sexta-feira, 22 de maio de 2026

Escrever e viver são uma e a mesma coisa para Stephen King



«Se quer ser escritor, há duas coisas a fazer antes de qualquer outra: ler muito e escrever muito.» Assim fez sempre Stephen King, até que na década de 1970 largou o ofício de professor e se lançou numa carreira literária com Carrie. Cinco décadas e mais de 350 milhões de exemplares vendidos depois, aquele que começou por ser o rei do horror literário do século xx tornou-se maior do que qualquer género e é hoje um gigante de toda a literatura. Em Escrever, partilha as experiências e as histórias que moldaram a sua vida e a sua carreira.

Considerado «um dos 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos», para a revista TIME, Escrever começou a ser pensado em 1997, mas ganhou um novo significado quando, em meados de 1999, um acidente quase tirou a vida ao escritor. Seguiram-se meses de recuperação, em que o nexo entre a escrita e a vida tornaram-se mais cruciais do que nunca para King.

Numa viagem que vai desde a infância até à consagração como figura de culto, o autor de The Shining dá-nos uma aula magna sobre o ofício de escritor onde aborda todas as fases da conceção de um romance, desde o desenvolvimento da intriga e a criação das personagens até aos hábitos profissionais e à fuga ao trabalho. Rico em exemplos e referências, dos bons hábitos profissionais aos maus, e muito mais, o autor distinguido com o Hans Christian Andersen Extraordinary Literature Award em 2025 desmistifica como ninguém as ideias e preconceitos associados à escrita.

Um texto excecionalmente inspirador, de um dos maiores autores do último século, Escrever é um guia único para quem o quer fazer: escrever. Chega às livrarias numa novíssima edição com a chancela da Bertrand Editora. 

Sobre o Autor

Stephen King nasceu em Portland, no Maine, em 1947, e licenciou-se em Inglês na Universidade do Maine, em 1970, com uma especialização em Ensino. Publica o seu primeiro romance, Carrie, em 1974, cujo contrato de edição lhe permitiu abandonar o ensino e dedicar-se em exclusivo à escrita. Depois? Depois é história, numa vida literária com mais de cinquenta anos e mais de sessenta livros publicados. 'Salem's Lot — A Hora do Vampiro, The Shining, The Stand — A Dança da Morte, Samitério de Animais, It — A Coisa, Misery, 22/11/63, O Intruso, Holly ou Sem Tréguas, entre outros, e todos publicados pela Bertrand Editora, fazem de King um dos grandes mestres da moderna narrativa americana, um autor que concilia inquietação, entretenimento e qualidade literária como nenhum outro. Das muitas distinções atribuídas ao autor ao longo da carreira destacamos a National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters (2003), a National Medal of Arts (2014), o PEN America Literary Service Award (2018) e o Hans Christian Andersen Extraordinary Literature Award (2025). 

Casa das Lérias convida a descobrir a cidade de Amarante numa caminhada dedicada ao desenho urbano



Caminhar por Amarante é sempre um bom plano, seja para conhecer o centro histórico ou para desfrutar da natureza e vista para o rio Tâmega. No dia 30 de maio, sábado, a Casa das Lérias propõe um passeio singular pela cidade: a Caminhada do Desenho Urbano.  

Nesta iniciativa criativa, os participantes deixam de ter apenas o objetivo de observar o que os rodeia e assumem também a missão de reproduzir o que veem no papel. O workshop de sketch urbano é orientado pelo artista Vasco Mota que, ao longo de 2h30, partilha técnicas e dicas práticas que permitem a cada visitante transmitir a essência da cidade através do desenho. 



A atividade terá início às 10h30 na Sé de São Gonçalo e é finalizada na Cafetaria da Casa das Lérias, com um almoço que inclui sopa, sanduíche, sobremesa, soft drink e café.

A Caminhada do Desenho Urbano é limitada a 20 participantes e tem o valor de 15€ por pessoa, com almoço incluído.  

