quinta-feira, 9 de abril de 2026

Quem vais transportar na tua barca, Caronte?



«É como se dançasse com os mortos», escreve Miguel Esteves Cardoso no prefácio de Vidas Perfeitas, o livro que reúne as crónicas de obituários que Carla Quevedo generosamente publica, todas as semanas, no semanário Expresso. «Quando ela olha para a vida de alguém, é incapaz de se deter nos pormenores, nas chatices, nas banalidades. Ela vê o rasgo, a diferença, a razão de viver.» É dessa sensibilidade que nascem os textos que perpetuam uma das mais nobres e clássicas atividades jornalísticas – o obituário –, agora sob a forma de livro.

«O tom com que se escreve sobre uma vida que acabou de desaparecer não deve ser cerimonioso nem sentimental», reforça a autora, que evita «elogios despropositados ou heroificar alguém só por ter desaparecido». Vidas Perfeitas reúne obituários de 2023 a 2025: algumas destas pessoas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros – mas todas elas permanecem na nossa memória. 

O chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Salzberger-Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luis Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a economista pioneira Teodora Cardoso, entre muitos outros.

A celebração de vidas que merecem ser contadas chega às livrarias a 16 de abril.

Sobre a Autora

Carla Quevedo é autora do livro As Mulheres Que Fizeram Roma: 14 Histórias de Poder e Violência. Mestre em Estudos Clássicos e Literatura Grega (2005) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colabora regularmente na imprensa escrita desde 1998, em títulos como o Diário de Notícias ou O Independente, entre outros. Foi colunista da revista Atlântico e dos jornais i, Metro e Sol. Participou no programa Irritações, na SIC Radical. É autora do podcast As Mulheres Não Existem (duas temporadas, na Antena 1 e no Expresso, apresentadas com Matilde Torres Pereira). É autora da coluna de obituários «Vidas Perfeitas», no Expresso. 

Estreias de cinema de 9 de Abril de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Gigante

Oriundo de uma família de imigrantes iemenitas, o pugilista Naseem Hamed, conhecido como “Prince”, nasceu a 12 de Fevereiro de 1974, em Sheffield, Inglaterra. Muito jovem, foi descoberto e treinado pelo irlandês Brendan Ingle (1941-2018), que trabalhava com jovens de meios desfavorecidos, fazendo do boxe um instrumento para treinar a disciplina e distanciá-los de más influências. Entre ambos criou-se uma parceria próxima, duradoura, mas também difícil, com Hamed a crescer e a afirmar-se como uma das figuras mais mediáticas do boxe dos anos 1990, destacando-se pelo estilo pouco convencional dentro do ringue, pelas suas entradas extravagantes e, acima de tudo, pelo seu poderosíssimo “knockout”.

Com Sylvester Stallone (que deu vida a Rocky Balboa, o mais famoso pugilista da sétima arte) listado como produtor executivo, este drama biográfico aborda a ascensão de Naseem e a relação com o seu treinador. Rowan Athale (“Wasteland”) realizou e escreveu o argumento. No elenco estão Amir El-Masry, Pierce Brosnan, Toby Stephens, Katherine Dow Blyton, Asan N'Jie, Arian Nik e Austin Haynes. 



Cervantes: Antes de Dom Quixote

O espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) tem 28 anos quando é capturado por piratas argelinos no seu regresso a Castela, depois de ter participado na Batalha de Lepanto. Levado para Argel (então parte do Império Otomano), ferido e confrontado com a possibilidade de uma morte terrível caso o resgate não seja pago pela sua família, encontra na sua imaginação um meio de sobrevivência. As histórias que conta aos outros prisioneiros tornam-se um refúgio para todos, ao mesmo tempo que despertam a atenção de Hasán Bajá, o temido governador local, com quem estabelece um trato: por cada história que lhe conte, terá um dia fora da prisão.

