quinta-feira, 16 de abril de 2026

Clube de Leitura Bertrand tem edição especial a 23 de abril



Para assinalar o Dia Mundial do Livro, a 23 de abril, o Clube de Leitura Bertrand tem uma edição muito especial, dedicada a Orgulho e Preconceito. A sessão, agendada para as 18h30, terá lugar na sede do Grupo BertrandCírculo, em Lisboa.

A conversa conta com a presença de duas ilustres convidadas: Júlia Pinheiro e Leonor Rosas. Duas mulheres, de gerações diferentes, unidas pelo gosto pelos livros, vão partilhar as suas opiniões sobre o maior clássico de Jane Austen, também considerado uma obra-prima da literatura mundial.

Júlia Pinheiro é profissional de comunicação há mais de 40 anos. É uma das apresentadoras mais influentes da televisão portuguesa. Atualmente, apresenta, de segunda a quinta, Júlia, o programa das tardes da SIC, um formato intimista, onde são partilhadas histórias de vida e feitas entrevistas profundas. Leonor Rosas é coautora do podcast feminista Lei da Paridade, no jornal Expresso, e membro do Conselho Editorial da revista online Desatempo. Doutoranda em Antropologia no ICS-UL, trabalha sobre memória, colonialismo e património em Lisboa e Bruxelas.

A Bertrand Editora convida à participação de todos neste espaço de partilha, reflexão e conversa à volta de grandes livros e grandes autores. A entrada é livre e gratuita.

10 Edições de Festival Internacional do Ouriço do Mar na Ericeira



2026 marca a décima edição do Festival Internacional do Ouriço do Mar. Mais de uma década a divulgar e dignificar uma iguaria única que será celebrada no Mercado Municipal da Ericeira, de 24 de abril a 3 de maio naquele que já é um ponto de encontro anual obrigatório no Concelho de Mafra.

Do mar intenso da Ericeira diretamente para o mercado municipal naquele que é já um evento anual esperado por muitos: o Festival Internacional do Ouriço do Mar. Há quem já conheça bem o “caviar do Atlântico” e não dispense prová-lo com as “roupagens” que os vários chefs convidados escolhem para o apresentar. Há quem tenha ouvido falar do sabor único deste habitante marinho e queira vir experimentar e saber mais sobre o seu habitat e características. 

Todos são bem-vindos naquele que é o palco por excelência do ouriço do mar. Como já vem sendo habitual, o piso 2 do Mercado Municipal da Ericeira torna-se o epicentro de um evento que, ao celebrar este ano 10 edições de existência, se consagra como um dos mais importantes dedicados a um só produto, divulgando-o em todas as suas vertentes (gastronómica, científica, académica, turística, etc.).



Realizado desde 2015, o Festival Internacional do Ouriço do Mar é uma iniciativa criada pelo consultor gastronómico Nuno Nobre – que tem levado a cabo um relevante trabalho de exportação de conhecimento com enfoque na importância de desenhar limites legais que permitam a valorização crescente do ouriço do mar em países como o Brasil, Malta, Espanha e Reino Unido – organizada em parceria com Câmara Municipal de Mafra que, há três anos, viu a Ericeira ser reconhecida como Best Tourism Village 2023 pela United Nations World Tourism Organization que premiou três aspetos fundamentais: as medidas de sustentabilidade em todo o Concelho de Mafra, a preservação da biodiversidade e ecossistema marinho e a valorização das tradições do mar e da pesca na Ericeira. 

“Quando criei o Festival Internacional do Ouriço do Mar em 2015 foi com o objetivo de recuperar e valorizar um produto do mar tão rico mas que era pouco conhecido da maioria das pessoas. Hoje, passadas 10 edições, é com orgulho que vejo o ouriço ser considerado um ingrediente-estrela em toda a cadeia de valor, em restaurantes reconhecidos de todo o mundo e sentir que o festival contribuiu para que o seu futuro (graças ao foco em políticas públicas na gestão da pesca, preservação e conservação, por exemplo) esteja assegurado.” explica Nuno Nobre, Fundador e Curador do Festival Internacional Ouriço do Mar.



Assim, no dia 25 de abril, às 12h, as portas do Mercado Municipal da Ericeira abrem-se para a inauguração de mais uma edição do Festival Internacional do Ouriço do Mar. Além do já conhecido seafood court que funcionará das 12h às 20h dos dias 25 e 26 de abril e 2 e 3 de maio com várias sugestões de cozinha do mar e vinhos da região (de Mafra e de Lisboa), nos dias 2 e 3 de maio realizar-se-á uma oficina de ciência, conduzida pelo MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente), Politécnico de Leiria e ARNET - Aqua Research Network para quem quiser saber mais sobre o ecossistema marinho e o ciclo de vida do ouriço do mar.

