quinta-feira, 9 de abril de 2026

Canon Europa aumenta rendimento de tinta de origem de impressoras



A Canon Europa anunciou uma melhoria significativa na capacidade de impressão  incluída de origem para vários modelos muito populares da gama MAXIFY GX.

As versões específicas, agora designadas como MAXIFY GX1051 / GX2051 e MAXIFY GX1041 / GX2041, passam a incluir, de origem, três frascos de tinta preta, permitindo aos utilizadores imprimir até 17.000 páginas desde o primeiro momento. Isto representa um aumento mais de cinco vezes superior em relação à autonomia anterior, que era de aproximadamente 3.000 páginas.

Esta melhoria significativa oferece valor e conveniência sem precedentes, especialmente para escritórios em casa e utilizadores com exigências de impressão elevadas e de eficiência em termos de custo.

Ao incluir três frascos de tinta preta, a Canon disponibiliza uma solução de impressão prolongada que minimiza interrupções e maximiza a produtividade, garantindo que os clientes podem imprimir até 17.000 páginas a preto e branco antes de necessitarem de adquirir tinteiros de substituição. Para contextualizar, esta quantidade permitiria imprimir várias vezes até as coleções de livros mais extensas.

Esta nova oferta tem por base a fiabilidade e desempenho comprovados das plataformas MAXIFY GX1050/2050 e GX1040/2040, oferecendo valor superior sem comprometer a qualidade ou funcionalidade.

Os modelos melhorados vão estar disponíveis a partir de abril de 2026.

Duda Beat regressa a Portugal com concertos em Lisboa e Porto



A artista brasileira Duda Beat, regressa a Portugal, para dois concertos imperdíveis em abril. A cantora atua na Casa da Música, no Porto, a 15 de abril, e sobe ao palco do LAV – Lisboa ao Vivo, no dia 19 de abril.

Após a sua última passagem pelo país em 2022, Duda Beat traz-nos o seu timbre forte aos ritmos eletrónicos, em músicas que giram em torno do mesmo tema: o amor.

Natural do Recife e radicada no Rio de Janeiro, traz um genéro de um diário recheado de desabafos ácidos.  As letras dão voz à jovem mulher romântica que não consegue adaptar-se à fluidez dos relacionamentos contemporâneos. Engana-se quem pensa que o seu trabalho faz apologia à amargura — o lamento transformado em arte é impregnado de humor. Ao compor desta forma original, inspirando a superação e o empoderamento, recebeu o título de “Rainha da Sofrência Pop”.



Nascida em 1987, Duda Beat é hoje uma das artistas mais relevantes e inovadoras da música brasileira contemporânea, reconhecida por transformar emoções íntimas em pop autoral de forte identidade estética. Desde o elogiado álbum de estreia Sinto Muito (2018), premiado e celebrado pela crítica, construiu uma trajetória marcada por sucessos, parcerias importantes, performances impactantes e presença constante nos principais festivais, incluindo Rock in Rio, Lollapalooza e The Town.

Autora de toda a sua obra, lançou Te Amo Lá Fora (2021), aprofundando a sua maturidade lírica, e Tara e Tal (2024), onde ampliou a sua pesquisa sonora rumo à eletrónica sem perder a coerência emocional. Em 2025, apresentou o EP Esse Delírio, consolidou-se também como comunicadora e referência cultural ao estrear como mentora do The Voice Brasil e lançou o projeto performático Club Tara.

Entre música, moda e performance, Duda Beat afirma-se como uma artista completa, símbolo de reinvenção, liberdade criativa e potência emocional. Os concertos em Portugal prometem momentos de forte ligação com o público, numa experiência intensa, emotiva e dançável.

«Voltar a Mim»: Um livro para quem se esqueceu de si próprio



Num tempo em que vivemos constantemente disponíveis para os outros, é fácil perdermonos de nós próprios. Entre expectativas, responsabilidades e a pressão de corresponder, vamos adiando o que sentimos e deixando as nossas necessidades em último lugar. Voltar a Mim — 100 Verdades para Te Reencontrares, de Melissa D’Alva, nasce precisamente desse lugar: o momento em que percebemos que é preciso parar e voltar ao essencial.

