terça-feira, 5 de maio de 2026

Nunca Me Deixes - Edição especial com edges



Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para lá dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?

Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de trinta e um anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz e sobre o futuro que lhes está destinado.

Em Nunca Me Deixes, Kazuo Ishiguro conta-nos uma extraordinária história de amor, perda e verdades escondidas, num romance profundamente comovente que explora a fragilidade da vida humana.

Sobre o Autor

Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasáqui, no Japão, em 1954, e vive na Grã-Bretanha desde os cinco anos. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2017 e a sua obra está traduzida em mais de quarenta línguas. Entre as outras distinções que reconhecem o seu mérito literário contam-se o grau de Oficial da Ordem do Império Britânico e a condecoração francesa como Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras. A sua obra é editada em Portugal pela Gradiva.

Noite de humor com Carlos Vidal no Auditório do Casino Estoril



Carlos Vidal apresenta-se, no dia 10 de julho, pelas 22 horas, no Auditório do Casino Estoril. O jovem humorista sobe ao palco para protagonizar um espectáculo verdadeiramente hilariante. 

Naquela que será uma das últimas apresentações do seu mais recente solo de stand-up comedy, Carlos Vidal disseca a normalidade e exalta o absurdo do lado clínico e humano, que todo o médico também é.

Carlos Vidal, natural de Albergaria-a-Velha, é médico, humorista e músico, tudo baralhado e sem uma ordem específica. Venceu a rubrica "Speed Battle" do programa “5 Para a Meia-Noite” da RTP1 e organiza o "Risorius - Festival de Humor e Arte de Albergaria-a-Velha". 

Foi orador convidado na TEDx Youth Aveiro, com uma talk intitulada “Bolsa de Valores”, na qual abordou temas sensíveis, sempre com uma seriedade mascarada. Actuou um pouco por todo o país, inclusivamente no palco Comédia do NOS Alive, e a sua tese de Mestrado em Medicina fala sobre os "Benefícios Terapêuticos do Humor". 

Exposição "Observar a Matéria, Criar um Mundo” de ZHANG LI



Na galeria Beltrão Coelho já passaram diversos projetos artisticos internacionais, a maior parte deles ligados a causas sociais ou a ações promocionais visando a aproximação entre culturas com raízes históricas comuns. Na exposição que inaugura a 7 de maio, pelas 18:00h,  que recebeu o título de "Observar a Matéria,  Criar um Mundo”, procurou-se, essencialmente,  aproximar culturas muito diferentes na forma de se expressar artisticamente, mas cujo cruzamento cultural já é antigo e ocorreu há mais de 500 anos . Assim, surgiu o convite para a artista chinesa Zhang Li apresentar o seu trabalho no espaço expositivo da Galeria Beltrão Coelho, um projeto de responsabilidade social.

A artista estará representada pela sua assistente Yanyan Gao.

Sobre a Artista

Zhang Li, nascida na China em 1989, é uma artista que explora a pintura tradicional chinesa de forma inovadora. Domina as duas técnicas clássicas do gongbi (pincel fino) e do xieyi (estilo livre e expressivo), e destaca-se na sua fusão com sistemas cromáticos modernos, criando uma linguagem artística de carácter distintamente pessoal.

Sobre a exposição "Observar a Matéria, Criar um Mundo”

Esta exposição apresenta três dimensões da prática artística de Zhang Li, que, em conjunto, formam um panorama completo para compreender a essência da pintura chinesa.

Pintura Gongbi (Pincel Trabalhado)
A pintura Gongbi representa a tradição do “pincel trabalhado” da pintura chinesa, com origem nas dinastias Tang e Song, e atingindo o seu apogeu na dinastia Song. O pintor atua como um fotógrafo do mundo natural, delineando com pincéis extremamente finos sobre papel Xuan amadurecido ou seda, para depois aplicar camadas de cor através do meticuloso processo de “três aplicações de alúmen e nove camadas de cor”, perseguindo um realismo e refinamento extremos. A sua beleza reside no impacto do detalhe na poesia serena, exigindo uma observação próxima para saborear a subtileza dos traços e das gradações de cor. A série Gongbi desta exposição, empregando técnicas como Mogu e zhuangfen, revive esta elegância e rigor clássicos num contexto contemporâneo.

