quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Estoril Sol celebra Ano Novo Chinês com ofertas lúdicas e culturais



O Casino Estoril e o Casino Lisboa celebram, até 4 de março, o Ano Novo Chinês, regido pelo cavalo. Cumpre-se, assim, a tradição nos Casinos da Estoril Sol que comemoram o “Ano Novo Lunar 2026” com várias iniciativas lúdicas e culturais.  A entrada é gratuita.

É de salientar que, o Casino Estoril, na próxima sexta-feira, dia 20, e o Casino Lisboa, no sábado, dia 21, a partir das 15 horas, precisamente na abertura dos seus espaços ao público, inauguram oficialmente o programa comemorativo do Ano Novo Chinês. Irão decorrer várias tradições milenares de celebração do Ano Novo Chinês, designadamente, a “Cerimónia do Incenso”, o “Ritual do Leitão” e a “Dança do Leão”.

A ancestral “Dança do Leão” repleta de ritmo, cor e muita animação, decorrerá em três momentos ao longo de cada um dos dias. Os visitantes do Casino Estoril, no dia 20, e do Casino Lisboa, no dia 21, que circulem pelos diferentes espaços de lazer e áreas de jogo poderão acompanhar este icónico número de dança às 15h15, 20h30 e 23h30. 

Mas, antes, já desde ontem, terça-feira, 17 de fevereiro, o dia em que começou oficialmente o “Ano Novo Lunar”, o Casino Estoril inaugurou uma decoração apropriada para celebrar esta data especial. Destaca-se, desde logo, junto à porta rotativa da entrada principal, um colorido cavalo, simbolizando o signo que rege 2026, rodeado de lanternas e de outros adornos tipicamente chineses. Já na entrada da área de Jogo está em evidência um pessegueiro de dimensões reais, representativo de longevidade e de prosperidade. 



Por sua vez, também, desde terça-feira, dia 17, a Galeria de Arte do Casino Lisboa acolhe uma imponente instalação alusiva ao Ano Novo Chinês. Com vários pontos de interesse, são de realçar um cavalo, que promete conquistar a atenção do público, assim como um emblemático pórtico chinês e um pessegueiro de tamanho natural. Tudo isto rodeado de um ambiente adequado com cerca de 80 lanternas iluminadas e diversos adornos chineses distribuídos pelo espaço da Galeria de Arte. A não perder, até 4 de março.

A Estoril Sol disponibiliza, ainda, uma Campanha exclusiva para membros com adesão ao clube ou com adesão ao programa de fidelização que estará em vigor no Casino Estoril, no dia 20, e no Casino Lisboa, no dia 21. Será concedida uma participação por membro e mediante a acumulação mínima de 2 pontos será oferecido 1 envelope vermelho com créditos promocionais, no valor de €10.

Ameaça híbrida e conflitos preocupam empresas portuguesas



A segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas, do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, reforça a centralidade do tema nas decisões das empresas portuguesas. Entre os riscos mais elevados, a curto e médio/longo prazos, destacam-se os ciberataques de grande dimensão (numa lógica de ameaça híbrida), a crise financeira e a disrupção das cadeias de abastecimento – que sobe ao terceiro lugar, enquanto os conflitos comerciais entre EUA, China e UE descem para o quinto posto.

A competição geopolítica surge como um dos principais vetores de risco, manifestando-se sobretudo através de preocupações com ciberataques de grande dimensão a infraestruturas críticas ou empresas, num contexto de guerra híbrida com patrocínio estatal, que é avaliada como risco elevado por 63% dos inquiridos. Neste ponto, o estudo indica a possibilidade de cruzamento de riscos “ciber” (criminais e estritamente geopolíticos) para justificar o primeiro lugar (a 1 e 3 anos).

Mantém-se igualmente uma apreensão expressiva de que as consequências da crescente corrida geopolítica possam, através de instabilidade e eventual disrupção, conduzir a uma nova crise financeira, à semelhança da verificada em 2007, referência negativa marcante e ainda muito presente no imaginário económico das empresas. Este risco é apontado como elevado por 58% dos respondentes.

