sexta-feira, 8 de maio de 2026

Estamos a perder histórias de vida e quase ninguém está a falar sobre isso



Rita Seara, fundadora do projeto Jardim das Memórias, redigiu um artigo de opinião que aborda de forma clara e acessível como, apesar de estarmos cada vez mais ligados e documentados, continuamos a perder aquilo que realmente nos define, as histórias, as conversas e as memórias vivas das pessoas que nos são próximas. 




Vivemos numa altura em que tudo parece estar registado. Tiramos fotografias todos os dias, gravamos vídeos, guardamos mensagens e acumulamos milhares de memórias no telemóvel, organizadas por datas, locais e momentos. À primeira vista, poderíamos achar que nunca estivemos tão próximos de preservar o que vivemos. E, no entanto, há algo essencial que está a desaparecer e quase ninguém está a falar sobre isso. 

As histórias de vida estão a perder-se. Não de forma repentina, mas de forma silenciosa, quase impercetível. Não desaparecem quando alguém parte. Desaparecem muito antes disso, nas conversas que vão sendo adiadas, nas perguntas que nunca chegam a ser feitas, nos momentos em que dizemos “um dia falo com mais calma”. O problema é que esse dia, muitas vezes, não chega. E quando percebemos isso, já não há forma de recuperar aquilo que ficou por dizer. 

Há uma ilusão que nos acompanha: a ideia de que temos tempo. Tempo para ouvir melhor, para perguntar, para dar atenção às histórias que parecem sempre disponíveis. Mas o tempo não funciona assim. O tempo passa, independentemente da nossa vontade, e leva consigo aquilo que nunca foi verdadeiramente guardado. 

Se olharmos para a forma como as famílias preservam memória, percebemos um padrão claro. Guardamos fotografias, álbuns antigos, caixas cheias de recordações, pastas no telemóvel com momentos importantes. Conseguimos rever aniversários, viagens, encontros. Mas há uma dimensão da memória que raramente é preservada. A forma como alguém fala, a pausa antes de responder, o brilho no olhar quando se lembra de algo importante, a maneira única como conta uma história que já repetiu tantas vezes. Esses detalhes, que parecem pequenos, são precisamente aquilo que mais nos liga às pessoas. E são também os primeiros a desaparecer. 

Estamos tão focados em guardar momentos que esquecemos de guardar histórias. E há uma diferença importante entre os dois. Os momentos mostram o que aconteceu. As histórias revelam o que aquilo significou. São as histórias que dão contexto, emoção e continuidade às nossas memórias. Sem elas, ficamos apenas com imagens, mas não com o verdadeiro sentido do que vivemos. 

Talvez este seja um tema desconfortável porque nos obriga a reconhecer algo simples: há coisas importantes que estamos constantemente a adiar. Não por falta de amor ou de interesse, mas porque vivemos num ritmo que valoriza o imediato e o urgente, deixando pouco espaço para aquilo que exige tempo e presença. E, nesse processo, vamos assumindo que haverá sempre uma oportunidade mais à frente. 

Mas há histórias que não voltam. E há perguntas que, quando não são feitas a tempo, ficam para sempre por fazer. É precisamente por isso que este tema é tão pouco falado. Porque implica parar, ouvir e dar importância a algo que não é urgente, mas que é profundamente essencial. 

Num mundo onde tudo parece estar guardado, talvez esteja na altura de refletir sobre aquilo que está a ficar por guardar. Porque as histórias de vida não desaparecem de repente. Desaparecem aos poucos, entre dias que passam demasiado rápido e conversas que ficam sempre para depois. 

E, na maioria das vezes, sem ninguém dar por isso. 

Rita Seara
Fundadora do Jardim das Memórias 

Azores Burning Summer revela cartaz para 2026



O Festival Azores Burning Summer regressa à Praia dos Moinhos, no Porto Formoso, nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, com um cartaz que reúne nomes como Lura, Paulo Flores, Capitão Fausto, Zé Ibarra, Tabanka Djaz e Throes + The Shine.

Com mais de uma década de percurso, o Azores Burning Summer mantém a sua identidade enquanto eco Festival, cruzando música, natureza e sustentabilidade, e promovendo o encontro entre diferentes culturas em pleno território açoriano.

A edição de 2026 volta a destacar a música da lusofonia e das diásporas africanas, reunindo nomes consagrados e projetos contemporâneos.