Parte II: Pintura Xieyi (Estilo Livre/Expressivo)
A pintura Xieyi representa a tradição do “pincel do coração” da pintura chinesa, germinando durante as dinastias Song e Yuan, e florescendo amplamente nas dinastias Ming e Qing. É criada sobre papel Xuan cru, altamente absorvente, aproveitando a fusão natural da tinta-da-china. Apenas com as cinco tonalidades do preto (“a tinta divide-se em cinco cores”) —espessura, leveza, secura, humidade e negrume —pode representar um mundo infinito. Não procura a semelhança formal, mas sim o espírito e o carácter (Shenyun), criando o fluxo do “Qi” (energia vital) e um espaço de imaginação ilimitado através de pinceladas concisas vastas áreas deixadas em branco. Apreciar a pintura Xieyiexige um passo atrás, para sentir a sua energia vital global, o ritmo da tinta e do pincele o eloquente silêncio dos espaços vazios.

Parte III: Pintura Inovadora
Estas obras representam o diálogo da artista com a tradição. Zhang Li, mantendo-se fiel à origem da tinta e do pincel, integra ousadamente uma linguagem visual contemporânea, como a combinação de pigmentos tradicionais com esquemas cromáticos modernos (ex: paleta Morandi), ou a procura de novas interpretações na composição e nos temas. Não se trata de uma rutura, mas de permitir que uma forma de arte antiga continue a respirar e a crescer no presente, demonstrando vitalidade perene da pintura chinesa e o seu potencial transcultural.

Mais do que uma jornada visual, esta exposição é uma ponte, convidando o público a vislumbrar, através de três linguagens artísticas distintas, o espírito de observação “investigar as coisas para adquirir conhecimento “e a estética vital de “energia vital e dinamismo rítmico “da filosofia chinesa.

A exposição estará patente até dia 11 de junho, em dias úteis. Entrada Livre.

Gongada Drag anuncia mais duas noites em Lisboa



A Gongada Drag, espétaculo de humor irreverente interpretado por algumas das maiores figuras drag da atualidade, anuncia mais duas noites em Lisboa: 13 e 14 de Julho. Estas juntam-se assim às datas já anunciadas, 15 e 16 de Julho no Teatro Variedades, em Lisboa, e 17 de Julho no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

O formato invoador é idealizado pelo ator e apresentador Bruno Motta, pioneiro da comédia stand up no Brasil e um dos criadores de programas de humor históricos no país como "Furo MTV” e muito conhecido por apresentar o espectáculo de improviso dos Barbixas, “Improvável”. "Gongada Drag" reúne as maiores drags e comediantes que são destaque em reality shows, nos palcos e nas redes sociais. Em cada apresentação um novo elenco, ou seja, um show inteiramente diferente e inesperado.

A "gongada" que dá nome ao show faz referência à comédia "roast", quando os artistas gozam uns aos outros em tom de humor, irreverência e brincadeira, num ambiente de celebração e humor. 

A Gongada Drag reúne artistas da cena LGBTQIAPN+, entre comediantes e performers drag, num formato dinâmico e imprevisível. Cada participante sobe ao palco com intervenções curtas e intensas, onde o humor, o improviso e a interação com o elenco e o público assumem protagonismo.
O espetáculo já “gongou” (ou homenageou) várias personalidades, entre elas Nany People, Pepita, Rita von Hunty, Suzy Brasil, Índio Behn, entre outres.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

21 lições de filosofia para viver uma vida quase boa



O que significa viver bem num tempo de pressa, ruido e distração? O filósofo e professor David Erlich convida-nos a regressar à pergunta central da filosofia: como viver? De Sócrates a Montaigne, de Platão a Descartes, de Aristóteles a Nietzche, de Epicuro a Witthenstein, este livro mostra que a filosofia pode ser muito proveitosa para nos dar conselhos acerca de temas que preocupam qualquer pessoa, como o luto, o amor, a amizade, o cansaço, a solidão, o ócio, a rotina e o sentido da vida.

