quarta-feira, 25 de março de 2026

Nem tudo se faz num clique e a nova exposição do Museu do Oriente prova-o



Antes da era do imediato, já havia imagens que circulavam de mão em mão. Gravadas, impressas, repetidas com rigor e paciência. A gravura nasceu desse gesto lento, onde cada linha exige precisão e cada impressão carrega variações distintas. É esse tempo, quase em contraciclo com o presente, que o Museu do Oriente destaca, com a exposição “Da Matriz à Impressão”, a partir de 10 de abril.

A exposição assinala os 25 anos da Associação de Gravura Água-Forte e reúne obras de 45 artistas de diferentes gerações e geografias, entre professores, convidados e membros fundadores da associação. Mais do que apresentar técnicas, a exposição revela uma forma de arte que resiste à lógica imediata da imagem digital. Aqui, a criação passa pela matriz. Um suporte que se trabalha, se corrige e se volta a trabalhar. A impressão surge como resultado desse processo.

Com curadoria de Fátima Ferreira, cofundadora da Associação e figura central na sua história e desenvolvimento, a exposição constrói uma leitura que cruza o legado pedagógico com a prática contemporânea. Ao longo do percurso, técnicas como água-forte, água-tinta, ponta seca, buril, maneira negra e xilogravura, surgem como linguagens distintas que revelam diferentes formas de olhar e interpretar o mundo.

A exposição recupera também a origem asiática da gravura e o seu papel histórico na circulação de imagens e ideias. Durante séculos, a gravura permitiu difundir conhecimento em contextos religiosos, políticos e culturais, muito antes da reprodução digital. Associada ao surgimento da imprensa, a gravura contribuiu para a educação e para a construção de uma cidadania crítica. Esse passado dialoga agora com o presente, num momento em que o interesse por processos manuais e práticas artísticas mais lentas volta a ganhar espaço.

Ao longo dos meses em que estará patente, a exposição é acompanhada por um programa paralelo que prolonga a experiência para lá da observação. Conversas com artistas e oficinas práticas convidam o público a entrar nos processos da gravura e a experimentar diferentes técnicas. Entre os destaques, contam-se oficinas conduzidos por artistas convidados, como a técnica de Scratch art por Masataka Kuroyanagi com materiais trazidos do Japão, sessões de introdução à linogravura, ponta seca, cologravura e ao buril, bem como visitas curatoriais que aprofundam a leitura das obras em exposição.

Com artistas de países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Reino Unido, Argentina, Estados Unidos e Japão, “Da Matriz à Impressão” reflecte a rede internacional construída pela Associação Água-Forte ao longo de 25 anos.

Exposição | Da Matriz à Impressão
Associação de Gravura Água-Forte. 25 Anos
Datas: 10 Abril a 9 Agosto
Local: Galeria Sul – Piso 0
Horário: 10h às 18h | Sextas até às 20h
Nota: Bilhete de entrada dá acesso a todas as exposições patentes
Preço: €10 

“Mon Premier Spectacle” de Redouane Bougheraba no Casino Estoril



Redouane Bougheraba apresenta, no dia 3 de junho, a partir das 21 horas, “Mon Premier Spectacle” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. O humorista francês sobe ao palco com um registo mais pessoal, mais verdadeiro… e sempre tão divertido.

Das digressões por todo o mundo ao Orange Vélodrome, em Marselha, passando pelo cinema com “Délocalisés” e “Sur la Route de Papa”, Redouane Bougheraba conta tudo: os bastidores, as dificuldades, os encontros e as emoções. “Mon Premier Spectacle” é sincero, poderoso e hilariante, relembrando porque Redouane Bougheraba é considerado uma das vozes mais cativantes do meio artístico francês.



Após ter esgotado numerosas salas de espectáculos em França e pelo mundo com “On m’appelle Marseille”, Redouane Bougheraba regressa, desta vez, com “Mon Premier Spectacle”. 

Um espectáculo mais íntimo, sem nunca perder aquilo que é a sua assinatura: um humor impactante e uma energia transbordante. Redouane Bougheraba abre o caderno de viagem destes últimos anos e partilha histórias dos bastidores, filmagens, encontros improváveis, momentos de dúvida e sonhos realizados, em digressão, longe de casa, por vezes muito longe… Mas sempre com esse olhar único que transforma cada experiência numa gargalhada coletiva.

