segunda-feira, 11 de abril de 2022

O regresso luminoso de uma das grandes vozes da poesia portuguesa




Ao fim de alguns anos de silêncio, a poesia de Maria do Rosário Pedreira está de volta. O Meu Corpo Humano é um livro belíssimo que marca o regresso iluminado de uma das grandes vozes da poesia portuguesa. Como uma aula de anatomia que procura os segredos de cada recordação. «Nas minhas veias corre vento – por / isso dá-me um vestido inflamado de / rosas e ensina-me as horas do amor: / daqui até à morte é um instante.»

A arquitetura de O Meu Corpo Humano liga cada uma das emoções, memórias e sensações a uma parte do corpo ou a determinados órgãos: da cabeça aos rins e aos tornozelos, dos olhos às mãos e ao coração, há sempre uma relação entre as partes do nosso corpo – e o sofrimento e a redenção que habitam a nossa vida, a nossa memória e as marcas que deixamos ao passar. «Chegou a música e voou pela sala / como um pássaro.»

Nas livrarias a 14 de abril.

Sobre a Autora

Maria do Rosário Pedreira nasceu em Lisboa em 1959. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Depois de uma breve passagem pelo ensino, que a influenciou a escrever para jovens, ingressou na carreira editorial, sendo hoje editora de literatura portuguesa. A sua obra iniciou-se pela ficção juvenil com duas coleções que foram adaptadas à televisão e venderam cerca de um milhão de exemplares. Embora tenha publicado um romance e contos dispersos em revistas e antologias, é sobretudo conhecida como poeta, tendo publicado quatro livros, hoje coligidos na sua Poesia Reunida, publicada pela Quetzal em 2012 e distinguida com o Prémio da Fundação Inês de Castro. Está traduzida em várias línguas e publicada em volumes independentes, revistas e antologias em diversos países. Tem participado em numerosos encontros de escritores em Portugal e no estrangeiro. É ainda autora de letras para fado e canções e publicou uma biografia de Amália Rodrigues para crianças. Tem um blogue dedicado aos livros e à edição, Horas Extraordinárias, que mantém desde 2010. Escreve regularmente crónicas para a imprensa, algumas delas reunidas no livro Adeus, Futuro, publicado pela Quetzal em 2021.