sexta-feira, 5 de junho de 2026

Primavera Sound Porto 2026 abre-se à cidade antes de chegar ao Parque da Cidade



A poucos dias da abertura de portas da maior edição de sempre, o Primavera Sound Porto reforça a sua ligação à cidade com uma programação especial nos Jardins do Palácio de Cristal. A edição de 2026 espera receber 120 mil pessoas e registar o maior número de passes gerais vendidos desde a chegada do festival ao Porto.

O Primavera Sound Porto e a Câmara Municipal do Porto voltam a levar o espírito do festival para a cidade, com uma nova edição do Primavera na Galeria. No próximo dia 10 de junho, a Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal recebe três concertos de entrada gratuita, com Ela Minus, Marquise e Giovani Cidreira.

A iniciativa antecipa a edição de 2026 do Primavera Sound Porto e reforça a relação do festival com a cidade, aproximando a sua curadoria musical de novos públicos e ocupando um dos espaços culturais mais emblemáticos do Porto.

“O Primavera Sound continua a ter vontade de, para além de trazer a cidade para dentro do festival, levar também o festival para a cidade. Fica feito o convite às famílias do Porto para desfrutarem da curadoria musical que nos caracteriza”, afirmou José Barreiro, diretor do Primavera Sound Porto, durante a visita aos bastidores do festival.

A poucos dias da abertura de portas, o Parque da Cidade prepara-se para receber aquela que será a maior edição de sempre do evento. São esperadas cerca de 120 mil pessoas ao longo dos três dias, numa média diária de 40 mil espectadores.

Segundo José Barreiro, as vendas estão a superar as expectativas, com um crescimento particularmente significativo nos passes gerais. “Tivemos de aumentar o número de passes gerais disponíveis, porque a procura era superior à dos bilhetes diários. Esta será a edição com o maior número de passes gerais vendidos desde sempre”, revelou.

O festival mantém também uma forte capacidade de atração internacional, com 40% do público proveniente do estrangeiro, sobretudo de mercados como Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, Irlanda, França, Estados Unidos e Holanda. Os restantes 60% correspondem a público nacional, com destaque para o Porto e Lisboa.

“Está garantida a presença de 12 a 13 mil estrangeiros no festival. É um público fiel, que se tem mantido ao longo das últimas edições. Onde continuamos a crescer é sobretudo na captação de público nacional”, acrescentou José Barreiro.

O responsável pelo festival destacou ainda “o orgulho de organizar um evento que contribui para a vitalidade económica e cultural do Porto”, sublinhando que muitos dos visitantes regressam posteriormente à cidade para a descobrir com mais tempo e prolongar a sua estadia enquanto turistas.

Pedro Duarte, Presidente da Câmara Municipal do Porto, sublinhou igualmente o papel do Primavera Sound Porto na afirmação internacional da cidade.

“Este festival tem um contexto de diferenciação enorme, para não dizer único no mundo. Contribui para a projeção da cidade, para o seu cosmopolitismo e para a sua afirmação económica e cultural, em Portugal e no estrangeiro”, afirmou.

Para o autarca, o Porto entra agora numa nova fase de atração turística: “Depois do grande boom do turismo, que ajudou muito a cidade, estamos no momento de encararmos a atratividade do Porto pela qualidade das experiências que oferece a quem nos visita. Este festival, pela satisfação que gera, faz com que as pessoas regressem noutras ocasiões, e esse é um retorno que não é quantificável.”

Primavera na Galeria – 10 de junho
A programação deste ano reúne três projetos de diferentes geografias e universos sonoros, refletindo a diversidade da criação musical contemporânea.

Ela Minus, nome artístico da colombiana Gabriela Jimeno Caldas, é uma das figuras mais singulares da eletrónica atual. A artista apresenta-se a solo, recorrendo a sintetizadores, máquinas de hardware e voz para criar espetáculos imersivos onde a improvisação assume um papel central.

Os Marquise, banda portuense, recuperam a energia do rock alternativo dos anos 90 através de guitarras intensas, melodias marcantes e uma forte identidade própria, afirmando-se como uma das propostas emergentes da cena nacional.

Giovani Cidreira, uma das vozes mais inventivas da música brasileira contemporânea, cruza canção popular, ritmos afro-brasileiros e sonoridades pop e eletrónicas. Em 2026 apresenta “Coração Disparado I” e “Coração Disparado II”, um projeto duplo que aprofunda a dimensão mais íntima e confessional da sua obra.

Com esta iniciativa, o Primavera Sound Porto reafirma o compromisso de aproximar artistas, públicos e cidade, promovendo o acesso à cultura num contexto aberto e inclusivo.