As inscrições já estão disponíveis através do contacto 225 245 660, do email info@casadaslerias.com, ou da página do Instagram da Casa das Lérias.  

Sobre a Casa das Lérias  
A Casa das Lérias, localizada na margem do rio Tâmega em Amarante, oferece um ambiente descontraído e vanguardista, que apela ao bem-estar, incorporando um espaço exterior amplo e comodidades modernas, que aliam o conforto à elegância. Esta nova unidade hoteleira é arquitetada a partir do edifício original, conhecido como a famosa Casa das Lérias - uma histórica e famosa doçaria, local muito conhecido pelos bolos tradicionais de Amarante - as “Lérias”, herdando a sua localização privilegiada. O alojamento foi desenhado para oferecer um ambiente harmonioso e tranquilo, através de espaços contemporâneos com tons térreos para um hóspede que procura um serviço moderno e de qualidade. 

Porto de Encontro convida a uma viagem pela História com Laurentino Gomes



A 127.ª edição do Porto de Encontro – À Conversa com Escritores terá lugar no dia 24 de maio, domingo, às 15:00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O evento recebe Laurentino Gomes, que estará à conversa com o jornalista Sérgio Almeida sobre o seu mais recente livro, Cobiça, Esplendor e Miséria.

Após o sucesso do primeiro volume, Escravidão – Volume I, esta nova obra aprofunda o impacto económico, social e político da escravidão, destacando o papel central dos interesses comerciais na expansão deste sistema desumano. O autor brasileiro analisa, com base em documentação histórica, como a escravidão contribuiu simultaneamente para o esplendor do Império Português, no auge da corrida ao ouro no século XVIII, e para a miséria de milhões de pessoas.

Laurentino Gomes é reconhecido pelo seu trabalho de divulgação histórica e pela capacidade de aproximar o grande público de episódios marcantes da História do Brasil e de Portugal. Com uma escrita acessível e sustentada numa extensa investigação documental, é autor de obras de sucesso, como 1808, 1822 ou 1889. Recentemente, 1808 e Escravidão – Volume I foram incluídos na lista dos melhores livros brasileiros de não ficção do século XXI, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.

A sessão contará, ainda, com a participação especial do escritor Álvaro Curia e será pontuada por leituras de excertos da obra, na voz da editora Paula Ventura.

O Porto de Encontro é uma iniciativa da Porto Editora, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand.

Mais informações em www.portoencontro.pt

As muitas vidas de Margaret Atwood



Como é que uma das maiores escritoras dos nossos dias conta a sua própria vida? A resposta está n’O Livro das Minhas Vidas, as muito aguardadas memórias de Margaret Atwood, uma das autoras mais elogiadas e influentes do mundo. Nestas mais de 600 páginas Atwood conta a sua história na primeira pessoa.

Margaret Atwood revela-nos, pois, as suas muitas «vidas», a começar pela infância, grande parte dela passada em família nas florestas remotas do norte do Quebeque – longe das convenções sociais –, e passando, como não podia deixar de ser, pelas origens das suas obras mais célebres. As memórias estabelecem ligações entre as experiências da vida real da autora e os seus romances mais conhecidos, muitos dos quais marcos da literatura contemporânea, como A História de Uma Serva ou Os Testamentos.

Com a mordacidade, ironia e lucidez que lhe são características, Atwood levanta o véu que cobre a experiência e a criação, a realidade e a palavra escrita. E abre também uma janela íntima para a relação com o seu companheiro Graeme Gibson, que morreu em 2019. O Livro das Minhas Vidas inclui passagens comoventes sobre a relação de quase toda uma vida com o pai da sua única filha e o luto que viveu após a sua morte, que aconteceu durante a digressão de promoção de Os Testamentos.

