quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O cérebro que herdámos não tem manual de instruções



O cérebro humano foi moldado num tempo em que o ritmo da vida permitia pausas. Hoje, funciona num ambiente que exige atenção constante e resposta imediata. O excesso de estímulos, a exigência permanente de produtividade e a presença constante nas redes sociais criam um estado de alerta que os mecanismos antigos não conseguem desligar. A tensão tornou-se rotina e muitas pessoas vivem num cansaço contínuo, mesmo quando não há perigo real.

O cérebro em evolução, de Paul Goldsmith, parte deste desfasamento para explicar porque a vida moderna parece tão difícil de gerir. A partir da neurociência, de investigação científica sólida e da sua experiência clínica, o autor explica por que motivos a pressão contemporânea provoca reações tão intensas e como esse conhecimento pode ser usado de forma construtiva.

Reconhecido internacionalmente pela sua lucidez, o neurocientista Goldsmith traz-nos um livro rigoroso, mas de leitura acessível, que se afasta de discursos moralistas para propor soluções reais. Através dele, mostra como a ciência pode iluminar comportamentos quotidianos primitivos e tirar partido deles, para devolver ao ser humano de hoje uma sensação de real controlo sobre a sua vida.

Publicado pela Ideias de Ler, o livro está disponível em todas as livrarias.

Sobre o Autor

Paul Goldsmith é neurocientista especializado em evolução e médico neurologista. Licenciou-se com distinção tripla em Ciências Naturais pela Universidade de Cambridge e obteve uma bolsa de estudos clínicos pela Universidade de Oxford. Prosseguiu a sua formação médica de pós-graduação em Oxford, Cambridge, e no Hospital Nacional de Neurologia de Londres, tendo posteriormente concluído um doutoramento em Neurociência do Desenvolvimento pela Universidade de Cambridge, o que despertou o seu interesse pela medicina evolutiva. É professor convidado no Imperial College London, no Instituto de Inovação em Saúde Global.

"Sirât": o filme sensação dos Óscares estreia em exclusivo na Filmin



A Filmin estreia em exclusivo, hoje, 19 de fevereiro, Sirât, de Oliver Laxe nomeado para Melhor Filme Internacional nos Óscares 2026. Sirât mistura géneros e pulsões, um filme vivido como uma rave: físico, hipnótico e imersivo.

Realizado pelo cineasta franco-espanhol Óliver Laxe, Sirât tem sido uma das obras cinematográficas mais comentadas da temporada, após conquistar o Prémio do Júri no Festival de Cannes 2025 e várias nomeações importantes, incluindo duas nomeações aos Óscares 2026: Melhor Filme Internacional e Melhor Som.

Realizado por Óliver Laxe, confirma o cineasta como uma das vozes mais singulares do cinema europeu contemporâneo. Depois de obras como Mimosas (2016) e O que arde (2019), Laxe volta a explorar territórios físicos e espirituais extremos, desta vez num registo mais visceral e sensorial.

A narrativa acompanha um pai e o seu filho que chegam a uma rave nas montanhas do sul de Marrocos. Procuram Mar — filha e irmã — desaparecida há meses numa dessas festas intermináveis e sem descanso. Rodeados por música eletrónica e por uma sensação de liberdade crua e desconhecida, mostram a sua fotografia vezes sem conta. A esperança começa a esvanecer-se, mas insistem e seguem um grupo de ravers a caminho de uma última festa no deserto. À medida que se aventuram cada vez mais adentro do deserto escaldante, a viagem obriga-os a confrontar os seus próprios limites.

Sirât tem sido descrito como uma obra que desafia convenções narrativas. O realizador privilegia o tempo, a contemplação e a intensidade emocional em detrimento de explicações fáceis. A nossa proposta com Sirât foi saltar para o abismo sem medir, sem calcular — é um gesto de coragem. Não sei se as pessoas vão gostar ou não, mas estou muito orgulhoso do que fizemos, refere o realizador Óliver Laxe.

Um dos elementos mais distintivos é a utilização intensa de música eletrónica e sound design imersivo. O contraste entre o silêncio árido do deserto e os graves pulsantes das raves cria uma experiência quase física para o espectador. O som não é mero acompanhamento, é motor narrativo e emocional.

Um filme que divide opiniões, mas que dificilmente deixa indiferente.

Sirât fica disponível em exclusivo, dia 19 de Fevereiro. 



Adeus, más energias!