No dia 28 de agosto atuam Lura, uma das vozes mais emblemáticas da música cabo-verdiana contemporânea, reconhecida pela forma como tem levado a tradição crioula a públicos internacionais; Paulo Flores, figura maior da música angolana e autor incontornável na afirmação do semba e da canção de intervenção; e Tabanka Djaz, formação histórica da música guineense, símbolo da sua identidade cultural e da força das sonoridades da África lusófona.

No dia 29 de agosto, o Festival apresenta Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes da música portuguesa atual, com um percurso marcante na renovação do pop e do rock nacional; Zé Ibarra, uma das vozes mais interessantes da nova geração da música brasileira, onde tradição e experimentação se cruzam; e ainda Throes + The Shine, projeto luso-angolano de grande energia cénica, reconhecido pela fusão singular de kuduro, rock e eletrónica.

A diversidade musical continua a ser uma das marcas do festival, promovendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade, num ambiente que privilegia a proximidade entre artistas e público, em ligação direta com a paisagem natural da praia dos Moinhos no Porto Formoso.

Mais do que um evento musical, o Azores Burning Summer mantém o seu compromisso com práticas sustentáveis e com a valorização do território, através das iniciativas ambientais, culturais e comunitárias que integram a experiência do Festival.

“O Azores Burning Summer nasce da ligação profunda à Praia dos Moinhos, ao território e às pessoas que nele se cruzam — comunidade local, turistas e residentes estrangeiros. Entre natureza, música e consciência ecológica, o Festival é um momento e lugar de encontro, pertença e união nos Açores. A qualidade, o conforto, a segurança e a sustentabilidade estão no centro de toda a experiência que pretendemos proporcionar”, afirma Filipe Tavares, diretor do Festival.

O anúncio do cartaz marca o início da comunicação da edição de 2026, estando previstas novas divulgações nas próximas semanas, incluindo programação complementar e iniciativas paralelas.



Já se encontra disponível online a primeira fase de venda de bilhetes, com passes gerais a 30€ e bilhetes diários a 20€, até 30 de junho.

O Azores Burning Summer contribui para a descentralização cultural e dinamização turística na ilha de São Miguel, afirmando os Açores como destino relevante no circuito de festivais alternativos e não massificados.

O evento conta com o apoio institucional da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Governo dos Açores, Governo de Cabo Verde e Junta de Freguesia do Porto Formoso. Tem como patrocinadores principais a marca Terra Nostra, NOS Açores, KIA / Grupo Moniz de Sá, EDA e SATA. O festival tem o apoio à divulgação da PDL26 - Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura, estando integrado na sua programação complementar.

Tem espaço para si na sua agenda?



Depois do grande sucesso de Terapia para Levar, Ana Pérez, autora com mais de 300 mil leitores em todo o mundo e criadora da página de sabedoria emocional, Nacídramática, apresenta agora Tempo para Viver, um guia que nos incita a pegar nas rédeas do nosso tempo e aproveitá-lo de maneira consciente, saudável e sem pressões.

Com a prevalência crescente de casos de burnout, este é um tema que urge ser abordado: afinal de que serve trabalhar horas a fio, abdicando do descanso e do lazer, se não vamos ter saúde para usufruir do que conquistámos? Ana Pérez é perentória: «Se, a partir de agora, ouvires alguém a dizer que o tempo é dinheiro, não acredites cegamente: o tempo, por si só, não vale nada. O que importa é o que fazemos com ele.»

Mas como otimizar o nosso tempo sem fugir às responsabilidades? No livro, são-nos dadas 100 ferramentas práticas que respondem a este anseio, entre elas o poder dos micro-hábitos, a utilidade de fazer planos, a importância de estabelecer metas realistas e o trunfo de saber maximizar a concentração e evitar distrações. São ainda abordados temas como a procrastinação e o tempo excessivo de scroll no telemóvel, assim como a importância de encontrar momentos para fazer aquilo que realmente amamos e truques diários que podemos usar para os descortinar.

Segundo a autora, o livro «tem um último capítulo superbonito, que as pessoas adoram, e que te fará refletir sobre o tempo: como foi o teu passado, como é o teu presente e como queres que seja o teu futuro. É o desfecho perfeito para este livro».

Um guia essencial para quem sente que o tempo lhe escapa por entre os dedos, Tempo para Viver, já chegou à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de André C. Fernandes.

