A nossa espécie é a única que vive em tribos: grupos unidos por culturas distintas que podem crescer e atingir uma dimensão muito superior à dos clãs e bandos. Entrelaçando pesquisas aprofundadas, acontecimentos atuais e passados e histórias do mundo dos negócios e da política, Michael Morris vai além do senso comum para reformular completamente a forma como pensamos sobre as nossas tribos. Estimulante e esperançoso, Tribal revela os segredos mais íntimos da nossa psicologia e dá nos as ferramentas para gerir o nosso superpoder incompreendido. Tribal já se encontra disponível e promete ser uma revelação.
Ao longo das duas últimas décadas a antropologia e a psicologia uniram-se para criar uma nova ciência − a psicologia cultural − e Michael Morris contribuiu muito para o crescimento deste campo com estudos inovadores. Os padrões culturais são mutáveis e maleáveis e, com os instrumentos certos, podem ser aproveitados. «Os nossos instintos tribais não são erros de programação do sistema que estorvam uma espécie inteligente sob outros aspetos. São características distintivas da nossa espécie que permitiram a sua ascensão evolutiva – e ainda impulsionam muitas das suas maiores realizações atuais. Não são fraquezas humanas que nos atrasam; são superpoderes humanos que criam as nossas culturas distintivas», defende o autor.
«Pedindo desculpa a Aristóteles, é enganador chamar “o animal social” aos seres humanos. Somos, mais precisamente, “o animal tribal”», escreve o autor na introdução do livro. Morris argumenta que a nossa psicologia é moldada pela evolução de três maneiras distintas. Primeiro, pelo instinto dos pares, para agirmos em conformidade com o que faz a maioria das pessoas. Segundo, pelo instinto dos heróis, de contribuir para o grupo e imitar os mais respeitados. E terceiro, pelo instinto dos antepassados, de seguir os caminhos das gerações anteriores. Esses instintos tribais permitem-nos partilhar conhecimentos e objetivos e trabalhar em equipa para transmitir o acervo acumulado de conhecimento cultural à geração seguinte.
Países, Igrejas, partidos políticos e empresas são tribos, e os instintos tribais explicam a nossa lealdade para com eles e as formas ocultas como afetam os nossos pensamentos, ações e identidades. Em vez de ridicularizar os impulsos tribais pela sua irracionalidade, podemos reconhecê-los como alavancas poderosas que elevam o desempenho, curam divisões e desencadeiam ondas de choque de mudança cultural.
«Em Tribal, espero recuperar o sentido original da palavra como comunidade possibilitada pela cultura partilhada. Foi assim que a humanidade transcendeu pela primeira vez os vínculos estreitos de amigos e parentes para realizar coisas maiores em clãs e foi como nos aventurámos mais tarde no intercâmbio e colaboração com estranhos nas redes mais amplas chamadas “tribos”», escreve o autor na introdução o livro. «Ao mostrar que a vida tribal é a fonte de mudança e progresso sociais, espero dissipar qualquer associação persistente das tribos à estase e ao primitivismo. A vida tribal foi o que nos fez verdadeiramente humanos.»
O autor põe neste livro conhecimento adquirido ao longo de anos de experiência em diferentes trabalhos. Ensinou em faculdades de gestão de alto nível (tanto nos Estados Unidos como em capitais do mundo), trabalhou como consultor de empresas dos sectores tecnológico, bancário e da comunicação, colaborou com militares e com ONG e ainda foi assessor de campanhas políticas, entre as quais se contam as campanhas presidenciais de Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden.
Sobre o Autor
Michael Morris é psicólogo cultural na Universidade de Columbia. Anteriormente, lecionou durante uma década na Universidade de Stanford. Morris doutorou-se em psicologia pela Universidade de Michigan, após obter licenciaturas em Ciências Cognitivas e Literatura Inglesa pela Universidade Brown. A sua investigação identificou influências culturais nos estilos de cognição, comunicação e colaboração, bem como fatores situacionais que os desencadeiam e experiências sociais que os alteram. Fora do meio académico, o professor Morris é consultor em empresas, agências governamentais, ONG e campanhas políticas sobre temas culturais.

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