21 lições de filosofia para viver uma vida quase boa não promete uma vida perfeita, nem soluções milagrosas, mas, sim, uma reflexão acessível e bem-humorada sobre quem somos e como podemos viver com mais lucidez e mais humanidade.

Sobre o Autor

Nascido em Lisboa no bicentenário da Revolução Francesa, David Erlich é um dos intelectuais de Moscavide com maior projeção. Professor de Filosofia no ensino secundário, mestre em Filosofia e mestre em Ensino de Filosofia com referência no Quadro de Mérito da NOVA FCSH, em que cursou o ano curricular do doutoramento, obtendo o diploma em Estudos Avançados. Publicou artigos e foi orador em conferências em Portugal, na Polónia e nos Países Baixos. Tem sido convidado a dialogar sobre Filosofia e Educação em vários programas radiofónicos e televisivos, podcasts e palestras, entre as quais duas TEDx. Poeta com três livros publicados e diversas distinções literárias, é coautor, com a jornalista Ana Sofia Freitas, do Isto Dá Que Pensar, podcast da Antena 1, na qual integra também o programa de rádio O Movimento das Coisas. Já trabalhou como laterninha, operador de call center, paquete e monitor de campos de férias. Em 2024, a Planeta de Livros publicou A Bebedeira de Kant.

Tem espaço para si na sua agenda?



Depois do grande sucesso de Terapia para Levar, Ana Pérez, autora com mais de 300 mil leitores em todo o mundo e criadora da página de sabedoria emocional, Nacídramática, apresenta agora Tempo para Viver, um guia que nos incita a pegar nas rédeas do nosso tempo e aproveitá-lo de maneira consciente, saudável e sem pressões.

Com a prevalência crescente de casos de burnout, este é um tema que urge ser abordado: afinal de que serve trabalhar horas a fio, abdicando do descanso e do lazer, se não vamos ter saúde para usufruir do que conquistámos? Ana Pérez é perentória: «Se, a partir de agora, ouvires alguém a dizer que o tempo é dinheiro, não acredites cegamente: o tempo, por si só, não vale nada. O que importa é o que fazemos com ele.»

Mas como otimizar o nosso tempo sem fugir às responsabilidades? No livro, são-nos dadas 100 ferramentas práticas que respondem a este anseio, entre elas o poder dos micro-hábitos, a utilidade de fazer planos, a importância de estabelecer metas realistas e o trunfo de saber maximizar a concentração e evitar distrações. São ainda abordados temas como a procrastinação e o tempo excessivo de scroll no telemóvel, assim como a importância de encontrar momentos para fazer aquilo que realmente amamos e truques diários que podemos usar para os descortinar.

Segundo a autora, o livro «tem um último capítulo superbonito, que as pessoas adoram, e que te fará refletir sobre o tempo: como foi o teu passado, como é o teu presente e como queres que seja o teu futuro. É o desfecho perfeito para este livro».

Um guia essencial para quem sente que o tempo lhe escapa por entre os dedos, Tempo para Viver, chega à rede livreira nacional no dia 7 de maio, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de André C. Fernandes.

Sobre a Autora

Ana Pérez é apaixonada por Psicologia e design gráfico. Com @nacidramatica, partilha, nas redes sociais, pequenas pérolas de sabedoria emocional com milhares de seguidores. É autora do bestseller internacional Terapia para Levar. 

Um tratado de riso e geografia



«Seja como for, lá vamos todos para a posteridade.» É a genialidade destas palavras de uma das oito narrativas que compõem as Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco, que motiva a confidência de Francisco José Viegas, editor da Quetzal, no Prefácio à edição que agora integra a nova série A Biblioteca de Alexandria: «Depois de um fragmento de bucolismo e literatura turística, Camilo não resiste a aniquilar o sentimentalismo. É o meu herói. Hoje, atiraria pedras aos literatos – e sem receio de ferir suscetibilidades.»

