terça-feira, 3 de junho de 2025

Prime Video anuncia a data de estreia da segunda temporada de Gen V



Os fãs que estiveram presentes no painel da Prime Video na CCXP México, do último sábado, foram surpreendidos com uma emocionante primeira apresentação da segunda temporada de Gen V, a série aclamada pela crítica que expande o universo da obra vencedora do Emmy, The Boys, com um tom satírico e arrepiante. Os membros do elenco Jaz Sinclair, Lizze Broadway, London Thor e Derek Luh participaram no painel, onde revelaram que a tão esperada segunda temporada estreia a 17 de setembro na Prime Video Os três primeiros episódios vão estrear em exclusivo na Prime Video em mais de 240 países e territórios em todo o mundo. Os episódios seguintes serão lançados semanalmente até ao explosivo final da temporada a 22 de outubro.

Na segunda temporada, um novo curso entra em vigor. Enquanto o resto da América se ajusta ao punho de ferro de Homelander, na Universidade Godolkin, o misterioso novo diretor promove um plano de estudos que promete tornar os alunos mais poderosos do que nunca. Cate e Sam são celebrados como heróis, enquanto Marie, Jordan e Emma voltam relutantemente para a faculdade, com o peso de meses de trauma e perda. Mas preocupar-se com as festas e as aulas torna-se uma luta difícil com uma guerra entre humanos e super-humanos a iniciar dentro e fora do campus. O grupo descobre a existência de um programa secreto que remonta à fundação da Universidade Godolkin e que pode ter implicações muito maiores do que eles imaginam. E, de alguma forma, Marie faz parte dele.

A segunda temporada é protagonizada por Jaz Sinclair como Marie Moreau, Lizze Broadway como Emma Meyer, Maddie Phillips como Cate Dunlap, London Thor e Derek Luh como Jordan Li, Asa Germann como Sam Riordan e Sean Patrick Thomas como Polarity. Na nova temporada junta-se ainda ao elenco Hamish Linklater como Dean Cipher.



Michele Fazekas é a showrunner e produtora executiva. Eric Kripke, Seth Rogen, Evan Goldberg, James Weaver, Neal H. Moritz, Pavun Shetty, Ken Levin, Jason Netter, Garth Ennis, Darick Robertson, Michaela Starr, Ori Marmur, Thomas Schnauz, Steve Boyum e Brant Englestein são também produtores executivos. Loreli Alanís, Gabriel Garcia e Jessica Chou são produtores co-executivos. A série é produzida pela Sony Pictures Television e Amazon MGM Studios, em associação com a Kripke Enterprises, Point Grey Pictures e Original Film.

“Do Outro Lado do Muro” no Casino Estoril



O Auditório do Casino Estoril estreia, no dia 19 de junho, pelas 21 horas, um curto ciclo de representações da peça “Do Outro Lado do Muro” que conta com o apoio da Associação Salvador. Ricardo Carriço, Rita Ribeiro e Baltasar Marçal protagonizam esta peça que propõe um olhar realista, sensível, por vezes até humorístico, sobre a inclusão de pessoas com deficiência motora.

Com texto e encenação de Tiago Torres da Silva, “Do Outro Lado do Muro” conta a história de Rodrigo, um cantor no auge da carreira, cuja vida muda drasticamente após um inesperado acidente em palco.



Confrontado com uma nova realidade, a da deficiência motora, Rodrigo embarca numa jornada de autodescoberta, revisitando o jovem sonhador que um dia foi. Entre memórias e desafios, a peça revela a transformação humana diante da adversidade, num exercício de reencontro consigo mesmo.



A mãe é o principal alicerce de Rodrigo nesta inesperada caminhada, sendo a sua confidente, cuidadora e amiga, dividida entre a força e a fragilidade.