Para Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, esta perceção entra “num ‘terreno familiar’ de um risco cíclico, agrava pela identificação de que o risco geopolítico pode ainda desencadear ou agravar uma crise financeira ao gerar instabilidade, perda de confiança nos mercados e choques económicos que afetam investimentos, crédito e crescimento”.

Também o receio ligado aos conflitos intraeuropeus assume particular relevância nesta edição do Barómetro da Porto Business School. Quer na sua forma cinética, quer no contexto de ameaças híbridas – altamente relacionadas aos ataques no centro e leste da Europa –, este risco reforça a principal preocupação das organizações, tanto no curto prazo (63%) como no médio e longo prazo (53%).

Cadeias de abastecimento e efeito Trump
Nessa sequência, e em estreita ligação com a atuação da nova administração norte-americana, a eventual disrupção das cadeias de abastecimento entra no top três das maiores inquietações das empresas, sendo identificada como um risco elevado por 55% dos inquiridos.

Segundo Jorge Rodrigues, a “adaptação das empresas ao ‘Efeito Trump’ e ideia de que ‘Trump Always Chickens Out’ (TACO), o que nem sempre acontece, parecem explicar a colocação do risco dos conflitos comerciais apenas no quinto lugar – tanto a curto como a médio e longo prazo –, a par da mitigação do risco feita pelas negociações e estratégia da própria União Europeia”. “Resta saber se será mesmo assim futuramente, sobretudo no caso de riscos geopolíticos mais complexos, como, por exemplo, o programa nuclear do Irão ou a crise de Taiwan”, conclui.

De acordo com o Barómetro da PBS, e de forma algo surpreendente, a negação do acesso à tecnologia pode ser um risco subavaliado ao surgir apenas nos oitavo e sexto lugares (1 e 3 anos), já que, no atual contexto de forte competição geoeconómica, sobretudo sino-americana, mas com reflexos globais, é um risco sério – embora o grau de impacto dependa dos setores de atividade. Refira-se, ainda, a desinformação da Inteligência Artificial (IA), que surge apenas na nona posição (1 e 3 anos).

Entre as restantes preocupações do tecido empresarial nacional encontram-se as explosões nucleares ou BQ (biológicas e químicas), a radicalização e as migrações.

Exportadoras e importadoras mais expostas à disrupção logística
De salientar, ainda, que o Barómetro demonstra um agravamento da perceção de risco entre empresas importadoras e exportadoras relativamente à disrupção das cadeias de abastecimento, tendo esta sido identificada como risco elevado por 72% dos inquiridos. O top três fica completo com os ciberataques e a crise financeira. Em relação a 2025, os conflitos comerciais EUA/China/UE saíram do top três.

Contrariamente ao panorama geral das empresas, nas organizações com investimento direto no estrangeiro, o fator da disrupção das cadeias de abastecimento não integra os três principais riscos de gestão identificados a três anos.

“A instabilidade geopolítica traduz-se numa elevada incerteza no comércio internacional, sendo naturalmente sentida com maior intensidade pelas organizações com maior exposição aos mercados externos”, sublinha Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School.

Por outro lado, as empresas da indústria transformadora identificam a disrupção das cadeias de abastecimento como a principal preocupação, seguindo-se os ciberataques e os conflitos na Europa. Em comparação com o ano passado, saem do pódio os riscos ligados à crise financeira e os conflitos comerciais EUA/China/UE. Refira-se, ainda, que no caso das empresas financeiras e de seguros, existe uma elevada perceção de risco relativamente às questões energéticas.



Parcerias estratégicas são a principal ferramenta de mitigação do risco
No que respeita às estratégias de resposta a este contexto, o Barómetro da PBS indica que as empresas continuam a privilegiar soluções assentes nas parcerias estratégicas (44%), tratados multilaterais (42%), na capacidade interna (I&D) (40%) e na melhoria da preparação geopolítica (37%).

