sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Venda de garagem da Casa do Marquês com preços a partir de 50 cêntimos



Amanhã, dia 28 de fevereiro, a Casa do Marquês, líder no segmento de Hotelaria e Restauração, volta a abrir portas para uma venda de garagem, onde estarão disponíveis mobiliário, decoração e outros materiais diversos utilizados em eventos e festas organizados pela empresa.

Depois do sucesso da primeira edição, a iniciativa regressa à sede da Casa do Marquês, no Prior Velho, e decorre entre as 10h00 e as 17h00.

Com preços a partir de 0,50€, estarão em destaque artigos como mobiliário (bares e sofás), materiais de hotelaria (pratos, copos, talheres e loiça de barro), artigos de lavandaria (toalhas, camilhas, chemins e tecidos variados), equipamentos de cozinha (pirex, termos de café e chá, carros de cozinha), além de várias peças de decoração.

Os interessados poderão aproveitar esta oportunidade para adquirir produtos de qualidade a preços acessíveis, ideais tanto para uso doméstico como para negócios do setor de hotelaria e restauração.

Como deixar um rasto que vale a pena seguir



A autobiografia de um dos fundadores do mundo moderno chega como um manual de carácter e visão. 

Benjamin Franklin foi tipógrafo antes de ser estadista, foi cientista antes de ser símbolo de uma nação. Participou na luta pela independência dos Estados Unidos e ajudou a desenhar a sua Constituição. Fundou instituições duradouras, sempre com a mesma ideia de base: deixar o conhecimento ao serviço da sociedade.

Mas, quando escreveu a sua Autobiografia, não o fez com o objetivo de se glorificar. Fê-lo, sim, para explicar como se forma um homem livre e para deixar o seu método como legado. O resultado é um livro direto e surpreendentemente atual, que combina uma reflexão prática sobre trabalho e responsabilidade individual.

As virtudes de Benjamin Franklin surgem como ferramenta, não como sermão. Servem para organizar a vida quotidiana e gerar consistência entre pensamento e ação. São um guia concebido há mais de 200 anos, mas que podem orientar-nos, hoje, a alcançarmos algo de maior.

O livro, editado pela Ideias de Ler revela a mente de um homem que acreditava no aperfeiçoamento contínuo e que tinha um espírito curioso. Já se encontra disponível em todas as livrarias.

Sobre o Autor

Benjamin Franklin (1706-1790) nascido em Boston, foi editor, escritor, cientista, inventor, diplomata e político. Da aprendizagem humilde à liderança política, o seu legado moldou os Estados Unidos: participou na independência do país, ajudou a criar a Constituição e fundou instituições pioneiras. Inovador e curioso, levou a cabo experiências bem-sucedidas com eletricidade e inventou o fogão Franklin e os óculos bifocais. Enquanto cultivador das 13 virtudes, tornou-se símbolo de autodisciplina, trabalho e serviço cívico. A sua vida permanece um exemplo inspirador de inovação, ética e influência duradoura no mundo moderno.

Artista espanhola expõe na Galeria Beltrão Coelho



A Galeria Beltrão Coelho inaugurou ontem a exposição “Um Brinde às Artes”, da artista espanhola Pilar Megias, uma criadora que há mais de 20 anos se dedica à pintura, à fotografia e à cerâmica com uma entrega profundamente emocional e intuitiva.

A mostra reúne um conjunto expressivo de obras que refletem a sua visão sensível do mundo natural, da matéria e da emoção humana, num diálogo forte entre cor, textura e movimento.

Nascida em Granada e radicada em Portugal há quatro décadas, Pilar Megias construiu um percurso artístico marcado pela autenticidade e pela experimentação constante. Trabalhando sobretudo com acrílico e óleo, mas explorando também superfícies e materiais menos convencionais, a artista afirma-se pela espontaneidade do gesto e pela busca de novas linguagens visuais. “Um Brinde às Artes” apresenta pintura, fotografia e azulejaria, celebrando a diversidade criativa que define o trabalho da autora e a sua relação profunda com a natureza — a grande fonte da sua inspiração.

“A obra de Pilar Megias mostra-nos uma arte indomável, arriscada e corajosa. É um verdadeiro “Brinde às Artes” e ao papel do artista na sociedade. É este espírito que a Galeria Beltrão Coelho procura destacar, reforçando a sua missão de apoiar artistas e promover o acesso à cultura.” Diz Ana Cantinho, Diretora-Geral da Beltrão Coelho.

“Um Brinde às Artes” estará em exposição na galeria Beltrão Coelho, com entrada livre, podendo ser visitada até 16 de março de 2026.

Exposição: Um Brinde às Artes
Artista: Pilar Megias
Local: Galeria Beltrão Coelho, Lisboa
Entrada: Livre
Disciplinas apresentadas: Pintura, fotografia e azulejo
Obras em destaque: “Galeão em Chamas”, “Fundo Marinho”, “Interlaçados”, “Um Brinde às Artes – Carcavelos”, “Olho de Deus”, entre muitas outras.

A vingança é um prato que se serve frio



Sem perdão, de André Braga, é um thriller frenético que promete conquistar os fãs do género. A tentativa de homicídio contra o empresário Luís Moreira é apenas o rastilho para uma explosão de segredos há muito guardados. A vida aparentemente perfeita de Luís desmorona-se numa noite de chuva, dando lugar a uma investigação liderada pelo inspetor David Branco, um homem atormentado pelos fantasmas de casos passados que, inexplicavelmente, parecem agora estar de volta.

André Braga convida o leitor a mergulhar nas sombras da alma humana, guiando-o por um labirinto de interrogatórios, incongruências e suspeitas que recaem sobre todos os envolvidos, sem exceção. A vingança é o motor que acelera o ritmo da narrativa, expondo a fragilidade das aparências da vida dos personagens e a impossibilidade de fugir às consequências de atos antigos.

Sem perdão já se encontra em pré-venda e chega às livrarias no dia 5 de março, com a chancela da Porto Editora.

Sobre o Autor

André Braga nascido na Póvoa de Varzim, é engenheiro de software de profissão. Desde muito cedo, descobriu na escrita a paixão por contar histórias e criar mundos que exploram os confins da mente humana. Admirador confesso de autores como Chris Carter, Lars Kepler e Carmen Mola, encontra nas suas obras uma fonte de inspiração.

Taguspark recebe concerto dos Hot Air Balloon



O Taguspark vai ser o palco do concerto de um dos projetos mais fascinantes e singulares da música portuguesa. Os Hot Air Balloon vão atuar no dia 22 de abril, no auditório Taguspark, num espetáculo profundamente intimista e que promete ficar marcado pela sonoridade acústica envolvente que os caracteriza.

O duo composto por Sarah-Jane (voz) e Tiago Machado (guitarra) constrói uma identidade artística marcada pela cumplicidade, honestidade emocional e por uma rara capacidade de criar pontes entre culturas, fundindo influências folk, indie e pop na sua música.

Os Hot Air Balloon lançaram o seu álbum de estreia em 2016. “Behind The Wall” conquistou a crítica e valeu uma nomeação na categoria de “Singer-Songwriter” nos Independent Music Awards, que contou com um júri composto, entre outros, por Tom Waits e Suzanne Vega.