Márcia Fernandes, mais conhecida como Márcia Sensitiva nas redes sociais, reúne, em livro, dicas para libertar as pessoas da negatividade.
 
Com mais de sete milhões de seguidores, Márcia Fernandes é um verdadeiro fenómeno no universo da espiritualidade, com uma abordagem prática, bem-humorada e simples. Em Xô, Encosto!, a clarividente e médium desmistifica alguns temas em que muitos dizem (ou fingem) não acreditar e apresenta dicas para uma vida mais harmoniosa.

Sabia que ter um vaso de espadas-de-são-jorge na entrada de casa protege conta as más energias? Ou que ter objetos dourados na secretária de trabalho pode granjear abundância e prosperidade? E que um banho de alecrim com canela pode atrair alegria e dinheiro? Da proteção do lar à atração do amor, passando pelo poder das plantas, a autora partilha centenas de conselhos que os leitores podem colocar em prática para cuidar da sua energia e alcançar aquilo que tanto desejam, nas mais diversas áreas da vida.

Márcia Fernandes estará no nosso país em março, altura em que apresentará o “Acorda pra vida, Portugal!”, no qual promete fazer “revelações astrológicas e aquelas broncas do bem que todo mundo adora”.

O livro já se encontra nas livrarias.

Sobre a Autora

Com mais de 40 anos de experiência, Márcia Fernandes, também conhecida como Márcia Sensitiva, é clarividente, numeróloga, médium, mestre de reiki e uma das vozes espirituais mais influentes do Brasil. Tornou-se presença habitual na televisão e na rádio brasileiras, contando com um dos maiores canais espirituais do YouTube em língua portuguesa, com mais de 2 milhões de subscritores. Palestrante reconhecida e autora de várias obras de sucesso, Márcia Fernandes é uma figura incontornável do universo espiritual contemporâneo, dedicando a sua vida a ajudar milhares de pessoas no caminho do autoconhecimento e da cura interior.

Canal Panda anuncia estrelas da festa de aniversário no Coliseu dos Recreios



Os famosos Panda e os Caricas, Doraemon, Super Vets, Avô Cantigas, Nina Toc Toc, Miss Cindy, DJ Riscas, os amigos do Panda, Sónia Araújo e Francisca Macedo, apresentadora do “Panda Ciência”, são as estrelas confirmadas no 30º aniversário do Canal Panda, um espetáculo conduzido por Francisco Garcia que promete reunir milhares de fãs no dia 22 de março, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Para Sónia Araújo, apresentadora de `Sónia e as Profissões´, “é uma enorme alegria fazer parte da comemoração dos 30 anos de um canal que marcou – e continua a marcar – a infância de tantas gerações. Crescer com este canal é celebrar décadas de conteúdos que acompanham, educam e divertem as crianças, por isso, participar neste espetáculo enquanto apresentadora de um projeto que integra esta história, é algo que me deixa muito feliz e orgulhosa”.

Esta será uma oportunidade para recordar, em família, os maiores êxitos e momentos mais marcantes do canal durante um espetáculo com muita música, dança, animação, expressões artísticas, personalidades icónicas e personagens que fizeram parte do percurso do canal infantil líder de audiências.



Segundo Jorge Ruano, diretor de marketing e comercial da DREAMIA, “estamos a viver um momento muito marcante porque completamos trinta anos a somar êxitos no mercado português. O canal Panda já faz parte do dia-a-dia das famílias, acompanhou várias gerações e este evento pretende convidá-las a festejar connosco, agradecendo a sua confiança. Criámos um espetáculo único, memorável, que irá reviver os momentos mais icónicos do canal, com as estrelas mais acarinhadas pelas crianças portuguesas e muitas surpresas”.

Nestas últimas três décadas, o sucesso do canal expandiu-se para além das audiências, uma vez que a marca Panda é já uma referência no sector infantil em Portugal, através de eventos como o Festival Panda – que, em 2025, assinalou a sua 18ª edição e reuniu mais de trinta mil visitantes -; o Musical “Panda e os Caricas”, o popular projeto infantil que continua a afirmar-se como o maior fenómeno da música para crianças em Portugal, mas também no universo do streaming com a chegada, em 2021, do PANDA PLUS, o primeiro serviço de streaming português totalmente dedicado ao público infantil.

Os bilhetes estão à venda na bilheteira online e nos locais habituais com preços a partir de 20 euros para uma entrada individual e garantia de desconto para pacotes familiares de três e quatro bilhetes.

