ‘Camarim’ seja uma referência na atualidade da música portuguesa com conversas relevantes para todos os fãs dos seus artistas favoritos”, afirma Pedro Ribeiro, VP Content na Bauer Media Audio Portugal.

Com periodicidade semanal, o “Camarim” estará disponível no Rayo e nas principais plataformas de streaming, com novos episódios todas as semanas.

Performance-instalação "Quarto Escuro de Goethe" apresenta-se em Lisboa no Goethe-Institut



Quarto Escuro de Goethe, performance-instalação de Eunice Gonçalves Duarte, chega a Lisboa em março de 2026, integrada na programação do Festival MONSTRA, com apresentações no Goethe-Institut Lisboa. O projeto cruza arte, ciência e pensamento, partindo do livro "Teoria das Cores" de Johann Wolfgang von Goethe para propor uma experiência imersiva sobre perceção, luz e cor, e dá continuidade a um ciclo de podcasts com investigadores convidados, especialistas nas áreas da física, neuropsicologia e filosofia da cor.

Depois da estreia em Coimbra, a obra apresenta-se agora em Lisboa. Criado por Eunice Gonçalves Duarte, performer e investigadora doutoranda em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra, Quarto Escuro de Goethe propõe uma experiência sensorial de acesso muito limitado, convidando o público a entrar num espaço onde a cor é vivida para além da observação imediata, entre o visível e o invisível, a luz e a sombra, a razão e a intuição.

No Goethe-Institut Lisboa, as performances decorrem nos dias 12 das 16 às 19 (abertura do festival) e 13 de março, entre as 17h às 20h, em sessões de 20 minutos, com entrada livre e lotação limitada a três pessoas por sessão. Nesses dois dias, a instalação poderá também ser visitada livremente entre as 10h00 e as 15h00, permitindo ao público conhecer a estrutura e o dispositivo sensorial que sustenta a performance.

A programação estende-se ainda a uma conversa-workshop intitulada “Luz Indisciplinada: entre arte e ciência”, orientada por Eunice Gonçalves Duarte, a realizar no Atelier Concorde, no 15 de março, das 15h às 17h. Já no dia 20 de março, às 18h30, a Biblioteca do Goethe-Institut Lisboa acolhe a gravação ao vivo do podcast “Cores Físicas”, com o físico Vítor Cardoso. O ciclo encerra a 9 de abril, às 19h00, com a gravação do podcast “Efeito Sensível-Moral da Cor”, com a filósofa Maria Filomena Molder, no mesmo espaço.

“Interessa-me a tensão entre luz e escuridão — não como opostos, mas como zonas de transição, de revelação e de manifestação da cor. Goethe propõe que, num quarto escuro, a luz possa ser percebida de dentro, como impulso interno. É essa experiência interior da perceção que procuro transpor para o espaço performativo”, explica Eunice Gonçalves Duarte.

Em Quarto Escuro de Goethe, o espaço é concebido como um organismo sensorial onde luz, som e corpo cruzam-se num diálogo contínuo. A artista traduz a morfologia goethiana em experiência estética, fazendo nascer a cor no limite entre o visível e o invisível. Inspirada na reflexão de Goethe “A palavra pode não ser suficiente para descrever o espírito da cor”, Eunice propõe ao público não apenas ver, mas participar na experiência de ver.

A composição sonora original de Nick Rothwell funciona como uma extensão da luz e da matéria, criando uma viagem auditiva onde o som também revela ou oculta a cor. Neste “quarto escuro” materializa-se a ideia goethiana de que “a cor e o som são como dois rios que nascem na mesma montanha”, coexistindo na experiência sensorial, mesmo que seguindo caminhos distintos.

“Quando a forma se esbate, somos forçados a reorganizar os sentidos e a descobrir novas formas de ver. É nesse instante que a imagem se torna viva”, afirma a criadora.



Arte, ciência e pensamento: um diálogo que se estende em podcast
O projeto prolonga-se para além da performance através de um ciclo de podcasts onde se aprofunda o diálogo entre arte e ciência. Depois da sessão inaugural com Benilde Costa, dedicada às Cores Químicas, e da conversa com Marta Teixeira, sobre neuropsicologia da visão, e dos comentários de de Carlos Fiolhais à obra de Goethe, o ciclo prossegue em Lisboa com episódios dedicados às dimensões física e filosófica da cor, acompanhando a apresentação do projeto no Festival MONSTRA.

