sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Amoreiras 360º Panoramic View: a vista que ajuda a realizar desejos



Até 31 de outubro, o Amoreiras 360º Panoramic View une-se à Make-A-Wish Portugal, dando um significado especial à vista mais icónica de Lisboa.  Por cada bilhete vendido para o miradouro, durante o mês de outubro, 1 euro reverte a favor da Make-A-Wish Portugal, numa iniciativa que pretende ajudar a realizar desejos de crianças e jovens gravemente doentes.

Esta é já a 8ª edição desta parceria entre o Amoreiras 360º e a Make-A-Wish Portugal, fundação sem fins lucrativos que trabalha na concretização dos desejos de crianças e jovens, entre os 3 e os 17 anos, com doenças graves, progressivas, degenerativas ou malignas, proporcionando-lhes momentos de força, alegria e esperança.

Para Margarida Galvão, Diretora Executiva da Make-A-Wish Portugal, “É muito especial contar, ano após ano, com o apoio do Amoreiras 360º Panoramic View. Ao longo de oito edições, esta parceria tem-nos permitido transformar a generosidade de cada visitante em desejos realizados e em memórias que ficam para sempre com as crianças e as suas famílias. É esta continuidade e compromisso com a nossa missão que nos permite continuar a levar força, alegria e esperança a quem mais precisa.”

Para Patrícia Sousa, Responsável de Marketing do Amoreiras Shopping Center, “Chegar à 8ª edição desta parceria com a Make-A-Wish Portugal é um motivo de enorme orgulho. Saber que cada visitante que sobe ao nosso miradouro está, de forma simples mas profunda, a contribuir para transformar a vida de crianças gravemente doentes e a levar esperança às suas famílias é muito gratificante.”

Ao longo destes anos, esta ação já permitiu concretizar os desejos de 11 crianças, que tiveram a oportunidade de realizar uma viagem à Disneyland Paris. Nesta parceria, o Amoreiras pretende continuar a realizar desejos, criando momentos únicos para as crianças e respetivas famílias.

De 1 a 31 de outubro, subir ao Amoreiras 360º Panoramic View é uma forma simples de contribuir. Cada bilhete representa 1€ para a Make-A-Wish e mais um passo para proporcionar uma experiência inesquecível.

Estoril Folk Fest no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 28 de novembro, o Estoril Folk Fest 2026. Com um extenso programa que se inicia, logo pelas 18h00, no foyer panorâmico e se estende, a partir das 21h30, ao Salão Preto e Prata, o Festival Folk da linha está de volta com uma edição dedicada às Polifonias. 

Referência da música portuguesa, Vitorino, é o cabeça de cartaz do programa com o concerto de celebração dos seus 50 anos de carreira “Moda Impura”, acompanhado pelos Cantadores do Redondo.

Protagonistas, também, da 4ª edição do Estoril Folk Fest são as Moçoilas que convidam Ana Laíns, acompanhadas por Paulo Loureiro e José Salgueiro, numa viagem ao sul.

Noutra proposta, a não perder, Vozes da Terra trazem Arouca inteira nas suas vozes e nas Cantas que definem o canto polifónico feminino na região.

Será, ainda, entregue o 2º prémio “Armando Carvalheda”. Vitorino é o laureado desta edição, ou não fora ele o grande embaixador da terra do vagar.

Mas, o Estoril Folk Fest abre as portas, logo pelas 18h00, com um colóquio sobre a região de Arouca - “Arouca a Botar Cantas” no foyer panorâmico do Salão Preto e Prata. Estarão em destaque o Convento de Arouca, a história da mítica figura da Rainha Santa Mafalda, e as Cantas tradicionais arouquenses. 



Programa no foyer panorâmico
18h00 - Colóquio de Abertura “Arouca a Botar Cantas”
18h50 - Concerto Vozes da Terra 

Programa no Salão Preto e Prata
21h30 - Abertura Festival com Vozes da Terra
21h45 - Actuação de Moçoilas com Ana Lains 
22h45 - Entrega do Prémio Armando Carvalheda 
22h55 - Concerto Vitorino

O que é que um cão nos pode ensinar?



O que leva alguém a escolher um cão e, tantas vezes, a sentir que foi o cão que o escolheu a si? Que lugar ocupam estes animais na vida dos seus donos? E como pode uma relação aparentemente simples transformar-se numa ligação tão profunda? A jornalista e escritora Catarina Fonseca procura responder a algumas destas questões no seu mais recente livro O Amor Tem Quatro Patas, onde reúne 30 histórias protagonizadas por figuras públicas e pelos seus cães.

