segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Fenómeno do BookTok salta dos ecrãs para a vida real



Ler durante horas a fio pela noite dentro é um dos desafios mais virais das redes sociais entre as novas gerações de leitores. Como tal, a FNAC decidiu transpor essa tendência do universo digital para o espaço físico: entre as 10h00 de 31 de outubro e as 10h00 de 1 de novembro, o Fórum da FNAC Mar Shopping estará de portas abertas durante 24 horas para acolher a primeira grande maratona de leitura – a Readathon.

Fiel à sua missão de fomentar os hábitos culturais e celebrar a literatura em todas as suas expressões e formatos, a FNAC convida todos os portugueses partilharem a mesma paixão. Seja através de romances clássicos, ficção científica, banda desenhada, ensaios, o desafio assenta na liberdade de cada um: os participantes levam as suas obras de eleição e leem ao seu próprio ritmo em formato físico ou digital, num ambiente desenhado para celebrar o prazer das palavras e o convívio em torno da literatura.

«Na FNAC, acreditamos que ler é um ato transformador que ganha ainda mais força quando partilhado em comunidade. As novas gerações têm demonstrado um entusiasmo renovado pela literatura nas redes sociais e quisemos criar um ponto de encontro real para essa paixão. A 'Readathon' transforma as nossas lojas num espaço vivo de partilha, onde qualquer leitor, qualquer que seja o formato, encontra o seu lugar», afirma Inês Condeço, Diretora de Marketing e Comunicação do Grupo FNAC DARTY em Portugal.

Ao longo das 24 horas estão previstos momentos surpresa com a autora Rita da Nova e influenciadores do BookTok, desafios literários, momentos de descanso e refeições ligeiras. Além disso, as 20 primeiras incrições serão também premiados com um Kit de Boas-Vindas exclusivo.
Por se tratar de uma experiência imersiva e de modo a assegurar as melhores condições de conforto e comodidade no espaço do Fórum, a participação na Readathon é totalmente gratuita, mas sujeita à lotação do recinto. Os leitores interessados em aceitar o desafio devem dirigir-se pessoalmente ao balcão apoio ao cliente da loja FNAC Mar Shopping até ao próximo dia 21 de outubro para assegurar a sua inscrição, que será confirmada por ordem de chegada até ao limite das vagas disponíveis.

Com esta ativação, a FNAC reforça o seu papel na dinamização cultural, afirmando-se como o palco onde as novas tendências de leitura encontram um espaço de encontro e debate. Mais do que uma prova de resistência, a Readathon apresenta-se como um convite a desacelerar a rotina diária, mergulhar nas páginas de grandes histórias e valorizar a literatura como um ponto de união entre gerações e formatos.

“Rosaline, a Ex do Romeu” apresenta sessão especial com conversa com o público no Casino Lisboa



O musical “Rosaline, a Ex do Romeu”, em cena no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, agendou para o dia 25 de outubro, às 16 horas, uma conversa com os protagonistas após o espectáculo.

Com criação, texto e encenação de Renato Arroyo, a produção da UAU revisita a história de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, a partir da perspetiva de Rosaline, a primeira paixão de Romeu e prima de Julieta. O espectáculo combina humor, música e uma abordagem contemporânea ao clássico, com composições de Miguel Amorim e Filipe de Albuquerque, incluindo temas como “Nós os Dois”, “Lágrimas de Neon” e “Era uma Vez”.

A sessão terá bilhete único de 15 euros, sem lugares marcados, e permitirá ao público conhecer melhor o processo criativo e conversar diretamente com o elenco. 

E se não forem (só) coisas da nossa cabeça?



Ansiedade? Pensamentos depressivos? Irascibilidade? São sintomas cada vez mais frequentes na nossa sociedade. Estima-se que 50% da população dos países ocidentais será diagnosticada com um problema de saúde mental antes dos 40 anos. Quais os motivos? Será que estamos coletivamente «avariados»? Para a psiquiatra Joanna Cheek a resposta é perentória: «Não és defeituoso nem estás a fazer nada de errado […]. Estamos feitos para sentir essa angústia: é o nosso sistema de alarme para sobreviver. E, à medida que o nosso mundo se aproxima do colapso, precisamos que alarmes de todos nós soem bem alto para, assim, podermos repor o equilíbrio dos nossos sistemas.»
 
No livro Não És Tu, É o Mundo, que agora é publicado em Portugal, Cheek afirma que «a avaliar pelos nossos sintomas de saúde mental, os sistemas que habitamos são tóxicos» e inclui-se a si, que tem «mais diagnósticos que diplomas». Apesar de Freud ter aplicado «botox nos corações e nos rostos de gerações de profissionais» e, por isso, a profissão lhe exigir que não deve «reagir, desejar, sofrer, odiar e, no fundo, ser humana», não deixa de o ser.

A solução? Além das muitas dicas psicoterapêuticas, como aprender a viver o momento presente, aprender a identificar e gerir as emoções, ou evitar as armadilhas do pensamento, a autora diz-nos que é essencial aceitarmos que o autocuidado «não pode centrar-se apenas no que está dentro dos limites dos nossos corpos». Fazemos parte de um todo indivisível, e por isso cada um deve abordar os desequilíbrios que nos continuam a adoecer, ao mesmo tempo que oferecemos compaixão, cuidado e atenção a nós mesmos, às pessoas à nossa volta e a «todos os seres vivos e ecossistemas que nos alimentam». Termina citando o secretário-geral da ONU, António Guterres: «A solidariedade é do interesse de cada um. Se não o compreendemos, todos sairão a perder.»