Os últimos anos marcaram uma viragem: do rapaz do bairro do Panier ao Orange Vélodrome, passando pela aventura familiar e cinematográfica com o seu irmão Ali Bougheraba em “Délocalisés”, e por um papel tão inesperado quanto comovente em “Sur la Route de Papa”.

Redouane Bougheraba partilha os bastidores do sucesso: as dúvidas, o orgulho, a família, as raízes… e tudo aquilo que faz o homem por trás do humorista. Um espetáculo onde se ri muito, mas onde também nos surpreendemos ao ficar emocionados.

“Mon premier spectacle” é um convite para o público viajar com ele, uma conversa de coração aberto, onde o humor serve tanto para fazer rir como para dizer verdades — sobre tudo o que acontece quando a vida acelera mais do que o previsto. É um espectáculo sincero, poderoso e hilariante que explica porque Redouane Bougheraba é hoje uma das vozes mais cativantes do palco.

Wellbeing Games 2026: desporto, bem-estar e impacto social



Os Wellbeing Games, o maior evento de teambuilding desportivo e de bem-estar em Portugal, abriu as inscrições para a edição de 2026, que decorrerá em Lisboa, a 22 de maio e na Maia, a 26 de junho. A área wellness terá a curadoria ´DoBem´de Isabel Silva. 

O evento reúne habitualmente mais de 80 empresas e cerca de 3.200 colaboradores, oferecendo um dia dedicado ao movimento, à saúde e ao fortalecimento das equipas, reforçando a importância do bem-estar como pilar das organizações modernas.

"Os Wellbeing Games continuam a afirmar-se como um espaço único onde empresas, colaboradores e comunidade se encontram para celebrar o bem-estar de forma ativa e inspiradora", afirma Tiago Santos, CEO da Workwell. "O nosso objetivo é criar experiências que aproximem pessoas e reforcem culturas organizacionais mais saudáveis e colaborativas." 

A edição de 2026 mantém a presença dos embaixadores Isabel Silva e Nuno Delgado, reforçando a ligação do evento a um estilo de vida ativo, saudável e com propósito coletivo. 

A área Wellness conta com a curadoria da comunidade "DoBem", fundada por Isabel Silva, que assegura uma programação focada no bem-estar integral. Estão previstas masterclasses, talks e experiências dedicadas a temas como mindfulness, movimento consciente, alimentação saudável e autocuidado.  

Em Lisboa, o programa inclui modalidades como futebol, basquetebol, corrida e caminhada, padel e voleibol, bem como os já emblemáticos ´Jogos sem Fronteiras´, os desafios cooperativos pensados para promover o espírito de equipa. 

Este ano, haverá uma competição de duplas de CrossFit, apenas em Lisboa, alargando a oferta desportiva e respondendo à crescente procura por modalidades de treino funcional. 

A edição da Maia, que decorrerá a 26 de junho, terá as modalidades já habituais como corrida, basquetebol e voleibol, além das restantes atividades de equipa. 

A inclusão continua a ser uma prioridade do evento. As atividades de corrida/caminhada e ´Jogos sem Fronteiras´ garantirão condições de participação para pessoas com mobilidade reduzida, reforçando o compromisso dos Wellbeing Games com uma experiência acessível e inclusiva. 

O evento mantém igualmente a sua dimensão solidária: parte do valor das inscrições continuará a reverter para instituições de solidariedade social, como a Romã Azul e a Associação Salvador.  

"Os Wellbeing Games refletem aquilo em que acreditamos: organizações mais humanas, equipas mais unidas e uma sociedade mais equilibrada", conclui Tiago Santos. "Reforçar o impacto positivo deste projeto dentro e fora das empresas é, para nós, tão importante quanto o próprio evento." 

As empresas interessadas já podem garantir a sua participação. Saiba mais em www.wellbeinggames.pt

Exposição “Raízes do Tempo” na Galeria de Arte do Casino Estoril



Estará patente ao público, a partir do próximo dia 2 de abril, a exposição “Raízes do Tempo” na Galeria de Arte do Casino Estoril. Com entrada livre, esta mostra colectiva de pintura reúne numerosas obras da autoria de notáveis artistas plásticos.