No ano passado, editaram o álbum “Come This Far”, que se tornou um sucesso, tendo alcançado o 3º lugar no Top de Melhores Discos do Ano da Rádio Radar. Foi também amplamente destacado em rádios internacionais de referência, em países como os Estados Unidos, Reino Unido, México, Grécia, Canadá, França, Luxemburgo e Austrália.

Os Hot Air Balloon sobem ao palco do auditório Taguspark para apresentarem a sua essência musical. Uma oportunidade única para assistir a um concerto de um projeto internacionalmente reconhecido, onde cada canção é contada como uma história partilhada.

Os bilhetes estão à venda na BOL. Até dia 31 de março vai estar em vigor o preço promocional de 10€ por bilhete, passando para 15€ por bilhete a partir de 1 de abril.

Afinal, o que fazem as hormonas ao nosso corpo e à nossa cabeça?



Dores de cabeça frequentes, cansaço inexplicável, irritabilidade ou dificuldades em controlar o peso: muitas vezes, a explicação vem rapidamente: «Deve ser das hormonas!» Mas, afinal, o que são as hormonas e qual é o seu impacto real no corpo humano? Em A Culpa É das Hormonas!, livro publicado pela Contraponto, o endocrinologista Francisco Sousa Santos responde a estas perguntas com clareza, rigor científico e recorrendo a vários exemplos.

Este é o primeiro livro de um especialista português sobre hormonas para o público em geral. A obra aborda de forma objetiva e acessível o funcionamento do sistema endócrino e a sua influência em todas as fases da vida. O autor explica como as hormonas afetam áreas centrais da saúde – da fertilidade à menopausa, da gestão do peso aos estados de humor e à energia diária – e desmonta mitos através de uma linguagem simples e clara.

Numa altura em que cresce a procura por informação fiável sobre saúde hormonal, e muita da que circula é contraditória, confusa ou técnica de mais para a compreensão do leitor, Francisco Sousa Santos revela-nos tudo o que precisamos de saber sobre as hormonas. Neste livro, repleto de esquemas visuais claros, casos reais e exemplos do dia a dia, o autor mostra-nos como transformá-las em poderosas aliadas do bem-estar, em vez de serem as culpadas dos diversos problemas.

Mais do que um guia prático, este é um livro que reposiciona as hormonas no centro da conversa sobre saúde e convida à compreensão informada de quase tudo o que se passa no nosso corpo e também na nossa cabeça.

A Culpa é das Hormonas! já se encontra nas livrarias.

Sobre o Autor

Francisco Sousa Santos é mestre em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo-se especializado em Endocrinologia (reconhecido pela Ordem dos Médicos e European Union of Medical Specialists) em 2019. 

Médico assistente nos serviços de Endocrinologia do Hospital Egas Moniz e do Hospital CUF Descobertas, as suas áreas de maior interesse e diferenciação incluem diabetes, alterações das hormonas sexuais e reprodutivas, terapêutica hormonal na incongruência de género, obesidade, doenças da tiroide e doenças endócrinas na gravidez. Integra vários grupos de investigação, entre eles o Grupo de Estudos de Endocrinologia do Envelhecimento e da Longevidade (do qual é cocoordenador), Grupo de Estudos de Medicina Transgénero, Grupo de Estudo de Endocrinologia Desportiva e do Exercício Físico e Grupo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. 

É autor da página de Instagram «Hormonas em bom português», que procura descomplicar o funcionamento das nossas hormonas junto do grande público. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Somos um «animal tribal»? Sim. E isso é bom



A nossa espécie é a única que vive em tribos: grupos unidos por culturas distintas que podem crescer e atingir uma dimensão muito superior à dos clãs e bandos. Entrelaçando pesquisas aprofundadas, acontecimentos atuais e passados e histórias do mundo dos negócios e da política, Michael Morris vai além do senso comum para reformular completamente a forma como pensamos sobre as nossas tribos. Estimulante e esperançoso, Tribal revela os segredos mais íntimos da nossa psicologia e dá nos as ferramentas para gerir o nosso superpoder incompreendido. Tribal já se encontra disponível e promete ser uma revelação.

Ao longo das duas últimas décadas a antropologia e a psicologia uniram-se para criar uma nova ciência − a psicologia cultural − e Michael Morris contribuiu muito para o crescimento deste campo com estudos inovadores. Os padrões culturais são mutáveis e maleáveis e, com os instrumentos certos, podem ser aproveitados. «Os nossos instintos tribais não são erros de programação do sistema que estorvam uma espécie inteligente sob outros aspetos. São características distintivas da nossa espécie que permitiram a sua ascensão evolutiva – e ainda impulsionam muitas das suas maiores realizações atuais. Não são fraquezas humanas que nos atrasam; são superpoderes humanos que criam as nossas culturas distintivas», defende o autor. 

«Pedindo desculpa a Aristóteles, é enganador chamar “o animal social” aos seres humanos. Somos, mais precisamente, “o animal tribal”», escreve o autor na introdução do livro. Morris argumenta que a nossa psicologia é moldada pela evolução de três maneiras distintas. Primeiro, pelo instinto dos pares, para agirmos em conformidade com o que faz a maioria das pessoas. Segundo, pelo instinto dos heróis, de contribuir para o grupo e imitar os mais respeitados. E terceiro, pelo instinto dos antepassados, de seguir os caminhos das gerações anteriores. Esses instintos tribais permitem-nos partilhar conhecimentos e objetivos e trabalhar em equipa para transmitir o acervo acumulado de conhecimento cultural à geração seguinte.

Países, Igrejas, partidos políticos e empresas são tribos, e os instintos tribais explicam a nossa lealdade para com eles e as formas ocultas como afetam os nossos pensamentos, ações e identidades. Em vez de ridicularizar os impulsos tribais pela sua irracionalidade, podemos reconhecê-los como alavancas poderosas que elevam o desempenho, curam divisões e desencadeiam ondas de choque de mudança cultural.

«Em Tribal, espero recuperar o sentido original da palavra como comunidade possibilitada pela cultura partilhada. Foi assim que a humanidade transcendeu pela primeira vez os vínculos estreitos de amigos e parentes para realizar coisas maiores em clãs e foi como nos aventurámos mais tarde no intercâmbio e colaboração com estranhos nas redes mais amplas chamadas “tribos”», escreve o autor na introdução o livro. «Ao mostrar que a vida tribal é a fonte de mudança e progresso sociais, espero dissipar qualquer associação persistente das tribos à estase e ao primitivismo. A vida tribal foi o que nos fez verdadeiramente humanos.»

O autor põe neste livro conhecimento adquirido ao longo de anos de experiência em diferentes trabalhos. Ensinou em faculdades de gestão de alto nível (tanto nos Estados Unidos como em capitais do mundo), trabalhou como consultor de empresas dos sectores tecnológico, bancário e da comunicação, colaborou com militares e com ONG e ainda foi assessor de campanhas políticas, entre as quais se contam as campanhas presidenciais de Barack Obama, Hillary Clinton e Joe Biden.

Sobre o Autor

Michael Morris é psicólogo cultural na Universidade de Columbia. Anteriormente, lecionou durante uma década na Universidade de Stanford. Morris doutorou-se em psicologia pela Universidade de Michigan, após obter licenciaturas em Ciências Cognitivas e Literatura Inglesa pela Universidade Brown.  A sua investigação identificou influências culturais nos estilos de cognição, comunicação e colaboração, bem como fatores situacionais que os desencadeiam e experiências sociais que os alteram. Fora do meio académico, o professor Morris é consultor em empresas, agências governamentais, ONG e campanhas políticas sobre temas culturais. 