Manuel Luís Goucha, Madalena Abecassis, Marisa Liz, Lena d’Água, Júlio Machado Vaz, Rita Blanco, José Mata e Raquel Strada são algumas das personalidades que partilham as suas histórias de amor com os seus patudos. Entre momentos divertidos e episódios comoventes, este livro recupera memórias com grande significado, como o momento da adoção ou da perda. Da praia à livraria, passando por manifestações ou pela missa, os cães retratados neste livro ocupam lugares muito diferentes nas vidas de quem os acolheu.

Para Catarina Fonseca, a escrita deste livro assume também uma dimensão pessoal, uma vez que sempre desejou ter um cão. O desejo concretizou-se quando se mudou para o Alentejo e recebeu Milinha, uma rafeira alentejana. A experiência dessa relação está na origem da proximidade da autora com o universo que agora retrata. A relação entre cães e humanos é também o ponto de partida para uma reflexão sobre o papel destes animais numa sociedade marcada pelo individualismo que as tecnologias promovem. Uma verdadeira homenagem aos cães e a quem os trata como merecem. Em O Amor Tem Quatro Patas, os leitores encontram ainda um álbum, onde podem eternizar as memórias que construíram ao lado dos seus companheiro de quatro patas.

O Amor Tem Quatro Patas chega às livrarias a 8 de outubro.

Sobre a Autora

Catarina Fonseca nasceu em Lisboa em 1969. Estudou Línguas e Literaturas Modernas e fez o mestrado em Literatura Inglesa. Ganhou o Prémio Revelação APE 1987 com A Herança, o Prémio Inasset Inéditos de Literatura Infantil em 1988 com A Malta do 2.º C e o Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce em 2024 com Eu e o Segredo do Faraó. Foi jornalista durante mais de trinta anos e tem 12 livros publicados. Sonhou a vida inteira ter um cão, mas isso só aconteceu quando se mudou para o Alentejo e lhe ofereceram a Milinha, uma rafeira alentejana que só faz o que lhe apetece. 

"O Quebra-Nozes” no gelo no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 16 de novembro, às 19 horas "O Quebra-Nozes” no gelo, um espectáculo natalício para adultos e crianças da Alpha Music e a Agenda Production Berlin. Com uma fascinante combinação de artes circenses, patinagem artística e ballet clássico, interpretada pelo Wiener Stadtballett, este espectáculo é baseado no conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos" de E. T. A. Hoffmann. A música é de Pyotr Tchaikovsky e o libreto de Marius Petipa.

"O Quebra-Nozes” no gelo é um conto de fadas festivo para toda a família que combina o ballet no gelo com as artes circenses de tirar o fôlego, apresentadas por artistas circenses de Cuba e do México, cativará o público de todas as idades.

Um elenco de artistas consagrados de Cuba e do México – vencedores de inúmeros festivais internacionais de circo, incluindo os de Monte Carlo, Paris, Latina (Itália), Girona (Espanha) e Zhuhai Hengqin Chimelong (China) – apresentam um espectáculo acrobático cativante para o público. 

Após um sucesso estrondoso na Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, França, Áustria, Itália, Suíça e Liechtenstein, “O Quebra-Nozes” no gelo chega a Portugal com um espectáculo único no Casino Estoril. 

O público poderá acompanhar surpreendentes performances de patinadores artísticos, acrobatas circenses sobre patins, ginastas, ciclistas, malabaristas e equilibristas, tudo realizado sem equipamentos de segurança. Estarão em destaque mais de 300 figurinos e um imponente cenário multimédia com painéis de LED que proporcionam um espectáculo grandioso e elegante.

No conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos", em véspera de Natal, Marie recebe um quebra-nozes e uma figura mágica dançante do misterioso tio Drosselmeyer. A casa enche-se de luzes cintilantes e de aromas de pinheiro e de canela. Marie adormece sob a árvore com o quebra-nozes na mão e é transportada para um sonho de conto de fadas: a árvore cresce até ao céu, os relógios param e os brinquedos ganham vida, transformando-se em personagens de uma história mágica...

O espectáculo realiza-se em gelo artificial, um material ecológico que não necessita de ser congelado. Serão utilizadas novas tecnologias de gelo artificial.

Museus em obras levam a programação para fora de portas. O que fica depois da reabertura?



