quarta-feira, 28 de outubro de 2026

90 anos depois, uma partitura de Lopes-Graça reencontra a dança de João dos Santos Martins



Quase 90 anos depois, uma composição de Fernando Lopes-Graça volta a ganhar vida. Escrita durante o exílio em Paris para um bailado apresentado uma única vez, em 1938, a obra é recuperada em A Febre dos Tempos, a nova criação de João dos Santos Martins, produzida pela Culturgest e pela Associação Parasita. Partindo deste episódio pouco conhecido da história da música e da dança europeias, o espetáculo estabelece uma ligação entre o passado e o presente para questionar as inquietações da Europa contemporânea. Apresenta-se de 16 a 19 de junho de 2027, na Culturgest.

Em maio de 1938, a Compagnie des Ballets Internationaux apresentou no Teatro Pigalle, em Paris, La Fièvre du Temps, uma revista-coreográfica com música de Fernando Lopes-Graça. Foi a única apresentação conhecida da obra, num ensaio geral aberto ao público e à crítica. Quase 90 anos depois, a composição escrita durante o exílio do músico português é o ponto de partida de A Febre dos Tempos, uma produção da Culturgest e da Associação Parasita, em coprodução com a OPART/TNSC, com criação de João dos Santos Martins.

Em 1937, Fernando Lopes-Graça instalou-se em Paris, fugindo à repressão do Estado Novo. Na capital francesa juntou-se à Compagnie des Ballets Internationaux, uma companhia formada por artistas de diferentes nacionalidades, muitos deles exilados e perseguidos pelos regimes fascistas. Entre os impulsionadores da companhia estavam Jean Weinfeld, ligado ao teatro político francês, e a bailarina alemã Julia Marcus, afastada do Ballet do Teatro Municipal de Berlim, em 1933, por ser judia e militante comunista. Foi neste ambiente de exílio e resistência política, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, que nasceu La Fièvre du Temps, uma criação que levava a palco as grandes inquietações da época: a corrida ao armamento, a industrialização, a crise financeira e a aceleração dos ritmos da vida moderna. A música de Lopes-Graça acompanhava esta turbulência política e social. A obra teve uma única apresentação, num ensaio geral aberto ao público, mas, por razões desconhecidas, nunca chegou a estrear oficialmente.

A partitura, escrita para dois pianos, permaneceu conservada no espólio de Lopes-Graça, depositado no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria. A investigação de Manuel Deniz Silva, do INET-md/NOVA FCSH, tem permitido recuperar este capítulo pouco conhecido da história da música e da dança europeias. 

Em A Febre dos Tempos, João dos Santos Martins parte da música de Lopes-Graça e da história de La Fièvre du Temps para criar um espetáculo que estabelece um diálogo entre o passado e o presente, revisitando as inquietações políticas e sociais da Europa dos anos 1930 à luz do mundo contemporâneo.

"Tudo começou na partitura de Fernando Lopes-Graça com o intuito arqueológico e de invenção que procura cruzar a urgência dessa história com o nosso presente e com isso pensar como o corpo atravessa uma temporalidade turbulenta e febril que está entre conflito e resistência, entre memória e devir." explica João dos Santos Martins.

Quase um século depois, a Europa volta a confrontar-se com a ascensão de movimentos de inspiração fascista, políticas discriminatórias, o endurecimento das fronteiras e a disseminação de discursos de ódio contra quem é visto como estrangeiro. Enquanto alguns países procuram proteger-se da ameaça da guerra, outros vivem-na diariamente. É neste cenário que A Febre dos Tempos reencontra a urgência da obra de Lopes-Graça.

A nova produção reúne ainda artistas de diferentes áreas: Ana Jotta, referência da arte contemporânea portuguesa, assina a cenografia e os figurinos, e o maestro e pianista João Paulo Santos, um dos mais reconhecidos intérpretes da obra de Lopes-Graça, será um dos pianistas do espetáculo, a par de Nuno Margarido Lopes.

