Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:
Além do Horizonte: A Travessia
Exibido originalmente como série na RTP1 — e actualmente disponível na RTP Play —, este filme retrata a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada em 1922 pelos portugueses Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), ambos oficiais da Marinha Portuguesa.
Numa altura em que sobrevoar o oceano era um enorme desafio, os dois recorreram a um inovador sistema de navegação concebido por Coutinho. Mas a travessia, que pretendia assinalar o centenário da independência do Brasil, foi também uma prova de resistência, marcada por rivalidades, dificuldades técnicas e contratempos. Iniciada a 30 de Março de 1922 e concluída a 17 de Junho do mesmo ano, a viagem ligou Lisboa ao Rio de Janeiro e tornou-se um marco na história da aviação mundial.
Realizado por Fernando Vendrell ("Fintar o Destino", "O Gotejar da Luz", "Pele", "Aparição", "Sombras Brancas"), com argumento assinado por Filipe Santos, João Canelo, Diogo S. Figueira, Tota Alves, Fátima Ribeiro, José Diogo Gonçalves, Rúben Gonçalves e Isabel Pestana, o filme conta com Gonçalo Waddington no papel de Sacadura Cabral, Miguel Damião como Gago Coutinho e Francisco Froes como Sarmento Beires. Rafael Gomes, Júlia Palha, Vicente Wallenstein e Soraia Chaves completam o elenco.
O Meu País Imaginário
Em Outubro de 2019, as ruas de Santiago do Chile encheram-se de manifestantes que exigiam igualdade social e melhores condições de vida. O que começou com protestos estudantis transformou-se numa revolta popular de dimensões nacionais, onde se juntaram homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, fazendo questionar as enormes desigualdades existentes na sociedade chilena.
Com este documentário, Patricio Guzmán ("A Nostalgia da Luz", "O Botão de Nácar", "A Cordilheira dos Sonhos") regressa ao seu país natal para filmar esse momento de ruptura com o sistema e esperança de mudança. Através de imagens de arquivo e de entrevistas a muitos dos que protagonizaram os protestos, o realizador tenta compreender uma revolta que, na altura, representou a perspectiva de um país mais justo.
Apresentado no Festival de Cinema de Cannes, este filme integrou também os festivais de Toronto e San Sebastián.
Sensibilidade e Bom Senso
Após a morte do pai, Elinor e Marianne Dashwood perdem a fortuna e a casa de família onde sempre viveram, que passa, por herança, para o meio-irmão delas, filho do primeiro casamento do progenitor. Obrigadas a deixar Sussex e a instalar-se em Devon, na casa de um familiar distante que as acolhe, as duas irmãs enfrentam uma vida mais modesta na Inglaterra do século XIX. Entre dificuldades financeiras, convenções sociais bastante rígidas e muitas desilusões, as duas irmãs tentam enfrentar as adversidades e encontrar o equilíbrio entre a razão e as emoções, a sensibilidade e o bom senso.
Adaptação do romance homónimo da inglesa Jane Austen (1775-1817), publicado em 1811, esta nova versão da história é realizada por Georgia Oakley, a partir de um argumento de Diana Reid. As actrizes Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles interpretam as duas irmãs, num elenco que inclui ainda Caitríona Balfe, Frank Dillane, Herbert Nordrum, George MacKay e Fiona Shaw.



