Gostamos das canções, mas também das histórias que existem por detrás delas. E o relato de TV Girl é fascinante; quase por acaso, dezenas de milhões de pessoas acabaram por encontrar um refúgio de psych-pop retro em canções publicadas há mais de dez anos. É o caso de “Lovers Rock”, uma devaneio de pop lo-fi que se transformou num surpreendente sucesso viral no TikTok. Ou de “Not Allowed”. Talvez já as tenhas ouvido nessa rede social, talvez não — mas isso pouco importa. Essas duas canções, como toda a música de TV Girl, soam a uma recordação distante e reconfortante, mesmo que seja a primeira vez que as ouves.
No seu perfil de Spotify, os TV Girl dizem que fazem “hypnotic pop”. Uma definição que faz sentido: é como se as canções da banda liderada por Brad Petering desenhassem padrões de cores semelhantes aos que se veem através de um caleidoscópio. Os mesmos padrões cromáticos que também emanam dos discos de The Avalanches ou Toro y Moi.
Na verdade, sabe-se muito pouco sobre este projeto sediado na Califórnia. O facto de a sua música ter passado quase uma década debaixo do radar, aliado à escassez de entrevistas dos seus membros e à imagética enigmática que envolve o seu trabalho, alimentou o culto online que rodeia os TV Girl. Apenas três dias antes da sua passagem pelo Primavera Sound Barcelona actuam em Lisboa (LAV), no dia 1 de junho.
Os bilhetes estarão à venda na Fever a partir de 16 de janeiro, pelo preço de 38€ acrescidos de taxas de distribuição.
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