Ao longo de 100 reflexões curtas e autênticas, a autora aborda temas que muitas vezes ficam por dizer como o cansaço emocional, o medo de desiludir, a dificuldade em impor limites, a necessidade de recomeçar e a procura de validação constante. São textos que funcionam como pequenos pontos de paragem e convidam o leitor a escutar-se com mais honestidade e a recuperar a sua voz.

Sem fórmulas rígidas ou promessas irreais, este livro é um lembrete de que priorizar-se não é egoísmo e de que regressar a si próprio pode ser o primeiro passo para viver com mais equilíbrio e autenticidade porque, por vezes, tudo o que precisamos é de parar, respirar e dizer: agora é a minha vez.

Voltar a Mim chega às livrarias a 16 de abril.

Sobre a Autora

Melissa d’Alva é formada em Psicologia. Faz acompanhamento terapêutico com recurso a ferramentas de cura e autodescoberta. Acredita em explorar todas as dimensões do potencial humano para viver uma vida mais equilibrada e preenchida.

Projeto Miramar em concerto no Teatro da Trindade Inatel



Na sequência da edição de Miramar III, o seu terceiro registo de originais, o projeto Miramar, dos guitarristas e compositores Frankie Chavez e Peixe, irá apresentar-se ao vivo no Festival Vodafone Paredes de Coura, dia 12 de agosto.

No próximo dia 24 de novembro, pelas 21h, Miramar irá atuar, desta vez num concerto em nome próprio, no Teatro da Trindade Inatel, em Lisboa.

Os bilhetes para este espetáculo já estão disponíveis na Ticketline e nos locais habituais

De referir que, para ambos os concertos, os Miramar irão preparar espetáculos muito especiais, com um conjunto de convidados que irão sendo divulgados ao longo dos próximos meses.

Do álbum Miramar III, editado em outubro do ano passado e elogiado tanto pela crítica como pelo público, foram já retirados três singles, respetivamente I'm leaving Cap.II, Café Planície e Fado Marafado.

Há um nítido fio condutor no caminho que Frankie Chavez e Peixe têm vindo a fazer ao volante do projeto Miramar. Se o primeiro álbum da dupla foi descrito como um diário de viagem numa estrada que se percorre de forma contemplativa e o segundo como um laboratório de lugares, o novíssimo Miramar III corporiza já um álbum de memórias vindas do espaço onde tudo aconteceu. Há visitas, há ruído, há vizinhos, há interferências e possíveis sequelas. Frankie Chavez e Peixe abordam as memórias sob novos ângulos, numa tentativa de regresso ao lugar onde foram felizes, esperando que esse lugar, tal como eles, tenha mudado. É o terceiro volume de uma história contada a dois, onde as partidas e os regressos fazem parte de uma infinita viagem que se simula no tempo.

Quem vais transportar na tua barca, Caronte?



«É como se dançasse com os mortos», escreve Miguel Esteves Cardoso no prefácio de Vidas Perfeitas, o livro que reúne as crónicas de obituários que Carla Quevedo generosamente publica, todas as semanas, no semanário Expresso. «Quando ela olha para a vida de alguém, é incapaz de se deter nos pormenores, nas chatices, nas banalidades. Ela vê o rasgo, a diferença, a razão de viver.» É dessa sensibilidade que nascem os textos que perpetuam uma das mais nobres e clássicas atividades jornalísticas – o obituário –, agora sob a forma de livro.

«O tom com que se escreve sobre uma vida que acabou de desaparecer não deve ser cerimonioso nem sentimental», reforça a autora, que evita «elogios despropositados ou heroificar alguém só por ter desaparecido». Vidas Perfeitas reúne obituários de 2023 a 2025: algumas destas pessoas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros – mas todas elas permanecem na nossa memória. 

O chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Salzberger-Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luis Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a economista pioneira Teodora Cardoso, entre muitos outros.

A celebração de vidas que merecem ser contadas chega às livrarias a 16 de abril.

Sobre a Autora

Carla Quevedo é autora do livro As Mulheres Que Fizeram Roma: 14 Histórias de Poder e Violência. Mestre em Estudos Clássicos e Literatura Grega (2005) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colabora regularmente na imprensa escrita desde 1998, em títulos como o Diário de Notícias ou O Independente, entre outros. Foi colunista da revista Atlântico e dos jornais i, Metro e Sol. Participou no programa Irritações, na SIC Radical. É autora do podcast As Mulheres Não Existem (duas temporadas, na Antena 1 e no Expresso, apresentadas com Matilde Torres Pereira). É autora da coluna de obituários «Vidas Perfeitas», no Expresso. 