Produzido pela Culturgest e Associação Parasita, A Febre dos Tempos mobiliza uma rede de parcerias que inclui OPART/Teatro Nacional de São Carlos, Museu Nacional do Teatro e da Dança, Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria (Cascais) e INET-md/NOVA FCSH. Esta colaboração reúne diferentes áreas de conhecimento e prática artística, da investigação histórica à interpretação musical, em torno de uma produção que cruza criação contemporânea e recuperação do património cultural.

O projeto inclui também a publicação de um livro e a realização de uma exposição - no Museu Nacional do Teatro e da Dança - que irão aprofundar a história de La Fièvre du Temps e o contexto artístico e político em que nasceu. Estas iniciativas permitirão conhecer melhor este episódio singular do percurso de Lopes-Graça e a comunidade internacional de artistas exilados que lhe deu origem, prolongando para além do palco a investigação e a reflexão sobre a obra.

Dia 19 de junho, a sessão terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição com reconhecimento de palco uma hora antes do início do espetáculo.

Os bilhetes para custam entre 5€ e 18€ e estão à venda na Culturgest e na rede Ticketline.

Ciclo de três concertos de Sara Magid com entrada gratuita no Casino Lisboa



O Casino Lisboa continua a oferecer diversificados ciclos de concertos gratuitos no Arena Lounge. Sara Magid será a nova a protagonista do programa de animação musical de 29 a 31 de outubro. Com entrada livre, os concertos iniciam-se na próxima quinta-feira, dia 29, às 22h15, e na sexta-feira, dia 30, e no sábado, dia 31, às 23h10.

Sara Magid é uma cantora portuguesa ligada ao Jazz, Soul e R&B, géneros que fazem parte da sua identidade artística. A vocalista estreia-se no Casino Lisboa e será acompanhada ao piano por Nuno Tavares. 

Com uma carreira muito preenchida, Sara Magid integrou diversos projectos musicais e actuou em diversas salas de espectáculo por todo o país, distinguindo-se pela versatilidade da sua abordagem, sendo capaz de transitar entre diferentes contextos e ambientes musicais. 

Paulo Pires do Vale, Luísa Schmidt e Sérgio Godinho na abertura da VERSÁTIL Leiria 2026



Paulo Pires do Vale e Luísa Schmidt abrem a Versátil — Feira do Livro de Leiria, a 31 de outubro, às 16h30, na Biblioteca Villa Portela, numa sessão que dá início à reflexão sobre o tema desta edição: «O Comum». No mesmo dia, Sérgio Godinho, acompanhado por Júlio Resende, apresenta-se em concerto, às 18h00, na Black Box. Pensamento, palavra e música marcam assim o arranque de um encontro que propõe olhar para a cultura como parte da vida de uma comunidade e da sua capacidade de se reerguer.

José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Isabela Figueiredo, Helena Roseta, Luísa Sobral, Patrícia Portela e Hugo Gonçalves são outros dos nomes da programação, que decorre até 8 de novembro, com o Mercado de Sant’Ana como ponto de encontro e atividades noutros espaços culturais da cidade. Com curadoria de Isabel Lucas e Nuno Artur Silva, a Versátil reúne escritores, artistas e pensadores para conversar sobre livros e sobre as questões que atravessam o quotidiano: como habitamos o território, como nos relacionamos com os outros e como cuidamos daquilo que pertence a todos.

Uma edição que nasce da experiência de uma comunidade
A escolha de «O Comum» tem origem nas tempestades que atingiram Leiria. A experiência da perda, os gestos de entreajuda e as dificuldades da reconstrução tornaram mais visíveis as relações que sustentam uma comunidade. É dessa realidade que parte a programação: da necessidade de escutar, compreender outras experiências e encontrar formas de agir em conjunto.

Num ano em que a resposta às necessidades básicas das populações e a recuperação do território exigiram concentrar esforços e recursos, manter a Versátil significa também preservar um lugar para o encontro e a participação. Reerguer Leiria também passa pela cultura: pelas histórias que ajudam a compreender o que aconteceu, pelas perguntas que permitem pensar o presente e pelos espaços onde as pessoas voltam a reunir-se.

