Um romance que não é ficção, assim é Portofino Blues, de Valerio Aiolli. Uma história real tratada por um ficcionista, que se lê como uma história de true crime, de altíssimo suspense, mostrando a dolce vita da sociedade italiana navegando num mar de dinheiro, sexo, glamour, política, grande indústria e a beleza da Riviera italiana. O romance – que integrou a primeira seleção do Prémio Strega – chega a Portugal a 16 de julho, com tradução de José Lobo Antunes.
A condessa Francesca Vacca Agusta, figura da alta sociedade, desapareceu do jardim da sua luxuosa Villa Altachiara, em Portofino. Foi a 8 de janeiro de 2001 que começou a investigação criminal que, durante meses e anos, ocuparia jornais e programas televisivos. Cerca de vinte dias depois do desaparecimento, o corpo de Francesca foi encontrado no mar, a poucos metros de uma baía na Riviera Francesa, mas o mistério continuava sem resolução.
Como e por que razão a condessa caiu do penhasco? Quem estava com ela nessa noite? Alguém a empurrou ou foi um acidente mortal? Em Portofino Blues, Valerio Aiolli reconstrói, como num puzzle, esta história intrincada e nunca totalmente explicada de amor e desilusão, drogas e heranças milionárias, iates de sonho e exorbitantes quantias de dinheiro, que se estende pela Ligúria e Lombardia, Suíça e Tunísia, Miami e Acapulco. O mistério permanece em redor dessa estrela enigmática cuja ascensão para a fama através do casamento se revela numa vida de excesso e na sua morte misteriosa. Uma grande história verdadeira que se lê como um filme.
Sobre o Autor
Valerio Aiolli nasceu em 1961 em Florença, onde vive. O seu primeiro romance, Io e Mio Fratello (1999) ganhou o Prémio Fiesole e foi nomeado para o Prémio Strega, assim como Nero Ananas (de 2019). Publicou, ao todo, sete romances, o último dos quais Radio Magia, tendo obtido com alguns deles vários prémios literários. Portofino Blues, semi-finalista do Prémio Strega 2026, é o seu livro de estreia em Portugal.
