quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Nem as joias da Coroa escaparam ao terramoto de 1755



Quando Lisboa foi atingida pelo terramoto de 1755, nem o Tesouro da Coroa portuguesa escapou à destruição. Entre os edifícios que ruíram e as inúmeras perdas provocadas pela catástrofe, desapareceu também uma parte significativa do património régio. Mas o que aconteceu aos objetos preciosos da família real depois daquele dia? Mais de 270 anos depois, o Museu Tesouro Real recupera esta história menos conhecida e convida o público a descobrir como a monarquia reconstruiu e voltou a enriquecer o seu tesouro.

A viagem começa precisamente a 1 de novembro, com a visita especial “Terramoto de Lisboa e o Tesouro Real”. Depois da catástrofe, D. José I transferiu a residência régia para a Ajuda e deu início a uma nova etapa na história do património da Coroa. Entre as joias expostas no terceiro núcleo do Museu e a Baixela Germain, no décimo, o percurso revela como o Tesouro Real se transformou após um dos acontecimentos mais marcantes da história de Lisboa e como algumas das peças que hoje podemos admirar ajudam a contar essa reconstrução.

Mas nem todos os tesouros da realeza tinham grandes dimensões. Alguns cabiam na palma da mão e, apesar do tamanho, diziam muito sobre quem os possuía. É este o ponto de partida de “Tesouros de Bolso”, uma palestra com visita marcada para 7 de novembro, que transporta os participantes até à Paris do século XVIII, onde pequenas caixas para rapé, estojos e outros objetos de luxo eram muito mais do que simples acessórios. Revelavam gostos, modas, estatuto social e até relações diplomáticas.



Conduzida por André Afonso, a sessão parte da caixa para rapé de D. José I, uma das peças emblemáticas do Museu, para explorar o universo dos objetos preciosos que circulavam entre as elites europeias. Pelo caminho, surgem técnicas de ourivesaria, esmaltes pintados e nomes como Jean Ducrollay, Fabergé ou Cartier, numa viagem que cruza peças do Tesouro Real com referências à Coleção Gulbenkian e a outras coleções internacionais. Uma oportunidade para perceber como alguns dos códigos do luxo que hoje conhecemos começaram a ganhar forma há vários séculos.

E porque um museu também pode ser descoberto depois de anoitecer, novembro reserva uma experiência fora do horário habitual. No dia 28, a “Noite Branca” abre as portas do Tesouro Real para uma visita noturna à coleção, seguida de um concerto do Carreiro-Williams Guitar Duo. Formado pelos guitarristas José Carlos Carreiro e Torrin Williams, o duo apresenta um espetáculo de música de câmara que transforma a visita ao Museu numa experiência diferente, entre peças históricas e música ao vivo.

O mês termina já com o espírito natalício. A 29 de novembro, a oficina “Joias para a árvore de Natal” convida as famílias a descobrir como era celebrado o Natal na corte portuguesa. Havia árvore de Natal? Quem a decorava? E como chegou esta tradição à família real? As respostas passam por D. Fernando II, que decorava a árvore com os filhos na véspera de Natal. Depois de conhecerem esta história e visitarem a coleção, crianças e adultos podem criar as suas próprias joias para decorar a sua própria árvore.

Ao longo do mês, mantêm-se também as visitas orientadas regulares à coleção permanente, em português e inglês, com diferentes datas e horários. Sob gestão da Associação Turismo de Lisboa, o Museu Tesouro Real encontra-se aberto diariamente, entre as 10h00 e as 19h00, com última entrada às 18h00.

5120 suspeitos, 8 pistas e 1 assassino: consegue resolver «O Caso Noronha»?



E se, em vez de acompanhar uma investigação, fosse o leitor a ter de resolver o crime? Em O Caso Noronha, o investigador criminal José Falcão propõe um desafio de lógica e dedução em que há 5120 suspeitos, 8 pistas e apenas uma identidade a descobrir. Não basta folhear as páginas: é preciso cruzar informações, analisar os indícios e eliminar, um a um, todos os nomes que não correspondem ao perfil do assassino. O objetivo é simples, mas nada fácil: resolver o caso antes que este seja encerrado.