«Algumas pessoas ficaram surpreendidas por eu ter continuado a digressão de lançamento de Os Testamentos. Mas pergunte-se a si próprio, caro leitor: a agenda cheia ou a cadeira vazia? Escolhi a agenda cheia. A cadeira vazia estaria lá quando eu regressasse a casa», escreve a autora, num excerto que revela parte de um retrato íntimo e honesto, de grande profundidade e humanidade.

Através das experiências que partilha com o leitor, Margaret Atwood reflete sobre temáticas de poder, vigilância e controlo, e como os indivíduos, em especial as mulheres, aprendem a resistir dentro de sistemas e instituições que não são, de todo, neutros. São temáticas que marcam muitas das obras que escreveu e que a Bertrand Editora tem a honra de publicar em Portugal.

O Livro das Minhas Vidas chega às livrarias quando falta pouco mais de um mês para Margaret Atwood visitar Portugal, para participar no festival literário Babell. A publicação deste livro de memórias surge depois de, ao longo dos últimos meses, a Bertrand Editora ter reeditado várias das obras da autora, desde logo: A História de Uma Serva (romance e novela gráfica), Chamavam-lhe Grace, O Assassino Cego e Os Testamentos.

O Livro das Minhas Vidas, de Margaret Atwood, chega às livrarias com tradução de Pedro Elói Duarte.

Sobre a Autora

Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN America Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto. Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável».  

Alma Shopping recebe exposição “O Turismo é feito de Pessoas”



O Alma Shopping acolhe, até 8 de junho, a exposição fotográfica “O Turismo é feito de Pessoas”, que reúne 20 fotografias ilustrativas de várias profissões turísticas. Os protagonistas são alunos da Rede de Escolas do Turismo de Portugal e o objetivo é sublinhar que o sucesso do turismo em Portugal é feito do talento, empenho e dedicação de milhares de profissionais que dia-a-dia fazem de Portugal um destino acolhedor e de excelência.

Esta é uma iniciativa do Turismo de Portugal, em parceria com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), que celebra o valor humano que sustenta o turismo nacional.

Ao acolher esta exposição, o Alma Shopping dá palco à valorização das pessoas e das profissões ligadas ao turismo, proporcionando aos seus visitantes uma experiência cultural e inspiradora num espaço de grande proximidade com o público. 

Ao longo da sua permanência no Alma Shopping a exposição contará com um conjunto de iniciativas que, protagonizadas por chefs, formadores e alunos das Escolas do Turismo de Portugal, oferecerão ao público experiências dinâmicas e interativas que evidenciam a formação e o talento no setor como fator-chave na construção do sucesso do turismo em Portugal.

A exposição “O Turismo é feito de Pessoas” é de acesso livre, para que todos possam conhecer e reconhecer as profissões que fazem do turismo uma referência internacional.

O que liga um relógio de torre numa aldeia alentejana ao Japão?



João Paulo Oliveira e Costa, historiador com vasta obra de referência publicada na Temas e Debates, traz-nos agora um novo romance. Um Relógio sem Relojoeiro leva os leitores à boleia de um mistério de dimensão internacional e com um variado e rico leque de personagens. O autor é também professor, investigador e um curioso viajante que empresta muitos conhecimentos e experiências a esta história. Um Relógio Sem Relojoeiro que chegou ontem às livrarias.

Na segunda metade do século XVI, quando em Portugal reina Filipe II de Espanha, um feixe de personagens, históricas e ficcionais, ramifica-se pelo mundo. Margarida, luso-japonesa nascida no Japão e refugiada no Alentejo, tenta esquecer uma paixão antiga e vai aprendendo a amar Fernando, o pintor que tudo faz para descobrir onde está o seu pai, mestre Ricardo, um famoso relojoeiro que foi raptado.

A história teve como ponto de partida a colocação de um relógio de torre numa vila do Alentejo que, apesar de ser um cenário ficcional, se inspira na vila de Redondo, com várias das suas especificidades. Esta narrativa tem ainda paragens em Goa, Lisboa e Nagasáqui.   