Os show cookings são sempre um momento alto do festival porque não só dão a oportunidade de provar o ouriço do mar em preparações criativas e originais – apresentadas em peças nacionais de louça Costa Nova – como permitem uma interação próxima com as escolas de cozinha e universidades presentes (porque a cultura do mar tem de passar às próximas gerações) e com os chefs convidados. Um cartaz de luxo – como seria de esperar em ano especial de aniversário – que inclui nomes, nacionais e internacionais, referenciados por organizações como a Michelin e o The World’s 50 Best Restaurants.

Fagner Buzinhani e Rui Santos (GoJuu Clube), Pedro Marques (Taberna da Praça, Pestana Cidadela Cascais), Vasco Lello (Turvo Restaurante), William Vargas (Omakase RI), Hugo Santos (Churrasqueira do Campo Grande), Francisco Silva (Queima Beiças, Madeira), Rui Mota (Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Estoril) e Cristina Ferreira (Escola Técnica e Profissional de Mafra) estarão presentes lado a lado com Nuno Nobre e Luís Rodrigues da Ouriçaria Seafood ao longo dos dois fins de semana do festival para darem a provar toda a sua criatividade em one bite snacks onde o ouriço é rei.  

Como sempre aconteceu nestes 11 anos de vida, o festival não se limita aos dias da sua realização no mercado da Ericeira, declinando-se em vários outros momentos que sublinham a sua presença na comunidade local e junto de agentes económicos relevantes para a sua divulgação e incentivo ao consumo consciente e informado. 
Este ano são 27 os restaurantes do Concelho de Mafra que aceitaram o desafio de participar na mostra gastronómica adjacente ao festival, comprometendo-se a colocar todos os dias no menu pelo menos um prato preparado com ouriços do mar durante o período de duração do festival.

Também no âmbito do festival, acontecerá o jantar Ouriço do Mar: o Caviar da Ericeira no dia 30 de abril, no restaurante Jangada do Hotel You and the Sea no qual o chef André Rebelo apresentará cinco momentos todos eles com a presença de ouriço do mar – do welcome drink à sobremesa. O pairing de vinhos, incluído no preço – 60€ por pessoa – ficará a cargo de produtores locais da região de Mafra e de Lisboa.

“A realização do Festival Internacional do Ouriço do Mar assume uma importância estratégica para o Município de Mafra ao consolidar a Ericeira como um destino gastronómico de excelência e ao valorizar um recurso que está na génese da nossa identidade. Mais do que um evento, esta é uma plataforma de dinamização da economia local e da restauração, que alia a tradição da nossa comunidade piscatória à inovação científica e à sustentabilidade dos oceanos. Ao promovermos este “Caviar do Atlântico”, estamos a projetar o nome de Mafra além-fronteiras e a reafirmar o nosso compromisso com a preservação do património marinho.” afirma Hugo Moreira Luís, Presidente da Câmara Municipal de Mafra.

Michael Rosen vence o prémio Hans ChristianAndersen 2026



Michael Rosen, autor de Uma História para Sonhar, publicado pela Bertrand Editora, venceu a mais recente edição do prémio literário Hans Christian Andersen, a mais alta distinção internacional atribuída a autores e ilustradores de literatura infantil.

Atribuído de dois em dois anos pelo International Board on Books for Young People (IBBY), o prémio reconhece a obra de escritores e ilustradores que tenham tido um impacto duradouro na literatura para crianças. Nesta edição, foram avaliadas 78 candidaturas provenientes de 44 países, tendo o júri destacado a capacidade singular de Michael Rosen para dialogar com os mais novos com honestidade, humor e inteligência, ao aliar uma escrita lúdica a uma profunda consciência emocional e social.

Ao longo de uma carreira marcada pela poesia, ficção e não-ficção, Michael Rosen tem convidado gerações de leitores a entrar no universo da literatura, estimulando a empatia e abrindo espaço para a reflexão sobre temas como a história, a família, a identidade, a perda e a sociedade. O júri sublinhou ainda que a obra do autor demonstra como a literatura infantil pode ser simultaneamente acessível e profundamente significativa.

