quinta-feira, 17 de setembro de 2026

“Viva a Festa Saloia!” regressa a Cascais com dois dias de tradição e património



Nos dias 26 e 27 de setembro, o Casal Saloio de Outeiro de Polima abre portas a uma programação gratuita que convida famílias e visitantes a descobrir tradição, saberes-fazer, histórias e expressões culturais ligadas ao território saloio. Integrada nas Jornadas Europeias do Património, a iniciativa “Viva a Festa Saloia!” reúne oficinas, recriações históricas, música, jogos tradicionais, visitas e demonstrações, num convite à partilha e à preservação da identidade cultural de Cascais.

Promovida pelo Centro de Interpretação do Espaço Rural de Cascais, a iniciativa “Viva a Festa Saloia!” convida a comunidade a aproximar-se da história e das vivências que marcaram o território saloio, com propostas pensadas para diferentes idades. No dia 26 de setembro, o programa inclui a conferência Do pão e do vinho: Do alimento ao sagrado e ao património, por Mário Lisboa, seguida de uma prova de Vinho de Carcavelos. Já no dia 27, destacam-se a hora do conto Galho de Histórias, com Sónia Dias, e a visita guiada ao Casal Saloio de Outeiro de Polima, conduzida por Anabela Sequeira e Severino Rodrigues.

Ao longo dos dois dias, vão decorrer oficinas de brinquedos de cana, confeção de pão, cestaria, ciclo da lã, bordados tradicionais e tecelagem manual, bem como demonstrações de olaria, cantaria, técnicas tradicionais de tecelagem e confeção artesanal do Saco d’Avó. O programa integra ainda a atuação do rancho folclórico infantil do ATL da Galiza, uma atuação e oficina de dança tradicional com o grupo de folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage, momentos musicais, jogos ancestrais, recriações históricas e a presença dos produtos biológicos da Quinta do Pisão.

A Festa Saloia decorre no Casal Saloio de Outeiro de Polima e a participação é gratuita, estando algumas atividades sujeitas a inscrição prévia.

Quim Roscas & Zeca Estacionâncio no Casino Estoril



É já amanhã, dia 18 de setembro, às 21 horas, que Quim Roscas & Zeca Estacionâncio se apresentam no Casino Estoril. Com a habitual dose de irreverência, a dupla João Paulo Rodrigues e Pedro Alves sobe ao palco do Salão Preto e Prata para contagiar de bom humor os espectadores. 

Considerada uma das duplas humorísticas mais icónicas a nível nacional, Quim Roscas & Zeca Estacionâncio protagonizam um espectáculo onde a comédia se encontra com a música e o improviso, criando momentos únicos que ficarão, certamente, na memória do público. 

Com um legado de milhares de espectáculos em 25 anos de carreira, esta irreverente dupla apresenta-se no Salão Preto e Prata para conduzir o público numa viagem repleta de alegria e de diversão.

O que é que está a mudar no mundo do trabalho?



Burnout, demissão silenciosa, falta de motivação e dificuldade em conciliar a vida profissional e pessoal são problemas cada vez mais presentes. É evidente que o mundo do trabalho está a mudar, mas será que as organizações e as pessoas estão preparadas para acompanhar essa transformação? Em O Teu Próximo Passo — Como crescer, contribuir e prosperar no novo mundo do trabalho, Sofia Manso, uma das grandes referências nas áreas da liderança e do bem-estar organizacional, identifica os desafios que marcam a vida profissional contemporânea e questiona algumas das ideias mais instaladas sobre sucesso,  progressão na carreira e cultura empresarial.

As expectativas individuais estão a transformar a forma como trabalhamos e nos relacionamos com as organizações. As mudanças nos modelos de liderança, nas condições de trabalho e na relação entre desempenho e reconhecimento obrigam a repensar práticas que durante muito tempo foram dadas como garantidas. Neste contexto, Sofia Manso analisa os desafios de um mundo do trabalho em permanente transformação.

