sexta-feira, 2 de outubro de 2026

"O Quebra-Nozes” no gelo no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 16 de novembro, às 19 horas "O Quebra-Nozes” no gelo, um espectáculo natalício para adultos e crianças da Alpha Music e a Agenda Production Berlin. Com uma fascinante combinação de artes circenses, patinagem artística e ballet clássico, interpretada pelo Wiener Stadtballett, este espectáculo é baseado no conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos" de E. T. A. Hoffmann. A música é de Pyotr Tchaikovsky e o libreto de Marius Petipa.

"O Quebra-Nozes” no gelo é um conto de fadas festivo para toda a família que combina o ballet no gelo com as artes circenses de tirar o fôlego, apresentadas por artistas circenses de Cuba e do México, cativará o público de todas as idades.

Um elenco de artistas consagrados de Cuba e do México – vencedores de inúmeros festivais internacionais de circo, incluindo os de Monte Carlo, Paris, Latina (Itália), Girona (Espanha) e Zhuhai Hengqin Chimelong (China) – apresentam um espectáculo acrobático cativante para o público. 

Após um sucesso estrondoso na Alemanha, Espanha, Holanda, Bélgica, França, Áustria, Itália, Suíça e Liechtenstein, “O Quebra-Nozes” no gelo chega a Portugal com um espectáculo único no Casino Estoril. 

O público poderá acompanhar surpreendentes performances de patinadores artísticos, acrobatas circenses sobre patins, ginastas, ciclistas, malabaristas e equilibristas, tudo realizado sem equipamentos de segurança. Estarão em destaque mais de 300 figurinos e um imponente cenário multimédia com painéis de LED que proporcionam um espectáculo grandioso e elegante.

No conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos", em véspera de Natal, Marie recebe um quebra-nozes e uma figura mágica dançante do misterioso tio Drosselmeyer. A casa enche-se de luzes cintilantes e de aromas de pinheiro e de canela. Marie adormece sob a árvore com o quebra-nozes na mão e é transportada para um sonho de conto de fadas: a árvore cresce até ao céu, os relógios param e os brinquedos ganham vida, transformando-se em personagens de uma história mágica...

O espectáculo realiza-se em gelo artificial, um material ecológico que não necessita de ser congelado. Serão utilizadas novas tecnologias de gelo artificial.

Museus em obras levam a programação para fora de portas. O que fica depois da reabertura?



Mesa-redonda no Museu do Oriente junta, a 9 de outubro, responsáveis de instituições em diferentes fases de transformação para discutir o futuro das coleções, das parcerias e da relação com os públicos.

O encerramento para obras, a transformação dos espaços expositivos ou mesmo a ausência de uma sede, que ainda está em projecto, todas estas situações colocam uma questão fundamental: sem o seu edifício, pode um museu continuar a existir, produzir conhecimento, relacionar-se com os seus públicos e afirmar a sua identidade? É esse o ponto de partida da mesa-redonda “A Programação Expandida dos Museus”, que se realiza no Museu do Oriente a 9 de outubro, às 18h00.

Quando um museu fecha temporariamente, a sua atividade não tem de ficar suspensa: as coleções podem circular, as exposições ocupar outros espaços e a programação chegar aos públicos por novas vias. A partir de experiências de instituições portuguesas que atravessam ou atravessaram processos de encerramento temporário, transformação ou construção de uma nova relação com o público, a mesa-redonda aborda a programação fora de portas, ou "Programação Expandida", como uma oportunidade para repensar o que define um museu e como este se relaciona com as suas coleções, públicos e outras instituições.

Moderada pela historiadora de arte e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva, a mesa-redonda conta com a participação de Maria de Jesus Monge, Diretora do Museu Nacional de Arte Antiga; António Carvalho, Diretor do Museu Nacional de Arqueologia; Rui Oliveira Lopes, Diretor do Museu das Convergências e Inês Fialho Brandão, Coordenadora de Mediação Cultural do Museu Calouste Gulbenkian.

