segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Porquê aguentar tanta m*rda?



«Calámo-nos por medo, sorrimos por hábito, fingimos estar bem para não incomodar. E, entretanto, culpávamos o mundo. Os outros. A vida. Tudo, menos nós próprias. Isto até, certo dia, uma psicóloga nos ter dito algo que ninguém até então se atrevera: Não tens a vida que tens por teres azar. Tens a vida que tens por causa das decisões que tomas.» É este o mote de A Minha Psicóloga Disse-me…, um livro de Yulibeth R. G. e Katherine Hoyer para quem «já não aguenta mais fingir que consegue lidar com tudo» e «perdoar o imperdoável».

Este guia prático, que se tornou um bestseller da Amazon, nasceu de conversas reais entre mulheres e as suas terapeutas. Conversas que as duas autoras resumiram e organizaram em 110 sessões para ler em contínuo ou em consultas pontuais para momentos de reflexão.

Conversas que podem inspirar «quem se cansou de ser forte o tempo todo, de ficar onde já não há espaço, de engolir o que sente para que não lhe digam que está a exagerar». Para isso, dizem as autoras, é necessário passar por «verdades incómodas», razão pela qual «aqui não vais encontrar respostas perfeitas […] vais encontrar-te a ti mesma».

Um guia que nos fala «sem medos e sem rodeios», A Minha Psicóloga Disse-me… chega à rede livreira nacional no dia 17 de setembro, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de João Silveira.

Sobre as Autoras

Yulibeth R.G. é autora de textos de grande sucesso que se tornaram um guia de esperança para muitas mulheres que, como ela, enfrentaram o desafio de recomeçar. As suas histórias não nos deixam esquecer que o amor-próprio e a resiliência podem transformar a dor num novo começo. 

A escrita de Katherine Hoyer surge com a intenção de acompanhar todas as pessoas que se sentem perdidas e convidá-las a serem fiéis ao que sentem, a deixarem de agradar ao mundo e a começarem a ser elas próprias. Nas suas palavras, Katherine procura ser aquele refúgio de que todos precisamos, por vezes; aquele abraço que nos lembra de que não estamos sozinhos. Acredita na escrita como uma ponte para o próprio eu e na vida como algo que merece ser vivido com intensidade, como se cada dia fosse o último. 

Casino Lisboa recebe nova etapa da Liga Nacional de Poker



O Casino Lisboa recebe, de 15 a 20 de setembro, mais uma etapa da Liga Nacional de Poker (LNP). Estarão presentes jogadores de diferentes níveis numa semana dedicada ao poker competitivo, com uma programação diversificada e vários torneios em destaque.

O evento arranca a 15 de setembro, com o torneio Bem-Vindo, seguindo-se, de 16 a 18 de setembro, os Dias 1A, 1B e 1C do Main Event da LNP, com buy-in de 250€, stack inicial de 50.000 fichas e níveis de 30 minutos.



O programa inclui ainda eventos paralelos como O Caçador, Omaha PL, NLH Super Sexta e Torneio de Encerramento, garantindo diferentes formatos e níveis de buy-in ao longo da semana.

O fim de semana será marcado pelos momentos decisivos do Main Event, com o Dia 2 no sábado, 19 de setembro, e o Dia 3 no domingo, 20 de setembro, acompanhado por um High Roller de 500€, com stack inicial de 80.000 fichas e níveis de 40 minutos.

A etapa contará ainda com um incentivo especial: os vencedores dos eventos do programa recebem um ticket no valor de 550€ para disputar a Grande Final do CNP 2026, no Casino Gran Madrid, em Espanha.

Uma semana de poker, competição e grandes oportunidades, com o Casino Lisboa como palco de mais uma etapa da Liga Nacional de Poker 2026.

O Espião Que Veio do Futebol estreia amanha na RTP1



O Espião Que Veio do Futebol, a nova série da RTP1 e RTP play sobre a história extraordinária e pouco conhecida de Cândido de Oliveira. Em 3 episódios, a série acompanha esta marcante figura do futebol e do jornalismo desportivo português, aqui interpretada por Tomás Alves.