Lee Ritenour regressa a Portugal para concertos na Casa da Música e no CCB



Há artistas para quem a ideia de “primeira vez” já não se aplica. Lee Ritenour é um deles. Com uma carreira que atravessa cinco décadas, o lendário guitarrista de Los Angeles empurrou continuamente os limites da música, movendo-se com naturalidade entre géneros, épocas e linguagens — sempre com uma identidade própria e inconfundível.

Enfant terrible do fusion nos anos 70, estrela da pop sofisticada nos anos 80, profundo conhecedor do jazz brasileiro e membro fundador do icónico supergrupo Fourplay nos anos 90, Lee Ritenour construiu um percurso absolutamente singular. O seu currículo impressiona: 45 álbuns editados, 16 nomeações para os Grammy, ex-aluno do ano da USC, homenageado pela Los Angeles Jazz Society em 2019 e milhares de colaborações com lendas como Frank Sinatra, Pink Floyd, B.B. King, Tony Bennett, entre muitos outros.

Em março, Lee Ritenour regressa a Portugal para dois concertos imperdíveis. No dia 25 de março, sobe ao palco da Casa da Música, no Porto, e no dia 26 de março apresenta-se no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Ao lado de músicos convidados, o espectáculo “Lee Ritenour & Friends” promete uma celebração vibrante de uma carreira excecional — onde o virtuosismo, a elegância e a liberdade criativa se encontram num momento único e irrepetível.

Do jazz ao fusion, da improvisação ao groove, estes concertos são uma oportunidade rara de ver ao vivo um dos guitarristas mais influentes da música contemporânea.

Não há corpo são, sem mente sã



Inflamação, dor, enxaqueca, dermatite, são alguns dos sintomas mais frequentes deste século. O que têm em comum? Podem, em muitos casos, ser respostas do corpo ao stresse, à ansiedade e ao trauma. Quem o diz é a psicóloga espanhola Natalia Seijo, especialista em psicossomática, no livro O Teu Corpo Tem Memória, que agora se anuncia em Portugal.

Trata-se de um guia completo para compreender a estreita relação entre a nossa saúde mental e física, porque o nosso corpo não é um mero espectador daquilo que vivemos e sentimos. Pelo contrário: o corpo está sempre presente e consciente e experimenta, recorda e exprime-se continuamente com sinais que nem sempre sabemos decifrar.

Apoiado em rigor científico, o livro oferece-nos, porém, uma abordagem muito prática ao tema, partindo de casos de pacientes que mudaram as suas vidas e viram os seus sintomas controlados graças à psicoterapia, esse rio que corre paralelo às especialidades clínicas. Pessoas como nós que, através desta abordagem multidisciplinar das suas maleitas, adquiriram ferramentas para validar o que sentem, identificaram a origem do mal-estar e hoje vivem melhor as suas vidas.

Um livro que procura devolver esperança a quem tem diagnósticos sem causa, O Teu Corpo Tem Memória chega à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de Michele Amaral, no próximo dia 5 de março.

Sobre a Autora

Natalia Seijo é uma das psicólogas com maior reconhecimento no panorama científico espanhol. É diretora da clínica NS Centro de Psicoterapia e Trauma, na Galiza, codiretora do mestrado em Transtornos Alimentares da Universidade Complutense de Madrid e professora associada no mestrado em Psicoterapia EMDR para Transtornos Psicossomáticos da UNED. É formadora, conferencista, autora de diversos artigos científicos e especialista em trauma complexo, apego, dissociação, transtornos alimentares e psicossomática médica.

“Ice Merchants” de João Gonzalez em exibição no Museu Studio Ghibli em Tóquio



A curta-metragem de animação “Ice Merchants”, realizada por João Gonzalez, atinge um novo e simbólico marco no seu percurso internacional com a exibição no Museu Studio Ghibli, em Tóquio (Japão), uma das instituições culturais mais prestigiadas do mundo dedicadas ao cinema de animação.

Esta exibição surge na sequência da atribuição, em 2024, do Grande Prémio do Tokyo Anime Award Festival (TAAF), distinção máxima do festival, que conferiu igualmente ao filme o Prémio do Governador de Tóquio, reconhecendo o seu excecional valor artístico e impacto internacional.

Em 2026, "Ice Merchants" regressa a Tóquio para uma exibição aberta ao público a 7 de março no Mitaka City Arts Center, como parte integrante do Mitaka Animation Festival, um evento dinamizado pelo Museu Studio Ghibli.

A apresentação no Museu Studio Ghibli assinala também uma nova etapa do percurso de “Ice Merchants” no circuito internacional de festivais, concretizando uma trajetória absolutamente ímpar para o cinema português. Ao longo deste percurso, o filme totalizou 420 seleções em festivais, 5.207 exibições e a impressionante marca de 151 prémios, consolidando-se como o filme português mais premiado de sempre. 

“Ice Merchants” (2022, Portugal/França/Reino Unido, ANI, 14 min) retrata a relação entre um pai e um filho que vivem numa casa suspensa numa montanha gelada, saltando diariamente de paraquedas para vender gelo na aldeia abaixo. A força da sua narrativa visual, aliada a uma identidade estética singular, conquistou públicos e júris em todo o mundo desde a sua estreia internacional em 2022.

Entre os inúmeros reconhecimentos, destaca-se ainda a histórica nomeação para o Óscar® de Melhor Curta-Metragem de Animação, um feito inédito para o cinema português, bem como premiações em alguns dos mais relevantes festivais internacionais de cinema como Cannes, Chicago ou Melbourne.

Coproduzido pela COLA Animation (Portugal), Wildstream (França) e Royal College of Art (Reino Unido), “Ice Merchants” afirma-se hoje como uma obra de referência no cinema de animação contemporâneo, deixando uma marca duradoura na história cultural portuguesa e internacional.

A epopeia de uma língua antiga que se tornouglobal e a investigação científica das suas origens



Proto é um retrato revelador da história mundial através das palavras. Laura Spinney, jornalista especializada em ciência, leva o leitor numa viagem no tempo e no espaço até às origens da chamada língua antiga protoindo-europeia. E porque é que isto é importante? Porque as línguas que quase metade da população mundial fala hoje descendem dela. Com a ajuda da ciência e de uma escrita fluida e recheada de informação, a autora segue a evolução da linguagem ao longo do tempo e por diferentes geografias. Um olhar para um passado muito longínquo que é, não só científica e historicamente interessante, como também fundamental para percebermos o presente. Proto chega às livrarias a 5 de março.

Quando o planeta emergiu da última era glacial, uma língua nasceu entre a Europa e a Ásia, junto ao mar Negro. Essa língua antiga, a que chamamos protoindo-europeu, não tardou a sair do seu berço, mudando e fragmentando-se à medida que progredia no espaço, até os seus descendentes serem falados da Escócia à China. Hoje, esses descendentes constituem a maior família linguística do mundo, o fio que liga culturas díspares: do Inferno de Dante ao Rig Veda, d’O Senhor dos Anéis à poesia amorosa de Rumi.