De entrada gratuita, a mesa-redonda tem a coordenação de Rui Oliveira Lopes [Museu das Convergências] e Graça Mendes Pinto [Museu do Oriente, Fundação Oriente].

A Programação Expandida dos Museus
Mesa Redonda | 9 de Outubro
Local: Museu do Oriente | Horário: 18h00 às 19h30
Público-alvo: M/16 [idade indicativa]
Preço: Gratuito [mediante inscrição por e-mail cursos.conferencias@foriente.pt]

“Era Uma Vez o Fado” no Auditório do Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril recebe “Era Uma Vez o Fado” nos próximos dias 5, 6 e 7 de novembro, às 21h30. Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist recuperam a história do fado num curto ciclo de três espectáculos.

“Era Uma Vez o Fado” convida o público a percorrer a história do fado, desde o seu nascimento nos bairros históricos lisboetas no século XIX. Expressão máxima da alma e identidade nacional, o fado é reconhecido pela UNESCO, desde 2011, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Será, na realidade, um curto ciclo de três espectáculos recheados de fados nas suas diversas expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português.

Em “Era Uma Vez o Fado” Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilham o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Prime Video revela teaser trailer e poster de The Man with the Bag



A Prime Video revelou o teaser trailer de The Man with the Bag, protagonizado pelo lendário Arnold Schwarzenegger (O Exterminador), que regressa aos filmes de Natal 30 anos depois para dar vida ao próprio Pai Natal, e por Alan Ritchson (Reacher). The Man with the Bag vai estar disponível em exclusivo na Prime Video em mais de 240 países e territórios em todo o mundo a partir de 2 de dezembro.

Para além de  Arnold Schwarzenegger e Alan Ritchson, o filme conta com Berkeley James (General Hospital), Michael Cyril Creighton (Only Murders in the Building, Spotlight), Liza Koshy (Transformers: O Despertar das feras, Jogos de Amor, Kyle Mooney (Saturday Night Live, No Hard Feelings),  Jane Krakowski (Rockefeller Plaza, Ally McBeal), Ken Jeong (A Ressaca, Crazy Rich Asians) e Awkwafina (Ocean’s 8, The Farewell). 



Quando o icónico saco vermelho do Pai Natal (Arnold Schwarzenegger) é roubado por uma elfa rebelde e rancorosa (Awkwafina), o Natal fica subitamente em perigo. Com a sua noite mais importante do ano a aproximar-se rapidamente, o Pai Natal recruta um ladrão  da sua “Lista dos Mal Comportados”, Vance (Alan Ritchson). Juntamente com a filha de Vance, e com um pouco de ajuda de duendes e renas, ele reúne rapidamente uma equipa de desajustados com grandes habilidades criminosas para levar a cabo o assalto mais inesperado das suas vidas. Repleta de magia natalícia, grandes gargalhadas e muito coração, The Man with the Bag é uma aventura sobre um assalto que nos fala de segundas oportunidades, amizades improváveis e da descoberta de que, por vezes, até o Pai Natal precisa de um pouco de ajuda para fazer o Natal acontecer.

O filme é produzido por Lawrence Grey (Lights Out, Hope Springs), p.g.a., Ben Everard (Lights Out, Pain Hustlers), Reg Tigerman (The Cabin with Bert Kreischer), Dan Spilo (Sunnyside) e Alan Ritchson, sob a realização de Adam Shankman (Hairspray, A Walk to Remember) e com argumento de Allan Rice (Kung Fu Panda: Lendas do Altamente).



The Man with the Bag estreia a 2 de dezembro na Prime Video como parte da subscrição Prime. Os subscritores da Prime Video em Portugal podem desfrutar de ofertas, envios gratuitos e entretenimento, tudo na mesma subscrição por apenas 4,99€ ao mês ou 49,90€ ao ano.

