terça-feira, 31 de março de 2026

Podemos ser o fruto da semente da maldade ou aprendemos a sê-lo?



Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta ou a maldade pode ser uma semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? É a premissa de Menina Má, de William March, um thriller sobre uma criança que consegue escapar impune de tudo. Até de um homicídio.

Polémico e mais atual do que nunca, este clássico do thriller tem como protagonista Rhoda Penmark. Aos oito anos, esta criança é a imagem perfeita da inocência, desde o cabelo impecavelmente arranjado aos vestidos de algodão delicadíssimos. Contudo, uma série de acontecimentos terríveis faz com que a mãe se comece a questionar: por que razão parecem acontecer coisas más quando a filha está por perto?

Finalista do National Book Award e um clássico com mais de um milhão de exemplares vendidos, Menina Má chega pela primeira vez a Portugal a 2 de abril. Originalmente publicado em 1954, elogiado por Ernest Hemingway, John dos Passos, Carson McCullers ou Eudora Welty, este livro, o último romance de William March, tornou-se imediatamente um bestseller. Foi adaptado para a Broadway e transformado num filme de culto, nomeado para os Óscares dois anos depois.

Pioneiro, com grande densidade psicológica e enormes doses de suspense, Menina Má é um incrível retrato do mal sob o resguardo de um rosto inocente, e fornece ao leitor uma visão perturbadora sobre a psicopatia infantil. Rhoda Penmark, a protagonista desta obra fundamental do thriller psicológico, serviria de inspiração para personagens clássicas deste género, como Damien (The Omen), Chucky (O Boneco Diabólico), Annabelle (The Conjuring), Samara (The Ring) ou Dexter.

Menina Má, de William March, chega às livrarias a 2 de abril, com tradução de Fernanda Oliveira.

Sobre o Autor

William March (1893–1954) nasceu no seio de uma família pobre em Mobile, no Alabama. Serviu nos Marines e combateu na Primeira Guerra Mundial, tendo recebido várias condecorações dos governos norte-americano e francês. Arrumou a farda após o conflito, e os horrores que testemunhou inspiraram-no a escrever o seu primeiro romance. Publicaria seis, além de quatro coleções de contos. Morreu vítima de um ataque cardíaco semanas após o lançamento do seu livro mais celebrado, The Bad Seed (Menina Má), um êxito em toda a linha junto do público e da crítica.

Coro ucraniano Homin em concerto inédito no Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 26 de maio, pelas 19 horas, um concerto inédito do coro ucraniano Homin. Com créditos firmados a nível mundial, o coro sobe ao palco do Salão Preto e Prata para conciliar as tradições culturais com o som contemporâneo da Ucrânia.

Reconhecido pela sua poderosa energia, excelência vocal e interpretação profundamente emotiva, o coro Homin apresenta um programa que inclui tanto canções folclóricas autênticas como obras corais contemporâneas.

Um concerto imperdível que será uma oportunidade para sentir a força da voz ucraniana que ecoa nas principais salas do mundo e descobrir a riqueza da cultura da Ucrânia. Num momento em que a arte é a voz de uma nação, o coro Homin leva ao público histórias, emoções e o espírito indomável da Ucrânia. 

Não perca este momento histórico!

Portugueses honram tradições na mesa de Páscoa



Entre cabrito assado, amêndoas e ovos de chocolate, a Páscoa continua a ser sinónimo de partilha e mesa cheia. Uma celebração onde a tradição dita o ritmo e onde, muitas vezes, o difícil não é escolher o que comer, mas saber quando parar.

Segundo um inquérito da Too Good To Go, a maior app do mundo no combate ao desperdício alimentar, 70% dos portugueses compram chocolates nesta altura, seja para oferecer ou simplesmente porque… é impossível resistir. Entre amêndoas, ovos de chocolate e folares, há sempre espaço para mais um doce, mesmo quando já não parece haver.

À mesa, a tradição mantém-se firme. 3 em cada 10 portugueses continuam a optar pelo cabrito assado, seguido do borrego (18%), numa celebração que mistura conforto, família e receitas que sabem a casa.

