terça-feira, 14 de julho de 2026

Comissão Fúnebre da Receita do Ex-Namorado



A Casa das Letras edita hoje, 14 de julho, "A Comissão Fúnebre da Receita do Ex-Namorado", o romance  de estreia de Saki Kawashiro, baseado na sua própria história de vida que se tornou viral no Japão. Enquanto geria o café da livraria onde trabalhava, Kawashiro inventou para o menu uma receita chamada «O Caril de Frango com Manteiga Preferido do Meu Ex-Namorado», acompanhada de um pequeno texto sobre o fim da sua relação. De repente tornou-se o encontro de corações partidos que alimentavam a dor com pratos apetitosos enquanto falavam sobre traições e desilusões. A proporção dos clientes desta "comissão fúnebre" tornou a historia tão conhecida no Japão de tal forma que o editor de Toshikazu Kawaguchi (autor do "bestseller" "Antes que o Café Arrefeça") a descobriu, inspirando-a a transformar as suas tristezas amororosas num romance, que inclui oito receitas para aquecer a alma após uma separação.   

Momoko, uma mulher de 29 anos, foi tragicamente abandonada pelo seu namorado, Kyohei, o homem que ela considerava ser a sua alma gémea e que – acreditava ela – a iria pedir em casamento. Em vez disso, e após quatro anos de relação, ele terminou tudo. Num motel. À semelhança de muitas pessoas de coração partido, Momoko faz a única coisa que, naquele momento, lhe parece ser sensata: embebeda-se. E fica tão embriagada que acaba por desmaiar num café vazio e à beira da falência nos subúrbios de Tóquio. Ao acordar, confusa e desesperada por desabafar, conta a sua história ao curioso gerente do café, Iori, e ao único cliente que lá se encontra, um monge budista chamado Hozumi.

Quando Momoko lhes explica o quanto o ex­-namorado adorava a sua comida, ela tem, de súbito, uma ideia: confecionar e dar-lhes a provar o caril favorito do Kyohei, quente e re­confortante. Enquanto cozinha e partilha a sua história, Momoko percebe que esta combi­nação tem o poder de curar o seu coração. Por seu turno, e ao devorar o prato de Momoko, Iori tem uma epifania. E se começassem a fazer aquilo todas as semanas, convidando clientes a partilhar as suas histórias de desgostos amoro­sos enquanto cozinham pratos que marcaram as suas relações? É assim que nasce um grupo de terapia pouco convencional: a Comissão Fúne­bre da Receita Favorita do Ex-Namorado.

Eis um romance mágico e reconfortante sobre o poder de uma refeição quente para unir cora­ções solitários e ajudar a encontrar o caminho para um novo começo.

Sobre a Autora

Saki Kawashiro nasceu em Tóquio. Depois de se formar, tra­balhou como livreira em Fukuoka, no sul do Japão. Enquanto geria o café da livraria, inventou para o menu uma receita chamada «O Caril de Frango com Manteiga Preferido do Meu Ex-Namorado», acompanhada de um pequeno texto sobre o fim da sua relação. A história tornou-se tão viral que o editor de Toshikazu Kawaguchi (autor do bestseller Antes que o Café Arrefeça) a descobriu, inspirando-a a transformar a sua aventura num romance. O resultado é este livro, a sua obra de estreia.   

9ª Edição Amadora Mostra - 14 a 19 de Julho - Companhia Teatro dos Aloés



Começa hoje, dia 14 e prolonga-se até ao próximo domingo, dia 19, a 9ª Edição do Amadora Mostra de Jovens Criadores de Teatro.

São seis dias de teatro na Amadora, com a apresentação de oito peças diferentes, que pretendem cativar o público com a sua qualidade.

Esta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal da Amadora e tem como objetivo acolher e apoiar os jovens que desenvolvem projetos emergentes na área do teatro, disponibilizando condições técnicas e dando visibilidade ao seu trabalho e talento. Pretende-se impulsionar o Teatro como arte e como ferramenta de transformação e pensamento crítico, democratizando o seu acesso e promovendo a sua multidisciplinaridade.