Participam nesta mostra um conjunto diversificado de artistas, destacando-se, entre outros, António Joaquim, conceituado autor nascido na Vila da Feira, que marcou com distinção o paisagismo português do século passado, Manuel Taraio, conimbricense, com uma linguagem muito própria, paleta de cores quentes, que nos deixou em 2008, Gustavo Fernandes, um dos nossos mais importantes hiper-realistas e Mário Vitória, surrealista, nascido em 1983 em Coimbra, com raízes em Côja, Arganil, que desde cedo se estabeleceu em Vila Nova de Gaia.

Fernão Lopes: O Renegado estreia amanhã na RTP



Escudeiro português. Mercenário renegado. Muçulmano exilado. Místico ecologista. Quem é Fernão Lopes? Ao longo de 6 episódios acompanhamos a vida de Fernão Lopes num relato histórico sobre o período dos Descobrimentos e uma reflexão sobre o isolamento e a solidão.  

Fernão Lopes: O Renegado transporta-nos para o início do século XVI, quando uma nau portuguesa chega à remota ilha de Santa Helena e descobre que não está deserta. O único habitante é Fernão Lopes, um homem envolto em mistério com uma vida marcada pela coragem, amor e sobrevivência. É a sua história que vamos ver na nova série da RTP com estreia esta quinta, dia 26 de março. 



Fernão Lopes partiu de Portugal rumo a Goa, onde serviu sob o comando de Afonso de Albuquerque. Reconhecido pela sua bravura e inteligência, viu-se dividido entre a lealdade à Coroa e a sua consciência diante da forma como os soldados tratavam a população. Em Goa, conheceu Adilah, o grande amor da sua vida, e enfrentou traições e a tortura, antes do seu exílio voluntário na ilha de Santa Helena.

Uma história verídica que aborda de forma inovadora temas como a redenção e a espantosa relação entre o homem e a natureza. No elenco encontramos Diogo Morgado, que dá vida a Fernão Lopes, acompanhado por Suhani Gandhi (Adilah), Fernando Rodrigues (Afonso de Albuquerque), Manuel Wiborg (Santareno), Mário Oliveira (Ravi), Paulo Calatré (Capitão Barbosa), Cláudio da Silva (Soldado Julião), Luís Lucas (Rei D. João II), Anabela Moreira (Rainha D. Catarina de Áustria) e André Gago (Capitão Simão). A realização é de Hugo Diogo, que assina também o argumento ao lado de André Mateus. 

A história do escudeiro Fernão Lopes, o Robinson Crusoe português, um exemplo de sobrevivência e de resiliência em Fernão Lopes: O Renegado, a nova série de quinta-feira da RTP1, às 22h30, com estreia a 26 de março. A série fica toda disponível na RTP Play, no mesmo dia.

Noite de lendas do rock mundial com Russ Ballard e Tyketto no Casino Estoril




O Salão Preto e Prata do Casino Estoril prepara-se para uma noite verdadeiramente histórica e ímpar no rock internacional, recebendo dois nomes de culto. Russ Ballard e os Tyketto juntam-se num espectáculo exclusivo que promete eletrizar todos os fãs portugueses com clássicos imortais e energia inesquecível. Um espectáculo único marcado para 8 de maio, a partir das 21h30. 

Russ Ballard: A Lenda Que Toca o Rock Completo
Compositor e intérprete icónico, Russ Ballard continua a ser uma referência incontornável no rock, tendo composto êxitos para nomes como Roger Daltrey, Santana, Kiss, Hot Chocolate, Frida (ABBA) entre outras estrelas mundiais. As suas canções acumulam mais de 50 milhões de discos vendidos!

No seu aguardado regresso a Portugal, Russ Ballard reservou uma surpresa especial para os fãs: irá tocar, na íntegra, os seus álbuns de maior culto e mais conhecidos pelo público português: Russ Ballard (1984) e The Fire Still Burns (1985).



Prepare-se para ouvir temas obrigatórios como "Voices", "In The Night", "I Can’t Hear You No More", “Two Silhouettes” e a poderosa "The Fire Still Burns", revividos com a frescura e paixão que definem o legado de Russ Ballard.

