terça-feira, 18 de agosto de 2026

As grandes fraturas do debate público europeu em discussão



O Goethe-Institut Portugal e o Gerador apresentam, no âmbito do projeto POST/ZEITGEIST, duas conversas em formato de entrevista participativa que convidam o público a participar na reflexão sobre dois temas prementes das democracias contemporâneas europeias: a liberdade de expressão, a 10 de setembro, com a escritora Eva Menasse e o antissemitismo na Alemanha, a 24 de novembro, com o historiador Meron Mendel. As sessões decorrem no Goethe-Institut, em Lisboa, em inglês e a entrada é livre mediante inscrição. 

A primeira conversa tem lugar a 10 de setembro, às 19h00, com a escritora austríaca multipremiada, residente em Berlim há mais de 25 anos, Eva Menasse. Sob o título Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje, a autora conversa com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, sobre as transformações do espaço público, a crescente polarização do debate, os limites da liberdade de expressão e a importância de preservar uma cultura democrática capaz de acolher a divergência. A sessão parte das reflexões desenvolvidas no ensaio Tudo e Nada Dizer - O Estado do Debate na Modernidade Digital, em que Eva Menasse analisa os desafios colocados pela comunicação digital e pelas novas formas de censura social. 

A 24 de novembro, também às 19h00, o ciclo prossegue com Debatemos de forma diferente? Meron Mendel sobre o antissemitismo na Alemanha. Diretor da Anne Frank Bildungsstätte, em Frankfurt, investigador e uma das principais referências europeias nas áreas da educação para a democracia e do combate ao antissemitismo, Meron Mendel trabalha não só estes temas como também o diálogo entre religiões, que se reflete nomeadamente na coluna mensal "Muslimisch-jüdisches Abendbrot" (Ceia Judaico-Muçulmana) que publica com a sua esposa, Saba-Nur Cheema, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ). Meron Mendel propõe uma reflexão sobre a evolução deste fenómeno na sociedade alemã e sobre as dificuldades que o tema coloca ao debate público. A conversa aborda igualmente o papel da educação, da memória histórica e do diálogo na construção de sociedades mais informadas e resistentes ao extremismo. 

Integrado no projeto POST/ZEITGEIST, desenvolvido pelo Goethe-Institut Portugal em parceria com o Gerador e com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, este ciclo de conversas reúne pensadores, escritores, investigadores e especialistas internacionais para promover uma reflexão crítica sobre os grandes desafios europeus presente. 

Casino Estoril estreia o musical pop “O Feiticeiro de Oz”



O Auditório do Casino Estoril estreia, no dia 10 de outubro, pelas 15 horas, o musical pop “O Feiticeiro de Oz”. A Artfeist apresenta, numa versão contemporânea, um espectáculo de Valter Mira onde a magia acontece quando decidimos acreditar.

Quando uma misteriosa tempestade leva Dorothy para o deslumbrante mundo de Oz, começa uma aventura inesquecível cheia de magia, cor e música. Guiada pela bondosa Glinda e perseguida pela temível Bruxa Má do Oeste, Dorothy percebe que regressar a casa pode ser mais difícil do que imaginava.

Ao longo da brilhante Estrada Amarela, junta-se a um Espantalho que procura inteligência, a um Robô de Lata que deseja um coração e a um Leão que sonha encontrar coragem. Juntos, partem rumo à Cidade Esmeralda para encontrar o misterioso Feiticeiro de Oz, numa viagem onde surgem desafios, amizades improváveis e descobertas surpreendentes.

Inspirado no clássico intemporal, este musical pop reinventa a história que todos conhecem numa versão mágica e contemporânea, celebrando a amizade, a coragem e a importância de acreditarmos em nós próprios…  porque, no fim, não há nada como a nossa casa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A intemporalidade de Jane Austen



Publicado postumamente no final de 1817, Persuasão é o romance mais coeso, mais íntimo e mais pessoal de Jane Austen. Uma obra-prima da plena maturidade literária da autora, Persuasão chega agora ao catálogo da Bertrand Editora.

Nesta edição, à semelhança de Orgulho e Preconceito, que a Bertrand Editora publicou em março, a capa reproduz uma obra de arte de John Singer Sargent. Para este livro foi escolhida a obra Nonchaloir, óleo sobre tela original de 1911. Além destes dois clássicos de Jane Austen, a Bertrand Editora publicou Um Quarto só para Si, de Virginia Woolf, e Morte em Veneza, de Thomas Mann.