Sobem ao palco do Recreios da Amadora, as seguinte peças de teatro:

14 julho, 21h00
'No Princípio'
Texto de Pier Paulo Pasolini
Encenação de Henriques Pires Criação Orpheus Vivus
M/14 anos

15 julho, 21h00
'Mas ele trouxe-me flores'
Texto e encenação de Catarina Marques ramos
Criação Embuscada Associação Cultural
M/12

16 julho, 21h00
'Fecha a cortina e apaga a luz'
Texto e encenação de Diogo Mazur
Criação Legato
M/14

17 julho, 21h00
'Antes nus na vossa Escócia'
Texto e Encenação de Alice B. Ferreira
Criação Núcleo Las Vegas
M/16

18 julho, 16h00
'Desverso'
Texto e Interpretação de Karen David
M/14

18 julho, 21h00
'Os 30 que me prometeram'
Texto e Encenação de Maria do Mar Neto e Maria Caetano Vilalobos
M/16

19 julho, 15h00
'Negra de pincel'
Texto e Encenação de Khristall Afrika
M/16

19 julho, 18h00
'A floresta'
Texto e Encenação de Beatriz Peixoto
M/16

Os bilhetes custam 5€ e estão à venda na Ticketline e no local, duas horas do início do espetáculo.

Palavras Andarilhas - Festa da Palavra Contada



A Câmara Municipal de Beja, através da sua Biblioteca Municipal, organiza de 28 a 30 de agosto a 18ª edição das Palavras Andarilhas – Festa da Palavra Contada, que decorrerá no Jardim Público dessa cidade.

Desde a 1ª edição em 1999, e com periodicidade bienal desde 2002, as Palavras Andarilhas celebram os contadores e o seu papel na preservação da memória cultural ancestral através da tradição oral, trazendo até Beja contadores e contos de diversas latitudes do mundo. Este ano o mote da festa será “o conto tradicional: memória e tradição”, constituindo-se assim como um momento para reforçar a nossa ligação à tradição oral e à nossa memória colectiva.

O Jardim Público (Gago Coutinho e Sacadura Cabral) será, mais uma vez, o lugar central das atividades, e será neste coração verde da cidade de Beja, que poderá assistir a noites de contos, pôr-do-sol de contos; contos sem fim, no recanto dos contos e tertúlias que vão ajudar a pensar sobre “A importância da tradição oral” e ainda atividades para pais e filhos. As oficinas de capacitação para mediadores de leitura, serão momentos para pensar sobre a prática e o saber fazer da arte de contar e escrever e na Feira dos Livreiros e no Mercadinho Andarilho irá encontrar propostas de leitura e descobrir objetos mágicos e encantatórios.

Para assinalar a “maioridade” das Palavras Andarilhas, nesta 18ª edição a inscrição é gratuita.

“Era Uma Vez o Fado” no Auditório do Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril recebe, em agosto, o espectáculo “Era Uma Vez o Fado”, inserido num diversificado programa especialmente concebido para as noites de verão. O espectáculo de Henrique Feist será apresentado nos dias 28 e 29, às 21h30, com versão em português, e no dia 30, com versão em inglês.

“Era Uma Vez o Fado” convida o público a percorrer a história do fado em várias versões. Será esta a certa? Na realidade, será uma noite recheada de fados nas suas várias expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português.

Em “Era Uma Vez o Fado” Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilham o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado. 

Crime e mistério na dolce vita da alta sociedade italiana



Um romance que não é ficção, assim é Portofino Blues, de Valerio Aiolli. Uma história real tratada por um ficcionista, que se lê como uma história de true crime, de altíssimo suspense, mostrando a dolce vita da sociedade italiana navegando num mar de dinheiro, sexo, glamour, política, grande indústria e a beleza da Riviera italiana. O romance – que integrou a primeira seleção do Prémio Strega – chega a Portugal a 16 de julho, com tradução de José Lobo Antunes.

A condessa Francesca Vacca Agusta, figura da alta sociedade, desapareceu do jardim da sua luxuosa Villa Altachiara, em Portofino. Foi a 8 de janeiro de 2001 que começou a investigação criminal que, durante meses e anos, ocuparia jornais e programas televisivos. Cerca de vinte dias depois do desaparecimento, o corpo de Francesca foi encontrado no mar, a poucos metros de uma baía na Riviera Francesa, mas o mistério continuava sem resolução.

Como e por que razão a condessa caiu do penhasco? Quem estava com ela nessa noite? Alguém a empurrou ou foi um acidente mortal? Em Portofino Blues, Valerio Aiolli reconstrói, como num puzzle, esta história intrincada e nunca totalmente explicada de amor e desilusão, drogas e heranças milionárias, iates de sonho e exorbitantes quantias de dinheiro, que se estende pela Ligúria e Lombardia, Suíça e Tunísia, Miami e Acapulco. O mistério permanece em redor dessa estrela enigmática cuja ascensão para a fama através do casamento se revela numa vida de excesso e na sua morte misteriosa. Uma grande história verdadeira que se lê como um filme.