«O sânscrito, o grego, o latim, o nórdico primitivo e o inglês descendem todos de uma língua muito mais antiga – o protoindo-europeu, de “proto”, que significa primeiro, e “indo-europeu”, a família a que pertencem essas línguas», explica Laura Spinney na introdução do livro. «O Big Bang das línguas indo-europeias é de longe o acontecimento mais importante dos últimos cinco milénios, no Velho Mundo. Foram necessários mais de 3500 anos e a invenção do navio oceânico, mas depois de 1492 algumas dessas línguas implantaram-se no Novo Mundo e, daí, expandiram-se de novo.»

Com Laura Spinney, viajamos ao longo da estepe, pelo Cáucaso, pelas Rotas da Seda e pelo Indocuche. Seguimos os passos de nómadas e monges e guerreiras amazonas — os povos antigos que espalharam tais línguas por toda a parte. No presente, Spinney encontra cientistas envolvidos na missão emocionante de recuperar essas línguas perdidas: os linguistas, arqueólogos e geneticistas que reconstruíram essa diáspora antiga. O que eles descobriram tem implicações vitais para o mundo moderno, já que as pessoas e as suas línguas estão novamente em movimento.

«Agora, oito mil milhões de seres humanos falam cerca de sete mil línguas, que se inserem, aproximadamente, em 40 famílias, mas a maior parte de nós fala línguas que pertencem apenas a cinco delas: indo-europeia, sino tibetana, Niger-Congo, afro-asiática e austronésia. Entre essas cinco, destacam-se dois gigantes: as línguas indo europeias, cujo representante mais importante é o inglês, e as sino-tibetanas, que incluem o mandarim», escreve a autora. «Na Terra, quase uma em cada duas pessoas fala uma língua indo-europeia.» 

Sobre a Autora

Laura Spinney é uma escritora e jornalista especializada em ciência.  O seu livro Pale Rider: The Spanish Flu of 1918 and How It Changed the World foi um bestseller, traduzido para mais de uma dúzia de línguas.  Os seus artigos científicos foram publicados em The Atlantic, National Geographic, Nature, The Economist, The Guardian e outros média.  

Estreias de cinema de 26 de Fevereiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Crime em Directo

No dia 8 de Fevereiro de 1977, Tony Kiritsis (1932-2005) dirigiu-se à Meridian Mortgage Company, em Indianápolis (EUA), para se reunir com M.L. Hall, o presidente da empresa. À chegada, encontrou Richard Hall, o filho do empresário, que o informou que o pai estava de férias. Sentindo-se vítima de fraude na compra de terrenos, Kiritsis tomou Richard como refém, prendeu-lhe uma caçadeira ao pescoço e montou um mecanismo de “dead man’s switch”, pronto a disparar caso alguém decidisse intervir. Alegando ter sido enganado pela família Hall, exigiu um pedido público de desculpas, cinco milhões de dólares para cobrir os prejuízos e total imunidade pelo seu acto. O que começou como um gesto de puro desespero transformou-se num verdadeiro caso de polícia, acompanhado em directo pelos média durante quase três dias, numa escalada de tensão que lançou o debate sobre as leis criadas para beneficiar os mais ricos e poderosos.

Realizado por Gus Van Sant e escrito por Austin Kolodney, com consultoria histórica de Alan Berry e Mark Enochs — que colaboraram no documentário “Dead Man’s Line” (2018) sobre os mesmos acontecimentos —, o filme é protagonizado por Bill Skarsgård no papel de Kiritsis, ao lado de Dacre Montgomery, Cary Elwes, Myha'la, Colman Domingo e Al Pacino. 



O Filho do Carpinteiro

Inspirado no Evangelho de Pseudo-Tomé, um texto apócrifo do século II sobre a infância de Jesus, este filme explora a sua infância no Egipto sob uma perspectiva de terror sobrenatural. Um rapaz cresce numa região desértica isolada, criado por um carpinteiro devoto e por uma jovem mulher. A sua vida transforma-se quando começa a manifestar poderes misteriosos e conhece uma criança, possivelmente demoníaca, que o leva a questionar a autoridade do pai. À medida que visões perturbadoras e fenómenos estranhos se sucedem, a família apercebe-se de que as suas acções podem revelar uma origem divina.

Com realização e argumento do egípcio Lotfy Nathan, este filme de terror sobrenatural conta com Nicolas Cage, que também produz, Noah Jupe, FKA twigs, Souheila Yacoub, Isla Johnston, Kaiti Manolidaki e Erato Tziveleki nos papéis principais. O filme gerou controvérsia em vários lugares do mundo, com muçulmanos e cristãos a considerarem ofensiva a representação da Sagrada Família. Por esse motivo, as autoridades egípcias negaram autorização para as filmagens, obrigando a produção a ser transferida para a Grécia.



Gritos 7

Décadas após a primeira vaga de homicídios em Woodsboro, Sidney Prescott leva uma vida relativamente tranquila na cidade de Pine Grove, no Indiana. Mas o terror regressa quando Ghostface, o assassino em série que a perseguiu no passado, volta a ameaçar os habitantes, tendo agora como principal alvo Tatum, a sua filha adolescente. Sem alternativa senão lutar, Sidney vai enfrentar novamente os demónios do passado para pôr fim, de uma vez por todas, a este pesadelo.
 
Com realização de Kevin Williamson, este filme de terror corresponde ao sétimo episódio da saga iniciada em 1996 por Wes Craven, realizador de clássicos como “Os Olhos da Montanha” (1977), “Pesadelo em Elm Street” (1984) ou “A Maldição dos Mortos-Vivos” (1988).
A narrativa dá continuidade aos acontecimentos dos filmes anteriores e conta com o regresso de Courteney Cox e Neve Campbell aos seus papéis habituais, bem como com Isabel May, Jasmin Savoy Brown e Anna Camp. O filme inclui ainda a voz de Roger Jackson, que participa pela sétima vez na saga.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cuid'Arte no MAAT proporciona experiências de bem-estar através da arte a pessoas com demência e cuidadores



O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia está a dinamizar um novo programa exclusivo para pessoas com diagnóstico de demência e seus seus cuidadores formais e informais. Chama-se Cuid’Arte e cria um ambiente de visita que privilegia a calma, a presença e a atenção ao ritmo de cada participante, promovendo experiências de encontro e bem‑estar através da arte.

Desenvolvidas em torno das exposições patentes no museu, convidando os intervenientes a explorar a arte de forma sensorial e acessível, através da observação, da conversa e de pequenas dinâmicas que incentivam a participação. O objetivo principal é criar tempo e espaço para que cada pessoa possa envolver-se com aquilo que vê e com o grupo que a acompanha, num contexto de acolhimento, escuta e relação.

As sessões do Cuid’Arte são gratuitas e realizam-se no primeiro e no terceiro sábado de cada mês. Apesar de terem participação aberta e não sequencial, a regularidade oferece continuidade e familiaridade, reforçando a relação com o museu e a sensação de pertença.

Os programas desenvolvidos pelo MAAT para pessoas com demência e seus cuidadores contam com a Alzheimer Portugal como parceiro de avaliação científica. As duas instituições trabalham juntas desde 2021, ano em que foi lançado o programa Marcar o Lugar - Alzheimer: Encontros no Museu, que ainda decorre no MAAT, também de participação gratuita, entretanto replicado em outras instituições.

