quinta-feira, 3 de abril de 2025

Breve História do PREC do jornalista Rui Cardoso



A Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 8 de abril, "Breve História do PREC", do jornalista Rui Cardoso, um retrato conciso do início da democracia portuguesa, escrito em defesa da "memória colectiva" que procura "impedir que solidifiquem narrativas construídas à medida". "Porque, como cantou Chico Buarque, a festa foi bonita e, mesmo que tenha murchado, uma semente há-de ter ficado esquecida nalgum canto deste jardim à beira-mar plantado", escreve no preefácio o autor que considera que ler este livro permite viver ou reviver uma sucessão quase alucinante de acontecimentos, conhecer o pulsar de um país que chegou a ser comparado a um "manicómio em autogestã", mas onde, pelo menos durante alguns meses, "foi o povo quem fez a História."

Uma ditadura, que durava há mais de quatro décadas, caiu em menos de 24 horas. Que revolução era esta onde jovens capitães faziam causa comum com as classes populares e as ruas se enchiam de povo em festa? Derrotada a via autoritária de Spínola, a 28 de Setembro e a 11 de Março, e resolvida a questão colonial, duas legitimidades não tardaram a entrar em confronto: a das novas instituições democráticas e a revolucionária. A Assembleia Constituinte será cercada e o Governo sequestrado. Os soldados do Regimento de Artilharia de Lisboa farão um juramento de bandeira de punho erguido, declarando-se "ao lado do povo e ao serviço da classe operária", a embaixada de Espanha será saqueada e o Conselho da Revolução mandará detonar os emissores da Rádio Renascença. Isto enquanto uma direita não tão democrática como isso se empenhava na contra-revolução armada. "Breve História do PREC" traça o retrato dessa época frenética e recorda a sua cronologia.
 
"Houve perseguição aos milionários e grandes patrões em 1975? Houve gente presa de forma ilegal, sem acusação ou identificação especificadas nos mandados de captura executados pelo COPCON? Houve boicotes violentos a reuniões de partidos de direita e ataques a instalações destes? Rigorosamente verdade. Mas tão verdade como o abandono deliberado de fábricas pelos patrões ou a sabotagem económica por parte destes. Além dos assaltos às sedes do PCP, de partidos mais à esquerda ou de sindicatos. Ou ainda da campanha de terror levada a cabo a tiro e à bomba por uma rede clandestina de extrema-direita, responsável por meio milhar de atentados e mais de uma dezena de mortes. Ou seja, se em 1974/75 houve uma revolução com os concomitantes excessos, também houve uma contra-revolução e esta não foi nada meiga."

Sobre o Autor

Rui Cardoso (1953) licenciou‑se no Instituto Superior Técnico, universidade onde, entre 1970 e 1974, participou na luta contra a ditadura. Entre 1978 e 1988, foi jornalista no Diário Popular, um jornal onde, durante o PREC, não houve saneamentos e a direcção foi eleita pela redacção. Esteve no Expresso, entre 1989 e 2019, como responsável pelos guias de viagem e editor da secção internacional. Foi também director da revista Courrier Internacional. Presença habitual na antena da SIC Notícias na análise da actualidade internacional, é autor de uma dúzia de livros, sendo os mais recentes Conta‑me como não Foi: Mitos e Mentiras da História de Portugal (Casa das Letras, 2022) e Mapa Cor-de‑Sangue: As Lutas, as Revoltas e as Tragédias em Portugal no Tempo das Invasões Francesas (Oficina do Livro, 2024).

Lucasfilm anuncia o regresso de Star Wars: A Vingança dos Sith aos cinemas



A Lucasfilm anunciou o regresso de Star Wars: A Vingança dos Sith ao grande ecrã a 24 de abril, para celebrar o 20º aniversário do filme. O filme estará em exibição até domingo, dia 27 de Abril, e estará disponível em vários formatos, incluindo, pela primeira vez, em 4DX. Aqui os fãs vão poder sentir o movimento das cadeiras que, sincronizadas com mais de 21 efeitos, complementam a narrativa do filme. A partir de 15 de abril arranca a pré-venda de bilhetes, disponíveis nas bilheteiras e locais habituais. 

