sexta-feira, 6 de março de 2026

Respeito, diálogo e cooperação: os pilares de uma educação justa e feliz



«Enquanto a obediência pressupõe uma relação de hierarquia e desigualdade, na qual um se coloca num lugar de superioridade e outro de submissão, a cooperação parte do princípio de que somos igualmente dignos.»  Os desafios de quem educa crianças e jovens são inúmeros, mas a imposição da obediência, através do autoritarismo e da violência, não é a solução. Quem o diz é Elisama Santos – consultora de comunicação não violenta, educadora parental e mãe de duas crianças – no livro Educação Não Violenta, que agora chega a Portugal.   
 
Este é um guia para pais e educadores que tem por base a verdadeira alternativa ao uso da violência e da repressão como método educativo: relações e aprendizagens baseadas no respeito e no diálogo. A ideia é que o processo de construção de conhecimento se torna positivo quando acontece por meio da empatia e da reflexão crítica. O objetivo? Estimular a autoestima, a autonomia, a autodisciplina e a resiliência nas crianças, que naturalmente irão regular os seus comportamentos.

Habituada às resistências que o tema gera, a autora sublinha que este método educacional não é mais uma moda, nem muito menos uma «invenção de uma comunidade hippie-bicho-grilo-abraçadora-de-árvores que não pode ser aplicada no quotidiano». E erradicar o autoritarismo também não significa a implementação de uma educação permissiva. Segundo Elisama Santos, «respeitar o querer não quer dizer atendê-lo». Algo que deve começar a ser trabalhado desde muito cedo, com as primeiras birras, pois «acolher o choro não significa evitar o choro a qualquer custo».  

Além dos vários relatos de sucesso de famílias que testaram este método, o livro apresenta conceitos que ajudam pais e filhos a aproximarem-se, relacionando-se com os seus próprios sentimentos e comunicando-os ao outro de forma objetiva e respeitosa. Entre eles, a comunicação não violenta, de Marshall Rosenberg; a atenção plena, do Budismo Zen; a disciplina positiva, de Jane Nelsen; e a inteligência emocional, de Daniel Goleman.

Uma leitura essencial que nos aponta os caminhos para uma educação mais solidária e compreensiva, que trará às próximas gerações um mundo mais justo e com mais amor, Educação Não Violenta chega às livrarias a 12 de março com a chancela da Bertrand Editores.

Sobre a Autora

A Dr.ª Elisama Santos é educadora parental e consultora em comunicação consciente. Auxilia pais, professores e todos os educadores na busca de um relacionamento de maior ligação e assertividade com crianças e adolescentes, em palestras, workshops e nas redes sociais. Acredita que educar é um processo de autoconhecimento, despertar da consciência e cura. A autora vivencia diariamente os efeitos da prática da atenção e autocompaixão que dissemina com tanta dedicação. Mãe de dois filhos, vê neles um convite constante para dias mais plenos e harmoniosos, e com eles aprende a aceitar e amar a vida como ela é. O seu livro Educação Não Violenta tornou-se um fenómeno de vendas.