Em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, a vida de Cândido de Oliveira dividia-se entre o desporto e a espionagem militar secreta contra o regime nazi. Mas há uma faceta da sua vida que poucos conhecem: é o único espião português em quem os ingleses verdadeiramente confiam. Depois de intercetar correspondência nazi, Cândido recebe do adido Beevor (Filipe Vargas), uma nova missão: montar a rede de telégrafos que constituir o último reduto contra uma eventual invasão alemã. A partir do momento em que a conspiração é descoberta Cândido passa a ser perseguido pela polícia política (PVDE), pelo implacável agente Gaspar (Carloto Cotta), movido por uma vingança pessoal, e por Laura (Teresa Tavares), uma traiçoeira espia. Enquanto tenta cumprir a missão que lhe foi confiada, Cândido terá ainda de proteger aqueles que lhe são mais próximos, como a irmã e a sobrinha, o melhor amigo, as vizinhas e jornalistas da revista que dirige.

O Espião Que Veio do Futebol para ver entre 15 e 17 de setembro, às 22h30, na RTP1 e disponível na RTP play.




 

Exposição “Conversas em Tela” na Galeria de Arte do Casino Estoril



A exposição “Conversas em Tela” está patente na Galeria de Arte do Casino Estoril. Com entrada gratuita, esta mostra colectiva de pintura reúne trabalhos de 5 artistas plásticos. 

Participam nesta mostra colectiva de pintura 5 artistas, com 5 linguagens diferentes que agora se juntam para “Conversas em Tela” na Galeria de Arte do Casino Estoril.



Filipa Oliveira Antunes com 4 trabalhos de forte cromatismo; Maramgoní com cantos e recantos de Lisboa; Maria Flores com um surrealismo que não deixa ninguém indiferente; Mariola Landowska e a sua inconfundível paleta de cores e Rogério Tunes num claro exemplo de gestualismo de muita qualidade.




O poeta do amor é agora um proscrito



Como um lamento inesquecível, que se ouve a partir dos confins do Império, Ovídio cria Tristia, um dos textos mais poderosos da poesia latina, fundador da literatura de exílio. É esse livro que a Quetzal recupera numa edição bilingue – latim e português – traduzida por Carlos Ascenso André, com o título Cantos de Tristeza. Esta é também a primeira tradução integral para português.

Enviado para o exílio aos 51 anos pelo imperador, longe de Roma e da família, Ovídio vê-se obrigado a abandonar a vida de luxo e dos festins na grande cidade pelo frio e aridez de uma paisagem deserta e inóspita. Dessa radical mudança de vida nasceu um novo modelo de poesia, a «poética do exílio».

«Até então nunca poeta algum dera tanta atenção à temática do exílio e dela fizera não já só o núcleo, mas, mais do que isso, o conteúdo total de um livro ou, nesse caso, de dois», nota o tradutor no preâmbulo desta nova edição. «As delícias e os prazeres de Roma são trocados pela solidão e pela aridez penosa de um lugar remoto. O poeta do amor é agora um proscrito.»

Disponível nas livrarias a partir de 17 de setembro, Cantos de Tristeza conta com sessão de lançamento a partir da Festa do Livro de Belém logo no dia seguinte, 18, às 18h00, no Palco da Cascata, com apresentação de José Manuel Mendes e presença de Manuel Alegre, a quem Carlos Ascenso André dedica esta edição.

Sobre o Autor

Ovídio (Publius Ovidius Naso) nasceu em Sulmona, na região de italiana de Abruzzo, em 43 a.C., e morreu em 17 ou 18 d.C. em Tomos, atual Constança (Roménia), então colónia grega, um enclave entre o Danúbio e o Mar Negro. A sua obra é, ao lado da de Virgílio (70-19 a.C) e de Horácio (65-8 a.C.), de quem foi contemporâneo, um dos pilares fundadores da tradição poética ocidental.  De entre as suas obras distinguem-se Arte de Amar (Ars Amatoria), bem como Remédios Contra o Amor (Remedia Amoris), Cantos de Tristeza (Tristia) e Metamorfoses (Metamorphoses), ou o atualíssimo Heroides (Epistulæ Heroidum), uma série de cartas escritas por heroínas da tradição grega e romana aos seus amantes. O lirismo de Ovídio, ora confessional e melancólico, ora jocoso ou pleno de erotismo, ora marcado pela tristeza e pelo exílio, é uma das maiores influências no cânone posterior.  