Inscrições: visitar.maat@edp.pt

Sobre o MAAT

Inaugurado em outubro de 2016 no contexto da política de mecenato cultural da Fundação EDP, o MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é uma instituição internacional que se dedica a promover o discurso crítico e a prática criativa com vista a suscitar novos entendimentos sobre o presente histórico e um compromisso responsável para com o futuro comum. Situado na frente ribeirinha da zona histórica de Belém, em Lisboa, o campus abrange uma área de 38 mil metros quadrados que engloba uma central termoelétrica reconvertida – a Central Tejo, edifício emblemático da arquitetura industrial construído em 1908 – e um novo edifício desenhado pelo estúdio de arquitetura londrino AL_A (Amanda Levete Architects – MAAT Central e MAAT Gallery, respetivamente. Ambos acolhem exposições e eventos programados pelo MAAT e estão ligados por um jardim projetado pelo arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic.

O Fantasma do Rei Leopoldo



Finalista do Prémio The National Book Critics Circle, O Fantasma do Rei Leopoldo é o relato verdadeiro e assombroso do regime brutal do rei Leopoldo e do seu efeito duradouro numa nação arruinada, que, nesta nova edição, conta com uma introdução da premiada romancista Barbara Kingsolver.

No final do século XIX, sob o pretexto de uma missão civilizadora e humanitária, o rei belga apropriou-se de um território oitenta vezes maior do que o seu país. O chamado «Estado Livre do Congo» rapidamente se revelou um dos sistemas de exploração mais brutais da história moderna — uma máquina de saque e violência que enriqueceu o monarca à custa do sangue dos congoleses.

Pondo em cena personagens mais vívidas e sedutoras do que as de um romance, este livro brilhante inscreve para sempre na consciência humana um episódio brutal da História da colonização moderna.

Sobre o Autor

Adam Hochschild, escritor, jornalista, professor universitário e conferencista americano, ficou mundialmente célebre pela obra O Fantasma do Rei Leopoldo. Hochschild nasceu em 1942 na cidade de Nova Iorque e formou-se em História e Literatura na Universidade de Harvard.

Enquanto estudante universitário, passou um Verão a trabalhar num jornal que se opunha ao governo segregacionista da África do Sul e foi, em 1964, activista pelos direitos civis no Mississippi. Estas duas experiências políticas seriam cruciais na determinação da sua carreira como escritor. Mais tarde, fez parte do movimento contra a guerra do Vietname e, depois de vários anos a trabalhar como repórter num jornal diário, iniciou a actividade de escritor e editor da revista de esquerda Ramparts. Em meados da década de 70, foi um dos co-fundadores da revista Mother Jones.

Festival Mental - Cinema, Arte e Informação celebra 10ª edição



A 10ª edição do Festival Mental - Cinema, Artes e Informação - realiza-se entre 14 e 17 de maio, no Cinema São Jorge e outros locais a anunciar brevemente. Este ano assinalamos uma década de um projeto cultural singular, dedicado à promoção, prevenção e combate ao estigma em saúde mental através da plataforma da cultura.

Ano após ano, procuramos criar um espaço seguro onde a iliteracia dá lugar à compreensão e à empatia, utilizando a expressão artística como ponte para o diálogo e para a quebra de preconceitos. Mais do que um marco no calendário, estes dez anos representam um percurso de aprendizagem mútua e afirmam a extrema relevância pública do festival no nosso quotidiano.

Esta edição especial assume-se como um radar sobre o trajeto percorrido nesta década, reunindo vozes e textos de convidados que passaram pelo festival e que ajudam a construir uma leitura crítica e afetiva deste percurso. Num espírito de celebração, o festival revisita o caminho feito e o impacto consolidado no panorama da saúde mental em Portugal, fazendo simultaneamente um balanço crítico sobre as mudanças ocorridas no setor ao longo destes dez anos.

O cinema, com todas as histórias que nos chegam - íntimas, coletivas e universais - continua a ser um eixo central, a par das artes, da literatura, da dança, do teatro e da música, com destaque para o segmento muito particular "My Story, My Song", onde experiências de vida ganham expressão artística através da música.

Mantemos a coprodução da Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, bem como as parcerias estratégicas que se fortaleceram ao longo da década. Estas colaborações reforçam o peso institucional e a relevância científica do evento, possibilitando-nos continuar a servir esta causa.

Dos inúmeros temas debatidos nas M-Talks do Mental - mesmo durante a pandemia - vários serão revisitados pelos próprios protagonistas. Estes deixarão uma reflexão sobre o que mudou (ou não) nos temas abordados, criando um ponto de situação particularmente válido para abrir novas perspetivas, sobretudo no âmbito da promoção e prevenção.

A edição comemorativa reforça ainda a sua dimensão intergeracional com as vertentes M-Sénior e M-Jovem. Ambas contam com programação específica, incluindo workshops, atividades participativas e a Mostra Internacional de Curtas-Metragens, promovendo o diálogo, a literacia e a expressão artística em diferentes fases da vida.

As novas ideias e abordagens emergentes regressam no segmento M-Click (iniciado em 2025), dando espaço a projetos inovadores, novos criadores e propostas experimentais, reforçando o compromisso do Festival Mental com o futuro e com as novas linguagens na área da saúde mental.

Festival Mental, Pense, Fale, Saiba, Reaja!

Instalação comemorativa do Ano Novo Chinês em destaque na Galeria de Arte do Casino Lisboa



O Casino Lisboa inaugurou, no passado dia 17, uma instalação comemorativa do Ano Novo Chinês que tem suscitado o interesse dos seus visitantes. Trata-se de uma imponente instalação que evoca o “Ano Novo Lunar 2026”, “Ano do Cavalo”, na Galeria de Arte, localizada na área circundante ao Arena Lounge. Com entrada gratuita, a não perder, até ao próximo dia 4 de março.

A instalação alusiva ao Ano Novo Chinês tem vários pontos de interesse, destacando-se, desde logo, um colorido cavalo que simboliza o signo que rege 2026, assim como um emblemático pórtico chinês e um icónico pessegueiro de dimensões reais. 



Os visitantes do Casino Lisboa podem observar uma instalação com cerca de 80 lanternas iluminadas e numerosos adornos chineses distribuídos pela Galeria de Arte. A celebração desta data tão especial está logo em evidência com vários apontamentos desta instalação na porta rotativa da entrada principal do Casino Lisboa.  

Recorde-se que foi, precisamente, no passado dia 17, que iniciou oficialmente o “Ano Novo Lunar”, uma data celebrada na China, na Ásia Oriental e por diversas comunidades da região espalhadas pelo mundo.

Coala Festival Portugal anuncia Caetano Veloso



Coala Festival Portugal anuncia um dos maiores nomes da música brasileira e mundial: Caetano Veloso. O artista sobe ao palco do festival num espetáculo que promete celebrar a sua trajetória histórica. O festival acontece nos dias 30 e 31 de maio, no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.

Com mais de cinco décadas de carreira, Caetano é um dos principais nomes da Tropicália e autor de um repertório que atravessa gerações, reunindo clássicos que marcaram a cultura brasileira e conquistaram reconhecimento internacional.

No Coala Festival Brasil 2025, Caetano deu um concerto memorável. Na próxima edição, o público português pode esperar um espetáculo que reúne sucessos consagrados e momentos de forte conexão poética e musical. 