E, apesar do contexto atual, a Páscoa continua a ser uma ocasião em que não se olha tanto a gastos: o valor médio gasto na refeição por pessoa ronda os 30€ a 60€, com a maioria dos portugueses a manter ou até aumentar o orçamento face ao ano passado.

Tradição à mesa, desperdício no prato?
Mas há um detalhe que quase todos reconhecem: 80% admitem que esta é uma altura em que se desperdiça mais comida. 

Segundo o estudo, 22% dos portugueses apontam as compras em excesso como a principal causa, enquanto 19% referem as porções demasiado generosas e 11% admitem comprar a mais por impulso ou por estar em promoção.

Entre os alimentos mais desperdiçados nesta época destacam-se os chocolates e doces de Páscoa, seguidos das sobremesas e dos pratos principais.

“A Páscoa é um momento especial, de partilha e tradição, e isso não tem de mudar. O que vemos é que há cada vez mais vontade de aproveitar melhor os alimentos e fazer escolhas mais equilibradas, sem perder o lado descontraído da celebração. Prova disso é que 59% dos portugueses dizem consumir as sobras nos dias seguintes e 16% optam por congelar os alimentos para consumir mais tarde”, explica Tiago Figueiredo, Interim Country Director da Too Good To Go em Portugal.

Precisamente aqui também entram alternativas práticas e sustentáveis como a Too Good To Go. Através da app, é possível comprar Surprise Bags com excedentes de supermercados, pastelarias e restaurantes, muitas vezes com produtos ideais para esta época, com preços reduzidos até 75%. Desde ingredientes para o almoço de Páscoa a doces e snacks para prolongar a sobremesa, tudo pode ganhar uma segunda vida.

E o que fazer com o chocolate que sobra? A boa notícia é que este pode durar muito mais do que se pensa. A Too Good To Go partilha algumas dicas de como pode ser preservado. Se o chocolate for guardado num local fresco e seco, mantém-se em boas condições durante meses, mesmo que apareça uma camada esbranquiçada (sim, é normal e não faz mal nenhum). Trata-se do chamado “bloom”, um fenómeno causado por variações de temperatura ou humidade. O aspeto pode ser menos apelativo, mas o sabor mantém-se inalterado.

Para quem quiser ir mais longe, há sempre espaço para criatividade: transformar sobras em bolachas, muffins ou chocolate quente, ou simplesmente partilhar com família e amigos.

No meio de mesas cheias e agendas familiares, a Páscoa continua a ser um momento para honrar a tradição e apreciar os pequenos momentos com quem mais gostamos. E, cada vez mais, também entre aproveitar melhor o que já temos.

Grande Gala de Flamenco com Daniel Casares e Dulce Pontes no Casino Estoril



Com uma carreira brilhante que o coloca na elite do toque flamenco contemporâneo, Daniel Casares regressa aos palcos com “O poder do subtil”, apresentado como uma Grande Gala de Flamenco, onde guitarra, cante e baile se unem num espectáculo de grande intensidade artística. Dulce Pontes é a convidada especial de uma noite imperdível agendada para 27 de junho, a partir das 22 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril.

“O poder do subtil” é uma celebração da essência flamenca em toda a sua força e autenticidade. Cada composição nasce das vivências mais íntimas do guitarrista, da sua família, do seu meio e dessa raiz profunda que pulsa em cada nota. 

Para o acompanhar nesta viagem, Daniel Casares convida a grande artista e amiga Dulce Pontes, com quem tem vindo a colaborar ao longo dos anos.

Em palco, Daniel Casares faz-se acompanhar por artistas excecionais, que dão corpo e alma a esta viagem: Na segunda guitarra estará Julián Bedmar; no cante, Manuel Peralta; no baile, Sergio Aranda; no cajón, Miguel Ortiz “Nene”; e no baixo, José M. Posada “Popo”. Juntos, constroem uma gala vibrante, onde o virtuosismo da guitarra dialoga com a expressividade do cante e a força arrebatadora da dança.

Vencedor do Prémio Bordón Minero em La Unión aos 16 anos, desenvolveu uma trajetória singular marcada pelo talento e pela curiosidade musical, colaborando com nomes como Loreena McKennitt, Dulce Pontes, Toquinho, Chucho Valdés, Cuca Roseta, Nininho Vaz Maia e Cecilia Bartoli, entre muitos outros.