Esta ligação entre território, cultura e vida coletiva atravessa toda a edição. A abertura com Paulo Pires do Vale e Luísa Schmidt lança uma reflexão que continuará nos encontros com escritores, na poesia, nos concertos, no cinema e nas atividades com escolas. A proposta é aproximar perspetivas e gerações, estimular o pensamento crítico e criar espaço para olhar o mundo a partir do lugar do outro.

Dos livros às formas de viver em conjunto
A 7 de novembro, Helena Roseta conversa com Isabel Lucas em «O Lugar de Todos», trazendo para o centro do programa a reflexão sobre o espaço comum. Nesse dia, os livros dão também origem aos encontros entre José Luís Peixoto e Paulo Moreiras e entre Filipa Martins e Luísa Sobral. André Pereira e Rui Zink participam em «Continuar a Rir», acrescentando o humor às formas de observar e interrogar a realidade.

No dia 8, Patrícia Portela e Anabela Mota Ribeiro encontram-se numa conversa a partir dos livros, enquanto Isabela Figueiredo e Hugo Gonçalves partilham os seus percursos de escrita e leitura. O olhar alarga-se também ao contexto internacional: Gonçalo M. Tavares e José Gomes André participam em «A América depois do voto», e Alexandre Vidal Porto e João Gabriel de Lima discutem «O Brasil depois das eleições». São conversas que aproximam a criação literária das questões da vida democrática e da forma como compreendemos sociedades em mudança.

A poesia tem igualmente lugar nesta reflexão, com Pedro Biscaia e Fernando Alves, a partir de Dos Dias Frágeis, e um encontro que reúne Adélio Amaro, Cristina Nobre, Trindade Pereira, Paulo José Costa e Fernando Brites, a 6 de novembro.

Aprender a ler o mundo começa nos mais novos
A literatura infantil e juvenil e os encontros com escolas são uma dimensão central da Versátil. Entre 3 e 6 de novembro, Maria Inês Almeida, António Mota, Miriam Gonçalves, David Machado, Elizabete Neves, Clara Cunha, Catarina Sobral e Nuno Bernardo encontram-se com os jovens leitores.

Conhecer quem escreve e ilustra, descobrir como nasce uma história e ganhar confiança para fazer perguntas são experiências que o programa procura proporcionar. A formação de leitores liga-se, assim, à capacidade de imaginar outras vidas, reconhecer emoções e escutar perspetivas diferentes — aprendizagens que também fazem parte de viver em comunidade.

A palavra encontra outras artes
O diálogo entre a literatura e outras linguagens acompanha a Versátil desde a sua criação, em 2024, quando a tradicional Feira do Livro de Leiria ganhou um novo formato, alargando a descoberta de livros e autores a debates, espetáculos e experiências de participação.

Nesta edição, além do concerto de abertura de Sérgio Godinho, o programa inclui a Orquestra Jazz de Leiria com Christian McBride, a 7 de novembro, e «As palavras escrevem-se com música», com Luísa Cruz, Nicolau Santos e Manuel Lourenço, no dia 8. Marco Oliveira e José Peixoto apresentam-se nessa tarde no Palco Versátil.

A programação estende-se ainda à apresentação do livro Coreografias: Ensaios sobre Dança e Filosofia, de Né Barros, ao Festival Letra, ao cinema com Sophia, ao cine-concerto Sakamoto, a Gerardo Rodrigues e ao espetáculo de dança Over our Heads, da Companhia Marta Cerqueira.

Entre livros, conversas e espetáculos, a Versátil propõe pensar o comum a partir de Leiria e de uma experiência que diz respeito a todos: a importância de ter com quem partilhar histórias, dúvidas e ideias sobre a vida em conjunto.