Em Persuasão, Jane Austen retrata a história de dois corações que triunfam sobre o tempo e o preconceito. Aos dezanove anos, Anne Elliot deixouse persuadir a romper o noivado com o homem que amava, Frederick Wentworth, um jovem oficial da Marinha ambicioso, mas de parcos recursos. Volvidos oito anos, as dificuldades financeiras da nobre família Elliot tornam inevitável um reencontro inesperado do antigo casal. Wentworth é agora um capitão da Marinha britânica, homem rico e honrado por mérito próprio. Anne continua a amá-lo profundamente. Ele ainda a ressente, mas também o seu coração permaneceu fiel. Frente a um passado que nenhum dos dois conseguiu esquecer, poderá o amor verdadeiro conceder-lhes uma segunda oportunidade? É esta a questão que sobrevoa todo o romance, obra com um toque melancólico e que prova, de forma convincente, que nunca é tarde para sermos fiéis a nós próprios.

As obras de Jane Austen, uma das autoras mais amadas da história da literatura, são frequentemente adaptadas para o pequeno e grande ecrã. Persuasão foi adaptado pela Netflix, em 2022, num filme protagonizado por Dakota Johnson. A mesma plataforma de streaming estreia ainda este ano uma nova adaptação de Orgulho e Preconceito, em formato de série, com Emma Corrin e Jack Lowden nos papéis principais. Antes desta versão, o romance já tinha dado origem a uma série, protagonizada por Colin Firth e Jennifer Ehle, e a um célebre filme, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen.

Persuasão, de Jane Austen, já chegou às livrarias nacionais, com uma nova e excelente tradução de Maria de Fátima Carmo. Na capa, Nonchaloir, de John Singer Sargent.

Sobre a Autora

Jane Austen nasceu a 16 de dezembro de 1775, em Steventon, no Hampshire inglês, e morreu a 18 de julho de 1817, em Winchester, no mesmo condado. Publicou quatro romances durante a sua vida: Sensibilidade e Bom Senso (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Nestas obras, tal como em Persuasão e A Abadia de Northanger (publicadas postumamente em 1817), retratou como ninguém a vida da classe média inglesa no final do século XVIII e início do século XIX. As suas obras definiram o romance de costumes da época e estabeleceram preceitos literários que perduram fulgurosamente até hoje, tornando-se clássicos absolutos que, mais de dois séculos após a sua morte, se renovam a cada leitura. 

Nelson Freitas estreia-se em concerto no Casino Estoril



Referência da música lusófona, Nelson Freitas apresenta-se, no próximo dia 11 de setembro, pelas 22 horas, no Casino Estoril. Acompanhado pela sua banda, o experiente cantor, compositor e produtor musical sobe ao palco do Salão Preto e Prata para conduzir o público pelos principais êxitos da sua carreira. 

O Casino Estoril acolhe um concerto inédito que irá proporcionar, certamente, uma noite especial com muitos momentos de cumplicidade entre o artista e todos os fãs de boa música e de actuações ao vivo de excelência.

Nelson Freitas ocupa um espaço próprio no panorama da música lusófona, sendo reconhecido pelos numerosos êxitos de um repertório que une registos de r&b, hip-hop, afro-pop, zouk e kizomba.

O artista promete um espectáculo repleto de energia, emoção e grandes sucessos, onde não faltarão momentos para cantar, dançar e celebrar no Salão Preto e Prata do Casino Estoril.

Recuperar energia é hoje tão importante como produzi-la



Durante anos, a eficiência energética na indústria foi tratada como uma equação relativamente direta: reduzir consumos, otimizar equipamentos e, sempre que possível, substituir fontes energéticas por alternativas mais económicas ou sustentáveis. No entanto, há uma dimensão que esteve, durante demasiado tempo, subvalorizada. A energia que já foi produzida, mas não foi aproveitada. 

Falamos da energia térmica residual
Em muitos processos industriais, uma parte significativa da energia utilizada não se traduz diretamente em produção útil. Dissipa-se sob a forma de calor, em gases de escape, superfícies quentes ou fluxos intermédios, e acaba muitas vezes perdida para o ambiente. Este desperdício, muitas vezes invisível, representou durante décadas uma oportunidade ignorada. 

