terça-feira, 3 de novembro de 2026

“Antes do Ano Que Vem” com Mariana Xavier no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



Mariana Xavier apresenta, no dia 8 de dezembro, pelas 21 horas, “Antes do Ano Que Vem” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. A actriz brasileira, natural do Rio de Janeiro, protagoniza uma comédia irresistível que combina humor, emoção e uma impressionante série de personagens.

Na noite de Passagem de Ano, uma funcionária de um centro de apoio vê-se obrigada a atender chamadas de pessoas em pleno caos emocional. Entre desabafos, crises e situações absolutamente inesperadas, Mariana Xavier dá vida, sozinha em palco, a um conjunto de personagens tão divertidas quanto comoventes, num extraordinário exercício de interpretação.

Com texto de Gustavo Pinheiro e direção de Ana Paula Bouzas e Lázaro Ramos, "Antes do Ano Que Vem" transforma temas como a saúde mental, a solidão e a procura pela felicidade numa experiência repleta de humor inteligente, sensibilidade e identificação.

"Antes do Ano Que Vem" é uma comédia envolvente que promete muitas gargalhadas, momentos de emoção e a certeza de que, por vezes, rir é mesmo o melhor remédio.

DOC regressa ao AXN com nova temporada a 11 de novembro



A quarta temporada de DOC chega com novos desafios, emoções e decisões que vão mudar o rumo dos seus protagonistas. A equipa médica volta a enfrentar casos complexos que porão à prova a sua vocação e a sua capacidade de superar os momentos mais difíceis, enquanto as suas relações pessoais evoluem e abrem novas feridas. 

Uma temporada cheia de emoção, esperança e segundas oportunidades. ​Estreia a 11 de novembro, às 22h, no AXN.

Casino Estoril oferece mais espectáculos gratuitos em novembro



Com um ambiente informal, o acolhedor espaço do Lounge D recebe, em novembro, vários talentos do panorama da música nacional que propõem diversificados reportórios e géneros interpretativos. Às terças-feiras, às 22h00, estará em evidência o ciclo fado tropical, enquanto de quarta-feira a domingo, também às 22h00, será a vez de subirem ao palco jovens intérpretes acompanhados pela banda residente do Casino Estoril. O programa estende-se, ainda, com o ciclo DJ Sessions, de quinta-feira a sábado, das 00h30 às 02h30, e aos domingos, das 19h00 às 21h00. A entrada é gratuita.

Fado Tropical - Às terças-feiras
Nani Medeiros, João Pita e Fernando Dalcin: Dias 3, 10, 17 e 24
Fado Tropical continua em destaque na animação musical no Lounge D. Nani Medeiros e João Pita e Fernando Dalcin apresentam uma nova abordagem musical, designada de fado tropical. Os experientes músicos propõem uma viagem sonora pelo mundo da lusofonia. O espectáculo visita o samba-canção, o fado, o choro e até as mornas, criando um encontro vibrante entre saudade, ritmo e tradição, num ambiente elegante e intimista.

Artista convidado com a banda residente do Casino Estoril - De quarta a domingo
Nuno Gonçalo de Matos (Clássicos Intemporais): Dias 8, 13, 18 e 22
Nuno Gonçalo de Matos iniciou a sua carreira no projecto "Spell Choir" com o qual venceu o programa “Acapella” da RTP1, levando-o mais tarde a representar Portugal na Rússia. Posteriormente, criou o trio acústico Jazzway e os Soundbox, dos quais é vocalista. Nuno Gonçalo de Matos esteve 6 meses na Grécia como parte integrante do elenco do espectáculo de teatro musical "Jersey Tones", tendo regressado, recentemente, aos palcos nacionais. 

Carla Ribeiro (as vozes das divas): Dias 4, 6, 21 e 27
Das bandas à presença constante em televisão, quer como cantora residente quer como concorrente, tudo surgiu de uma forma natural. Finalista do Chuva das Estrelas (edição 96 como Tina Turner), Canções da Nossa Vida, são apenas alguns dos programas no início do seu percurso musical. Em 2012 foi semi-finalista da Voz de Portugal, pela equipa dos Anjos. Em 2014 participou no Festival RTP da Canção, como solista com o tema "Mais para dar”, tendo sido eleita melhor interprete pela ESC Portugal.