Sobre o Autor

Valerio Aiolli nasceu em 1961 em Florença, onde vive. O seu primeiro romance, Io e Mio Fratello (1999) ganhou o Prémio Fiesole e foi nomeado para o Prémio Strega, assim como Nero Ananas (de 2019). Publicou, ao todo, sete romances, o último dos quais Radio Magia, tendo obtido com alguns deles vários prémios literários. Portofino Blues, semi-finalista do Prémio Strega 2026, é o seu livro de estreia em Portugal. 

The Peakles, The Beatles Experience no Auditório do Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril propõe um diversificado programa cultural que está a animar as noites de verão. The Peakles, The Beatles Experience apresenta-se, no próximo dia 8 de agosto, às 21h30, para prestar homenagem à icónica banda de Liverpool.

O público é convidado seguir uma viagem imersiva ao universo da banda que mudou a história da música. Os The Peakles, reconhecidos como uma das maiores bandas de tributo aos Beatles na Europa, chegam ao Casino Estoril para apresentar o seu mais recente espectáculo.

The Peakles têm mais de 13 anos de estrada e um currículo que inclui a passagem por relevantes palcos nacionais e estrangeiros, assim como presenças regulares no prestigiado International Beatleweek Festival, em Liverpool.

Ao contrário dos tributos convencionais "look-alike", os The Peakles focam-se no que realmente importa: fidelidade sonora com modernidade. Combinando o rigor dos arranjos originais com uma energia moderna e uma personalidade própria, o grupo cria uma ligação única com o público através de uma interação constante e contagiante.

No Auditório do Casino Estoril os espectadores terão a oportunidade de ouvir os clássicos que definiram gerações com uma frescura surpreendente. Das harmonias vocais perfeitas à instrumentação detalhada, este é um convite para celebrar o legado de Lennon, McCartney, Harrison e Starr com a banda portuguesa que já conquistou fãs nacionais e estrangeiros. 

Na realidade, não se trata apenas de um concerto, mas antes de uma experiência definitiva dos The Beatles num ambiente intimista”. Garanta já o seu lugar e faça parte de uma noite memorável e merecedora de registo vídeo-fotográfico.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O medo é útil e fundamental



«O medo não é bom nem é mau. O medo é útil e fundamental para a preservação das espécies e da vida». No seu novo livro, A Coragem de Ter Medo – Compreender e Vencer os Medos Que Nos Afligem, João Carlos Melo dá-nos a conhecer o que são os medos, quais são os mais importantes, os mais frequentes e os mais raros, e também qual o seu significado mais profundo.

Não se trata de uma enciclopédia ou de um tratado técnico. E também não é um manual com respostas prontas nem um livro de autoajuda que prometa soluções rápidas e fáceis. É, em contrapartida, um livro de divulgação que nos fala com proximidade sobre esta emoção inerente à condição humana, no estilo a que o autor já nos habituou: claro, acessível e intimista. Facto sublinhado por Joana Pereira Bastos no Que Voz é Esta?, o podcast do Expresso dedicado à saúde mental: «Faz-nos sentir proximidade. Como se falasse para cada um de nós.»

Mas de onde vêm os nossos medos? Como se desenvolvem na nossa mente? Que tipos de medos existem? Como ultrapassá-los? O autor lança pistas, estratégias e sugestões para assumirmos os nossos medos e para os enfrentarmos. É que uma das condições para vencermos ou aprendermos a conviver com os nossos medos é termos a coragem de assumir que eles existem e que nos afetam.

João Carlos Melo também aborda respostas associadas ao medo, tais como a ansiedade, a angústia e o pânico, a que chama, com humor, «uma família como as outras». E outros conceitos paralelos, como a cobardia, o destemor, a ousadia, a audácia e o efeito tranquilizador da voz humana. Naturalmente, também aí encontraremos a coragem, que «não pressupõe a ausência de medo. Pelo contrário, consiste em, mesmo tendo medo, arriscarmos e conseguirmos enfrentá-lo.»

Um livro para encarar os medos com mais coragem, sabedoria e tranquilidade, A Coragem de Ter Medo estará disponível na rede livreira nacional a partir do dia 16 de julho, com a chancela da Bertrand Editora.

