quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Novos hobbies para aprender no Museu do Oriente

O início do ano é a altura ideal para aprender um novo hobby. Em Janeiro, o Museu do Oriente sugere um conjunto de workshops, presenciais e online, dedicados às tradições japonesas do temari, sashiko, método konmari e ikebana.

No sábado, dia 9, desafia-se à construção de temari, ou bolas de mão japonesas, num workshop presencial que se realiza ao longo da manhã. Com uma história ancestral, estas bolas de mão japonesas começaram por ser confecionadas com um propósito muito especial: brincadeiras de crianças. Ao longo dos tempos foram assumindo outros fins e significados, mas são, ainda hoje, uma oferta de considerável importância no Japão, prova de grande amizade ou de amor maternal.

Uma arte japonesa para bordar tecidos, ou sashiko, é a sugestão para a manhã de dia 20 de Janeiro. Esta sessão é dedicada à sua forma mais simples, usada tradicionalmente para coser tecidos sobrepostos, como forma de reforçar as peças de roupa contra as intempéries. Para quem quiser aprofundar esta técnica, no dia 29 realiza-se um workshop de sashiko circular, perfeita para quem pretende renovar o guarda-roupa de forma original.

No sábado, 23 de Janeiro, o workshop online “Organização no trabalho: uma carreira de sucesso com o método konmari” ensina a criar um espaço de trabalho harmonioso, organizado e feliz, essencial para quem se encontra em teletrabalho. Este fenómeno mundial de olhar para a casa como uma influência directa da harmonia em todas as áreas da nossa vida, foi criado pela guru japonesa Marie Kondo e conquista adeptos todos os dias. Aprender a viver apenas rodeado de coisas, pessoas e rotinas que nos trazem alegria é o desafio para vivermos uma vida realmente feliz e completa.

Na última semana do mês, dia 26, realiza-se um workshop presencial de Ikebana, a arte japonesa de arranjo floral. Na sua origem, o ikebana era uma espécie de ritual de oferenda feito nos templos budistas do Japão, durante o século VI. Em contraste com os arranjos florais nos países ocidentais, o arranjo floral japonês cria uma harmonia de construção entre linhas, ritmo e cor, em que a simplicidade é altamente valorizada, bem como a existência do vazio (espaço não preenchido). O objectivo deste workshop é que, a partir de elementos naturais, como flores, ramos e plantas, os participantes sejam capazes de criar uma harmonia de formas e linhas no espaço.

Estas são apenas algumas das sugestões do Museu do Oriente para este mês. Mais informações em museudooriente.pt.

Jamie Cullum quebra recorde mundial do Guinness



Depois de lançar o novo álbum “The Pianoman at Christmas”, o músico e multi-instrumentista Jamie Cullum, que já vendeu vários discos de platina, continuou a ajudar a levantar os ânimos nesta época natalícia ao quebrar o Recorde Mundial do Guinness para a maior aula de música já realizada. Jamie foi o anfitrião da aula de música virtual, tendo ensinado 2282 pessoas a tocar a canção "In The Bleak Midwinter", atingindo 1500 espectadores. A aula contou com a companhia de convidados especiais, incluindo Robbie Williams, Sigrid e Dodie. O evento, que arrecadou dinheiro para a organização de beneficência Age UK, realizou-se em parceria com Bonza, um recurso de nova geração para música nas escolas, apoiando professores e alunos, sendo liderado por alguns dos artistas mais conhecidos do mundo.

Jamie diz: “Sou apaixonado pela educação musical para todos e também sou um estudante de música em evolução, tendo chegado ao lado mais técnico da teoria musical somente nos últimos anos. Mesmo as coisas mais simples são muito recentes para mim. Espero que esta aula tenha dado a todos que participaram, do iniciante ao mais avançado, algo que eles possam levar consigo e que o processo tenha sido divertido. Adorei preparar esta aula e adoraria voltar a fazer algo assim no futuro. Hoje em dia a tecnologia permite que isto aconteça numa escala muito grande. É realmente emocionante. Muito obrigado à BonzaMusic que projetou a aula e me ajudou a ministrá-la – eles fizeram um trabalho incrível, combinando a aprendizagem com muita diversão.”

