segunda-feira, 18 de maio de 2026

Exposição Trajes do Mundo, Culturas e Tradições



A Biblioteca Municipal da Chamusca acolhe, até ao próximo dia 31 de maio, a exposição itinerante “Trajes do Mundo, Culturas e Tradições”, integrada no espólio da Associação FIFCA - Festival Internacional de Folclore, Culturas e Artes.

A mostra reúne 15 trajes internacionais provenientes de países como Brasil, Colômbia, Grécia, Índia, Itália, México, Paraguai, Polónia e Ucrânia, bem como cinco trajes nacionais representativos do Minho, de Viana do Castelo e do Ribatejo, mais concretamente do concelho da Chamusca. Deste último destacam-se três peças emblemáticas: um vestido de noiva, um de campino e um de camponesa, que ilustram diferentes expressões do vestuário tradicional ribatejano.

O vestido de noiva composto por casaca e saia azul em mistura de linho e algodão apresenta delicados bordados manuais a linha branca, com motivos geométricos que se repetem na gola, nas mangas e na saia, refletindo uma decoração simples, mas cuidada, característica do meio rural ribatejano da época.  
A saia, de comprimento abaixo do joelho, evidencia os padrões de recato e sobriedade valorizados nas comunidades rurais do início do século XX. O fecho frontal com pequenos botões forrados demonstra o trabalho artesanal e a atenção ao detalhe, enquanto a grande gola bordada assume-se como o principal elemento decorativo do traje, conferindo distinção e solenidade ao vestido de casamento.

A exposição pode ser visitada na Biblioteca Municipal da Chamusca de segunda a sexta-feira, entre as 09h30 e as 18h00, e aos sábados, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.

Refira-se que esta mostra integra 17 trajes da exposição original “Trajes do Mundo, Culturas e Tradições”, inaugurada a 1 de abril no Espaço Multiusos do IVV, em Almeirim, no âmbito da 18.ª edição do FIFCA, que decorreu entre 24 de abril e 3 de maio.

Patricia Duarte protagoniza três concertos gratuitos no Casino Lisboa



Patricia Duarte protagoniza, de 21 a 23 de maio, pelas 23h35, três concertos no Arena Lounge do Casino Lisboa. A intérprete partilha o palco multiusos com o pianista Rúben Alves. As noites prolongam-se, pelas 00h45, na sexta-feira, 22, com DJ Al; e no sábado, 23, com DJ Pan Sorbe, que selecionam os melhores sets até de madrugada.

Patricia Duarte nos dias 21, 22 e 23 de maio
Patricia Duarte apresenta um versátil reportório no Arena Lounge do Casino Lisboa. Desde o Soul clássico ao mais contemporâneo, passando ainda por temas pop bem conhecidos, Patrícia Duarte convida o público a acompanhá-la numa viagem ao piano pelas suas maiores influências musicais. Um concerto intimista onde a emoção, a expressão vocal e a palavra se encontram. Patrícia Duarte partilha o palco com Rúben Alves ao piano. 



DJ Al no dia 22 de maio
Alcides, também conhecido como DJ AL tem seguidores fiéis que confiam no seu apurado sentido (há discos que só ele tem e há discos que só ele tem coragem de tocar) e o gosto musical livre de preconceitos de estilo. Em actividade desde o início dos anos 90, passou pelo mítico movimento rave inicial e acompanhou o nascimento e crescimento da cena clubbing portuguesa. É produtor em projetos como o Deal e Slight delay.



DJ Pan Sorbe no dia 23 de maio
Viveu toda a agitação dos anos 2000 no Bairro Alto, onde tocou nos lugares mais emblemáticos como o Frémitus, Capela, Purex, Frágil, Clube da Esquina, Bicaense e ZDB. Foi residente no Lux durante sete anos com a noite mensal Fiasco. Destacam-se também outros clubes onde foi residente de norte a sul do país: Musicbox, Europa, Lounge, Alcantâra-Club, Maus Hábitos, Indústria, Plano B, Pitch. Passou por alguns dos principais festivais nacionais: Boom Festival, Super Bock Super Rock, Sudoeste, Sagres Surf Fest e Cosmopolis.