“A Vingança dos Sith” passa-se anos após o início da Guerra dos Clones, quando os nobres Cavaleiros Jedi lideram um enorme exército de clones numa batalha à escala da galáxia contra os Separatistas. Quando os sinistros Sith revelam uma conspiração milenar para governar a galáxia, a República desmorona-se e das suas cinzas ergue-se o maléfico Império Galáctico. O herói Jedi Anakin Skywalker é seduzido pelo lado negro da Força para se tornar no novo aprendiz do Imperador - Darth Vader. Os Jedi são dizimados e Obi-Wan Kenobi e o Mestre Jedi Yoda são forçados a esconder-se.

O filme é protagonizado por Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Ian McDiarmid, Frank Oz como Yoda, Jimmy Smits, Peter Mayhew, Ahmed Best, Oliver Ford Davies, Temuera Morrison, Anthony Daniels, Silas Carson, Kenny Baker, Samuel L. Jackson como Mace Windu e Christopher Lee como Conde Dooku. George Lucas escreveu e realizou o filme.

Quer deixar de fumar? Conheça o método dos famosos



«Neste momento já é um não-fumador, um ex-toxicodependente», escreve Allen Carr, fumador compulsivo durante 33 anos e autor de Easyway – O Método Fácil para Deixar de Fumar. O seu primeiro livro vendeu mais de 20 milhões de exemplares e continua a ser um bestseller mundial, conhecido por ajudar dezenas de famosos a deixar de fumar.

A Pergaminho publica agora uma nova edição de Easyway – O Método Fácil para Deixar de Fumar, que contempla as novas formas de consumo de nicotina, como o vaping, os cigarros eletrónicos ou qualquer outro tipo de produto com nicotina.

Robert Pattinson, Ellen DeGeneres, Anthony Hopkins, Jason Mraz e David Cameron testaram a eficácia do método Easyway e garantem ter deixado de fumar sem esforço, de forma imediata e definitiva.

Easyway – O Método Fácil para Deixar de Fumar chega às livrarias a 10 de abril.

Sobre o Autor

Allen Carr foi fumador compulsivo durante 33 anos; chegou a fumar 100 cigarros por dia. Aos 48 anos, a 15 de julho de 1983, deixou de fumar, de um dia para outro. E até à sua morte, aos 71 anos, não voltou a ter a mais pequena vontade de pegar num cigarro. Pelo contrário: «Desde que fumei o meu último cigarro que me sinto o homem mais feliz do mundo», costumava dizer. 

O que o motivou a deixar de fumar – e o que fez com que passasse o resto da vida livre do vício – é detalhadamente explicado no seu bestseller internacional, Easyway – O Método Fácil para Deixar de Fumar, que é o livro mais vendido em todo o mundo nesta área. No mesmo ano em que deixou de fumar, despediu-se do seu emprego como contabilista para se dedicar ao trabalho da sua vida: ajudar outros viciados em nicotina a libertar-se da dependência. O sucesso da sua primeira clínica Easyway, em Londres, levou a que se propagasse internacionalmente. As clínicas Easyway encontram-se hoje em mais de 50 países, e mais de 50 milhões de pessoas já deixaram o tabaco graças a elas.

Antestreia Solidária de "O Silêncio de Julie"



A Films4You e a APAV juntam-se para celebrar os 35 anos da associação com uma antestreia solidária do filme "O Silêncio de Julie", de Leonardo Van Djil. A sessão acontece no dia 8 de abril, pelas 21h, no Cinema Fernando Lopes, em Lisboa, e conta com a presença de Joana Menezes, Coordenadora dos Serviços de Apoio à Vítima de Lisboa (APAV). As receitas revertem a favor da APAV, tendo o bilhete um custo único de 5 euros.