O Hans Christian Andersen Literature Award, o prémio literário principal, foi entregue pela primeira vez em 2007. Entre os vencedores destacam-se nomes como J. K. Rowling, Isabel Allende, Salman Rushdie, Haruki Murakami e Margaret Atwood, também publicada em Portugal pela Bertrand Editora.

Em Portugal, Michael Rosen está publicado pela Bertrand Editora com Uma História para Sonhar, um livro que reflete a sensibilidade e a imaginação que tornam o autor uma referência incontornável da literatura infantil contemporânea. Esta distinção internacional reforça a relevância da obra do autor e confirma o seu lugar entre os mais influentes criadores de literatura para crianças a nível mundial.

Pedro Abrunhosa abre a porta ao Porto de Encontro



Vem Abrir a Porta à Noite e Cancioneiro são um testemunho de um percurso que atravessa diferentes geografias e causas sociais, que marcam as criações do «trovador do Porto». Estas duas obras serão o tema de conversa entre Pedro Abrunhosa e o jornalista Sérgio Almeida, no próximo Porto de Encontro, que se realiza hoje, 16 de abril, às 18:30, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. As palavras do cantor e compositor ganharão vida através das leituras de Rui Spranger.

Em Vem Abrir a Porta à Noite, o artista aprofunda a revolução iniciada com o emblemático álbum «Viagens», descrito por Lídia Jorge no prefácio como «amor em carne viva», que desafiou estereótipos e conferiu à palavra cantada uma dimensão sensível e visceral. Este livro evidencia a sensibilidade única e o pensamento do músico, apresentando letras que se tornaram bandeiras sociais e humanas, sem perder o rigor e a originalidade literária que sempre marcaram a sua carreira. Este é o novo volume da história musical de Pedro Abrunhosa, iniciada em Cancioneiro, o songbook que reúne as suas mais emblemáticas composições.

Reconhecido como figura cimeira da música portuguesa e distinguido com múltiplos prémios de mérito cultural, Pedro Abrunhosa convida os leitores a embarcarem numa viagem que transcende o tempo.

O Porto de Encontro é uma iniciativa da Porto Editora, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand.

Mais informações em www.portoencontro.pt

Motorola abre pré-vendas do razr fold com experiências garantidas de jogos do Campeonato do Mundo da FIFA



A Motorola, uma empresa Lenovo, abriu as pré-encomendas do seu primeiro dobrável em formato de livro, o motorola razr fold. Como parte deste lançamento, o motorola razr fold, incluído na FIFA World Cup 26™ Collection como edição limitada, oferecerá aos consumidores acesso garantido a uma experiência de jogo do Campeonato do Mundo da FIFA como parte da compra, podendo até escolher o jogo (sujeito a disponibilidade).

Como parte da FIFA World Cup 26™ Collection, esta variante exclusiva e de edição limitada foi desenvolvida no âmbito do papel da Motorola como Parceira Oficial de Smartphones do Campeonato do Mundo da FIFA. Combina um design inspirado no torneio com acabamentos premium, incluindo um distinto acabamento banhado a ouro de 24 quilates e estará disponível em unidades limitadas.

Os consumidores estão agora um passo mais perto de experimentar a próxima geração de inovação em smartphones dobráveis. Criado para desbloquear novos níveis de produtividade, criatividade e entretenimento, o motorola razr fold, em ambas as variantes, é alimentado pela plataforma móvel Snapdragon® 8 Gen 5, permitindo um desempenho avançado baseado em IA nas tarefas do dia a dia e fotografia.

Cada dispositivo inclui ainda na caixa, a moto pen ultra, uma caneta de precisão desenhada para expandir a experiência dobrável, transformando o equipamento numa verdadeira ferramenta de produtividade e criatividade, com funcionalidades como sensibilidade à pressão, deteção de inclinação e escrita fluida entre dispositivos. Em combinação com o ecrã dobrável expansivo e o formato flexível, o dispositivo permite verdadeira multitarefa e criatividade em movimento.

Definindo um novo padrão na fotografia mobile, o motorola razr fold foi classificado como a câmara n.º 1 entre os dobráveis pela DXOMARK, recebendo o selo Gold Label. Destaca-se também por oferecer uma das experiências mais potentes e duradouras da sua categoria, graças à sua bateria de alta capacidade e carregamento ultrarrápido, eliminando os compromissos tradicionalmente associados a dispositivos dobráveis.

