segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Quanto sabemos realmente sobre o homem que conquistou o mundo?



Rei aos vinte anos, senhor de um vasto império aos trinta e morto aos trinta e dois. Edmund Richardson traz de regresso à vida uma das figuras mais fascinantes da Antiguidade, numa biografia publicada pela Ideias de Ler que conjuga séculos de lendas com novas descobertas históricas.

Os historiadores conhecem as batalhas de Alexandre, o Grande, os territórios que conquistou e até algumas das suas extravagâncias. Quase tudo o que sabemos sobre ele foi escrito séculos depois da sua morte, sobretudo por autores gregos e romanos que nem sempre estavam de acordo. Mas a história de Alexandre não se esgota nos relatos de quem celebrou as suas conquistas. Os testemunhos dos povos que viveram sob o seu domínio permitem conhecer outras perspetivas sobre o rei.

Foi essa uma das apostas do historiador britânico Edmund Richardson, que reuniu fontes escritas em doze línguas da Antiguidade para construir Alexandre - Deus, Rei, Homem. Há inscrições em hieróglifos egípcios, tábuas de argila com escrita cuneiforme, registos comerciais em aramaico e até os diários dos astrónomos babilónios que viveram no tempo do rei macedónio. Entre os testemunhos menos conhecidos, encontra-se o relato sobre a Batalha de Isso, travada em 333 a. C., que acrescenta outra perspetiva a um dos confrontos mais decisivos da campanha contra o Império Persa.

Aos vinte anos, Alexandre herdou um reino em dificuldades e um exército pouco obediente. Doze anos depois, morria na Babilónia, depois de ter conduzido os seus homens até à Índia e assumido o governo de povos com línguas, costumes e tradições muito diferentes dos seus. A biografia escrita por Richardson acompanha também essa transformação de um jovem rei num governante obrigado a adaptar-se a realidades que pouco tinham em comum com as da sua terra natal.

Alexandre: Deus, Rei, Homem já está disponível em todas as livrarias.

Sobre o Autor

Edmund Richardson é um historiador especializado na Grécia Antiga que explora temas como os contos egípcios sobre Alexandre, o Grande, e o teatro antigo na Broadway. Em 2016, foi nomeado um dos «Pensadores da Nova Geração» da AHRC/BBC e selecionado para colaborar com a BBC no desenvolvimento de programas com base na sua própria investigação. Doutorou-se em Estudos Clássicos em Cambridge e concluiu um pós-doutoramento em Princeton. Atualmente, é professor de Estudos Clássicos na Universidade de Durham. O seu trabalho explora, de formas diversas, a maneira como as pessoas estabelecem relações com o passado – e a fragilidade dessas relações.

Escola de Dança Eva Vieira de Almeida apresenta “Um Conto de Natal” do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 7 de dezembro pelas 21 horas, o espectáculo “Um Conto de Natal”, da Escola de Dança Eva Vieira de Almeida. Trata-se de um espectáculo de dança único nas disciplinas de Pré Dança, Técnica de Dança Clássica, Contemporâneo, Jazz, Hip-Hop e Teatro Musical.

Numa noite suspensa entre o silêncio e o encanto, quando o tempo parece deter o seu curso, Ebenezer Scrooge recebe a visita de três espíritos. Guiado por eles, atravessa as sombras do passado, contempla a luz do presente e vislumbra um futuro ainda por escrever. 

Entre memórias que aquecem o coração e escolhas que pesam na alma, descobre que nada está perdido quando permanece viva a capacidade de amar, de perdoar e de se deixar tocar pelos outros.

Inspirada na obra de Charles Dickens, a Gala de Natal da Escola de Dança Eva Vieira de Almeida apresenta “Um Conto de Natal”, uma criação onde cada movimento se transforma em palavra e dá corpo à memória, à ausência e à esperança.