VERSÁTIL 2026 — O Comum
31 de outubro a 8 de novembro
Mercado de Sant’Ana e outros espaços culturais de Leiria
Curadoria: Isabel Lucas e Nuno Artur Silva

O novo Mercedes-AMG GT 53 SUV já está disponível para encomenda



O novo Mercedes-AMG GT 53 SUV, já está disponível para encomenda nos concessionários ou online. O preço de venda do modelo começa a partir de 128.000 euros, com IVA incluído.

O novo Mercedes‑AMG GT SUV afirma-se claramente como uma referência de desempenho. A versão 53, com dois motores síncronos que asseguram uma entrega de potência impressionante e uma potência máxima de até 544 CV. Na versão 53, o Mercedes‑AMG GT SUV acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,8 segundos e dos 0 aos 200 km/h em 13,8 segundos. A velocidade máxima é de 250 km/h (com o Pack AMG Driver’s).

A bateria elétrica AMG High Performance, com tecnologia de 800 V, foi especificamente concebida para disponibilizar potência de forma consistente. As células cilíndricas com arrefecimento direto, a elevada densidade de potência e a gestão térmica inteligente garantem que o desempenho não impressiona apenas durante breves instantes, permanecendo disponível sempre que necessário.

Paragens de carregamento curtas. Com a bateria de 106 kWh, o Mercedes‑AMG GT 53 SUV admite uma potência de carregamento em corrente contínua de até 600 kW. Em apenas dez minutos, recupera até 380 km de autonomia WLTP, e a carga de 10 a 80 % demora apenas 11 minutos.

O programa de condução AMGFORCE Sport+ intensifica a experiência de condução. A reprodução autêntica de todas as nuances sonoras de um expressivo motor de seis cilindros AMG, as passagens de caixa simuladas, os dispositivos de vibração nos bancos e um grafismo específico no painel de instrumentos criam uma intensidade máxima. Tudo isto acontece em tempo real e adapta-se à situação de condução, proporcionando uma verdadeira sensação AMG capaz de arrepiar.

Com o AMG RACE ENGINEER, o comportamento dinâmico do veículo pode ser configurado com ainda maior precisão às preferências pessoais. Três comandos rotativos permitem regular especificamente a resposta do veículo, a dinâmica em curva e a patinagem das rodas, de forma mais sensível e personalizada do que nunca.

A estrada chama e o Mercedes‑AMG GT SUV responde com inteligência aerodinâmica: até aos 150 km/h, o sistema foi concebido para reduzir a resistência aerodinâmica, enquanto o AEROKINETICS Airpanel minimiza o fluxo de ar destinado ao arrefecimento quando este não é necessário. A partir dos 150 km/h, o spoiler traseiro ativo AEROKINETICS reforça o carácter desportivo do SUV. Reage instantaneamente e gera efeitos aerodinâmicos direcionados, melhorando a segurança de condução, a estabilidade e a tração.

As modernas soluções de construção leve e um conceito inteligente de arquitetura do modelo constituem a base para obter vantagens significativas em termos de peso no Mercedes-AMG GT SUV. Além disso, o modelo traduz de forma consistente o seu desempenho nas próprias proporções. A silhueta deliberadamente baixa reduz a área frontal, podendo assim contribuir para diminuir as perdas aerodinâmicas, sem comprometer as qualidades que distinguem um SUV. Tal é possível graças a uma arquitetura inteligente, com uma bateria integrada de perfil baixo, amplo espaço para a cabeça e um habitáculo espaçoso, bem como uma elevada distância ao solo.

Helpo e FNAC unem-se para financiar o ensino superior de 30 jovens em Moçambique



Sem vestidos de noite, sem passadeira vermelha, sem catering e sem despesas de aluguer de salas, realiza-se, no próximo dia 5 de novembro, entre as 20h30 e as 22h30, a NÃO-GALA, uma iniciativa solidária da ONGD Helpo que subverte a lógica tradicional dos grandes eventos solidários para colocar o foco estritamente onde ele faz falta: o futuro de jovens estudantes em situação de vulnerabilidade em Moçambique.