Henrique Noronha passou décadas a reunir uma das coleções de arte mais cobiçadas da Europa. Na noite em que decide apresentá-la ao mundo, o magnata é encontrado morto no gabinete privado do palácio que acolhe a sua fundação. Ao mesmo tempo, desaparece a peça mais valiosa da exposição: uma estatueta renascentista avaliada em centenas de milhões de euros. Mais de cinco mil convidados estiveram presentes na inauguração, mas quem teria motivos para cometer o crime? A polícia reuniu pistas cruciais. Cabe agora ao leitor descobrir o que escondem.

Cada pista é uma peça de um puzzle que exige atenção ao detalhe, raciocínio dedutivo e capacidade de cruzar informações. À medida que os suspeitos são eliminados, o círculo aperta-se até restar uma única identidade. Não há pistas falsas nem segredos escondidos, toda a informação necessária para resolver o mistério está nas páginas do livro.

Num quotidiano dominado pelos ecrãs, este desafio é também um convite ao leitor a desligar-se do digital e a dedicar tempo a um passatempo que estimula a concentração e a lógica. Uma experiência pensada para quem gosta de enigmas, histórias de crime e desafios mentais e para todos os que querem descobrir se têm o instinto de um verdadeiro detetive.

O Caso Noronha estará disponível nas livrarias a partir de hoje.

Sobre o Autor

José Falcão é o pseudónimo de um antigo investigador criminal português. Observador minucioso, vive obcecado por decifrar as facetas do comportamento humano e testar os limites da dedução. Apaixonado por enigmas e puzzles criminais interativos, decidiu criar o seu próprio desafio: um livro desenhado não só para testar a mente dos leitores, mas também para proporcionar o momento perfeito de detox digital. 

AP Eva Senses abre as portas da cozinha ao som da música clássica com “Sinfonia na Cozinha”



O AP Eva Senses realizou, no passado dia 26 de outubro, o evento privado “Sinfonia na Cozinha”, uma experiência que conjugou a gastronomia de autor com a música clássica ao vivo. Dirigida a empresas e instituições de referência da cidade de Faro, a iniciativa decorreu a partir das 18h30 e teve como ponto alto a abertura da cozinha do hotel aos convidados.

A receção decorreu no hall do hotel, junto à entrada do Adão Bistro Bar, conceito de inspiração portuguesa criado pelo Chef Alberto Carvalho, com música de vibrafone interpretada por Vasco Ramalho, da Orquestra do Algarve. Os convidados foram recebidos com uma bebida de boas-vindas, que incluiu vinhos selecionados da Quinta de São Sebastião, propriedade do grupo AP Hotels & Resorts.

Seguiu-se a visita ao 5.º piso, onde se situam o restaurante Harune, o Senses Bar e o Chef’s Table, espaços que integram a oferta gastronómica do hotel, assinada pelo Chef Alberto Carvalho. A entrada fez-se pelo Chef’s Table, sala exclusiva com vista privilegiada sobre a Ria Formosa, dedicada a jantares privados, para grupos de 6 a 12 pessoas, com menus de degustação e harmonização de vinhos.

A experiência central da noite decorreu no corredor de acesso à cozinha, onde foi servida uma seleção de canapés confecionados em tempo real, distribuídos por três estações: xarém de mariscos e alheira com dióspiro; bochecha em vinho tinto com puré trufado e peixe-galo com arroz de limão; cremoso de bacalhau com espinafres e broa e magret de pato com batata-doce e laranja.

A ambiência, marcada por luz baixa, tons quentes e velas, foi acompanhada por um dueto de violino e violoncelo, interpretado por Alma Ramirez e Carolina Correia, também da Orquestra do Algarve, que atuaram com a farda de cozinheiro, numa alusão à ligação entre as duas artes.

O percurso terminou no restaurante Harune, onde o pianista residente, Fernando Newton, recebeu os convidados. Neste espaço, com vista panorâmica sobre a Marina de Faro, o Chef Alberto Carvalho apresentou as propostas do Harune e do Adão Bistro Bar e os menus festivos do hotel para o Natal e o Ano Novo.