“The Pianoman At Christmas”, o novo álbum de Natal de Jamie Cullum, contém 10 canções originais com a participação de 57 músicos e foi gravado ao longo de 5 dias nos estúdios de Abbey Road. Com produção de Greg Wells (Adele, Dua Lipa, The Greatest Showman), o álbum tornar-se-á um clássico intemporal da época natalícia.

Jamie aparece na capa do álbum com a sua mulher, a autora Sophie Dahl, criando uma imagem intemporal e cinematográfica em colaboração com a fotógrafa Jane Hilton.

Jamie disse sobre o álbum: “Grande parte da música de Natal que todos amamos está repleta de todas as coisas que realmente me cativam nas canções. A partir de dezembro, os nossos ouvidos parecem prontos para big bands, grandes orquestras, belos acordes e letras intemporais. É um mundo de composição clássica sobre o qual trabalho desde o início da minha carreira. Então, propus-me a tentar escrever dez canções originais de Natal que usassem essas habilidades e obsessões para criar algo honesto e aventureiro, repleto das alegrias e complexidades desta temporada. Tive a sorte de que cada recanto deste álbum foi tocado pelos melhores do mundo - do lendário Studio 2 em Abbey Road, aos engenheiros, aos arranjadores, passando pelo produtor. Espero que o cuidado, a atenção aos detalhes e a alegria absoluta que colocámos neste disco tragam um pouco de magia neste Natal.”

Unindo o estilo de composição perspicaz de Jamie a um exército de percussão orquestral, “The Pianomat At Christmas” é uma homenagem divertida à época natalícia. Através de canções como “Hang Your Lights”, “So Many Santas”, “Christmas Never Gets Old”, entre outras, Jamie revela-nos nas suas letras um imaginário natalício que é ideal para ser desfrutado por toda a família.



terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O Testamento de Mozart no Teatro Thalia




É com música de Wolfgang Amadeus Mozart que a Metropolitana brinda o primeiro mês do ano. Trata-se de um dos compositores mais consensuais de toda a História da Música. Existe, porém, uma enorme variedade no seu extenso legado que passa por vezes despercebida. Encontramos aí obras que se distinguem pela ligeireza expressiva e por uma jovialidade contagiante. Mas também outras em que sobressai a comoção expressiva, por vezes majestáticas. Ainda que possam parecer comportamentos incompatíveis, sempre se sobrepõe uma irrepreensível coerência estilística. É essa, afinal, uma das principais qualidades da música da segunda metade do século XVIII, quando eram exaustivamente exploradas as possibilidades técnicas dos instrumentos, o planeamento formal da partitura, encadeamentos harmónicos complexos e efeitos dramáticos de pendor teatral. Nunca compromete, porém, a fluência do discurso musical que tanto apreciamos e que temos agora a oportunidade de revisitar em três fins de semana seguidos, com sinfonias, concertos e música de câmara do génio de Salzburgo.

Em 1777 Mozart decidiu sair novamente de Salzburgo, dessa vez para viajar até à cidade de Mannheim, onde estava então sediada aquela que seria a melhor orquestra da época, constituída por um conjunto de músicos cuja qualidade permitia implementar as mais modernas técnicas de escrita orquestrais. Apesar de o Concerto para Flauta e Orquestra N.º 1 responder à encomenda de um abastado flautista amador, reflete esse mesmo brilhantismo instrumental. Já a sinfonia Júpiter, transporta-nos até ao verão de 1788, quando o músico compôs as suas últimas três sinfonias num só fôlego.
Trata-se de um «tríptico» que termina brilhantemente com esta sinfonia. O mistério que alguns lhe associam transparece na gravidade de largos momentos da partitura, como acontece no primeiro andamento, onde se exalta por vezes o estilo sério da abertura francesa. Tudo prossegue numa bem humorada oposição entre a mais elevada eloquência dramática e uma simplicidade de escrita deslumbrante.

O Testamento de Mozart
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Nuno Inácio Flauta e Direção Musical
Sábado, 16 de janeiro, 11h00, Teatro Thalia

João Gil apresenta “O Exacto Oposto” o seu novo single


João Gil editou o seu novo single “O Exacto Oposto”, uma ode à vontade de Mudança e ao Amor enquanto catalisadores de actos de bravura, fundamentais para as grandes conquistas. Em “O Exacto Oposto”, que sucede ao tema “A Marcha da Polícia”, editado em Julho,  João Gil volta a assinar a autoria da música e letra, reforçando a chamada de atenção para os movimentos anti-democráticos que têm crescido um pouco por todo o mundo, colocando em causa regimes democráticos e a estabilidade social.