Estreias de cinema de 9 de Abril de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Gigante

Oriundo de uma família de imigrantes iemenitas, o pugilista Naseem Hamed, conhecido como “Prince”, nasceu a 12 de Fevereiro de 1974, em Sheffield, Inglaterra. Muito jovem, foi descoberto e treinado pelo irlandês Brendan Ingle (1941-2018), que trabalhava com jovens de meios desfavorecidos, fazendo do boxe um instrumento para treinar a disciplina e distanciá-los de más influências. Entre ambos criou-se uma parceria próxima, duradoura, mas também difícil, com Hamed a crescer e a afirmar-se como uma das figuras mais mediáticas do boxe dos anos 1990, destacando-se pelo estilo pouco convencional dentro do ringue, pelas suas entradas extravagantes e, acima de tudo, pelo seu poderosíssimo “knockout”.

Com Sylvester Stallone (que deu vida a Rocky Balboa, o mais famoso pugilista da sétima arte) listado como produtor executivo, este drama biográfico aborda a ascensão de Naseem e a relação com o seu treinador. Rowan Athale (“Wasteland”) realizou e escreveu o argumento. No elenco estão Amir El-Masry, Pierce Brosnan, Toby Stephens, Katherine Dow Blyton, Asan N'Jie, Arian Nik e Austin Haynes. 



Cervantes: Antes de Dom Quixote

O espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) tem 28 anos quando é capturado por piratas argelinos no seu regresso a Castela, depois de ter participado na Batalha de Lepanto. Levado para Argel (então parte do Império Otomano), ferido e confrontado com a possibilidade de uma morte terrível caso o resgate não seja pago pela sua família, encontra na sua imaginação um meio de sobrevivência. As histórias que conta aos outros prisioneiros tornam-se um refúgio para todos, ao mesmo tempo que despertam a atenção de Hasán Bajá, o temido governador local, com quem estabelece um trato: por cada história que lhe conte, terá um dia fora da prisão.

Entre o desespero e a pressão para o pagamento do resgate, Cervantes vai delineando com os seus companheiros de cárcere vários planos de evasão. Essa experiência de cinco anos em cativeiro vai revelar-se fulcral para a sua maior obra: “Dom Quixote de la Mancha” publicada pela primeira vez, em Janeiro de 1605 e considerado o primeiro romance moderno da literatura ocidental.
Com assinatura de Alejandro Amenábar – o realizador de “De Olhos Abertos”, "Os Outros”, “Mar Adentro” (que lhe valeu o Óscar de melhor filme estrangeiro), e “Enquanto a Guerra Durar” –, este filme ficciona um episódio da vida do escritor e conta com Julio Peña, Alessandro Borghi, Miguel Rellán, Fernando Tejero, José Manuel Poga, Luis Callejo e Roberto Álamo nos principais papéis.



Good Boy - Terapia de Choque

Apesar da sua curta vida, Tommy, de 19 anos, acumula já um enorme historial de uso de drogas e prática de violência. Numa noite, é raptado por Chris e Kathryn, um casal com uma visão própria da criminalidade, que o mantém aprisionado na cave da sua casa. Possuidores de uma moralidade algo retorcida, decidem “reabilitar” Tommy e transformá-lo num rapaz exemplar — mesmo que, para isso, recorram a métodos bastante cruéis. Mas, até numa família disfuncional como aquela, Tommy acaba por encontrar um lugar seguro e, por mais estranho que pareça, o amor que lhe faltava.

Com Stephen Graham, Andrea Riseborough, Anson Boon, Kit Rakusen, Austin Haynes, Callum Booth-Ford e Monika Frajczyk no elenco, este filme tem realização do polaco Jan Komasa, também autor de "Corpus Christi", nomeado para o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2020, e de “Anniversary - Mudança Radical”. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O segredo não é stressar menos, é stressar melhor



O que fazer ao stresse se já não temos ursos de quem fugir? É talvez um dos maiores desafios do século e, permitam-nos a analogia geek, explica-se por uma incompatibilidade de hardware e software. Equipados para lutar ou fugir de predadores, já não temos de lidar com eles no meio natural e o corpo, que não sabe distinguir um e-mail agressivo de um urso, produz cortisol e adrenalina sem necessidade. O resultado são respostas desproporcionais que nos desgastam física e mentalmente e que, a longo prazo, podem dar origem a doença.

