“A Vida é Assim” é o novo single dos Macacos do Chinês que faz parte do EP “Bolos Depois da Noite” que será lançado a 14 de maio, com concerto no dia seguinte na Casa Capitão, em Lisboa.
“A Vida é Assim” é o terceiro single retirado do EP “Bolos Depois da Noite”, o regresso dos Macacos do Chinês (MDC) ao formato de canção hip-hop mais soulful e acústico, e à observação social pura. Com uma mensagem desencantada sobre a inevitabilidade dos momentos menos bons, mas com a esperança e a certeza de que quando caímos podemos levantar a cabeça e continuar o caminho, onde quer que eles nos leve.
O videoclipe, realizado e filmado por André Madeira em parceria com a banda, retrata o dia de um padeiro/pasteleiro, a vida silenciosa de alguém que inicia o seu trabalho às 4h da manhã. Jornadas longas e sacrifícios, uma realidade partilhada por tantos outros profissionais que trabalham a estas horas, em funções muitas vezes invisíveis, mas indispensáveis ao nosso dia a dia. É nesse retrato cru e honesto que a música se reconhece e se afirma. Sem romantizar nem fugir, a verdade é simples: a vida é assim, afirmam os MDC.
Após um hiato de quase 15 anos, os Macacos do Chinês (MDC) regressaram em 2025 para reafirmar o seu lugar como uma das propostas mais singulares da música nacional. No dia 14 de maio, a banda edita o novo EP “Bolos Depois da Noite”, assinalando o momento com uma festa de lançamento no dia seguinte, 15 de maio, na Casa Capitão, em Lisboa.
Nas palavras dos MDC: Quinze anos pode parecer muito tempo, como pode parecer que foi apenas ontem. Há amizades assim, tal como existem projectos assim. Estivemos longe sem estarmos separados. A vida espalhou-nos por projectos e até diferentes continentes. Mas a vida é assim e dá voltas para nos colocar juntos de novo a percorrer a mesma estrada. Bolos Depois da Noite é um EP de reencontros. Abrir os olhos e olhar de novo para o mundo e para a música enquanto Macacos do Chinês. A Vida é Assim fala disso mesmo, da inevitabilidade da vida, dos altos e baixos, alegrias e tristezas.
Formados em 2007, sempre assumiram a fusão como elemento central da sua identidade artística. A língua portuguesa e a guitarra cruzam-se com influências do universo cultural do Reino Unido, como o grime e a bass culture, enquanto o crioulo permanece uma expressão viva na sua música. Quinze anos depois, continuam a afirmar-se como uma banda progressista, atual e pertinente. Sem nostalgia, porque sempre olharam em frente.
O regresso aos palcos dos MDC ficou marcado por um concerto no palco WTF do Festival NOS Alive. O Jornal Expresso considerou-o o melhor espetáculo nacional da edição, destacando uma banda “fresca e inventiva”, enquanto o Observador sublinhou a sua atualidade e visão, apontando que “estavam de alguma forma à frente do seu tempo e voltam em altura certa”.
De seguida, encheram o Lux Frágil, em Lisboa, num concerto em nome próprio, assinalando um verdadeiro regresso ao futuro de uma das mais progressistas bandas nacionais.
No final do ano passado, os Macacos do Chinês lançaram “´96”, o seu primeiro tema original, após mais de uma década de pausa. Este single foi distinguido como uma das músicas do ano pela Antena 3 e pela Rádio Oxigénio. Já em 2026, saiu “Desta Vez”, um tema que reforça a identidade dos MDC enquanto coletivo progressista, atento ao presente e projetado no futuro, onde palavra, ritmo e fusão sonora continuam a ser território de risco e afirmação. Agora apresentam “A Vida é Assim”, mais um tema que integra o EP que marca o regresso à edição de originais. “Bolos Depois da Noite” é o resultado de muitos anos de hiato, e o primeiro cartão de visita para o que está para vir.
Ao vivo o concerto de dia 15 de maio, na Casa Capitão será a primeira oportunidade para ouvir os temas de “Bolos Depois da Noite” e recordar alguns dos maiores sucessos da banda.