Sobre o Autor

João Carlos Melo é médico psiquiatra, psicoterapeuta, grupanalista e membro titular didata da Sociedade Portuguesa de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo (SPGPAG). É ainda full member da Group Analytic Society International (GASI) e assistente graduado do Hospital Fernando Fonseca, onde exerce as funções de coordenador do Hospital de Dia do Serviço de Psiquiatria. Publicou com a Bertrand Editora Nascemos Frágeis e Recebemos Ordens para Sermos Fortes, Reféns das Próprias Emoções – Um retrato íntimo das pessoas com personalidade borderline, Uma Luz na Noite Escura, Lugares Escondidos da Mente e Renascer das Cinzas.

Anna Joyce em concerto intimista no Casino Estoril



Referência da música angolana, Anna Joyce apresenta-se, na próxima quinta-feira, 16 de julho, às 22 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Em concerto, intimista, Anna Joyce sobe ao palco para interpretar os seus principais êxitos como, por exemplo, “Eu Esperei”, “Destino”, “Puro” ou “Já Não Cabe”.

Anna Joyce convida o público a viajar pelos temas mais marcantes do seu repertório, prometendo uma experiência musical única, onde cada canção ganha uma nova dimensão. Da kizomba à pop africana, cada tema revela a autenticidade e o talento que a tornaram uma artista de relevo da música africana.

Com mais de uma década de sucessos que a consolidam como uma das vozes mais fortes e admiradas da música angolana contemporânea, Anna Joyce tem conquistado plateias e esgotado salas, construindo uma ligação cada vez mais intensa com o público. 

Dar a Ouvir celebra 10.ª edição com um programa que cruza arte, ciência, corpo e escuta



Entre 18 de julho e 6 de setembro, o Convento São Francisco recebe a 10.ª edição do Dar a Ouvir. Coorganizado pelo Convento São Francisco/Câmara Municipal de Coimbra e pelo Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube , a iniciativa reúne Fernando Mota, Teatro do Frio, Unloop e Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, num programa que volta a desafiar as formas de ouvir, de sentir e de habitar o espaço através das artes sonoras e da criação contemporânea.

O Dar a Ouvir regressa ao Convento São Francisco para assinalar a sua 10.ª edição, de 18 de julho a 6 de setembro, com um programa que reafirma o lugar da escuta enquanto experiência artística, sensorial e crítica.

A programação volta a reunir artistas que trabalham nas fronteiras entre o som, a performance, a instalação, o corpo e a investigação científica, apresentando ao público um conjunto de propostas que expandem a forma como nos relacionamos com o espaço, a matéria e o tempo.

Ao longo de quase dois meses, o Dar a Ouvir apresenta instalações, performances, oficinas e videoarte. Os artistas Fernando Mota, Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, e os coletivos Teatro do Frio e Unloop apresentam, nesta edição, obras que colocam a escuta no centro da criação e da experiência coletiva. 

Na sua 10.ª edição, o Dar a Ouvir prossegue o percurso conceptual desenvolvido nos últimos anos. Depois de “O Som de Todas as Coisas” e “A Materialidade (e a Consciência) do Som”, o ciclo apresenta agora “Dar a Ouvir: A Montanha e o Micélio”. 

Mais do que procurar ouvir a montanha ou a rede micelial - embora Fernando Mota o tenha feito nas gravações de campo usadas em “Até ao Fim do Mundo” e Sara Montalvão e David Negrão (Unloop) pesquisem a riqueza das trocas e das comunicação nos micélios em “Rhîza” -, as obras reunidas nesta edição convidam o público a pensar as relações entre corpos, matéria, tempo e espaço, questionando perspetivas centradas no humano (reconhecendo que o humano deixa de ocupar o centro da experiência) e abrindo espaço para outras formas de compreender o mundo através da escuta.

Um dos destaques desta edição é a presença de Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, a quem o Dar a Ouvir deu carta branca para desenvolver uma nova criação, que abre ao público de 21 de agosto a 6 de setembro.. Ao longo de mais de um mês de trabalho, em contexto de residência artística, a dupla cria uma peça para o espaço do Convento São Francisco e apresenta também obras que marcaram o seu percurso recente.. Destaque ainda para a instalação Puro Spirito”, ativada por uma performance no dia 30 de julho, às 18h00, na Sala Sofia, onde vai ficar até 6 de setembro. 

