Pelo quinto ano consecutivo, o Baixo Alentejo volta a ser terreno fértil para o encontro entre artistas e a comunidade local. Artes visuais, música, performance, teatro e palavra são as linguagens artísticas que mapeiam três fins-de-semana de entrada totalmente livre em Beja, Mértola e Alvito.
Com arranque já esta sexta-feira, 15 de Maio, em Beja, o Festival Futurama dedica o seu primeiro dia a três momentos inaugurais.
Logo de manhã, às 11h30, na Biblioteca Municipal de Beja José Saramago, abre ao público a exposição de fotografia de David Infante com alunos do Instituto Politécnico de Beja, A Pele do Ecrã.
Pelas 17h00, no Espaço Futurama, é a vez da mostra do artista plástico Horácio Frutuoso em colaboração com os utentes da CerciBeja, Mesa com natureza, a natureza posta, na qual imagens e processos colaborativos se afirmam como espaços de criação e reflexão colectiva.
O dia encerra com o concerto de t.204, projecto a solo do talento local João Spencer. No Largo da Conceição, às 18h30, o músico apresenta o álbum Vale, fruto de um percurso criativo iniciado em 2012, com participação de Francisco Bettencourt.
A 16 de Maio, o festival prossegue com o workshop de artes visuais “Variações sobre a mesa: observação e pintura”, orientado por Horácio Frutuoso, durante a manhã (é necessária inscrição prévia para
info@futurama-alentejo.com). À tarde, a partir das 16h30, o Clube UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial acolhe a instalação visual e sonora FACE ID, da artista natural de Beja Carincur, concebida em parceria com alunos da Escola Secundária Diogo de Gouveia, que propõe uma investigação sobre corpo, voz e tecnologia.
Ainda no sábado, pelas 18h00, o projecto âncora do Futurama, Cantexto, apresenta seis novos poemas escritos por Yara Nakahanda Monteiro, Bruno Vieira Amaral, Nástio Mosquito, Patrícia Reis, Hugo van der Ding e Cristina Taquelim, musicados e interpretados por grupos corais do Baixo Alentejo, com a composição de Ana Santos, Celina da Piedade, Clara Palma, Paulo Ribeiro e Pedro Mestre.
Popular é o nome do espectáculo-desafio com que Sara Inês Gigante encerra a programação em Beja. No Teatro Municipal Pax Julia, às 21h00, a criadora e intérprete parte da autoficção para questionar os limites entre a cultura de elite e a cultura de massas, bem como a relação entre a artista e o público, numa peça que cuza humor, sátira e reflexão crítica.
Mais do que assumir um compromisso de descentralização e de construir um acesso mais democrático, o Festival Futurama quer gerar o diálogo e um espaço de encontro relevante. Para a coordenadora artística Rita Fialho Valente, essa procura passa por “promover a literacia cultural e o pensamento crítico, criar oportunidades de capacitação e garantir que o festival funciona como um momento agregador, não apenas como um evento, mas como o culminar de um trabalho de proximidade desenvolvido ao longo do tempo”.
Depois de Beja, nos dias 15 e 16 de Maio, a 5.ª edição continua com a sua programação gratuita em Mértola, a 22 de Maio, e em Alvito, a 30 de Maio.
O Festival Futurama, Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo, é financiado pela Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura, Fundação Millennium BCP, Fundo do Fomento Cultural e pelas Câmaras Municipais de Beja, Mértola e Alvito, com apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO e do Plano Nacional das Artes, e Alto Patrocínio da Presidência da República.