quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Hermanos Gutiérrez estão de volta a Portugal para dois concertos



Os Hermanos Gutiérrez estão de volta a Portugal para dois concertos em Agosto. Os irmãos Alejandro e Estevan sobem ao palco do Teatro Sá da Bandeira, no Porto, no dia 25 e do Coliseu de Lisboa no dia 26. Os bilhetes estarão à venda às 10h do dia 13 de Fevereiro.

O duo instrumental é formado por Alejandro e Estevan Gutiérrez, conhecidos por criarem paisagens sonoras que misturam guitarras latinas, western, surf music e influências do deserto. Com raízes culturais diversas e uma forte carga emocional musical, a banda constrói músicas quase sem palavras, guiadas por melodias hipnóticas e ritmos minimalistas.
Com 6 álbuns editados, as canções da dupla evocam viagens nostálgicas e de solidão, transformando cada faixa numa cena de filme imaginário, o que lhes rendeu reconhecimento internacional e um lugar sólido na música instrumental contemporânea.

Os concertos de Hermanos Gutiérrez são uma produção da House Of Fun e os bilhetes estarão à venda na Ticketline (Porto) e na BOL (Lisboa) a partir das 10 da manhã do dia 13 de Fevereiro.

«Chamavam-lhe Grace»: uma nova edição da obra que deu origem à série de sucesso da Netflix



Baseando-se na história real de Grace Marks, uma das mulheres mais enigmáticas do século XIX, e depois de aprofundada pesquisa, Margaret Atwood escreveu um romance extraordinariamente poderoso, que deu origem a uma série de sucesso da Netflix. Esgotada a edição anterior da Bertrand Editora, Chamavam-lhe Grace regressa a 19 de fevereiro às livrarias com uma nova capa.

Grace Marks, a grande protagonista desta história, foi declarada cúmplice e condenada pelo envolvimento nos homicídios do patrão, Thomas Kinnear, e da governanta da casa onde servia, Nancy Montgomery, que também era amante de Kinnear. Há vários anos a cumprir pena de prisão, Grace diz não ter qualquer memória do crime. Há quem acredite que é inocente, enquanto outros dizem que é perversa ou louca.

Será Grace Marks uma mulher fatal ou uma simples vítima das circunstâncias e dos preconceitos sociais dominantes? Inocente ou culpada? É a dúvida que Atwood faz pairar constantemente na cabeça do leitor, levando-o a pensar por si próprio sobre as ações (ou inações) da protagonista, o seu destino e a sua, ou nossa, culpa.

«Embora se baseie em factos reais, Chamavam-lhe Grace é uma obra de ficção. Grace Marks, a personagem principal, foi uma das canadianas mais célebres na década de 1840 por ter sido condenada por homicídio aos dezasseis anos», diz a autora. «Quando os registos continham meras sugestões ou lacunas patentes, senti-me livre para inventar», revela. Este poderoso romance foi, em 2017, adaptado pela Netflix para uma série de seis episódios, que conta com uma brevíssima participação (um cameo) de Margaret Atwood, uma das maiores autoras do panorama literário mundial.

Chamavam-lhe Grace, de Margaret Atwood, regressa às livrarias a 19 de fevereiro, com tradução de Ana Falcão Bastos.

Sobre a Autora

Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN America Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto. 

Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável». 

Nicole Monteiro celebra o Carnaval no Lounge D do Casino Estoril



É já na próxima segunda-feira, 16 de fevereiro, que o Casino Estoril oferece aos seus visitantes um festivo programa de Carnaval no espaço do Lounge D. O ambiente de folia inicia-se, pelas 21h30, com a tradicional “Batucada” que irá levar muita animação, música e dança a diversos espaços do Casino Estoril. Já pelas 22h00, a cantora brasileira Nicole Monteiro, acompanhada da sua banda, protagoniza um espectáculo repleto de samba e bossa nova.  A noite prossegue, pelas 00h30, com as melhores sonoridades de DJ Fonz. A entrada é livre.

Nicole Monteiro
Nicole Monteiro propõe um espectáculo que percorre os grandes clássicos do samba e da Bossa Nova, acompanhada pela sua banda. Juntos irão criar o ritmo e o ambiente perfeito para esta noite de Carnaval. 

Estará, também, em destaque o corpo de bailarinas de Samba, coordenado por Mariana Saturnino, que propõe uma experiência de samba envolvente, dinâmica e elegante, pensada especificamente para o espaço Lounge D. 