"O Quebra-Nozes” no gelo no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 16 de novembro, às 19 horas "O Quebra-Nozes” no gelo, um espectáculo natalício para adultos e crianças da Alpha Music e a Agenda Production Berlin. Com uma fascinante combinação de artes circenses, patinagem artística e ballet clássico, interpretada pelo Wiener Stadtballett, este espectáculo é baseado no conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos" de E. T. A. Hoffmann. Música: Pyotr Tchaikovsky, Libreto: Marius Petipa.

"O Quebra-Nozes” no gelo é um conto de fadas festivo para toda a família que combina o ballet no gelo com as artes circenses de tirar o fôlego, apresentadas por artistas circenses de Cuba e do México, cativará o público de todas as idades.

Um elenco de artistas consagrados de Cuba e do México – vencedores de inúmeros festivais internacionais de circo, incluindo os de Monte Carlo, Paris, Latina (Itália), Girona (Espanha) e Zhuhai Hengqin Chimelong (China) – apresentam um espectáculo acrobático cativante para o público. 

Após um sucesso estrondoso na Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, França, Áustria, Itália, Suíça e Liechtenstein, “O Quebra-Nozes” no gelo chega a Portugal com um espectáculo único no Casino Estoril. 

O público poderá acompanhar surpreendentes performances de patinadores artísticos, acrobatas circenses sobre patins, ginastas, ciclistas, malabaristas e equilibristas, tudo realizado sem equipamentos de segurança. Estarão em destaque mais de 300 figurinos e um imponente cenário multimédia com painéis de LED que proporcionam um espectáculo grandioso e elegante.

No conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos", em véspera de Natal, Marie recebe um quebra-nozes e uma figura mágica dançante do misterioso tio Drosselmeyer. A casa enche-se de luzes cintilantes e de aromas de pinheiro e de canela. Marie adormece sob a árvore com o quebra-nozes na mão e é transportada para um sonho de conto de fadas: a árvore cresce até ao céu, os relógios param e os brinquedos ganham vida, transformando-se em personagens de uma história mágica...

O espectáculo realiza-se em gelo artificial, um material ecológico que não necessita de ser congelado. Serão utilizadas novas tecnologias de gelo artificial.

Estreias de cinema de 29 de Outubro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Além do Horizonte: A Travessia

Exibido originalmente como série na RTP1 — e actualmente disponível na RTP Play —, este filme retrata a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada em 1922 pelos portugueses Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), ambos oficiais da Marinha Portuguesa.

Numa altura em que sobrevoar o oceano era um enorme desafio, os dois recorreram a um inovador sistema de navegação concebido por Coutinho. Mas a travessia, que pretendia assinalar o centenário da independência do Brasil, foi também uma prova de resistência, marcada por rivalidades, dificuldades técnicas e contratempos. Iniciada a 30 de Março de 1922 e concluída a 17 de Junho do mesmo ano, a viagem ligou Lisboa ao Rio de Janeiro e tornou-se um marco na história da aviação mundial.

Realizado por Fernando Vendrell ("Fintar o Destino", "O Gotejar da Luz", "Pele", "Aparição", "Sombras Brancas"), com argumento assinado por Filipe Santos, João Canelo, Diogo S. Figueira, Tota Alves, Fátima Ribeiro, José Diogo Gonçalves, Rúben Gonçalves e Isabel Pestana, o filme conta com Gonçalo Waddington no papel de Sacadura Cabral, Miguel Damião como Gago Coutinho e Francisco Froes como Sarmento Beires. Rafael Gomes, Júlia Palha, Vicente Wallenstein e Soraia Chaves completam o elenco.



O Meu País Imaginário

Em Outubro de 2019, as ruas de Santiago do Chile encheram-se de manifestantes que exigiam igualdade social e melhores condições de vida. O que começou com protestos estudantis transformou-se numa revolta popular de dimensões nacionais, onde se juntaram homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, fazendo questionar as enormes desigualdades existentes na sociedade chilena.

