quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Estreias de cinema de 19 de Fevereiro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



EPiC: Elvis Presley in Concert

Baz Luhrmann (“Moulin Rouge”, “Austrália”, “O Grande Gatsby”) regressa com este documentário musical para mais um retrato de Elvis Presley (1935-1977). A partir de imagens de arquivo, combinadas com filmagens e áudios descobertos durante as pesquisas para o filme “Elvis”, realizado em 2022 e protagonizado por Austin Butler, o realizador procura que, desta vez, seja o próprio a dar a sua versão dos acontecimentos.

Com sequências inéditas de alguns dos concertos e digressões mais emblemáticas, combinadas com gravações do próprio Elvis, Luhrmann constrói uma experiência cinematográfica que é também um espectáculo musical.

Estreado internacionalmente no Festival de Cinema de Toronto (TIFF), em Setembro de 2025, o filme foi exibido em Graceland, a propriedade da família Presley em Memphis, Tennessee, a 8 de Janeiro de 2026, data em que se assinalou o 91.º aniversário do nascimento do cantor. 



Primeira Pessoa do Plural

Mateus e Irene estão quase de partida para umas férias num paraíso tropical, que decidiram fazer para celebrar mais um aniversário de casamento. Mas, na véspera da viagem, ambos começam a sentir febres, desmaios e alucinações, sintomas aparentemente resultantes das vacinas que tomaram. Esse mal-estar físico vai dar origem a um certo desalento, tornando estranho e imprevisível o que construíram durante os 20 anos de vida em comum.

Em competição no Festival de Cinema de Roterdão, um drama conjugal produzido por Luís Urbano e Sandro Aguilar (“A Zona”, “Mariphasa”), que assume também a realização e o argumento. O elenco conta com Albano Jerónimo, Isabel Abreu, Eduardo Aguilar, Carla Maciel, Cláudio da Silva e Cláudia Efe. 



Olhar o Sol

Quatro gerações de raparigas crescem ligadas à mesma casa, numa quinta isolada na região da Altmark, na Alemanha. Alma, Erika, Angelika e Lenka pertencem à mesma família e viveram ali em épocas distintas, entre a década de 1910 e a de 2020. Situado sempre nesse espaço, o filme segue uma estrutura não linear, deslocando-se entre quatro períodos das suas vidas. Através de memórias, rituais repetidos e traumas partilhados, as suas existências entrelaçam-se.
Estreado no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o Prémio do Júri, “Olhar o Sol” foi nomeado nas categorias de melhor filme, realizador e argumento nos European Film Awards. A realização cabe a Mascha Schilinski, que assina o argumento em colaboração com Louise Peter. As interpretações são de Hanna Heckt, Lena Urzendowsky, Laeni Geiseler, Susanne Wuest, Luise Heyer e Lea Drinda.