FNAC lança Carta Aberta pela democratização do acesso à música e à cultura



No Dia Mundial da Música, que se assinala hoje, 1 de outubro, a FNAC Portugal lança uma ‘Carta Aberta’ para colocar em debate o valor da música e a democratização do acesso à cultura em Portugal. A iniciativa pretende chamar a atenção para os obstáculos que afastam os cidadãos, em particular os mais jovens, de consumir música em formato físico.

A Carta Aberta nasce da constatação de que existe uma nova geração a reencontrar o fascínio por LPs, CDs e cassetes. No entanto, o aumento do custo de vida e o preço final destes suportes correm o risco de transformar o disco num objeto reservado apenas a quem tem maior poder de compra. Para a FNAC, a música em formato físico não deve ser um privilégio nem um luxo, mas sim uma forma consciente, pessoal e duradoura de viver e preservar a cultura.

“A cultura não é um luxo, é uma necessidade. Uma sociedade com mais cultura é uma sociedade mais criativa, mais informada, mais livre e mais capaz de pensar de forma crítica”, afirma Inês Condeço, diretora de marketing e comunicação da FNAC Portugal. “A música que se ouve passa, enquanto a música que se tem fica. Ocupa um lugar em casa, na memória e na identidade de cada pessoa. Não escrevemos esta carta para discutir fiscalidade, mas sim para falar de acesso e de participação cultural. Queremos que mais jovens possam comprar o seu primeiro disco e que a criação artística continue ao alcance de todos”, esclarece.

Para a FNAC,  o primeiro disco que deixa de ser comprado pode significar uma coleção que nunca chega a existir, afastando as novas gerações dos criadores e da memória cultural que a música ajuda a preservar.

Como gesto simbólico, e para dar expressão prática a esta reflexão, a FNAC vai retirar o valor do IVA nos discos durante cinco dias, de 1 a 5 de outubro, em todas as lojas e em fnac.pt. A par deste manifesto, foi lançada uma Petição Pública aberta a todos os que queiram apoiar a democratização do acesso à música.



CARTA ABERTA
Uma Carta Aberta sobre o Valor da Música e o Acesso à Cultura
No Dia Mundial da Música, a FNAC quer lançar uma conversa.
Uma conversa simples, mas importante.
Porque continua a ser tão difícil tornar a cultura mais acessível?

A música faz parte das nossas vidas. Acompanha-nos nas viagens, nas conquistas, nas perdas e nos momentos que recordamos para sempre.
Dá palco a novos artistas. Gera emprego. Inspira criatividade. Aproxima gerações. Ajuda-nos a compreender melhor quem somos.
E, ainda assim, continua sujeita à taxa máxima de IVA.

Não escrevemos esta carta para discutir fiscalidade.
Escrevemo-la para falar de acesso.
Porque acreditamos que a cultura não é um luxo. É uma necessidade.
Uma sociedade com mais cultura é uma sociedade mais criativa. Mais informada. Mais livre. Mais capaz de pensar de forma crítica e de imaginar o futuro.
E se acreditamos nisto para a cultura em geral, acreditamos também nisto para a música.

Porque um disco não é apenas uma forma de ouvir música.
É uma obra que podemos escolher, tocar, guardar e revisitar.
É uma capa que nos prende o olhar. Uma sequência de canções pensada para ser ouvida do princípio ao fim. São letras, imagens, histórias, créditos e pessoas.
É o trabalho de músicos, compositores, produtores, técnicos, designers, fotógrafos, editoras, distribuidores e lojas.

Um disco fica.
Fica em nossa casa.
Fica na nossa memória.
Fica ligado a uma idade, a um lugar, a uma pessoa ou a um momento.

Hoje, uma nova geração voltou a descobrir o prazer de ter música. Em vinil, CD ou outros formatos. O que importa não é o objeto. É a relação que criamos com as obras. É a vontade de apoiar artistas, descobrir novos universos e construir uma coleção que conta quem somos.