Com este documentário, Patricio Guzmán ("A Nostalgia da Luz", "O Botão de Nácar", "A Cordilheira dos Sonhos") regressa ao seu país natal para filmar esse momento de ruptura com o sistema e esperança de mudança. Através de imagens de arquivo e de entrevistas a muitos dos que protagonizaram os protestos, o realizador tenta compreender uma revolta que, na altura, representou a perspectiva de um país mais justo.

Apresentado no Festival de Cinema de Cannes, este filme integrou também os festivais de Toronto e San Sebastián. 



Sensibilidade e Bom Senso

Após a morte do pai, Elinor e Marianne Dashwood perdem a fortuna e a casa de família onde sempre viveram, que passa, por herança, para o meio-irmão delas, filho do primeiro casamento do progenitor. Obrigadas a deixar Sussex e a instalar-se em Devon, na casa de um familiar distante que as acolhe, as duas irmãs enfrentam uma vida mais modesta na Inglaterra do século XIX. Entre dificuldades financeiras, convenções sociais bastante rígidas e muitas desilusões, as duas irmãs tentam enfrentar as adversidades e encontrar o equilíbrio entre a razão e as emoções, a sensibilidade e o bom senso.

Adaptação do romance homónimo da inglesa Jane Austen (1775-1817), publicado em 1811, esta nova versão da história é realizada por Georgia Oakley, a partir de um argumento de Diana Reid. As actrizes Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles interpretam as duas irmãs, num elenco que inclui ainda Caitríona Balfe, Frank Dillane, Herbert Nordrum, George MacKay e Fiona Shaw.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

90 anos depois, uma partitura de Lopes-Graça reencontra a dança de João dos Santos Martins



Quase 90 anos depois, uma composição de Fernando Lopes-Graça volta a ganhar vida. Escrita durante o exílio em Paris para um bailado apresentado uma única vez, em 1938, a obra é recuperada em A Febre dos Tempos, a nova criação de João dos Santos Martins, produzida pela Culturgest e pela Associação Parasita. Partindo deste episódio pouco conhecido da história da música e da dança europeias, o espetáculo estabelece uma ligação entre o passado e o presente para questionar as inquietações da Europa contemporânea. Apresenta-se de 16 a 19 de junho de 2027, na Culturgest.

Em maio de 1938, a Compagnie des Ballets Internationaux apresentou no Teatro Pigalle, em Paris, La Fièvre du Temps, uma revista-coreográfica com música de Fernando Lopes-Graça. Foi a única apresentação conhecida da obra, num ensaio geral aberto ao público e à crítica. Quase 90 anos depois, a composição escrita durante o exílio do músico português é o ponto de partida de A Febre dos Tempos, uma produção da Culturgest e da Associação Parasita, em coprodução com a OPART/TNSC, com criação de João dos Santos Martins.

Em 1937, Fernando Lopes-Graça instalou-se em Paris, fugindo à repressão do Estado Novo. Na capital francesa juntou-se à Compagnie des Ballets Internationaux, uma companhia formada por artistas de diferentes nacionalidades, muitos deles exilados e perseguidos pelos regimes fascistas. Entre os impulsionadores da companhia estavam Jean Weinfeld, ligado ao teatro político francês, e a bailarina alemã Julia Marcus, afastada do Ballet do Teatro Municipal de Berlim, em 1933, por ser judia e militante comunista. Foi neste ambiente de exílio e resistência política, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, que nasceu La Fièvre du Temps, uma criação que levava a palco as grandes inquietações da época: a corrida ao armamento, a industrialização, a crise financeira e a aceleração dos ritmos da vida moderna. A música de Lopes-Graça acompanhava esta turbulência política e social. A obra teve uma única apresentação, num ensaio geral aberto ao público, mas, por razões desconhecidas, nunca chegou a estrear oficialmente.

A partitura, escrita para dois pianos, permaneceu conservada no espólio de Lopes-Graça, depositado no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria. A investigação de Manuel Deniz Silva, do INET-md/NOVA FCSH, tem permitido recuperar este capítulo pouco conhecido da história da música e da dança europeias. 

Em A Febre dos Tempos, João dos Santos Martins parte da música de Lopes-Graça e da história de La Fièvre du Temps para criar um espetáculo que estabelece um diálogo entre o passado e o presente, revisitando as inquietações políticas e sociais da Europa dos anos 1930 à luz do mundo contemporâneo.