Preços:
Bilhetes individuais: entre 20 € a 40 €
Desconto Familia 3: 1 € por bilhete
Desconto Familia 4: 1,5 € por bilhete

"Desta Vez" é o novo single dos Macacos do Chinês



Os Macacos do Chinês (MDC) continuam a afirmar o seu regresso com o lançamento de “Desta Vez”, novo single editado hoje que sucede a “´96”, tema que marcou o primeiro lançamento de originais da banda, após quase 15 anos de hiato, e que foi nomeado por vários meios como um dos melhores temas do ano 2025.

“Desta Vez” é uma ode à ambição, aos sonhos e à coragem desmedida. Um tema que reforça a identidade dos MDC enquanto coletivo progressista, atento ao presente e projetado no futuro, onde palavra, ritmo e fusão sonora continuam a ser território de risco e afirmação.

Os Macacos do Chinês têm estado em estúdio a trabalhar em novos originais, que irão dar origem a um EP com edição prevista para esta primavera, consolidando esta nova etapa criativa.

O ponto de partida para o reencontro dos Macacos do Chinês aconteceu em julho passado, com o concerto no Festival NOS Alive, considerado pelo Expresso/BLITZ como o melhor concerto nacional desta edição. Esse momento funcionou como um aquecimento para tudo o que o coletivo de hip hop ainda tem para revelar. Em novembro, encheram o Lux Frágil, em Lisboa, num concerto em nome próprio, assinalando um verdadeiro regresso ao futuro de uma das bandas mais singulares da música nacional.

Este é apenas o início: os Macacos do Chinês prometem que 2026 trará muitas novidades, novos caminhos e mais música para continuar a empurrar o coletivo para a frente.



Formados em 2007, os Macacos do Chinês são Alx (Alexandre Talhinhas – guitarra e voz), Apache (André Pinheiro – percussão, programações, baixo, teclas e sopro), Pité (MC e letras) e Drupez (MC e letras) . 



A fusão sempre foi o eixo central da sua criação: a língua portuguesa e a guitarra, a influência do universo cultural do Reino Unido (grime, bass culture) e a fluidez do crioulo coexistem numa linguagem própria, que permanece atual e relevante. 

Apesar de uma carreira interrompida, os MDC deixaram marca com dois álbuns — “Ruídos Reais” e “Vida Louca” —, uma mixtape (“Mixtape do C#&-#”*) e temas emblemáticos como “Rolling na Reboleira”, “Plutão”, “Lázaro”, “Selva” e “Saudade”. 

Em novembro do ano passado, regressaram aos lançamentos de originais com “´96”, nomeado com uma das melhores músicas do ano por vários meios, como as rádios Antena3 e Oxigénio.

Estreias de cinema de 19 de Fevereiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



EPiC: Elvis Presley in Concert

Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”, “Austrália”, “O Grande Gatsby”) regressa com este documentário musical para mais um retrato de Elvis Presley (1935-1977). A partir de imagens de arquivo, combinadas com filmagens e áudios descobertos durante as pesquisas para o filme “Elvis”, realizado em 2022 e protagonizado por Austin Butler, o realizador procura que, desta vez, seja o próprio a dar a sua versão dos acontecimentos.

Com sequências inéditas de alguns dos concertos e digressões mais emblemáticas, combinadas com gravações do próprio Elvis, Luhrmann constrói uma experiência cinematográfica que é também um espectáculo musical.

Estreado internacionalmente no Festival de Cinema de Toronto (TIFF), em Setembro de 2025, o filme foi exibido em Graceland, a propriedade da família Presley em Memphis, Tennessee, a 8 de Janeiro de 2026, data em que se assinalou o 91.º aniversário do nascimento do cantor. 



Primeira Pessoa do Plural

Mateus e Irene estão quase de partida para umas férias num paraíso tropical, que decidiram fazer para celebrar mais um aniversário de casamento. Mas, na véspera da viagem, ambos começam a sentir febres, desmaios e alucinações, sintomas aparentemente resultantes das vacinas que tomaram. Esse mal-estar físico vai dar origem a um certo desalento, tornando estranho e imprevisível o que construíram durante os 20 anos de vida em comum.

Em competição no Festival de Cinema de Roterdão, um drama conjugal produzido por Luís Urbano e Sandro Aguilar (“A Zona”, “Mariphasa”), que assume também a realização e o argumento. O elenco conta com Albano Jerónimo, Isabel Abreu, Eduardo Aguilar, Carla Maciel, Cláudio da Silva e Cláudia Efe. 