A apresentação no Coala Festival Portugal vai transformar o palco num espaço de celebração coletiva e encontro entre culturas. Em sintonia com a curadoria e os pilares do festival, o concerto representa o diálogo entre música, cultura e identidade, a partir da língua portuguesa. Além de Caetano Veloso, o festival já anunciou como parte do cartaz, o português Slow J, os brasileiros João Gomes e Lulu Santos e o angolano Bonga.

Os bilhetes para o festival já estão disponíveis em na plataforma Fever em dois formatos: Passe Geral Relvado 2 dias (95€) e Passe VIP Tenda 2 dias (190€).

Sobre o Coala Festival

Com mais de uma década de história, o Coala Festival afirma-se como um dos mais relevantes festivais de música de língua portuguesa. Em Portugal, o Coala expande a identidade, assumindo-se como um ponto de encontro entre culturas que partilham a mesma língua. O festival conecta Brasil, Portugal e África (PALOPs), criando uma ligação entre ritmos e gerações, num diálogo artístico que celebra as raízes. De regresso a Portugal para a terceira edição, o Coala Festival marca o arranque do verão e promete dois dias de celebração da diversidade cultural e da força criativa do universo lusófono. Com uma programação diversa e cuidadosamente selecionada, o Coala Festival reúne artistas de referência, no icónico Hipódromo Manuel Possolo.

Casino Lisboa estreou “Dona Flor e Seus Dois Maridos”



O Casino Lisboa estreou, na semana passada, a peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, baseada no romance de Jorge Amado. Bruno Cabrerizo, Sofia Ribeiro e Vítor Hugo iniciaram um ciclo de representações de uma das histórias mais conhecidas da literatura brasileira. Os espectáculos renovam-se de quinta-feira a sábado, às 21h00; e aos domingos, às 17h00, no Auditório dos Oceanos.

Foram muitas as personalidades de relevo, nomeadamente da área do espectáculo e dos media, que marcaram presença na estreia de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” que esgotou o Auditório dos Oceanos.



A peça distingue-se, desde logo, por dissecar um conflito emocional de Dona Flor com a paixão, a estabilidade e o desejo. Durante uma hora e meia, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” convidou os espectadores a viajar até ao calor do Brasil, mergulhando no icónico Carnaval da Bahia e nos seus ritmos e melodias mais conhecidos. 

Uma história de amor arrebatadora. Às vezes desequilibrada, mas sempre carregada de paixão. Assim era a vida de Flor e do seu marido, Vadinho, um mulherengo e jogador inveterado, até ao dia em que ele morre repentinamente.



Algum tempo passado, Flor volta a casar. Com Teodoro, um marido exemplar, um farmacêutico metódico, dedicado e muito respeitador da sua amada mulher. Flor conhece então os dias mais tranquilos e estáveis de um casamento. Mas também os mais tediosos. Até ao dia em que o fantasma de Vadinho aparece na sua cama! 

A incomparável obra de Jorge Amado, uma das mais sensuais histórias de sempre da televisão, chega agora ao palco do Auditório dos Oceanos. As temperaturas vão subir!! O corpo vai pedir para dançar! E os corações vão bater mais depressa, apaixonados pela história de Flor, e os seus dois maridos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Não há romance tão estapafúrdio e delirante



A Quetzal Editores fez chegar às livrarias um dos romances mais divertidos e maravilhosos do grande mestre galego, Gonzalo Torrente Ballester. Fragmentos de Apocalipse é a prova de que a literatura nos transforma em personagens dos romances que lemos. «Eu nunca consegui disciplinar a minha imaginação e a minha fantasia», escreve o autor no prólogo esta edição, traduzida por António Gonçalves.

Não há romance tão estapafúrdio e delirante. Nem tão apocalíptico. Em Fragmentos de Apocalipse, Gonzalo Torrente Ballester oferece-nos uma visão amorosa, crítica, mordaz e divertida dos habitantes de Villasanta de la Estrella, cidade que pode ser vista como uma recriação romanesca de Santiago de Compostela. O escritor transforma-se em protagonista, herói, vítima, leitor, espectador e ator principal – tudo à medida das suas conveniências – e mostra-nos as possíveis formas de composição do próprio romance. Entrevistando as personagens (e revelando as suas favoritas) e voltando atrás quantas vezes lhe apetece. 

Pelo meio, assistimos a uma história de província onde alternam o real e o mágico, o humor e o sonho, a ironia e o amor, a melancolia galega e um erotismo paradoxal, tudo para nosso deleite intelectual, diversão e divertimento. Acompanhamos a vida de um bando anarquista que joga às cartas com o bispo, as deambulações de um arquiteto que viaja no tempo, um arcebispo capaz de voar, dragões, fantasmas de Cavaleiros Templários, a chegada de Sitting Bull, viagens astrais, um labirinto, a aparição do Dr. Moriarty, bonecas sexuais, a vida diária de um grupo de historiadores e amantes da cidade – mas também uma invasão viking, uma professora russa que sabe demais e a ressurreição de uma princesa adormecida. Como num apocalipse imprevisível.

Sobre o Autor

Gonzalo Torrente Ballester (El Ferrol, 1910-Salamanca, 1999) é um autor fundamental da literatura espanhola contemporânea. Estudou Filosofia e Letras na Universidade de Santiago (onde foi professor de Literatura a partir de 1940) e Direito nas Universidades de Santiago, Oviedo e Madrid. Dedicou quase toda a sua vida ao ensino e à literatura, em Espanha ou nos EUA (em Albany, NY). Dramaturgo, ensaísta, crítico e romancista, Torrente Ballester recebeu, entre muitos outros, os prémios Cidade de Barcelona, da Crítica, da Fundação March, Planeta, Nacional de Literatura, Príncipe das Astúrias em 1982 e o Miguel de Cervantes em 1985. Entre as suas obras mais importantes contam-se A Saga/Fuga de J.B. (1972), Filomeno (1988), A Ilha dos Jacintos Cortados (1981), Crónica do Rei Pasmado (1989), Fragmentos de Apocalipse (1977) ou a trilogia Os Prazeres e as Sombras e ainda A Morte do Decano. 

A Festa da Francofonia 2026 celebra a diversidade cultural francófona em Portugal sob o tema "Mulheres na Francofonia"



A Festa da Francofonia regressa a Portugal em março e abril de 2026, afirmando-se como um amplo programa cultural que celebra a riqueza e a diversidade das culturas francófonas através de múltiplas áreas artísticas e de pensamento. Durante mais de um mês, literatura, artes performativas, música, cinema, artes visuais, encontros académicos e iniciativas de sensibilização social e ambiental cruzam-se num conjunto de propostas acessíveis e descentralizadas, envolvendo instituições culturais, educativas e diplomáticas em todo o país, sob o tema “Mulheres na Francofonia”.
 
Celebrado a 20 de março em todo o mundo, o Dia Internacional da Francofonia é o mote para a Festa que, no sábado 21 de março, propõe uma visita ao Village Francophone, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. A aldeia francófona é um espaço acessível e aberto a todos, em que os países participantes (Andorra, Bélgica, Cabo Verde, Canadá/Quebeque, Costa do Marfim, França, Líbano, Marrocos, Roménia, Senegal, Suíça, Tunísia) apresentam as suas tradições, a sua cultura e a sua gastronomia. A tarde será animada com jogos, quizz, sorteios, bem como animações culturais e pequenos concertos. Um momento convivial e familiar para descobrir, com alegria e boa disposição, a riqueza e a diversidade do mundo francófono.
 