Entre o desespero e a pressão para o pagamento do resgate, Cervantes vai delineando com os seus companheiros de cárcere vários planos de evasão. Essa experiência de cinco anos em cativeiro vai revelar-se fulcral para a sua maior obra: “Dom Quixote de la Mancha” publicada pela primeira vez, em Janeiro de 1605 e considerado o primeiro romance moderno da literatura ocidental.
Com assinatura de Alejandro Amenábar – o realizador de “De Olhos Abertos”, "Os Outros”, “Mar Adentro” (que lhe valeu o Óscar de melhor filme estrangeiro), e “Enquanto a Guerra Durar” –, este filme ficciona um episódio da vida do escritor e conta com Julio Peña, Alessandro Borghi, Miguel Rellán, Fernando Tejero, José Manuel Poga, Luis Callejo e Roberto Álamo nos principais papéis.



Good Boy - Terapia de Choque

Apesar da sua curta vida, Tommy, de 19 anos, acumula já um enorme historial de uso de drogas e prática de violência. Numa noite, é raptado por Chris e Kathryn, um casal com uma visão própria da criminalidade, que o mantém aprisionado na cave da sua casa. Possuidores de uma moralidade algo retorcida, decidem “reabilitar” Tommy e transformá-lo num rapaz exemplar — mesmo que, para isso, recorram a métodos bastante cruéis. Mas, até numa família disfuncional como aquela, Tommy acaba por encontrar um lugar seguro e, por mais estranho que pareça, o amor que lhe faltava.

Com Stephen Graham, Andrea Riseborough, Anson Boon, Kit Rakusen, Austin Haynes, Callum Booth-Ford e Monika Frajczyk no elenco, este filme tem realização do polaco Jan Komasa, também autor de "Corpus Christi", nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2020, e de “Anniversary - Mudança Radical”. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O segredo não é stressar menos, é stressar melhor



O que fazer ao stresse se já não temos ursos de quem fugir? É talvez um dos maiores desafios do século e, permitam-nos a analogia geek, explica-se por uma incompatibilidade de hardware e software. Equipados para lutar ou fugir de predadores, já não temos de lidar com eles no meio natural e o corpo, que não sabe distinguir um e-mail agressivo de um urso, produz cortisol e adrenalina sem necessidade. O resultado são respostas desproporcionais que nos desgastam física e mentalmente e que, a longo prazo, podem dar origem a doença.

No livro desRegulados, que agora se anuncia, Beatriz Subtil, especialista em ciências biomédicas, diz-nos que este software desatualizado é uma inevitabilidade e fala de um paradoxo do mundo moderno: «estamos demasiado confortáveis para sermos saudáveis». Acrescenta que não podemos reconfigurar o sistema nervoso e que, ao contrário do que alguns milagreiros têm anunciado, não há como abolir o stresse ou stressar menos. Podemos sim, stressar melhor. Como? Regulando o sistema nervoso com base na ciência e aceitando a nossa condição biológica: não fomos feitos para ser felizes, mas para sobrevivermos. «Defendo que o desconforto que tantas vezes evitamos é, na realidade, o precursor de um prazer mais equilibrado, duradouro e consciente; um prazer que não nos satura nem desregula.»

Em contraciclo com o estilo de vida marcado por maior previsibilidade e segurança, aliado a um excesso de estímulos artificias e conforto, Beatriz Subtil defende que «o desconforto é, na realidade, o precursor de um prazer mais equilibrado, duradouro e consciente; um prazer que não nos satura nem desregula». E não é suposto correr riscos ou viver no limite para que isso aconteça, basta, por exemplo, praticar atividade física regular, respeitando as três fases do ciclo do stresse: ativação, resposta, conclusão. «Evitar o perigo, sim; evitar o desconforto, não.»

Um livro essencial para aprender a regular o sistema nervoso num mundo que nos ensanduícha entre o stresse crónico e o excesso de prazer, desRegulados, chega amanhã à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho. A sessão de lançamento oficial acontece no mesmo dia, às 18h30, na FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Segue-se Faro, no dia 15 de abril, na FNAC do Fórum Algarve. 