Além disso, segundo Jorge Rodrigues, “o reforço do conhecimento geopolítico como estratégias de mitigação, através da investigação e desenvolvimento, revelam que o setor empresarial pretende aumentar as suas competências e meios endógenos e não ficar apenas à espera do Estado para mitigar riscos geopolíticos. O apoio estatal não é uma prioridade, embora se acredite, talvez um pouco em contraciclo face ao afastamento da multilateralidade no plano global, na necessidade de concretização de tratados internacionais estabilizadores”.

Paralelamente, a escola prepara a 8.ª edição do open executive program “Risco Geopolítico e Estratégia para Executivos”, desenvolvido com o Instituto da Defesa Nacional, que enquadra a geopolítica como fator estratégico com impacto direto na sustentabilidade, resiliência e competitividade. A formação arranca a 5 de março, com candidaturas abertas até 2 de março.


A segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School inquiriu executivos de empresas baseadas em Portugal e com operação nacional e internacional, abrangendo uma análise setorial que inclui a indústria transformadora, empresas exportadoras e importadoras. Após tratamento, foram considerados 330 inquéritos válidos. O inquérito foi realizado entre 8 e 20 de dezembro de 2025, permitindo uma visão abrangente sobre a perceção do risco geopolítico e as estratégias de mitigação adotadas pelas empresas em Portugal. 

No seguimento da apresentação da segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas, gostaríamos de dar conta que Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, está disponível para entrevistas sobre o tema.

Está patente a exposição Ad aeternum na Galeria de Arte do Casino Estoril



Está patente, desde a passada quinta-feira, a exposição Ad aeternum na Galeria de Arte do Casino Estoril. Trata-se de uma colectiva de Pintura e Escultura que reúne 28 obras da autoria de 8 artistas plásticos. Com entrada gratuita, a não perder, até 23 de março. 



“Participam nesta mostra 8 artistas, com oito linguagens diferentes, desde o gestualismo ao abstracto, do surrealismo ao figurativo, da paisagem gestualista de Diogo Navarro ao paisagismo urbano de Maramgoní, do azul inconfundível das aguarelas de Paulo Ossião, às desconstruções de Rui Carruço, da pureza do mármore branco imaculado de Filipe Curado ao esculpir rude e único de Abílio Febra e dos arbustos em madeira e metal de Carlos Ramos às esculturas em talha única de Ricardo Gigante”, explica Pedro Lima de Carvalho, Director da Galeria de Arte. 



Estarão patentes obras nas modalidades de pintura e escultura:
Pintura – Diogo Navarro, Paulo Ossião, Maramgoní e Rui Carruço.
Escultura – Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado e Ricardo Gigante.




Museu do Oriente estreia oficina de aguarela



As armaduras samurai deixam as vitrinas e passam para o papel. Pela primeira vez, o Museu do Oriente promove uma oficina que convida a observar de perto estas peças históricas e a representá-las através da aguarela, numa experiência que cruza desenho, pintura e arte.

No sábado, 21 de Fevereiro, o ilustrador Pedro Salvador Mendes, conduz a oficina Armaduras Samurai – oficina de aguarela, que começa nas exposições do Museu e se prolonga na sala de trabalho. Depois de uma visita às armaduras samurai, os participantes escolhem um ou dois modelos como ponto de partida para o desenho, que pode ser feito a partir da observação directa das peças ou através de registos fotográficos, a desenvolver em aguarela.



Mais do que uma aula de pintura, esta oficina oferece um olhar privilegiado sobre a forma, o detalhe e a presença destas armaduras, pensadas originalmente para o campo de batalha e hoje apreciadas como objectos de grande sofisticação estética. O trabalho decorre num ritmo calmo, que valoriza a relação entre o olhar, a matéria e o gesto criativo.

Pensada para quem procura experiências criativas fora do comum, esta é uma proposta singular na programação do Museu do Oriente, onde a arte japonesa inspira novas formas de olhar, observar e desenhar.