Sobre o tradutor

Carlos Ascenso André (Monte Real, 1953) foi professor de línguas e literaturas clássicas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Nela se doutorou em 1990, antes de passar pela China e ainda por Macau, onde dirigiu o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau. Tem uma longa carreira dedicada ao estudo e à tradução de literatura latina – seja a da época clássica (Cícero, Virgílio, Ovídio, Séneca), seja a do Renascimento – e aos estudos camonianos. Foi visiting professor em várias universidades estrangeiras, como a Universidade da Ásia Oriental (Macau), além das de Hamburgo, Gotinga, Xangai e Poitiers. A Quetzal publicou a sua versão bilingue da Eneida, de Virgílio, bem como Eneida de Virgílio Adaptada para Jovens ou Arte de Amar e Remédios contra o Amor, de Ovídio, ambos também em edição bilingue. A tradução de Arte de Amar recebeu o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus em 2024.

Estreia de “Rosaline, a Ex do Romeu” esgotou o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa



Foi na passada terça-feira que o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa esgotou para a antestreia de “Rosaline, a Ex do Romeu”. Com texto e encenação de Renato Arroyo, esta comédia romântica musical surpreendeu o público, revelando que “havia um grande amor antes de Julieta”. O espectáculo continua em exibição, de quartas a sextas-feiras, às 21h00; sábados às 16h00 e 21h00; e domingos às 16h00.



Em noite de pura diversão, foram muitas as personalidades de relevo, nomeadamente da área do espectáculo e dos media, que marcaram presença no Auditório dos Oceanos. 

“Rosaline, a ex do Romeu” é uma comédia romântica musical que conquistou o público. A tragédia Romeu e Julieta, de William Shakespeare, leva um twist irresistível, sendo recontada através dos olhos de Rosaline, uma personagem brevemente mencionada no clássico original.

Na realidade, Rosaline foi a primeira paixão de Romeu e, para complicar, prima de Julieta! Afinal, o amor mais viral de sempre… não é bem como nos contaram.

Esta é a estória por trás da história: o que começa como uma tentativa desastrada de separar o casal mais icónico da literatura, transforma-se numa jornada inesperada de auto-descoberta e amor-próprio que vem provar que existem sempre dois lados de cada história, e que nem sempre o que parece perfeito é, de facto, verdadeiro.



sexta-feira, 11 de setembro de 2026

George Israel, dos Kid Abelha, regressa ao Palaphita para concerto em Cascais



O músico e compositor brasileiro George Israel, integrante dos Kid Abelha, regressa ao Palaphita, em Cascais, a 13 de setembro, para um concerto de entrada gratuita, com início às 18h30. A atuação acontece num momento especial da sua carreira, que coincide com o regresso da banda carioca aos palcos após 13 anos afastada.

Além dos êxitos que emplacou com os Kid Abelha como "Te Amo pra Sempre", "Eu Tive um Sonho" e "Grand Hotel", George Israel assina parcerias de referência com outros nomes maiores da música brasileira, como Cazuza (com quem compôs "Brasil", "Solidão que Nada" e "Burguesia"), Toni Garrido, dos Cidade Negra, e Roberto Frejat, dos Barão Vermelho. "Brasil" tornou-se tema de abertura de Vale Tudo, telenovela de grande êxito em Portugal, cujo desfecho — o assassinato de Odete Roitmann — parou o país no horário nobre em 1990 e teve um remake no ano passado

Nos Kid Abelha, George é autor de parte significativa de um repertório construído ao longo de mais de três décadas. Entre as suas composições estão "Lágrimas e Chuva", cuja versão ao vivo ultrapassa 113 milhões de reproduções no Spotify, e "Nada Sei", parceria com Paula Toller que soma mais de 43 milhões de reproduções numa das versões ao vivo disponíveis na plataforma. O grupo já vendeu mais de 9 milhões de álbuns em 13 discos lançados.