Sobre a Autora

Beatriz Subtil é Comunicadora de Ciência e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade Radboud, nos Países Baixos. Após anos de investigação, decidiu trocar o laboratório pela comunicação científica e fundou o projeto Subtilmente, com o objetivo de promover a literacia em saúde e estilos de vida mais saudáveis.  A sua missão foca-se em traduzir a complexidade da biologia humana para a linguagem do dia a dia, integrando rigor científico com ferramentas práticas. Dedica-se a ajudar pessoas e organizações a compreenderem a desregulação do sistema nervoso no contexto do mundo moderno, capacitando-as para lidarem com o stresse crónico e o excesso de estímulos de forma a recuperarem o seu equilíbrio. Partilha este conhecimento através de palestras, workshops, podcasts, redes sociais e artigos. Uma das próximas palestras será na TEDx Lisboa, no dia 19 de Maio. 

Augusto Cury anuncia pré-candidatura às presidenciais do Brasil



«O futuro da Humanidade não será deslumbrante se não controlarmos o roteiro da nossa história e aprendermos a ser atores e atrizes principais da nossa vida.» Em março, partilhámos as preocupações de Augusto Cury com o futuro neste excerto retirado de O Código da Inteligência, o seu mais recente livro publicado em Portugal com a chancela da Editora Pergaminho.

Agora o psiquiatra mais lido do mundo passa do papel para a ação, avançando para uma pré-candidatura à presidência do Brasil, rumo a «uma política mais humana, equilibrada e voltada para o bem-estar da população». O anúncio foi feito esta segunda-feira, dia 6 de abril, numa publicação nas redes sociais do autor. Até outubro, mês em que se disputam as presidenciais, Cury irá percorrer «uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais».

É o momento de Cury pôr em prática os oito códigos que anunciou, precisamente, n’O Código da Inteligência: a gestão do intelecto, a autocrítica, a psicoadaptação ou resiliência, o altruísmo, o debate de ideias, o carisma, a intuição criativa, e a gestão da emoção. Ainda sobre a obra mencionada, Cury terá, nesta corrida a Brasília, de evitar as «armadilhas da mente» que nos limitam no nosso desenvolvimento psicossocial. São elas: «o conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer os erros e o medo de correr riscos». Trunfos eleitorais? Não sabemos. Mas desejamos uma boa jornada ao autor.

Golias e o risco existencial da nossa sociedade



Durante os primeiros trezentos mil anos da humanidade, vivemos em sociedades tendencialmente igualitárias que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Contudo, há cerca de doze mil anos, o crescimento dessas sociedades e a dependência de recursos saqueáveis, nomeadamente para a alimentação, levou ao desenvolvimento de grandes estados e impérios, com vastas burocracias e poderosos meios militares que procuraram dominar enormes extensões de território. Tornaram-se aquilo a que o investigador da Universidade de Cambridge, Luke Kemp, chama «Golias». 

Em A Maldição de Golias, explica que, tal como o gigante da Bíblia derrubado por David, também estes impérios foram derrubados. Como? Seja nas primeiras cidades de Cahokia ou Tiwanaku, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias.

Kemp explica que, à época, esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido, na maioria dos casos, uma bênção para as suas populações. Situação que, no nosso século, poderá repetir-se, mas não da mesma forma.

O que mudou? Agora vivemos num único Golias global, onde a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam, com a conivência das grandes potências mundiais, o nosso mundo obcecado por crescimento e pela corrida nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível.

Não é pessimismo, é a análise de um especialista do Centro para o Estudo do Risco Existencial que nos diz que ainda há tempo, mas que temos apenas duas hipóteses: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias – a crise climática, a instabilidade geopolítica e as rápidas mudanças tecnológicas – ou o próximo colapso poderá ser o nosso último. Não é por acaso que The New York Times diz que este livro «é como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.»

Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro, A Maldição de Golias já se encontra nas livrarias com a chancela da Bertrand Editora e tradução de Joaquim Gafeira.

Sobre o Autor

Luke Kemp é investigador associado do Centro para o Estudo do Risco Existencial da Universidade de Cambridge. Tem formação em geografia humana, relações internacionais e economia, tendo lecionado na Australian National University (ANU). A sua investigação tem sido divulgada nos meios de comunicação como o New York Times, a BBC e a New Yorker. 

