segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Inverbo o novo álbum de Pedro Abrunhosa



Depois de mais de cinco anos sem editar um disco de estúdio, Pedro Abrunhosa regressa com Inverbo, o seu novo álbum de originais, já disponível em todas as plataformas digitais e em edição física em CD e LP.

Inverbo revela o outro lado, o avesso das canções. Um disco construído sem pressa onde a palavra assume um lugar central e cada tema se desenvolve a partir de uma contenção poética que atravessa todo o álbum. Composto por 11 canções, este trabalho afirma-se como um novo marco na profundidade e maturidade da escrita de um dos maiores compositores da música portuguesa.

Para acompanhar o lançamento de Inverbo, é também divulgado o video oficial do tema "Leva-me P'ra Casa", uma das canções mais fortes do álbum, reforçando o lado visual e emocional que envolve este novo capítulo da obra de Pedro Abrunhosa.



O nascimento do universo de Inverbo desperta uma série de questões sobre atualidade, cultura e o mundo digital que deram mote a uma conversa única entre Pedro Abrunhosa, o cardeal Tolentino Mendonça e Maria João Pires.

É através da palavra e sobre ela própria que se desenrola uma discussão, também ela sem pressa, entre três dos maiores intervenientes da cultura portuguesa. No labiríntico ‘mundo novo’ em des-construção é no silêncio e na reflexão que se gera o refúgio necessário para o nascimento da arte e para a propagação dos valores que verdadeiramente importam.

A conversa à porta fechada, ocorreu na passada quarta-feira dia 14 de Janeiro na Biblioteca do Vaticano e será disponibilizada brevemente em formato digital, intitulando-se “Elogio do Silêncio”.

Inverbo será apresentado ao vivo pela primeira vez em três datas na Super Bock Arena, no Porto, nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, duas das quais já esgotadas, seguindo-se um grande concerto na MEO Arena, em Lisboa, no dia 31 de janeiro.

Sobre o disco, Pedro Abrunhosa refere: “É no poema que residem intimidade e mistério da canção. E, pelo que infiro da minha própria experiência, é pela palavra que a canção se enraíza e perdura no inconsistente de tantos. Neste disco, creio, não vive mais do que a simplicidade contida em histórias de rendição e ausência. Mas toda a simplicidade tem raiz profunda. Só para a ‘máquina’ o simples significa o expectável probabilístico. Ao contrário, acredito que a Poesia seja a capacidade inelutável da humanidade para conversar com os deuses.”