"Tudo começou na partitura de Fernando Lopes-Graça com o intuito arqueológico e de invenção que procura cruzar a urgência dessa história com o nosso presente e com isso pensar como o corpo atravessa uma temporalidade turbulenta e febril que está entre conflito e resistência, entre memória e devir." explica João dos Santos Martins.

Quase um século depois, a Europa volta a confrontar-se com a ascensão de movimentos de inspiração fascista, políticas discriminatórias, o endurecimento das fronteiras e a disseminação de discursos de ódio contra quem é visto como estrangeiro. Enquanto alguns países procuram proteger-se da ameaça da guerra, outros vivem-na diariamente. É neste cenário que A Febre dos Tempos reencontra a urgência da obra de Lopes-Graça.

A nova produção reúne ainda artistas de diferentes áreas: Ana Jotta, referência da arte contemporânea portuguesa, assina a cenografia e os figurinos, e o maestro e pianista João Paulo Santos, um dos mais reconhecidos intérpretes da obra de Lopes-Graça, será um dos pianistas do espetáculo, a par de Nuno Margarido Lopes.

Produzido pela Culturgest e Associação Parasita, A Febre dos Tempos mobiliza uma rede de parcerias que inclui OPART/Teatro Nacional de São Carlos, Museu Nacional do Teatro e da Dança, Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria (Cascais) e INET-md/NOVA FCSH. Esta colaboração reúne diferentes áreas de conhecimento e prática artística, da investigação histórica à interpretação musical, em torno de uma produção que cruza criação contemporânea e recuperação do património cultural.

O projeto inclui também a publicação de um livro e a realização de uma exposição - no Museu Nacional do Teatro e da Dança - que irão aprofundar a história de La Fièvre du Temps e o contexto artístico e político em que nasceu. Estas iniciativas permitirão conhecer melhor este episódio singular do percurso de Lopes-Graça e a comunidade internacional de artistas exilados que lhe deu origem, prolongando para além do palco a investigação e a reflexão sobre a obra.

Dia 19 de junho, a sessão terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição com reconhecimento de palco uma hora antes do início do espetáculo.

Os bilhetes para custam entre 5€ e 18€ e estão à venda na Culturgest e na rede Ticketline.

Ciclo de três concertos de Sara Magid com entrada gratuita no Casino Lisboa



O Casino Lisboa continua a oferecer diversificados ciclos de concertos gratuitos no Arena Lounge. Sara Magid será a nova a protagonista do programa de animação musical de 29 a 31 de outubro. Com entrada livre, os concertos iniciam-se na próxima quinta-feira, dia 29, às 22h15, e na sexta-feira, dia 30, e no sábado, dia 31, às 23h10.

Sara Magid é uma cantora portuguesa ligada ao Jazz, Soul e R&B, géneros que fazem parte da sua identidade artística. A vocalista estreia-se no Casino Lisboa e será acompanhada ao piano por Nuno Tavares. 

Com uma carreira muito preenchida, Sara Magid integrou diversos projectos musicais e actuou em diversas salas de espectáculo por todo o país, distinguindo-se pela versatilidade da sua abordagem, sendo capaz de transitar entre diferentes contextos e ambientes musicais. 

Paulo Pires do Vale, Luísa Schmidt e Sérgio Godinho na abertura da VERSÁTIL Leiria 2026



Paulo Pires do Vale e Luísa Schmidt abrem a Versátil — Feira do Livro de Leiria, a 31 de outubro, às 16h30, na Biblioteca Villa Portela, numa sessão que dá início à reflexão sobre o tema desta edição: «O Comum». No mesmo dia, Sérgio Godinho, acompanhado por Júlio Resende, apresenta-se em concerto, às 18h00, na Black Box. Pensamento, palavra e música marcam assim o arranque de um encontro que propõe olhar para a cultura como parte da vida de uma comunidade e da sua capacidade de se reerguer.