O ponto de partida do projeto é um diagnóstico preocupante: em Moçambique, apenas cerca de 20% dos estudantes concluem o ensino secundário e apenas 4% conseguem ingressar no ensino superior. Para mudar este paradigma, a NÃO-GALA definiu uma meta concreta: angariar 48.000€ para financiar integralmente 30 bolsas universitárias (1.600€ por estudante, assegurando os 4 anos de formação a 400€/ano).

Para garantir que todos os donativos se traduzem em bolsas de estudo, a organização eliminou todos os custos logísticos. A FNAC associou-se à iniciativa como parceira oficial de bilheteira, isentando a totalidade das taxas e comissões de emissão, e assegurando a entrega direta e integral das receitas à Helpo.

A transmissão decorrerá a partir do auditório da Rádio Renascença, com condução de Inês Lopes Gonçalves e Selma Uamusse, ligando o estúdio à casa de dezenas de personalidades que aceitaram o desafio de Não ir e participarem a partir do conforto do seu sofá, preferencialmente de pijama.

O alinhamento conta com momentos exclusivos de humor, conversa, partilha e muita música, estando já garantidas as participações de nomes como Joana Marques, António Zambujo, Filipa Gomes, Sónia Tavares, Luísa Sobral, Rodrigo Leão, Capicua, Noiserv e, até da futebolista Jéssica Silva, entre muitos outros, além de testemunhos reais dos jovens bolseiros em Moçambique.

"O papel da FNAC nesta iniciativa é muito claro: colocar o alcance da nossa rede de bilheteiras ao serviço de uma causa, com total transparência. Ao abdicarmos de qualquer comissão comercial nestes bilhetes, reforçamos o compromisso com a democratização do acesso à educação e à cultura, assegurando que o donativo de cada cliente chega ao percurso destes 30 estudantes", refere Diretora de Marketing e Comunicação do Grupo FNAC DARTY em Portugal.

“A Helpo está em Moçambique desde 2008, no apoio à educação de milhares de crianças e jovens, desde o jardim de infância aos diferentes níveis de ensino. É com enorme felicidade que vemos cada vez mais estudantes a concluir o ensino secundário, superando dificuldades imensas com empenho, compromisso e determinação. Muitos podem alcançar algo com que talvez nunca tenham ousado sonhar, mas agora falta-lhes o apoio financeiro para dar esse último passo. A NÃO-GALA nasce também para lembrar e homenagear o percurso destes jovens e ajudar a transformar solidariedade em oportunidades concretas, apoiando-os a chegar à universidade, conquistar uma licenciatura e construir um futuro com mais possibilidades, para si e para Moçambique”, garante Sofia Nobre, responsável pelo departamento de comunicação da Helpo.

Os «Não-bilhetes» solidários já se encontram disponíveis, podendo ser adquiridos em bilheteira.fnac.pt ou em qualquer uma das lojas FNAC em todo o país, pelo valor unitário de 20 euros. Além dos ingressos individuais, foram também criadas opções destinadas a empresas e entidades institucionais, com modalidades de 400 euros ou de 1.600 euros, permitindo cobrir na totalidade os quatro anos de formação universitária do estudante. A emissão em direto da NÃO-GALA será de acesso livre e gratuito, podendo ser acompanhada no dia 5 de novembro, entre as 20h30 e as 22h30, em direto através do canal oficial de YouTube da Rádio Renascença.

Concerto exclusivo dos Raça Negra em noite de samba e pagode no Casino Estoril



Referência da música brasileira de samba e pagode, a banda Raça Negra protagoniza um concerto, em exclusivo, no dia 9 de dezembro, às 22 horas, no Casino Estoril. O grupo, natural de São Paulo, sobe ao palco do Salão Preto e Prata para convidar o público a viajar pelos seus múltiplos êxitos que marcaram mais de 40 anos de carreira.