Mesa-redonda no Museu do Oriente junta, a 9 de outubro, responsáveis de instituições em diferentes fases de transformação para discutir o futuro das coleções, das parcerias e da relação com os públicos.

O encerramento para obras, a transformação dos espaços expositivos ou mesmo a ausência de uma sede, que ainda está em projecto, todas estas situações colocam uma questão fundamental: sem o seu edifício, pode um museu continuar a existir, produzir conhecimento, relacionar-se com os seus públicos e afirmar a sua identidade? É esse o ponto de partida da mesa-redonda “A Programação Expandida dos Museus”, que se realiza no Museu do Oriente a 9 de outubro, às 18h00.

Quando um museu fecha temporariamente, a sua atividade não tem de ficar suspensa: as coleções podem circular, as exposições ocupar outros espaços e a programação chegar aos públicos por novas vias. A partir de experiências de instituições portuguesas que atravessam ou atravessaram processos de encerramento temporário, transformação ou construção de uma nova relação com o público, a mesa-redonda aborda a programação fora de portas, ou "Programação Expandida", como uma oportunidade para repensar o que define um museu e como este se relaciona com as suas coleções, públicos e outras instituições.

Moderada pela historiadora de arte e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva, a mesa-redonda conta com a participação de Maria de Jesus Monge, Diretora do Museu Nacional de Arte Antiga; António Carvalho, Diretor do Museu Nacional de Arqueologia; Rui Oliveira Lopes, Diretor do Museu das Convergências e Inês Fialho Brandão, Coordenadora de Mediação Cultural do Museu Calouste Gulbenkian.

De entrada gratuita, a mesa-redonda tem a coordenação de Rui Oliveira Lopes [Museu das Convergências] e Graça Mendes Pinto [Museu do Oriente, Fundação Oriente].

A Programação Expandida dos Museus
Mesa Redonda | 9 de Outubro
Local: Museu do Oriente | Horário: 18h00 às 19h30
Público-alvo: M/16 [idade indicativa]
Preço: Gratuito [mediante inscrição por e-mail cursos.conferencias@foriente.pt]

“Era Uma Vez o Fado” no Auditório do Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril recebe “Era Uma Vez o Fado” nos próximos dias 5, 6 e 7 de novembro, às 21h30. Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist recuperam a história do fado num curto ciclo de três espectáculos.

“Era Uma Vez o Fado” convida o público a percorrer a história do fado, desde o seu nascimento nos bairros históricos lisboetas no século XIX. Expressão máxima da alma e identidade nacional, o fado é reconhecido pela UNESCO, desde 2011, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Será, na realidade, um curto ciclo de três espectáculos recheados de fados nas suas diversas expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português.

Em “Era Uma Vez o Fado” Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilham o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Prime Video revela teaser trailer e poster de The Man with the Bag



A Prime Video revelou o teaser trailer de The Man with the Bag, protagonizado pelo lendário Arnold Schwarzenegger (O Exterminador), que regressa aos filmes de Natal 30 anos depois para dar vida ao próprio Pai Natal, e por Alan Ritchson (Reacher). The Man with the Bag vai estar disponível em exclusivo na Prime Video em mais de 240 países e territórios em todo o mundo a partir de 2 de dezembro.

Para além de  Arnold Schwarzenegger e Alan Ritchson, o filme conta com Berkeley James (General Hospital), Michael Cyril Creighton (Only Murders in the Building, Spotlight), Liza Koshy (Transformers: O Despertar das feras, Jogos de Amor, Kyle Mooney (Saturday Night Live, No Hard Feelings),  Jane Krakowski (Rockefeller Plaza, Ally McBeal), Ken Jeong (A Ressaca, Crazy Rich Asians) e Awkwafina (Ocean’s 8, The Farewell). 



Quando o icónico saco vermelho do Pai Natal (Arnold Schwarzenegger) é roubado por uma elfa rebelde e rancorosa (Awkwafina), o Natal fica subitamente em perigo. Com a sua noite mais importante do ano a aproximar-se rapidamente, o Pai Natal recruta um ladrão  da sua “Lista dos Mal Comportados”, Vance (Alan Ritchson). Juntamente com a filha de Vance, e com um pouco de ajuda de duendes e renas, ele reúne rapidamente uma equipa de desajustados com grandes habilidades criminosas para levar a cabo o assalto mais inesperado das suas vidas. Repleta de magia natalícia, grandes gargalhadas e muito coração, The Man with the Bag é uma aventura sobre um assalto que nos fala de segundas oportunidades, amizades improváveis e da descoberta de que, por vezes, até o Pai Natal precisa de um pouco de ajuda para fazer o Natal acontecer.