Envolver e sensibilizar novos públicos
Assente nos três eixos fundamentais — arte, ciência e pensamento —, O Quarto Escuro de Goethe desenvolve uma estratégia de mediação e sensibilização em parceria com várias instituições nacionais, incluindo o Goethe-Institut, o Festival MONSTRA, o Atelier Concorde, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Rómulo – Centro de Ciência da Universidade de Coimbra e estruturas culturais de Penafiel e Gouveia. 

Sobre a Artista

Eunice Gonçalves Duarte é performer e investigadora. Doutoranda em Estudos Artísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É graduada em Teatro Contemporâneo pela UCD - University College Dublin - aqui parece-me relevante esta informação O seu trabalho centra-se na interseção entre artes performativas e tecnologia low tech, privilegiando a criação de dispositivos que ampliem a experiência sensorial da performance. Tem apresentado obras em diversos países da Europa, nos Estados Unidos e no México. Foi criadora de peças de performance-instalação tais como Sufocada em Lágrimas (Temps d'Image) e Isto é um Filme de Baixa Frequência (ArteemRede/Dia Europeu do Espectador).

“Encontros” com Edgar Domingos & Chelsea Dinorath no Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 17 de abril, às 21 horas, o concerto "Vozes em Palco: Encontros", que junta Edgar Domingos e Chelsea Dinorath num encontro ao vivo pensado para celebrar a força das vozes, a emoção das canções e a ligação com o público.

"Vozes em Palco: Encontros" foi desenhado para criar momentos de ligação entre dois universos artísticos, com actuações a solo e momentos partilhados, num concerto pensado para ficar na memória do público.

Uma noite única no Casino Estoril, onde o foco é a força da interpretação e o encontro de duas vozes no mesmo palco - celebrando canções, histórias e a energia de dois artistas em pleno reconhecimento do seu trabalho.

Chelsea Dinorath
Chelsea Dinorath chega a este espectáculo após um ano de forte reconhecimento internacional: é a primeira artista angolana a vencer a categoria de Melhor Artista da África lusófona nos Trace Awards (2.ª edição, em Zanzibar, Tanzânia). A artista foi também distinguida como Melhor Artista Feminina dos PALOP nos African Entertainment Awards, USA (AEAUSA), consolidando a sua projeção além-fronteiras.

Chelsea Dinorath afirma-se por uma escrita e interpretação intensas, com temas que se tornaram referência para muitos ouvintes, como "Ntima", "À Toa", "Sodadi", "Melhor" e "Toi Et Moi". O álbum "Catarse" reúne algumas das suas faixas mais procuradas, incluindo "Traços (feat. Edgar Domingos)", "Unfollow", "Maré", "Weya" e "Silhueta da Dor", entre outras.

A colaboração "Traços" destaca-se por unir as duas vozes no mesmo tema, antecipando o que o público pode esperar deste encontro ao vivo - um diálogo artístico entre dois percursos que se cruzam em palco.

Ao vivo, Chelsea Dinorath traz uma performance centrada na interpretação, nos refrões fortes e na conexão direta com o público, agora com o reconhecimento dos Trace Awards e AEAUSA.

Edgar Domingos
Este será igualmente o segundo evento de Edgar Domingos depois de um grande sucesso no “Lisboa Ao Vivo - LAV”, registando mais um importante momento no seu percurso ao vivo – desta vez no emblemático palco do Salão Preto e Prata ao lado de uma das vozes mais premiadas da música lusófona da actualidade.

Edgar Domingos tem construído um percurso marcado por canções que ganharam vida própria junto do público, com singles como "Agulha No Palheiro", "Relaxa" e "Linda Demais". 

Entre os seus temas mais procurados e reconhecidos surgem ainda títulos como "Adoço", "KBB", "Estragar O Que Está Bom", "Senhor Incrível" e "Já Não Te Conheço".

No alinhamento desta noite, a promessa é levar ao palco o lado mais directo e emocional do seu repertório, com espaço para os momentos de maior energia e para as canções que o público sabe de cor.

terça-feira, 10 de março de 2026

«Colour Portugal» reúne os cenários mais icónicos do país num livro para colorir



Chega às livrarias Colour Portugal, o primeiro livro para colorir inteiramente dedicado às paisagens e monumentos mais icónicos de Portugal.

De Lisboa ao Algarve, do Gerês ao Alentejo, o livro reúne cenários que atravessam o país de Norte a Sul: fachadas de azulejo, elétricos históricos, aldeias costeiras, igrejas majestosas e paisagens naturais que fazem parte do imaginário coletivo português. As ilustrações são originais e assinadas por Manel Cruz, criadas especialmente para este projeto, com um nível de detalhe e sofisticação que valoriza o livro enquanto objeto.