DJ Fonz
Estarão, ainda, em destaque no Lounge D, as inconfundíveis sonoridades de Fonz. Trata-se de um DJ português movido pela paixão pela música desde os 14 anos, conhecido pelos seus sets envolventes que fundem Deep, Afro Funky, Melodic e Organic House.



Será uma noite única, repleta de alegria e animação, pautada pelos contagiantes ritmos e sonoridades da melhor música brasileira. Vista-se a rigor e venha divertir-se e celebrar connosco esta noite de Carnaval tão especial e já bem tradicional do Casino Estoril.

Performance-instalação "Quarto Escuro de Goethe" apresenta-se em Lisboa no Goethe-Institut



Quarto Escuro de Goethe, performance-instalação de Eunice Gonçalves Duarte, chega a Lisboa em março de 2026, integrada na programação do Festival MONSTRA, com apresentações no Goethe-Institut Lisboa. O projeto cruza arte, ciência e pensamento, partindo do livro "Teoria das Cores" de Johann Wolfgang von Goethe para propor uma experiência imersiva sobre perceção, luz e cor, e dá continuidade a um ciclo de podcasts com investigadores convidados, especialistas nas áreas da física, neuropsicologia e filosofia da cor.

Depois da estreia em Coimbra, a obra apresenta-se agora em Lisboa. Criado por Eunice Gonçalves Duarte, performer e investigadora doutoranda em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra, Quarto Escuro de Goethe propõe uma experiência sensorial de acesso muito limitado, convidando o público a entrar num espaço onde a cor é vivida para além da observação imediata, entre o visível e o invisível, a luz e a sombra, a razão e a intuição.

No Goethe-Institut Lisboa, as performances decorrem nos dias 12 das 16 às 19 (abertura do festival) e 13 de março, entre as 17h às 20h, em sessões de 20 minutos, com entrada livre e lotação limitada a três pessoas por sessão. Nesses dois dias, a instalação poderá também ser visitada livremente entre as 10h00 e as 15h00, permitindo ao público conhecer a estrutura e o dispositivo sensorial que sustenta a performance.

A programação estende-se ainda a uma conversa-workshop intitulada “Luz Indisciplinada: entre arte e ciência”, orientada por Eunice Gonçalves Duarte, a realizar no Atelier Concorde, no 15 de março, das 15h às 17h. Já no dia 20 de março, às 18h30, a Biblioteca do Goethe-Institut Lisboa acolhe a gravação ao vivo do podcast “Cores Físicas”, com o físico Vítor Cardoso. O ciclo encerra a 9 de abril, às 19h00, com a gravação do podcast “Efeito Sensível-Moral da Cor”, com a filósofa Maria Filomena Molder, no mesmo espaço.

“Interessa-me a tensão entre luz e escuridão — não como opostos, mas como zonas de transição, de revelação e de manifestação da cor. Goethe propõe que, num quarto escuro, a luz possa ser percebida de dentro, como impulso interno. É essa experiência interior da perceção que procuro transpor para o espaço performativo”, explica Eunice Gonçalves Duarte.

Em Quarto Escuro de Goethe, o espaço é concebido como um organismo sensorial onde luz, som e corpo cruzam-se num diálogo contínuo. A artista traduz a morfologia goethiana em experiência estética, fazendo nascer a cor no limite entre o visível e o invisível. Inspirada na reflexão de Goethe “A palavra pode não ser suficiente para descrever o espírito da cor”, Eunice propõe ao público não apenas ver, mas participar na experiência de ver.

A composição sonora original de Nick Rothwell funciona como uma extensão da luz e da matéria, criando uma viagem auditiva onde o som também revela ou oculta a cor. Neste “quarto escuro” materializa-se a ideia goethiana de que “a cor e o som são como dois rios que nascem na mesma montanha”, coexistindo na experiência sensorial, mesmo que seguindo caminhos distintos.

“Quando a forma se esbate, somos forçados a reorganizar os sentidos e a descobrir novas formas de ver. É nesse instante que a imagem se torna viva”, afirma a criadora.

Arte, ciência e pensamento: um diálogo que se estende em podcast
O projeto prolonga-se para além da performance através de um ciclo de podcasts onde se aprofunda o diálogo entre arte e ciência. Depois da sessão inaugural com Benilde Costa, dedicada às Cores Químicas, e da conversa com Marta Teixeira, sobre neuropsicologia da visão, e dos comentários de de Carlos Fiolhais à obra de Goethe, o ciclo prossegue em Lisboa com episódios dedicados às dimensões física e filosófica da cor, acompanhando a apresentação do projeto no Festival MONSTRA.