No vídeo de“Exacto Oposto”, João Gil aparece ao lado do filho Rafael, lembrando que o elogio da delicadeza e o debate acerca da mudança de mentalidades é transversal às gerações de ambos e que não há direitos e liberdades conquistadas de forma vitalícia, como a História já comprovou vezes sem conta.

João Gil, compositor e guitarrista, é um dos nomes mais (re)conhecidos da música portuguesa. Dos Trovante à Filarmónica Gil, passando pela Ala dos Namorados, Rio Grande, Cabeças no Ar, Baile Popular ou, mais recentemente, os Tais Quais ou o Quinteto Lisboa, a vida de João Gil é pautada por grandes sucessos que suplantam a notoriedade dos grupos por onde passou e nos quais deixou o seu forte contributo. Ao longo da sua actividade como músico assinou a banda sonora de alguns filmes portugueses, como “Ao Sul”, de Fernando Matos Silva, “Rosa Negra”, “Flores Amargas” e “Adriana” de Margarida Gil. O teatro também faz parte do seu percurso profissional, tendo composto para as peças “O Ano do Pensamento Mágico”, “Sexo, Drogas e Rock n Roll” e, mais recentemente, para o recital de “Ode Marítima” - que o junta em palco a Diogo Infante, um projecto de música e poesia de enorme sucesso nacional e internacional. Ao longo de mais 40 anos de música portuguesa, João Gil distingue-se como compositor de algumas das músicas que farão, para sempre, parte da memória colectiva nacional: “Saudade”, “125 Azul”, “Loucos de Lisboa”, “Postal dos Correios”, entre tantas outras, são exemplos de canções com a sua assinatura, que se tornaram verdadeiros fenómenos de popularidade.



Estreia de Narco Wars no National Geographic

“Narco Wars”, a série que acompanha as guerras do narcotráfico na América Latina, estreia no dia 9 de janeiro, às 23h20. Esta é uma guerra desenfreada e construída sobre o lucrativo mercado da droga, onde as fronteiras internacionais não têm sentido, os cidadãos são alvos de raptos e assassinados e o inimigo não é o Estado soberano, mas sim os cartéis de droga impiedosos.

Apesar dos milhões investidos para combater o narcotráfico e de mais milhões de mortes, as drogas ilegais estão a ser cada vez mais produzidas, traficadas e consumidas. Agora, através de entrevistas e filmagens em ambos os lados da lei, esta série vai examinar e tentar explicar as guerras contra as drogas - atuais e passadas.

Duas cidades na fronteira dos Estados Unidos e do México estão no epicentro brutal desta guerra: Phoenix (EUA) tornou-se a segunda capital mundial do rapto e Juárez (México) é apelidada de Bagdade na Fronteira, com mais de 1 800 assassinatos em 2009. As drogas viajam para o Norte e o dinheiro e as armas para Sul, e a violência parece não ter fim.

ESTREIA: Sábado, dia 9 de janeiro, às 23h20

EMISSÃO: Sábados, às 23h20

Orquestra Metropolitana em concerto

O Concerto de Ano Novo da Metropolitana é um precioso ramalhete de joias orquestrais que enfeitiçam. Mas quem já assistiu sabe bem que se trata de muito mais do que isso. O estonteio das valsas convoca purificações rituais que recuperaram sentido nas cambalhotas do tempo. A animosidade das marchas enaltece conquistas e conforta a inquietude das dificuldades. 

O ponteio das polcas expulsa maus agouros e vulnerabilidades, incentiva atitudes determinadas que conduzem à mudança. Os momentos de transição têm uma importância que nem sempre a matemática alcança, pois multiplicam-se nas bolsas da esperança e da vontade. Por isso, são assinalados em todo o mundo com a aparente futilidade dos brindes, dos cumprimentos e das borbulhas do espumante. 

Celebramos, enterramos o passado – mas nem todo o passado, porque ao olharmos para trás caminhamos em frente, renovamos compromissos. Um dos compromissos que se propõe aqui celebrar é, precisamente, o da Música, cujo valor se calcula todos os dias na escuta de cada um de nós. 