Olhar o Sol

Quatro gerações de raparigas crescem ligadas à mesma casa, numa quinta isolada na região da Altmark, na Alemanha. Alma, Erika, Angelika e Lenka pertencem à mesma família e viveram ali em épocas distintas, entre a década de 1910 e a de 2020. Situado sempre nesse espaço, o filme segue uma estrutura não linear, deslocando-se entre quatro períodos das suas vidas. Através de memórias, rituais repetidos e traumas partilhados, as suas existências entrelaçam-se.
Estreado no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o Prémio do Júri, “Olhar o Sol” foi nomeado nas categorias de melhor filme, realizador e argumento nos European Film Awards. A realização cabe a Mascha Schilinski, que assina o argumento em colaboração com Louise Peter. As interpretações são de Hanna Heckt, Lena Urzendowsky, Laeni Geiseler, Susanne Wuest, Luise Heyer e Lea Drinda. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Estoril Sol celebra Ano Novo Chinês com ofertas lúdicas e culturais



O Casino Estoril e o Casino Lisboa celebram, até 4 de março, o Ano Novo Chinês, regido pelo cavalo. Cumpre-se, assim, a tradição nos Casinos da Estoril Sol que comemoram o “Ano Novo Lunar 2026” com várias iniciativas lúdicas e culturais.  A entrada é gratuita.

É de salientar que, o Casino Estoril, na próxima sexta-feira, dia 20, e o Casino Lisboa, no sábado, dia 21, a partir das 15 horas, precisamente na abertura dos seus espaços ao público, inauguram oficialmente o programa comemorativo do Ano Novo Chinês. Irão decorrer várias tradições milenares de celebração do Ano Novo Chinês, designadamente, a “Cerimónia do Incenso”, o “Ritual do Leitão” e a “Dança do Leão”.

A ancestral “Dança do Leão” repleta de ritmo, cor e muita animação, decorrerá em três momentos ao longo de cada um dos dias. Os visitantes do Casino Estoril, no dia 20, e do Casino Lisboa, no dia 21, que circulem pelos diferentes espaços de lazer e áreas de jogo poderão acompanhar este icónico número de dança às 15h15, 20h30 e 23h30. 

Mas, antes, já desde ontem, terça-feira, 17 de fevereiro, o dia em que começou oficialmente o “Ano Novo Lunar”, o Casino Estoril inaugurou uma decoração apropriada para celebrar esta data especial. Destaca-se, desde logo, junto à porta rotativa da entrada principal, um colorido cavalo, simbolizando o signo que rege 2026, rodeado de lanternas e de outros adornos tipicamente chineses. Já na entrada da área de Jogo está em evidência um pessegueiro de dimensões reais, representativo de longevidade e de prosperidade. 



Por sua vez, também, desde terça-feira, dia 17, a Galeria de Arte do Casino Lisboa acolhe uma imponente instalação alusiva ao Ano Novo Chinês. Com vários pontos de interesse, são de realçar um cavalo, que promete conquistar a atenção do público, assim como um emblemático pórtico chinês e um pessegueiro de tamanho natural. Tudo isto rodeado de um ambiente adequado com cerca de 80 lanternas iluminadas e diversos adornos chineses distribuídos pelo espaço da Galeria de Arte. A não perder, até 4 de março.

A Estoril Sol disponibiliza, ainda, uma Campanha exclusiva para membros com adesão ao clube ou com adesão ao programa de fidelização que estará em vigor no Casino Estoril, no dia 20, e no Casino Lisboa, no dia 21. Será concedida uma participação por membro e mediante a acumulação mínima de 2 pontos será oferecido 1 envelope vermelho com créditos promocionais, no valor de €10.

Ameaça híbrida e conflitos preocupam empresas portuguesas



A segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas, do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, reforça a centralidade do tema nas decisões das empresas portuguesas. Entre os riscos mais elevados, a curto e médio/longo prazos, destacam-se os ciberataques de grande dimensão (numa lógica de ameaça híbrida), a crise financeira e a disrupção das cadeias de abastecimento – que sobe ao terceiro lugar, enquanto os conflitos comerciais entre EUA, China e UE descem para o quinto posto.