Chega às livrarias o novo vício do verão



Há quem leve palavras cruzadas para a praia, quem faça quizzes em família depois do jantar e quem nunca resista a uma boa sopa de letras, mas este verão há um novo essencial para levar na mala de férias: Caderno #1 – Verão, de Daniel López Valle e Cristóbal Fortúnez. O primeiro caderno de atividades para adultos chega às livrarias a 21 de maio com uma promessa simples: trocar horas de scroll infinito por desafios realmente divertidos.

Pensado para preencher as horas de lazer com criatividade, humor e desafios inteligentes, este livro combina jogos de lógica, labirintos, quizzes, crucigramas, sopas de letras e muitos outros passatempos sobre temas tão variados como música, cinema, séries, literatura, ciência, sexo, desporto e arte. Um convite para desligar dos ecrãs, pegar num lápis e mergulhar nas páginas mais refrescantes da estação.

Com mais de 100 horas de diversão garantidas, Caderno #1 – Verão foi concebido para leitores «dos oito aos oitenta», tanto para momentos a solo como para partilhar entre amigos ou família. Com um design visualmente apelativo, este é o primeiro volume de uma série que continuará ainda este ano com uma edição dedicada ao inverno.

Ideal para fãs de enigmas, cultura pop e desafios intensamente viciantes, este caderno promete transformar qualquer pausa de verão num jogo irresistível, porque, afinal, o cérebro também merece férias, mas não precisa de ficar parado.

Caderno #1 – Verão estará disponível nas livrarias a partir de 21 de maio.

Sobre os Autores

Daniel López Valle nascido em 1982, na província de Alicante, é escritor e jornalista, e já sofreu de hipermetropia. Gosta de dar passeios longos e sem rumo, de cadeiras desconfortáveis, de café sem açúcar e de se levantar cedo para sustentar a fantasia de que o dia irá correr bem. Também gosta de lavar loiça, embora não perceba bem porquê. Apesar disso, o mais estranho que pode dizer acerca de si mesmo é que é a única pessoa que conhece que gosta de beisebol. Mas isso se calhar é porque não conhece assim tanta gente. 

Cristóbal Fortúnez nascido em Santiago de Compostela, em 1980, é ilustrador e desenhador. Ilustrou todas as edições originais desta coleção e não lhe parece nada mau negócio isto de ser pago para desenhar e aprender ao mesmo tempo. Espera que esta sensação de tempo bem empregado se transmita a quem lê e joga com os Cadernos. Quando enfrenta a folha em branco, aquilo que mais gosta de desenhar são personagens; dá-lhes nomes e imagina as histórias por trás de cada uma. E, se tiver tempo, inclui o maior número possível de detalhes e de cores, assim como duas ou três piadolas. 

Musical Rent no Casino Lisboa



Considerado um dos maiores sucessos da Broadway, o musical Rent estará em cena, de 21 de maio a 28 de junho, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. Vencedor do Pulitzer Prize for Drama e do Tony de Melhor Musical, Rent é um dos mais premiados e aclamados musicais de sempre. 



Em cena na Broadway durante mais de doze anos, Rent revolucionou o Teatro Musical, com músicas que se tornaram êxitos mundiais como, por exemplo, "Seasons of Love" ou "Take me or Leave me". 

Rent acompanha um ano na vida de um grupo de amigos do East Village, em Nova Iorque, no auge dos boémios anos '90, que lutam por sobreviver, numa celebração de amor e de superação. 

A peça é uma adaptação moderna da ópera "La Bohème" de Puccini, destacando a importância de aproveitar o tempo com aqueles que se amam. O seu autor, Jonathan Larson, faleceu tragicamente antes da estreia, não tendo assistido ao maior sucesso da sua carreira.

A versão portuguesa desta produção imperdível conta com um elenco nacional de luxo e a colaboração inédita do encenador original, o multipremiado Michael Greif. Espectáculo cantado e interpretado integralmente em português.

Começa a desaguar mais uma edição do Nascentes na mais querida Aldeia das Fontes



O Nascentes chega a 2026 como um encontro que se constrói devagar e em conjunto, feito das mãos de quem o imagina, de quem o levanta e de quem o vive. O Nascentes só existe porque é feito a várias mãos, mãos que acompanham, orientam, apoiam e abrem caminho.