“É Tarde Demais”, “Cheia de Manias”, “Ciúme de Você”, “Pensando em Você”, “Cigana”, “Me leva Junto Com Você” ou “Jeito de Ser” são, apenas, alguns dos sucessos que conquistam, habitualmente, os fãs de diferentes gerações que esgotam os seus concertos.

Liderada pelo carismático vocalista Luiz Carlos, a banda Raça Negra é reconhecida como sendo uma das pioneiras da variante musical designada de pagode romântico. O grupo revolucionou o mercado discográfico brasileiro no início da década de 90, tornando o pagode num fenómeno de massas e ocupando massivamente a programação das estações brasileiras de rádio e de televisão. 

O primeiro grande sucesso chegou com “Caroline”, faixa do CD Raça Negra - Vol.1, lançado em 1991. O reportório da banda tornou-se intemporal ao atravessar gerações e a transitar por todos os nichos de público, englobando diferentes faixas etárias e sociais. 

Recorde-se que, em 1995, a canção "É Tarde Demais" integrou o livro “Guinness World Records” como sendo a música mais tocada num único dia no mundo. Foram, precisamente, 600 vezes no dia 20 de julho. Consta, ainda, que nenhum outro artista quebrou o recorde atribuído aos Raça Negra por reunirem mais de um milhão e meio de pessoas num concerto ao ar livre, no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo.

Os Raça Negra construíram uma carreira ímpar, iniciada em 1983, tendo acumulado mais de 40 milhões de discos vendidos. Na liderança deste notável percurso, Luiz Carlos é um talento que inspira gerações ao apresentar numerosos sucessos no Brasil e fora de suas fronteiras, desde os Estados Unidos ao Uruguai, passando pela Bolívia, Paraguai e Argentina, com extensão a Portugal e Espanha, entre outros cantos do planeta.

Com milhões de fãs, a banda coleciona sucessivos recordes, hits e surpreendentes histórias dignas da carreira de grandes fenómenos do meio artístico mundial.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

10 anos de "Capitão Fausto Têm Os Dias Contados" celebrados nos Coliseus



Os Capitão Fausto são, indiscutivelmente, uma das maiores referências da música nacional contemporânea, sendo o álbum “Capitão Fausto Têm Os Dias Contados” um dos grandes marcos da sua carreira. Esse trabalho cumpre agora 10 anos, e para o celebrar a banda anuncia dois concertos especiais, começando no Coliseu Porto Ageas dia 27 de fevereiro de 2027 e seguindo para o Coliseu de Lisboa a 18 de março. Os bilhetes encontram-se à venda.

Depois de encherem o MEO Arena no passado mês de janeiro, os Capitão Fausto regressam aos palcos míticos como são os Coliseus, locais onde a banda viveu algumas das noites mais inesquecíveis.

«Para nós há definitivamente um antes e um depois deste álbum. Como banda, vimos finalmente os nossos sonhos de um dia sermos músicos a tempo inteiro a ganharem forma. Em estúdio vivemos uma espécie de lua-de-mel criativa. Foi também nessa altura em que nos mudámos para o bairro de Alvalade, onde ainda hoje permanecemos.» partilham os Capitão Fausto.

Os bilhetes para o concerto no Coliseu Porto Ageas estão à venda na Ticketline e para o Coliseu de Lisboa na BOL. Duas noites imperdíveis para todos os fãs e curiosos, que prometem inscrever o seu lugar na história da música portuguesa.

“Tributus – Pink Floyd Reverence Show” no Casino Estoril



Em noite de puro revivalismo, o Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 15 de novembro, às 17 horas, "Tributus – Pink Floyd Reverence Show”. Trata-se de um projecto artístico com treze anos dedicado à interpretação rigorosa da obra dos Pink Floyd. Os espectadores poderão recordar os grandes clássicos da icónica banda britânica.

Mais do que um tributo, este espectáculo assume-se como uma reverência consciente a um dos legados mais influentes da música contemporânea, preservando a identidade sonora, emocional e estética que definiu os Pink Floyd.