Oficina | Armaduras Samurai - oficina de aguarela
com Pedro Salvador Mendes
Sábado | 21 Fevereiro
Horário: 10H00 às 13H00
Público-alvo: M/ 16 anos [idade indicativa]
Participantes: Mín. 6; Máx. 12
Preço: €40 [inclui materiais]

Tédio? Nunca mais!



Entre rotinas exigentes e o constante apelo dos ecrãs, entreter crianças de forma criativa pode tornar-se um verdadeiro desafio para as famílias. É precisamente para responder a esse cenário que chega às livrarias Que Seca!, um livro que reúne 101 atividades pensadas para estimular a curiosidade e a imaginação dos mais novos.

Com propostas para diferentes idades – dos 1 aos 12 anos –, este livro reúne sugestões simples de realizar em casa ou perto de casa, gratuitas ou de muito baixo custo. As atividades estão organizadas de forma clara e intuitiva, agrupadas pelo local ideal para se realizarem, e com indicação da faixa etária apropriada e do nível de exigência para o adulto e para a criança, o que facilita a escolha da atividade certa em qualquer situação.

Mais do que um livro de ideias, Que Seca! pretende estimular a criatividade, a imaginação e o espírito de descoberta das crianças, enquanto promove momentos de ligação e partilha em família. Este é um aliado essencial não só para para pais, mães, avós e tios, mas também educadores, babysitters e irmãos mais velhos que procuram alternativas práticas para ocupar o tempo de forma enriquecedora e longe dos ecrãs.

Que Seca! estará disponível nas livrarias a partir de 19 de fevereiro.

Concertos gratuitos de Sara Madeira no Arena Lounge do Casino Lisboa



Sara Madeira protagoniza, de 19 a 21 de fevereiro, às 22h20, um ciclo de três concertos no Arena Lounge do Casino Lisboa. Serão actuações intimistas onde técnica, emoção e cumplicidade da cantora Sara Madeira e do pianista António Andrade Santos se encontram em palco. A noite prolonga-se, às 23h30, na sexta-feira, 20, com DJ Bruno Safara; e no sábado, 21, com DJ Hélder Russo, que escolhem os sets ideais até de madrugada. A entrada é gratuita. 

Sara Madeira nos dias 19, 20 e 21
A cantora Sara Madeira e o pianista António Andrade Santos juntam-se num projeto que celebra o encontro entre a voz e o piano, num diálogo entre a canção e a música contemporânea. 

Sara Madeira, natural de Santarém, destacou-se como vocalista da banda Secret Lie e tem construído uma sólida carreira no teatro musical, cinema e televisão. Está a preparar o seu primeiro projecto a solo. Por sua vez, António Andrade Santos, formado em Direção Coral e Formação Musical pela Escola Superior de Música de Lisboa, é compositor, orquestrador e pianista, com vasta experiência no teatro musical e colaborações com artistas como Buba Espinho, Carolina de Deus e Milhanas.



DJ Bruno Safara no dia 20
"Refugiado na música desde 2002, Bruno Safara começou a partilhar a sua paixão pela música por acaso. O seu trajeto musical tem sofrido muitas influências musicais, fruto da sua procura incessante de novas correntes musicais assim como a redescoberta de temas mais antigos, tendo passado como dj residente por alguns bares emblemáticos da noite lisboeta como o Estado Líquido em Santos e Frágil no Bairro Alto. Nos seus sets poderá ouvir-se as influências rock, funk, disco, house e tecnho, procurando sempre fazer pontes musicais entre o passado e o presente, sempre com os olhos postos no futuro."



DJ Hélder Russo no dia 21
Hélder Russo é natural de Lisboa e tem-se afirmado na cena clubbing pela sua imensa paixão pelo soul, jazz, funk, disco e pelas sonoridades por eles influenciadas, como o house e o techno de Detroit. O seu trabalho como produtor é reflexo disso: um leque de influências distintas, mas sempre com a música negra, nas suas mais variadas vertentes, como denominador comum. Desde o jazz, passando pelo soul, funk, pelo electro e new wave dos anos 80.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Pode um nome mudar o destino de uma vida?