Sobre o Autor

João Paulo Oliveira e Costa (nascido em 1962) é professor catedrático do departamento de História da NOVA/FCSH e titular da Cátedra Unesco «O Património Cultural dos Oceanos». É investigador do CHAM – Centro de Humanidades, de que foi diretor entre 2002 e 2020. Foi distinguido com a Ordem do Sol Nascente pelo imperador do Japão (2015). É membro efetivo da Academia de Marinha e presidente da Comissão Científica do projeto «História da Marinha Portuguesa». Tem sido professor convidado e conferencista convidado em dezenas de universidades e academias de todos os continentes. Foi um dos coordenadores da coleção «Biografias dos Reis de Portugal». Dentre as suas obras destacam-se A Descoberta da Civilização Japonesa pelos Portugueses (1995); O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de história luso-nipónica (1999); D. Manuel I, um Príncipe do Renascimento (2005); A Interculturalidade da Expansão Portuguesa (2007), em coautoria com Teresa Lacerda; Henrique, o Infante (2009); Episódios da Monarquia Portuguesa (2013); Mare Nostrum. Em busca de Honra e Riqueza (2013); História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor) (2014); Os Descobrimentos Portugueses. O início da globalização (2018); The Cape Route and the Silk Roads (coeditor com Carmen Amado Mendes) (2025). 

É também autor de ficção, tendo publicado os romances históricos O Império dos Pardais (2011), O Fio do Tempo (2011), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum – O Senhor do Japão (2018), A Dama do Quimono Branco (2019), A Estreia do Auto da Índia (2021) e A Capitoa (2023). 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

O regresso d’O Principezinho numa edição para pequenos príncipes



O clássico infantil O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, chega-nos agora numa nova edição muito especial e no ano em que se celebram 80 anos do lançamento da obra em França. Este novo livro conta com as aguarelas originais, uma versão adaptada para os mais pequenos e ainda um póster no final. O Maravilhoso Mundo de O Principezinho chega hoje às livrarias.

Um dos maiores clássicos de sempre está prestes a chegar numa edição de álbum em grande formato, com capa dura e aplicação de brilhantes. Partindo das citações mais famosas, reconta-se a história original às crianças. As ilustrações são as aguarelas originais do autor e no final está reservada uma surpresa: um bonito póster para decorar o quarto dos principezinhos.

Esta nova edição surge no ano em que se celebra o 80.º aniversário da publicação da primeira edição d’O Principezinho em França. A primeira publicação do conto de Antoine de Saint-Exupéry foi em 1943 nos Estados Unidos da América, e só em 1946 a obra foi publicada em França. Atualmente estará traduzida em mais de 650 línguas e dialetos e tem mais de 18 milhões de cópias vendidas só em França.

Para conquistar novos leitores e surpreender os fãs de longa data, este novo livro é um clássico de qualquer biblioteca e um excelente presente.

Sobre o Autor

Antoine de Saint-Exupéry nasceu a 29 de junho de 1900 em Lyon. Faz o seu batismo de voo aos 12 anos, aos 22 torna-se piloto militar e é como capitão que, em 1939, se junta à Força Aérea francesa em luta contra a ocupação nazi. A aviação e a guerra viriam a revelar-se elementos centrais de toda a sua obra literária, onde se destacam títulos como Correio do Sul (1929), o seu primeiro romance, Voo Noturno (1931), que logo se tornou um êxito de vendas internacional, e Piloto de Guerra (1942), retrato da sua participação na Segunda Guerra Mundial. Em 1943 publicaria aquela que é reconhecida como a sua obra-prima, O Principezinho, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo. A sua morte, aos 44 anos, num acidente de aviação durante uma missão de reconhecimento no Sul de França, permanece ainda hoje um mistério.