Mais do que um livro, é um convite a descobrir Portugal com tempo – e a reinventá-lo, página a página, a cores próprias.

Colour Portugal estará disponível nas livrarias a partir de 12 de março. 

O que resta da herança de todas as mulheres que vieram antes de nós?



Cinco mulheres. Três gerações. Um romance inesquecível. Uma história de luta pela independência e pela liberdade e identidade femininas contra todas as convenções. O Nome das Mulheres, de Aurora Tamigio, a estreia literária italiana mais poderosa dos últimos anos, é um bestseller imparável no seu país. Favorito dos leitores e livreiros e premiadíssimo, venceu, entre outros, o Bancarella para melhor livro do ano.

O Nome das Mulheres é um romance de grande fôlego, com uma narrativa que atravessa todo o século XX. O título é publicado em Portugal a 12 de março, com chancela da Bertrand Editora. Entre o riso e as lágrimas, a autora leva-nos a descobrir personagens memoráveis nas quais revemos muito do que sentimos e vivemos. Afinal, o que resta da herança de todas as mulheres que vieram antes de nós?

Primeiro, conhecemos a história de Rosa. Nascida na Sicília do princípio do século XX, maltratada pelo pai e pelos irmãos, revela desde sempre ser feita da matéria do seu nome: a flor que sempre renasce. Certo dia conhece Sebastiano, por quem se apaixona e com quem se casa. Juntos, têm três filhos: Fernando, Donato e Selma, que se casa com Santi Maraviglia contra a vontade da mãe. Quando Santi se torna legalmente o chefe de família, começam os problemas, e a herança que tinha sido cultivada com cuidado será deitada a perder. São as filhas de Selma e Santi que vão pagar pelos pecados dos pais: Patrizia, Lavinia e Marinella. Sobre todas elas vela o espírito do avô Sebastiano, que volta para as visitar nos momentos mais difíceis.

Através de uma narrativa em que as vozes de várias gerações de mulheres se vão revezando, O Nome das Mulheres é uma história de resiliência, emancipação e autonomia femininas. Uma história de mulheres, escrita por uma mulher, que ousam assumir o controlo das suas vidas num mundo muitas vezes dominado por homens. Com personagens marcantes e descrições únicas, este livro tem já uma adaptação audiovisual em perspetiva.

O Nome das Mulheres, de Aurora Tamigio, é publicado a 12 de março, com tradução de Maria João Ferro.

Sobre a Autora

Aurora Tamigio nasceu em Palermo em 1988 e cresceu em Milão. Após a licenciatura em História da Arte Contemporânea, estudou também Guionismo para escrita de argumentos cinematográficos e trabalhou em cinema e publicidade. É diretora da revista Silenzio in sala e autora dos argumentos das curtas-metragens L’incontro, Homefish e Signorina Forsepotevo. Os seus textos estão publicados em vários jornais e revistas. O Nome das Mulheres é o seu primeiro e premiadíssimo romance, que recebeu elogios da crítica e dos leitores, tornando-se um bestseller e confirmando-se como uma das estreias mais arrebatadoras da literatura italiana dos últimos anos. 

Concertos gratuitos de Marta do Carmo no Arena Lounge do Casino Lisboa



O Casino Lisboa continua a oferecer um diversificado programa de animação no Arena Lounge. Marta do Carmo sobe ao palco multiusos, de 12 a 14 de março, pelas 22h45, para apresentar o seu melhor repertório. O programa prolonga-se, pelas 23h55, na sexta-feira, dia 13, com a Dj Sheri Vari; e no sábado, dia 14, com o DJ Al, que asseguram os melhores sets até de madrugada.

Marta do Carmo nos dias 12, 13 e 14
Cantora portuguesa apaixonada pela música desde a infância, Marta do Carmo deu os primeiros passos na sua carreira profissional aos 15 anos, ao participar no The Voice Portugal. A sua versatilidade levou-a também a integrar programas televisivos de destaque como I Love Portugal, Não te Esqueças da Letra, The Voice Portugal e All Together Now, onde participou como jurada. Em 2024, foi finalista do programa Superestrelas da RTP1, consolidando ainda mais a sua ligação ao público. 

Para além das suas interpretações ao vivo, Marta do Carmo tem vindo a afirmar-se também como cantautora, com o lançamento de temas originais como "Com a Lua" e "100x", que refletem a sua identidade artística. Marta do Carmo será acompanhada ao piano por Giordanno Barbieri.