O regresso dos Kid Abelha tem voltado a colocar Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato diante de grandes plateias. A digressão "Eu Tive Um Sonho" marca a reunião do grupo após 13 anos e já passou por grandes espaços no Brasil — em São Paulo, reuniu cerca de 40 mil pessoas.

É neste contexto que George Israel regressa ao Palaphita, onde já atuou anteriormente numa apresentação que teve forte adesão do público.

"A primeira passagem do George pelo Palaphita foi um sucesso e deixou-nos, desde logo, com vontade de o receber novamente. É um músico com uma história enorme na música brasileira, e é muito especial poder trazê-lo de volta justamente neste momento, em que os Kid Abelha regressaram aos palcos e estão a reunir milhares de pessoas pelo Brasil", afirma Mário de Andrade, proprietário do Palaphita.

A programação de 13 de setembro conta ainda com Levy Gasparian, responsável pelo DJ set antes e depois da atuação de George Israel.

Sobre o Palaphita
O nome Palaphita tem origem em um dos sistemas construtivos utilizados na Amazónia,  uma habitação construída sobre troncos ou pilares. Esse tipo de construção é comum em áreas alagadiças, pois deixa a casa em uma altura que a água não a alcança, tornando-se volátil às intempéries. Versátil, adaptável e diferenciado, assim como o restaurante Palaphita. 

Nascido do inconfundível verde brasileiro, o restaurante é um eco-lounge gastronómico, atualmente localizado em Cascais. O Palaphita cultiva as suas raízes amazónicas também na ementa e no ambiente. Uma essência única e pronta para ser partilhada e crescer noutras terras. Enaltecendo as suas raízes em qualquer lugar do mundo.

Desde a sua criação no Rio de Janeiro, em 2004, o Palaphita Kitch, na Lagoa Rodrigo de Freitas, buscou levar experiências de elevado valor gastronômico, apoiadas na fusão entre a cultura alimentar, os produtos amazónicos e hábitos locais, além de proporcionar ótimos pratos e drinks. 

Depois da criação da primeira unidade, foi construído o Palaphita Gávea no Jockey Club Brasileiro, em 2013, e três anos depois, o Palaphita Galeão, para receber os Jogos Olímpicos de 2016. Todos localizados na Cidade Maravilhosa. 

No ano de 2020, os sócios cruzaram fronteiras, atravessaram o Oceano Atlântico e atracaram em Cascais, Portugal. Hoje contam com duas operações abertas: na área restrita do embarque internacional do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e o Palaphita Cascais, em Portugal. 

Em ambos os espaços, o Palaphita proporciona uma atmosfera primitiva e exclusiva, integrada organicamente ao local escolhido. Além da experiência  gastronómica e visual de excelência para os seus clientes, o restaurante destaca-se pelo uso de fibras renováveis, materiais descartáveis biodegradáveis e compostáveis, materiais de limpeza biodegradáveis e de menor impacto ambiental. Sempre a visar a regeneração. 

Arquitetura e Regeneração
O conceito de decoração do Palaphita baseia-se em uma arquitetura efêmera e que tem como base construções transitórias que podem modificar-se de acordo com o ambiente e o entorno natural, que se movimentam de acordo com a disponibilidade de matérias e as intempéries de cada lugar. Onde a natureza dita as regras do layout e da espacialidade gerada para o programa de necessidades deste eco-lounge. O ambiente no Palaphita é usualmente estruturado em espaço aberto, com bioarquitetura e ecodesign de reflorestamento, mobiliários e decorações à base de materiais naturais, de reflorestamento ou reuso abundantes na sua região. 

“Há 20 anos, nos preocupávamos com a sustentabilidade, hoje o nosso grande guia é a regeneração do nosso espaço”, explica Mário de Andrade, que criou os móveis e cenários do Palaphita, sempre a buscar a harmonia com o meio-ambiente. 