Rita Rice (do pop ao soul): Dias 5 e 19
Rita Rice, sobe ao palco Lounge D Casino Estoril, com o seu repertório repleto de temas clássicos e intemporais. É uma artista conhecida pela combinação da sua voz rouca e doce, a cantar melodias que viajam desde o universo indie, pop e rock ao soul e ao jazz. É no gospel que inicia o seu percurso musical, em 2008. Encontra-se como coralista e solista nos coros: Gospel Collective e TuneUp Voices. Como vocalista, conta com mais de uma década de apresentações de música ao vivo, em diversas formações: duo, trio, quarteto, etc. Como backvocal, participa no Festival da Canção de 2014, na gravação de álbuns de Zukatuga, Francisco Vicente e Tiago Nacarato. Em 2021, integra a banda de Bárbara Tinoco. 

Joana Alfaiate (pop rock dos anos 90 à actualidade): Dias 7, 14, 20, 25 e 28
Joana Alfaiate integrou diversos projectos musicais, tendo participado em dois programas de talentos musicais da RTP, “Não Te Esqueças da Letra” e “The Voice Portugal”. Lidera os “The Black Glitters”, um projecto acústico e intimista, com o qual apresenta temas intemporais do rock e do pop nos mais diversos palcos de norte a sul do país, actuando também no mercado corporate. “Freed From Desire” de Gala, “Can’t Get You Out of my Head” de Kylie Minogue ou “You Gotta Be” de Des’ree estarão em evidência.

GUTTA (dos anos 80 à actualidade): Dia 11
Filha de músicos e produtores, GUTTA, teve contacto com o mundo do espectáculo desde muito cedo, acompanhando os pais nos seus espetáculos e produções. Fez parte da banda State of Mind, com a qual actuou por diversas vezes no Casino Estoril. Actualmente lidera a banda “The Mystifyers”, com a qual actua em casinos, hotéis e eventos corporate. GUTTA apresenta um repertório bastante actual e que conta com inúmeros êxitos nacionais e internacionais, dos últimos 25 anos, como “Maniac” de Michael Sembello, “Smooth Operator” de Sade ou “Don’t You Forget about Me” de Simple Minds.

Vanessa Ferreira (clássicos dos anos 60 e 70): Dias 12 e 26
Vanessa Ferreira propõe dois espectáculos repletos de grandes clássicos dos anos 60 e 70, numa versão smooth. Apaixonada pelo mundo da música, Vanessa Ferreira iniciou o seu percurso aos oito anos com uma base clássica, ao frequentar aulas de canto e piano. Esse foi o ponto de partida para uma carreira que se desenvolveu no universo do pop e do rock, onde actua de forma profissional. 

Miguel Cruz (Pop / Rock Nacional): Dias 15 e 29
Miguel Cruz iniciou o seu percurso, em simultâneo, na música e no teatro, participando em projectos de música etnográfica e tradicional portuguesa com dois álbuns gravados e produzidos por José Barros. Paralelamente, participou em vários projectos de covers, dos quais se destaca os Popkorn, Radiofive e Bad Name, tendo passado pela maior parte dos bares do distrito de Lisboa. É fundador e cantor do projecto de originais Namorados da Cidade, com o qual já gravou dois CD editados pela Farol Música, assinando a autoria de algumas das letras. 



DJ Sessions - De quinta a domingo
A animação musical engloba, ainda, o ciclo DJ Sessions. Estarão em destaque sets dos DJ’s Fonz, Rui Remix e Chenandoad. De quinta-feira a sábado, das 00h30 às 02h30, e aos domingos, das 19h00 às 21h00. O programa é o seguinte:

DJ Fonz actua às quintas-feiras e aos sábados, das 00:30 às 02:30
Fonz é um DJ português movido pela paixão pela música desde os 14 anos, conhecido pelos seus sets envolventes que fundem Deep, Afro Funky, Melodic e Organic House.

DJ Rui Remix será residente às sextas-feiras, das 00:30 às 02:30
DJ Rui Remix é uma figura incontornável da noite portuguesa com uma carreira de 45 anos ao serviço do djing, animação e, também, da divulgação musical. Rui Remix, que muitos carinhosamente tratam por mestre, é um DJ com uma cultura e conhecimento musical muito vasto, e continua a ser uma referência para muitos jovens e até alguns dos novos valores do panorama nacional.

DJ Chenandoah actua aos domingos, das 19:00 às 21:00
DJ e Produtor musical, Chenandoah distingue-se pelo seu estilo musical abrangente, mas predominante em Soulful House, Disco House e Latin House.  