A competição geopolítica surge como um dos principais vetores de risco, manifestando-se sobretudo através de preocupações com ciberataques de grande dimensão a infraestruturas críticas ou empresas, num contexto de guerra híbrida com patrocínio estatal, que é avaliada como risco elevado por 63% dos inquiridos. Neste ponto, o estudo indica a possibilidade de cruzamento de riscos “ciber” (criminais e estritamente geopolíticos) para justificar o primeiro lugar (a 1 e 3 anos).

Mantém-se igualmente uma apreensão expressiva de que as consequências da crescente corrida geopolítica possam, através de instabilidade e eventual disrupção, conduzir a uma nova crise financeira, à semelhança da verificada em 2007, referência negativa marcante e ainda muito presente no imaginário económico das empresas. Este risco é apontado como elevado por 58% dos respondentes.

Para Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, esta perceção entra “num ‘terreno familiar’ de um risco cíclico, agrava pela identificação de que o risco geopolítico pode ainda desencadear ou agravar uma crise financeira ao gerar instabilidade, perda de confiança nos mercados e choques económicos que afetam investimentos, crédito e crescimento”.

Também o receio ligado aos conflitos intraeuropeus assume particular relevância nesta edição do Barómetro da Porto Business School. Quer na sua forma cinética, quer no contexto de ameaças híbridas – altamente relacionadas aos ataques no centro e leste da Europa –, este risco reforça a principal preocupação das organizações, tanto no curto prazo (63%) como no médio e longo prazo (53%).

Cadeias de abastecimento e efeito Trump
Nessa sequência, e em estreita ligação com a atuação da nova administração norte-americana, a eventual disrupção das cadeias de abastecimento entra no top três das maiores inquietações das empresas, sendo identificada como um risco elevado por 55% dos inquiridos.

Segundo Jorge Rodrigues, a “adaptação das empresas ao ‘Efeito Trump’ e ideia de que ‘Trump Always Chickens Out’ (TACO), o que nem sempre acontece, parecem explicar a colocação do risco dos conflitos comerciais apenas no quinto lugar – tanto a curto como a médio e longo prazo –, a par da mitigação do risco feita pelas negociações e estratégia da própria União Europeia”. “Resta saber se será mesmo assim futuramente, sobretudo no caso de riscos geopolíticos mais complexos, como, por exemplo, o programa nuclear do Irão ou a crise de Taiwan”, conclui.

De acordo com o Barómetro da PBS, e de forma algo surpreendente, a negação do acesso à tecnologia pode ser um risco subavaliado ao surgir apenas nos oitavo e sexto lugares (1 e 3 anos), já que, no atual contexto de forte competição geoeconómica, sobretudo sino-americana, mas com reflexos globais, é um risco sério – embora o grau de impacto dependa dos setores de atividade. Refira-se, ainda, a desinformação da Inteligência Artificial (IA), que surge apenas na nona posição (1 e 3 anos).

Entre as restantes preocupações do tecido empresarial nacional encontram-se as explosões nucleares ou BQ (biológicas e químicas), a radicalização e as migrações.

Exportadoras e importadoras mais expostas à disrupção logística
De salientar, ainda, que o Barómetro demonstra um agravamento da perceção de risco entre empresas importadoras e exportadoras relativamente à disrupção das cadeias de abastecimento, tendo esta sido identificada como risco elevado por 72% dos inquiridos. O top três fica completo com os ciberataques e a crise financeira. Em relação a 2025, os conflitos comerciais EUA/China/UE saíram do top três.

Contrariamente ao panorama geral das empresas, nas organizações com investimento direto no estrangeiro, o fator da disrupção das cadeias de abastecimento não integra os três principais riscos de gestão identificados a três anos.

“A instabilidade geopolítica traduz-se numa elevada incerteza no comércio internacional, sendo naturalmente sentida com maior intensidade pelas organizações com maior exposição aos mercados externos”, sublinha Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School.

Por outro lado, as empresas da indústria transformadora identificam a disrupção das cadeias de abastecimento como a principal preocupação, seguindo-se os ciberataques e os conflitos na Europa. Em comparação com o ano passado, saem do pódio os riscos ligados à crise financeira e os conflitos comerciais EUA/China/UE. Refira-se, ainda, que no caso das empresas financeiras e de seguros, existe uma elevada perceção de risco relativamente às questões energéticas.



Parcerias estratégicas são a principal ferramenta de mitigação do risco
No que respeita às estratégias de resposta a este contexto, o Barómetro da PBS indica que as empresas continuam a privilegiar soluções assentes nas parcerias estratégicas (44%), tratados multilaterais (42%), na capacidade interna (I&D) (40%) e na melhoria da preparação geopolítica (37%).