Sugestões LEGO® para a Páscoa


Depois do Natal, a Páscoa é a época pela qual os mais novos mais aguardam. Ora pela tradicional caça aos ovos, ora pelas brincadeiras em família, a jogar, a brincar ao faz-de-conta, à bola ou até a construir com peças LEGO®. Este ano, o Grupo LEGO traz várias sugestões de brinquedos para os miúdos que adoram aventuras, animais e batalhas épicas.

Para os bebés que adoram animais
Do peixe, ao cão, passando pelo gato e terminando no pássaro. O set LEGO® DUPLO® My First Animais Criativos Adoráveis 3 em 1 (10477) oferece oito opções de construção, com 24 peças concebidas especialmente para mãos pequeninas. Os pequenos construtores vão aprender a organizar por cores para criarem o animal, complementando a figura com um rosto amigável. O plano ideal para uma Páscoa em família.



Para os que adoram fugas épicas
Luz, câmara, ação! Estamos prestes a testemunhar uma tentativa de fuga à prisão. Será que o prisioneiro vai conseguir escapar? Com o set LEGO® City Carrinha de Transporte de Prisioneiros da Polícia (60479), as crianças poderão conduzir a carrinha da polícia e até recriar a fuga dos bandidos, através da mota com gancho para puxar a cela. Um presente original e que pode ser complementado com outros veículos de emergência LEGO City, para dar ainda mais emoção à cena.



Para as que gostam da Páscoa só pelo coelhinho
Para as crianças que adoram a Páscoa pelo icónico coelhinho, o Grupo LEGO convida-as a entrar num mundo de histórias com o LEGO® Friends Hotel Coelhinho de Heartlake City (42679). Este set adorável está cheio de detalhes divertidos, como a porta para os coelhinhos e o divertido sinal de coelho. No interior, existe um tapete em forma de cenoura, área de dormir com caminhas, além de lista dos coelhinhos que entram e saem do hotel. No exterior, os coelhinhos podem sentar-se juntos e desfrutar de um cupcake de cenoura. Uma forma animada e saborosa de passar a Páscoa.



Para os que adoram construir as vezes que quiserem
Para os que adoram construir, desfazer, construir novamente e desfazer as vezes que quiserem, o Grupo LEGO traz uma sugestão que alia a Páscoa à diversão. O set LEGO® Creator 3em1 Coelhinho Adorável (31162) inclui, claro, um Coelhinho Adorável, mas não só. O mesmo set permite ainda construir um Lama e uma Foca, todos com acessórios a acompanhar.



Para os que adoram batalhas icónicas
Prontos para a próxima missão? Terás a ajuda do Robô de Missões do Cole, equipado com uma espada, um bastão e uma pistola com dois dardos. O set LEGO® NINJAGO® Robô de Missões do Cole e Zane Dragão (71854) oferece às crianças a oportunidade de lutar ao lado de Cole e Zane Dragão para destruir o Monstro Ácido com o bastão. Uma aventura divertida para se viver em família na Páscoa.

Esta Páscoa, o Grupo LEGO convida as famílias a unirem-se e a testarem os limites da imaginação e da criatividade. De coelhinhos até aos robôs de batalhas, tudo é possível com o poder da construção.

O melhor Eça de Queirós n'A Biblioteca de Alexandria



Dos encantadores Campos Elísios, em Paris, para as bucólicas margens do Douro, em Tormes, a nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, aposta num dos grandes livros de Eça de Queirós, A Cidade e as Serras. Romance publicado depois da morte de Eça, este é o resumo do grande génio do escritor português num livro de enorme simplicidade, entre o divertimento e o episódio romântico, entre a grande literatura e a busca de inocência.

Um livro que se esconde na sombra de grandiosidade de Os Maias, mas que é, ao mesmo tempo, uma amostra do génio de Eça de Queirós como ironista, paisagista, historiador do seu século europeu e criador de personagens eternizadas na grande literatura. Marcado por uma intensa ironia, A Cidade e as Serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada em Paris decide deixar a fim de tratar de assuntos familiares num pequeno lugarejo em Portugal – nas serranias do Douro, onde vai redescobrir as alegrias simples do reencontro com a terra.

