sexta-feira, 24 de abril de 2026

Anatomia da Melancolia é próximo título da nova coleção da Quetzal



Publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1621, Anatomia da Melancolia, de Robert Burton, é um clássico intemporal, um trabalho de filosofia e medicina, de literatura e autoajuda, de amor e de ironia. Um livro interminável, com 1500 páginas, que chega à nova coleção da Quetzal, A Biblioteca de Alexandria, numa edição condensada e acessível de uma obra monumental e nunca concluída que marcou toda a cultura europeia.

Imaginado para explicar e dar conta de todas as emoções e pensamentos humanos, Anatomia da Melancolia é o livro de todos os livros sobre a natureza da melancolia e sobre toda a literatura do género, não tivesse Robert Burton assumido a missão de reunir toda a informação sobre o tema disponível na Biblioteca de Oxford, no séc. XVII: o que é a melancolia, todos os seus tipos, causas, sintomas, diagnósticos e diversas curas.

Seja com origem em males de amor, inquietações religiosas, luto ou perda, doença ou ameaça de depressão, a informação recolhida em Anatomia da Melancolia é uma viagem pela condição humana que influenciou autores como Jorge Luis Borges, Laurence Sterne, Samuel Johnson, Keats, Beckett, Virginia Woolf ou Nick Cave.

Sobre o Autor

Robert Burton nasceu em 1577 no seio de uma família abastada da nobreza rural. Foi um erudito que estudou e trabalhou durante a maior parte de sua vida no Christ Church College, em Oxford. Nunca casou, raramente viajava a não ser com mapas ou pelas descrições dos outros, teve uma vida sedentária, solitária e discreta – e escreveu poemas em latim e duas peças de teatro (de que só conhecemos uma sátira). Confinado ao seu gabinete de trabalho na biblioteca da universidade, dedicou-se à sua grande obsessão: este livro, publicado em 1621, e no qual continuou a trabalhar durante duas décadas, não para o corrigir ou alterar, mas para o aumentar ao longo das cinco edições que teve em vida. Só a morte, em 1640, o impediu de continuar.