Em relação com esta perspetiva mais abrangente e corporativa, a autora apresenta também uma abordagem prática e analítica da gestão da carreira, ao ajudar o leitor a fazer um diagnóstico consciente da sua vida profissional, a compreender porque tem adiado determinadas decisões e a identificar aquilo que precisa de ser renegociado ou transformado. Com ferramentas e exercícios práticos, o livro procura dar resposta a quem sente que está a sustentar mais do que aquilo que recebe em troca.

Dirigido a colaboradores, gestores, líderes, fundadores e pessoas em transição silenciosa, este livro pretende ser um instrumento de reflexão e decisão para quem sente que chegou o momento de deixar de esperar pelas condições perfeitas para agir, e também para quem quer construir ambientes de trabalho mais produtivos e sustentáveis.

O Teu Próximo Passo chega hoje às livrarias.

Sobre a Autora

Sofia Manso trabalha com empresas, líderes e equipas em processos de transformação cultural, gestão de pessoas e liderança. Começou em Ciência Política, onde aprendeu a olhar para poder, sistemas e decisão, e levou essa leitura para dentro das organizações. Através da Academia da Felicidade, acompanha organizações que procuram repensar cultura, bem-estar e liderança como decisões estruturais. Com formação executiva em liderança, gestão e transformação, cruza experiência prática, pensamento crítico e uma visão profundamente humana do trabalho, valências que a tornaram uma referência na área corporativa. Acredita que cuidar de pessoas é uma condição estratégica para construir culturas mais humanas, corajosas e sustentáveis. 

 

Estreias de cinema de 17 de Setembro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Runner: Corrida Pela Vida

Hank Malone é um ex-militar que agora trabalha como estafeta. Um dia recebe uma incumbência de máxima importância: transportar um fígado destinado a uma menina de sete anos que precisa de um transplante urgente.
Mas o que deveria ser uma entrega rápida transforma-se numa perseguição quando um grupo de mafiosos decide segui-los para se apoderar do órgão. Acompanhado por Ben Bishop, o homem responsável pelo transporte médico, Hank tem exactamente três horas para cumprir a missão. 

Debaixo de tiros, explosões e atropelamentos, tem de encontrar um modo de escapar às investidas dos criminosos e entregar a encomenda a tempo de salvar a criança.
Realizado por Scott Waugh (“Homens de Coragem”, “Need for Speed: O Filme”, “Os Mercen4rios”), o filme tem argumento de Miles Hubley e Tommy White e conta com Alan Ritchson e Owen Wilson nos papéis principais, aos quais se junta o brasileiro Rodrigo Santoro como o grande vilão da história. 



Livros Restantes

Pouco tempo antes de deixar o Brasil para começar uma nova vida em Portugal, Ana Catarina, professora de literatura, desfaz-se de tudo o que tem. Incluindo dos seus livros, à excepção de cinco. Cada um deles contém uma dedicatória de alguém particularmente importante na sua vida. É assim que, numa espécie de despedida e reencontro com o passado, resolve devolver cada exemplar à pessoa que o ofereceu. 

Cada um dos encontros, alguns com pessoas que já não via há mais de duas décadas, vai fazê-la regressar a lugares e reviver acontecimentos decisivos. Nesse percurso, Ana vê-se também forçada a confrontar as escolhas que foi fazendo ao longo do tempo e que a levaram até àquele exacto momento.
Escrito e realizado por Marcia Paraiso (“Sobre Sonhos e Liberdade”, “Quem Cuida De Quem Cuida?”), o filme conta com Denise Fraga no papel principal, acompanhada por Augusto Madeira, Renato Turnes e Vanderléia Will. 



Broken Voices - Segredos de Um Coro

Na República Checa dos anos 1990, Karolína, de 13 anos, chama a atenção de um maestro muito conceituado que lhe atribui um lugar no coro internacional que dirige, ao lado da irmã mais velha dela e de outras jovens cantoras. 
Radiante, ela sabe que esta é uma oportunidade rara que lhe pode abrir portas para uma carreira profissional. Mas à medida que a proximidade com o mentor aumenta, o entusiasmo dá lugar ao medo: entre a disciplina rigorosa, a competição entre as raparigas e o controlo que ele exerce sobre cada um delas, Karolína percebe que tudo tem o seu preço e que o ambiente do coro esconde um lado sombrio e inquietante.