3000 Depois de Cristo na RTP Play



Uma antologia de 10 histórias que, através do absurdo, critica problemas bem reais do presente. 3000 Depois de Cristo é uma série de antologia que consiste em 10 histórias distintas, todas passadas no ano 3000, e contadas em formato documental.  Criada com recurso à inteligência artificial, a série da RTP Lab propõe uma critica social que imagina, mas também questiona, o nosso futuro. Um projeto com autoria e realização de Rui Neto e produção da Toca Produtora.

Para o autor e realizador Rui Neto, “criar esta série foi um processo profundamente experimental e ao mesmo tempo muito pessoal. Partiu da escrita, onde procurei dar vida a observações do quotidiano, a reflexões críticas e a pensamentos sobre o futuro. A partir daí, fui construindo um universo narrativo que ganhou uma nova dimensão com a integração de imagens geradas por inteligência artificial: que funcionaram como a extensão visual da minha imaginação. De um modo geral, este projeto permitiu-me explorar novas formas de contar histórias e desafiar os limites do tradicional. Mais do que um exercício técnico, foi uma investigação criativa sobre autoria, estética e as possibilidades emergentes da criação contemporânea”.



Neste futuro distante, serão explorados temas pertinentes do presente, como a inteligência artificial, a morte, a política, a guerra, o fanatismo, a desigualdade, a desintelectualização, a crise ambiental do plástico, que nos transporta para 10 mundos distintos. Mas que, ao mesmo tempo, num tom cómico e absurdo, nos deixa espaço para a reflexão como se fosse uma piada que surge em jeito de aviso do que está para vir.

Também para a produção, o processo foi um desafio constante. Para a produtora, Rute Moreira, “produzir a série 3000 Depois de Cristo foi uma descoberta de novos caminhos de produção. Preservar todo o processo criativo e artístico potenciando-o com ferramentas IA foi um processo muito bem sucedido. Manter toda a dimensão criativa e humana, quer nas histórias contadas quer nas vozes que as narraram, expandindo horizontes criativos na construção imagética foi, para além de gratificante, uma grande aprendizagem. Esperamos que o público goste tanto de ver a série como a equipa gostou de a fazer”.



3000 Depois de Cristo, de 10 episódios, fica disponível na RTP Play a 9 de abril.

Julia Navarro e o adeus a Argos



«O tempo vai apaziguando a dor que sinto, mas ainda hoje me faz falta e, sempre que entro em casa, a primeira coisa que faço é procurá-lo com o olhar, surpreendida por ele não ter vindo ao meu encontro». Em Quando Eles Partem, o livro mais pessoal e emotivo de Julia Navarro, a autora bestseller parte da dolorosa perda de Argos, o pastor alemão que a acompanhou durante 14 anos e muitas horas de escrita, para uma homenagem universal, e intemporal, ao vínculo humano-animal.

Entre o diário e o ensaio, o livro retrata o papel fundamental dos animais na vida dos seres humanos, particularmente dos cães, seguindo a sua presença na história da nossa cultura: dos livros aos filmes, dos quadros de museu aos factos históricos. Uma «ária canina», na opinião do jornal espanhol ABC, que exalta os companheiros dos grandes ícones culturais, sejam eles reais, como o Camões de Saramago, o Bingo de Agatha Christie, e o Jofi de Freud, ou personagens, como o Galgo do Dom Quixote, o «Cão Semiafundado», de Goya, ou o «Cão nebuloso» de Rembrandt, no quadro A Ronda da Noite.

Este, porém, não é um tema novo para Julia Navarro, ou apenas suscitado pelo luto. Curiosamente o próprio Argos, o saudoso companheiro que dá o mote a este livro, foi batizado em homenagem à Odisseia de Homero. Quando Ulisses alcança por fim a costa de Ítaca, exausto após longos anos de peregrinação no mar, o único que o reconhece é Argos, o seu cão leal, que durante todo aquele tempo o guardou na memória e esperou pelo seu último reencontro.

Uma celebração do amor incondicional dos cães, tão emotivo quanto informativo, Quando Eles Partem já está nas livrarias com a chancela da Bertrand Editores e tradução do espanhol de Rita Custódio.