Hoje, esse cenário está a mudar
A crescente pressão sobre os custos energéticos, aliada às metas de descarbonização e à necessidade de maior competitividade industrial, tem vindo a colocar a recuperação de energia térmica no centro da estratégia de muitas empresas. Já não se trata apenas de consumir menos. Trata-se de aproveitar melhor aquilo que já se consome. 

A lógica é simples. Recuperar calor onde antes havia perda e reintegrá-lo no processo produtivo. Na prática, isto pode significar pré-aquecer fluidos, produzir vapor, alimentar outros equipamentos ou até gerar energia adicional. O impacto traduz-se em ganhos reais de eficiência, redução de custos operacionais e menor dependência energética. 

Mais do que uma solução tecnológica, a recuperação de energia térmica é uma mudança de abordagem 
Implica olhar para os sistemas industriais como um todo, identificar pontos de perda e redesenhar fluxos energéticos. É aqui que muitas vezes reside o verdadeiro desafio. Não está na tecnologia em si, mas na capacidade de integrar soluções de forma inteligente, adaptadas a cada realidade industrial. 

Por outro lado, importa sublinhar que este tipo de soluções não está reservado a grandes projetos ou investimentos disruptivos. Em muitos casos, intervenções faseadas e bem direcionadas permitem ganhos progressivos, com retornos claros e mensuráveis. A eficiência deixa de ser um conceito abstrato para passar a ser uma variável de gestão concreta. 

Num contexto em que a transição energética é cada vez mais uma exigência, ignorar a energia térmica residual deixou de ser uma opção. 

A indústria tem hoje ao seu alcance ferramentas e conhecimento para transformar perdas em valor. E essa transformação não é apenas técnica. É estratégica. 

Porque, no final, eficiência energética não é apenas gastar menos. 
É, cada vez mais, saber aproveitar melhor. 

Artigo de opinião de Miguel Marques 

Restaurante Estoril Mandarim lança novo menu inspirado na autenticidade da gastronomia chinesa



Referência da gastronomia chinesa em Portugal, o restaurante Estoril Mandarim, situado no edifício do Casino Estoril, acaba de lançar um novo menu que reflete a visão e a identidade do Chef Ku Yan Onn, inspiradas na preservação da autenticidade da cozinha cantonense da região de Guangdong.



O novo menu do Estoril Mandarim assenta nos melhores ingredientes que conferem a autenticidade das suas sugestões gastronómicas, conciliando os clássicos obrigatórios com uma série de pratos inéditos. Distingue-se, não apenas, ao nível do paladar, mas também na criatividade, apresentação e detalhe de cada prato.

Os tradicionais Dim Sum ou comida vaporizada, o Pato à Pequim e o Abalone-supremo com molho de ostra continuam a ser sugestões obrigatórias, mas apresentam algumas novidades. 

É de salientar que o menu Dim Sum completo é servido, exclusivamente, ao almoço, estando disponível, também, uma seleção de seis Dim Sum ao jantar. Por sua vez, o Pato à Pequim continua a ser uma experiência ímpar, agora servido com mais opções, ou seja, os clientes podem escolher um segundo momento (pato picado salteado em folhas de alface ou sopa de pato) e um terceiro momento (pato salteado com ananás e gengibre, ou pato salteado com molho de feijão preto e pimenta). 

Mas, entre as principais novidades, destacam-se, ainda, os pratos de abalone, assim como as preparações com trufa negra em várias secções da carta e os pratos típicos com receitas melhoradas. 

É de realçar, também, que os ícones de alergénios e restrições alimentares estão, agora, disponíveis em todo o novo menu (picante, porco, marisco, vegetariano, ovo, nozes, cogumelo, laticínios).

Com alguns produtos importados da origem, os pratos são confecionados segundo a milenar cozinha chinesa. Note-se que, é proveniente da China uma boa parte das matérias-primas como, por exemplo, as especiarias.



Nas confortáveis e amplas salas do Estoril Mandarim, predomina o bom gosto, inspirado na cultura tradicional chinesa. As suas linhas decorativas, distinguem-se pelos tons vermelhos e castanhos que combinam com os dourados e o preto. 

O Estoril Mandarim dispõe de 150 lugares na sala principal, onde a iluminação mais suave evidencia os seus tons decorativos. Com três salas privativas, respetivamente, com 8, 14 e 42 lugares, o Estoril Mandarim oferece um ambiente propício para receber diferentes eventos.  