Um Dia em São Miguel



No dia 30 de maio de 2026, entre as 14h00 e o pôr do sol, a Casa Relvas convida todos a viver uma tarde especial no campo, em família ou entre amigos, num ambiente onde a tradição e a autenticidade alentejana se cruzam. Um Dia em São Miguel, o evento anual da Casa Relvas, é já uma tradição muito aguardada por todos os que fazem parte desta grande família.

“Um Dia em São Miguel é, para nós, muito mais do que um evento: é uma forma de abrir as portas da nossa casa e partilhar aquilo que melhor define a Casa Relvas — a ligação à terra, à família, aos amigos e ao Alentejo. É sempre um momento muito especial, em que reunimos quem nos acompanha ao longo do ano num ambiente descontraído, genuíno e de celebração. Queremos que cada pessoa que nos visita sinta esta proximidade e leve consigo a memória de uma tarde bem passada, com bons vinhos, boa gastronomia, música, tradição e o espírito único da Herdade de São Miguel”, afirma Alexandre Relvas, Co-CEO da Casa Relvas.

Esta é a sugestão ideal para um fim de semana diferente, especialmente para os apreciadores de bom vinho, azeite e gastronomia, mas também para todos os que valorizam momentos ao ar livre, em boa companhia, com boa disposição e muita animação.

Localizada em Redondo, a cerca de 1h30 de Lisboa, a Herdade de São Miguel oferece o cenário perfeito para uma tarde muito bem passada. Entre provas de vinho e azeite, gastronomia, jogos tradicionais para crianças, demonstrações e exposições de artesanato regional, e vários momentos musicais, não faltarão excelentes motivos para rumar ao Alentejo e partilhar com a Família Casa Relvas uma experiência que vai ficar na memória.

O bilhete geral para o evento tem o valor de 37,50 euros e poderá ser adquirido através da plataforma Ticketline ou nos pontos de venda aderentes. O bilhete é pessoal e intransmissível. O evento dispõe ainda de condições para receber pessoas com mobilidade reduzida.

Vinho e Gastronomia
Ao longo da tarde, o bar do recinto terá disponíveis para oferta vinhos das gamas Herdade de São Miguel e Casa Relvas. Para quem não dispensa os sabores alentejanos, haverá show cooking com chefs a preparar algumas iguarias, que estarão disponíveis mediante a aquisição de senhas. Os visitantes poderão também degustar outras especialidades regionais nos expositores dedicados à gastronomia. Entre queijos, enchidos, pão, mel, azeites, doces e gelados, haverá diversas propostas para provar e harmonizar com os vinhos do produtor de Redondo.

Tradição e Cultura
Jogos tradicionais e passeios de pónei e burro para os mais novos, tosquia de ovelhas Merino, e mostra de artesanato da região estarão entre os principais atrativos do dia. A programação inclui ainda a oportunidade de acompanhar de perto a pintura de mobiliário tradicional alentejano, além de algumas surpresas que ficam por desvendar.    

Além da mostra de produtos regionais, o recinto contará também com a loja da Casa Relvas, espaço onde será possível adquirir vinhos, azeites e outros produtos Casa Relvas. Será igualmente aqui que os visitantes poderão comprar as senhas de consumo. Uma vez que o evento decorre em ambiente rural, recomenda-se levar dinheiro em numerário, dado que o acesso à rede é limitado.

Provas de Vinho e Azeite
Depois das edições anteriores, este ano o programa inclui três momentos de prova, dedicadas ao vinho e ao azeite: 
  • 15:00 horas - Henrique Herculano, diretor executivo do Lagar Casa Relvas abrirá a sessão com “Azeites Casa Relvas”;
  • 16:15 horas - Alexandre Relvas Jr. conduz a imperdível prova “Casa Relvas com o passar dos anos”, uma viagem pela essência, história e diversidade da Casa Relvas;
  • 17:30 horas – Nuno Franco, enólogo da Casa Relvas, apresenta “Castas alentejanas e convidadas”.
Cada bilhete para as provas terá o valor de 5 euros por pessoa, revertendo a totalidade da receita para o Banco Alimentar Contra a Fome de Évora, Instituição Particular de Solidariedade Social apoiada pela Casa Relvas. Esta entidade combate o desperdício alimentar, encaminhando produtos para distribuição gratuita junto de pessoas carenciadas no distrito. Cada prova terá lotação limitada a 40 participantes, e os bilhetes já se encontram disponíveis na Ticketline.