Sócios e Criadores
Mário de Andrade Netto viveu na Amazônia até 1982, quando concluiu o secundário e mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro com apenas 16 anos. Com espírito empreendedor, trancou a universidade para se arriscar no mundo dos negócios. Aos 18 anos, abriu em 1983, com a irmã Mônica, a primeira delicatessen do Rio de Janeiro, a Casa dos Sabores.

Nos anos 1990, viu que poderia ter uma carreira promissora ao montar banquetes completos, inaugurando um buffet e extinguindo a Casa dos Sabores. Passou longe dos buffets tradicionais que dominavam as recepções dos anos 80 e investiu em receitas mais sofisticadas, como antepastos, carpaccios e terrines - deu certo. 

Andrade tornou-se a principal referência do mercado e, nas duas décadas seguintes, contabilizou mais de 40 mil banquetes, recepções, coquetéis, jantares, brunchs, pequenos-almoços, festas, etc para até 12.000 pessoas simultâneas, além de ter sido o catering oficial de eventos internacionais como a Fórmula Indy, o Mundial de MotoVelocidade, feiras, congressos, megashows e eventos nacionais que vão do Festival Folclórico de Parintins (por 15 anos consecutivos) aos mais íntimos jantares de socialites, personalidades e empresários.

Teatro Nacional D. Maria II reabre portas com Macbeth



Depois de três anos encerrado para obras de requalificação, o Teatro Nacional D. Maria II reabre portas com Macbeth, de William Shakespeare, numa encenação e tradução de Pedro Penim. O espetáculo estreia a 18 de setembro, na Sala Garrett, onde permanece em cena até 31 de outubro. A peça regressa ao mesmo palco onde estava em cena na noite de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o Teatro em ruínas. 

Macbeth regressa à Sala Garrett para inaugurar uma nova etapa da história do D. Maria II. Encenado por Pedro Penim, diretor artístico deste Teatro, o espetáculo conta com as interpretações de Ana Coimbra, Ana Tang, Bárbara Branco, Bernardo de Lacerda, Hugo van der Ding, João Grosso, José Neves, José Raposo, June João, Sandro Feliciano, Stela e Vítor Silva Costa. Em palco, a tragédia de Shakespeare desafia o destino e combina assombração e futuro, naquele que será o ato inaugural de um edifício que retoma agora a sua atividade.

Macbeth acompanha a ascensão e a queda de um homem consumido pela ambição. Depois de lhe ser profetizado que se tornará rei da Escócia, Macbeth, instigado pela mulher, decide tomar o destino nas próprias mãos. O caminho até ao poder desencadeia uma espiral de violência, culpa e paranoia, numa história sobre a ambição, o desejo e as consequências de tentar controlar o futuro. 

Nesta encenação de Pedro Penim, o fogo que destruiu o edifício do D. Maria II, em 1964, e a ambição que consome a dupla de protagonistas entrelaçam-se em cena, numa abordagem contemporânea que reflete sobre a memória e o renascimento, fundindo realidade e ilusão.

Entre cinzas e novos alicerces, Macbeth transforma o palco num campo de batalha onde o passado e o futuro se confrontam, fazendo da reabertura do D. Maria II um verdadeiro ato de exorcismo e celebração.

O espetáculo é falado em português, com legendagem em inglês nas sessões de sábado. As sessões de 11 e 25 de outubro contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.

Macbeth estreia no âmbito das celebrações da Reabertura do Teatro Nacional D. Maria II, um evento de entrada livre que decorre de 18 a 20 de setembro. No dia 18, a partir das 21h30, a Praça D. Pedro IV (Rossio) ganha uma nova dimensão com um espetáculo de videomapping projetado na fachada do Teatro, seguido de uma festa ao som dos DJs Marfox, Beatbombers e ZenGxrl. Até 20 de setembro, o público poderá ainda visitar os novos espaços do D. Maria II, conhecer uma exposição dedicada aos 180 anos do Teatro, descobrir a nova edição de Macbeth e ouvir, pela primeira vez, o recém-criado Coro do D. Maria II.