Mas começar uma coleção é cada vez mais difícil.
Quando tudo está mais caro, a cultura é uma das primeiras escolhas a ser adiada. E o primeiro disco que não se compra pode ser o início de uma coleção que nunca chega a existir.

Não queremos que os discos sejam um privilégio.
Queremos que mais pessoas possam descobrir artistas. Que mais jovens possam comprar o seu primeiro disco. Que mais música portuguesa encontre lugar nas nossas casas. Que mais criadores consigam continuar a criar.

Porque tornar a música acessível não é apenas uma questão de consumo.
É uma questão de participação cultural.
É aproximar as pessoas das obras.
É apoiar quem cria.
É garantir diversidade, memória e liberdade cultural.

Por isso, no Dia Mundial da Música, decidimos fazer um gesto simbólico.
Entre 1 e 5 de outubro, a FNAC assume o equivalente ao IVA na Música.
Não porque acreditamos que uma campanha muda um país.
Mas porque acreditamos que um país que investe em cultura nunca fica mais pobre.

Sabemos que cinco dias não resolvem tudo.
Mas também sabemos que as grandes mudanças começam muitas vezes por uma conversa.
E esta é uma conversa que vale a pena ter.
Sobre o acesso à cultura.
Sobre o valor da música.
Sobre a importância de apoiar quem cria e quem faz chegar a criação às pessoas.

Porque uma sociedade com mais música é uma sociedade mais curiosa, mais criativa, mais tolerante e mais livre.
Porque toda a coleção começa com um disco.
Porque tornar a cultura mais acessível nunca devia ser uma campanha.
Mas enquanto for preciso, fazemos a nossa parte.

FNAC Portugal

Estreia moderna de La Vera Costanza no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo sábado, 3 de outubro, pelas 18 horas, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Mais de 230 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII voltará a ouvir-se em palco.

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressa, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).

Curta de Diogo Brito com Lúcia Moniz vence prémio internacional



A curta-metragem portuguesa Bom Dia (uma espécie de oração), escrita e realizada por Diogo Brito, e com interpretação de Lúcia Moniz, venceu o prémio Best DIVERGENT MINDs, na secção Panorama da 24.ª edição do Tirana International Film Festival, um dos mais importantes eventos cinematográficos da Europa e um festival oficialmente qualificado para os Óscares e para os European Film Awards. O filme português, produzido pela 313, destacou-se entre dez curtas-metragens provenientes de diferentes países, numa categoria dedicada a obras que abordam a neurodivergência e diferentes formas de percecionar e experienciar o mundo.

A distinção ganha particular relevância tendo em conta a elevada seletividade do festival. Em 2026, o Tirana International Film Festival recebeu 3.319 candidaturas de 120 países, incluindo 3.228 filmes e 91 argumentos. Apenas 179 filmes foram selecionados para competição, uma taxa de seleção de aproximadamente 5.5%, entre os quais Bom Dia (uma espécie de oração), que viria a conquistar o primeiro prémio da sua categoria — integrou filmes oriundos de países como o Canadá, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Hungria e Guatemala.

"Este é um filme inspirado no percurso da minha mulher e do nosso filho mais novo, que é autista não verbal. Filmei-o com o propósito de ser simultaneamente específico e universal: abordar o impacto desta condição no seio da família, através do olhar da mãe, mas também retratar as dificuldades quotidianas da parentalidade, independentemente das circunstâncias. Porque, no fundo, todos enfrentamos algum tipo de luta", afirmou Diogo Brito na cerimónia de entrega dos prémios.

A distinção em Tirana reforça o percurso internacional de Bom Dia (uma espécie de oração), anteriormente exibido no Beverly Hills Film Festival, nos Estados Unidos, e semifinalista no Flickers’ Rhode Island International Film Festival, festival qualificado para os Óscares e para os BAFTA. A curta-metragem integrará ainda a seleção oficial do Evolution Mallorca International Film Festival, em outubro, e do Tribeca Festival Lisboa, em dezembro.