De blogue a arquivo vivo das artes: Coffeepaste celebra 20 anos no São Luiz



A plataforma independente dedicada às artes performativas e à cultura assinala duas décadas de actividade a 16 de Novembro, com uma conversa entre Rui Horta, Inês Lampreia e Pedro Mendes, moderada pelo jornalista Ricardo Ramos Gonçalves.

Mário Laginha junta-se à celebração com um momento musical
Em 2006, quando as redes sociais ainda não ditavam as regras da visibilidade e a informação sobre oportunidades profissionais nas artes circulava de forma dispersa, nasceu um blogue com uma ideia simples: aproximar quem cria, quem programa e quem procura trabalho na cultura. Chamava-se Coffeepaste. Foi criado a 19 de Outubro por Rita Lucas Coelho, Carlos Custódio e Pedro Mendes, que continua hoje à frente do projecto.

Vinte anos depois, o projecto reúne um património documental singular sobre a história recente das artes performativas em Portugal. Desde 2015, realizou mais de 1.200 entrevistas em vídeo a artistas, criadores, programadores e outros profissionais da cultura, dando, muitas vezes, a primeira oportunidade de expressão pública a nomes e colectivos que viriam a afirmar-se no panorama artístico. Mais do que uma sucessão de testemunhos individuais, este arquivo constitui um retrato da criação contemporânea portuguesa, permitindo acompanhar a evolução dos discursos, das inquietações e das condições em que a cultura se pensa, se produz e se transforma.

A 16 de Novembro, o Coffeepaste celebra o seu 20.º aniversário na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz, em Lisboa, com uma conversa que também faz um balanço de duas décadas de criação artística em Portugal. Rui Horta, Inês Lampreia e Pedro Mendes, com moderação do jornalista Ricardo Ramos Gonçalves, discutem as mudanças, as conquistas e as contradições de um sector onde a criatividade nem sempre encontra correspondência nas condições de trabalho. O pianista Mário Laginha junta-se à celebração com um momento musical.

Vinte anos de cultura, oportunidades e muita persistência
Os classificados estiveram na origem do Coffeepaste e continuam a ser uma das suas áreas mais procuradas. De castings e concursos a ofertas de emprego, convocatórias para projectos e propostas de colaboração, a plataforma tornou-se um ponto de encontro entre quem procura oportunidades e quem as cria, contribuindo para tornar mais acessível a informação num sector marcado pela dispersão, pela intermitência laboral e por redes de contacto nem sempre abertas a todos.

Num inquérito realizado pelo Coffeepaste, há cerca de dois ou três anos, 51% dos participantes que visitavam o site afirmaram ter conseguido trabalho através da plataforma. Um resultado que ajuda a perceber a importância de um projecto cuja utilidade se mede também pelo que acontece fora do ecrã.

Em 2013, o blogue transformou-se num portal. Em 2022, ganhou uma nova identidade gráfica e funcional, à qual se juntaram uma agenda cultural, em 2023, e uma área de notícias, em 2024. Hoje, o Coffeepaste reúne informação, crítica, entrevistas, podcasts, classificados, agenda e formação, através do COFFEELABS, registando cerca de 100 mil visualizações de página mensais.

Mas a sua relevância não se esgota na circulação de informação. Num panorama mediático em que o espaço dedicado à cultura, à crítica e à criação emergente é frequentemente limitado, o Coffeepaste tem procurado acompanhar artistas e estruturas que nem sempre encontram lugar nos meios generalistas.

«Nós fazemos, muitas vezes, a primeira entrevista a artistas e coletivos, que depois se verifica virem a tornar-se mais conhecidos, com trabalho mais estabelecido», explica Pedro Mendes, fundador e director do Coffeepaste.

Esta atenção continuada à criação menos visível transformou a plataforma num lugar de documentação e memória, mas também de descoberta. Não se trata apenas de registar o que já conquistou reconhecimento, mas de acompanhar o que está a acontecer, muitas vezes longe dos grandes palcos e das agendas mais mediáticas.