José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Isabela Figueiredo, Helena Roseta, Luísa Sobral, Patrícia Portela e Hugo Gonçalves são outros dos nomes da programação, que decorre até 8 de novembro, com o Mercado de Sant’Ana como ponto de encontro e atividades noutros espaços culturais da cidade. Com curadoria de Isabel Lucas e Nuno Artur Silva, a Versátil reúne escritores, artistas e pensadores para conversar sobre livros e sobre as questões que atravessam o quotidiano: como habitamos o território, como nos relacionamos com os outros e como cuidamos daquilo que pertence a todos.

Uma edição que nasce da experiência de uma comunidade
A escolha de «O Comum» tem origem nas tempestades que atingiram Leiria. A experiência da perda, os gestos de entreajuda e as dificuldades da reconstrução tornaram mais visíveis as relações que sustentam uma comunidade. É dessa realidade que parte a programação: da necessidade de escutar, compreender outras experiências e encontrar formas de agir em conjunto.

Num ano em que a resposta às necessidades básicas das populações e a recuperação do território exigiram concentrar esforços e recursos, manter a Versátil significa também preservar um lugar para o encontro e a participação. Reerguer Leiria também passa pela cultura: pelas histórias que ajudam a compreender o que aconteceu, pelas perguntas que permitem pensar o presente e pelos espaços onde as pessoas voltam a reunir-se.

Esta ligação entre território, cultura e vida coletiva atravessa toda a edição. A abertura com Paulo Pires do Vale e Luísa Schmidt lança uma reflexão que continuará nos encontros com escritores, na poesia, nos concertos, no cinema e nas atividades com escolas. A proposta é aproximar perspetivas e gerações, estimular o pensamento crítico e criar espaço para olhar o mundo a partir do lugar do outro.

Dos livros às formas de viver em conjunto
A 7 de novembro, Helena Roseta conversa com Isabel Lucas em «O Lugar de Todos», trazendo para o centro do programa a reflexão sobre o espaço comum. Nesse dia, os livros dão também origem aos encontros entre José Luís Peixoto e Paulo Moreiras e entre Filipa Martins e Luísa Sobral. André Pereira e Rui Zink participam em «Continuar a Rir», acrescentando o humor às formas de observar e interrogar a realidade.

No dia 8, Patrícia Portela e Anabela Mota Ribeiro encontram-se numa conversa a partir dos livros, enquanto Isabela Figueiredo e Hugo Gonçalves partilham os seus percursos de escrita e leitura. O olhar alarga-se também ao contexto internacional: Gonçalo M. Tavares e José Gomes André participam em «A América depois do voto», e Alexandre Vidal Porto e João Gabriel de Lima discutem «O Brasil depois das eleições». São conversas que aproximam a criação literária das questões da vida democrática e da forma como compreendemos sociedades em mudança.

A poesia tem igualmente lugar nesta reflexão, com Pedro Biscaia e Fernando Alves, a partir de Dos Dias Frágeis, e um encontro que reúne Adélio Amaro, Cristina Nobre, Trindade Pereira, Paulo José Costa e Fernando Brites, a 6 de novembro.

Aprender a ler o mundo começa nos mais novos
A literatura infantil e juvenil e os encontros com escolas são uma dimensão central da Versátil. Entre 3 e 6 de novembro, Maria Inês Almeida, António Mota, Miriam Gonçalves, David Machado, Elizabete Neves, Clara Cunha, Catarina Sobral e Nuno Bernardo encontram-se com os jovens leitores.

Conhecer quem escreve e ilustra, descobrir como nasce uma história e ganhar confiança para fazer perguntas são experiências que o programa procura proporcionar. A formação de leitores liga-se, assim, à capacidade de imaginar outras vidas, reconhecer emoções e escutar perspetivas diferentes — aprendizagens que também fazem parte de viver em comunidade.

A palavra encontra outras artes
O diálogo entre a literatura e outras linguagens acompanha a Versátil desde a sua criação, em 2024, quando a tradicional Feira do Livro de Leiria ganhou um novo formato, alargando a descoberta de livros e autores a debates, espetáculos e experiências de participação.