Faltam quatro dias para o FNAC Live



A contagem decrescente para o FNAC Live começou. O festival regressa aos jardins da Torre de Belém, a 7 de junho, para a sua 13.ª edição com um cartaz diversificado e que representa o melhor da música portuguesa. Ana Moura, Lena D’Água, Dino d’Santiago e Capitão Fausto sobem ao palco principal deste festival totalmente gratuito, pensado para todas as idades e famílias, com o rio Tejo como cenário de fundo. Além dos consagrados artistas, o FNAC Live dá também espaço à nova geração, com o palco Novos Talentos FNAC (NTF) a receber os Samalandra, vencedores dos NTF’24, os Marquise, menção honrosa nos NTF’24, e as bandas Miss Universo e Mars County, que representam o futuro da música nacional.
 
“O FNAC Live é o único festival gratuito em Lisboa a juntar num só dia oito bandas e convida a passar um dia diferente na cidade, num dos locais mais emblemáticos da nossa capital. Pessoas de todas as idades podem juntar-se e desfrutar de concertos imperdíveis num ambiente descontraído", afirma Inês Condeço, diretora de marketing e comunicação da FNAC Portugal. “Estamos muito orgulhosos por organizar mais uma edição deste festival, que materializa a missão da FNAC de democratizar o acesso à cultura e dar oportunidade a novos artistas de terem um palco para mostrar o seu talento", realça.
 
As atuações no festival alternam entre o palco principal e o palco NTF. No palco principal, os concertos iniciam com Ana Moura e o seu estilo único contemporâneo sem fronteiras, que tem conquistado o público nacional e internacional. Segue-se Dino d'Santiago e a sua contagiante mistura de ritmos cabo-verdianos com a música urbana e eletrónica. A programação prossegue com Lena D’Água, que há mais de quatro décadas permanece como figura incontornável no panorama musical português, seguindo-se Capitão Fausto, uma das bandas mais influentes desta nova geração de artistas, conhecidos pela sonoridade indie rock e pop. Para encerrar a noite, os FogoFogo apresentam Rádio Mosquito em formato DJ set, garantindo que a festa se prolonga com uma atuação onde a tradição se cruza com a modernidade, sempre com um espírito de comunhão e alegria, convidando todos a dançar e celebrar o momento.

A atividade no palco NTF arranca às 15h00 com a entrega de prémios do Concurso Novos Talentos FNAC 2025, que será conduzida por Fernando Alvim. A FNAC e a Repsol vão oferecer um total de 60 mil euros, aos quais se juntarão outros prémios oferecidos por marcas parceiras, adaptados às seis áreas a concurso: cinema, escrita, música, fotografia, ilustração e videojogos. O vencedor de cada categoria recebe 5.000€ e cada menção honrosa, duas por categoria, recebe 2.500€.
 
Depois da entrega de prémios do concurso NTF, os concertos neste palco, que têm o propósito de apoiar e promover os talentos emergentes, começam com Samalandra e o seu som experimental de jazztrónica. Seguem-se os Marquise, quarteto nascido no Porto com uma clara influência do rock alternativo dos anos 90. O trio lisboeta Mars County é a terceira banda a subir ao palco NTF com o seu rock psicadélico e, por fim, Miss Universo encerra a programação com os temas do seu disco de estreia "Manifesto do Jovem Moderno".
 
Para complementar a experiência musical, no recinto estará disponível uma diversificada oferta de foodtrucks, desde pokes a comida libanesa, hot dogs, pregos, bifanas, hambúrgueres, pizzas, comida mexicana, açaí e waffles. Para animar o ambiente entre concertos, a animação do relvado ficará a cargo do Chapitô, com as suas intervenções que prometem surpreender os visitantes em vários pontos do festival.
 
À semelhança da edição do ano passado, a Repsol, enquanto patrocinadora oficial, volta a oferecer soluções energéticas para diminuir as emissões de CO2 do evento. Os geradores serão alimentados por combustíveis 100% renováveis e haverá pontos de carregamento de telemóveis alimentados a energia solar.
 
Para aqueles que não conseguirem assistir ao vivo, podem seguir a emissão da Antena 3 ou do V+TVI, que vão acompanhar os vários concertos de forma que todos tirem o melhor proveito deste dia único.
 
O festival conta com a coorganização da Câmara Municipal de Lisboa, que possibilita que um dos espaços mais bonitos da capital se transforme num palco cultural acessível a todos. Tem a Repsol como patrocinadora oficial e conta com os apoios da Caixa Geral de Depósitos, Meo, Dolce Gusto Neo, HP, Disney e Tetley.

