Embora os seres humanos apresentem uma enorme similaridade com outras espécies animais do planeta, destacam-se por uma extraordinária singularidade naquilo que são e naquilo que fazem. No livro Estranhamente Humanos, Paulo Gama Mota, professor de evolução, biologia do comportamento e antropologia evolutiva, reflete sobre este «primata sofisticado e complexo […] capaz de se interrogar e interrogar o mundo».
Porque somos tão faladores? O que é a beleza? Porque envelhecemos? Como nos lembramos das coisas? Porque gostamos de sexo? Somos mesmo muito cooperativos? E isso decorre da ética? Embora à primeira vista não pareça, estas questões podem ser analisadas e explicadas à luz dos conhecimentos da biologia moderna e da evolução. É isso que o autor faz nos nove capítulos desta obra.
O resultado? Um texto que cruza biologia, história e cultura e que nos intriga a cada resposta. Por exemplo, sabia que somos inteligentes e «faladores» porque somos bípedes? Explica o autor que «a libertação dos membros anteriores possibilitou a evolução de uma mão com notável destreza, capaz de movimentos muito precisos e de talvez tudo o que lhe seguiu. Há várias teorias que ligam precisamente a evolução dessa mão à do cérebero e mesmo da linguagem.»
Um livro essencial para compreender o que é isto de se ser humano, Estranhamente Humanos – Histórias de Evolução, Biologia e Cultura, estará disponível na rede livreira nacional no dia 15 de outubro.
Sobre o Autor
Paulo Gama Mota, biólogo, professor da Universidade de Coimbra, onde leciona matérias de evolução, biologia do comportamento e antropologia evolutiva, investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, presidente da Sociedade Portuguesa de Etologia entre 2013 e 2023, publicou muitas dezenas de artigos científicos e vários livros de investigação e orientou dezenas de teses de Doutoramento e de Mestrado. Manteve sempre um grande interesse pela divulgação científica, tendo presidido ao Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, ao Museu Nacional da Ciência e da Técnica e ao muito premiado Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, de cujo projeto foi responsável e diretor, da sua abertura, em 2006, até 2015.
