Dos encantadores Campos Elísios, em Paris, para as bucólicas margens do Douro, em Tormes, a nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, aposta num dos grandes livros de Eça de Queirós, A Cidade e as Serras. Romance publicado depois da morte de Eça, este é o resumo do grande génio do escritor português num livro de enorme simplicidade, entre o divertimento e o episódio romântico, entre a grande literatura e a busca de inocência.
Um livro que se esconde na sombra de grandiosidade de Os Maias, mas que é, ao mesmo tempo, uma amostra do génio de Eça de Queirós como ironista, paisagista, historiador do seu século europeu e criador de personagens eternizadas na grande literatura. Marcado por uma intensa ironia, A Cidade e as Serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada em Paris decide deixar a fim de tratar de assuntos familiares num pequeno lugarejo em Portugal – nas serranias do Douro, onde vai redescobrir as alegrias simples do reencontro com a terra.
Os episódios que marcam a transição da grande cidade para a vida tranquila das serras constituem momentos únicos do infindável talento romanesco de Eça e da sua intuição como autor de mundos ficcionais que marcam a imaginação dos seus leitores.
A edição de A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, para a coleção A Biblioteca de Alexandria, chega às livrarias a 9 de abril.
Sobre o Autor
Filho de um magistrado, juiz e par do Reino, José Maria Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim em 1845. Depois de estudos preparatórios no Porto cursou Direito em Coimbra – tendo vivido em Lisboa e, depois de um período dedicado ao jornalismo (em Évora) e à pequena advocacia, entrou na administração pública. Seguiu a carreira diplomática e viveu em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. A sua obra maior é o romance Os Maias, publicado em dois volumes em 1888, na sequência de títulos como O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878) ou A Relíquia (1887). Grande parte da sua obra (como A Cidade e as Serras, A Capital ou Tragédia da Rua das Flores) foi publicada depois da sua morte, a 16 de agosto de 1900, em Neully-sur-Seine, arredores de Paris.
