Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:
As Cores do Tempo
Em 2024, vários membros de uma mesma família descobrem que herdaram uma velha casa na Normandia (França). Seb, Abdelkrim, Céline e Guy, quatro primos distantes que nunca se tinham conhecido, são enviados para fazer o inventário do lugar. Entre fotografias antigas, cartas e objectos pessoais, encontram pistas deixadas por Adèle Meunier, uma antepassada nascida em 1873, que partiu da sua terra rumo a Paris em busca da mãe desaparecida. A partir daí, os primos seguem o rasto dessa história familiar, passada entre o século XIX e o presente, onde se entrelaçam as vidas dos familiares falecidos e as suas próprias.
Estreado no Festival de Cinema de Cannes, o filme tem assinatura de Cédric Klapisch, o realizador que nos anos 2000 se celebrizou com "A Residência Espanhola" e também por “Aquilo Que Nos Une” e “Tão Perto, Tão Longe”.
O elenco levantou alguma polémica em relação aos “nepo babies” (filhos de famosos) no cinema, uma vez que é constituído por Suzanne Lindon (filha de Sandrine Kiberlain e Vincent Lindon), Abraham Wapler (filho de Valérie Benguigui e Eric Wapler), Sara Giraudeau (filha de Bernard Giraudeau e Anny Duperey), Paul Kircher (filho de Irène Jacob e Jérôme Kircher), Julia Piaton (filha de Charlotte de Turckheim e Jean‑Marc Piaton), Raïka Hazanavicius (filha de Julie Mauduech e Serge Hazanavicius, e sobrinha do realizador Michel Hazanavicius) e Vassili Schneider (irmão mais novo de Niels Schneider).
28 Anos Depois: O Templo dos Ossos
Primeiro passaram 28 dias. Depois, 28 semanas. Agora contam‑se 28 anos desde que a sociedade colapsou, quando um vírus altamente contagioso, capaz de transformar os infectados em seres extraordinariamente ágeis, com força sobre-humana e altamente agressivos, foi libertado em Inglaterra e se espalhou pelo mundo. Depois de tantos anos, comunidades isoladas sobrevivem como podem, criando as suas próprias regras e os seus próprios sistemas de defesa. Quando a ameaça já não vem apenas dos contaminados, o Dr. Kelson envolve‑se numa relação com alguém pode redefinir o futuro da Humanidade.
Dirigido por Nia DaCosta, este filme de terror apocalíptico decorre em paralelo com “28 Anos Depois” — realizado em simultâneo por Danny Boyle — e expande o mesmo universo narrativo. Boyle e Alex Garland, argumentistas de ambos os filmes, assumem a produção. Ralph Fiennes, Alfie Williams, Jack O’Connell, Chi Lewis‑Parry, Erin Kellyman e Emma Laird ocupam os papéis principais.
Mata-te, Amor
Depois de se mudar com Jackson, o marido, para uma casa de campo no estado de Montana (EUA), Grace, uma jovem escritora, tenta dar sentido à sua nova vida com um bebé nos braços. Mas a mudança, que deveria trazer‑lhe estabilidade e paz, transforma‑se rapidamente em algo opressivo. À medida que os dias se repetem, sente‑se cada vez mais isolada e assoberbada pela maternidade, começando a revelar sinais de depressão que a tornam vulnerável a medos e a perigosos impulsos de agressividade.
Inspirado no romance homónimo escrito, em 2012, por Ariana Harwicz — que, juntamente com “A Atrasada Mental” (2014) e “Precoce” (2015), compõe a “Trilogia da Paixão” —, este drama psicológico é realizado pela cineasta inglesa Lynne Ramsay (“A Viagem de Morvern Callar”, “Temos de Falar Sobre Kevin”, “Nunca Estiveste Aqui”) e teve a sua estreia no Festival de Cinema de Cannes. Com Martin Scorsese entre os produtores, conta com as interpretações de Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, LaKeith Stanfield, Nick Nolte e Sissy Spacek.