8.ª Edição do Entre Olhares: O Cinema Português Conquista o Barreiro



Numa altura em que os grandes ecrãs se concentram nas produções internacionais e nos circuitos consolidados das capitais, o Entre Olhares – Festival de Cinema Português afirma-se na sua 8.ª edição como o refúgio essencial da produção nacional feito à medida das pessoas. De 7 a 16 de novembro, o Barreiro transforma-se na capital da sétima arte em português, acolhendo 59 filmes – incluindo cinco estreias mundiais – da ficção ao documentário, passando também pela animação, que espelham as urgências, as margens e a identidade do país.

Pioneiro no panorama dos festivais de cinema na Margem Sul, o Entre Olhares volta a fazer do Barreiro o seu polo de descentralização e ousadia temática. Nesta edição traz uma novidade histórica: a criação da secção infantil, desenhada para introduzir os mais novos ao universo do cinema português, através das curtas de animação. A programação estende-se ainda a secções competitivas, onde longas e curtas-metragens disputam a Garça de Ouro, que contempla apoios à produção e à distribuição, potenciando decisivamente a circulação e o futuro das obras no panorama nacional. Em paralelo, a secção indústria "Novos Olhares" reforça o compromisso do festival ao apoiar a nova geração de realizadores com projetos em fase de pré-produção.

Para Mário Ventura, fundador e diretor do festival, "o cinema tem de ser um território de encontro e não um privilégio geográfico". Para isso, é fundamental fazer chegar os filmes às pessoas. Reforçando este compromisso de acessibilidade, a organização estabeleceu uma parceria com os TCB – Transportes Colectivos do Barreiro, garantindo o transporte gratuito nesta rede a todos os espectadores que adquiram bilhetes online para os recintos do festival (Auditório Municipal Augusto Cabrita e Castello Lopes Cinemas no Barra Shopping). Com bilhetes acessíveis a partir de 2,50€ e passes gerais a 12,50€, o Entre Olhares convida jornalistas, críticos e o público a descobrir as histórias que moldam o presente e o futuro do cinema português.

Concerto exclusivo dos Raça Negra em noite de samba e pagode no Casino Estoril



Referência da música brasileira de samba e pagode, a banda Raça Negra protagoniza um concerto, em exclusivo, no dia 9 de dezembro, às 22 horas, no Casino Estoril. O grupo, natural de São Paulo, sobe ao palco do Salão Preto e Prata para convidar o público a viajar pelos seus múltiplos êxitos que marcaram mais de 40 anos de carreira.

“É Tarde Demais”, “Cheia de Manias”, “Ciúme de Você”, “Pensando em Você”, “Cigana”, “Me leva Junto Com Você” ou “Jeito de Ser” são, apenas, alguns dos sucessos que conquistam, habitualmente, os fãs de diferentes gerações que esgotam os seus concertos.

Liderada pelo carismático vocalista Luiz Carlos, a banda Raça Negra é reconhecida como sendo uma das pioneiras da variante musical designada de pagode romântico. O grupo revolucionou o mercado discográfico brasileiro no início da década de 90, tornando o pagode num fenómeno de massas e ocupando massivamente a programação das estações brasileiras de rádio e de televisão. 



O primeiro grande sucesso chegou com “Caroline”, faixa do CD Raça Negra - Vol.1, lançado em 1991. O reportório da banda tornou-se intemporal ao atravessar gerações e a transitar por todos os nichos de público, englobando diferentes faixas etárias e sociais. 

Recorde-se que, em 1995, a canção "É Tarde Demais" integrou o livro “Guinness World Records” como sendo a música mais tocada num único dia no mundo. Foram, precisamente, 600 vezes no dia 20 de julho. Consta, ainda, que nenhum outro artista quebrou o recorde atribuído aos Raça Negra por reunirem mais de um milhão e meio de pessoas num concerto ao ar livre, no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo.

Os Raça Negra construíram uma carreira ímpar, iniciada em 1983, tendo acumulado mais de 40 milhões de discos vendidos. Na liderança deste notável percurso, Luiz Carlos é um talento que inspira gerações ao apresentar numerosos sucessos no Brasil e fora de suas fronteiras, desde os Estados Unidos ao Uruguai, passando pela Bolívia, Paraguai e Argentina, com extensão a Portugal e Espanha, entre outros cantos do planeta.