Realizado e escrito por Ondřej Provazník, este drama é inspirado no caso "Bambini di Praga", que envolveu o escândalo de abusos sexuais cometidos pelo maestro Bohumil Kulínský Jr. (1959-2018) contra dezenas de menores. Estes crimes só foram formalmente denunciados e julgados anos mais tarde e resultaram na condenação de Bohumil a três anos de prisão com pena suspensa. Em 2011, o grupo foi definitivamente dissolvido. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

20º aniversário do álbum Back To Black, de Amy Winehouse, celebrado com reedição deluxe



Para assinalar o 20.º aniversário de Back To Black, de Amy Winehouse, universalmente reconhecido como um dos álbuns mais importantes, influentes e marcantes da história da música pop, a UMR/Island vai reeditar este álbum seminal numa série de edições especiais, que incluem demos inéditas, lados B raros, bem como uma atuação ao vivo no Paradiso, em Amesterdão, a 8 de fevereiro de 2007, durante a digressão de Back To Black. Os formatos incluem ainda fotografias nunca antes divulgadas, da autoria dos fotógrafos originais do álbum, Mischa Richter e Alex Lake, assim como novas e marcantes notas de encarte assinadas pelos produtores e amigos Mark Ronson e Salaam Remi. As edições serão lançadas na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, apenas alguns dias antes do 20.º aniversário da data de lançamento original do álbum, a 27 de outubro de 2006.



Back To Black, a obra-prima profundamente pessoal, lírica e musical de Amy, não foi apenas um enorme fenómeno de crítica, tornando-se também um extraordinário sucesso comercial. No Reino Unido, o álbum estreou-se no n.º 3 e viria posteriormente a alcançar o n.º 1 do Official Albums Chart, antes de se tornar o álbum mais vendido de 2007. Com mais de 4,5 milhões de cópias vendidas no Reino Unido e 15 galardões de Platina, o álbum estreou-se no n.º 7 da tabela Billboard 200, chegando posteriormente ao n.º 2, na sequência da histórica conquista de cinco Grammys por Amy. Nessa noite memorável, Amy arrecadou os prestigiados prémios de Gravação do Ano e Canção do Ano, bem como Melhor Álbum Vocal Pop, Artista do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Feminina por “Rehab”. Agora, 20 anos depois e com um galardão de Dupla Platina atribuído pela Associação da Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA), Back To Black já alcançou o topo das tabelas em vários países europeus — incluindo a Áustria, Bélgica, Alemanha e Suíça — e vendeu mais de 25 milhões de cópias em todo o mundo. Amy Winehouse, um talento de uma geração, é justamente celebrada em todo o mundo pela sua extraordinária capacidade de composição, pela sua honestidade, pela sua voz incomparável e pela pureza da sua expressão artística.

Para o 20.º aniversário, uma edição especial em 3LP de vinil transparente, acompanhada por uma edição em 3CD, reúne a era de Back To Black num pacote definitivo, com quatro demos inéditas, lados B raros e os temas da edição deluxe. O terceiro disco inclui a notável atuação ao vivo no Paradiso, em Amesterdão, a 8 de fevereiro de 2007, durante a digressão de Back To Black, nunca antes editada na íntegra em disco de vinil ou disponibilizada em streaming. Estas edições apresentam um novo artwork de capa alternativo, uma imagem proveniente dos arquivos de Mark Ronson com as letras manuscritas de Amy, fotografias nunca antes divulgadas dos fotógrafos originais do álbum, Mischa Richter e Alex Lake, e notas de encarte exclusivas de Mark Ronson e Salaam Remi.

A completar a coleção de formatos comemorativos do aniversário, estarão disponíveis edições limitadas de 1LP do álbum original, bem como uma edição muito especial, exclusiva da loja online, em vinil Zoetrope, com imagens em movimento de Amy. Todos os formatos físicos e digitais serão lançados pela na sexta-feira, 23 de outubro.  

As edições em 3LP, 3CD e vinil Zoetrope já estão disponíveis em pré-venda, juntamente com o pre-save da versão digital.