Mãos que partilham esforço, pensamento e cuidado. São as mãos da gente desta aldeia, que tornam possível que tudo aconteça com esta proximidade tão própria e natural, e é nesse gesto coletivo que encontramos uma das forças mais importantes da criação artística e da própria comunidade.

Ao longo dos dias, são as casas, os jardins, as hortas, os espaços abertos pela aldeia que dão forma ao Nascentes. São as pessoas que vivem nas Fontes que abrem as suas portas e acolhem a programação, num gesto de cuidado e proximidade que transforma cada lugar em palco. A arte é um lugar de encontro, escuta e transformação. Nasce da capacidade de olhar o outro com atenção, de criar pontes entre diferentes experiências e de atravessar fronteiras culturais, geográficas e emocionais. A programação do Nascentes reflete essa visão.

A aldeia das Fontes volta a transformar-se num espaço de descoberta, partilha e criação coletiva, reunindo projetos musicais de diferentes geografias e linguagens sonoras. Entre momentos de escuta mais íntima e experiências de forte intensidade física e emocional, o Nascentes propõe um percurso entre tradição, improvisação, eletrônica, jazz, psicadelismo e música ritual.

Entre os concertos mais contemplativos, os suecos e dinamarqueses BITOI exploram o encontro entre baixo elétrico e um trio de vozes, num equilíbrio subtil entre força e delicadeza, enquanto a sul-coreana Dasom Baek cruza instrumentos tradicionais coreanos com abordagens contemporâneas, criando paisagens sonoras sensíveis entre memória e experimentação.

A dimensão mais rítmica e dançável surge com Elektro Hafiz (Turquia/Alemanha), que funde heranças musicais turcas com psicadelismo e energia punk, e com INDUS (Colômbia), projeto eletrônico de Óscar Alford que mistura ritmos afro-caribenhos com uma abordagem experimental e intensa. Do Reino Unido chegam os MADMADMAD, cuja eletrónica mutante e pulsante vive entre improvisação, tensão e catarse coletiva.

A improvisação ocupa também um lugar central no festival. Os portugueses PLAKA trabalham ritmos inspirados em diferentes tradições do mundo através de estruturas em constante transformação, enquanto os britânicos Vipertime levam o jazz para territórios explosivos onde groove, afrobeat, pós-punk e liberdade criativa se fundem numa poderosa experiência ao vivo.

Nas atuações noturnas, os portugueses Sunflowers trazem a urgência do punk e da distorção numa descarga caótica e visceral. Também de Portugal, La Familia Gitana celebra as suas raízes e herança musical numa afirmação de identidade e celebração coletiva. Já os japoneses WaqWaq Kingdom atravessam múltiplos territórios sonoros entre tradição japonesa, eletrônica contemporânea e ritmos globais, enquanto os catalães ZA! (Espanha) fazem de cada concerto um espaço irrepetível de improvisação e energia desenfreada. Conjunto Contratempo, banda mítica de sangue e coração Cabo Verdiano, que nasceu em Cacém nos anos 80, traz as suas coladeras e um funaná mais despojado para dançar sem parar.

Na continuidade do espírito colaborativo que define o Nascentes, regressam ainda às Fontes as residências artísticas, com o reencontro entre Carincur & João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes, num trabalho construído entre vozes, território e comunidade.

Ao longo dos dias, o Nascentes estende-se também a outras formas de encontro e descoberta, com momentos de participação, escuta e criação partilhada pensados para todas as idades. Entre os passeios sonoros do Luís Antero, diversas oficinas infanto-juvenis, discos e petiscos, o projeto volta a afirmar-se como um lugar onde é possível estar, parar, experimentar e usufruir em conjunto.

O Nascentes nasce de uma dimensão profundamente humana: a consciência de que somos frágeis e interdependentes. É precisamente nessa vulnerabilidade que encontramos a capacidade de cuidar, resistir e criar em conjunto. A mão que ampara é também a mão que impulsiona. A que ajuda a levantar, a experimentar, a falhar e a continuar.

Entre 1 e 5 de julho, voltamos a encontrar-nos nas Fontes.