Com milhões de fãs, a banda coleciona sucessivos recordes, hits e surpreendentes histórias dignas da carreira de grandes fenómenos do meio artístico mundial.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Quanto sabemos realmente sobre o homem que conquistou o mundo?



Rei aos vinte anos, senhor de um vasto império aos trinta e morto aos trinta e dois. Edmund Richardson traz de regresso à vida uma das figuras mais fascinantes da Antiguidade, numa biografia publicada pela Ideias de Ler que conjuga séculos de lendas com novas descobertas históricas.

Os historiadores conhecem as batalhas de Alexandre, o Grande, os territórios que conquistou e até algumas das suas extravagâncias. Quase tudo o que sabemos sobre ele foi escrito séculos depois da sua morte, sobretudo por autores gregos e romanos que nem sempre estavam de acordo. Mas a história de Alexandre não se esgota nos relatos de quem celebrou as suas conquistas. Os testemunhos dos povos que viveram sob o seu domínio permitem conhecer outras perspetivas sobre o rei.

Foi essa uma das apostas do historiador britânico Edmund Richardson, que reuniu fontes escritas em doze línguas da Antiguidade para construir Alexandre - Deus, Rei, Homem. Há inscrições em hieróglifos egípcios, tábuas de argila com escrita cuneiforme, registos comerciais em aramaico e até os diários dos astrónomos babilónios que viveram no tempo do rei macedónio. Entre os testemunhos menos conhecidos, encontra-se o relato sobre a Batalha de Isso, travada em 333 a. C., que acrescenta outra perspetiva a um dos confrontos mais decisivos da campanha contra o Império Persa.

Aos vinte anos, Alexandre herdou um reino em dificuldades e um exército pouco obediente. Doze anos depois, morria na Babilónia, depois de ter conduzido os seus homens até à Índia e assumido o governo de povos com línguas, costumes e tradições muito diferentes dos seus. A biografia escrita por Richardson acompanha também essa transformação de um jovem rei num governante obrigado a adaptar-se a realidades que pouco tinham em comum com as da sua terra natal.

Alexandre: Deus, Rei, Homem já está disponível em todas as livrarias.

Sobre o Autor

Edmund Richardson é um historiador especializado na Grécia Antiga que explora temas como os contos egípcios sobre Alexandre, o Grande, e o teatro antigo na Broadway. Em 2016, foi nomeado um dos «Pensadores da Nova Geração» da AHRC/BBC e selecionado para colaborar com a BBC no desenvolvimento de programas com base na sua própria investigação. Doutorou-se em Estudos Clássicos em Cambridge e concluiu um pós-doutoramento em Princeton. Atualmente, é professor de Estudos Clássicos na Universidade de Durham. O seu trabalho explora, de formas diversas, a maneira como as pessoas estabelecem relações com o passado – e a fragilidade dessas relações.

Escola de Dança Eva Vieira de Almeida apresenta “Um Conto de Natal” do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 7 de dezembro pelas 21 horas, o espectáculo “Um Conto de Natal”, da Escola de Dança Eva Vieira de Almeida. Trata-se de um espectáculo de dança único nas disciplinas de Pré Dança, Técnica de Dança Clássica, Contemporâneo, Jazz, Hip-Hop e Teatro Musical.

Numa noite suspensa entre o silêncio e o encanto, quando o tempo parece deter o seu curso, Ebenezer Scrooge recebe a visita de três espíritos. Guiado por eles, atravessa as sombras do passado, contempla a luz do presente e vislumbra um futuro ainda por escrever. 

Entre memórias que aquecem o coração e escolhas que pesam na alma, descobre que nada está perdido quando permanece viva a capacidade de amar, de perdoar e de se deixar tocar pelos outros.

Inspirada na obra de Charles Dickens, a Gala de Natal da Escola de Dança Eva Vieira de Almeida apresenta “Um Conto de Natal”, uma criação onde cada movimento se transforma em palavra e dá corpo à memória, à ausência e à esperança.

De blogue a arquivo vivo das artes: Coffeepaste celebra 20 anos no São Luiz



A plataforma independente dedicada às artes performativas e à cultura assinala duas décadas de actividade a 16 de Novembro, com uma conversa entre Rui Horta, Inês Lampreia e Pedro Mendes, moderada pelo jornalista Ricardo Ramos Gonçalves.