Uma cabina telefónica abandonada e uma voz misteriosa que pode mudar tudo



O livro da autora turca Miyase Sertbarut, vencedor do Prémio Gianni Rodari 2024, já chegou a Portugal pela Porto Editora e convida a descobrir o poder transformador das histórias.
 
Uma cabina telefónica vermelha, abandonada num parque, esconde um segredo que vai mudar a vida de Ílhami, um rapaz que detesta ler. Quando a nova professora lhe lança o desafio de ler uma história por semana, Ílhami vê-se obrigado a cumprir a tarefa. Tudo parece melhorar quando, certo dia, pega no auscultador de um velho telefone e ouve, do outro lado da linha, uma voz misteriosa que lhe conta histórias fascinantes.

É deste encontro inesperado que começa A história do contador de histórias, uma narrativa envolvente sobre o poder das palavras e a capacidade que as histórias têm de transformar a forma como se encara o mundo, e até nós próprios.

Da autoria de Miyase Sertbarut, uma das mais proeminentes autoras turcas da atualidade, o livro cruza mistério, imaginação e tecnologia numa história que desafia os leitores a descobrir o que pode acontecer quando damos uma oportunidade às histórias.

Vencedor do Prémio Gianni Rodari 2024, um dos reconhecimentos internacionais de referência na literatura infantojuvenil, A história do contador de histórias já pode ser lido pelos leitores portugueses.

Com capítulos curtos e diferentes histórias dentro da própria narrativa, o livro combina mistério e aventura com uma leitura ágil, sendo especialmente indicado para leitores que ainda não descobriram o prazer de ler e para todos os que acreditam que uma boa história pode ser o início de uma grande viagem.

Sobre a Autora

Miyase Sertbarut nasceu em Ceyhan, Turquia, em 1963. Cresceu a ler Keloglan, Júlio Verne, Orhan Kemal e Karabas. Quando ia para a escola, tinha sempre dores de barriga. Ou pelo menos era isso que pensava… Licenciou-se em Língua e Literatura Turcas pela Universidade de Gazi, e as dores de barriga continuavam. Tornou-se professora, mas as dores não passavam. Começou a escrever peças radiofónicas e, mais tarde, contos e romances. As dores de barriga passaram. Acredita que os livros são bons para todas as dores.

Festival de Música Folk da Maia



O Festival de Música Folk da Maia regressa para a sua quinta edição com uma novidade que marca uma nova etapa no seu percurso: o evento passa a ocupar três dias e instala-se num novo espaço, o Monte Calvário, em Nogueira, Maia. Entre 25 e 27 de setembro, o festival reúne diferentes gerações em torno da música tradicional portuguesa, das suas raízes e da capacidade de continuar viva, atual e em permanente transformação. 

Com entrada livre, o programa articula projetos que preservam a memória e o património musical português com propostas que os reinventam através de novas linguagens, influências e sonoridades. Bicho Carpinteiro, Trevo de Cordas, 7 Saias, Trigueirinha, Galandum Galundaina, Rastolhice e Daniel Pereira Cristo compõem um cartaz que percorre diferentes territórios da música de raiz, da festa popular à criação contemporânea. 

Mais um dia, um novo lugar de encontro 
A extensão para três dias permite ampliar o programa e aprofundar a relação entre artistas, públicos e território. A mudança para o Monte Calvário transforma este espaço de Nogueira num ponto de encontro aberto à descoberta, à escuta, à dança e à celebração coletiva, reforçando a ligação do festival à comunidade local. 

A comunidade participa, aprende e dança 
As oficinas regressam como parte essencial da identidade do festival. No sábado, Diana Azevedo orienta uma oficina de danças tradicionais. No domingo, Daniel Pereira Cristo conduz “Um encontro com as raízes…”, uma viagem pela diversidade dos instrumentos tradicionais portugueses, cruzando conversa, música ao vivo, histórias e curiosidades. Mais do que atividades paralelas, estes momentos convidam o público a experimentar, partilhar saberes e participar ativamente na continuidade da cultura tradicional. 

Como é que os Estados transformam as economias?