Os episódios que marcam a transição da grande cidade para a vida tranquila das serras constituem momentos únicos do infindável talento romanesco de Eça e da sua intuição como autor de mundos ficcionais que marcam a imaginação dos seus leitores. 

A edição de A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, para a coleção A Biblioteca de Alexandria, chega às livrarias a 9 de abril.

Sobre o Autor

Filho de um magistrado, juiz e par do Reino, José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim em 1845. Depois de estudos preparatórios no Porto cursou Direito em Coimbra – tendo vivido em Lisboa e, depois de um período dedicado ao jornalismo (em Évora) e à pequena advocacia, entrou na administração pública. Seguiu a carreira diplomática e viveu em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. A sua obra maior é o romance Os Maias, publicado em dois volumes em 1888, na sequência de títulos como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878) ou A Relíquia (1887). Grande parte da sua obra (como A Cidade e as Serras, A Capital ou Tragédia da Rua das Flores) foi publicada depois da sua morte, a 16 de agosto de 1900, em Neully-sur-Seine, arredores de Paris.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Sugestões da Pedaços de Cacau para a Páscoa



Pela primeira vez, a Pedaços de Cacau lança uma edição solidária também na Páscoa: a Caixa de Coelhos – Feliz Páscoa, em que 1€ por cada venda reverte para a Bagos d’Ouro, uma associação dedicada a apoiar a educação e formação de crianças e jovens da região do Douro.

Quem disse que a caça aos ovos da Páscoa é só para os miúdos não podia estar mais enganado. A Pedaços de Cacau lançou uma novidade para celebrar a época que promete também conquistar os adultos. A proposta combina chocolates por descobrir e um dos maiores símbolos da festa: o coelho, claro.

Coelho de Páscoa com Gaveta Secreta
Nesta Páscoa, a Pedaços de Cacau convida também os adultos a entrarem na brincadeira e a procurarem chocolates. Mas, em vez dos tradicionais ovos, o desafio passa por descobrir bombons. A novidade da marca é um coelho gigante de chocolate, feito com chocolate negro com 54% de cacau, que esconde 32 bombons de chocolate negro. Entre os recheios, encontram-se sabores como limão, laranja, frutos silvestres, caramelo, creme de avelã e cacau crocante.



Presente solidário – Caixa de Coelhos – Feliz Páscoa
E porque a Páscoa também é uma altura para retribuir, a Pedaços de Cacau lança a primeira caixa solidária da época. Por cada venda da Caixa de Coelhos – Feliz Páscoa, com seis bombons de chocolate negro em forma de coelho, recheados com creme de avelã, 1€ reverte para a Bagos d’Ouro, associação dedicada a apoiar crianças e jovens da região do Douro, garantindo um acompanhamento escolar e familiar regular e desenhando programas adaptados a cada caso, onde as crianças e jovens e os seus pais são responsabilizados e chamados a intervir na definição dos objetivos anuais e do trabalho para os alcançar.

A campanha é válida até 5 de abril, em compras feitas na loja online ou na chocolataria da marca, em Vila Nova de Gaia.



Amêndoas de Chocolate Negro
Associada a momentos de partilha e a sabores tradicionais, a Páscoa traz também consigo um clássico que nunca falha: as amêndoas de chocolate. A pensar em quem aprecia o sabor mais intenso do cacau, a Pedaços de Cacau apresenta as suas Amêndoas de Chocolate Negro Artesanais, uma proposta que alia a crocância da amêndoa à profundidade do chocolate negro.



Amêndoas de Caramelo e Flor de Sal
Entre os sabores mais tradicionais, há também espaço para combinações que surpreendem. As Amêndoas de Chocolate com Caramelo e Flor de Sal juntam o lado doce do caramelo ao toque delicado da flor de sal, criando um contraste equilibrado e cheio de personalidade. O resultado é uma proposta diferente para quem gosta de explorar novos sabores na Páscoa.



Amêndoas de Chocolate com Framboesa
Para quem procura sabores mais frescos e inesperados, as Amêndoas de Chocolate com Framboesa destacam-se pela combinação equilibrada de texturas e aromas. A crocância da amêndoa torrada envolve-se no chocolate, enquanto a framboesa acrescenta uma nota frutada e ligeiramente ácida.