Sobre a Autora

Julia Navarro nasceu em Madrid, em 1953. Uma das autoras espanholas mais lidas do mundo, cativou milhões de leitores com as suas obras anteriormente publicadas, das quais destacamos: Diz-me Quem Sou, Dispara, Eu Já Estou Morto, De Lado Nenhum ou O Menino Que Perdeu a Guerra. Com vendas superiores a 80 mil exemplares em Portugal, os seus livros são publicados em mais de trinta idiomas e todos eles fazem parte do catálogo da Bertrand Editora.

Maratonas Fotográficas FNAC celebram os 200 anos de fotografia



Em 2026, a FNAC assinala os 200 anos da fotografia com uma nova edição das Maratonas Fotográficas FNAC, uma iniciativa que percorre todo o país e a ilha da Madeira e convida participantes de todas as idades a sair à rua, olhar com atenção e fotografar o mundo à sua volta.
 
Sob o mote “200 anos de fotografia. A mesma paixão desde o início!”, esta edição especial cruza passado e futuro, num tempo em que o analógico e o digital coexistem, mas em que o mais importante continua a ser o mesmo: o olhar de quem fotografa. Uma visão que está na origem da própria FNAC, fundada em 1954 por André Essel e Max Théret, dois apaixonados pela fotografia, e que continua a guiar o compromisso da marca com a democratização do acesso à cultura e à criação artística.
 
Num momento de profunda transformação da fotografia, este projeto desafia os participantes a explorar cinco subtemas — Luz Primeira, Retratos do Século, Ruas em Movimento, Memórias em Papel e Pixels & Futuros — e a experimentar diferentes formas de ver e interpretar o mundo: desde a essência da luz e do retrato humano à vida nas ruas, passando pela memória impressa à imagem digital em constante evolução. Mais do que uma competição, as Maratonas Fotográficas FNAC são um convite a observar, interpretar e a descobrir novas formas de ver o mundo. Um exercício de atenção, criatividade e liberdade, aberto a todos os que acreditam que cada fotografia é uma forma única de contar uma história.
 
Entre 6 de junho e 1 de agosto, a iniciativa passa por Viana do Castelo, Gaia, Viseu, Coimbra, Lisboa, Sul do Tejo, Sintra, Algarve e Madeira, reunindo fotógrafos amadores e profissionais numa experiência criativa aberta a todos.
 
A avaliação dos trabalhos estará a cargo de um júri composto por fotógrafos profissionais e de renome do nosso país: José Goulão, Marisa Cardoso e Diana Tinoco irão distinguir a qualidade técnica, a criatividade e a coerência do conjunto de fotografias apresentado.
 
Os prémios incluem um cartão oferta FNAC no valor de 600€ para o vencedor de cada maratona, bem como a integração dos seus trabalhos numa exposição num Fórum FNAC. Será ainda atribuída uma Menção Honrosa, cujo vencedor será premiado com um cartão oferta FNAC de 150€  e também a oportunidade de participar numa exposição num Fórum FNAC.
 
As inscrições estão abertas até 1 de junho e podem ser efetuadas nas lojas FNAC, através do site ou pelo número 211 536 000. O custo de participação é de 45€, e de 40€ para aderentes FNAC.
 
Calendário das Maratonas Fotográficas FNAC 2026:
  • 06/06 – Viana do Castelo
  • 13/06 – Gaia
  • 20/06 – Viseu
  • 27/06 – Coimbra
  • 04/07 – Lisboa
  • 11/07 – Sul do Tejo
  • 18/07 – Sintra
  • 25/07 – Algarve
  • 01/08 – Madeira
Mais do que uma celebração dos 200 anos da fotografia, as Maratonas Fotográficas FNAC 2026 afirmam uma ideia simples e intemporal: independentemente do equipamento usado, a fotografia continua a ser um exercício de olhar, descoberta e liberdade. Todos os interessados poderão obter mais informações no site em https://www.fnac.pt/maratonas-fotograficas.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Engolir Sapos Engorda? A ciência diz que sim



O que nos está, afinal, a engordar sem que demos por isso? Em Engolir Sapos Engorda – O peso das emoções na saúde e na balança, Conceição Calhau mostra como o stresse, as emoções reprimidas e a pressão do dia a dia podem estar por detrás dos quilos a mais e da inflamação de baixo grau que compromete a saúde.