O projecto mantém-se com uma equipa de quatro pessoas, a que se juntam outros profissionais consoante as necessidades, e um modelo de financiamento assente sobretudo em receitas próprias.
Em Outubro de 2026, lançou um sistema de subscrições através do Patreon, procurando reforçar a sustentabilidade financeira e envolver a comunidade na continuidade de um meio de comunicação independente.

O que mudou em vinte anos e o que continua por resolver?
Celebrar duas décadas de Coffeepaste é também olhar para vinte anos de cultura em Portugal. Um período em que se multiplicaram estruturas e projectos, se transformaram as políticas públicas de apoio às artes e mudaram profundamente as formas de produzir, comunicar e consumir cultura. Nem todas essas mudanças, porém, se traduziram em melhores condições para quem trabalha no sector.

É a partir desta tensão entre conquistas e problemas persistentes que se organiza a conversa “20 anos de cultura, artes e Coffeepaste”, marcada para as 16h15 de 16 de Novembro, na Sala Bernardo Sassetti do Teatro São Luiz.

O painel reúne Rui Horta, coreógrafo de percurso internacional e fundador d'O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, uma das estruturas de referência no desenvolvimento das residências artísticas em Portugal; Inês Lampreia, escritora, professora e comunicadora cultural, com um percurso ligado a projectos como Teatro Praga, Alkantara e Culturgest; e Pedro Mendes, fundador e director do Coffeepaste, cuja actividade cruza comunicação, programação, formação e acompanhamento de projectos artísticos. A moderação estará a cargo de Ricardo Ramos Gonçalves, jornalista, crítico e editor cultural.

Entre a experiência da criação, a comunicação e a observação continuada do sector, a conversa propõe discutir as condições de trabalho artístico, a relação entre instituições e criadores, o papel dos media e a própria ideia de participação cultural. E, sobretudo, perceber que questões continuam a exigir respostas vinte anos depois.

Às 17h45, Mário Laginha junta-se à celebração para um momento musical, a que se segue um convívio e brinde de aniversário.

Num sector habituado à duração limitada dos projectos, à instabilidade dos financiamentos e à constante necessidade de recomeçar, manter uma plataforma independente durante vinte anos é, por si só, significativo. Pedro Mendes resume esse percurso numa palavra: «persistência». Uma persistência que não se traduz apenas na continuidade do Coffeepaste, mas na atenção dedicada a sucessivas gerações de artistas, às suas condições de trabalho e às histórias que, de outra forma, poderiam ficar por contar.

Em 2026, o Coffeepaste continua a fazer aquilo a que se propôs desde o início: criar ligações, fazer circular oportunidades e dar espaço a quem faz cultura, muito antes de chegar o reconhecimento.

Para (re)descobrir em www.coffepaste.com.

Estoril Folk Fest 2026 no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 28 de novembro, o Estoril Folk Fest 2026. Com um extenso programa que se inicia, logo pelas 18h00, no foyer panorâmico e se estende, a partir das 21h30, ao Salão Preto e Prata, o Festival Folk da linha está de volta com uma edição dedicada às Polifonias. 

Referência da música portuguesa, Vitorino, é o cabeça de cartaz do programa com o concerto de celebração dos seus 50 anos de carreira “Moda Impura”, acompanhado pelos Cantadores do Redondo.

Protagonistas, também, da 4ª edição do Estoril Folk Fest são as Moçoilas que convidam Ana Laíns, acompanhadas por Paulo Loureiro e José Salgueiro, numa viagem ao sul.

Noutra proposta, a não perder, Vozes da Terra trazem Arouca inteira nas suas vozes e nas Cantas que definem o canto polifónico feminino na região.

Será, ainda, entregue o 2º prémio “Armando Carvalheda”. Vitorino é o laureado desta edição, ou não fora ele o grande embaixador da terra do vagar.