Nesta edição, além do concerto de abertura de Sérgio Godinho, o programa inclui a Orquestra Jazz de Leiria com Christian McBride, a 7 de novembro, e «As palavras escrevem-se com música», com Luísa Cruz, Nicolau Santos e Manuel Lourenço, no dia 8. Marco Oliveira e José Peixoto apresentam-se nessa tarde no Palco Versátil.

A programação estende-se ainda à apresentação do livro Coreografias: Ensaios sobre Dança e Filosofia, de Né Barros, ao Festival Letra, ao cinema com Sophia, ao cine-concerto Sakamoto, a Gerardo Rodrigues e ao espetáculo de dança Over our Heads, da Companhia Marta Cerqueira.

Entre livros, conversas e espetáculos, a Versátil propõe pensar o comum a partir de Leiria e de uma experiência que diz respeito a todos: a importância de ter com quem partilhar histórias, dúvidas e ideias sobre a vida em conjunto.

VERSÁTIL 2026 — O Comum
31 de outubro a 8 de novembro
Mercado de Sant’Ana e outros espaços culturais de Leiria
Curadoria: Isabel Lucas e Nuno Artur Silva

O novo Mercedes-AMG GT 53 SUV já está disponível para encomenda



O novo Mercedes-AMG GT 53 SUV, já está disponível para encomenda nos concessionários ou online. O preço de venda do modelo começa a partir de 128.000 euros, com IVA incluído.

O novo Mercedes‑AMG GT SUV afirma-se claramente como uma referência de desempenho. A versão 53, com dois motores síncronos que asseguram uma entrega de potência impressionante e uma potência máxima de até 544 CV. Na versão 53, o Mercedes‑AMG GT SUV acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,8 segundos e dos 0 aos 200 km/h em 13,8 segundos. A velocidade máxima é de 250 km/h (com o Pack AMG Driver’s).

A bateria elétrica AMG High Performance, com tecnologia de 800 V, foi especificamente concebida para disponibilizar potência de forma consistente. As células cilíndricas com arrefecimento direto, a elevada densidade de potência e a gestão térmica inteligente garantem que o desempenho não impressiona apenas durante breves instantes, permanecendo disponível sempre que necessário.

Paragens de carregamento curtas. Com a bateria de 106 kWh, o Mercedes‑AMG GT 53 SUV admite uma potência de carregamento em corrente contínua de até 600 kW. Em apenas dez minutos, recupera até 380 km de autonomia WLTP, e a carga de 10 a 80 % demora apenas 11 minutos.

O programa de condução AMGFORCE Sport+ intensifica a experiência de condução. A reprodução autêntica de todas as nuances sonoras de um expressivo motor de seis cilindros AMG, as passagens de caixa simuladas, os dispositivos de vibração nos bancos e um grafismo específico no painel de instrumentos criam uma intensidade máxima. Tudo isto acontece em tempo real e adapta-se à situação de condução, proporcionando uma verdadeira sensação AMG capaz de arrepiar.

Com o AMG RACE ENGINEER, o comportamento dinâmico do veículo pode ser configurado com ainda maior precisão às preferências pessoais. Três comandos rotativos permitem regular especificamente a resposta do veículo, a dinâmica em curva e a patinagem das rodas, de forma mais sensível e personalizada do que nunca.

A estrada chama e o Mercedes‑AMG GT SUV responde com inteligência aerodinâmica: até aos 150 km/h, o sistema foi concebido para reduzir a resistência aerodinâmica, enquanto o AEROKINETICS Airpanel minimiza o fluxo de ar destinado ao arrefecimento quando este não é necessário. A partir dos 150 km/h, o spoiler traseiro ativo AEROKINETICS reforça o carácter desportivo do SUV. Reage instantaneamente e gera efeitos aerodinâmicos direcionados, melhorando a segurança de condução, a estabilidade e a tração.

As modernas soluções de construção leve e um conceito inteligente de arquitetura do modelo constituem a base para obter vantagens significativas em termos de peso no Mercedes-AMG GT SUV. Além disso, o modelo traduz de forma consistente o seu desempenho nas próprias proporções. A silhueta deliberadamente baixa reduz a área frontal, podendo assim contribuir para diminuir as perdas aerodinâmicas, sem comprometer as qualidades que distinguem um SUV. Tal é possível graças a uma arquitetura inteligente, com uma bateria integrada de perfil baixo, amplo espaço para a cabeça e um habitáculo espaçoso, bem como uma elevada distância ao solo.