Será a intervenção pública na economia um motor para a prosperidade? O Estado pode, de facto, fazer a diferença? Durante décadas, foi propagada a ideia de que o Estado deveria intervir o mínimo possível na economia, mas, no início do novo século, a política industrial regressou ao centro do debate político e económico, num contexto em que a produtividade, a competitividade e a capacidade de transformar as estruturas produtivas voltaram a ser questões decisivas para o desenvolvimento das economias.

Em Política Industrial, o economista e professor Ricardo Paes Mamede, uma referência incontornável da Economia, procura responder a uma questão central: o que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das atividades produtivas tendo em vista determinados objetivos públicos? Este é um livro essencial para se compreender e apontar caminhos para um dos problemas mais prementes da política nacional e internacional: como crescer e aumentar a produtividade de forma estrutural e sustentada.

Deve o Estado promover a especialização num sector ou encorajar a diversificação produtiva? Substituir as importações ou promover as exportações? Quais devem ser as prioridades e instrumentos da política industrial na governação? A partir de exemplos da história recente e das principais teorias económicas, Ricardo Paes Mamede apresenta diferentes estratégias que abrem caminhos para uma discussão séria sobre um tema atual e mais urgente do que nunca.

Política Industrial chega às livrarias a 17 de setembro.
 
Sobre o Autor

Ricardo Paes Mamede é economista e professor de Economia Política no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa. Doutorado em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, o seu trabalho centra-se sobretudo nas áreas da mudança estrutural e desenvolvimento económico, política industrial e de inovação, e avaliação de políticas públicas. Autor de vários livros, entre eles O que fazer com este país (2015), é presença frequente em vários órgãos de comunicação social, nomeadamente como comentador do programa da RTP Tudo é Economia e cronista do jornal Público. Foi diretor da Escola de Tecnologias Digitais Aplicadas (Iscte-Sintra), Presidente da Direção do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais (Ipps-Iscte) e membro do Conselho Económico e Social na qualidade de Personalidade de Reconhecido Mérito. Ricardo Paes Mamede é atualmente vice-reitor para a Internacionalização e a Extensão Universitária do Iscte-IUL. 

24ª edição do Festival Jazz ao Centro em Coimbra reforça a ligação à cidade



O Festival Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra (FJaC) nasceu em 2003, com os primeiros concertos a antecederem a própria constituição formal do Jazz ao Centro Clube, associação cultural que, desde a primeira hora, coorganiza o festival com o Município de Coimbra.

Em 2026, o FJaC celebra a sua 24.ª edição, com um núcleo de programação que se estende ao longo de dez dias, mas com a importante dimensão do programa de mediação e circulação a ocupar um período mais alargado. O festival faz parte de um trabalho de continuidade, profundamente enraizado na identidade do Jazz ao Centro Clube, entidade responsável, entre outras áreas, pela gestão e programação do Salão Brazil e pela dinamização da jazz.pt, única publicação especializada em jazz em Portugal.

Este trabalho assenta numa escuta atenta do que se vai fazendo em território português e na procura de formas de o festival contribuir para a concretização de projetos artísticos ambiciosos e transformadores. São os casos, nesta edição, do OMNIAE Large Ensemble, de Pedro Melo Alves, do ENSEMBLE OF OTHER LIVING BEINGS, de Yaw Tembe, e de EMBRYO, de Luís Figueiredo.

Se, do ponto de vista estritamente artístico, os Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra mantêm a orientação de “honrar o passado e explorar o futuro”, expressando o compromisso de divulgar, simultaneamente, a riqueza da tradição e os muitos caminhos do futuro, noutros domínios esta edição apresenta algumas novidades.

Em 2026, o festival reforça a aposta no impacto público e social do programa artístico. Esta aposta faz-se de duas formas estreitamente ligadas.

Por um lado, o festival projeta a sua presença na Região Metropolitana de Coimbra, com o mote “Um Festival para uma Região”. Embora esta dimensão tenha sido anteriormente testada, em 2017, pretende-se consolidar este posicionamento no futuro, aumentando a densidade relacional entre parceiros diversos, dos Municípios à Escola, dos equipamentos culturais às comunidades artísticas.