“Vozes em Palco: Encontros” com Edgar Domingos & Chelsea Dinorath no Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 13 de junho, às 21 horas, o concerto "Vozes em Palco: Encontros", que junta Edgar Domingos e Chelsea Dinorath num encontro ao vivo pensado para celebrar a força das vozes, a emoção das canções e a ligação com o público.

"Vozes em Palco: Encontros" foi desenhado para criar momentos de ligação entre dois universos artísticos, com actuações a solo e momentos partilhados, num concerto pensado para ficar na memória do público.

Uma noite única no Casino Estoril, onde o foco é a força da interpretação e o encontro de duas vozes no mesmo palco - celebrando canções, histórias e a energia de dois artistas em pleno reconhecimento do seu trabalho.

Chelsea Dinorath
Chelsea Dinorath chega a este espectáculo após um ano de forte reconhecimento internacional: é a primeira artista angolana a vencer a categoria de Melhor Artista da África lusófona nos Trace Awards (2.ª edição, em Zanzibar, Tanzânia). A artista foi também distinguida como Melhor Artista Feminina dos PALOP nos African Entertainment Awards, USA (AEAUSA), consolidando a sua projeção além-fronteiras.

Chelsea Dinorath afirma-se por uma escrita e interpretação intensas, com temas que se tornaram referência para muitos ouvintes, como "Ntima", "À Toa", "Sodadi", "Melhor" e "Toi Et Moi". O álbum "Catarse" reúne algumas das suas faixas mais procuradas, incluindo "Traços (feat. Edgar Domingos)", "Unfollow", "Maré", "Weya" e "Silhueta da Dor", entre outras.

A colaboração "Traços" destaca-se por unir as duas vozes no mesmo tema, antecipando o que o público pode esperar deste encontro ao vivo - um diálogo artístico entre dois percursos que se cruzam em palco.

Ao vivo, Chelsea Dinorath traz uma performance centrada na interpretação, nos refrões fortes e na conexão direta com o público, agora com o reconhecimento dos Trace Awards e AEAUSA.



Edgar Domingos
Este será igualmente o segundo evento de Edgar Domingos depois de um grande sucesso no “Lisboa Ao Vivo - LAV”, registando mais um importante momento no seu percurso ao vivo – desta vez no emblemático palco do Salão Preto e Prata ao lado de uma das vozes mais premiadas da música lusófona da actualidade.

Edgar Domingos tem construído um percurso marcado por canções que ganharam vida própria junto do público, com singles como "Agulha No Palheiro", "Relaxa" e "Linda Demais". 

Entre os seus temas mais procurados e reconhecidos surgem ainda títulos como "Adoço", "KBB", "Estragar O Que Está Bom", "Senhor Incrível" e "Já Não Te Conheço".

No alinhamento desta noite, a promessa é levar ao palco o lado mais directo e emocional do seu repertório, com espaço para os momentos de maior energia e para as canções que o público sabe de cor.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Alma Shopping recebe exposição “O Turismo é feito de Pessoas”




O Alma Shopping acolhe, de 18 de maio a 8 de junho, a exposição fotográfica “O Turismo é feito de Pessoas”, que reúne 20 fotografias ilustrativas de várias profissões turísticas. Os protagonistas são alunos da Rede de Escolas do Turismo de Portugal e o objetivo é sublinhar que o sucesso do turismo em Portugal é feito do talento, empenho e dedicação de milhares de profissionais que dia-a-dia fazem de Portugal um destino acolhedor e de excelência.

Esta é uma iniciativa do Turismo de Portugal, em parceria com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), que celebra o valor humano que sustenta o turismo nacional.

Ao acolher esta exposição, o Alma Shopping dá palco à valorização das pessoas e das profissões ligadas ao turismo, proporcionando aos seus visitantes uma experiência cultural e inspiradora num espaço de grande proximidade com o público.

A inauguração tem lugar no dia 18 de maio às 17h00, e conta com a presença de representantes do Turismo de Portugal, da APCC e da Entidade Regional de Turismo do Centro.