Grupo BertrandCírculo anuncia novidades literárias até ao final do ano



O Grupo BertrandCírculo anunciou as novidades da rentrée literária aos órgãos de comunicação social, num evento com a presença dos editores das várias chancelas. Com largas dezenas de títulos até ao final do ano, as novas apostas incluem nomes tão sonantes como Ana Maria Gonçalves, a primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras, Francisco Louçã, Frederico Lourenço, José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto, J. Rentes de Carvalho, Sérgio Godinho ou Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões. Até dezembro, estão previstas novas publicações de Julian Barnes, Claire Daverley, Mariana Mazzucato e Stephen King, entre muitos outros grandes autores.   

Distinguido com o prestigioso Prémio Casa de Las Américas e eleito por leitores e críticos do jornal Folha de S. Paulo o melhor livro de literatura brasileira do século XXI, Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, chega finalmente a Portugal, com a chancela Bertrand Editora. O fenómeno internacional Os Diários de Emma M. Lion, de Beth Brower, marca o início da nova temporada com a chegada às livrarias dos três primeiros volumes entre setembro e novembro. O segundo volume de Imaginação, de Francisco Louçã, versa sobre Utopias, Ciências e Vida Quotidiana e está disponível em outubro, seguido em novembro pela publicação de Hotel Exílio, de Jane Rogoyska, uma crónica magistral da Europa do século XX e um dos finalistas do Women’s Prize for Non Fiction de 2026.

Se Deus É a Resposta, Qual É a Pergunta?, de Christopher Insole, chega às livrarias em outubro pela Temas e Debates, que prepara também a publicação de Filhos de Abraão, de Marc David Baer, que relata a história das histórias interligadas de judeus e muçulmanos no Médio Oriente e na Europa, sem mitos nem contramitos. Com Economia do Bem Comum, a premiada Mariana Mazzucato reimagina a economia dando-lhe uma nova bússola para se orientar. Em novembro, chega às livrarias a primeiríssima História Global da Monarquia Portuguesa, com direção de José Eduardo Franco e coordenação de Paulo Drumond Braga.

Depois da tradução da Bíblia, Frederico Lourenço prepara o lançamento de uma edição a pensar no público mais novo: A Bíblia Adaptada para Jovens chega às livrarias em novembro, numa linguagem acessível e simplificando o que é complexo, com a chancela da Quetzal. Além de Voltas e Disfarces, uma obra inédita de J. Rentes de Carvalho, aguardam-se novos textos de José Eduardo Agualusa e José Luís Peixoto, e estão previstos os lançamentos de De Olhos Abertos, de Julian Barnes, e Breves Entrevistas a Homens Hediondos, de David Foster Wallace. Sérgio Godinho regressa com Memória de Duas Prisões no Brasil (e outras cenas da vida corrente).

António Barreto é o nome que dá início, em setembro, ao lançamento de uma nova coleção da Contraponto, Do Meu Ponto de Vista. O primeiro livro é da autoria de João Céu e Silva. O economista Ricardo Paes Mamede publica Política Industrial, que mostra os prós e contras da intervenção estatal, com perguntas e respostas que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema atual e mais urgente do que nunca.   

Na BertrandKids, além das novidades de Adele, Peppa e Pedrito Coelho, arranca em setembro a coleção Como Eu Me Sinto, da prestigiada terapeuta norte-americana Cornelia Maude Spelman. Em novembro, prepara-se o lançamento de O Meu Incrível Calendário do Advento. Gabriela Oliveira surpreende com o livro Cozinha Vegetariana na Air Fryer, pela Arteplural, enquanto a Pergaminho aposta em Anandamida, O Neurotransmissor de Deus, do autor bestseller Borja Vilaseca.
 
São quase uma centena de títulos que chegam às livrarias até ao final do ano, distribuídas pelas chancelas do Grupo BertrandCírculo: Bertrand, Temas e Debates, Quetzal, Contraponto, Pergaminho, Arteplural e 11x17. 

Estreia moderna de La Vera Costanza no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 3 de outubro, pelas 18 horas, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Mais de 230 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII voltará a ouvir-se em palco.

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressa, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).