Desta forma, os Municípios da Lousã, Mortágua, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra recebem a circulação do espetáculo educativo “Às Voltas no Loop”, uma criação do Serviço Educativo e de Mediação do JACC, que terá o seu primeiro concerto no dia 14 de outubro, no Grande Auditório do Convento São Francisco, em Coimbra, seguindo depois para diferentes municípios da região. Já estão confirmadas as apresentações de Mortágua, a 19 de outubro, e da Lousã, a 18 de novembro. Em breve serão anunciadas as datas de Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra. Dirigido ao público escolar do Ensino Secundário, o espetáculo cruza a palavra com as abordagens musicais que confluem no território vasto do rap, do hip-hop e do jazz.

O concerto organiza-se em torno de uma narrativa pensada para ter relevância para as práticas diárias da vida escolar e para a sua articulação com a comunidade. Oferece, assim, uma possibilidade de ampliar o leque da oferta de experiências artísticas e culturais dirigidas à Escola, reforçando a abertura à comunidade e ao mundo, a valorização da cultura juvenil e demonstrando o potencial da arte para desenvolver o pensamento crítico e criativo.

Por outro lado, a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro guarda um espaço central para o programa de mediação. Tal deve-se a vários fatores, mas a razão fundamental prende-se com o Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais (CISOC), uma medida do Plano Nacional das Artes (PNA), que enquadra um trabalho estruturado e estruturante, centrado, sobretudo, numa relação de proximidade com o Agrupamento de Escolas Coimbra Centro (AECC).

Desta forma, e além de “Às Voltas no Loop”, o programa contempla oficinas dirigidas a escolas do AECC e um concerto aberto à comunidade na Escola-Sede, a Escola Secundária Jaime Cortesão. Trata-se de atuar com base nos princípios do PNA, trabalhando para fazer da Escola “um polo cultural” e do Festival “um território educativo”.

A edição de 2026 inaugura-se, aliás, com um momento que coloca em evidência uma outra dimensão da programação. No dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, o Salão Brazil recebe a inauguração da exposição “As Mulheres no Jazz em Portugal”, de Márcia Lessa, que ficará patente no número 1 do Largo do Poço, com o apoio do Município de Idanha-a-Nova.

A exposição pretende colocar em evidência os rostos das mulheres que fazem o jazz em Portugal, desde os anos 60 até à atualidade, reunindo retratos inéditos de 13 mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical: Estela Alexandre, Isabel Rato, Jéssica Pina, Juliana Mendonça, Maria Carvalho, Maria João, Maria Viana, Marta Hugon, Paula Oliveira, Paula Sousa, Rita Maria, Sara Serpa e Susana Santos Silva.

Fotografadas fora do palco, sem luz de cena e sem instrumentos, as artistas são retratadas por outra mulher que se dedica a este género musical há mais de 20 anos. Tal como no jazz, os retratos são improvisados, procurando mostrar a mulher por detrás dos discos, da música e do tempo, num diálogo que resulta do momento único e de partilha que é, em si, o ato fotográfico. Cada imagem é acompanhada por um texto da autoria do crítico de jazz Nuno Catarino, onde é descrito o trajeto e o papel de cada uma das mulheres no panorama jazzístico português.

Os impactos públicos do festival concretizam-se também na ligação de vários espaços tão ricos e diversos quanto o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o Atelier Semente, situado no Seminário Maior, e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV). Estes espaços, a par do Salão Brazil, da Escola Secundária Jaime Cortesão e do Largo de São Salvador, integram a rede de lugares que acolhe a programação da 24.ª edição, reforçando a relação do festival com diferentes comunidades e com o património cultural e artístico da cidade.

O percurso que liga o Museu Nacional Machado de Castro, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e o Atelier Semente marca um dos dias do festival, com a apresentação de concertos por formações mais pequenas extraídas do OMNIAE Large Ensemble, dirigido pelo baterista e compositor Pedro Melo Alves, que se apresenta também no TAGV. O projeto constitui um dos exemplos mais singulares do cruzamento entre composição contemporânea e improvisação jazz em Portugal.