Além disso, segundo Jorge Rodrigues, “o reforço do conhecimento geopolítico como estratégias de mitigação, através da investigação e desenvolvimento, revelam que o setor empresarial pretende aumentar as suas competências e meios endógenos e não ficar apenas à espera do Estado para mitigar riscos geopolíticos. O apoio estatal não é uma prioridade, embora se acredite, talvez um pouco em contraciclo face ao afastamento da multilateralidade no plano global, na necessidade de concretização de tratados internacionais estabilizadores”.

Paralelamente, a escola prepara a 8.ª edição do open executive program “Risco Geopolítico e Estratégia para Executivos”, desenvolvido com o Instituto da Defesa Nacional, que enquadra a geopolítica como fator estratégico com impacto direto na sustentabilidade, resiliência e competitividade. A formação arranca a 5 de março, com candidaturas abertas até 2 de março.


A segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School inquiriu executivos de empresas baseadas em Portugal e com operação nacional e internacional, abrangendo uma análise setorial que inclui a indústria transformadora, empresas exportadoras e importadoras. Após tratamento, foram considerados 330 inquéritos válidos. O inquérito foi realizado entre 8 e 20 de dezembro de 2025, permitindo uma visão abrangente sobre a perceção do risco geopolítico e as estratégias de mitigação adotadas pelas empresas em Portugal. 

No seguimento da apresentação da segunda edição do Barómetro do Risco Geopolítico para Empresas, gostaríamos de dar conta que Jorge Rodrigues, co-coordenador do Observatório do Risco Geopolítico para Empresas da Porto Business School, está disponível para entrevistas sobre o tema.

Está patente a exposição Ad aeternum na Galeria de Arte do Casino Estoril



Está patente, desde a passada quinta-feira, a exposição Ad aeternum na Galeria de Arte do Casino Estoril. Trata-se de uma colectiva de Pintura e Escultura que reúne 28 obras da autoria de 8 artistas plásticos. Com entrada gratuita, a não perder, até 23 de março. 



“Participam nesta mostra 8 artistas, com oito linguagens diferentes, desde o gestualismo ao abstracto, do surrealismo ao figurativo, da paisagem gestualista de Diogo Navarro ao paisagismo urbano de Maramgoní, do azul inconfundível das aguarelas de Paulo Ossião, às desconstruções de Rui Carruço, da pureza do mármore branco imaculado de Filipe Curado ao esculpir rude e único de Abílio Febra e dos arbustos em madeira e metal de Carlos Ramos às esculturas em talha única de Ricardo Gigante”, explica Pedro Lima de Carvalho, Director da Galeria de Arte. 



Estarão patentes obras nas modalidades de pintura e escultura:
Pintura – Diogo Navarro, Paulo Ossião, Maramgoní e Rui Carruço.
Escultura – Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado e Ricardo Gigante.




Museu do Oriente estreia oficina de aguarela



As armaduras samurai deixam as vitrinas e passam para o papel. Pela primeira vez, o Museu do Oriente promove uma oficina que convida a observar de perto estas peças históricas e a representá-las através da aguarela, numa experiência que cruza desenho, pintura e arte.

No sábado, 21 de Fevereiro, o ilustrador Pedro Salvador Mendes, conduz a oficina Armaduras Samurai – oficina de aguarela, que começa nas exposições do Museu e se prolonga na sala de trabalho. Depois de uma visita às armaduras samurai, os participantes escolhem um ou dois modelos como ponto de partida para o desenho, que pode ser feito a partir da observação directa das peças ou através de registos fotográficos, a desenvolver em aguarela.



Mais do que uma aula de pintura, esta oficina oferece um olhar privilegiado sobre a forma, o detalhe e a presença destas armaduras, pensadas originalmente para o campo de batalha e hoje apreciadas como objectos de grande sofisticação estética. O trabalho decorre num ritmo calmo, que valoriza a relação entre o olhar, a matéria e o gesto criativo.

Pensada para quem procura experiências criativas fora do comum, esta é uma proposta singular na programação do Museu do Oriente, onde a arte japonesa inspira novas formas de olhar, observar e desenhar.

Oficina | Armaduras Samurai - oficina de aguarela
com Pedro Salvador Mendes
Sábado | 21 Fevereiro
Horário: 10H00 às 13H00
Público-alvo: M/ 16 anos [idade indicativa]
Participantes: Mín. 6; Máx. 12
Preço: €40 [inclui materiais]