Envolver e sensibilizar novos públicos
Assente nos três eixos fundamentais — arte, ciência e pensamento —, O Quarto Escuro de Goethe desenvolve uma estratégia de mediação e sensibilização em parceria com várias instituições nacionais, incluindo o Goethe-Institut, o Festival MONSTRA, o Atelier Concorde, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Rómulo – Centro de Ciência da Universidade de Coimbra e estruturas culturais de Penafiel e Gouveia. 

Casino Lisboa celebra noite de São Valentim com concerto gratuito



Com uma proposta romântica para a noite de São Valentim, o Casino Lisboa oferece aos seus visitantes um concerto especial de Miguel Gameiro & Polo Norte. O espectáculo está marcado, para o próximo sábado, 14 de fevereiro, pelas 22h00, no Arena Lounge. A animação prossegue, pelas 23h15 com as melhores sonoridades de DJ Keaton. A entrada é gratuita.

Miguel Gameiro & Polo Norte 
Miguel Gameiro & Polo Norte sobem ao palco central do Arena Lounge do Casino Lisboa para um concerto especial de Dia dos Namorados, onde as canções que marcaram histórias de amor ganham novo brilho. 

Entre memórias, emoções e letras que atravessam gerações, este será um espectáculo pensado para viver a dois — uma noite de cumplicidade, nostalgia e celebração do amor, ao som de alguns dos maiores clássicos da música portuguesa.



DJ Keaton
Keaton é um DJ sem rótulos, cuja versatilidade musical tornou-o uma referência no panorama musical. A sua seleção musical refinada e técnica apurada onde combina elegância sonora com batidas envolventes, permitem-lhe criar atmosferas aliciantes. Com um repertório eclético que vai do deep house ao soulfull mais sofisticado, cria ambientes perfeitos para noites inesquecíveis.

Estreias de cinema de 12 de Fevereiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Crime 101

Davis (Chris Hemsworth) é um assaltante experiente e meticuloso, que age segundo um conjunto rigoroso de regras, evitando a violência gratuita e qualquer rasto que o ligue aos crimes que comete. Quando alguns dos seus assaltos começam a quebrar o padrão habitual, Lubesnik (Mark Ruffalo), um detective da polícia de Los Angeles que o persegue há quatro anos, percebe que poderá ter chegado a oportunidade de o apanhar. 

Escrito e realizado por Bart Layton, este “thriller” de acção adapta o romance homónimo de Don Winslow, também autor de “Savages”, levado ao cinema em 2012 por Oliver Stone. Barry Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e Halle Berry completam o elenco. 



Caga no Dia de São Valentim

Virginia Gardner é Gina, uma jovem que tem o azar de ter nascido a 14 de Fevereiro. Por causa disso, detesta o Dia de São Valentim e faz o que pode para passar despercebida durante todo esse dia. Quando o seu namorado Andrew (Skylar Astin) lhe oferece uma estadia num luxuoso complexo turístico na Grécia como presente antecipado de aniversário, Gina fica relutante. O que ela teme é que a viagem sirva de pretexto para um pedido de casamento que, por mais que lhe custe admitir, tem algumas dúvidas se deve aceitar.

Lá chegada, perdida entre incertezas sobre o futuro e a relação com Andrew, decide tomar uma medida bastante drástica: pagar cinco mil euros a Johnny e a Mickey, dois turistas ali de passagem, para que estejam sempre por perto, inviabilizando qualquer momento propício ao romantismo.

Uma comédia (pouco) romântica escrita por Steve Bencich e realizada por Mark Gantt que conta ainda com a participação de Marisa Tomei, Sabrina Bartlett e Jake Cannavale, entre outros. 



Shelby Oaks

Shelby Oaks é uma cidade fantasma, abandonada e misteriosa. Um grupo de YouTubers que investiga fenómenos paranormais desaparece ao averiguar uma prisão local. Três deles aparecem mortos, enquanto duas câmaras ficam para trás, mostrando a quarta integrante da equipa assustada. Passados 12 anos, a irmã dela é entrevistada para um documentário e recebe a visita de um homem estranho, o que a põe a tentar descobrir o que aconteceu realmente. 