No livro desRegulados, que agora se anuncia, Beatriz Subtil, especialista em ciências biomédicas, diz-nos que este software desatualizado é uma inevitabilidade e fala de um paradoxo do mundo moderno: «estamos demasiado confortáveis para sermos saudáveis». Acrescenta que não podemos reconfigurar o sistema nervoso e que, ao contrário do que alguns milagreiros têm anunciado, não há como abolir o stresse ou stressar menos. Podemos sim, stressar melhor. Como? Regulando o sistema nervoso com base na ciência e aceitando a nossa condição biológica: não fomos feitos para ser felizes, mas para sobrevivermos. «Defendo que o desconforto que tantas vezes evitamos é, na realidade, o precursor de um prazer mais equilibrado, duradouro e consciente; um prazer que não nos satura nem desregula.»

Em contraciclo com o estilo de vida marcado por maior previsibilidade e segurança, aliado a um excesso de estímulos artificias e conforto, Beatriz Subtil defende que «o desconforto é, na realidade, o precursor de um prazer mais equilibrado, duradouro e consciente; um prazer que não nos satura nem desregula». E não é suposto correr riscos ou viver no limite para que isso aconteça, basta, por exemplo, praticar atividade física regular, respeitando as três fases do ciclo do stresse: ativação, resposta, conclusão. «Evitar o perigo, sim; evitar o desconforto, não.»

Um livro essencial para aprender a regular o sistema nervoso num mundo que nos ensanduícha entre o stresse crónico e o excesso de prazer, desRegulados, chega amanhã à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho. A sessão de lançamento oficial acontece no mesmo dia, às 18h30, na FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Segue-se Faro, no dia 15 de abril, na FNAC do Fórum Algarve. 

Sobre a Autora

Beatriz Subtil é Comunicadora de Ciência e doutorada em Ciências Biomédicas pela Universidade Radboud, nos Países Baixos. Após anos de investigação, decidiu trocar o laboratório pela comunicação científica e fundou o projeto Subtilmente, com o objetivo de promover a literacia em saúde e estilos de vida mais saudáveis.  A sua missão foca-se em traduzir a complexidade da biologia humana para a linguagem do dia a dia, integrando rigor científico com ferramentas práticas. Dedica-se a ajudar pessoas e organizações a compreenderem a desregulação do sistema nervoso no contexto do mundo moderno, capacitando-as para lidarem com o stresse crónico e o excesso de estímulos de forma a recuperarem o seu equilíbrio. Partilha este conhecimento através de palestras, workshops, podcasts, redes sociais e artigos. Uma das próximas palestras será na TEDx Lisboa, no dia 19 de Maio. 

Augusto Cury anuncia pré-candidatura às presidenciais do Brasil



«O futuro da Humanidade não será deslumbrante se não controlarmos o roteiro da nossa história e aprendermos a ser atores e atrizes principais da nossa vida.» Em março, partilhámos as preocupações de Augusto Cury com o futuro neste excerto retirado de O Código da Inteligência, o seu mais recente livro publicado em Portugal com a chancela da Editora Pergaminho.

Agora o psiquiatra mais lido do mundo passa do papel para a ação, avançando para uma pré-candidatura à presidência do Brasil, rumo a «uma política mais humana, equilibrada e voltada para o bem-estar da população». O anúncio foi feito esta segunda-feira, dia 6 de abril, numa publicação nas redes sociais do autor. Até outubro, mês em que se disputam as presidenciais, Cury irá percorrer «uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais».

É o momento de Cury pôr em prática os oito códigos que anunciou, precisamente, n’O Código da Inteligência: a gestão do intelecto, a autocrítica, a psicoadaptação ou resiliência, o altruísmo, o debate de ideias, o carisma, a intuição criativa, e a gestão da emoção. Ainda sobre a obra mencionada, Cury terá, nesta corrida a Brasília, de evitar as «armadilhas da mente» que nos limitam no nosso desenvolvimento psicossocial. São elas: «o conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer os erros e o medo de correr riscos». Trunfos eleitorais? Não sabemos. Mas desejamos uma boa jornada ao autor.