Disponibilidade e detalhes de pré-encomenda
O motorola razr fold da FIFA World Cup 26™ Collection estará disponível para até 3 de maio em motorola.com, e à venda a partir de 4 de maio em países selecionados da Europa, Médio Oriente e África, com um PVP recomendado de 2 399 €.

Os consumidores que fizerem a pré-encomenda desta variante receberão uma experiência de jogo do Campeonato do Mundo da FIFA: compras efetuadas em motorola.com incluem duas experiências de jogo. Esta oferta é disponibilizada como parte da compra e não está sujeita a qualquer mecânica de concurso ou sorteio. Para mais informações e termos e condições completos, visite redemption.motorola.com.

Os consumidores que adquirirem qualquer um destes dispositivos entre 28 de janeiro e 30 de abril de 2026 poderão participar na promoção, de acordo com os termos e condições locais.

O motorola razr fold estará disponível para pré-encomenda, no mesmo período em motorola.com na versão standard (incluindo a moto pen ultra), com um PVP recomendado de 1 999 €. Os consumidores que fizerem a pré-encomenda desta variante no website oficial receberão ainda um pack de acessórios gratuito, desenhado para elevar a experiência dentro do ecossistema Motorola, incluindo o moto watch e o moto buds loop, além de €250 de desconto no preço de pré-encomenda.

Estreias de cinema de 16 de Abril de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Perseguição em Taipei

John Lawlor (Luke Evans), um agente da DEA norte-americana, passa um fim-de-semana em Taipei (Taiwan) para encontrar provas contra Kwang (Sung Kang), um dos mais influentes traficantes da região. Lá, reencontra Joey (Gwei Lun-Mei), uma das mais destemidas transportadoras do submundo asiático. Quinze anos antes, ambos viveram uma relação amorosa que terminou de forma particularmente dolorosa, marcada por traições e escolhas perigosas. Agora, os seus caminhos voltam a cruzar-se, enredando-os não apenas nos sentimentos do passado, mas também numa teia perigosa de corrupção, perseguições e segredos que ameaçam a sua sobrevivência.
Um “thriller” de acção realizado por George Huang (“A Comédia dos Infiéis”), com argumento co-assinado por si e por Luc Besson. 



Jungle Beat 2: Viagem ao Passado

Uma nave espacial cai numa selva africana, trazendo a bordo um pequeno alienígena chamado Fneep. Ao sair da nave, depara-se com vários animais amigáveis, entre eles o Macaco e a elefante Trombinha, de quem se torna muito próximo e que lhe dão a conhecer a vida na Terra. Certo dia, Fneep encontra um dinossauro vindo do passado e decide ajudá-lo a regressar a casa através de um portal do tempo. As coisas complicam-se quando Trombinha se aproxima demasiado do portal e acaba por ser inadvertidamente teletransportada para a era dos dinossauros. Para a salvar, Fneep e Macaco terão de descobrir em que época e lugar ela se encontra, embarcando numa épica missão de resgate através do tempo.

Baseado na série infantil com o mesmo nome, esta animação é realizada por Sam Wilson e, na versão original, conta com as vozes de Michael Everson, Sandra Dickinson, Amy Kaye Accola, John Guerrasio, Ed Kear e Alice Lazarus.



Fackham Hall

Inglaterra, 1931. Os Davenport, uma das mais antigas famílias da aristocracia inglesa, vivem em Fackham Hall, a imponente mansão por onde passaram várias gerações. É ali que Eric Noone, pequeno criminoso e carteirista habilidoso, consegue emprego como criado. Não demora muito até o seu charme natural conquistar o coração de Rose, uma das filhas da família. Porém, quando David, o patriarca, é encontrado morto, Eric torna-se o principal suspeito, situação que se complica ainda mais com a chegada do inspector Watt, muito empenhado em desvendar o crime.
Produzido e co-escrito por Jimmy Carr e realizado por Jim O’Hanlon, este filme assume-se como uma paródia à série “Downton Abbey” (e respectivas adaptações ao cinema). No elenco encontram-se Damian Lewis, Ben Radcliffe,  Thomasin McKenzie, Emma Laird, Katherine Waterston, Lizzie Hopley e Tom Felton.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Hearts and Souls, o segundo disco de Santa Clara Blues



O ser humano, esse que vagueia por esta terra, sem consciência do que vem e do que virá.
O ser humano, composto de coração e alma, por vezes desgastados e vazios, outras com sede de descobrir e viver. O ser humano, aquele que faz parte de uma sociedade que se vai afastando de uma essência pura.
A sociedade, indispensável para vivermos e crescermos, que tanto nos esmaga como nos eleva. 