O filme acompanha Julie, uma jovem promessa do ténis, que treina numa academia de elite. Quando o seu treinador é alvo de uma investigação e subitamente suspenso, devido a alegada conduta imprópria, todas as jogadoras do clube são encorajadas a falar. Mas Julie decide ficar em silêncio. "O Silêncio de Julie" é um filme sério e delicado que faz uma importante reflexão em torno do assédio e abuso no desporto, focando-se no comportamento e conflito interior da vítima.

Em linha com a antestreia, e com a colaboração da APAV e da UMAR, serão ainda promovidas sessões comentadas para a consciencialização e discussão deste tema tão atual. A primeira acontece no dia 12 de abril, na Casa do Cinema de Coimbra, com a socióloga Daniela Neto e a gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra (APAV), Natália Cardoso. No dia 14 de maio, o filme pode ser visto no Auditório Fernando Lopes-Graça, em Almada, com o comentário pós-sessão de Ana Marciano, jurista da UMAR, Sónia Reis e Inês Gonçalves do Gabinete de Apoio à Vítima de Almada (APAV).

Nomeado para o LUX – Prémio Europeu do Público para o Cinema, promovido pelo Parlamento Europeu, "O Silêncio de Julie" chega aos cinemas no dia 10 de abril.

Ainda vamos a tempo de reverter hábitos e construir uma relação saudável com o digital



Hoje em dia, basta olhar à volta para perceber: telemóveis, tablets e computadores já fazem parte da nossa rotina como nunca antes fizeram. Há quem diga até que já somos autênticos ciborgues, usando os telemóveis como extensões de nós mesmos. Mas até que ponto esta hiperconexão está a afetar as nossas relações, a nossa autoestima e até a nossa segurança? É exatamente essa reflexão que a psicóloga clínica e especialista em ciberpsicologia Ivone Patrão propõe no seu novo livro, Ainda Vamos a Tempo!. A obra, com prefácio de Daniel Sampaio, chega às livrarias no próximo dia 30 de abril, com chancela da Contraponto.

O problema está à vista – e os números confirmam. O impacto do mundo virtual e das redes sociais na saúde mental tem sido amplamente discutido nos últimos anos. Estudos recentes mostram que o tempo excessivo passado online pode aumentar os níveis de ansiedade, afetar a qualidade do sono e até comprometer o desenvolvimento social dos mais novos. Muitos adolescentes vivem grande parte das suas vidas online, fechados nos quartos, a navegar por um feed infinito onde a validação vem dos likes e comentários.

Em Ainda Vamos a Tempo!, Ivone Patrão lança um alerta sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia, mas, acima de tudo, traz uma mensagem positiva: ainda é possível reverter hábitos e construir uma relação saudável com o digital. Com uma abordagem acessível e prática, a autora apresenta estratégias para ajudar pais, filhos, professores e qualquer pessoa que sinta que o mundo digital se está a sobrepor ao real. Afinal, como a própria autora reforça, ainda vamos a tempo!

Sobre a Autora

Ivone Patrão é psicóloga clínica, com mestrado e doutoramento em Psicologia da Saúde. É docente e investigadora no Ispa – Instituto Universitário e no Applied Psychology Research Center Capabilities and Inclusion (APPsyCI). É também psicoterapeuta, na vertente familiar e sistémica, pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar (SPTF), com experiência clínica na intervenção de jovens, adultos e famílias. Nos últimos 25 anos, assinou vários artigos científicos e livros técnicos com enfoque na área da ciberpsicologia, disciplina que ajudou a desenvolver no âmbito académico. É ainda formadora na área dos comportamentos online (dependência e cibersegurança), no contexto educativo, comunitário e empresarial, assumindo a coordenação do estudo Ciber Young Security: Comportamentos Ciberseguros em Jovens Portugueses, numa colaboração entre o Ispa – Instituto Universitário e o Centro Nacional de Cibersegurança Portugal (CNCS). A par destes projetos, é também coautora do podcast De Milho a Pipoca. Ainda Vamos a Tempo! É o primeiro livro que publica com a Contraponto. 