Com uma ementa muito variada, o Estoril Mandarim é considerado um dos melhores restaurantes do país, distinguindo-se, também, por conciliar a qualidade do serviço com preços muito competitivos. 

O Estoril Mandarim alarga a oferta de lugares, abrindo a sua acolhedora esplanada durante todo o ano. Enquadrado com os jardins do Casino Estoril, em frente à fonte cibernética, este espaço ao ar livre é uma opção muito apreciada pelos seus clientes.

O restaurante Estoril Mandarim está aberto de quarta-feira a domingo, com serviço de almoços, das 12h00 às 15h00, e de jantares das 19h00 às 23h00. Encerra às segundas e às terças-feiras.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Uma grande história de Pepe Carvalho



Depois de Assassinato no Comité Central, Os Mares do Sul e A Solidão do Manager a Quetzal continua a publicar os míticos policiais de Manuel Vázquez Montalbán lançando agora Os Pássaros de Banguecoque, o mais complexo romance da série Carvalho com tradução de Daniel Gonçalves.

Desta vez, Pepe Carvalho (o detetive catalão de origem galega, antigo militante comunista, ex-agente da CIA, ex-professor de Filosofia e excêntrico gastrónomo) viaja para Banguecoque a fim de saber o paradeiro de uma velha amiga. Três histórias unem-se para formar um surpreendente todo em que cada peça se encaixa na perfeição. As duas primeiras decorrem em Barcelona; a terceira, na Tailândia. Os Pássaros de Banguecoque descreve o modo como Carvalho liga os três crimes:  um roubo familiar, uma mulher assassinada com uma garrafa de champanhe e uma amiga desaparecida na Tailândia. O desejo de escapar da monotonia e da melancolia que ameaçam dominá-lo em Barcelona leva-o a uma das suas mais surpreendentes investigações, onde não faltam a ironia, o cinismo e o talento. Ou, talvez, descobrir o nome dos pássaros de Banguecoque.

Sobre o Autor

Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003) nasceu em Barcelona, estudou Filosofia e é uma das figuras mais importantes das letras de Espanha. Escreveu romances, literatura policial, poesia, ensaio, crónica, sobre gastronomia – e foi jornalista. Obteve numerosos prémios literários e muitos dos seus livros estão adaptados ao cinema e à televisão. Entre os seus romances estão títulos como Os Mares do Sul, O Prémio, Autobiografia do General Franco, Assassinato no Comité Central, As Termas ou Os Pássaros de Banguecoque. 

16ª edição do Rock ‘n’ Law realiza-se a 1 de outubro



A 16.ª edição do Rock ‘n’ Law já tem nova data: o evento solidário realiza-se no dia 1 de outubro, às 18h00, no Lust in Rio, em Lisboa, depois de ter sido adiado em junho devido às condições meteorológicas previstas para a data inicialmente anunciada.

A iniciativa regressa num novo formato sunset, reunindo 11 bandas constituídas por advogados e ainda um DJ, num encontro que junta sociedades de advogados, empresas e sociedade civil em torno da música e de uma causa comum.

Mantém-se inalterado o compromisso solidário desta edição: angariar o maior donativo possível para apoiar a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, através do projeto “Recuperar a nossa casa (Quartel)”, na sequência dos danos sofridos nas suas instalações e viaturas durante a tempestade Kristin.

“É com enorme entusiasmo que confirmamos a nova data do Rock ‘n’ Law. No dia 1 de outubro, queremos voltar a reunir toda a comunidade em torno da música e, sobretudo, da solidariedade. O nosso compromisso com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria mantém-se inalterado e contamos com todos para tornar esta edição memorável”, afirma João Louro e Costa, advogado responsável pela organização do Rock ‘n’ Law.

Sobre a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 1948, contando atualmente com mais de 75 anos de atividade. Presta serviços de socorro e assistência em situações de emergência, incluindo incêndios, acidentes e catástrofes naturais, no âmbito da Saúde e Proteção Civil, desenvolvendo também ações de prevenção e sensibilização da comunidade. Dispõe de 29 colaboradores remunerados e 65 voluntários e, no decorrer da tempestade Kristin sofreu danos nas instalações e viaturas, condicionando a capacidade operacional.