É assim o segundo álbum de Santa Clara Blues. Hearts and Souls desenha de forma quente e emotiva, o percurso do ser humano na sociedade. Mantendo a linha Folk, Blues e Bluegrass, o disco, composto por 8 faixas, tal como o primeiro, acaricia-nos o peito em forma de abrigo e desperta-nos a alma para o mundo estranho onde temos de viver.

A distância física entre os músicos tornou-se um atraso para a concepção deste segundo álbum, ainda que com muitos temas alinhavados, faltava a proximidade e o tempo para os partilhar e limar. Finalmente em 2025 conseguiram ensaiar para fazer arranjos para as gravações. A entrada de Rui Pereira para a bateria e do Rui Guerra para as teclas, deu uma nova roupagem e cor ao disco. 

Captado entre o estúdio Amblin' Man Recording Studios, Suffolk no Reino Unido e  grande parte no estúdio Estrela de Alcântara. Tal como o primeiro álbum, Hearts and Souls contou com mistura e masterização do Miguel Lima no Estrela de Alcântara. Tem lançamento marcado para hoje, com o selo da Raging Planet e apresentação a 18 de Abril na ADAO, Barreiro, com convidados especiais.

A capa do álbum tem uma fotografia que retrata a inauguração da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, na Estrada Nacional 11. Tirada por Alberto Sousa Branco em 1967, esta imagem, que agora faz capa de Hearts and Souls, é uma homenagem à força e à união da comunidade onde alguns deles cresceram — uma comunidade que acreditava na liberdade, enraizada nos valores da Revolução de Abril.




Sobre a Banda

Santa Clara Blues é um projecto sobre amizade e partilha, começou com Fast Eddie Nelson na guitarra, lapsteel e back vocals; João Sérgio Reis (Ibéria) no baixo e back vocals; José Mendes (ZabbaZoom, Fast Eddie Nelson) na guitarra e mandolin; Miguel Ângelo Candeias (Ex-Mayday Miracle) na voz e guitarra e Miguel Lima (The Soaked Lamb) na percussão. A amizade remonta a 30 anos atrás mas a génese do projeto nasce num retiro bi-anual de amigos de adolescência, em Corte Brique, no Alentejo profundo. Esta génese é composta por conversas à mesa, vinho tinto, partilha, empatias, sessões de pesca na barragem de Santa Clara, pelo vale, pelo vinil do Déjà Vu dos CSNY a rodar aos finais de tarde, pelas jams, e, especialmente, pelo tempo lento do Alentejo. A essência destas experiências levaram José Mendes e Miguel Ângelo Candeias a começar a compor entre o Barreiro e Bramfield. Destas composições vieram depois  as jams com o Fast Eddie Nelson, o convite a João Sérgio Reis para o baixo e a Miguel Lima para gravar o projecto que, rapidamente, se tornou no percussionista e sonoplasta da banda.

Montes Altos foi o primeiro disco da banda com lançamento marcado para o dia 29 de Janeiro de 2022 com co-edição da Raging Planet.

Regressam agora, 4 anos depois com uma formação nova com José Mendes nas guitarras e mandolim, Miguel Ângelo Candeias na voz e guitarras, Fast Eddie Nelson na voz, guitarras e steel guitar, João Sérgio Reis na voz e baixo, Rui Pereira (Mosca) na voz e bateria e Rui Guerra (The Quartet of Woah!, Fast Eddie Nelson) na voz e teclas.

​​É Preciso Não Esquecer!



“Onde é que estavas no 25 de Abril, avô?”

A pergunta é o pretexto para uma viagem no tempo pelas agruras da Ditadura, passando pelas alegrias da Revolução até aos desafios de hoje. 



Durante uma visita a uma exposição sobre a “Revolução dos Cravos”, a conversa entre um avô que conheceu a Ditadura e uma neta que só conheceu a Liberdade, permite vislumbrar, através de várias analepses, a aspereza do regime ditatorial e a exultação dos acontecimentos que o derrubaram. 

Esta produção do Teatro Contra-Senso é uma homenagem aos homens e mulheres que não se conformaram, que ousaram lutar pela liberdade e pelas gerações futuras.