Mas, o Estoril Folk Fest abre as portas, logo pelas 18h00, com um colóquio sobre a região de Arouca - “Arouca a Botar Cantas” no foyer panorâmico do Salão Preto e Prata. Estarão em destaque o Convento de Arouca, a história da mítica figura da Rainha Santa Mafalda, e as Cantas tradicionais arouquenses. 

Programa no foyer panorâmico
18h00 - Colóquio de Abertura “Arouca a Botar Cantas”
18h50 - Concerto Vozes da Terra 

Programa no Salão Preto e Prata
21h30 - Abertura Festival com Vozes da Terra
21h45 - Actuação de Moçoilas com Ana Lains 
22h45 - Entrega do Prémio Armando Carvalheda 
22h55 - Concerto Vitorino 

"Morte no Sena" de Judite Sousa



No dia 5 de novembro, é apresentado Morte no Sena de Judite Sousa. O seu primeiro romance policial sobre Estefânia, uma médica dos Médicos Sem fronteiras que dedicou a vida à ajuda humanitária em zonas de conflito, que aparece morta nas margens do rio Sena. A partir daí e com a ajuda do carismático inspetor Maurice Chevalier começa uma corrida contra o tempo para descobrir o mistério por trás deste homicídio. À medida que investigação prossegue, a verdade conduz-nos do Sena à República Democrática do Congo, revelando uma teia de segredos, poder e interesses económicos escondidos por detrás das guerras e dos «minerais de sangue».

A experiência de Judite Sousa como jornalista em diferentes conflitos confere ao livro uma perspetiva próxima das realidades retratadas. o livro é editado pela editora Planeta.

“Shrek, O Musical” está de volta ao Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril acolhe, no dia 1 de dezembro, às 16h00, “Shrek, O Musical”, uma produção da Yellow Star Company. Trata-se do mais divertido, animado e esverdeado espectáculo infantil, cantado ao vivo.

Shrek é um ogre que vive feliz e sozinho num pântano de Tão Tão Longe. O seu sossego é ameaçado quando o governante local, Lord Farquaad, despeja no lugar todas as criaturas mágicas do seu reino. Para se livrar delas, o ogre faz um acordo com Farquaad: vai buscar a “peça” que tornaria completo o reino de Lord. Essa peça é Fiona, uma princesa politicamente incorreta que vive aprisionada num castelo vigiado por um dragão.

Mas, em busca de uma solução, Shrek e o seu amigo Burro partem para a missão de libertá-la. E conseguem. Contudo, Shrek apaixona-se por Fiona, passando a lutar pela conquista do seu coração.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Manuel Linhares ao vivo no Cairo International Jazz Festival



No próximo dia 7 de novembro, a sonoridade lusófona e a improvisação contemporânea de Manuel Linhares sobem ao palco da 18.ª edição do Cairo International Jazz Festival.

Em representação do jazz português num cartaz que reúne mais de 60 artistas de uma dezena de países, o cantor e compositor apresentará o seu aclamado álbum Atlântico no histórico AUC Tahrir Square, no coração da capital egípcia. Para esta travessia sonora, Linhares conta com o acompanhamento de luxo de Paulo Barros (piano), José Carlos Barbosa (contrabaixo) e Leandro Leonet (bateria).

A VianaCon está a chegar!



Viana do Castelo recebe, de 6 a 8 de novembro, mais uma edição da VianaCon, um evento dedicado ao universo dos jogos de tabuleiro, que reúne torneios, workshops, demonstrações, apresentações de jogos e atividades para para todos os públicos. 

Depois de em 2025 termos recebido perto de 4000 visitantes, este ano preparamos um programa ainda mais apelativo: ao longo de três dias, a programação inclui torneios de vários títulos, como Magic: The Gathering, Yu-Gi-Oh!, Unmatched e Flesh and Blood, desafios de puzzles, sessões de RPG e workshops dedicados à criação e ilustração de jogos. O evento contará ainda com espaços dedicados aos mais novos, à experimentação de jogos e à apresentação de protótipos (v. abaixo).