Neste início de 2021, ela traz um sorriso. 

E há tantas formas de sorrir!


Próximas Datas:

Sexta-feira, 8 de janeiro, 20h00, CNEMA, Santarém

Domingo, 10 de janeiro, 16h00, Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal 

Rita Sanches lança single de estreia “Fala-me De Ti”


Depois de no início de 2020 ter conquistado o país ao se consagrar vencedora do “The Voice Portugal”, Rita Sanches regressou ao mesmo palco para apresentar o seu single de estreia, intitulado “Fala-me de Ti”, na gala final do programa.

“Fala-me De Ti”, está disponível em todas as plataformas digitais e assinala a estreia de Rita Sanches, na Universal Music Portugal. Escrito por Rita Sanches, “Fala-me de Ti” conta ainda com composição da própria artista em colaboração com LEFT. e Mikkel Solnado, ambos produtores deste single.
No “The Voice Portugal” provou ter um talento inegável enquanto cantora, intérprete, artista. Um talento que foi aprimorando ao longo dos anos, e que desde muito cedo se foi revelando. Agora, prepara-se para revelar o que vale em nome próprio.


Rita Sanches nasceu a 15 de junho de 1995 e cresceu em Lisboa, mas a sua crescente curiosidade com o mundo desde cedo a levaram a expandir os horizontes, a querer conhecer mais, a tentar fazer melhor.

Rita tinha apenas 7 anos quando escreveu a sua primeira canção. Teve durante vários anos aulas de canto, onde aprendeu a conservar a voz e a maximizar o seu potencial, que agora se começa a revelar na sua plenitude e a conquistar o país. Mas a sua curiosidade despertou em Rita um desejo de também tocar guitarra e piano, sendo uma autodidata, e, claro, a escrever sempre as suas próprias canções.

De Rita Sanches podemos esperar uma voz que expressa as suas inquietações enquanto mulher, artista e ser humano. Rita vem dar uma voz feminina ao casamento entre a bossa nova e eletrónica, entre o jazz e o rock. A música portuguesa precisava de uma voz assim.



Carolina Deslandes distinguida com Prémio Cinco Estrelas 2021


Carolina Deslandes venceu o Prémio Cinco Estrelas 2021, como Personalidade na área da música. O Prémio Cinco Estrelas é um sistema de avaliação que ajuda os consumidores a identificar as melhores marcas, produtos e serviços que existem no mercado, de forma a que as suas escolhas possam ser as mais acertadas. Também personalidades de diferentes áreas, são alvo desta metodologia de avaliação, considerada pelas empresas de estudos de opinião e sondagens a mais completa e rigorosa do mercado. Estes resultados resultam da consulta a 260.000 consumidores, que ao longo de 9 meses avaliaram mais de 900 marcas, diversas personalidades de diferentes áreas e os principais órgãos de comunicação social.
Carolina Deslandes recebe esta distinção depois do lançamento do seu muito aguardado novo EP, intitulado “MULHER”, que apresentou ao vivo no Capitólio, num evento que esgotou em poucas horas. Este surpreendente novo projeto de Carolina Deslandes é um EP, uma curta-metragem e a expressão máxima de uma artista de causas, que se transcende a cada passo que dá.

Neste EP, Carolina Deslandes conta com a participação especial de músicos como Agir (que produziu os temas “Tempestade”, “Apetece” e “Não Me Importo”) ou Diogo Clemente (com quem escreveu as músicas de “Sinais de Fumo”, “Faz Morada em Mim” e “Vergonha na Cara”).
“MULHER” foi #1 do iTunes, no dia de lançamento, e Carolina Deslandes estreou-se como cara das principais playlists dos serviços de streaming – Pop PT do Spotify, Palco Pop do Tidal e Play Portugal da Apple Music. O single “Não Me Importo”, teve entrada direta para o top 100 do Spotify em Portugal.
Na curta-metragem de “MULHER”, que Carolina Deslandes assina em parceria com o, também realizador, Filipe Correia dos Santos, podemos ouvir as novas canções e assistir à ficção escrita, narrada e protagonizada pela artista. Conta com mais de 150 mil visualizações no YouTube e esteve durante uma semana no top 15 de tendências desta plataforma digital.