Música ao Vivo
Ao final da tarde, João Só & Tiago Nogueira sobem ao palco para brindar os participantes com as suas músicas, num concerto que promete pôr todos a dançar até ao pôr-do-sol. Mas a música estará presente durante toda a tarde, com os Trovadores de Redondo e os Seven Dixie.   

Tendo em conta a adesão registada nas edições anteriores, recomenda-se a compra antecipada dos bilhetes, tanto para o evento geral como para as provas.

Com esta iniciativa, a Casa Relvas propõe um dia de convívio, em família ou entre amigos, num ambiente acolhedor, descontraído e familiar, sempre com um brinde especial ao Alentejo.

«A Juíza» - Viola Davis e James Patterson unem forças num thriller imparável



A consagrada atriz Viola Davis estreia-se na ficção ao lado de James Patterson, um dos maiores autores bestsellers do mundo, com A Juíza. Este thriller jurídico atual, convincente e com verdadeiro peso emocional já se encontra à venda nas livrarias portuguesas. É o culminar de uma parceria entre dois ícones à escala mundial, que começou quando Patterson leu a autobiografia de Davis e, fascinado, percebeu que queria trabalhar com a atriz.

Como o título indica, a personagem principal é uma juíza: Mary Stone é a cidadã mais respeitada da pequena cidade de Union Springs. Assume duas responsabilidades que são para si sagradas: administrar a herdade da família e presidir ao tribunal desta pequena localidade no coração do estado norte-americano do Alabama. Mas tudo mudará quando se vir a braços com o processo judicial mais controverso da história do Sul dos Estados Unidos.

O caso envolve Bria Gaines, médica que foi detida por realizar um aborto a uma adolescente que engravidou após ter sido violada. Ciente dos riscos pessoais e profissionais, realizou o procedimento médico, punível com pena de prisão até 99 anos segundo a nova lei do Alabama, que não permite quaisquer exceções. Alvo de pressões, quer políticas quer da comunidade, a juíza Stone está prestes a tomar uma decisão com repercussões dramáticas para Union Springs e, muito provavelmente, para todo o país. Qual será o veredicto do tribunal?

Escrito a quatro mãos, A Juíza é um drama judicial imparável, que combina suspense intenso com uma complexidade emocional e moral profunda. Através de uma personagem principal inesquecível, a juíza Mary Stone, os autores oferecem ao leitor a visão rica de uma mulher na cadeira do poder confrontada com uma decisão ética impossível. Além disso, com este thriller, Viola Davis e James Patterson mergulham profundamente em temas relevantes e de grande atualidade, mas também controversos, sobre a moral, a justiça e a liberdade num caso judicial que não deixará ninguém indiferente.

Para Viola Davis, o tema tem um significado pessoal. «Senti responsabilidade para com as mulheres que foram vítimas de agressão sexual e violação, sobretudo crianças, uma vez que sou uma delas», disse a atriz e autora numa entrevista acerca do livro, acrescentando que as vítimas «merecem que se diga a verdade acerca daquilo que sentiram».

Atualmente, está já em desenvolvimento uma adaptação deste emocionante drama pela produtora da própria Viola Davis, que previsivelmente protagonizará o filme.

A Juíza, de Viola Davis e James Patterson, chegou às livrarias com tradução de Rute Mota.