Os Nomes é a aclamada estreia literária de Florence Knapp, um romance que explora três versões possíveis de uma mesma existência. Uma narrativa sobre identidade, destino e as infinitas ramificações das escolhas humanas.

A história começa no inverno de 1987. Na sequência de uma tempestade devastadora, Cora vê-se confrontada com uma decisão aparentemente simples: escolher o nome do seu filho recém-nascido. Optar por Gordon, em homenagem à tradição familiar, ou por um nome diferente, como Bear ou Julian, irá desencadear percursos distintos não só na vida da criança, mas também na da sua família, com consequências profundas e inesperadas.

Estruturado em três partes, o romance materializa a ideia de que cada escolha abre um novo universo. O leitor acompanha, assim, três versões daquele bebé — da infância à idade adulta — percebendo como identidade e destino podem ser moldados por decisões mínimas.

Amplamente elogiado pela crítica, Os Nomes destaca-se pela sua estrutura imaginativa, pela profundidade emocional e pela forma sensível como aborda a complexidade das relações familiares.

Conceptualmente ambicioso e, ao mesmo tempo, profundamente humano, o romance de estreia de Florence Knapp é uma leitura envolvente e terna sobre as múltiplas vidas que podem nascer de um único gesto.

Os Nomes já se encontra em pré-venda e chega às livrarias a 19 de fevereiro.

Sobre a Autora

Florence Knapp mora nos arredores de Londres com o marido, o cão e, às vezes, um (ou dois) dos filhos já adultos. Algumas das suas coisas favoritas são: palavras, cabines de fotos, azulejos antigos, chuva, longas chamadas telefónicas, roupas com bolsos, capas de livros, covinhas, casas iluminadas à noite, a palavra “edredão”, cadernos, caleidoscópios, sopa caseira, Itália, tirar fotografias, conversar sobre livros, húmus, barre, plantas de interior, um edredão grosso com mantas de lã empilhadas por cima, costura à mão, fazer listas.

Deixar comida no prato num encontro é “red flag” para 74% dos portugueses



Se há algo que realmente une os portugueses, é a comida. Das conversas à partilha de experiências, a Too Good To Go, a maior app do mundo no combate ao desperdício alimentar, revela como a comida se tornou uma verdadeira linguagem do amor em Portugal. Os dados mostram o que é valorizado nos encontros, quais as refeições mais escolhidas e quais os hábitos mais comuns no país quando se trata de romance à mesa.

Para os portugueses, os gestos simples falam mais alto do que pratos sofisticados: 64% acredita que partilhar comida é a verdadeira linguagem do amor. Ao dividir uma refeição, não só se criam momentos de conversa e cumplicidade, especialmente úteis em primeiros encontros, onde nem sempre é fácil quebrar o gelo, como também se transmite cuidado e atenção. Não é por acaso que 5 em cada 10 sentem-se mais amados quando alguém se lembra da sua comida favorita, reforçando a importância de pequenos gestos que demonstram proximidade e cuidado. 

Também muitas vezes é difícil encontrar as palavras certas para o que sentimos, e é aqui que a comida se torna numa linguagem própria de carinho: cerca de 40% acredita que preparar, partilhar ou oferecer comida é uma forma de transmitir afeto. Esta dedicação é consistente em Portugal, onde mais de metade cozinha uma refeição especial todas as semanas, sendo os adultos entre 45 e 54 anos os mais assíduos, com mais de 60% a concretizar este ato de amor regularmente.

Essa ligação emocional à comida reflete-se também na forma como os relacionamentos começam e evoluem. Nos primeiros encontros, sete em cada dez portugueses escolhem um restaurante ou bar como local preferencial, mas à medida que a intimidade cresce, 32% preferem cozinhar juntos, transformando a cozinha num espaço de cumplicidade. Além disso, “conquistar pelo estômago” continua a ser relevante, mas hoje faz-se a quatro mãos. Entre os mais jovens (25–34 anos), quase 40% vão além de partilhar a refeição: querem também partilhar a experiência de a cozinhar.

