Jonathan Swift chega ao catálogo da nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, com As Viagens de Gulliver, numa primorosa tradução assinada por Rita Cipriano, com base na primeira edição de outubro de 1726. Este é um dos grandes clássicos da literatura europeia que, muito mais do que um «livro de fantasia» corresponde a uma ardilosa fábula sobre o comportamento humano, a brutalidade e o poder, a vaidade e a ruína do mundo. Um livro delicioso que fica disponível a 23 de julho.
As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, descreve as quatro viagens de Lemuel Gulliver, um cirurgião naval. Primeiro, Gulliver naufraga e salva-se, mas é feito prisioneiro pelos habitantes da ilha de Lilliput, seres minúsculos com quem tem uma relação conturbada e dos quais consegue escapar. A segunda viagem leva-o a Brobdingnag, uma terra de gigantes, onde um minúsculo Gulliver se torna alvo de observação e é exibido como uma curiosidade – até que consegue ser resgatado e regressar a casa para iniciar a terceira viagem, que o leva a Laputa, uma ilha voadora. Glubbdubdrib, uma ilha onde encontra os fantasmas de Aristóteles, Homero ou Descartes, é o destino que antecipa o Japão. Finalmente, a quarta viagem leva Gulliver ao país dos houyhnhnms, onde há cavalos inteligentes e seres humanos embrutecidos, os yahoos.
A sátira mordaz de Swift retrata a humanidade num distorcido labirinto de espelhos, como uma espécie diminuída, ampliada e, por fim, bestial, apresentando-nos um epitáfio do mundo como o conhecemos.
Sobre o Autor
Jonathan Swift, escritor, ensaísta e professor anglo-irlandês, nasceu em 1667 em Dublin. Morreu em 1745 na mesma cidade. Estudou no Trinity College, foi deão da Catedral de St. Patrick, em Dublin. A sua obra mais famosa é As Viagens de Gulliver (1726), mas escreveu panfletos políticos marcantes, como Singela Proposta. Foi declarado louco em 1742.



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