Estreias de cinema de 3 de Abril de 2025



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Kneecap - O Trio de Belfast

Situada em Belfast (Irlanda), no ano de 2019, esta comédia conta a história de Liam Óg (cujo nome artístico é Mo Chara), Naoise Ó Cairealláin (Móglaí Bap) e JJ Ó Dochartaigh (DJ Próvaí), os três elementos dos famosos Kneecap, uma banda de hip-hop totalmente cantado em gaélico, a língua nativa da Irlanda.

O filme segue-os enquanto tentam contornar as adversidades e afirmar a sua identidade, tendo sempre presente o lema de Arló Ó Cairealláin (interpretado por Michael Fassbender), activista, ex-membro do IRA e pai de Naoise: “Cada palavra dita em irlandês é uma bala disparada pela liberdade irlandesa”. 

Estreado no Festival de Cinema de Sundance (EUA), onde ganhou o Next Audience Award, tem realização de Rich Peppiatt, que escreve o argumento em parceria com os membros da banda, que aqui assumem as próprias personagens.



Um Filme Minecraft

Garrett Garrison, Henry, Natalie e Dawn levavam vidas perfeitamente normais até serem sugados por uma espécie de portal e enviados para a Superfície, um mundo paralelo que, para sua surpresa, segue o mesmo modelo de blocos pixelizados do jogo Minecraft. Agora, para conseguirem sair dali, os quatro terão de impedir a expansão do sombrio Nether, uma dimensão hostil, onde a alegria é proibida. Durante a descoberta das regras do jogo, contarão com a ajuda de Steve, um talentoso construtor que lhes ensina as estratégias necessárias para lidar com “piglins”, “creepers” e “zombies”, as maiores ameaças à sua sobrevivência.

Realizado por Jared Hess e escrito por Chris Bowman, Hubbel Palmer, Neil Widener, Gavin James e Chris Galletta, este filme é uma adaptação em imagem real do popular videojogo Minecraft, criado pelo sueco Markus “Notch” Persson e posteriormente desenvolvido e publicado pela Mojang Studios, cuja propriedade intelectual foi adquirida pela Microsoft em 2014. No elenco encontramos Jack Black, Jason Momoa, Danielle Brooks, Emma Myers, Jennifer Coolidge, Kate McKinnon e Jemaine Clement. 



A Regra de Jenny Pen

Depois de ter sofrido um AVC que o deixou preso a uma cadeira de rodas, e sem ninguém que o ampare durante o processo de recuperação, o juiz Stefan Mortensen (Geoffrey Rush) muda-se temporariamente para uma casa de repouso. Sem grande disposição para fazer amizades num local que considera deprimente e onde espera passar pouco tempo, descobre que Dave Crealy (John Lithgow), um dos residentes da instituição, todas as noites utiliza uma boneca para atormentar os colegas num jogo sádico a que chama “A Regra de Jenny Pen”. Quando as coisas escalam para algo mais violento, o juiz decide apresentar queixa aos funcionários. Contudo, ao perceber a indiferença com que é tratado, Mortensen percebe que tem de resolver o assunto pelas próprias mãos.

Um “thriller” psicológico realizado e escrito pelo neozelandês James Ashcroft que adapta o conto de Owen Marshall – também autor de “Assassinos na Escuridão”, transposto para o cinema por Ashcroft em 2021. 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

A Cidade e as Suas Muralhas Incertas de Haruki Murakami



A Casa das Letras edita na próxima terça-feira, 8 de abril, "A Cidade e as Suas Muralhas Incertas", o mais recente romance do escritor japonês Haruki Murakami, o primeiro em seis anos, que conta uma história de amor, perda e busca pessoal, mas é também uma ode aos livros e às bibliotecas e uma parábola para os estranhos tempos pós-pandémicos... O livro foi traduzido por Maria João Lourenço (a partir do inglês) e  Inês Rocha Silva (a partir do japonês).

– Como podes imaginar, estando a cidade cercada por muros altos, é muito difícil entrar – disse Tokimi. – E sair é ainda mais complicado.
– Como é possível aceder-lhe, então?
– Basta desejá-lo. Mas tem de se desejar do fundo do coração, o que nem sempre é fácil. Pode demorar algum tempo. Entretanto, podes ter de abdicar de muitas coisas. Até do que te é mais querido. Mas não desistas.

