quarta-feira, 15 de julho de 2026

Quetzal publica edição de «Os Maias»para leitores do século XXI



«A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de São Francisco de Paula, e em todo o Bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente o Ramalhete.» Este é o parágrafo inicial da obra-prima de Eça de Queirós, de leitura obrigatória. Mas a leitura completa de Os Maias pode ser um desafio para quem se depara com as suas páginas pela primeira vez. Nem todos os leitores conseguem identificar facilmente as referências de um escritor culto do final do século XIX.

É a pensar nisso que a Quetzal apresenta uma edição de Os Maias preparada para os leitores do século XXI. Sem alterar ou simplificar o texto – mas apresentando, ao longo do livro, uma lista de códigos QR em notas de página que ajudam a decifrar essas referências: geografia, toponímia, política de época, nomes e tudo o que pode não estar ao alcance do leitor mais jovem ou do «leitor comum». Trata-se de um instrumento fundamental para leitura e compreensão na íntegra do romance de Eça de Queirós, ajudando a decifrar lugares, datas e figuras históricas. Não se pode ler um grande romance sem querer saber tudo sobre ele.

O mais canónico dos nossos romances traça um retrato implacável de um tempo que, com esta nova edição, fica mais percetível ao leitor do século XXI. Onde é que Carlos da Maia viu Eduarda pela primeira vez? O que era um dogcart e para que servia um fumoir? Quem eram Guizot ou Gambetta? Onde ficavam o Aterro, o Jockey Club ou o Hotel Bragança? O que eram bambinelas?, e cretone?, e repes?, e talagarça? E o rapé? Com uma seleção de links recolhida por André Canhoto Costa, historiador e autor da Quetzal, esta edição aproxima os leitores do grande romance do século XIX. À distância de um clique. Ou de vários. Chique a valer!

Nas livrarias a 16 de julho.

Sobre o Autor

Filho de um magistrado, juiz e par do Reino, José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim em 1845. Depois de estudos preparatórios no Porto, cursou Direito em Coimbra – tendo vivido em Lisboa e, após um período dedicado ao jornalismo (em Évora) e à pequena advocacia, entrou na administração pública. Seguiu a carreira diplomática e viveu em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. A sua obra maior é o romance Os Maias, publicado em dois volumes em 1888, na sequência de títulos como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878) ou A Relíquia (1887). Grande parte da sua obra (como A Cidade e as Serras, A Capital e A Tragédia da Rua das Flores) foi publicada depois da sua morte, a 16 de agosto de 1900, em Neuilly-sur-Seine, arredores de Paris.