Sobre as Autores

Viola Davis é uma atriz, produtora e ativista aclamada em todo o mundo, além de uma autora bestseller internacional. Conhecida pela interpretação excecional de papéis em filmes como Dúvida (Doubt), As Serviçais (The Help), e Vedações (Fences), além da série televisiva Como Defender Um Assassino (How to Get Away with Murder), é vencedora de um Óscar, um Emmy, dois Tony Awards e um Grammy. Recebeu, na cerimónia dos Globos de Ouro de 2025, o Cecil B. DeMille Award pelo seu «extraordinário contributo para o mundo do entretenimento». 

James Patterson é um dos escritores mais conhecidos e que mais livros vendeu de todos os tempos. Entre as suas criações literárias estão algumas das séries mais populares do mundo, incluindo os thrillers Alex Cross e Private, além de vários livros infantis. Escreveu muitos outros bestsellers, incluindo colaborações com o presidente Bill Clinton, Dolly Parton e Michael Crichton. Das muitas distinções que lhe foram atribuídas, destacamos o National Book Foundation Literarian Award e a National Humanities Medal.

A festa literária mais aguardada do ano regressa a 6 de Junho



Lisboa volta a acolher a Noite da Literatura Europeia no dia 6 de Junho, das 19h às 23h30, em diferentes espaços da zona da Avenida da Liberdade e do Marquês de Pombal.

Este ano, o percurso pela literatura europeia contemporânea atravessa géneros, geografias e memórias de autores de 14 países - Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia - através de leituras encenadas por atores e criadores nacionais que dão voz e vida a esta viagem literária. 

Alguns autores vão marcar presença na Noite da Literatura Europeia em Lisboa, nomeadamente Layla Martínez (Espanha), Maria Grazia Calandrone (Itália), Ian de Toffoli (Luxemburgo), Adam Fyda (Polónia), João Luís Barreto Guimarães (Portugal), Kerry Barrett (Reino Unido) e Radu Vancu (Roménia). 

Da Áustria chega-nos A Capital, de Robert Menasse, Prémio do Livro Alemão, onde a Europa se revela nos bastidores de Bruxelas, entre ironia política e destinos cruzados, numa leitura de Maria Ana Filipe apresentada no espaço atmosfera m.

A Bélgica apresenta Eu Que Não Conheci os Homens, de Jacqueline Harpman, distinguida com o Prémio Orlanda, uma parábola sobre a humanidade depois do desaparecimento do mundo que a sustentava, com leitura de Maria d’Oliveira, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna.

Espanha revela Caruncho, de Layla Martínez, um retrato sombrio da memória familiar e da violência histórica inscrita no espaço rural espanhol, com leitura de Catarina Marques Lima, no Instituto Cervantes – Sala de Exposições.

Da Estónia chega Não espere nada, de Indrek Koff, autor premiado com o Prémio J. H. Erkko, numa reflexão íntima sobre infância, memória e apagamento histórico, com leitura de Jorge Mourato, na Sociedade Nacional de Belas Artes – Galeria de Arte Moderna.

A Finlândia apresenta A Existência da Vida, de Iida Turpeinen, também distinguida com o Prémio J. H. Erkko, onde ciência e narrativa se entrelaçam na descoberta e na perda do mundo natural, com leitura de Amélia Caldas, também na Sociedade Nacional de Belas Artes, agora na Galeria Pintor Fernando de Azevedo.

França regressa com  A tua promessa, de Camille Laurens, vencedora do Prémio Femina, um romance onde o amor se revela território de sedução, poder e ilusão, com leitura de Emmanuelle Jonvel, na Sala Rank do Cinema São Jorge.

A Grécia traz-nos O Gene da Dúvida, de Nikos Panayotopoulos, autor premiado em Salónica pelo seu trabalho no cinema, num texto onde a criação artística é posta em crise pela ciência e pela suspeita, com leitura de Henrique Gomes, no Foyer do Cinema São Jorge.

Da Hungria chega  O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025 e Prémio Man Booker Internacional, uma obra visionária sobre o colapso e a desagregação de uma comunidade rural, com leitura de Virág Dér-Boldog, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala dos Embaixadores.