O filme é produzido por Lawrence Grey (Lights Out, Hope Springs), p.g.a., Ben Everard (Lights Out, Pain Hustlers), Reg Tigerman (The Cabin with Bert Kreischer), Dan Spilo (Sunnyside) e Alan Ritchson, sob a realização de Adam Shankman (Hairspray, A Walk to Remember) e com argumento de Allan Rice (Kung Fu Panda: Lendas do Altamente).



The Man with the Bag estreia a 2 de dezembro na Prime Video como parte da subscrição Prime. Os subscritores da Prime Video em Portugal podem desfrutar de ofertas, envios gratuitos e entretenimento, tudo na mesma subscrição por apenas 4,99€ ao mês ou 49,90€ ao ano.

FNAC lança Carta Aberta pela democratização do acesso à música e à cultura



No Dia Mundial da Música, que se assinala hoje, 1 de outubro, a FNAC Portugal lança uma ‘Carta Aberta’ para colocar em debate o valor da música e a democratização do acesso à cultura em Portugal. A iniciativa pretende chamar a atenção para os obstáculos que afastam os cidadãos, em particular os mais jovens, de consumir música em formato físico.

A Carta Aberta nasce da constatação de que existe uma nova geração a reencontrar o fascínio por LPs, CDs e cassetes. No entanto, o aumento do custo de vida e o preço final destes suportes correm o risco de transformar o disco num objeto reservado apenas a quem tem maior poder de compra. Para a FNAC, a música em formato físico não deve ser um privilégio nem um luxo, mas sim uma forma consciente, pessoal e duradoura de viver e preservar a cultura.

“A cultura não é um luxo, é uma necessidade. Uma sociedade com mais cultura é uma sociedade mais criativa, mais informada, mais livre e mais capaz de pensar de forma crítica”, afirma Inês Condeço, diretora de marketing e comunicação da FNAC Portugal. “A música que se ouve passa, enquanto a música que se tem fica. Ocupa um lugar em casa, na memória e na identidade de cada pessoa. Não escrevemos esta carta para discutir fiscalidade, mas sim para falar de acesso e de participação cultural. Queremos que mais jovens possam comprar o seu primeiro disco e que a criação artística continue ao alcance de todos”, esclarece.

Para a FNAC,  o primeiro disco que deixa de ser comprado pode significar uma coleção que nunca chega a existir, afastando as novas gerações dos criadores e da memória cultural que a música ajuda a preservar.

Como gesto simbólico, e para dar expressão prática a esta reflexão, a FNAC vai retirar o valor do IVA nos discos durante cinco dias, de 1 a 5 de outubro, em todas as lojas e em fnac.pt. A par deste manifesto, foi lançada uma Petição Pública aberta a todos os que queiram apoiar a democratização do acesso à música.



CARTA ABERTA
Uma Carta Aberta sobre o Valor da Música e o Acesso à Cultura
No Dia Mundial da Música, a FNAC quer lançar uma conversa.
Uma conversa simples, mas importante.
Porque continua a ser tão difícil tornar a cultura mais acessível?

A música faz parte das nossas vidas. Acompanha-nos nas viagens, nas conquistas, nas perdas e nos momentos que recordamos para sempre.
Dá palco a novos artistas. Gera emprego. Inspira criatividade. Aproxima gerações. Ajuda-nos a compreender melhor quem somos.
E, ainda assim, continua sujeita à taxa máxima de IVA.

Não escrevemos esta carta para discutir fiscalidade.
Escrevemo-la para falar de acesso.
Porque acreditamos que a cultura não é um luxo. É uma necessidade.
Uma sociedade com mais cultura é uma sociedade mais criativa. Mais informada. Mais livre. Mais capaz de pensar de forma crítica e de imaginar o futuro.
E se acreditamos nisto para a cultura em geral, acreditamos também nisto para a música.

Porque um disco não é apenas uma forma de ouvir música.
É uma obra que podemos escolher, tocar, guardar e revisitar.
É uma capa que nos prende o olhar. Uma sequência de canções pensada para ser ouvida do princípio ao fim. São letras, imagens, histórias, créditos e pessoas.
É o trabalho de músicos, compositores, produtores, técnicos, designers, fotógrafos, editoras, distribuidores e lojas.