Recentemente, a sua inspiração e talento foram novamente comprovados com o novo álbum duplo "Songs From The Warehouse / The Hits Rewired" (2025), que comprova que o génio de Ballard continua a brilhar com força.

Tyketto: O Hard Rock Melódico em Pleno Vigor
Os Tyketto são um dos grandes nomes do hard rock melódico. Liderados pelo carismático vocalista Danny Vaughn, alcançaram o culto mundial com o álbum “Don’t Come Easy” e continuam a arrepiar plateias com hinos como “Forever Young” e “Wings”.

A banda Tyketto celebra mais de três décadas de carreira de sucesso e traz o melhor do seu vibrante repertório ao Salão Preto e Prata do Casino Estoril. 

O Espectáculo: Legado e Futuro em Palco
Este encontro histórico reúne duas gerações e estilos do rock: Russ Ballard dominando o palco com a força criativa dos seus álbuns clássicos tocados na totalidade, e os Tyketto carregando a tocha do hard rock moderno.

O Salão Preto e Prata torna-se assim no epicentro de uma noite que celebra o legado e o futuro da música rock!

terça-feira, 24 de março de 2026

eDreams revela destinos preferidos dos portugueses para a Páscoa



A eDreams, líder global no setor das agências de viagens online, analisou os dados da sua plataforma para descobrir os destinos de férias mais reservados pelos portugueses para a Páscoa de 2026.

Os dados permitiram concluir que Paris continua a ser o destino preferido dos portugueses para viagens nesta altura do ano, mantendo-se no topo da lista pelo quinto ano consecutivo. Barcelona, Amesterdão, Londres, Madrid, Roma, Funchal e Ponta Delgada são os restantes destinos que compõem as principais preferências dos viajantes nacionais.

Comparando os dados deste ano com os de 2025, a eDreams notou que os destinos com maior crescimento de reservas por parte dos viajantes portugueses são Espanha (+191%), Portugal (+176%) e França (+125%).

Foi também possível perceber que a maior parte das estadias tem duração relativamente curta, com preferência para 3-4 dias (47%). São bastante menos (22%) os que pretendem aproveitar esta altura para fazer férias mais longas, com entre 7-13 dias.

Em sentido contrário, no que toca aos turistas que escolheram Portugal como o seu destino de Páscoa, a eDreams percebeu que provêm principalmente de França (32%), Espanha (14%), Alemanha (13%), Suíça (12%), Reino Unido (5%) e Itália (3%).

Se vai viajar nesta Páscoa – ou em qualquer outro momento do ano –, a eDreams continua a ser o parceiro ideal para planear a viagem perfeita, com acesso às melhores ofertas de voos e alojamentos.

As Rosas de Barbacena no Porto de Encontro



Alberto S. Santos apresenta o seu mais recente romance, que servirá de ponto de partida para uma sessão com convidados especiais.

O autor será o protagonista da 125ª sessão do Porto de Encontro, que se realiza no domingo dia 29 de março, às 17:00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

O principal tema da conversa com o jornalista Sérgio Almeida será o mais recente romance de Alberto S. Santos, As Rosas de Barbacena, uma história marcante baseada em factos verídicos ocorridos em Minas Gerais (Brasil) no início do século XX. O evento contará ainda com as participações especiais de Jorge Sobrado, Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, e Daniela Pinheiro, conhecida professora de português. Já Isabel Marcolino dará voz às passagens de alguns dos excertos do livro.

O escritor é reconhecido pela capacidade de transformar episódios históricos em narrativas poderosas. Neste caso, recupera um dos momentos mais perturbadores da história do Brasil, que ficou conhecido como o “Holocausto Brasileiro”. Fundado em 1903, o Colónia de Barbacena foi o maior hospital psiquiátrico daquele país e onde, durante décadas, milhares de pessoas foram tratadas de forma violenta e negligente. Estima-se que 60 mil tenham morrido na instituição.

Esta obra sucede aos romances bestsellers A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010), O Segredo de Compostela (2013), Para lá de Bagdad (2016), Amantes de Buenos Aires (2019) e A Senhora das Índias (2024). Alberto S. Santos é também autor da coletânea de histórias A Arte de Caçar Destinos (2017) e participou na série de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014). Paralelamente à escrita, esteve ligado à criação e curadoria do Festival Literário Escritaria e à Rota do Românico.