Sobre a Autora

Ana Pérez é apaixonada por Psicologia e design gráfico. Com @nacidramatica, partilha, nas redes sociais, pequenas pérolas de sabedoria emocional com milhares de seguidores. É autora do bestseller internacional Terapia para Levar. 

15 países, 27 mil quilómetros, 8 meses: «África Acima» está de volta às livrarias



África Acima, de Gonçalo Cadilhe, regressa às livrarias numa edição revista e aumentada, com chancela da Contraponto, reafirmando-se como uma obra incontornável da literatura de viagem em língua portuguesa. Resultado de uma travessia de oito meses por quinze países africanos e mais de 27 mil quilómetros, este livro é o relato de uma África vivida por dentro, ao ritmo das suas gentes, das suas estradas e do seu quotidiano.

Quando partiu para esta viagem, Cadilhe sabia apenas que o ponto de partida seria a África do Sul e o de chegada Portugal. O transporte aéreo foi deliberadamente excluído, optando por atravessar o continente por terra, recorrendo a autocarros antigos, comboios ainda em funcionamento, transportes públicos locais e boleias. Uma escolha que molda toda a narrativa e que traduz a sua convicção de que «voar sobre África não é viajar por África».

Ao longo do percurso, o autor — hoje amplamente reconhecido como o maior escritor-viajante português dos tempos modernos — redescobre um continente misterioso e mágico. África Acima constrói-se a partir das dificuldades e imprevistos da viagem, mas sobretudo da relação com as pessoas que encontra pelo caminho: a hospitalidade, a solidariedade, a alegria e a amizade das populações africanas, que o autor identifica como a maior lição da sua travessia.

A reedição surge num momento em que África volta a ocupar um lugar central no imaginário dos viajantes, acompanhando o crescimento significativo do turismo no continente e o renovado interesse por experiências de viagem autênticas e transformadoras.

Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, o livro destaca-se pela forma como alia o prazer da leitura ao conhecimento de um continente complexo, diverso e profundamente humano.

Mais do que um relato de viagem, África Acima é um testemunho sobre a condição humana e sobre a capacidade de encontro entre culturas. Uma obra que regressa agora às livrarias para ser redescoberta por novos leitores e revisitada por quem já fez, através destas páginas, parte do caminho.

Sobre o Autor

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz, em 1968, onde continua a residir com a mulher e o filho. É escritor, documentarista, fotógrafo e autor de viagens de grupo.  Iniciou a atividade profissional em 1992, o mesmo ano em que se licenciou em Gestão de Empresas pela Universidade Católica do Porto.  Tem quinze livros publicados. Viagens, biografias históricas, surf e encontros de vida são os seus temas de eleição. Entre os vários títulos, destacam-se Planisfério Pessoal, já reeditado pela Contraponto, Nos Passos de Magalhães, África Acima, Nos Passos de Santo António e Passagem para o Horizonte.  
É autor de vários documentários de viagem para a RTP. 

Anabela Mota Ribeiro regressa à ficção com «Na Casa da Minha Mãe»



Três anos depois da estreia na ficção com O Quarto do Bebé, elogiado pela crítica e pelos leitores em Portugal e no Brasil, Anabela Mota Ribeiro regressa com Na Casa da Minha Mãe. Este romance incandescente, «irmão» do primeiro, confirma a autora como um fenómeno singular na ficção portuguesa. Fica disponível nas livrarias portuguesas a 21 de maio. Dois dias antes, a 19 de maio, decorre uma sessão de lançamento, agendada para as 18h30, na Biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa. O evento conta com apresentação de Hélio de Seixas Guimarães e José Lobo Antunes.

A escrita crua e visceral de Anabela Mota Ribeiro em O Quarto do Bebé ascende, neste segundo romance, a um novo patamar de firmeza e eficácia: é feroz, essencial, verdadeira. Na Casa da Minha Mãe explora temas em continuidade, embora sob pontos de vista diferentes, e aborda novos tópicos, como a luta de classes.

N’O Quarto do Bebé, depois da morte de um conhecido psicanalista, a filha, única herdeira, encontrou entre os papéis deixados pelo pai o diário de uma paciente, Ester do Rio Arco. O que começa como uma leitura movida pela curiosidade rapidamente se transforma em obsessão. No romance Na Casa da Minha Mãe, ao desmanchar a casa do pai, Conceição encontra novos cadernos da paciente, escritora e estudiosa da obra de Machado de Assis, assim como Anabela Mota Ribeiro.