Um disco fica.
Fica em nossa casa.
Fica na nossa memória.
Fica ligado a uma idade, a um lugar, a uma pessoa ou a um momento.

Hoje, uma nova geração voltou a descobrir o prazer de ter música. Em vinil, CD ou outros formatos. O que importa não é o objeto. É a relação que criamos com as obras. É a vontade de apoiar artistas, descobrir novos universos e construir uma coleção que conta quem somos.

Mas começar uma coleção é cada vez mais difícil.
Quando tudo está mais caro, a cultura é uma das primeiras escolhas a ser adiada. E o primeiro disco que não se compra pode ser o início de uma coleção que nunca chega a existir.

Não queremos que os discos sejam um privilégio.
Queremos que mais pessoas possam descobrir artistas. Que mais jovens possam comprar o seu primeiro disco. Que mais música portuguesa encontre lugar nas nossas casas. Que mais criadores consigam continuar a criar.

Porque tornar a música acessível não é apenas uma questão de consumo.
É uma questão de participação cultural.
É aproximar as pessoas das obras.
É apoiar quem cria.
É garantir diversidade, memória e liberdade cultural.

Por isso, no Dia Mundial da Música, decidimos fazer um gesto simbólico.
Entre 1 e 5 de outubro, a FNAC assume o equivalente ao IVA na Música.
Não porque acreditamos que uma campanha muda um país.
Mas porque acreditamos que um país que investe em cultura nunca fica mais pobre.

Sabemos que cinco dias não resolvem tudo.
Mas também sabemos que as grandes mudanças começam muitas vezes por uma conversa.
E esta é uma conversa que vale a pena ter.
Sobre o acesso à cultura.
Sobre o valor da música.
Sobre a importância de apoiar quem cria e quem faz chegar a criação às pessoas.

Porque uma sociedade com mais música é uma sociedade mais curiosa, mais criativa, mais tolerante e mais livre.
Porque toda a coleção começa com um disco.
Porque tornar a cultura mais acessível nunca devia ser uma campanha.
Mas enquanto for preciso, fazemos a nossa parte.

FNAC Portugal

Estreia moderna de La Vera Costanza no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo sábado, 3 de outubro, pelas 18 horas, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Mais de 230 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII voltará a ouvir-se em palco.

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressa, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).

Curta de Diogo Brito com Lúcia Moniz vence prémio internacional



A curta-metragem portuguesa Bom Dia (uma espécie de oração), escrita e realizada por Diogo Brito, e com interpretação de Lúcia Moniz, venceu o prémio Best DIVERGENT MINDs, na secção Panorama da 24.ª edição do Tirana International Film Festival, um dos mais importantes eventos cinematográficos da Europa e um festival oficialmente qualificado para os Óscares e para os European Film Awards. O filme português, produzido pela 313, destacou-se entre dez curtas-metragens provenientes de diferentes países, numa categoria dedicada a obras que abordam a neurodivergência e diferentes formas de percecionar e experienciar o mundo.

A distinção ganha particular relevância tendo em conta a elevada seletividade do festival. Em 2026, o Tirana International Film Festival recebeu 3.319 candidaturas de 120 países, incluindo 3.228 filmes e 91 argumentos. Apenas 179 filmes foram selecionados para competição, uma taxa de seleção de aproximadamente 5.5%, entre os quais Bom Dia (uma espécie de oração), que viria a conquistar o primeiro prémio da sua categoria — integrou filmes oriundos de países como o Canadá, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Hungria e Guatemala.

"Este é um filme inspirado no percurso da minha mulher e do nosso filho mais novo, que é autista não verbal. Filmei-o com o propósito de ser simultaneamente específico e universal: abordar o impacto desta condição no seio da família, através do olhar da mãe, mas também retratar as dificuldades quotidianas da parentalidade, independentemente das circunstâncias. Porque, no fundo, todos enfrentamos algum tipo de luta", afirmou Diogo Brito na cerimónia de entrega dos prémios.

A distinção em Tirana reforça o percurso internacional de Bom Dia (uma espécie de oração), anteriormente exibido no Beverly Hills Film Festival, nos Estados Unidos, e semifinalista no Flickers’ Rhode Island International Film Festival, festival qualificado para os Óscares e para os BAFTA. A curta-metragem integrará ainda a seleção oficial do Evolution Mallorca International Film Festival, em outubro, e do Tribeca Festival Lisboa, em dezembro.