Sobre o Rock ‘n’ Law
O Rock ‘n’ Law é uma iniciativa solidária que, ao longo das últimas 15 edições, já angariou mais de 986 mil euros e apoiou 23 projetos de solidariedade social, através de um evento anual de música e solidariedade promovido por sociedades de advogados e que move a sociedade civil e as empresas.

Quatro irmãs perdidas e uma épica viagem de regresso a casa



Quatro pedras, quatro anéis, quatro irmãs espalhadas pelo mundo. As Quatro Irmãs, de Eleanor Buchanan, é uma apaixonante história de família, mistério e amor eterno, que combina segredos, a influência mística do passado no presente e um amor maior do que tudo. Bestseller internacional que está traduzido para mais de 20 idiomas.

A narrativa parte da lenda das quatro pedras de Skara, que se erguiam outrora num promontório escocês. Segundo a tradição, foram ali colocadas por um pai enlutado, com o intuito de guiar as filhas raptadas até casa. A mesma maldição recairia sobre quem quer que as deitasse ao chão: também a sua família se dispersaria ao sabor dos ventos, nunca mais encontrando o caminho de casa. É o que acontece à família Blackmore, quando, em 1931, o patriarca ordena que as imponentes pedras sejam tombadas. A partir desse momento, ver-se-á a braços com a fortuna perdida, a morte da mulher e a separação das filhas. As filhas vão agarrar-se, cada uma, a um anel que herdaram da mãe, com a esperança de um dia se reencontrarem. Iris, a mais velha, será a primeira a partir.

A história de As Quatro Irmãs alterna entre o passado, em que é contada a viagem de Iris, e o presente, quando o leitor conhece Roz Chatton, que se muda da Austrália para Londres, levando consigo um anel da mãe. Entre os tesouros antigos de uma pequena loja, Roz depara-se com um quadro que retrata quatro pedras erguidas. Determinada a descobrir mais sobre a origem da tela, viaja para Skara, onde se revelará não só a história de um grande amor, mas também o trágico segredo de quatro irmãs, que mudará a sua própria vida para sempre.

Mais do que uma saga, As Quatro Irmãs é um romance sobre resiliência feminina, pertença, amor, família, perda e coragem para enfrentar as adversidades. No livro com que se estreia em Portugal, Eleanor Buchanan transporta o leitor da agreste costa escocesa às exuberantes plantações de chá do Ceilão (atual Sri Lanka) e ao interior árido da Austrália.

As Quatro Irmãs, de Eleanor Buchanan, já está nas livrarias nacionais com tradução de Fernanda Oliveira.

Sobre a Autora

Eleanor Buchanan é uma autora britânica que, após muitos anos a viajar pelo mundo, acumulando experiências em diferentes países, se dedicou a uma nova saga de histórias arrebatadoras que combinam a sua paixão por viagens, a sua convicção no poder das histórias de amor transformadoras e o seu fascínio duradouro pela relação entre o passado e o presente. Atualmente a viver em York, continua à procura de novos e vastos horizontes sempre que pode.

Sérgio Godinho a norte com os amigos festivaleiros



Mesmo no final do mês, a 31 de Agosto, Sérgio Godinho celebrará o seu 81º aniversário, com mais de cinco décadas de actividade criativa. Mas desenganem-se, as celebrações acontecerão um pouco antes, hoje, dia 14, altura em que se junta aos seus Assessores e a alguns amigos para um espectáculo exclusivo no Vodafone Paredes de Coura, naquela que será sua estreia no evento nortenho.

Os milhares que comporão a audiência do anfiteatro natural junto ao rio terão a oportunidade de assistir a algo que, adivinhamos, juntará emoção e história à experiência já de si única, de escutar e ver Sérgio Godinho. Adjectivar as suas canções seria um esforço inglório já que a sua grande maioria habita o nosso subconsciente colectivo, já escutá-las quando em palco se reunem alguns dos talentos mais destacados da música produzida em Portugal, será algo que antecipamos de memorável.

Com Sérgio & Os Assessores, as presenças anunciadas de Ana Lua Caiano, A Garota Não, Manuela Azevedo, Milhanas e de Samuel Úria antecipam grande intensidade interpretativa de algumas das canções que fazem da carreira de Sérgio Godinho algo de absolutamente sui generis e de referência para as gerações que a sua música teima em atravessar.