A literatura e o pensamento assumem um lugar central na programação, através de conversas, encontros literários, lançamentos de livros, residências de autores e iniciativas académicas acolhidas por embaixadas, institutos culturais, universidades e bibliotecas. Entre os momentos de destaque contam-se a conversa inaugural entre Lídia Jorge e Leïla Slimani, os encontros com autores como Hervé Le Tellier e Éric Chacour no Institut Français du Portugal, ou o ilustrador e autor de banda desenhada libanês Kamal Hakim, a residência literária da escritora belga Veronika Mabardi na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, bem como debates e projetos educativos que reforçam o papel da língua francesa como espaço de criação, reflexão crítica e diálogo intercultural. A forte implicação das instituições de ensino superior e das redes culturais francófonas sublinha a dimensão formativa e intelectual da Festa.

As artes performativas e a música, em diálogo com o cinema e a performance, revelam a vitalidade contemporânea da criação francófona através de concertos, espetáculos, sessões de cinema, comédia e projetos híbridos apresentados em teatros, institutos culturais, residências diplomáticas e espaços públicos. Destacam-se propostas como o concerto intimista de Marie Warnant na Residência do Embaixador da Bélgica, o espetáculo Kumina, de Victor Oliveira, no Teatro do Bairro Alto, o evento de stand-up RIR’ à Lisbonne 100% Féminin (fotografia abaixo) bem como as sessões de cinema dedicadas à dança no Institut Français du Portugal. Estes eventos evidenciam a diversidade de linguagens artísticas e o papel das entidades de acolhimento enquanto espaços de proximidade e partilha cultural.

No campo das exposições e das artes visuais, a Festa da Francofonia apresenta um conjunto significativo de projetos acolhidos por galerias, centros culturais, universidades e pela rede das Alliances Françaises em várias cidades do país. Entre as exposições destacam-se Oliveira, Linhas de Vida, de Christine Enrègle, na Galeria Santa Maria Maior, a exposição coletiva de arte têxtil Fio da Mulher, com curadoria de Ana Maria Gonçalves, A História da França no Feminino, dedicada às mulheres que marcaram a história francesa, e Cores Mediterrânicas, de Inés  Romdhane. Estas propostas cruzam memória, identidade, criação contemporânea e reflexão histórica, afirmando as artes visuais como espaço de diálogo sensível e de construção de narrativas plurais.

A Festa da Francofonia marca também presença no Monstra – Festival de Animação de Lisboa. Entre 12 e 22 de março são exibidos filmes de animação da Bélgica, Canadá/Quebeque, França, Luxemburgo, Roménia e Suíça, entre outros filmes em coprodução.
 
A programação completa da Festa da Francofonia 2026 está disponível no site oficial da Festa da Francofonia em festadafrancofonia.com, no Instagram no Facebook.

Alguns eventos estão sujeitos a inscrição prévia.

Pensar como Um Filósofo



Pensar como Um Filósofo é um convite ao hábito de bem pensar conduzido pelo filósofo britânico Julian Baggini, e uma ferramenta preciosa no combate ao caos e à desinformação crescentes. Recorrendo ao estudo da razão inspirado pelos mais eminentes filósofos, Baggini ensina-nos a enfrentar estes perigos pensando melhor. O autor oferece doze princípios-chave para uma abordagem mais humana, equilibrada e racional do pensamento: prestar atenção; questionar tudo (incluindo as nossas próprias perguntas); verificar os factos; ter atenção à linguagem; ser ecléctico; identificar o que importa; deixar o ego de lado; pensar por si próprio, mas não sozinho; e não desistir. Cada capítulo está repleto de exemplos do mundo real que revelam estes princípios em acção e o modo como conduzem a conclusões mais ponderadas.

Mais do que um livro de conselhos e estratégias (ou formas de como ser insuportavelmente inteligente em festas), Pensar como Um Filósofo é uma proposta irresistível para desenvolver o hábito de pensar bem num mundo em que isso é cada vez mais necessário.

Sobre o Autor

Julian Baggini é um dos fundadores da revista inglesa The Philosophers’ Magazine e autor de mais de vinte livros, muitos dos quais para um público não especializado. Destacam-se os seus livros sobre os problemas do livre-arbítrio e também sobre a identidade pessoal. É colaborador regular da BBC Radio.

Concertos gratuitos de Raphael Lopes Duo no Casino Lisboa



Raphael Lopes Duo protagoniza, de 26 a 28 de fevereiro, às 22h35, um ciclo de três concertos no Arena Lounge do Casino Lisboa. A noite prolonga-se, às 23h45, na sexta-feira, 27, com DJ Sheri Vari; e no sábado, 28, com DJ Pan Sorbe, que escolhem os sets ideais até de madrugada. A entrada é gratuita. 

Raphael Lopes Duo nos dias 26, 27 e 28
Raphael Lopes duo apresenta um projecto acústico e intimista que percorre numerosos clássicos do Pop, Rock e Soul Music. Raphael Lopes (voz e guitarra) será acompanhado por Filipe Silva (Percussão).



DJ Sheri Vari no dia 27
Com um currículo extenso que se prolonga por mais de uma década atrás dos pratos, Mariana Cruz sintetiza a toda uma vasta experiência como residente de inúmeros espaços, bem como convidada frequente de tantos outros, num pseudónimo que evoca história, respeito, segurança descomplexada e conhecimento de causa.



DJ Pan Sorbe no dia 28
Viveu toda a agitação dos anos 2000 no Bairro Alto, onde tocou nos lugares mais emblemáticos como o Frémitus, Capela, Purex, Frágil, Clube da Esquina, Bicaense e ZDB. Foi residente no Lux durante sete anos com a noite mensal Fiasco. Destacam-se também outros clubes onde foi residente de norte a sul do país: Musicbox, Europa, Lounge, Alcantâra-Club, Maus Hábitos, Indústria, Plano B, Pitch. Passou por alguns dos principais festivais nacionais: Boom Festival, Super Bock Super Rock, Sudoeste, Sagres Surf Fest e Cosmopolis.

Olga salva o mundo no Porto de Encontro



A 124.ª edição do ciclo de conversas da Porto Editora recebe Rui Zink para a apresentação do seu muito aguardado romance.

O mais recente livro de Rui Zink será o mote da próxima sessão do Porto de Encontro, que acontece a 28 de fevereiro, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

Ao longo da conversa com o jornalista Sérgio Almeida, pautada com leituras de José Carlos Tinoco, o autor revelará Olga salva o mundo, obra em que parte da inquietação para observar o presente com ironia afiada e um desconforto assumido.

Num país onde linchamentos públicos se tornam aceitáveis, desde que sustentados por uma narrativa convincente, acompanhamos a inspetora Judite Furriel. À medida que investiga casos de violência contra inocentes, começa a desenhar-se um padrão difuso, alimentado por uma retórica paralela que se infiltra no quotidiano e molda perceções. Entre realidade e ficção, o romance expõe como o medo pode ser fabricado e como a verdade se torna descartável quando a indignação coletiva exige sangue.

Fiel ao seu registo literário, Rui Zink joga com ideias como quem brinca com palavras. O livro inclui uma reflexão subtil sobre tecnologia e autoria, que demonstra como mecanismos artificiais podem ganhar tração no mundo real e influenciar comportamentos coletivos. O resultado é uma crítica mordaz à desinformação e à tentação da justiça popular.