Ao longo da sua permanência no Alma Shopping a exposição contará com um conjunto de iniciativas que, protagonizadas por chefs, formadores e alunos das Escolas do Turismo de Portugal, oferecerão ao público experiências dinâmicas e interativas que evidenciam a formação e o talento no setor como fator-chave na construção do sucesso do turismo em Portugal.

A exposição “O Turismo é feito de Pessoas” é de acesso livre, para que todos possam conhecer e reconhecer as profissões que fazem do turismo uma referência internacional.

Quando duas pessoas partilham a vida, o que sabem realmenteuma sobre a outra?



Será que conhecemos quem se senta connosco à mesa todos os dias? Inês Meneses e Tozé Brito são marido e mulher. Durante vários meses decidiram partilhar reflexões, histórias e confidências, contando-se um ao outro. Ao Fim do Dia – Memórias e confissões de um casal é um exercício literário singular que revela uma conversa entre duas vozes que se conhecem profundamente e que procuram, ainda, conhecerse melhor.

Em Ao Fim do Dia, o primeiro livro a dois dos autores, conhecemos as diversas dimensões da vida de um casal, mas também narrativas que passam pelo mundo da música, da rádio, da escrita e de um Portugal que é contado ao longo das décadas, através de interpelações e partilhas de cada um dos autores.

Neste livro, desenha-se um diálogo íntimo onde o quotidiano, o amor, as viagens, a passagem do tempo e a construção de uma vida em comum se entrelaçam com percursos individuais muito marcantes. Inês Meneses, conhecida voz da rádio portuguesa e autora de diversos livros, e Tozé Brito, figura incontornável da música portuguesa, revisitam diferentes momentos das suas vidas, num percurso que atravessa várias geografias como Porto, Lisboa, Londres ou Nova Iorque.

Ao fim do dia, um casal senta-se e conversa através da escrita, mostrando-nos que a pessoa com quem vivemos pode ser um mundo que não conhecemos por completo. Organizado num formato dialogante, em que cada autor responde e interpela o outro, este livro cruza gerações, linguagens e experiências de vida, numa descoberta mútua que revela que a intimidade é um território em permanente construção.

Ao Fim do Dia – Memórias e confissões de um casal chega às livrarias a 21 de maio.

Sobre os Autores

Inês Meneses nasceu em 1971. Faz rádio desde os 16 anos e também escreve. É, desde 2005, autora do programa de entrevistas Fala com Ela, primeiro na Radar e atualmente na Antena 1. Está, desde 2008, no programa O Amor É, ao lado do psiquiatra Júlio Machado Vaz, com o qual publicou, em 2018, um livro com o mesmo nome. Também pela Contraponto tem publicados Caderno de Encargos Sentimentais, O Coração Ainda Bate, Fala com Ela, Máquina de Escrever Sentimentos e Linhas de Valor Acrescentado. Escreve crónicas no Público online e tem o podcast Cultas e Vinho Verde. Faz parte da equipa fundadora da Futura – Rádio de Autor.  

Tozé Brito nasceu no Porto, em 1951. Fez parte dos grupos Pop Five Music Inc., Quarteto 1111, Green Windows e Gemini. Dirigiu durante três décadas multinacionais discográficas, antes de chegar à Sociedade Portuguesa de Autores, onde é administrador e vice-presidente da Direção. Escreveu mais de 500 canções para dezenas de intérpretes, bem como para teatro, cinema e televisão. Foi agraciado com a comenda da Ordem do Mérito pela Presidência da República, em 2023. Em 2027, celebrará 60 anos de carreira.

Portugal cria ‘Arca de Noé Digital’ para proteger património de catástrofes



Num contexto global de crescente vulnerabilidade do património cultural a catástrofes naturais e incidentes imprevisíveis, o Património Cultural, I.P. reforça a aposta na digitalização 3D de imóveis através de tecnologia laser scanning, no âmbito do projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360®.

Esta componente do projeto assenta na produção de registos digitais de elevada precisão de monumentos históricos e sítios arqueológicos, permitindo não apenas a sua valorização e divulgação, mas também a criação de uma base técnica rigorosa para apoio à conservação, monitorização e eventual intervenção futura.

Atualmente, encontram-se já em curso os trabalhos de levantamento 3D de 35 imóveis, entre monumentos e sítios arqueológicos classificados como Monumento Nacional ou Imóvel de Interesse Público, distribuídos por todo o território continental.