O humor de “Agora é que são elas!” de Fábio Porchat esgotou o Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril esgotou para receber a comédia “Agora é que são elas!”, escrita e encenada por Fábio Porchat. As mediáticas actrizes brasileiras Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco conquistaram, ao longo de duas horas, o público que aplaudiu uma sucessão de sketches hilariantes.

Com uma notória cumplicidade em palco, Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco deram vida a mais de vinte personagens, femininas e masculinas, protagonistas de nove sketches que combinaram humor, crítica social e reflexões sobre a sociedade, a política e os comportamentos do dia a dia.



Foi uma noite de humor espontâneo com uma notável liberdade para a improvisação de Maria Clara Gueiros, Júlia Rabello e Priscila Castello Branco que estabeleceram uma interactividade especial com os espectadores.

Como referiu Fábio Porchat, autor da peça, o segredo do sucesso está na cumplicidade artística entre as intérpretes: “A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes em palco, que conhecem o seu potencial e sabem exactamente como explorar cada texto. Elas acrescentam muito às piadas e elevam o espectáculo a outro nível.”



Recorde-se que, Maria Clara Gueiros é conhecida do grande público pelo seu trabalho em “Zorra Total”; Júlia Rabello é uma das figuras mais populares da comédia brasileira e destaque da produtora “Porta dos Fundos”; e Priscila Castello Branco é uma actriz e comediante distinguida no universo da stand-up comedy, tendo alcançado um enorme sucesso com o espectáculo a solo “Tô Quase Lá”.



Estreias de cinema de 1 de Outubro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Sacrifício

Durante uma gala de beneficência, onde celebridades, filantropos e multimilionários debatem os males do mundo e dão azo a grandiosos gestos de generosidade, um grupo radical invade o evento e faz os convidados reféns. Liderados por Joan (Anya Taylor-Joy), uma mulher que segue uma antiga profecia ligada a um vulcão, os invasores acreditam que três sacrifícios humanos podem evitar uma catástrofe global. 

Para total horror dos presentes, o actor Mike Tyler (Chris Evans), o bilionário Ben Bracken (Vincent Cassel) e a artista Katie (Ambika Mod) são levados como reféns deste bando de fanáticos, que parece capaz de tudo para cumprir uma missão que acredita estar-lhe predestinada. 

Primeira longa-metragem em língua inglesa do francês Romain Gavras (filho do aclamado cineasta franco-grego Costa-Gavras), “Sacrifice” teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Com argumento de Gavras e Will Arbery, o filme conta ainda com Salma Hayek, Sam Richardson, John Malkovich, Yung Lean e Charli XCX. 



Verity

A atravessar uma fase particularmente complicada da sua carreira como escritora, Lowen Ashleigh (Dakota Johnson) recebe uma proposta inesperada: concluir, enquanto escritora-fantasma, os livros de uma série de sucesso de Verity Crawford (Anne Hathaway), que ficou incapacitada na sequência de um terrível acidente. 

Contratada por Jeremy (Josh Hartnett), marido de Verity, Lowen instala-se temporariamente na casa do casal para conhecer a fundo a obra e o processo criativo da autora. Lá, encontra um manuscrito autobiográfico que parece revelar pormenores perturbadores sobre o passado e sobre as verdadeiras circunstâncias do acidente que a incapacitou.

Realizado por Michael Showalter, a partir de um argumento de Nick Antosca, “Verity” é baseado no romance homónimo de Colleen Hoover — a escritora-fenómeno que alcançou projecção mundial em 2020 com o romance “Isto Acaba Aqui”, originalmente publicado em 2016 e adaptado ao cinema em 2024 por Justin Baldoni. 



A Ilha Esquecida

Filipinas, anos 1990. Amigas desde sempre, Jo e Raissa terminaram o secundário e deparam-se com algo para o qual não estão preparadas: a separação. Enquanto Raissa, por imposição dos pais, se prepara para ir estudar para os EUA, Jo tenta encontrar argumentos para a convencer a ficar.