Considerado um dos melhores escritores nacionais do seu tempo, a astúcia na escrita de Camilo Castelo Branco, que homenageia a província em Novelas do Minho enquanto zomba delas, recolhe os mais largados elogios do prefaciador. «Camilo não é só o derradeiro romântico e o arquiteto de desenlaces comoventes para os espíritos da época; mais do que um ironista sublime, ele conhece bem os sinónimos de sarcasmo, que vão da leve ironia aos abismos da injúria.» E acrescenta: «Tudo ri, nestas Novelas. Camilo sabia porquê; o país, que ele amava nas suas sublimes imperfeições, dava-lhe vontade de rir.»

Publicadas entre 1875 e 1877, em doze volumes, as oito novelas – aqui reunidas na íntegra, o que é raro acontecer – mostram Camilo no seu melhor: são surpreendentes, cómicas, românticas, cheias de paixão e história, e levam-nos à beira da apoplexia e do riso, da comoção e da comédia. Prodígios da nossa língua e uma amostra do génio de Camilo. Nelas, Camilo mostra que a virtude fere como um pecado e que o género humano é como é: vingativo, apaixonado, cruel quando pode, generoso, hipocondríaco, sardónico, fiel no amor, desleal ou acometido de inveja. Camilo no seu melhor, como sempre. De volta às livrarias a 7 de maio.

Sobre o Autor

Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa, na Rua da Rosa, ao Bairro Alto, em 1825. Passou o resto da vida no Norte, entre Trás-os-Montes, o Porto e o Minho — onde se suicidou em 1890, na sua casa de São Miguel de Seide, Famalicão. O romance adúltero com Ana Plácido marcou toda a sua biografia e levou-o ao cárcere, onde escreveu a sua obra mais conhecida, Amor de Perdição. Livros como A Brasileira de Prazins, O Romance dum Homem Rico, O Retrato de Ricardina, Vinte Horas de Liteira, A Queda dum Anjo, A Filha do Regicida, ou Coração, Cabeça e Estômago pertencem a uma bibliografia extensa e em vários géneros. O mais copioso dos nossos romancistas pode ler-se de trás para diante e vice-versa, consoante o ritmo cardíaco do leitor — ele sabe que ninguém se salva totalmente e que todos somos feitos para o barro maleável da literatura. 

Portugal cria o maior arquivo digital 3D do seu património histórico



O Património Cultural, I.P. anunciou a conclusão, no passado dia 31 de março de 2026, da produção das visitas virtuais previstas na Submedida “Visitas Virtuais em 65 Museus sob gestão da DGPC e das DRCs”, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Esta meta foi não só integralmente cumprida, como superada, tendo sido concretizadas 67 visitas virtuais.

Esta iniciativa constitui uma das mais relevantes ações de transição digital no setor da Cultura, permitindo o acesso remoto a museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos, através de experiências digitais imersivas que ampliam e enriquecem a fruição do património cultural.

Desde o arranque do projeto, em abril de 2024, foram ainda realizadas mais de 60.000 digitalizações 2D e 3D de bens culturais móveis e produzidos 13 filmes documentários, reforçando o acesso universal ao património e promovendo novas formas de conhecimento, investigação e educação.

“A concretização e superação desta meta representa um passo decisivo na democratização do acesso ao património cultural. As visitas virtuais permitem chegar a novos públicos, ultrapassar barreiras físicas e valorizar os equipamentos culturais através das tecnologias digitais,” afirma João Soalheiro, Presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural, I.P.

Com um investimento superior a 11 milhões de euros, o projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360® abrange atualmente um conjunto alargado de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos em todo o território continental, envolvendo mais de 20 entidades parceiras, entre organismos públicos, autarquias, fundações e arquivos, contando ainda com a RTP como media partner.