Ao longo dos dias do festival, a programação percorre diferentes espaços da cidade, mas todos os dias terminam no Salão Brazil, espaço de referência do Jazz ao Centro Clube e casa do festival. No último dia, 10 de outubro, o destaque vai para o concerto de Carlos Bica AZUL, às 23h00, que reúne o contrabaixista Carlos Bica com Frank Möbus, na guitarra, e Jim Black, na bateria. O projeto AZUL, uma das formações mais marcantes da carreira de Carlos Bica, encerra a 24.ª edição do Festival Jazz ao Centro.

Merecedora de destaque é também a passagem pelo Largo de São Salvador, numa parceria com as Repúblicas Baco, Marias do Loureiro e do Cria'ctividade, programa de integração alternativo à praxe, numa altura em que duas das Repúblicas resistem à ordem de despejo que ameaça a sua continuidade. Neste local acontecerá o concerto de Hypomaniac Trio, com a saxofonista Camila Nebbia (Argentina), o contrabaixista Gonçalo Almeida (Portugal) e o percurssionista Sylvain Darrifourcq (França). 

Mais do que um conjunto de concertos, o Festival Jazz ao Centro procura promover a participação cultural, mobilizando diferentes comunidades para a preservação do património cultural, a fruição das artes e o fortalecimento das conexões cívicas. 

O Festival Jazz ao Centro é apoiado e cofinanciado pela DGARTES.

Um palacete assombrado e uma carta para desvendar



Um palacete assombrado, uma carta misteriosa e reencontros inesperados. O Vento Sopra sobre Little Balmoral tem a atmosfera perfeita para acompanhar a chegada do outono e dos dias mais frios, combinando mistério, uma história de amor irresistível, segredos de família… e arrepios. Este romance, que marca a estreia da autora bestseller Sophie Jomain no catálogo da Bertrand Editora, chega às livrarias a 17 de setembro.

Além de ser uma escolha ideal para uma leitura de conforto, envolvente e inspiradora, O Vento Sopra sobre Little Balmoral propõe uma experiência interativa. Para descobrir o segredo de uma carta misteriosa com os protagonistas desta história, o leitor tem à disposição uma lente de leitura vermelha em forma de folha de plátano. Poderá utilizá-la para descodificar as mensagens secretas que vão surgindo ao longo das páginas, e que fazem parte de uma carta que será reconstituída no fim do romance.

O Vento Sopra sobre Little Balmoral conta a história de Phèdre Demay, uma jovem que herda um velho palacete na pequena e acolhedora aldeia francesa de Cornehotte e uma boa quantia para o renovar. Contudo, não só não tinha planos para se mudar para Little Balmoral, nome com que a sua tia batizou o palacete, como o telhado da velha casa range inoportunamente e as janelas se abrem sozinhas… Mas Little Balmoral fora também, anos antes, palco do seu maior desgosto amoroso. Por isso, quando Adam, o rapaz que lhe havia partido o coração, bate à sua porta, ao mesmo tempo em que mensagens codificadas começam a aparecer misteriosamente, Phèdre tem todos os motivos para acreditar em fantasmas.

Aconchegante, divertido e viciante, entre segundas oportunidades ao amor, purificadores ramos de salva que eliminam as energias negativas e uma casa que parece guardar mensagens por decifrar, o outono promete ser particularmente agitado em Little Balmoral.

O Vento Sopra sobre Little Balmoral, de Sophie Jomain, é publicado a 17 de setembro, com tradução de Fernanda Oliveira.

Sobre a Autora

Seguida por milhares de leitores atentos a todas as suas novas publicações, Sophie Jomain impôs-se como uma autora de referência no romance contemporâneo e na literatura para público adulto e young-adult em França. Além dos seus romances do Advento, O Vento Sopra sobre Little Balmoral é também um enorme sucesso de vendas no seu país. Inicialmente fascinada pela arqueologia, Sophie dedicou-se ao estudo da Gália celta e romana. Quando começou a escrever, nunca mais parou. Partilha com a sua comunidade de leitores fiéis a sua paixão pela escrita e por histórias cheias de emoção.