O desejo de se manterem juntas faz com que descubram um estranho portal que as leva para Nakali, uma ilha povoada pelas criaturas mitológicas das muitas histórias que ouviram contar nas suas famílias filipinas. Mas, quando se apercebem de que permanecer naquele lugar mágico pode implicar perder as memórias da amizade que as une, as duas raparigas vão ter de encontrar uma forma de enfrentar as criaturas da ilha e dali sair antes que seja tarde demais.

Produzida pelos estúdios DreamWorks, esta animação é realizada e escrita por Joel Crawford e Januel P. Mercado (“O Gato das Botas: O Último Desejo”). Na versão original, as personagens principais têm as vozes de Liza Soberano, Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy, Ronny Chieng, Dave Franco e da cantora H.E.R..

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Será o isolacionismo o caminho para a prosperidade?



As nações estão a afastar se umas das outras. A fé na globalização foi fatalmente minada pela pandemia, pela crise energética, pelo aumento dos conflitos comerciais e pela rivalidade crescente entre as grandes potências. No livro Economia de Exílio o autor e jornalista Ben Chu mostra que vivemos uma época em que ecoam ideias testadas na década de 1930 e questiona se a solução para alcançar a segurança e prosperidade das nações estará na autossuficiência ou na interdependência. 

Uma nova visão disputa o lugar daquilo que conhecemos há muitas décadas. Esta visão — a «Economia de Exílio» — implica uma rejeição da interdependência, uma desvalorização da colaboração multilateral e a procura de uma maior autossuficiência nacional. «A economia de exílio é um programa assente na ideia de que muitas das ligações modernas entre as nações, sobretudo no comércio, mas também no investimento e certamente na migração de pessoas, devem ser reduzidas, se não mesmo cortadas», explica o autor na introdução do livro. Os defensores desta nova ordem argumentam que ela irá estabelecer segurança, prosperidade e paz genuínas. Mas será esta promessa exequível? Ou tão-só uma ilusão sedutora?

As notícias que dominam a atualidade mostram que há uma tendência crescente para o isolacionismo, ao invés de uma aposta continuada na globalização. «As cimeiras internacionais destinadas a negociar o fim das guerras comerciais fracassaram. Há um vazio de liderança global, com a América a abdicar do seu papel natural. O medo e a insegurança são generalizados. A sensação é de que cada país luta por si mesmo. Reina a confusão e a desmoralização.» Neste livro, o autor põe o seu faro jornalístico e capacidade de análise num texto que nos leva ao passado e traz de volta ao presente para alertar para a importância do momento que estamos a viver.

Através das histórias de mercadorias comercializadas globalmente — do silício ao aço e da soja aos painéis solares —, o jornalista de economia Ben Chu ilustra a intrincada teia de interdependência que passou a unir as nações — e sublinha os perigos desta nova tendência para o isolacionismo. «Nas páginas deste livro, mergulharemos em algumas das principais cadeias de abastecimento da economia global profundamente integrada para vermos o que arriscamos ao quebrá-las.» Este seu livro é um guia essencial para o novo mundo, com todas as suas promessas e perigos. 

Sobre o Autor

Ben Chu é correspondente de política e análise na BBC Verify. Anteriormente, foi editor de Economia no programa Newsnight da BBC e, antes disso, no jornal The Independent. Foi nomeado para o prémio de Jornalista de Economia do Ano nos British Journalism Awards de 2015 e para o prémio de Comentador de Economia do Ano nos Comment Awards de 2018. O seu primeiro livro, Chinese Whispers: Why Everything You've Heard about China is Wrong, foi nomeado para o prémio de Livro do Ano sobre Assuntos Internacionais nos Paddy Power Political Book Awards de 2014.  Ben nasceu em Manchester, filho de pai chinês e mãe britânica.