Mário Laginha junta-se à celebração com um momento musical
Em 2006, quando as redes sociais ainda não ditavam as regras da visibilidade e a informação sobre oportunidades profissionais nas artes circulava de forma dispersa, nasceu um blogue com uma ideia simples: aproximar quem cria, quem programa e quem procura trabalho na cultura. Chamava-se Coffeepaste. Foi criado a 19 de Outubro por Rita Lucas Coelho, Carlos Custódio e Pedro Mendes, que continua hoje à frente do projecto.

Vinte anos depois, o projecto reúne um património documental singular sobre a história recente das artes performativas em Portugal. Desde 2015, realizou mais de 1.200 entrevistas em vídeo a artistas, criadores, programadores e outros profissionais da cultura, dando, muitas vezes, a primeira oportunidade de expressão pública a nomes e colectivos que viriam a afirmar-se no panorama artístico. Mais do que uma sucessão de testemunhos individuais, este arquivo constitui um retrato da criação contemporânea portuguesa, permitindo acompanhar a evolução dos discursos, das inquietações e das condições em que a cultura se pensa, se produz e se transforma.

A 16 de Novembro, o Coffeepaste celebra o seu 20.º aniversário na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz, em Lisboa, com uma conversa que também faz um balanço de duas décadas de criação artística em Portugal. Rui Horta, Inês Lampreia e Pedro Mendes, com moderação do jornalista Ricardo Ramos Gonçalves, discutem as mudanças, as conquistas e as contradições de um sector onde a criatividade nem sempre encontra correspondência nas condições de trabalho. O pianista Mário Laginha junta-se à celebração com um momento musical.

Vinte anos de cultura, oportunidades e muita persistência
Os classificados estiveram na origem do Coffeepaste e continuam a ser uma das suas áreas mais procuradas. De castings e concursos a ofertas de emprego, convocatórias para projectos e propostas de colaboração, a plataforma tornou-se um ponto de encontro entre quem procura oportunidades e quem as cria, contribuindo para tornar mais acessível a informação num sector marcado pela dispersão, pela intermitência laboral e por redes de contacto nem sempre abertas a todos.

Num inquérito realizado pelo Coffeepaste, há cerca de dois ou três anos, 51% dos participantes que visitavam o site afirmaram ter conseguido trabalho através da plataforma. Um resultado que ajuda a perceber a importância de um projecto cuja utilidade se mede também pelo que acontece fora do ecrã.

Em 2013, o blogue transformou-se num portal. Em 2022, ganhou uma nova identidade gráfica e funcional, à qual se juntaram uma agenda cultural, em 2023, e uma área de notícias, em 2024. Hoje, o Coffeepaste reúne informação, crítica, entrevistas, podcasts, classificados, agenda e formação, através do COFFEELABS, registando cerca de 100 mil visualizações de página mensais.

Mas a sua relevância não se esgota na circulação de informação. Num panorama mediático em que o espaço dedicado à cultura, à crítica e à criação emergente é frequentemente limitado, o Coffeepaste tem procurado acompanhar artistas e estruturas que nem sempre encontram lugar nos meios generalistas.

«Nós fazemos, muitas vezes, a primeira entrevista a artistas e coletivos, que depois se verifica virem a tornar-se mais conhecidos, com trabalho mais estabelecido», explica Pedro Mendes, fundador e director do Coffeepaste.

Esta atenção continuada à criação menos visível transformou a plataforma num lugar de documentação e memória, mas também de descoberta. Não se trata apenas de registar o que já conquistou reconhecimento, mas de acompanhar o que está a acontecer, muitas vezes longe dos grandes palcos e das agendas mais mediáticas.

O projecto mantém-se com uma equipa de quatro pessoas, a que se juntam outros profissionais consoante as necessidades, e um modelo de financiamento assente sobretudo em receitas próprias.
Em Outubro de 2026, lançou um sistema de subscrições através do Patreon, procurando reforçar a sustentabilidade financeira e envolver a comunidade na continuidade de um meio de comunicação independente.

O que mudou em vinte anos e o que continua por resolver?
Celebrar duas décadas de Coffeepaste é também olhar para vinte anos de cultura em Portugal. Um período em que se multiplicaram estruturas e projectos, se transformaram as políticas públicas de apoio às artes e mudaram profundamente as formas de produzir, comunicar e consumir cultura. Nem todas essas mudanças, porém, se traduziram em melhores condições para quem trabalha no sector.

É a partir desta tensão entre conquistas e problemas persistentes que se organiza a conversa “20 anos de cultura, artes e Coffeepaste”, marcada para as 16h15 de 16 de Novembro, na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz.