A VianaCon continua a promover o convívio, a criatividade e a partilha de experiências, aproximando jogadores, famílias, criadores e todos os interessados em descobrir este hobbie. Trata-se de uma iniciativa da ArtMatriz - Associação Cultural e Artística com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo.



Informações do evento
Datas: 6, 7 e 8 de novembro
Horários: sexta-feira, das 14h00 às 19h00; sábado, das 10h00 à 01h00; domingo, das 10h00 às 19h00
Local: Centro Cultural de Viana do Castelo

Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões enchem Teatro Rivoli para o lançamento de «Entre Nós»



O Teatro Rivoli, no Porto, recebeu o lançamento de Entre Nós, o livro que reúne Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões numa conversa sobre amizade, medicina, família e a sociedade portuguesa. Perante uma sala cheia no coração do Porto, os dois médicos revisitaram memórias e episódios de uma vida marcada por várias décadas de amizade A sessão contou ainda com a presença de Jorge Sobrado, vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, e figuras como Manuel Ferreira da Silva, presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves.

Entre Nós resulta de várias conversas entre os dois autores e percorre diferentes etapas dos seus percursos pessoais e profissionais, da infância aos anos de universidade e à experiência hospitalar. No palco do Teatro Rivoli abordaram temas como a saúde mental, as relações familiares, o envelhecimento e a desigualdade de género na investigação científica, cruzando memórias pessoais com reflexões sobre a sociedade portuense das últimas décadas. Publicado pela Contraponto Editores, este livro assume-se como o legado de dois dos maiores humanistas contemporâneos, que nos oferecem ainda uma leitura crítica, lúcida e fundamentada dos tempos que vivemos.

«Não pode existir discriminação, é impensável que doentes sejam “chutados” para o SNS, porque a sua patologia é crítica ou não rentável, como tantas que afligem sobretudo os mais velhos. Não tenho nada contra o lucro, mas ele não se pode sobrepor aos direitos dos cidadãos e às necessidades do país», afirma Júlio Machado Vaz.

«As mulheres são muito diferentes dos homens em tudo. E muito mais complexas. Hoje fala-se muito de menopausa, mas até aqui nunca foi suficientemente valorizada» elucida Manuel Sobrinho Simões.

Sobre os Autores

Júlio Machado Vaz (1949) nasceu no Porto. Médico psiquiatra, professor universitário e autor de quase vinte livros, colabora há várias décadas com a imprensa, a rádio e a televisão. De entre os livros que publicou, destaca-se Era uma Vez um Professor; na rádio, marcou gerações com O Sexo dos Anjos; e, na televisão, ninguém esquece Sexualidades. Depois dos êxitos O Amor É, em coautoria com Inês Meneses, À Escuta dos Amantes e Outonecer (lançado em Julho de 2025), Entre Nós é o seu quarto livro na Contraponto. 

Manuel Sobrinho Simões (1947) é médico, professor emérito da Universidade do Porto, especialista no diagnóstico e na investigação em cancro. É fundador do IPATIMUP, criado em 1989, e seu director deste então. Presidiu ao Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos, ao Conselho de Curadores da A3ES e, entre 1999 e 2001, à Sociedade Europeia de Patologia, tendo criado centros da Escola Europeia de Patologia em vários países. Foi eleito pelos seus pares, em 2015, o «Patologista mais influente do mundo». Entre outras distinções, recebeu o Prémio Bordalo (1996), o Prémio Seiva (2002), o Prémio Pessoa (2002), o Grande Prémio Ciência Viva (2016) e o Prémio Gago pelo Desenvolvimento da Ciência na Europa (2018). É administrador não executivo da Fundação Serralves e membro do Conselho Social da EAPN. Foi o primeiro protagonista da coleção A Última Lição, obra assinada por Luís Osório. 

Novo projeto do vocalista dos Hands on Approach lança novo single "Na cauda do tempo"



“Na Cauda do Tempo”, revisita a infância e a felicidade que tantas vezes encontramos nas memórias de um tempo em que a liberdade parecia não ter limites e as coisas mais simples eram suficientes para nos fazer felizes.

