quarta-feira, 19 de março de 2025

As origens e o futuro de um país dividido



A Mais Breve História do Líbano, da jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos, é um “retrato” imperdível sobre os marcos deste país, que volta a estar nas “bocas do mundo” com os conflitos que se desenrolam no Médio Oriente.

Limitado ao norte e a leste pela Síria e ao sul por Israel, na região denominada por Crescente Fértil e onde surgiram as primeiras grandes civilizações da humanidade, o Líbano nunca conseguiu ser o país estável que pretendia. Numa história marcada por conflitos, é há milénios um território disputado por muitos, e recentemente voltou a ser o centro das atenções, com a invasão por parte de Israel. Por isso, A Mais Breve História do Líbano, da autoria da jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos e editado pela Ideias de Ler, é uma obra essencial para compreender o panorama geopolítico atual.

A narrativa leva-nos desde a origem, com os Fenícios, passando pela criação oficial do país, no final da Segunda Guerra Mundial, pelo impacto da chegada de refugiados sírios e palestinianos e pelo surgimento do Hezbollah – um Estado dentro do Estado, que viria a ser o rastilho de sucessivos conflitos –, até aos dias de hoje e à mais recente invasão israelita.

Com uma escrita clara e fluída, Catarina Maldonado Vasconcelos teceu um retrato fiel do país que chegou a ser apelidado de “Suíça do Oriente”, mas que é hoje um território dividido, como nenhum outro, por credos e fações.

O livro já se encontra em pré-venda e chegará amanhã às livrarias.

Sobre a Autora

Catarina Maldonado Vasconcelos nasceu em janeiro de 1993. Em criança, sonhava tornar-se médica, e só mais tarde, após a entrada na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, descobriu a paixão pelo jornalismo. A da escrita sempre lá estivera. Estudou Ciências da Comunicação na Universidade do Porto. Trabalhou na TSF, entre 2019 e 2022, ali testemunhando a mestria dos grandes da telefonia. Em 2020, recebeu o prémio de ciberjornalismo para melhor Narrativa Sonora Digital, com "Terra Prometida", distinção que foi atribuída pelo público. Trabalha no Expresso desde fevereiro de 2022, quando eclodiu a guerra na Ucrânia. Tem-se dedicado a escrever sobre este conflito e o do Médio Oriente desde então.