DJ Sheri Vari no dia 13
Com um currículo extenso que se prolonga por mais de uma década atrás dos pratos, Mariana Cruz sintetiza a toda uma vasta experiência como residente de inúmeros espaços, bem como convidada frequente de tantos outros, num pseudónimo que evoca história, respeito, segurança descomplexada e conhecimento de causa.


DJ Al no dia 14
Alcides, também conhecido como DJ AL tem seguidores fiéis que confiam no seu apurado sentido (há discos que só ele tem e há discos que só ele tem coragem de tocar) e o gosto musical livre de preconceitos de estilo. Em actividade desde o início dos anos 90, passou pelo mítico movimento rave inicial e acompanhou o nascimento e crescimento da cena clubbing portuguesa. É produtor em projetos como o Deal e Slight delay.

Kumpania Algazarra preparam lançamento de 10º disco com single "Ignite"



Os Kumpania Algazarra regressam aos discos com Tudo ao Contrário, o seu décimo álbum de estúdio — uma explosão de euforia sonora que funde os beats da eletrónica com as raízes vibrantes do balkan e do ska, desafiando as leis da gravidade musical. Tudo ao Contrário tem lançamento previsto para dia 1 de Maio. 



O coletivo de Sintra aprofunda aqui a sua identidade, mergulhando de forma mais profunda nas sonoridades eletrónicas, sem nunca perder a ligação às fanfarras tradicionais. O resultado é um disco composto por temas que convidam à libertação do corpo e da mente, numa celebração coletiva onde a pista de dança se transforma em território de resistência. “Sentimos que este era o momento de virar o disco e tocar o outro lado. ‘Tudo ao Contrário’ é a nossa forma de abraçar o caos e transformá-lo num momento de celebração coletivo”, afirmam os Kumpania Algazarra.

Num tempo em que o mundo parece estar de pernas para o ar, os Kumpania respondem com festa, energia e união. Tudo ao Contrário é um convite direto à libertação — uma mescla sonora viciante que transforma inquietação em dança e incerteza em comunhão.



“Ignite” é o single de estreia do décimo álbum do coletivo Algazarra e afirma-se como um verdadeiro hino à celebração. É uma música que nos transporta para o imaginário de uma grande festa, onde somos convidados para um momento de partilha e comunhão através da dança. Este novo tema convida-nos a libertarmo-nos da nossa individualidade e a abraçar a força do coletivo, a soltar os corpos e a mente, a dançar sem reservas e a deixar-nos levar pelo ritmo contagiante. É um apelo à união, à energia partilhada e à criação de memórias em conjunto — porque é juntos que a chama se acende e a festa ganha vida. O videoclipe, realizado por João Guimarães e gravado em Sintra, reforça essa atmosfera de liberdade e celebração, mostrando a diversidade, a autenticidade e a boa disposição a que os Kumpania Algazarra nos habituaram.

«Entregas do céu» mensagens que chegam depois do adeus



Depois do sucesso de A lanterna das memórias perdidas, Sanaka Hiiragi regressa com uma história mágica sobre luto, reconciliação e segundas oportunidades.
 
A 19 de março, a Singular publica em Portugal Entregas do céu, o novo romance de Sanaka Hiiragi. Nesta narrativa encantadora e profundamente humana, acompanhamos um serviço muito especial: uma empresa de entregas que aceita encomendas apenas de remetentes já falecidos. Cada pacote transporta palavras por dizer, gestos por cumprir, despedidas adiadas, pequenas luzes capazes de iluminar o luto e abrir espaço para a cura emocional.

Em episódios delicadamente entrelaçados, cruzamo-nos com uma idosa que perdeu as amigas de sempre, uma jovem que não conseguiu reconciliar-se com a avó, um homem que nunca esqueceu o amor de juventude ou um rapaz que continua à espera do presente anual da mãe. A todos eles bate à porta Nanahoshi, a estafeta de boné e mota que entrega muito mais do que objetos: entrega segundas oportunidades. Com a subtileza e o minimalismo tão característicos do romance japonês de conforto, Hiiragi explora a perda e a reconciliação, lembrando-nos que a morte pode ser uma margem distante, mas há afetos que continuam a viver deste lado do rio.

Entregas do céu confirma o talento de Sanaka Hiiragi para criar ficção mágica e acolhedora, onde os milagres do quotidiano acontecem através de pequenos gestos de generosidade. Uma celebração das ligações invisíveis que nos unem e daquilo que, mesmo depois do adeus, ainda pode ser dito.

O livro já se encontra em pré-venda.