Depois do sucesso de Deixemo-nos de Tretas – A ilusão da comida saudável, com mais de 10 mil exemplares vendidos, Conceição Calhau, Professora Catedrática na NOVA Medical School e uma das vozes mais respeitadas na área das Ciências da Nutrição em Portugal, regressa com um livro que promete gerar debate, uma vez que desafia a ideia de que o aumento de peso depende apenas da má alimentação ou do sedentarismo.

Todos os dias «engolimos sapos»: a resposta que fica por dar, os prazos que se acumulam, o telemóvel que não pára de tocar, as noites mal dormidas ou a sensação constante de estar sempre ligado são alguns dos gatilhos que mantêm o organismo em estado de alerta. Para o corpo, estas situações funcionam como ameaças reais e desencadeiam respostas hormonais que alteram a forma como a energia é gerida. O organismo reage ao libertar cortisol e açúcar para o sangue e prepara-se para lutar ou fugir. Sendo que essa energia não é gasta, o excesso acaba armazenado, o que favorece o aumento de peso.

Neste novo livro, a autora explica de forma clara e sustentada pela evidência científica como o stresse e a gestão emocional influenciam o metabolismo. Ao longo do livro, Conceição Calhau aborda os mecanismos reguladores da fome e da insulina, o impacto da microbiota intestinal e a importância do sono, mostrando que a saúde metabólica depende de muito mais do que daquilo que colocamos no prato.

Com um estilo direto, irreverente e acessível, a autora desafia ideias simplistas sobre o peso e propõe uma nova forma de olhar para a balança, onde as emoções assumem um papel central. Mais do que contar calorias, o livro convida o leitor a compreender o impacto do stresse e da saúde mental no organismo e revela o que se pode, de facto, fazer para ter mais saúde.

Engolir Sapos Engorda – O peso das emoções na saúde e na balança já se encontra em pré-venda e chega às livrarias no dia 16 de abril.

Sobre a Autora

Conceição Calhau é Professora Catedrática na NOVA Medical School, regente de Bioquímica Nutricional do curso de Medicina, fundadora da licenciatura em Ciências da Nutrição nesta escola médica e fundadora do Mestrado em Nutrição Humana e Metabolismo. Durante 23 anos foi investigadora e professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde se doutorou em Biologia Humana em 2002, e se agregou em Metabolismo em 2010. A sua área de investigação incide maioritariamente na microbiota intestinal, nos efeitos dos alteradores endócrinos na disfunção metabólica e nos compostos bioativos presentes na alimentação, em particular os ácidos gordos ómega-3, a vitamina D e o iodo. A par da atividade académica e científica, cofundou a YourBiome, uma spin-off da Universidade NOVA de Lisboa, dedicada à pesquisa e desenvolvimento de novas terapias com base na microbiota intestinal para tratamento das doenças metabólicas. É autora de Deixemo-nos de Tretas – A ilusão da comida saudável, que a Contraponto publicou em 2024 e que já vendeu mais de 10 mil exemplares.

Primeiro fim-de-semana desportivo de Abril no Algarve



Após a fantástica recepção ao campeonato do mundo Superbike no encerramento do mês de Março o Autódromo Internacional do Algarve dá continuidade ao seu recheado programa desportivo 2026 com a Porsche Cup Suiça já no próximo Sábado - 11 de Abril.

Num alinhamento de provas que verá as corridas serem realizadas no Sábado, pilotos e equipas desta competitiva série realizarão duas corridas Sprint para cada categorias e uma corrida de endurance com a duração de duas horas no que será uma fantástica oportunidade para todos os amantes do desporto automóvel e da marca germânica ver em pista os sempre apaixonantes GT3 e GT4 nas suas mais diversas configurações.

Os bilhetes para a prova têm um custo de 10 euros (acesso paddock) podem ser adquiridos no Kartódromo Internacional do Algarve.

HORÁRIO CORRIDAS - SÁBADO 11 DE ABRIL

10h35m - Corrida 1 Open GT
11h30 - Corrida 1 GT3 Cup e GT4 RS CS
13h30 - Corrida 2 Open GT
14h30 - Corrida 2 GT3 Cup e GT4 RS CS
16h25 - 2 Horas Endurance