Com uma abordagem centrada na fidelidade música, no detalhe interpretativo e numa cuidada componente audiovisual, o espectáculo recria ao vivo atmosferas intemporais que atravessam gerações. Cada concerto é pensado como uma experiência imersiva, onde o som, a luz e o silêncio coexistem em equilíbrio.

“Tributus – Pink Floyd Reverence Show” nasce de uma abordagem artística assente no respeito absoluto pela obra original e na procura da sua dimensão emocional mais profunda. 

Para o fundador do projecto, “há músicas que não se tocam. Atravessam-se”, numa referência clara à forma como o espectáculo se propõe a ir além da execução técnica, convidando o público a uma experiência sensorial e introspectiva do universo Pink Floyd.

O Elogio da Batata — De A a Z: O tubérculo que mudou o mundo



O Elogio da Batata — De A a Z: O tubérculo que mudou o mundo, de João Paulo André, conta a história de um alimento com um impacto tão improvável quanto decisivo no mundo. Domesticada nos Andes há milhares de anos e recebida na Europa com desconfiança e até repulsa, a batata acabaria por transformar a agricultura, a alimentação e a vida de milhões de pessoas.

Contribuiu para o crescimento das populações, acompanhou exércitos e migrações e esteve no centro de uma das maiores catástrofes alimentares da história.

De A a Z, o autor percorre as múltiplas vidas deste tubérculo admirável, onde a biologia, a química e a agricultura se cruzam com a história, a política, a economia, a gastronomia, a arte, a literatura, o cinema e a música.

Entre variedades, doenças, moléculas, pinturas, personagens e episódios marcantes, a batata revela-se muito mais do que um alimento quotidiano: é um surpreendente fio condutor
da aventura humana.

Erudito e acessível, cativante e rigoroso, é um livro para ler, consultar e descobrir.

Sobre o Autor

João Paulo André, professor de Química na Universidade do Minho, é uma das vozes portuguesas mais singulares da comunicação de ciência de matriz humanística. A sua escrita cruza o rigor científico com a literatura, a música, a arte e a história das ideias, dando particular
visibilidade à química e à história da ciência. Nos seus livros e ensaios, a ciência surge não como um território isolado, mas como parte viva da cultura: uma forma de interrogar o mundo, iluminar obras e personagens e reconhecer a dimensão humana do conhecimento.
Publicou na Gradiva Poções e Paixões – Química e Ópera (2018), com edição em braille pela Biblioteca Nacional de Portugal; Irmãs de Prometeu – A Química no Feminino (2022), com edição inglesa na Springer e considerado pela revista LER um dos 100 livros do ano; e, em co-autoria com Carlos Fiolhais, A Harmonia das Esferas – Música, Ciência e os Mistérios do Universo (2025). É autor da entrada «Química e Farmácia» no Dicionário de Eça de Queiroz e assina regularmente a coluna «Quintessência» no jornal Nascer do SOL.

Flamenco Fusión no Casino Estoril



É já no próximo sábado, dia 31 de outubro, pelas 22 horas, que a prestigiada companhia Spanish Flamenco Ballet apresenta o espectáculo Flamenco Fusión no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Integrado na XIII Festival Flamenco Estoril, este espectáculo convida o público a celebrar a riqueza da dança espanhola com uma abordagem contemporânea e arrojada. 

Flamenco Fusión é um espectáculo que reinventa a tradição da dança espanhola e do flamenco através de uma linguagem artística inovadora, onde a força do movimento se funde com a energia do jazz e a expressividade da música ao vivo. 



Com um elenco de 9 bailarinos e 5 músicos em palco, a produção deste espectáculo transporta o público numa viagem intensa e emocionante, onde a paixão, o ritmo e a elegância se unem numa experiência visual e sonora inesquecível.

Flamenco Fusión promete uma noite de emoção, virtuosismo e beleza, afirmando-se como uma das mais marcantes produções de flamenco da atualidade. Música de Ara Malikian, José Luis Montón, Roberto Pacheco e Fernando Egozcue.