Sobre a Autora

Sanaka Hiiragi nasceu em 1974 na prefeitura de Kagawa, cresceu na prefeitura de Hyogo e vive atualmente em Tóquio. Licenciou-se em Literatura na Kobe Women’s University e completou os seus estudos em Ensino da Língua Japonesa na Himeji Dokkyo University. Depois de trabalhar no estrangeiro durante sete anos como professora de japonês, regressou ao país-natal, onde o seu romance de estreia The Marriage-Hunting Dream Team venceu o 11.º Konomys Award Hidden Gem. Em 2015, publicou a coleção Mystery of Yanaka Retro Camera Shop, que se tornou bestseller instantâneo no Japão. É uma grande apreciadora de câmaras fotográficas, de fotografia e da arte do quimono.

Comédia “Superstar” no Auditório do Casino Estoril



A comédia “Superstar” estreia, no dia 27 de março, pelas 21 horas, no Auditório do Casino Estoril. Ego, irritações, empatias, ligações improváveis, muitas gargalhadas e personagens carismáticas estarão em evidência nesta comédia protagonizada por Aldo Lima, Ana Brito e Cunha, José Pedro Gomes e Vasco Pereira Coutinho. 

“Superstar” é uma comédia que conta a história de Francisco, uma estrela do mundo do espectáculo com um feitio insuportável. Tão insuportável que os actores de uma peça com estreia agendada para breve recusam-se a participar. 

Francisco procura uma solução rápida para substituir o elenco. Decide “convocar” um grupo de pessoas que não são actores, nem querem ser: o seu agente, a empregada da sua casa e um canalizador. A trama fica rocambolesca, como seria de esperar...

segunda-feira, 9 de março de 2026

O eterno encanto de «Orgulho e Preconceito», uma obra-prima que atravessa gerações



«É uma verdade universalmente aceite que um homem solteiro com fortuna própria tem de precisar de uma mulher.» Quando a primeira frase de um romance se torna imortal, a eternidade recebe, de braços abertos, o seu autor. Porém, quando Jane Austen escreveu Orgulho e Preconceito, tal estava longe de toda e qualquer cogitação. Mas a sua escrita – a escrita de uma mulher – perdurou ao longo dos séculos e já conquistou, e continua a conquistar, milhões de leitores com a lucidez universal e intemporal dos grandes clássicos.

Orgulho e Preconceito, uma das obras-primas mais importantes da literatura mundial e o maior clássico de Jane Austen, chega a 12 de março ao catálogo da Bertrand Editora, numa nova tradução de Maria de Fátima Carmo. Nesta edição, à semelhança de Um Quarto Só para Si, de Virginia Woolf, que foi publicada em fevereiro, a capa reproduz uma obra de arte. Para este livro foi escolhida a obra Near Versailles, de John Singer Sargent, um original em aguarela e guache sobre papel.

Publicado pela primeira vez em 1813, como obra de autor anónimo, Orgulho e Preconceito conta uma das histórias de amor mais célebres de todos os tempos. Entre equívocos e julgamentos precipitados, vaidades e fraquezas, o orgulho de Mr. Darcy e o preconceito de Elizabeth tentarão travar o curso do amor verdadeiro numa tela efervescente da vida rural na paisagem inglesa do final do século XVIII.

A grande história de amor de Darcy e Elizabeth saiu das páginas do livro e ganhou vida na televisão e no cinema. Em 1995 estreou uma série, protagonizada por Colin Firth e Jennifer Ehle. Uma década depois foi a vez de um filme, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Uma nova e muito aguardada adaptação deverá estrear este ano na Netflix, com um elenco de luxo com nomes como Emma Corrin, Jack Lowden e Olivia Colman.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, chega às livrarias a 12 de março, com tradução de Maria de Fátima Carmo. Na capa, Near Versailles, de John Singer Sargent.  

Sobre a Autora

Jane Austen nasceu a 16 de dezembro de 1775, em Steventon, no Hampshire inglês, e morreu a 18 de julho de 1817, em Winchester, no mesmo condado. Publicou quatro romances durante a sua vida: Sensibilidade e Bom Senso (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Nestas obras, tal como em Persuasão e A Abadia de Northanger (publicadas postumamente em 1817), retratou como ninguém a vida da classe média inglesa no final do século XVIII e início do século XIX. As suas obras definiram o romance de costumes da época e estabeleceram preceitos literários que perduram fulgurosamente até hoje, tornando-se clássicos absolutos que, mais de dois séculos após a sua morte, se renovam a cada leitura.