Mal imagina o protagonista que a rapariga por quem se apaixonou está prestes a desaparecer. Nos breves encontros entre os dois, sentados à sombra das glicínias ou passeando pela margem do rio, a jovem revela ao rapaz a existência de uma misteriosa cidade rodeada de uma alta muralha, situada num outro mundo. Se um dia quiser reencontrá-la e conhecer o seu verdadeiro «eu», ele terá de o desejar com todas as suas forças e abdicar de parte de si. 

Chegado o outono, o rapaz recebe uma última carta, o prenúncio de uma despedida, e ela desaparece do mapa, como que por magia. Perdido de amores, apodera-se do rapaz uma tristeza sem fim, mas eis que se decide, investido de um verdadeiro espírito de peregrinação, procurar a elusiva via de acesso à cidade, na esperança de reencontrar a amada. Finalmente diante do portão, tem de prescindir da sua sombra e é-lhe atribuída a função de leitor de sonhos numa biblioteca sui generis, que não alberga nem um livro para amostra. Afinal, a cidade tal como ela a descreveu existe, e tudo é possível nesse assombroso universo paralelo, onde a realidade, a identidade, os sonhos e as sombras pairam e escapam aos limites rígidos e implacáveis da lógica. 

Sobre o Autor

Haruki Murakami é, sem dúvida, um autor de culto, lido por todas as gerações e procurado com especial curiosidade pelos jovens leitores, encontrando-se traduzido em mais de 50 línguas. Sendo um dos escritores japoneses contemporâneos mais divulgados em todo o mundo, é simultaneamente aplaudido pela crítica, que o considera um dos «grandes romancistas vivos» (The Guardian). Recebeu vários doutoramentos honoris causa pelas universidades do Hawai, Liège e Princeton em reconhecimento da sua obra, recompensada através da atribuição de importantes galardões internacionais, com destaque para os prémios Noma, Tanizaki, Yomiuri, Franz Kafka, Jerusalém e Hans Christian Andersen.

Tiago Bettencourt inicia tour pelo arquipélago dos Açores



Depois do êxito do concerto no Coliseu Micaelense em 8 de março passado, Tiago Bettencourt anuncia uma digressão por mais 7 ilhas açoreanas.

Nesta tournée, que se realizará entre 21 e 31 de maio, terá início no Faial (21) , Gracioasa (23), Terceira (24), Corvo (28), Santa Maria (30) e finalizará no Pico a 31 de maio.

Com família de origem açoreana, estes concertos serão com certeza uma viagem muito especial para o artista e para quem o estiver a ouvir
 
"Desde sempre que os meus pais me ensinaram a olhar para os Açores como uma outra casa. Casa de avós, bisavós, trisavós, primos espalhados por todas as ilhas. O meu pai nasceu em São Jorge, num quarto da casa de família nas Velas. Foi também por essa razão que que gravei o vídeo da canção Viagem no porto das Velas, a bordo de um barco que regressa. Esta digressão pelas nove Ilhas dos Açores é um sonho muito antigo e inspiração não faltará em cada um dos concertos. Vou a solo, para numa partilha mais íntima, como quem toca em casa, claro." explica Tiago Bettencourt.

21 Mai. - Faial, Teatro Faialense
23 Mai. - Graciosa, Centro Cultural da Ilha Graciosa
24 Mai. - Terceira, Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
26 Mai. - Santa Maria, Atlântica Cine
28 Mai. - Corvo, Ecomuseu do Corvo
30 Mai. - São Jorge, Auditório das Velas
31 Mai. - Pico, Auditório Municipal da Madalena

Crime nas Correntes D`Escritas, o novo romance de Germano Almeida



Editado pela Caminho, Crime nas Correntes D`Escritas, o novo romance de Germano Almeida chega às livrarias no dia 8 de abril e terá várias apresentações, as primeiras das quais na Póvoa de Varzim e Lisboa.