Helpo e FNAC unem-se para financiar o ensino superior de 30 jovens em Moçambique



Sem vestidos de noite, sem passadeira vermelha, sem catering e sem despesas de aluguer de salas, realiza-se, no próximo dia 5 de novembro, entre as 20h30 e as 22h30, a NÃO-GALA, uma iniciativa solidária da ONGD Helpo que subverte a lógica tradicional dos grandes eventos solidários para colocar o foco estritamente onde ele faz falta: o futuro de jovens estudantes em situação de vulnerabilidade em Moçambique.

O ponto de partida do projeto é um diagnóstico preocupante: em Moçambique, apenas cerca de 20% dos estudantes concluem o ensino secundário e apenas 4% conseguem ingressar no ensino superior. Para mudar este paradigma, a NÃO-GALA definiu uma meta concreta: angariar 48.000€ para financiar integralmente 30 bolsas universitárias (1.600€ por estudante, assegurando os 4 anos de formação a 400€/ano).

Para garantir que todos os donativos se traduzem em bolsas de estudo, a organização eliminou todos os custos logísticos. A FNAC associou-se à iniciativa como parceira oficial de bilheteira, isentando a totalidade das taxas e comissões de emissão, e assegurando a entrega direta e integral das receitas à Helpo.

A transmissão decorrerá a partir do auditório da Rádio Renascença, com condução de Inês Lopes Gonçalves e Selma Uamusse, ligando o estúdio à casa de dezenas de personalidades que aceitaram o desafio de Não ir e participarem a partir do conforto do seu sofá, preferencialmente de pijama.

O alinhamento conta com momentos exclusivos de humor, conversa, partilha e muita música, estando já garantidas as participações de nomes como Joana Marques, António Zambujo, Filipa Gomes, Sónia Tavares, Luísa Sobral, Rodrigo Leão, Capicua, Noiserv e, até da futebolista Jéssica Silva, entre muitos outros, além de testemunhos reais dos jovens bolseiros em Moçambique.

"O papel da FNAC nesta iniciativa é muito claro: colocar o alcance da nossa rede de bilheteiras ao serviço de uma causa, com total transparência. Ao abdicarmos de qualquer comissão comercial nestes bilhetes, reforçamos o compromisso com a democratização do acesso à educação e à cultura, assegurando que o donativo de cada cliente chega ao percurso destes 30 estudantes", refere Diretora de Marketing e Comunicação do Grupo FNAC DARTY em Portugal.

“A Helpo está em Moçambique desde 2008, no apoio à educação de milhares de crianças e jovens, desde o jardim de infância aos diferentes níveis de ensino. É com enorme felicidade que vemos cada vez mais estudantes a concluir o ensino secundário, superando dificuldades imensas com empenho, compromisso e determinação. Muitos podem alcançar algo com que talvez nunca tenham ousado sonhar, mas agora falta-lhes o apoio financeiro para dar esse último passo. A NÃO-GALA nasce também para lembrar e homenagear o percurso destes jovens e ajudar a transformar solidariedade em oportunidades concretas, apoiando-os a chegar à universidade, conquistar uma licenciatura e construir um futuro com mais possibilidades, para si e para Moçambique”, garante Sofia Nobre, responsável pelo departamento de comunicação da Helpo.

Os «Não-bilhetes» solidários já se encontram disponíveis, podendo ser adquiridos em bilheteira.fnac.pt ou em qualquer uma das lojas FNAC em todo o país, pelo valor unitário de 20 euros. Além dos ingressos individuais, foram também criadas opções destinadas a empresas e entidades institucionais, com modalidades de 400 euros ou de 1.600 euros, permitindo cobrir na totalidade os quatro anos de formação universitária do estudante. A emissão em direto da NÃO-GALA será de acesso livre e gratuito, podendo ser acompanhada no dia 5 de novembro, entre as 20h30 e as 22h30, em direto através do canal oficial de YouTube da Rádio Renascença.