Desperdiçar comida é uma “red flag”, mas levar sobras ainda gera desconforto
Se a comida é uma forma de demonstrar cuidado, aquilo que fazemos com ela também comunica. Gestos simples, tais como pedir para levar sobras ou deixar comida no prato, começam a ser avaliados num contexto de dating. 

"A comida é uma das mais significativas linguagens do amor, presente deste sempre em momentos românticos. Através dela cuidamos, demonstramos afeto, conquistamos o outro, mostramos presença e partilhamos momentos de intimidade e cumplicidade. Mas no amor, mais do que aquilo que dizemos, importa aquilo que os nossos gestos comunicam e as pessoas estão cada vez mais alerta para as red flags dos valores desencontrados com o seu par romântico. No que à comida diz respeito, quando escolhemos não desperdiçar e respeitar os recursos e aqueles que os produzem, estamos a mostrar algo sobre nós que pode ser uma grande green flag para o outro." afirma a Doutora Catarina Lucas, psicóloga clínica, psicoterapeuta individual e de casal e sexóloga.

Para 74% dos portugueses, deixar comida no prato após um encontro é uma “red flag”, no entanto, levar sobras para casa ainda causa algum constrangimento. Cerca de 3 em 10 ainda evitam levar as sobras para casa por receio da perceção da outra pessoa. Os adultos entre os 35 e os 65 anos são os que mais hesitam, revelando que a pressão social muitas vezes ainda pesa mais do que a consciência contra o desperdício alimentar. 

No entanto, entre os mais jovens, a sensibilidade é maior em relação a este tema. Evitar desperdício passa a ser encarado como uma “green flag”, um sinal positivo de responsabilidade, consciência e cuidado, tanto com a pessoa ao nosso lado como com o mundo à volta.

O que pedir num encontro? Os pratos que fazem sucesso 
Quando chega o momento de escolher o prato ideal para um encontro, os portugueses tendem a optar por opções que equilibram conforto, prazer e partilha. Os pratos de carne lideram as preferências (38%), seguidos de sushi (26%), sobremesas (17%), pizza (17%) e risotto (16%).

A pizza, por exemplo, mantém-se como uma escolha frequente para encontros descontraídos, seja para dividir à mesa, num piquenique ou para levar para casa. Cadeias conhecidas como a Pizza Hut ou a Telepizza estão disponíveis na app da Too Good To Go, permitindo que estes momentos aconteçam de forma mais espontânea e económica, sem grandes planos combinados.

Choremance: romance no quotidiano
Mais do que jantares formais ou encontros planeados, entre a Geração Z cresce a tendência do “choremance”: momentos românticos que acontecem enquanto se realizam tarefas do dia a dia, como passear o cão, ir às compras ou cozinhar juntos. Estes encontros privilegiam a autenticidade, a cumplicidade e o contacto natural, em vez da sofisticação ou formalidade.

No meio destas pequenas aventuras do quotidiano, os casais podem salvar uma Surprise Bag através da app da Too Good To Go e deixar que o momento decida. Pode ser uma Surprise Bag de um supermercado, como o Auchan, com ingredientes para improvisar um jantar e cozinhar em conjunto em casa; uma sandes rápida da Loja das Sopas, entre compromissos; ou alguns salgados e algo doce do Pans Cafe ou do Jeronymo para partilhar numa pausa inesperada. São escolhas simples que transformam tarefas banais em momentos de proximidade, tornando o dia a dia mais leve, mais cúmplice e sem desperdício ou grandes gastos.