A primeira apresentação decorrerá na Póvoa de Varzim, já no dia 4 de abril, às 18h00, no Diana Bar. Em Lisboa, o lançamento decorrerá no dia 8 de abril, às 18h30, no Centro Cultural de Cabo Verde e será apresentado por Francisco Teixeira da Mota.

Sobre o livro

O festival literário que há já muitos anos se realiza, com uma regularidade religiosamente anual e sempre no mês de fevereiro, na Póvoa de Varzim e que dá pelo nome de Correntes d’Escritas, tornou-se rapidamente uma espécie de modelo, replicado hoje em muitas localidades portuguesas.

Sob o manto acolhedor da respetiva Câmara Municipal, lá se reúnem todos os anos dezenas, atualmente mais de uma centena de personalidades ligadas ao livro e à literatura, com forte predominância de escritores. Muitos deles são portugueses, mas há-os também vindos da África de língua portuguesa, do Brasil, de Espanha e da América Latina. Germano Almeida, o autor de O Testamento do Sr. Napomuceno da Silva Araújo, tem sido um frequentador assíduo. Observador minucioso, atraído sobretudo pelas particularidades de cada qual, precisou apenas da sugestão de um outro participante para encarar aquele ambiente das Correntes como o cenário ideal de um crime. E imediatamente começou a nascer na sua cabeça esta obra que agora se dá ao público: Crime nas Correntes d’Escritas. Com a mesma agilidade com que compôs a sua Trilogia do Mindelo ou o romance Os Dois Irmãos, Germano Almeida dá-nos, com este seu novo romance, uma história bem-humorada, muito divertida e, diga-se também, muito realista, que retrata como se comportam os escritores quando se reúnem para discutir literatura.

Sobre o Autor

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado. Publica as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas estórias foram publicadas em 1994 como título A Ilha Fantástica, que, juntamente com A Família Trago, 1998, recriam os anos de infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista. Mas o primeiro romance publicado por Germano Almeida foi OTestamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, em 1989, que marca a rutura com os tradicionais temas cabo-verdianos. O Meu Poeta, 1990, Estórias de Dentro de Casa, 1996, A Morte do Meu Poeta, 1998, As Memórias de Um Espírito, 2001, e O Mar na Lajinha, 2004, formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor. O Dia das Calças Roladas, 1992, e Os Dois Irmãos, 1995, têm por base histórias realmente acontecidas, no ambiente rural de Santo Antão e São Tiago. Estórias Contadas, 1998, Dona Pura e os Camaradas de Abril, 1999, o mais pícaro dos seus romances, Viagem pela História das Ilhas, 2003, Eva, 2006, A Morte do Ouvidor, 2010, Do Monte Cara Vê-se o Mundo, 2014, Regresso ao Paraíso, 2015, O Fiel Defunto, 2018, O Último Mugido, 2020, A Confissão e a Culpa, 2021, Os Infortúnios de Um Governador nos Trópicos, 2023, e Crime nas Correntes d’Escritas, 2025, completam a obra publicada por Germano Almeida até ao momento. Tem obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega, Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária e Suíça. Em 2018 venceu o Prémio Camões.

Ópera Carmen de Georges Bizet no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 7 de Maio, a partir das 21 horas, a ópera Carmen, de Georges Bizet. Um espectáculo, a não perder, com a Hesperian Symphony Orchestra.

Considerada uma das óperas mais apresentadas em todo o mundo, Carmen continua a cativar público de todas as idades, retratando a história de uma mulher fascinante e rebelde que desafia as convenções da sociedade. 

Carmen, uma cigana sedutora, conquista o soldado Don José, levando-o a abandonar tudo por ela. Contudo, o seu amor impossível e possessivo torna-se trágico, quando José se vê consumido pelo ciúme e pela obsessão. 

Com personagens icónicas e árias memoráveis, como a "Habanera" e o "Toreador Song", "Carmen" é uma obra de paixão, liberdade e destino.

A grande ópera de Bizet, a não perder!