O humor de “Hermanoteu na Terra de Godah” no Casino Lisboa



Em noite de humor, a companhia de comédia “Os Melhores do Mundo” protagoniza, no dia 17 de junho, o espectáculo “Hermanoteu na Terra de Godah” no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. Após esgotar o espectáculo das 21 horas foi agendada uma sessão extra para as 23 horas. 

A companhia de comédia “Os Melhores do Mundo” comemora três décadas de carreira, apresentando ao público português o seu espectáculo mais icónico, “Hermanoteu na Terra de Godah”, o qual obteve um sucesso absoluto de bilheteria no Brasil.

Com um elenco “afiado” e um humor irresistível, o espectáculo promete arrancar gargalhadas ao público português nesta tournée especial. Com divertidos apontamentos de humor, a peça destaca um acontecimento histórico quando Hermanoteu e Isaac, nos portões do Egito, anunciam o momento em que Moisés abre o Mar Vermelho.

“Hermanoteu na Terra de Godah” é uma obra de enorme sucesso que já percorreu todo o Brasil, foi apresentada nos Estados Unidos e conquistou, também, os espectadores portugueses. Recorde-se que, o espectáculo esteve em Portugal em diferentes tournées, nomeadamente, em 2008, 2010 e 2012, tendo passando por Lisboa e pelo Porto.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Um ensaio sobre o fenómeno da estupidez



Como reconhecer um estúpido (num mundo cheio deles), de Robert Musil, é uma reflexão brilhante e, sobretudo, provocadora e atual.

O ensaio de Robert Musil analisa a estupidez não como um simples defeito de inteligência, mas como uma falha de sensibilidade, de pensamento ético e de consciência crítica. Como reconhecer um estúpido (num mundo cheio deles), escrito em 1937, em plena ascensão do totalitarismo europeu, é reeditado pela Ideias de Ler, chancela do Grupo Porto Editora.

O livro é uma denúncia lúcida e inquietante da facilidade com que a estupidez se disfarça de bom senso, opinião comum ou até virtude cívica. O autor austríaco Musil — conhecido sobretudo pela sua obra-prima inacabada O Homem Sem Qualidades — desafia o leitor a reconhecer a própria vulnerabilidade ao erro e à ignorância, num gesto que é simultaneamente de humildade e resistência intelectual.

Num tempo em que a desinformação, a superficialidade e o ruído digital ameaçam a clareza do pensamento, este texto revela-se mais pertinente do que nunca.

Como reconhecer um estúpido (num mundo cheio deles) já se encontra à venda nas livrarias.

Sobre o livro

A estupidez é uma força poderosa. Quando devidamente camuflada, acaba por ser aceite coletivamente, contribuindo para a manutenção do statu quo e impedindo a progressão individual e social. Esta é uma das premissas base de Como reconhecer um estúpido (num mundo cheio deles), o breve e provocador ensaio do austríaco Robert Musil, que explora o conceito de estupidez não como mera falta de inteligência, mas como um fenómeno mais amplo e complexo. A estupidez pode manifestar-se de formas subtis e perigosas, especialmente quando dissimulada de conhecimento ou sabedoria, apropriando-se das esferas social e intelectual, com efeitos nefastos. Num tom irónico e ponderado, Musil leva o leitor a questionar as suas próprias convicções e a reconhecer as armadilhas da estupidez e de que forma afetam as vidas de cada um e a sociedade como um todo.

Sobre o Autor

Robert Musil (1880-1942) foi um escritor, filósofo e ensaísta austríaco, considerado um dos maiores nomes da literatura do século XX. Nascido em Klagenfurt, a 6 de novembro de 1880, Musil formou-se em engenharia, mas foi na literatura que encontrou a sua vocação. Ingressou na Universidade de Berlim, onde estudou psicologia, filosofia e matemática, e completou o doutoramento em 1908. Antes de se dedicar à escrita, trabalhou como funcionário público e completou o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial, o que influenciou as suas críticas à sociedade da época. Nos anos seguintes, trabalhou em Viena como escritor e jornalista. Aquando da Anschluss, a invasão nazi da Áustria em 1938, Musil refugiou-se com a mulher judia na Suíça, primeiro em Zurique e depois em Genebra, onde faleceu em 1942, com 61 anos. Embora tenha tido pouco reconhecimento em vida, Robert Musil deixou um legado notável, que reflete sobre as complexidades da condição humana e a incerteza existencial.