O Porto de Encontro é uma iniciativa da Porto Editora, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand.

«Florestas Submersas by Takashi Amano» encerra ao fim de uma década no Oceanário de Lisboa



A exposição «Florestas Submersas by Takashi Amano», no Oceanário de Lisboa, encerra a 30 de junho de 2026, sendo a última oportunidade para os visitantes verem ou reverem uma das obras mais emblemáticas da instituição. Este momento será assinalado como o culminar de um ciclo excecional e do impacto duradouro que esta obra viva teve ao longo de uma década.

De exposição temporária a obra icónica
Inaugurada em 2015 e concebida como uma exposição temporária, com uma duração prevista de três anos, «Florestas Submersas by Takashi Amano» conquistou um lugar singular na história do Oceanário de Lisboa e no panorama internacional do aquapaisagismo, ao apresentar o maior nature aquarium alguma vez criado, com 40 metros de comprimento e cerca de 160 000 litros de água doce. Composto por 4 toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores e 78 troncos de árvores provenientes da Escócia e da Malásia, este aquário integra mais de 10 000 organismos vivos, incluindo 40 espécies de peixes tropicais e 46 espécies de plantas aquáticas.

A extraordinária adesão do público — mais de 10 milhões de visitantes ao longo de dez anos — prolongou naturalmente a presença desta instalação única, permitindo que milhões de pessoas se aproximassem da natureza através de uma experiência estética, sensorial e contemplativa.

A dimensão emocional desta obra é ainda mais significativa por se tratar da última criação de Takashi Amano (1954–2015). O artista encarou este projeto como o culminar do seu percurso. Consciente do estádio avançado da sua doença, dedicou-se à criação do maior nature aquarium do mundo como síntese da sua visão estética e filosófica. A propósito desta obra, afirmou: «Penso que este será o projeto da minha vida», sublinhando a importância que lhe atribuía.

Takashi Amano viria a falecer apenas quatro meses após a inauguração da exposição, em agosto de 2015. Este contexto confere à obra um significado particularmente intenso: trata-se do seu último grande gesto criativo, no qual procurou reunir os elementos da natureza num equilíbrio vivo e em permanente transformação.

«Para o Oceanário de Lisboa, ter sido o lugar escolhido para concretizar esta visão final representou também uma responsabilidade especial: preservar, durante uma década, com rigor e respeito, uma obra que marcou de forma definitiva a história do aquapaisagismo contemporâneo», refere Hugo Batista, Curador e Diretor de Biologia, acrescentando que «gerir o fim de uma obra viva implica reconhecer que a mudança sempre fez parte da sua essência. O crescimento das plantas, o rearranjo natural dos elementos e a evolução do ecossistema eram parte integrante da visão de Takashi Amano. O tempo foi sempre um elemento estrutural da obra. Encerrar este ciclo é, por isso, coerente com a filosofia wabi-sabi que lhe deu origem: aceitar a impermanência como parte da beleza e permitir que a evolução continue, agora sob novas formas».



Últimos meses: novas formas de (re)descobrir a obra
Nos últimos meses de «Florestas Submersas by Takashi Amano», o Oceanário de Lisboa promove um conjunto de iniciativas especiais que convidam a uma descoberta aprofundada desta obra, antes do seu encerramento.

Entre as atividades previstas destacam-se as sessões de poda subaquática ao vivo, que revelam o cuidado contínuo para manter o equilíbrio do aquário, e as visitas guiadas aos bastidores, que permitem conhecer de perto os processos técnicos e a dedicação da equipa responsável pela manutenção deste complexo ecossistema. Estas iniciativas oferecem uma perspetiva rara sobre a dimensão invisível da obra, reforçando o seu caráter vivo e em permanente transformação. Ao longo de dez anos, a manutenção deste aquário implicou mais de 11 000 horas de mergulho especializado. As datas e condições de participação devem ser consultadas no site do Oceanário de Lisboa.