Itália apresenta a obra Escrito com sangue na água, de Maria Grazia Calandrone, finalista do Prémio Strega, onde uma história biográfica de amor e tragédia se transforma em literatura de memória e identidade, com leitura de Rita Brütt, na Eleventy Milano, Lisboa.

O Luxemburgo propõe Léa ou a teoria dos sistemas complexos,  do dramaturgo e académico De Toffoli,num cruzamento entre ativismo climático e estruturas económicas contemporâneas, com leitura de Carolina David, no pátio da Universidade Autónoma de Lisboa.

A Polónia apresenta Lunáticos, de Adam Fyda e Marek Ospalski, uma reinterpretação contemporânea da exploração lunar entre ficção científica e reflexão filosófica, com leitura de Cláudio Henriques, no Museu Medeiros e Almeida – Sala do Lago.

Mediterrâneo, de João Luís Barreto Guimarães, Prémio Pessoa 2022, é a obra que Portugal apresenta este ano, um livro de poesia onde viagem, cultura e memória se transformam em mapa interior, com leitura de Manuel Wiborg, na Sala de Exposições do Camões, I.P.

Do Reino Unido chega A Livraria dos Segredos, de Kerry Barrett, num romance que cruza espionagem e livros na Lisboa da Segunda Guerra Mundial, com leitura de Ulisses Ceia e Mariana Pinheiro, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala da Presidência.

Da Roménia apresenta-se Kaddish, de Radu Vancu, poeta e ensaísta premiado internacionalmente, numa obra que convoca a poesia como forma de memória e resistência perante o horror histórico, com leitura de  Nuno Pinheiro, no  Instituto Cervantes —Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester.

Alguns autores vão marcar presença na Noite da Literatura Europeia, nomeadamente Layla Martínez (Espanha), Maria Grazia Calandrone (Itália), Ian de Toffoli (Luxemburgo), Adam Fyda e Marek Ospalski (Polónia), João Luís Barreto Guimarães (Portugal), Kerry Barrett (Reino Unido) e Radu Vancu (Roménia). 

A programação sublinha igualmente a forte ligação ao mercado editorial português, com várias obras já publicadas ou prestes a chegar às livrarias em  Portugal:

  • Áustria, A Capital, de Robert Menasse, Ed. Dom Quixote, 2019;
  • Bélgica, Eu Que não Conheci os Homens, de Jacqueline Harpman - Ed. Livros do Brasil, 2025;
  • Espanha, Caruncho, de Layla Martínez, Ed. Antígona, 2024;
  • Finlândia, A Existência da vida, de Iida Turpeinen Ed. Livros do Brasil, 2025;
  • França, A tua promessa, de Camille Laurens, Ed. Particular - Grupo Infinito Particular, Fev. 2026;
  • Grécia, O Gene da Dúvida, de Nikos Panayotopoulos  Ed. e-primatur, 2026;
  • Hungria, O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai, Ed. Cavalo de Ferro / Penguin Random House, 2026;
  • Itália, Escrito com sangue na água, de Maria Grazia Calandrone, Ed. Alfaguara / Penguin Random House, Maio 2026;
  • Polónia, Lunáticos, de Adam Fyda (argumento e desenho) e Marek Ospalski (argumento), Ed. A Seita, Lançamento na Feira do Livro em junho de 2026
  • Reino Unido, A Livraria dos Segredos, de Kerry Barrett, Penguin Random House, 2026.
 
A Noite da Literatura Europeia 2026 é uma iniciativa da EUNIC Portugal, rede que reúne institutos culturais e embaixadas de países da União Europeia, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC/Lisboa Cultura, a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), a Representação da Comissão Europeia em Portugal, a Europa Criativa, a Associação Avenida, a Junta de Freguesia de Santo António, o Plano Nacional de Leitura, a Majestil, o El Corte Inglés e a APPEL.