O percurso literário de Rui Zink é marcado pela diversidade, abrangendo o romance, a banda desenhada, o ensaio e a literatura infantil. Desde 1986, publicou títulos como Hotel Lusitano, Apocalipse Nau, O Suplente, O Anibaleitor, A Instalação do Medo ou O avô tem uma borracha na cabeça. A sua obra está traduzida para vinte línguas e já foi distinguida dentro e fora de Portugal. A adaptação teatral de Manual do Bom Fascista tem esgotado salas.

O Porto de Encontro é uma iniciativa da Porto Editora, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand.

Mais informações em www.portoencontro.pt

Murilo Couto regressa ao Casino Lisboa



Reconhecido pelo seu humor irreverente e espontâneo, Murilo Couto regressa, no dia 14 de abril, pelas 21 horas, ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. O humorista brasileiro apresenta uma nova stand-up comedy que mergulha de cabeça na sua recém-descoberta vida de casado.

O espectáculo traz uma visão divertida e única sobre as transformações que acompanham esta nova fase da sua vida, repleta de desafios e momentos cómicos que o público poderá reconhecer.
 
Entre as histórias, Murilo Couto aborda as mudanças inesperadas na rotina diária, o choque entre personalidades dentro do relacionamento, e as pequenas (ou gigantescas) discussões que surgem ao tentar terminar uma reforma. 

De uma forma leve e descontraída, Murilo Couto explora o lado tragicómico das tentativas frustradas de se tornar um “adulto de verdade”, algo que para ele parece ser uma missão impossível.
 
Venha assistir, ao vivo, como Murilo Couto transforma as dificuldades quotidianas da vida a dois numa experiência hilariante e inesquecível. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Câmara Municipal de Beja apresenta projeto ALDEAGAR na BTL 2026



A Câmara Municipal de Beja vai apresentar o projeto ALDEAGAR – as aldeias de Beja transformam-se em museus imateriais no âmbito da sua participação na Better Tourism Lisbon Travel Market 2026 (BTL 2026).

A sessão de apresentação terá lugar no dia 25 de fevereiro, às 17h00, no espaço Alentejo / Ribatejo – Pavilhão 1, onde o Município marcará presença com um stand próprio. A iniciativa contará com a participação especial de Cristina Taquelim, Ana Santos e Celina da Piedade.

O ALDEAGAR é uma nova rede digital de descoberta das 15 aldeias do concelho de Beja, que alia tecnologia, património oral e turismo sustentável. Assente em áudio-guias narrados e experiências de realidade aumentada, o projeto será acessível através de painéis informativos com QR Codes instalados em cada localidade.

Em cada aldeia, os visitantes poderão ouvir histórias que cruzam tradição, memória e identidade local, promovendo uma experiência imersiva e autêntica do território. A aplicação móvel, gratuita, estará disponível para Android e iOS, com conteúdos em português, espanhol e inglês.

Além da apresentação do projeto ALDEAGAR, a programação do Município na BTL inclui momentos de animação, degustação de produtos regionais, sorteios e a dinamização do passatempo Kids Route. No dia 27 de fevereiro, às 19h00, realiza-se ainda a Prova de Vinhos de Beja, no stand da CIMBAL, assinalando o Baixo Alentejo como Cidade Europeia do Vinho 2026.

O projeto é financiado pelo programa Transformar Turismo, do Turismo de Portugal, I.P., e desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, sob iniciativa da Câmara Municipal de Beja.

Com esta apresentação na BTL 2026, o Município reforça a sua aposta na inovação, na valorização do património imaterial e na promoção de um turismo sustentável e diferenciador no território.

Matheus Ceará apresenta novo espectáculo no Casino Lisboa



Em noite de stand-up comedy, Matheus Ceará actua no dia 12 de maio, pelas 21 horas, no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa. No âmbito da celebração dos seus 28 anos de carreira, o humorista brasileiro apresenta um novo espectáculo, a solo, conciliando uma mistura perfeita entre o novo e o nostálgico. 

O espectáculo é uma celebração do seu percurso artístico que passa pelos palcos, pelos 18 anos de televisão, entre festivais de piadas, quadros e programas humorísticos de grande relevância, assim como pelos seus conteúdos na internet, que o tornaram num dos principais nomes do humor no Brasil.  

Estarão em destaque piadas inéditas e comentários hilariantes sobre diversos acontecimentos do quotidiano. Matheus Ceará convida, ainda, o público a revisitar as piadas clássicas que moldaram o seu estilo e conquistaram o Brasil. 

Com um expressivo êxito registado na internet, “Vocês Pedem, Eu Conto”, onde a plateia participa escolhendo activamente os temas das piadas, será outro dos pontos altos da noite. 

E, antes de mais nada, Matheus Ceará deixa um recado: “Desculpa eu ter vindo!” 

Dino D’Santiago convida Mayra Andrade e Batukadeiras ao Festival Jardins do Marquês



O Festival Jardins do Marquês no dia 5 de julho, transforma-se num espaço de encontro cultural, com uma noite especial dedicada à música e à herança cultural lusófona, no mesmo dia em que se celebra o Dia Internacional de Cabo Verde.

Dino D’Santiago sobe ao palco nesse dia com convidados muito especiais: Mayra Andrade e BatukadeirasX, num espetáculo pensado como celebração da identidade, da diáspora e da força criativa cabo-verdiana.

A abrir a noite, o Festival apresenta o Tributo a Super Mama Djombo com Karyna Gomes, Mikas Cabral e Manecas Costa, sob direção musical de Juvenal Cabral, acompanhados por músicos da Guiné-Bissau, homenagem a uma das bandas mais importantes da história da música africana e lusófona que tornou-se a voz musical de um povo em luta pela liberdade, unindo tradição, identidade e consciência política através da música. 

No dia 5 de julho, os Jardins do Marquês transformam-se num espaço de encontro cultural, onde a música celebra identidade, liberdade e pertença.



Sobre os artistas

Dino D’Santiago
Natural de Quarteira, Dino D’Santiago é uma das figuras centrais da música portuguesa contemporânea. Cruza tradição cabo-verdiana com sonoridades globais, afirmando-se como ponte entre territórios, gerações e linguagens musicais. Nomeado para os Latin Grammy Awards e reconhecido pelo seu trabalho artístico e social, é hoje uma referência na afirmação da identidade afro-lusófona.

Mayra Andrade
Mayra Andrade é uma cantora e compositora cabo-verdiana. Viveu entre Cabo Verde, Senegal, Angola e Alemanha, experiências que influenciaram a sua identidade musical. Desde a adolescência destacou-se como compositora e intérprete, construindo uma carreira internacional marcada pelo equilíbrio entre tradição e contemporaneidade.

BatukadeirasX
As BatukadeirasX representam uma das expressões culturais mais emblemáticas de Cabo Verde. O batuque, ritmo ancestral do arquipélago, assume em palco uma dimensão coletiva, feminina e profundamente identitária.



Tributo a Super Mama Djombo
Fundada na Guiné-Bissau nos anos 70, Super Mama Djombo tornou-se a voz musical de um povo em luta pela liberdade, unindo tradição, identidade e consciência política através da música.

Este espetáculo de homenagem ganha vida com interpretações de Karyna Gomes, Mikas Cabral e Manecas Costa, sob direção musical de Juvenal Cabral, acompanhados por músicos da Guiné-Bissau.