Um filme de terror que marca a estreia na realização de Chris Stuckmann, que durante anos foi construindo carreira como crítico de cinema no YouTube e escreve também livros. O filme, financiado em parte no Kickstarter, foi escrito por ele e pela sua esposa, Samantha Elizabeth.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rir para sempre, com David Foster Wallace



Entre a comédia mais tresloucada e a reflexão filosófica mais pertinente sobre uma sociedade e os seus vícios, sobre as relações familiares e o papel do entretenimento nas nossas vidas, A Piada Infinita é um daqueles raros romances que inauguram um novo género no momento em que são publicados. Foi assim em fevereiro de 1996, há trinta anos, mantém-se tão ou mais atual agora, em 2026, na reedição da Quetzal que chega às livrarias nacionais a 19 de fevereiro, com tradução de Salvato Teles de Menezes e Vasco Teles de Menezes. 

Situada num futuro próximo, a ação de A Piada Infinita, do incontornável David Foster Wallace, decorre entre uma academia de ténis e um centro de reabilitação de alcoólicos e toxicodependentes, em que o leitor acompanha uma família desestruturada. No centro da narrativa está um filme, A Piada Infinita, que deixa os espectadores num estado de apatia permanente, apenas interessados em revê-lo em contínuo.

Sátira aos costumes da sociedade de consumo, devaneio contra os excessos do pós-modernismo, lírico e erudito, lúdico e realista, a Magnum opus de David Foster Wallace, nas suas contradições e fôlego imenso, é um livro que escapa a qualquer definição. Mais do que uma obra sobre o nosso futuro coletivo, parece vinda de outro universo, como sugere a romancista Zadie Smith, referindo-se ao autor: «Um visionário, um artesão, um cómico, e tão sério quanto se pode ser sem escrever um texto religioso. É tão moderno que parece habitar um contínuo tempo-espaço diferente do nosso. Maldito seja.»

Sobre o Autor

David Foster Wallace nasceu em 1962, em Ithaca, Nova Iorque. Estudou Inglês e Filosofia e, durante a adolescência, foi praticante federado de ténis, uma atividade que viria a ser essencial na sua obra de ficção e não-ficção. Publicou o primeiro romance, The Broom of The System, em 1987, um livro influenciado por um dos seus ídolos literários, Thomas Pynchon, e que recebeu críticas bastante positivas da imprensa na altura. O segundo romance só apareceu nove anos depois, na forma das mais de mil páginas do colossal, delirante e inovador Infinite Jest (A Piada Infinita, na tradução portuguesa).

A revista Time considerou-o um dos 100 melhores romances de língua inglesa publicados desde 1923. No período entre a publicação dos dois romances, Wallace deu aulas de Literatura no Emerson College, em Boston, escreveu contos e artigos para a imprensa, entre os quais o muito influente «E Unibus Pluram: Television and U.S. Fiction», uma reflexão sobre as tendências da nova ficção americana. As coletâneas de ensaios e artigos jornalísticos A Supposedly Fun Thing I’ll Never Do Again (1997) e Consider the Lobster (2005) confirmaram Wallace como um dos escritores mais originais da sua geração, capaz de transformar um texto sobre o tenista Roger Federer numa obra de arte. O sucesso e o reconhecimento da crítica e do público não aliviaram, porém, os problemas de depressão que Wallace enfrentou ao longo de toda a vida. Em 2008, com apenas 46 anos, David Foster Wallace suicidou-se.

Com base no trabalho que deixou incompleto, o seu editor norte-americano decidiu publicar, em 2011, o romance póstumo The Pale King, o testamento literário de um génio da literatura universal.

Exposição Ad aeternum na Galeria de Arte do Casino Estoril



A Galeria de Arte do Casino Estoril acolhe, a partir de amanhã, quinta-feira, dia 12 de fevereiro, a exposição Ad aeternum. Trata-se de uma colectiva de Pintura e Escultura que reúne obras de 8 artistas plásticos. A entrada é gratuita.



“Participam nesta mostra 8 artistas, com oito linguagens diferentes, desde o gestualismo ao abstracto, do surrealismo ao figurativo, da paisagem gestualista de Diogo Navarro ao paisagismo urbano de Maramgoní, do azul inconfundível das aguarelas de Paulo Ossião, às desconstruções de Rui Carruço, da pureza do mármore branco imaculado de Filipe Curado ao esculpir rude e único de Abílio Febra e dos arbustos em madeira e metal de Carlos Ramos às esculturas em talha única de Ricardo Gigante”, explica Pedro Lima de Carvalho, Director da Galeria de Arte. 



Estarão patentes obras nas modalidades de pintura e escultura:
Pintura – Diogo Navarro, Paulo Ossião, Maramgoní e Rui Carruço.
Escultura – Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado e Ricardo Gigante.

Porque escreve Lídia Jorge?