A dupla propõe ainda as performances “Berrante” (a 18 de julho, às 18h00, na Antiga Igreja do CSF), “Opus II” (a 5 de setembro, às 18h00, na Antiga Igreja) e “Variações para Piões” (a 6 de setembro, às 17h00, na Black Box).  Paralelamente, os artistas conduzem três oficinas (no dia 24 de julho, às 10h30; e a 25 e 26 de julho, às 16h00). Este conjunto de propostas explora as relações entre corpo, espaço, matéria e escuta através da ressonância, do movimento e da transformação de objetos e de arquiteturas em instrumentos sonoros.

Outro dos destaques desta edição é “Rhîza” , instalação interativa do coletivo Unloop, patente entre 18 de julho e 6 de setembro, na Sentina do Convento São Francisco, com uma performance de ativação agendada para dia 18, às 17h00 e às 19h00. Cruzando pensamento artístico, tecnologia, corpo em movimento e investigação científica, desenvolvida na Universidade de Coimbra nas áreas da micologia e da neurociência, a obra convida o público a explorar novas formas de contemplação e de relação com o mundo biológico através da interação. A instalação assinala ainda o culminar de um processo de criação desenvolvido ao longo dos últimos oito meses, em residência artística no Salão Brazil, no âmbito do apoio à criação promovido pelo Jazz ao Centro Clube. Uns dias antes, a 14 de julho, Sara Montalvão promove a oficina “Rhîza: Prática de Corpo”, com entrada gratuita. 

Em estreia absoluta, o Teatro do Frio apresenta a criação multidisciplinar “Da Prece ao Techno”. O coletivo de pesquisa, criação e produção teatral do Porto traz ao Dar a Ouvir um espetáculo inédito, a ser apresentado na Black Box do Convento, às 19h00, do dia 31 de julho. A nova criação cruza som, corpo e experiência sensorial, num percurso entre a escuta interior e a celebração coletiva, investigando a ressonância enquanto relação entre corpos, materiais e espaço.

O universo criativo de Fernando Mota vai estar presente com a instalação vídeo “Até ao Fim do Mundo”, de 18 de julho a 6 de setembro, desenvolvida com Mário Melo Costa.A 26 de julho, às 18h00, Fernando Mota apresenta, no palco do Grande Auditório do Convento, o espetáculo homónimo “Até ao Fim do Mundo” é uma criação multidisciplinar que reúne geologia, música, literatura e vídeo para refletir sobre a relação entre o tempo geológico e o tempo humano. 

Paralelamente à programação artística, o Dar a Ouvir vai promover ainda um programa convergente de conversas, a decorrer no Salão Brazil, em Coimbra, a anunciar em breve. 

Mantendo o seu arranque no Dia Mundial da Escuta (World Listening Day), celebrado a 18 de julho, o Dar a Ouvir apresenta, nesta edição, uma programação distribuída ao longo de quase dois meses. Sem se limitar ao fim de semana de abertura, o programa reforça a aposta na criação artística, nas residências e nos processos de experimentação, afirmando-se como um espaço de desenvolvimento e apresentação de novos projetos. 

À semelhança do que tem acontecido nas edições anteriores, a maioria das propostas do programa tem entrada gratuita, sujeita à lotação dos espaços e mediante levantamento de bilhete no próprio dia, na bilheteira do Convento São Francisco (a funcionar diariamente entre as 15h00 e as 20h00).  Os bilhetes para o espetáculo “Da Prece ao Techno”, do Teatro do Frio, já estão disponíveis  na Ticketline e na bilheteira do Convento São Francisco, com desconto de 40% para Cartões Amigo, além dos descontos habituais. 

Casino Lisboa estreia ciclo de espectáculos "Rei Lear"



O Casino Lisboa recebe, na próxima quarta-feira, dia 15, pelas 21h00, “Rei Lear”, um espectáculo inspirado na obra de William Shakespeare, com tradução de Álvaro Cunhal e encenação de António Pires. O ciclo de representações prolonga-se, até 26 de julho, no Auditório dos Oceanos.

Rei Lear conta-nos a história de um monarca envelhecido que decide dividir o reino entre as três filhas, esperando retirar-se do governo, mas conservar a autoridade e a reverência de todos. 



Ao exigir declarações públicas de devoção, desencadeia um jogo político que rapidamente se volta contra ele. Expulso do poder e traído pelas próprias alianças que julgava seguras, Lear vagueia num mundo que já não lhe pertence. 

É na tempestade e na ruína que descobre demasiado tarde a fragilidade do poder e da própria condição humana.