Giovana Fagundes estreia-se no Casino Lisboa com “A História que nos Contaram”



Revelação da stand-up comedy brasileira, Giovana Fagundes apresenta, no dia 30 de junho, a partir das 21 horas, “A História que nos Contaram” no Auditório dos Oceanos. A humorista, de 29 anos, natural de Santa Catarina, actua pela primeira vez no Casino Lisboa e promete conquistar o público com um espectáculo reflexivo, provocador e político. 

“A forma como você pensa, como enxerga e julga as coisas à sua volta, as suas crenças, sonhos, o jeito como se relaciona e quem você é foi construído ao longo da vida a partir das várias histórias que lhe contaram. Histórias são versões sobre factos. Todos nós ouvimos as mesmas versões. Mas se você ouve uma outra versão dessas histórias, você pode ter uma outra opinião e até mesmo ser uma pessoa diferente”, explica a humorista.

Em “A História que nos Contaram”, Giovana Fagundes concilia algumas doses de críticas hilariantes com muita ironia e aquela pitada de sarcasmo tão característico da actriz. Tudo isto para além de músicas de comédia, para trazer ao público outras histórias sobre alguns temas como: Descobrimento do Brasil, Racismo, Casamento, Monogamia e Sexo. Engraçado, reflexivo e urgente para a nossa sociedade.

“A História que nos Contaram” é um espectáculo que promete contagiar de humor o público, mas acima de tudo pretende fazer com que cada espectador regresse a casa bem diferente.

Road to Rock in Rio



O Rock in Rio Lisboa inicia o countdown para a sua 11.ª edição, marcada para os dias 20, 21, 27 e 28 de junho de 2026, com o anúncio de Linkin Park como cabeça de cartaz do dia 21 de junho. Após ter reunido, em 2024, mais de 300 mil pessoas no Parque Tejo, o festival confirma agora o primeiro nome do cartaz de 2026. Falta um ano para o Rock in Rio Lisboa 2026 e a contagem decrescente começa agora! Bilhetes à venda a partir de dia 6 de junho, às 9 horas, em tickets.rockinriolisboa.pt (powered by Fever), em feverup.com, lojas Worten e em worten.pt.

Na véspera da sua atuação na Final da Liga dos Campeões - o maior evento de futebol anual do mundo— os Linkin Park anunciam a sua digressão mundial para 2026, que inclui uma paragem muito especial no Rock in Rio Lisboa, a 21 de junho. num regresso muito esperado pelos fãs da banda e do festival!
Mas esta não é a única novidade. A edição de 2026 começa agora, ainda durante o ano de 2025, com o arranque do projeto Road to Rock in Rio — uma jornada de comunicação, nacional e internacional, com experiências e ativações por várias cidades de Portugal e da Europa.

No centro desta jornada está a campanha ALL IN RIO, desenvolvida pela Dentsu Creative, que nesta edição traz para o centro da conversa as pessoas e os seus desejos para um mundo melhor. A campanha gira em torno das icónicas placas do Palco Mundo, que vão circular por diferentes locais, convidando o público a escrever as suas mensagens de união, paz e esperança por um mundo melhor.
Estas mensagens serão depois projetadas no Palco Mundo, durante o festival, tornando visível a força coletiva de quem acredita num mundo mais positivo — e colocando cada pessoa no coração da Cidade do Rock.

O Rock in Rio Lisboa segue com a sua missão de proporcionar experiências inesquecíveis e de contribuir para a afirmação de Lisboa e de Portugal como uma referência global na música, cultura e entretenimento.
Nesse sentido, o festival reforça a sua presença internacional com o objetivo de projetar a imagem de Portugal como um país acolhedor, vibrante, criativo e inspirador, capaz de mobilizar públicos de todo o mundo em torno de experiências com propósito e emoção.