Amêndoas de Chocolate com Canela
Para quem aprecia combinações aromáticas, as Amêndoas de Chocolate Negro com Canela são uma opção que reúne tradição e sabor. Com uma textura crocante e um toque quente de canela, esta receita artesanal foi pensada para tornar os momentos de partilha ainda mais especiais.



Ovinhos Crocantes da Páscoa
Nenhuma Páscoa fica completa sem ovos, e a Pedaços de Cacau traz para a mesa os seus ovinhos coloridos, perfeitos para dar um toque de cor e diversão à celebração e capazes de conquistar as crianças da família. Sendo um dos poucos produtos da marca com chocolate branco e tendo um interior crocante irresistível, são a escolha ideal para quem quer fugir às amêndoas tradicionais e surpreender com algo diferente.

Todos os produtos podem ser adquiridos online, em https://pedacosdecacau.pt/para-oferecer/pascoa/, ou na Chocolataria Artesanal da Pedaços de Cacau, em Vila Nova de Gaia.

Pedaços de Cacau – Chocolataria Artesanal
Morada: Rua da Junqueira de Baixo, n.º 28, Vilar do Paraíso, 4405-870 Vila Nova de Gaia
Telefone: 22 731 2031
Horário: de segunda a sexta, das 9h30 às 18h30 (exceto feriados)

Pacheco Pereira inaugurou exposição inédita sobre censura no Estado Novo no Politécnico de Setúbal



O Politécnico de Setúbal (IPS) abriu, na passada quinta-feira, 26, portas à exposição “Proibido por inconveniente – Materiais da censura do Arquivo Ephemera”, um conjunto inédito de materiais dedicado à compreensão histórica e crítica da censura em Portugal durante o Estado Novo.

A inauguração, no átrio da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), contou com a presença do historiador José Pacheco Pereira, fundador do Arquivo Ephemera, que sublinhou a importância histórica deste espólio e a sua “clara intenção pedagógica”, não só junto da comunidade estudantil, mas também da população em geral.

Como explicou o responsável, este núcleo expositivo integra um espólio mais vasto que é “provavelmente semelhante, no valor e na dimensão, àquele que existe na Torre do Tombo, sendo em muitos aspetos até mais relevante, porque encontramos aqui os despachos dos livros censurados mais conhecidos”. São disso exemplos “Aparição”, de Vergílio Ferreira, ou “Novas Cartas Portuguesas”, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, este último proibido por “ofensa aos costumes e à moral do país” e bem paradigmático da “repressão particular” que se exercia sobre as mulheres que ousavam escapar “à casa e ao lar”.

Resultante de uma parceria entre o Arquivo Ephemera e as Bibliotecas do IPS, a exposição evidencia como a censura moldou a informação disponibilizada às populações nos tempos da ditadura. O conjunto apresenta sobretudo exemplos da censura oficial exercida sobre jornais e livros, mas dá também a conhecer o controlo exercido noutros meios, como cinema, rádio e música, permitindo um retrato abrangente dos mecanismos que limitaram, durante décadas, a liberdade de expressão.

“Esta exposição deve ser vista pelo maior número de pessoas. É uma exposição para ler. Através destes documentos, é possível aprender muito sobre aquilo que nós, durante 48 anos, não podíamos saber. E perceber também porque é que a censura é a instituição do Estado Novo que mais perdurou até hoje, moldando mais do que uma geração de portugueses”, considerou o investigador.

Como primeiro grito de alívio e explosão de alegria, pode ver-se, entre os materiais expostos, o primeiro número de um jornal publicado em liberdade, o “República”, que sai para as bancas na tarde de 25 de abril de 1974 com a referência, em destaque na primeira página, “Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura”.



Roteiro por um país idealizado
Além da dimensão repressiva, para Pacheco Pereira fica também evidente neste núcleo a vertente propagandística da censura, ao promover um país idealizado, sem sombra de corrupção, convenientemente despolitizado e sem participação cívica, e onde reinava o “respeitinho” pelos costumes e moral vigentes. “O que temos aqui mostra a outra realidade do País, aquilo que os portugueses não tiveram, durante décadas, autorização para ver e saber, incluindo muitos casos de corrupção que percorriam o país de norte a sul, contrariando algumas narrativas atuais sobre um país de respeito pelas leis durante a ditadura”.