A curta-metragem representa várias gerações de mulheres vítimas de violência doméstica. Este lançamento contou com o apoio do MEO, que se associou a este projeto com o objetivo de consciencializar os portugueses para esta forma de abuso.

“MULHER” sucede ao EP “Mercúrio”, lançado este verão em parceria com Jimmy P, e ao álbum “CASA”, editado em abril de 2018, que alcançou a marca de Platina e colocou Carolina Deslandes entre os artistas de maior sucesso em Portugal. “CASA” inclui três singles que atingiram os tops de vendas e streaming: “A Vida Toda”, que conquistou o Galardão de Dupla Platina e foi distinguido com o Globo de Ouro de Melhor Música, “Avião de Papel”, uma parceria com Rui Veloso, com certificado de Platina e “Adeus, Amor Adeus”, single de Ouro.



Os Infiltrados, de Norman Ohler

Chamavam-se Harro Schulze-Boysen e Libertas Haas-Heye. Eram jovens e bonitos, oriundos de famílias alemãs abastadas e favoráveis ao regime nazi. E, todavia, escolheram a oposição. Juntos, no coração do Terceiro Reich — ele enquanto oficial no Ministério da Aviação e ela enquanto funcionária da delegação alemã da Metro-GoldwynMayer — fizeram o inimaginável: criaram um movimento de resistência alemã que ganharia contornos de mito, durante e após a guerra, e que despertaria a fúria dos líderes do Regime. Desmascarados, foram condenados por alta traição e executados pouco antes do Natal de 1942. Tinham 33 e 29 anos. Todos os vestígios dos seus nomes e as suas memórias foram apagados por Hitler. Esta é a reconstituição da história exemplar de Harro e Libertas, que é também o retrato da Berlim das décadas de 1930 e 1940 e da passagem da República de Weimar para o Terceiro Reich. Uma história fascinante e ritmada, escrita com base em diários não publicados, cartas e arquivos da Gestapo, que nos prende do princípio ao fim e nos restaura a fé na humanidade.

Norman Ohler é o autor de Delírio Total, publicado pela Vogais em 2017, que foi bestseller do The New York Times.

Editora: Vogais

Portugueses elegem «SAUDADE» como PALAVRA DO ANO® 2020


Com 26,8% dos cerca de 40 mil votos, «saudade» ficou à frente de «COVID-19» e «pandemia». Já muito se disse sobre o ano atípico de 2020, em que se enfrentou uma pandemia com impacto significativo na vida coletiva e individual de todos nós. Um dos aspetos onde esse impacto tem sido mais profundo é no relacionamento afetivo, pessoal e social: familiares e amigos que só se podem ver à distância, viagens, atividades lúdicas e momentos de convívio que ficaram suspensos. Talvez por isso, os portugueses tenham escolhido «saudade» como PALAVRA DO ANO ® 2020.

Dos cerca de 40 mil internautas que participaram nesta votação, decorrida de 1 a 31 de dezembro último, 26,8% escolheram este vocábulo tantas vezes associado à alma dos portugueses. Em segundo lugar, não muito distante, ficou a palavra «COVID-19», com 24,4%, seguida de «pandemia», com 17,03%.

Abaixo da linha do pódio, «confinamento» conquistou 16,23% dos votos, seguida de «zaragatoa» (7%), «telescola» (2,58%), «discriminação» (1,85%), «infodemia» (1,59%), «digitalização» (1,33 %) e «sem-abrigo» (1,16 %).

Tal como no passado, esta 12.ª edição da iniciativa PALAVRA DO ANO ® permitiu fazer um retrato dos principais acontecimentos e factos que marcaram 2020, através de uma lista de palavras construída com base nas sugestões que os portugueses fizeram através do site www.palavradoano.pt, nas pesquisas efetuadas no Dicionário da Língua Portuguesa em www.infopedia.pt e no trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora.

Assim, «saudade» sucede a «violência [doméstica]» (2019) como PALAVRA DO ANO ® e a «enfermeiro» (2018), «incêndios» (2017), «geringonça» (2016), «refugiado» (2015), «corrupção» (2014), «bombeiro» (2013), «entroikado» (2012), «austeridade» (2011), «vuvuzela» (2010) e «esmiuçar» (2009).