“Estamos muito felizes por anunciar os Linkin Park como o primeiro grande headliner do Rock in Rio Lisboa 2026. A banda tem uma ligação emocional e histórica com o festival — já atuou em várias edições, protagonizou noites inesquecíveis e é uma das bandas mais pedidas pelos nossos fãs. É uma das maiores bandas do mundo, com uma relevância brutal na história da música. Escolherem o Rock in Rio Lisboa para integrar a sua tour mundial neste seu regresso aos palcos reforça a dimensão e o prestígio do nosso festival, que com a edição de 2024 se afirmou como um dos mais relevantes da Europa, além de ser um dos maiores do mundo”, afirma Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio.
“Mais do que um nome de peso no cartaz, este anúncio assinala o arranque de uma jornada estratégica que vai muito além da música. O Rock in Rio Lisboa acontece apenas de dois em dois anos, o que faz dele ainda mais especial e único, e tornou-se um destino inevitável no circuito internacional de grandes eventos — um verdadeiro hub de cultura, sustentabilidade e inovação que projeta Portugal no mundo como um país acolhedor, criativo e altamente inspirador para o mundo que desejamos ver num futuro próximo.”, acrescenta.

Valery Meladze celebra 30 anos de carreira no Casino Estoril



Com uma voz inigualável, Valery Meladze apresenta-se no dia 19 de junho, a partir das 20 horas, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. No âmbito de uma nova digressão que celebra os seus 30 anos de carreira artística e o seu 60º aniversário, o carismático músico georgiano sobe ao palco para revisitar numerosos êxitos.

Valery Meladze é considerado um dos artistas mais brilhantes do meio russófono, sendo seguido por numerosos fãs e admiradores que esgotam, habitualmente, os seus concertos. 

Será num ambiente de alguma nostalgia, que o público poderá recordar os principais sucessos discográficos de Valery Meladze. Cada uma das canções tem uma história e um significado próprio, marcando um determinado momento da sua carreira. 

“How Beautiful You Are Today”, “Sera”, “I Can't Do Without You”, “Attraction No More”, “Foreigner”, “Tequila Love”, “In Defiance” e “Heaven” serão, apenas, alguns dos temas em destaque no Salão Preto e Prata. 

Um concerto especial que constitui uma oportunidade para os espectadores recordarem temas icónicos que conquistaram os corações de milhões de fãs de Valery Meladze. 

Pedro Sáfara e Vitorino celebram lusofonia no Dia de Portugal com single "Tanto Tu"



Pedro Sáfara lança o single “Tanto Tu!”, apresentando, em conjunto com Vitorino, uma divertida reflexão musical sobre o encontro e a fusão das culturas de Portugal e do Brasil, tema particularmente pertinente dada a proximidade da celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Um dos pilares centrais desta canção é a exploração da língua portuguesa nas suas diferentes variantes, capturada de forma poética na frase "Tanto tu tem no você". Esta expressão condensa a complexidade e a beleza da coexistência do "tu" português e do "você" brasileiro, e dos desafios linguísticos "de quem vem para aqui viver, que na língua não se escuta e não se lê". A saudade, sentimento universal das comunidades emigrantes, também encontra eco na canção, como na referência "Da Elis com saudades da Amália".

Como refere Vitorino “Para quem, como eu, nasceu no Alentejo e já teve a ousadia de sambar no Rio de Janeiro, desfilando na Escola de Samba da Mangueira, “Tanto tu” é uma canção com sabor a tinto e a maracujá.

O Pedro Sáfara, que tem um coração do tamanho da língua portuguesa, teve também o romantismo suficiente para me desafiar a cantar com ele esta canção que é, no fundo, uma gramática lusófona da emoção e uma ponte invisível que une as nossas afinidades. Há verbos que só existem no tempo da saudade e pronomes que se encostam uns aos outros como se tivessem dormido juntos. O “Tu” é tão íntimo que parece que vive connosco e o “Tanto” vem em exagero, como tudo o que vale a pena. É uma espécie de fado-samba cantado a meias num português suave a dois corações e dois sotaques.“ conclui. 