Entre os espaços já disponíveis para exploração digital destacam-se:

  • Mosteiro da Batalha — acesso a detalhes arquitetónicos únicos, incluindo as abóbadas das Capelas Imperfeitas e o rendilhado manuelino;
  • Sé de Évora — visita integral ao maior templo medieval do país, incluindo claustro e terraço, com elevado nível de detalhe;
  • Museu Nacional da Música — nova visita virtual que acompanha a recente reinstalação do museu em Mafra, permitindo explorar os seus espaços e conteúdos em ambiente digital.

Todos os conteúdos produzidos — incluindo visitas virtuais, modelos digitais e filmes documentais — estão acessíveis gratuitamente ao público em: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt

The Lemon Twigs apresentam Look For Your Mind! em Portugal



Sem dúvida, os irmãos Michael e Brian D’Addario nasceram demasiado tarde. Por isso, desde que se tornaram oficialmente The Lemon Twigs, atrasam o calendário à vontade e vestem-se, tocam e vivem como se pertencessem àquela idade dourada do rock que mais ou menos poderíamos situar entre 1965 e 1972. Um exercício magistral de retromania que gera uma fascinante miragem: efetivamente, parece que andaram de braço dado com os Stones, Simon & Garfunkel, Elton John, Nilsson, James Taylor, Bowie, Big Star ou um Todd Rundgren com quem, de resto, já colaboraram, embora a sua música também se dê bem com contemporâneos como Whitney, Foxygen, MGMT ou Weyes Blood.

Os The Lemon Twigs renovam agora o seu compromisso inabalável com a nostalgia, com Look For Your Mind!, o seu sexto disco, um novo achado vintage para adicionar à sua coleção. Após a estreia a solo de Brian no ano passado, os irmãos D’Addario voltam a unir forças em torno de um trabalho autoproduzido e gravado no seu próprio estúdio em Nova Iorque. Além disso, durante o processo de gravação deste disco, juntaram-se ao núcleo do grupo dois músicos que também os acompanharão ao vivo: Reza Matin na bateria e Danny Ayala no baixo.

Apresentarão Look For Your Mind! dia 20 de outubro no Porto (Hard Club) e dia 21 de outubro em Lisboa (LAV).

Patti Smith distinguida com Prémio Princesa das Astúrias para as Artes



Patti Smith, artista musical e escritora norte-americana, foi distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes de 2026. O anúncio, feito esta quarta-feira pela Fundação Princesa das Astúrias, em Espanha, chega cinco dias depois de o livro mais recente da autora, Pão de Anjos, publicado com chancela da Quetzal, ter ficado disponível nas livrarias portuguesas. Com tradução de João Pedro Vala, este livro autobiográfico, em que Patti Smith partilha as suas memórias mais antigas e íntimas, complementa Apenas Miúdos, dedicado aos anos que viveu com Robert Mapplethorpe.

«Tendo-se tornado um ícone cultural ao longo das últimas cinco décadas, a carreira de Patti Smith, segundo especialistas, ultrapassou os limites estritamente musicais para se afirmar como uma comunicadora multidisciplinar e iconoclasta através de diferentes formas de expressão artística», da poesia à fotografia, destaca o júri. «Dotada de um carisma extraordinário, Smith tem também estado empenhada em diversas causas políticas e sociais, sendo considerada um ícone do ativismo e da luta pelos direitos civis», acrescenta, segundo um comunicado divulgado pela Fundação Princesa das Astúrias.

O júri afirma também que Patti Smith transmite uma «visão poética da vida» nos livros que escreve e destaca a «atitude inconformista e transgressora» da autora, que é «exemplo para muitas artistas» e continua a «inspirar as novas gerações». Uma das figuras mais icónicas do rock e da poesia contemporânea, Patti Smith publicou com a Quetzal Editores, em Portugal, até ao momento cinco livros: Apenas Miúdos, M Train, Devoção, O Ano do Macaco e Pão de Anjos.

A atriz norte-americana Meryl Streep (2023), o realizador Martin Scorsese (2018), o arquiteto Norman Foster (2009) e o músico Bob Dylan (2007) são algumas das personalidades que receberam o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes em anos anteriores.