Golias e o risco existencial da nossa sociedade



Durante os primeiros trezentos mil anos da humanidade, vivemos em sociedades tendencialmente igualitárias que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Contudo, há cerca de doze mil anos, o crescimento dessas sociedades e a dependência de recursos saqueáveis, nomeadamente para a alimentação, levou ao desenvolvimento de grandes estados e impérios, com vastas burocracias e poderosos meios militares que procuraram dominar enormes extensões de território. Tornaram-se aquilo a que o investigador da Universidade de Cambridge, Luke Kemp, chama «Golias». 

Em A Maldição de Golias, explica que, tal como o gigante da Bíblia derrubado por David, também estes impérios foram derrubados. Como? Seja nas primeiras cidades de Cahokia ou Tiwanaku, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias.

Kemp explica que, à época, esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido, na maioria dos casos, uma bênção para as suas populações. Situação que, no nosso século, poderá repetir-se, mas não da mesma forma.

O que mudou? Agora vivemos num único Golias global, onde a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam, com a conivência das grandes potências mundiais, o nosso mundo obcecado por crescimento e pela corrida nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível.

Não é pessimismo, é a análise de um especialista do Centro para o Estudo do Risco Existencial que nos diz que ainda há tempo, mas que temos apenas duas hipóteses: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias – a crise climática, a instabilidade geopolítica e as rápidas mudanças tecnológicas – ou o próximo colapso poderá ser o nosso último. Não é por acaso que The New York Times diz que este livro «é como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.»

Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro, A Maldição de Golias já se encontra nas livrarias com a chancela da Bertrand Editora e tradução de Joaquim Gafeira.

Sobre o Autor

Luke Kemp é investigador associado do Centro para o Estudo do Risco Existencial da Universidade de Cambridge. Tem formação em geografia humana, relações internacionais e economia, tendo lecionado na Australian National University (ANU). A sua investigação tem sido divulgada nos meios de comunicação como o New York Times, a BBC e a New Yorker. 

3000 Depois de Cristo na RTP Play



Uma antologia de 10 histórias que, através do absurdo, critica problemas bem reais do presente. 3000 Depois de Cristo é uma série de antologia que consiste em 10 histórias distintas, todas passadas no ano 3000, e contadas em formato documental.  Criada com recurso à inteligência artificial, a série da RTP Lab propõe uma critica social que imagina, mas também questiona, o nosso futuro. Um projeto com autoria e realização de Rui Neto e produção da Toca Produtora.

Para o autor e realizador Rui Neto, “criar esta série foi um processo profundamente experimental e ao mesmo tempo muito pessoal. Partiu da escrita, onde procurei dar vida a observações do quotidiano, a reflexões críticas e a pensamentos sobre o futuro. A partir daí, fui construindo um universo narrativo que ganhou uma nova dimensão com a integração de imagens geradas por inteligência artificial: que funcionaram como a extensão visual da minha imaginação. De um modo geral, este projeto permitiu-me explorar novas formas de contar histórias e desafiar os limites do tradicional. Mais do que um exercício técnico, foi uma investigação criativa sobre autoria, estética e as possibilidades emergentes da criação contemporânea”.



Neste futuro distante, serão explorados temas pertinentes do presente, como a inteligência artificial, a morte, a política, a guerra, o fanatismo, a desigualdade, a desintelectualização, a crise ambiental do plástico, que nos transporta para 10 mundos distintos. Mas que, ao mesmo tempo, num tom cómico e absurdo, nos deixa espaço para a reflexão como se fosse uma piada que surge em jeito de aviso do que está para vir.

Também para a produção, o processo foi um desafio constante. Para a produtora, Rute Moreira, “produzir a série 3000 Depois de Cristo foi uma descoberta de novos caminhos de produção. Preservar todo o processo criativo e artístico potenciando-o com ferramentas IA foi um processo muito bem sucedido. Manter toda a dimensão criativa e humana, quer nas histórias contadas quer nas vozes que as narraram, expandindo horizontes criativos na construção imagética foi, para além de gratificante, uma grande aprendizagem. Esperamos que o público goste tanto de ver a série como a equipa gostou de a fazer”.



3000 Depois de Cristo, de 10 episódios, fica disponível na RTP Play a 9 de abril.