Esta história íntima interpela o dito e o não-dito, a origem e a pertença, o corpo e a classe social, o luto e a luta. É uma viagem ao seu começo e ao seu fim (o presépio, o cemitério), que identifica uma genealogia e revela a condição de deslibido, isto é, sem amor pela vida e sem desejo sexual. Percorre e narra os labirintos da memória, num movimento ora dispersivo, ora agregador no regresso à ideia de casa, que é o corpo, que é o mundo.
 
Sobre a Autora

Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes. Vive e trabalha em Lisboa. Fez a licenciatura e o mestrado em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. No doutoramento prossegue o estudo do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi visiting research fellow da Brown University em 2019. Publicou, entre outros, os livros Paula Rego por Paula Rego (2016), A Flor Amarela - Ímpeto e Melancolia em Machado de Assis (2017) ou Por Saramago (2018). Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas e trabalhou em rádio. É autora e apresentadora de programas de televisão, sendo o mais recente Os Filhos da Madrugada na RTP3 (de 2021 a 2025). Foi co-curadora do Folio (2015 e 2016, Óbidos), e assinou, com José Eduardo Agualusa, a programação da Feira do Livro do Porto (2017, 2018 e 2020). Integrou a equipa curatorial do FeLiCidade, Festival da Língua e da Liberdade, no CCB (2024). Concebeu e modera o ciclo de cinema e conversas «Um Filme Falado» na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, em Serralves, desde 2022. 
O Quarto do Bebé (Quetzal, 2023) foi o seu primeiro romance. 

É possível aprender com aquilo que nos magoou e seguir em frente?



Há alturas em que tudo pesa: a culpa, as relações, a sensação de não sermos suficientes. Em Sobreviver a Dias Imperfeitos, livro publicado pela Contraponto, a psicóloga Mariana Caldeira e a atriz Mafalda Rodrigues mostram como é possível compreender as feridas do passado e encontrar novas formas de seguir em frente.

O livro nasce de uma relação real de consulta. Mariana é a psicóloga, Mafalda, a paciente que durante anos carregou traumas, dúvidas e inseguranças que influenciavam a forma como se via a si própria e aos outros. A partir desse encontro surge um diálogo a duas vozes que recria o espaço seguro de um consultório e abre caminho a reflexões profundas sobre as experiências que moldam quem somos.

Ao longo destas páginas, são abordados temas como os ecos da infância, a imperfeição das relações familiares, o burnout parental, a síndrome do impostor, o peso da culpa e a dificuldade em impor limites. Ao mesmo tempo, os leitores vão encontrar ferramentas práticas e perspetivas que ajudam a compreender emoções, estabelecer fronteiras saudáveis e construir relações mais equilibradas.

A originalidade da obra reside precisamente nesta dupla perspetiva: o testemunho vulnerável de quem partilha as suas fragilidades e o olhar clínico de quem ajuda a interpretá-las. Mariana Caldeira baseia-se sempre em conhecimento científico e na sua prática clínica, oferecendo ao leitor estratégias concretas para lidar com frustrações, gerir emoções e libertar-se de dinâmicas familiares tóxicas.

Sobreviver a Dias Imperfeitos é, acima de tudo, um convite a olhar para dentro, compreender o que nos moldou e perceber que, mesmo quando a vida não é perfeita, é sempre possível recomeçar.

Sobre as Autoras

Mafalda Rodrigues (1990) frequentou o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e integrou a companhia de teatro TIN.BRA. Aos 19 anos mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Empresarial na Escola Superior de Comunicação Social. Apesar do percurso académico, o teatro foi sempre a sua grande paixão, o que a levou a frequentar o curso profissional de representação na ACT Escola de Atores. Desde então, trabalha como atriz em diferentes projetos artísticos. Tem 36 anos, é mãe de dois filhos e é coautora do podcast «(im)perfeita mente». 

Mariana Caldeira (1989) é psicóloga clínica desde 2012. Ao longo do seu percurso, integrou diversas formações e experiências profissionais nas áreas clínica e social, aprofundando o seu trabalho no impacto das experiências precoces, dos vínculos e das dinâmicas familiares na vida adulta. Em 2021 fundou a Clínica Profundamente, onde, em conjunto com uma equipa de psicólogos e psiquiatras, acompanha histórias de vida de quem procura compreender e cuidar das suas feridas emocionais. É autora do livro Tudo o que se passa aqui dentro, publicado pela Contraponto, em março de 2024. É coautora e voz do podcast «(im)perfeita mente». 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A nova viagem de Gonçalo Cadilhe vai «Mais Além»



Cinco anos depois do seu último original, Gonçalo Cadilhe regressa à escrita com Mais Além – Uma história sentimental da viagem e dos viajantes, uma obra que leva os leitores aos lugares mais significativos da história da humanidade, reunindo os momentos, personagens e itinerários que contam as histórias do Homem enquanto viajante.