Uma Longa Viagem com Lídia Jorge, de João Céu e Silva, é o relato profundo e honesto sobre o percurso literário, intelectual e humano de uma das mais importantes vozes da cultura contemporânea. Numa conversa intimista e sem assuntos proibidos, Lídia Jorge conta-se na primeira pessoa, revisitando os principais episódios que marcaram o seu trajeto na literatura.

Considerada unanimemente a escritora viva mais relevante da literatura portuguesa, a vencedora do Prémio Pessoa 2025 reflete sobre o processo de criação literária, a construção das personagens, a relação entre memória, história e ficção, bem como sobre o lugar da mulher no campo literário e as tensões que atravessam o meio cultural. A escritora partilha ainda juízos sobre autores e gerações, compondo um retrato rigoroso do último meio século da vida literária portuguesa.

Uma Longa Viagem com Lídia Jorge percorre momentos-chave de uma carreira que se afirmou desde a publicação de O Dia dos Prodígios, em 1980, e passa por obras marcantes como A Costa dos Murmúrios, um dos mais importantes romances sobre a Guerra Colonial, até alcançar o ponto alto com Misericórdia, um livro publicado em 2022 que reuniu o aplauso da crítica e o amplo reconhecimento dos leitores. A escritora evoca ainda episódios pessoais até agora vedados, como o convite que recebeu para ser candidata às eleições presidenciais de 2026, e que se sucedeu ao seu discurso nas comemorações de 10 de Junho de 2025.

Integrado numa reconhecida coleção de conversas, conduzidas por João Céu e Silva, com figuras centrais da cultura portuguesa, este volume assume-se como um testemunho essencial para compreender o pensamento, a escrita e a singularidade de uma autora brilhante que continua a marcar a literatura contemporânea. Uma leitura obrigatória para todos os leitores e amantes da cultura.

Uma Longa Viagem com Lídia Jorge chega às livrarias a 19 de fevereiro.

Sobre o Autor

João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, e viveu no Rio de Janeiro, onde se licenciou em História. Desde 1989 que é jornalista e colaborador do Diário de Notícias. Recebeu, em 2021, o Prémio Carreira de Jornalismo do festival literário Escritaria e publicou neste mesmo ano Uma Longa Viagem com Vasco Pulido Valente, o sétimo volume de uma série, que conta com os autores José Saramago, António Lobo Antunes, Miguel Torga, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e Maria Filomena Mónica. A par da investigação literária, também se tem dedicado à histórica: O General Que Começou o 25 de Abril Dois Meses antes dos Capitães, Álvaro Cunhal e as Mulheres que Tomaram Partido, 1961 – O Ano que Mudou Portugal, 1975 – O Ano do Furacão Revolucionário e Fátima – A Profecia Que Assusta o Vaticano. Em 2013, recebeu o Prémio Literário Alves Redol com o romance A Sereia Muçulmana. Na ficção, publicou também 28 Dias em Agosto, A Hora da Ilusão, Adeus África, Adeus Casablanca e A Segunda Vida de Fernando Pessoa. Em 2022, recebeu o Prémio Joaquim Mestre com o romance Guadiana, da Associação de Escritores do Alentejo. Ano Zero é o seu mais recente romance, galardoado com uma menção honrosa no Prémio Literário Carlos de Oliveira.

Adriana Garambone, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes em comédia no Casino Estoril



Com um elenco de luxo, “Uma Vida de Amizade” estará em cena, no dia 15 de março, pelas 21 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. As actrizes brasileiras Adriana Garambone, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes protagonizam uma comédia sobre as alegrias, aventuras e desafios de três amigas de uma vida.

Estarão em evidência os risos sinceros, as discussões fortes, os desejos e as descobertas que agora as desafiam por serem mulheres que escolhem os seus caminhos e procuram viver com intensidade.

Em palco, Adriana Garambone, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes dão vida a Gilda, Yasmin e Renée, três mulheres com mais de 40 anos, ativas, bonitas e vibrantes, que enfrentam as contradições de uma sociedade que insiste em chamá-las de “maduras”.



Entre risos, confissões e copos de vinho, estas amigas partilham segredos, desabafos e memórias, revendo com humor e ternura as suas próprias vidas e as diferentes formas de encarar a maturidade. O resultado é uma comédia inteligente, emotiva e espirituosa, que celebra a força feminina, o valor da amizade e a beleza de envelhecer sem perder o brilho.

Com texto de Gustavo Pinheiro, autor do sucesso de bilheteiras “Dois de Nós”, e direcção de Fernando Philbert, “Uma Vida de Amizade” é um espectáculo que combina humor e sensibilidade, prometendo fazer o público rir e pensar.