A colaboração entre Pedro Sáfara e Vitorino sublinha essa união, trazendo as sonoridades e sensibilidades de ambos os lados do Atlântico para uma celebração musical da lusofonia. O lançamento de “Tanto Tu” é acompanhado pela edição física de Florilégio, o seu disco de estreia.

Esta é uma decisão que reafirma o compromisso de Pedro Sáfara com a valorização do trabalho musical como objeto artístico com identidade visual e material próprias que não se perca na fugacidade dos consumos digitais.

Assim, contrariando a lógica dominante do imediato e do streaming, a edição digital de Florilégio, fica agendada para o dia 3 de outubro sendo, até lá, lançados vários singles nas plataformas digitais. Nas palavras de Pedro Sáfara “Neste caminho proponho uma travessia entre o analógico e o digital, refletindo a minha intenção de sensibilizar para a importância da edição tradicional cada vez mais abandonada.”

Compositor em permanente atividade, selecionou 12 canções originais, das muitas que compôs, para este disco Florilégio, com edição pela Jugular Edições (editora de Inês Vaz, Vitorino ou Janita Salomé).

De estrutura assumidamente simples e com recurso apenas ao seu violão e ao piano de Sérgio Costa, Pedro Sáfara apresenta no disco temas de uma biografia comuns a todos numa proposta musical de elevada qualidade de composição e poética de grande proximidade que nos é trazida pelo timbre suave com que Pedro Sáfara as interpreta. 

Diogo Cabrita, autor e melómano, escreveu após a audição de Florilégio: "Pedro Sáfara surge com uma persona musical dissonante, que cria uma sensação de instabilidade originada em notas que, aparentemente, não se encaixam harmoniosamente, produzindo tensão. A ideia dos acordes mais usados no balanço harmónico da bossa nova transporta para a mão do tocador uma gestualidade complexa. É uma aranha no braço dos travessões.

Pedro Sáfara é um poeta que se encontra com um músico, coincidentemente com o mesmo nome. Juntos desenrolam um discurso íntimo, por linhas inesperadas procurando uma entidade para o amor, tentando descrever a poesia dos beijos que dois corpos escrevem entre os lençóis. É nesta temática que se procura o convívio com libertação, com uma liberdade que se pratica nas malhas e grades do encontro. Afinal, o amor merece ser vivido, apesar do que ele amarra. O amor dói e soçobra na complexidade da paixão. 

Pedro Sáfara é uma descoberta única, com grande originalidade, que brota destas contradições discursivas, cozinhada nestes ingredientes compostos entre tons e letras que fogem da simplicidade, apesar do tema banal das relações. “Nós que nos amamos às metades”.

Letras sem infinitivos, letras sem a obrigação do nexo, uma partitura de onde emerge a diversidade sonora das 7as e 9as diminutas. Ouvir isto num carro, onde se conduz sozinho, é uma conversa poderosa sobre os encontros.” explica o autor e melómano.

Toquinho e Camilla Faustino conquistaram o público no Casino Lisboa



Referência da música popular brasileira, Toquinho estreou-se no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. O experiente cantor, compositor e violonista convidou Camilla Faustino a subir ao palco para o acompanhar numa viagem intimista pelos principais êxitos registados ao longo de 60 anos de carreira.

Com o seu inseparável violão, Toquinho abriu o concerto com os temas “Apelo”, “Corcovado”, “Garota de Ipanema”, “Samba de Orly”, “Valsas”, Samba pra Vinicius”, “Tarde pra Itapuã” e “Asa Branca”.



Convidada especial, Camilla Faustino deu cor e beleza ao espectáculo com o seu imenso talento e musicalidade reflectida numa voz inigualável. Camilla Faustino interpretou a canção “Coração de Mulher”, seguindo-se outras composições como “Você Abusou”, “Chega de Saudade”, “Contrapontos”, “O Que Será”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Por falar em Saudade”, “Berimbau” e “Aquarela”. 



Muito aplaudidos, Toquinho e Camilla Faustino regressaram, ainda, ao palco para se despedirem do público, encerrando o concerto com três composições “Tristeza”, “Felicidade” e “Tonga”.