O painel reúne Rui Horta, coreógrafo de percurso internacional e fundador d'O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, uma das estruturas de referência no desenvolvimento das residências artísticas em Portugal; Inês Lampreia, escritora, professora e comunicadora cultural, com um percurso ligado a projectos como Teatro Praga, Alkantara e Culturgest; e Pedro Mendes, fundador e director do Coffeepaste, cuja actividade cruza comunicação, programação, formação e acompanhamento de projectos artísticos. A moderação estará a cargo de Ricardo Ramos Gonçalves, jornalista, crítico e editor cultural.

Entre a experiência da criação, a comunicação e a observação continuada do sector, a conversa propõe discutir as condições de trabalho artístico, a relação entre instituições e criadores, o papel dos media e a própria ideia de participação cultural. E, sobretudo, perceber que questões continuam a exigir respostas vinte anos depois.

Às 17h45, Mário Laginha junta-se à celebração para um momento musical, a que se segue um convívio e brinde de aniversário.

Num sector habituado à duração limitada dos projectos, à instabilidade dos financiamentos e à constante necessidade de recomeçar, manter uma plataforma independente durante vinte anos é, por si só, significativo. Pedro Mendes resume esse percurso numa palavra: «persistência». Uma persistência que não se traduz apenas na continuidade do Coffeepaste, mas na atenção dedicada a sucessivas gerações de artistas, às suas condições de trabalho e às histórias que, de outra forma, poderiam ficar por contar.

Em 2026, o Coffeepaste continua a fazer aquilo a que se propôs desde o início: criar ligações, fazer circular oportunidades e dar espaço a quem faz cultura, muito antes de chegar o reconhecimento.

Para (re)descobrir em www.coffepaste.com.

Estoril Folk Fest 2026 no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 28 de novembro, o Estoril Folk Fest 2026. Com um extenso programa que se inicia, logo pelas 18h00, no foyer panorâmico e se estende, a partir das 21h30, ao Salão Preto e Prata, o Festival Folk da linha está de volta com uma edição dedicada às Polifonias. 

Referência da música portuguesa, Vitorino, é o cabeça de cartaz do programa com o concerto de celebração dos seus 50 anos de carreira “Moda Impura”, acompanhado pelos Cantadores do Redondo.

Protagonistas, também, da 4ª edição do Estoril Folk Fest são as Moçoilas que convidam Ana Laíns, acompanhadas por Paulo Loureiro e José Salgueiro, numa viagem ao sul.

Noutra proposta, a não perder, Vozes da Terra trazem Arouca inteira nas suas vozes e nas Cantas que definem o canto polifónico feminino na região.

Será, ainda, entregue o 2º prémio “Armando Carvalheda”. Vitorino é o laureado desta edição, ou não fora ele o grande embaixador da terra do vagar.

Mas, o Estoril Folk Fest abre as portas, logo pelas 18h00, com um colóquio sobre a região de Arouca - “Arouca a Botar Cantas” no foyer panorâmico do Salão Preto e Prata. Estarão em destaque o Convento de Arouca, a história da mítica figura da Rainha Santa Mafalda, e as Cantas tradicionais arouquenses. 

Programa no foyer panorâmico
18h00 - Colóquio de Abertura “Arouca a Botar Cantas”
18h50 - Concerto Vozes da Terra 

Programa no Salão Preto e Prata
21h30 - Abertura Festival com Vozes da Terra
21h45 - Actuação de Moçoilas com Ana Lains 
22h45 - Entrega do Prémio Armando Carvalheda 
22h55 - Concerto Vitorino 

"Morte no Sena" de Judite Sousa



No dia 5 de novembro, é apresentado Morte no Sena de Judite Sousa. O seu primeiro romance policial sobre Estefânia, uma médica dos Médicos Sem fronteiras que dedicou a vida à ajuda humanitária em zonas de conflito, que aparece morta nas margens do rio Sena. A partir daí e com a ajuda do carismático inspetor Maurice Chevalier começa uma corrida contra o tempo para descobrir o mistério por trás deste homicídio. À medida que investigação prossegue, a verdade conduz-nos do Sena à República Democrática do Congo, revelando uma teia de segredos, poder e interesses económicos escondidos por detrás das guerras e dos «minerais de sangue».

A experiência de Judite Sousa como jornalista em diferentes conflitos confere ao livro uma perspetiva próxima das realidades retratadas. o livro é editado pela editora Planeta.