Na sessão de inauguração, Rodrigo Lourenço, vice-presidente para o Ensino e Aprendizagem, agradeceu a oportunidade de acolher esta exposição, não só porque permite “reforçar a componente cultural, cada vez mais essencial na formação dos nossos estudantes”, mas também porque vem “fomentar a discussão sobre as democracias, numa reflexão sobre o caminho que hoje levamos”.

Enquanto anfitrião, o diretor da ESE/IPS, João Pires, salientou por seu turno o simbolismo deste edifício, projetado pelo arquiteto Siza Vieira, enquanto espaço de acolhimento: “Para uma exposição que aborda o antes do 25 de Abril, nada melhor do que um espaço que nasce e cresce a partir do conceito de democracia e que privilegia as liberdades desde a sua génese”.

A mostra, aberta ao público em geral, ficará patente até 30 de abril, podendo ser visitada nos dias úteis, entre as 08h00 e as 22h30, e aos sábados, entre as 08h00 e as 18h00. 

Sugestões Couto para a Páscoa



Com a Páscoa aí à porta, a Couto convida as famílias a fazerem uma nova caça, depois da dos ovos: a caça às cáries. Para ajudar a manter os sorrisos saudáveis, a marca apresenta três sugestões para prevenir o aparecimento de cáries e garantir que a diversão não compromete a saúde oral.

Pasta Dentífrica Couto
Criada no Porto em 1932, a Pasta Dentífrica Couto nasceu com o objetivo de “evitar as afeções da boca” auxiliando a uma melhor higiene oral e ao cuidado das gengivas. Quase um século mais tarde, continua a ser um produto de referência em Portugal e um aliado na “caça às cáries”, ajudando famílias de várias gerações a manter os dentes limpos e os sorrisos saudáveis, mesmo depois dos doces da Páscoa.


Pasta Couto com Flúor
Na caça às cáries depois dos doces da Páscoa, a rotina de escovagem torna-se um passo essencial para equilibrar os excessos. A fórmula com flúor ajuda a proteger os dentes, enquanto o cálcio contribui para fortalecer o esmalte e prevenir cáries. Já a ação antitártaro e o sabor a menta deixam os dentes limpos e o hálito fresco, tornando o cuidado diário mais simples e agradável para toda a família.



Escova de Dentes de Bambu Couto
E porque as pastas não trabalham sozinhas, precisamos de um parceiro para encontrar as cáries escondidas nos cantinhos mais difíceis, entre dentes e gengivas, onde os doces da Páscoa gostam de se esconder. Para isso, a escova de dentes Couto é ideal: com cabo de bambu e cerdas de nylon macias que limpam suavemente sem agredir, combina eficácia, cuidado e um toque de sustentabilidade na rotina diária.

Festival Internacional da Tuna Universitária de Lisboa no Casino Estoril



Em noite de pura celebração musical, o Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, a 9 de maio, a partir das 21h30, o Festival Internacional da Tuna Universitária de Lisboa. Trata-se de um espectáculo que comemora a música, a tradição académica e a alegria partilhada entre culturas.

Em “Alma Tunae”, tradição académica e sonoridades do mundo encontram-se num espectáculo vibrante, onde a magia das Tunas ganha vida num palco de excelência. Nesta edição, o público será guiado por uma viagem sonora única, repleta de harmonias inconfundíveis, vozes que ecoam história e cenários cheios de cor e emoção.

Grupos de várias regiões e países juntam-se à anfitriã TUL – Tuna Universitária de Lisboa, garantindo uma experiência internacional inesquecível no Casino Estoril. 

Tunas participantes:
• Afonsina – Tuna de Engenharia da Universidade do Minho
• “La 52” – Tuna Veterana de Puerto Rico
• FAN-Farra Académica de Coimbra
• Tuna de Medicina de Múrcia (Espanha)
• TUL – Tuna Universitária de Lisboa, anfitriã desta grande celebração