Inaugurou no passado dia 31 de janeiro a exposição Matassa, no Centro de Arqueologia e Artes de Beja. Esta exposição é parte do projeto Hypertextile, que apresenta o têxtil como linguagem e dispositivo de pensamento, explorando processos artísticos desenvolvidos em residências em Portugal (2024–2025). De realçar que a exposição pode ser visitada até 4 de abril de 2026 e que as 51 obras, de 34 artistas, ocupam todo o edifício do Centro de Arqueologia e Artes da capital de distrito.
A exposição Matassa resulta de uma candidatura ao Programa de Apoio a Projetos da DGArtes, apresentada pela Cortex Frontal, associação com sede em Arraiolos, liderada por Mercedes Vidal-Abarca, em 2024, que o Município de Beja integrou como parceiro. A curadoria é de Antónia Gaeta e a organização é do Córtex Frontal - Residências e Oficinas e da Câmara Municipal de Beja.
“Estruturada a partir da metáfora e da concretude da matassa — feixe de fios entrelaçados —, a mostra propõe uma lógica não linear, marcada por sobreposições, acumulações e interdependências entre 34 artistas. Entre o artesanal e o tecnológico, tradição e inovação, dialogam evidenciando processos, gestos e decisões, que moldam cada obra”, refere a Córtex Frontal, na divulgação desta iniciativa.
“O Centro de Arqueologia e Artes de Beja é reconhecido pelas exposições que recebe, com artistas de renome. Na exposição Matassa, que preenche um espaço emblemático da cidade, os criadores colocam-nos a pensar sobre o que nos rodeia e voltam a elevar a fasquia de quem escolhe a capital de distrito para divulgar a sua arte. Esta proposta demonstra que é possível criar a partir dos fios que nos entrelaçam, de forma a olharmos para o real numa lógica de reaproveitamento, reflexão e sustentabilidade”, sublinha o Vereador da Câmara Municipal, com o pelouro da Cultura, Vítor Picado, convidando a visitar a exposição, o Centro de Arqueologia e Artes e a cidade de Beja.
Na exposição Matassa pode apreciar obras de Alexander Sebastianus Hartanto | Aliya Al-Adwani | Anastasiia Podervianska | Andrea Ebert | Angelina Nogueira | Antonia Ablass | Athanasia Karampela | Beatriz Freire | Claudia Martínez | Emanuela Boccia | Jacobo Alonso | Janis Dellarte | Jiôn Kiim | Karolina Lizurej | Lars Preisser | Lia Porto | Louis Nye | Lucas Selezio de Souza | Luisa Ramires | Malou Raulin | Margarida Lopes Pereira | Maria Appleton | Maria Esteve | Marta Pokojowczyk | Martina Manyà| Mustafa Boga | Nuno Trigueiros | Pinelopi Triantafyllou | Tadeo Muleiro | Teresa TAF | Vicky Vasileiou | Ylana Yaari | Zé Ardisson | Zsófia Tettamanti.
Até 4 de abril de 2026, no Centro de Arqueologia e Artes, “O visitante é convidado a percorrer caminhos fragmentários, descobrir conexões e habitar um emaranhado que revela o têxtil como campo crítico para pensar relações, temporalidades e formas de reinvenção do presente”, realçam o Córtex Frontal e a Câmara Municipal de Beja.
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