Neste livro, territórios passados e presentes transformam-se em pontos de encontro entre duas narrativas: a dos grandes movimentos, rotas e viajantes que moldaram a História e a do próprio autor, que os revisita a partir da sua descoberta dos cinco continentes ao longo dos últimos trinta anos.

Reconhecido como o maior escritor-viajante português dos tempos modernos, Gonçalo Cadilhe propõe neste itinerário literário uma abordagem original dentro do género, afasta-se do relato clássico de viagem para construir uma reflexão mais ampla sobre o ato de viajar. Em Mais Além, cada destino é também um ponto de partida para quem lê.

Escrito num tom literário, o livro percorre diferentes geografias e épocas, sem perder o rigor dos lugares nem a dimensão humana que caracteriza a escrita do autor. O resultado é uma narrativa que convida tanto os viajantes experientes como os leitores curiosos a pensar a viagem como uma experiência universal, transversal a culturas e gerações.

Mais do que um novo livro, Mais Além assinala um regresso aguardado pelos leitores que se habituaram a «acompanhar» o autor ao longo dos anos e que reencontram aqui uma das vozes mais marcantes da literatura de viagens em Portugal.

Mais Além – Uma história sentimental da viagem e dos viajantes que chega hoje às livrarias.

Sobre o Autor

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz, em 1968, onde continua a residir com a mulher e o filho. É escritor, documentarista, fotógrafo e autor de viagens de grupo. Iniciou a atividade profissional em 1992, o mesmo ano em que se licenciou em Gestão de Empresas pela Universidade Católica do Porto.

Tem quinze livros publicados. Viagens, biografias históricas, surf e encontros de vida são os seus temas de eleição. Entre os vários títulos, destacam-se Planisfério Pessoal e África Acima já reeditados pela Contraponto, Nos Passos de Magalhães e Nos Passos de Santo António e Passagem para o Horizonte. 
É autor de vários documentários de viagem para a RTP. 

O novo Mercedes-Benz Classe C 400 4MATIC elétrico já está disponível para encomenda



O novo Mercedes-Benz Classe C 400 4MATIC elétrico (consumo de combustível em ciclo combinado: 18,5-14,1 kWh/100 km emissões de CO₂ em ciclo combinado: 0 g/km | classe de emissões de CO₂: A),  já está disponível para encomenda nos concessionários ou online. O preço de venda do modelo começa a partir de 70.600€. Com 489 cv de potência, a versão topo de gama desportiva, acelera dos zero aos 100 km/h em 4,1 segundos e tem uma autonomia de até 743 quilómetros. Graças à tecnologia de 800 V, é possível recuperar até 320 quilómetros de autonomia (WLTP) em apenas 10 minutos. O Classe C elétrico percorre bem mais de 1000 quilómetros com apenas uma breve paragem para carregamento.

O C 400 4MATIC elétrico dispõe de uma nova bateria de iões de lítio com uma capacidade útil de 94,5 kWh. O carregamento rápido em corrente contínua é possível em postos de carregamento de 800 V com uma potência de carregamento de até 330 kW. Com um conversor DC de série, a limousine pode também utilizar postos de carregamento rápido de 400 V. Outros modelos com tração traseira e integral, bem como diferentes variantes de bateria, serão lançados no próximo ano. Entre estes encontra-se um modelo com tração traseira com uma autonomia prevista de aproximadamente 800 quilómetros – um valor de referência no segmento das limousines elétricas de segmento médio.



O novo Classe C totalmente elétrico é agora mais inteligente do que nunca, oferecendo aos condutores um elevado nível de conforto e conveniência. O MB.OS gere todos os domínios do veículo e liga-os num ecossistema inteligente – desde a informação, entretenimento e conforto, passando pelo desempenho de condução e carregamento, até à condução automatizada. Este supercomputador baseado em IA constitui a base da nova geração do MBUX e dos avançados sistemas de assistência à condução e estacionamento MB.DRIVE. Ligado à Mercedes-Benz Intelligent Cloud, o MB.OS permite atualizações regulares over-the-air de todo o software do veículo. Isto mantém o novo Classe C totalmente elétrico atualizado e atrativo durante muitos anos. Novas funções podem ser adicionadas de forma rápida e conveniente – sem necessidade de visitar uma oficina.