Envolvidos por um cenário que evoca algumas reminiscências de um passado não tão longínquo, e acompanhados por trechos de autores, como António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Ermelinda Duarte, Jorge de Sena, José Saramago, Miguel Torga e Sophia de Mello Breyner, oito actores sobem a palco para lembrar com honestidade, emoção, humor e uma profunda admiração que É Preciso Não Esquecer!



É Preciso Não Esquecer!
16 e 17 Abril, 21h 
18 Abril, 17h e 21h
Auditório Fernando Pessa
Rua Ferreira de Castro – Lisboa

Musical Rent em cena a partir de 21 de maio no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa



Considerado um dos maiores sucessos da Broadway, o musical Rent estará em cena, de 21 de maio a 28 de junho, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. Vencedor do Pulitzer Prize for Drama e do Tony de Melhor Musical, Rent é um dos mais premiados e aclamados musicais de sempre. 

Em cena na Broadway durante mais de doze anos, Rent revolucionou o Teatro Musical, com músicas que se tornaram êxitos mundiais como, por exemplo, "Seasons of Love" ou "Take me or Leave me". 

Rent acompanha um ano na vida de um grupo de amigos do East Village, em Nova Iorque, no auge dos boémios anos '90, que lutam por sobreviver, numa celebração de amor e de superação. 

A peça é uma adaptação moderna da ópera "La Bohème" de Puccini, destacando a importância de aproveitar o tempo com aqueles que se amam. O seu autor, Jonathan Larson, faleceu tragicamente antes da estreia, não tendo assistido ao maior sucesso da sua carreira.

A versão portuguesa desta produção imperdível conta com um elenco nacional de luxo e a colaboração inédita do encenador original, o multipremiado Michael Greif. Espectáculo cantado e interpretado integralmente em português.

O aguardado regresso de Filipa Martins à ficção



Oito anos depois de Na Memória dos Rouxinóis, Filipa Martins – que, entretanto, publicou a biografia de Natália Correia, O Dever de Deslumbrar (Contraponto, 2023) – regressa ao romance com um livro cujo título é inspirado em T.S. Eliot, No Meu Fim Está o Meu Começo. Um trabalho de maturidade de uma autora que tem vindo a conquistar prémios desde a sua estreia como escritora. O aguardado regresso à ficção chega às livrarias a 23 de abril, dia em que decorre a sessão de lançamento, agendada para as 18h30, no El Corte Inglés, Lisboa, com apresentação de Gonçalo M. Tavares e leituras de Inês Meneses.

No Meu Fim Está o Meu Começo é um romance sobre a perda de memória, a violência, a família e um país que ignora os que sofrem. Com uma escrita densa, irónica e profundamente corpórea, esta história de Isabel, enfermeira, interroga o que permanece quando o declínio cognitivo da sua mãe a obriga a revisitar a sua própria história.

A infância num bairro periférico, o trabalho precoce, a formação no hospital, o casamento falhado, a maternidade atravessada por tensões raciais e a figura ambígua de um pai ausente emergem como farrapos ainda vivos, nunca totalmente resolvidos. Cuidar torna-se um gesto ambivalente, simultaneamente técnico e afetivo, exercício de sobrevivência e exaustão. A memória materna que se desfaz convoca as estratégias de esquecimento que atravessaram gerações e um país, colocando em causa a ideia de progresso, de redenção e de linearidade do tempo. O fim deixa de significar apenas perda e passa a ser também um lugar de revelação, onde aquilo que parecia enterrado regressa com uma crueza cruel. 

Sobre a Autora

Filipa Martins nasceu em Lisboa, em 1983, e é uma premiada escritora, argumentista e realizadora. Autora de vários romances e da aclamada biografia de Natália Correia, O Dever de Deslumbrar (Contraponto, 2023), distinguida como um dos livros do ano, recebeu o Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu primeiro romance, Elogio do Passeio Público, e o Prémio Literário Manuel de Boaventura com Na Memória dos Rouxinóis (Quetzal, 2018). Paralelamente ao trabalho literário, desenvolve uma intensa atividade no audiovisual, tendo escrito para cinema e televisão. Foi finalista dos Prémio Sophia da Academia Portuguesa de Cinema, dos Prémios Autores da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e nomeada para o Prix Europa. É ainda autora de adaptações para o grande ecrã de obras de Agustina Bessa-Luís e de Juan Carlos Onetti, Prémio Cervantes. Estreou-se recentemente na realização com a curtametragem The Reminder, premiada internacionalmente, onde explora os temas da memória e do luto cíclico, afirmando-se como uma voz singular e madura no panorama artístico contemporâneo.