Recorrendo a tecnologia de laser scanning, estes levantamentos permitem captar, com elevada densidade e precisão milimétrica, a geometria e características construtivas dos imóveis, gerando nuvens de pontos georreferenciadas que constituem uma representação rigorosa da realidade física.

Inspirada em boas práticas internacionais, como a utilização de registos digitais no processo de recuperação da Catedral de Notre-Dame, esta abordagem permite dotar o património cultural de instrumentos avançados de documentação e conhecimento, fundamentais para a sua salvaguarda a longo prazo.

Mais do que representações visuais, os modelos resultantes destes levantamentos constituem ferramentas técnicas de apoio a arquitetos, engenheiros e especialistas em conservação e restauro. Em caso de dano ou degradação, esta informação poderá ser utilizada para apoiar intervenções, complementando métodos tradicionais de análise, diagnóstico e medição.

O projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360® afirma-se, assim, como um instrumento estratégico na modernização das metodologias de registo, estudo e valorização do património cultural, colocando a tecnologia ao serviço da sua preservação e transmissão às gerações futuras.

Todos os conteúdos produzidos — incluindo visitas virtuais, modelos digitais e filmes documentais — estão acessíveis gratuitamente ao público em https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt

Thomas Pynchon regressa à Bertrand com novo livro



Caso Fantasma, o mais recente romance de Thomas Pynchon, chega às livrarias portuguesas numa excecional tradução de João Pedro Vala. A publicação deste livro-fenómeno, inédito no mercado português, chega semanas depois da reedição de V., o não menos incrível título de estreia do autor, finalista do National Book Award em 1964.

Publicado depois de um hiato de mais de uma década desde a última obra de Pynchon, Caso Fantasma pode ser o romance de despedida deste gigante da literatura, atualmente com 88 anos. Esta é uma obra que revela o mesmo génio e o mesmo vigor, e ousadia, que caracterizam toda a obra do autor, e não vai deixar ninguém indiferente.

Em Caso Fantasma, o leitor é transportado para 1932. A América está em plena Grande Depressão, a revogação da Lei Seca ao virar da esquina, Al Capone na prisão federal. Hicks McTaggart, um fura-greves que se tornou detetive privado, pensa ter encontrado a tão desejada estabilidade profissional até aceitar o que deveria ser um caso banal: localizar e trazer de volta a herdeira da fortuna do magnata dos queijos do Wisconsin, que decidiu partir à aventura. Porém, antes que dê por isso, será drogado e despachado para a Europa num transatlântico, acabando por chegar à Hungria – onde, a propósito, não há costa de mar.

Quando Hicks finalmente descobre a herdeira, ver-se-á também envolvido com nazis, agentes soviéticos, contraespiões britânicos, músicos de swing, praticantes do paranormal, gangues europeus de motociclistas e, enfim, os problemas que cada um deles acarreta. Encurralado por uma história que não compreende e da qual não consegue sair, a única esperança de Hicks é que estamos no apogeu das big bands e, por acaso, ele adora dançar. Se isso será suficiente para permitir que regresse aos Estados Unidos e ao mundo normal – que, como o nosso, talvez já não exista –, é outra questão…

Seguindo o estilo único que lhe é característico, Pynchon explora de forma excêntrica e implacável a ascensão do fascismo europeu e a disrupção histórica que se deu na década de 1930. Caso Fantasma examina a fragilidade do mundo atual e a ascensão do totalitarismo, e arriscamos até dizer que há evidentes paralelismos com a América e o mundo de hoje.

Sobre o Autor

Thomas Pynchon nasceu em Long Island, Nova Iorque, em 1937. Um dos mais importantes autores da história da literatura norte-americana, é autor de V., O Leilão do Lote 49, Arco-Íris da Gravidade, Slow Learner, uma coletânea de contos, Vineland, Mason & Dixon, Against the Day, Vício Intrínseco, Bleeding Edge e Caso Fantasma. Com V., o seu primeiro romance, foi finalista do National Book Award em 1964, prémio que viria a vencer com Arco-Íris da Gravidade em 1974.