Com o seu design, o primeiro Classe C elétrico limousine afirma-se como uma expressão emocional autónoma em qualquer perspetiva. As proporções desportivas distintivas tornam-na inconfundível. Uma secção dianteira baixa e plana, em conjunto com uma linha de tejadilho alongada e uma traseira fluida e arredondada, criam uma silhueta de coupé. As projeções das secções dianteira e traseira são curtas. Em conjunto com superfícies amplas e fluidas, linhas características precisas e guarda-lamas salientes, modelados como músculos poderosos, o design transmite fortes emoções e promete um prazer de condução apaixonante.



Vasta seleção de opções de personalização
A oferta de equipamentos opcionais permite um elevado grau de personalização, garantindo que cada cliente encontra a configuração que melhor responde às suas preferências e necessidades.

Residência Artística ±MaisMenos± no The Studio, Underdogs



Teve início na passada terça-feira, dia 5, a residência com o artista plástico Miguel Januário [±MaisMenos±], na galeria Underdogs, em Marvila, no âmbito do projeto “The Studio”.  

±MaisMenos± é o projeto artístico de Miguel Januário, designer e artista visual português cuja prática se centra na intervenção cívica, política e social, na interseção entre arte, design e espaço público. Desenvolvido ao longo de mais de duas décadas, o projeto tornou-se uma referência na arte urbana contemporânea, utilizando a linguagem como ferramenta central para questionar sistemas de poder, ideologia e comportamento coletivo. Trabalhando em múltiplos suportes – incluindo instalação, pintura, vídeo e performance – o seu trabalho tem sido apresentado em exposições, instituições e intervenções no espaço público em Portugal e internacionalmente. Mantém uma colaboração ativa com diversas instituições culturais e cívicas.

A exposição estará patente até amanhã, dia 8 de Maio.



Cata Vassalo junta-se a Pedaços de Cacau



A chocolataria artesanal Pedaços de Cacau e a joalheira Cata Vassalo juntaram-se numa colaboração exclusiva. A edição especial que junta chocolate e ouro foi lançada no passado dia 2 de maio.

Há colaborações que nascem de uma afinidade natural. A união entre a Pedaços de Cacau, chocolataria artesanal premium, e a joalheira Cata Vassalo é uma delas, juntando dois universos que partilham o gosto pelo detalhe, pela autenticidade e pela valorização das matérias-primas. O resultado é uma edição limitada exclusiva.

Mais do que um presente, esta caixa especial foi pensada como uma experiência sensorial para surpreender e emocionar. No interior, encontram‑se duas variedades de napolitanas de chocolate negro, criadas para refletir a identidade de ambas as marcas. O primeiro sabor, criado em exclusivo para a Cata Vassalo, combina chocolate negro com caramelo intenso. A cobertura, trabalhada minuciosamente, recria visualmente pepitas de ouro, elemento icónico da joalheira, estabelecendo uma ligação subtil entre o mundo do chocolate e o da joalharia.



O segundo sabor apresenta uma vertente mais delicada e floral, com chocolate negro enriquecido com flores comestíveis, resultando numa combinação elegante, aromática e sofisticada.

“Esta colaboração com a Cata Vassalo nasce de valores comuns: o respeito pelo detalhe, pela criação artesanal e pela forma como um objeto pode contar uma história. Queríamos criar algo que fosse mais do que chocolate: uma experiência com significado, capaz de transformar um gesto simples numa memória especial”, diz Raquel Lima, CEO da Pedaços de Cacau.

A apresentação da caixa, de design contemporâneo e elegante, reforça o carácter exclusivo desta criação. Cada elemento foi pensado ao pormenor para oferecer uma experiência completa, refletindo o compromisso com a qualidade, a criatividade e a estética, que definem ambas as marcas.

Esta edição especial pode ser adquirida na loja física Cata Vassalo, no Amoreiras Shopping Center, na chocolataria Pedaços de Cacau, em Vila Nova de Gaia, e na loja online da Pedaços de Cacau, tendo um PVP de 34 €. Por se tratar de uma edição limitada, esta caixa especial estará disponível apenas até ao fim de stock.