O novo single de AMOR MEDO, parte de uma reflexão sobre a passagem do tempo e sobre a forma como a vida adulta nos afasta, por vezes, da espontaneidade e da leveza com que vivemos os primeiros anos. Através de uma viagem pela memória, a canção recupera a essência de uma infância feita de descobertas, brincadeiras e pequenos momentos de felicidade, sem se prender à nostalgia, mas procurando reencontrar a liberdade de quem ainda não conhece os limites que o tempo e a vida acabam por impor.

“Neste tema procuro mergulhar na infância com a mesma liberdade da criança que nela habitou, sem complicar, sem avaliar, apenas observar, sentir e partilhar o que vejo nessa viagem mental no tempo”, explica Rui David Luís sobre a inspiração para a canção.

O processo de criação nasceu, também ele, de uma vontade de recuperar essa espontaneidade. “Sempre gostei de iniciar o processo de criação de uma canção da mesma forma que uma criança pega num lápis e de forma livre e espontânea começa a fazer rabiscos numa folha em branco. Penso que foi daí que surgiu a ideia de falar sobre a infância”, revela o músico.

Com um videoclip de abordagem orgânica, construído a partir de materiais caseiros, “Na Cauda do Tempo” prolonga a  simplicidade e a proximidade que atravessam a canção, acompanhando uma viagem pessoal às memórias de infância.

“Na Cauda do Tempo” integra o universo de AMOR MEDO, projeto a solo de Rui David Luís, conhecido do grande público enquanto mentor e vocalista dos Hands on Approach, no qual o artista explora novos territórios musicais e assume a língua portuguesa como ponto de partida para a escrita das suas canções. Num registo intimista e introspetivo, o projeto dá voz a emoções e experiências universais, cruzando a sensibilidade do cantautor com uma abordagem musical própria. Rui Sequeira, na guitarra, e Miguel Amorim, nas teclas, colaboram neste percurso.

O novo single antecipa “LILA”, o álbum de estreia de AMOR MEDO, que já se encontra disponível para Pré-venda, em formato físico, em CD e PEN, e que chega às plataformas digitais a 11 de novembro.



Sobre Rui David Luís A.K.A. AMOR MEDO
 
Rui David Luís nasceu em Setúbal (1977) e só aos 15 anos de idade estabeleceu uma ligação mais concreta e assídua com a música. Começando pelo canto e pela guitarra acústica, e mais tarde pela bateria e percursão, sempre numa abordagem autodidata. 

Em inícios de 1996, e após o seu ingresso na Universidade do Algarve, onde frequentou o primeiro ano do curso de Engenharia do Ambiente, é encontrado a tocar na praia por um locutor de rádio (Rui Santos, Antena 3) que o convida para uma atuação ao vivo no seu programa. Com alguns temas originais em carteira decide formar uma banda para o acompanhar no dito programa de rádio. Nascem assim os Hands On Approach, cuja carreira se estenderá por mais de 20 anos.

Em 2004 é convidado por Shahryar Mazgani a integrar um projeto que mais tarde ficaria conhecido por “Mazgani” , onde assume o papel de baterista. Em 2007, juntamente com Mazgani, grava e produz o álbum de estreia "Song of the New Heart".

Como produtor tem trabalhado com inúmeros nomes reconhecidos da música nacional portuguesa tais como: Mazgani "Song of the New Heart" (2007); Arsha "Será" (2008); Hands on Approach "High&Above" (2010); Santos & Pecadores "Energia" (2010); Darko “Borderline Personality Disorder” (2011); October Flight "The Closing Doors" (2012); Um Corpo Estranho "De Não Ter Tempo" (2014) e "Pulso" (2016); Claraboia "Letters" (2019); Cidadela "Fora de Escala" (2024), entre outras participações em variados projectos como músico e também como misturador e masterizador.