O encerramento da exposição «Florestas Submersas by Takashi Amano», representa, assim, a conclusão consciente de um ciclo excecional, em linha com a missão do Oceanário de Lisboa de promover a renovação contínua das suas experiências.

O Oceanário de Lisboa está já a desenvolver um novo projeto expositivo para este espaço, que procurará envolver os visitantes numa experiência imersiva, capaz de despertar curiosidade e uma relação profunda com a natureza.

Até 30 de junho de 2026, esta é a última oportunidade para «mergulhar» na paisagem submersa criada por Takashi Amano — uma obra na qual arte, natureza e tempo coexistem num equilíbrio vivo.



Sobre Takashi Amano

Takashi Amano (1954–2015) foi um fotógrafo de paisagem e um dos mais influentes aquapaisagistas do mundo. Ao longo da sua carreira, percorreu florestas em vários continentes, captando a harmonia da natureza em estado puro.

É reconhecido como o criador do conceito de nature aquarium, uma abordagem inovadora à aquariofilia de água doce que recria paisagens naturais submersas, combinando princípios da jardinagem japonesa com a estética wabi-sabi, na qual a beleza emerge da simplicidade, da imperfeição e do caráter efémero das formas naturais.

O seu trabalho contribuiu para aproximar o público da natureza, promovendo uma maior consciência ambiental. Acreditava que, ao observarmos atentamente os ecossistemas naturais, poderíamos compreender melhor o nosso mundo e a importância da sua preservação.

Sobre o Oceanário de Lisboa

Inaugurado em 1998, o Oceanário de Lisboa tornou-se, desde então, um destino icónico que promove a sensibilização, a educação e a ação em prol do oceano. Com mais de duas décadas de impacto, é hoje uma referência global em conservação do oceano, literacia azul e turismo sustentável.

Projetado pelo renomado arquiteto Peter Chermayeff, o edifício incorpora a ideia do oceano como um sistema único, global e sem fronteiras. Desse conceito visionário surgiu o aquário central do Oceanário, rodeado por quatro habitats marinhos distintos.

Ao estabelecer uma ligação emocional entre as pessoas e o oceano, o Oceanário de Lisboa é um dos ativos da Fundação Oceano Azul, o seu único acionista, inspirando mudanças comportamentais e convidando todos a acolher o papel vital do oceano.

O Oceanário de Lisboa é membro da Rede Internacional de Centros para a Sobrevivência das Espécies (IUCN-SSC) e trabalha nas áreas da conservação e da ciência.

Eleito três vezes o Melhor Aquário do Mundo pelo Travellers' Choice Awards do TripAdvisor, o Oceanário oferece uma viagem imersiva pelo mundo, com mais de 8.000 animais marinhos de cerca de 500 espécies.

Dagu está de volta ao Casino Lisboa com a stand-up comedy “Go Go”



Com a sua habitual irreverência, o humorista Dagu regressa, no dia 30 de março, pelas 21 horas, ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa.  Dagu sob ao palco para protagonizar, a solo, a stand-up comedy “Go Go”.

Após esgotado, por diversas vezes, o Auditório dos Oceanos, Dagu apresenta-se, novamente, a solo, com a sua saudável irreverência, prometendo outra noite repleta de momentos hilariantes.

Com muita dose de humor, Dagu coloca uma série de questões aos espectadores: E se o teu maior poder fosse simplesmente seres tu e fazeres a tua cena? Sem armaduras a amparar as inseguranças em rebuliço ou capacetes a proteger as emoções em erupção? 



Há quem faça pontos de situação escrevendo pensamentos soltos, enquanto completa uma paisagem bucólica. Dagu, por sua vez, escreve um solo de stand-up. Depois de verões em Saint-Tropez a juntar trocos para comprar uma casa no Cacém, Dagu tem conquistado o público com “Go Go”, um espectáculo energético, explosivo, destilado e revelador.

Entre memórias de infância, sonhos esquecidos e confrontos com a realidade nua e crua, “Go Go” é uma bússola numa viagem que tem tanto de pessoal quanto de universal. O humorista leva-nos a dançar entre aquilo que fomos, quem fingimos ser e quem, afinal, sempre estivemos a tentar encontrar.  “Go Go” é uma ode à autenticidade e ao direito (dever!) de existir sem máscara.