Sobre a Too Good To Go

A Too Good To Go é uma empresa de impacto social com selo B Corp que liga os utilizadores a lojas parceiras para salvar alimentos não vendidos e impedir que sejam desperdiçados. 
Com mais de 100 milhões de utilizadores registados e 175.000 parceiros ativos em 19 países da Europa e da América do Norte, a aplicação de Too Good To Go é a app número 1 do mundo para salvar excedentes alimentares. Desde o seu lançamento em 2016, a Too Good To Go salvou mais de 400 milhões de refeições do desperdício, o equivalente a mais de  1 milhão de  toneladas de CO2e evitadas. 
A app chegou a Portugal em outubro de 2019 e já conta com uma comunidade de mais de 2 milhões de utilizadores e mais de 4000 estabelecimentos. Uma comunidade que junta já salvou mais de 5 milhões de Surprise Bags um pouco por todo o país, o equivalente à emissão de 13.500 toneladas de CO2e. 
De acordo com o Project Drawdown (2020), o combate ao desperdício alimentar é a principal solução para resolver a crise climática.

Alunos a aprender Português no estrangeiro refletem sobre os Direitos Humanos



O concurso «Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa», promovido pela Porto Editora, o Camões, I.P. e o PNL2027, tem candidaturas abertas até 20 de março .

Já está a decorrer o período de submissão de participações na 6.ª edição do concurso Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa, dirigido aos milhares de estudantes que frequentam cursos de Português na rede de Ensino Português no Estrangeiro, leitorados, universidades e Centros de Língua Portuguesa.

A iniciativa, promovida pela Porto Editora em articulação com o Camões, I.P. e o PNL2027, desafia os participantes a escrever um conto original em língua portuguesa, subordinado ao tema "Direitos Humanos: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?".

O período de submissões termina a 20 de março, data a partir da qual os trabalhos serão avaliados pelo júri, composto por elementos das três entidades promotoras e pela escritora Maria Inês Almeida, madrinha desta edição.


Os vencedores serão anunciados a 5 de maio, Dia Mundial da Língua Portuguesa, e publicados, juntamente com as menções honrosas, na página de Ensino Português no Estrangeiro da Porto Editora e no portal institucional do Camões, I.P..

Um Estar Aqui Cheio de Vera Mantero no CCB



Um Estar Aqui Cheio é uma peça de 2001 que foi apresentada apenas em três salas. Vinte e cinco anos após a estreia, é apresentada pela primeira vez em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, com o elenco original.

Para a residência proposta em 2001 pelo Le Quartz e pela Capital Europeia da Cultura Porto 2001, Vera Mantero propôs-se pensar em conjunto (uma das sua atividades favoritas). Reuniu vários artistas durante um mês em Brest, com o objetivo de pensar com eles: os coreógrafos/performers Sabina Holzer, Litó Walkey, João Samões e Martin Nachbar, o escritor-performer António Poppe, o músico Boris Hauf e, no campo das artes visuais, Nadia Lauro e Helena Inverno. Durante quatro semanas, as questões giraram à volta de: como surge a energia? O que nos faz mover na vida, o que é que põe um ser humano em movimento? O que é que cria a curiosidade, o que é que a põe em movimento? Como atravessar uma vida que de facto aproveita a força de toda a sua potência?

Estes nove artistas quiseram habitar, e fazer habitar (pelo público), esses outros lugares da existência, menos palpáveis, menos lineares, menos funcionais, mas igualmente necessários. Ou mais necessários ainda, pois que não encontramos sentido para as nossas «funções» sem os habitarmos. Estas coisas inexplicáveis e indescritíveis através da nossa linguagem quotidiana, mas dizíveis por estas outras línguas que estão no nosso corpo, na nossa perceção, na existência de todos nós. Precisamos desta prática de «afinarmos» os nossos seres a estas outras línguas, de emitir e de entender o que nos atravessa através delas.

Num processo de um mês refletiram, falaram, improvisaram, observaram, trocaram e criaram ligações entre palavras, acções, movimentos, sons, espaços ou objectos. Um espetáculo criado por artistas de diferentes campos e que toma, sucessivamente ou simultaneamente, várias formas: o concerto, a conferência, a coreografia, a instalação… e onde o público encontrará assim também o seu lugar sob diferentes formas, seja em termos de espaço, de tempo ou de perceção.