Inicialmente publicado em 2013, há 13 anos, Você Está Aqui – um dos livros de poesia de João Luís Barreto Guimarães há muito esgotado – regressa às livrarias com nova edição, desta feita com um precioso pormenor do quadro A Galeria de Cornelis van der Geest, de Willem van Haecht, na capa. Uma reedição há muito aguardada de um dos nomes galardoados com o Prémio Pessoa, e unanimemente reconhecido como uma das grandes vozes da poesia portuguesa.
Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e a velocidade, as heranças do século xx, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde.
Os poemas de João Luís Barreto Guimarães, escritos entre 2009 e 2012, atravessam museus, cidades, fronteira, hotéis – mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas, como se cada um deles abrisse o pórtico para uma pequena interrogação. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha nestes tempos uma acuidade inesperada: Você Está Aqui recorda o modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade.
Sobre o Autor
João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto em junho de 1967. Além de poeta e tradutor, é médico. Publicou os sete primeiros livros na Quetzal (Poesia Reunida) em 2011. Seguiu-se Você Está Aqui (2013), agora reeditado; Mediterrâneo (2016, Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, Willow Run Poetry Book Award, EUA, e Tanssiva Tahru Poetry Prize, Finlândia); Nómada (2018, Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand e Prémio Literário Armando da Silva Carvalho); a antologia O Tempo Avança por Sílabas (2019); Movimento (2020, Grande Prémio de Literatura DST); Aberto Todos os Dias (2023, Prémio Literário Glória de Sant’Anna, Grande Prémio de Poesia APE/António Ramos Rosa, Prémio de Poesia de Oeiras Consagração e Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda); uma nova edição da Poesia Reunida (2023); e Claridade (2024). A peça Caravana recebeu o Prémio Carlos Avillez atribuído pela SPA e pelo Teatro Aberto. Os seus livros estão traduzidos e publicados em vinte países. Foi galardoado com o Prémio Pessoa em 2022.