Um guia essencial para qualquer pessoa que se sinta deprimida ou ansiosa com a adaptação a estes tempos de crise, Não És Tu, É o Mundo, chega à rede livreira nacional no dia 22 de outubro, com a chancela da Editora Pergaminho, prefácio do médico e autor bestseller, Gabor Maté, e tradução de Rita Canas Mendes e Joana Neves.

Sobre a Autora

Joanna Cheek é psiquiatra, psicoterapeuta com formação em diversas modalidades, investigadora, professora de meditação e jornalista. É docente na Faculdade de Medicina da Universidade de British Columbia e cocriadora do MindSpace Collective, um coletivo que ensina estratégias eficazes de saúde mental a todas as pessoas (sejam pacientes ou profissionais de saúde) que sentem o desgaste emocional causado pela vida num mundo desregulado.

Spanish Flamenco Ballet apresenta Flamenco Fusión no Casino Estoril



A prestigiada companhia Spanish Flamenco Ballet apresenta, no próximo dia 31 de outubro, pelas 22 horas, o espectáculo Flamenco Fusión no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Integrado na XIII Festival Flamenco Estoril, este espectáculo convida o público a celebrar a riqueza da dança espanhola com uma abordagem contemporânea e arrojada. 

Flamenco Fusión é um espectáculo que reinventa a tradição da dança espanhola e do flamenco através de uma linguagem artística inovadora, onde a força do movimento se funde com a energia do jazz e a expressividade da música ao vivo. 



Com um elenco de 9 bailarinos e 5 músicos em palco, a produção deste espectáculo transporta o público numa viagem intensa e emocionante, onde a paixão, o ritmo e a elegância se unem numa experiência visual e sonora inesquecível.

Flamenco Fusión promete uma noite de emoção, virtuosismo e beleza, afirmando-se como uma das mais marcantes produções de flamenco da atualidade. Música de Ara Malikian, José Luis Montón, Roberto Pacheco e Fernando Egozcue.



Estranhamente Humanos



Embora os seres humanos apresentem uma enorme similaridade com outras espécies animais do planeta, destacam-se por uma extraordinária singularidade naquilo que são e naquilo que fazem. No livro Estranhamente Humanos, Paulo Gama Mota, professor de evolução, biologia do comportamento e antropologia evolutiva, reflete sobre este «primata sofisticado e complexo […] capaz de se interrogar e interrogar o mundo».  

Porque somos tão faladores? O que é a beleza? Porque envelhecemos? Como nos lembramos das coisas? Porque gostamos de sexo? Somos mesmo muito cooperativos? E isso decorre da ética? Embora à primeira vista não pareça, estas questões podem ser analisadas e explicadas à luz dos conhecimentos da biologia moderna e da evolução. É isso que o autor faz nos nove capítulos desta obra.  

O resultado? Um texto que cruza biologia, história e cultura e que nos intriga a cada resposta. Por exemplo, sabia que somos inteligentes e «faladores» porque somos bípedes? Explica o autor que «a libertação dos membros anteriores possibilitou a evolução de uma mão com notável destreza, capaz de movimentos muito precisos e de talvez tudo o  que lhe seguiu. Há várias teorias que ligam precisamente a evolução dessa mão à do cérebero e mesmo da linguagem.» 

Um livro essencial para compreender o que é isto de se ser humano, Estranhamente Humanos – Histórias de Evolução, Biologia e Cultura, já está disponível na rede livreira nacional.

Sobre o Autor

Paulo Gama Mota, biólogo, professor da Universidade de Coimbra, onde leciona matérias de evolução, biologia do comportamento e antropologia evolutiva, investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, presidente da Sociedade Portuguesa de Etologia entre 2013 e 2023, publicou muitas dezenas de artigos científicos e vários livros de investigação e orientou dezenas de teses de Doutoramento e de Mestrado. Manteve sempre um grande interesse pela divulgação científica, tendo presidido ao Museu Antropológico da Universidade de Coimbra, ao Museu Nacional da Ciência e da Técnica e ao muito premiado Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, de cujo projeto foi responsável e diretor, da sua abertura, em 2006, até 2015. 

8ª Gala Solidária dos Bombeiros do Estoril no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, amanhã, dia 20 de outubro, pelas 21 horas, a 8ª Gala Solidária dos Bombeiros do Estoril. Trata-se de uma noite que junta solidariedade, cultura e reconhecimento em torno de uma causa que é de todos.

Biba Pitta, David Gurita, Fernando Pereira, Heitor Lourenço, Marta Venâncio, Mico da Câmara Pereira, Ricardo Carriço, Toy, ainda, CERCICA e Hidroginástica Alapraia estarão em destaque neste espectáculo exclusivo no Salão Preto e Prata.

Mais do que uma gala, este é um encontro da comunidade com aqueles que, todos os dias, estão preparados para responder quando mais precisamos.

Entre música, espetáculo, convidados e momentos de homenagem, a noite pretende celebrar o percurso da Associação Humanitária de Bombeiros dos Estoris e, sobretudo, contribuir para o futuro daqueles que fazem da protecção e do socorro a sua missão.

A edição deste ano tem um objectivo concreto: angariar fundos para a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), essenciais para garantir maior segurança aos bombeiros no desempenho da sua missão.

Porque apoiar os Bombeiros do Estoril é investir em quem protege a nossa comunidade. 

Adquira já o seu bilhete e contribua para fortalecer o trabalho vital dos Bombeiros dos Estoris. Venha partilhar esta causa nobre e desfrutar de uma noite memorável! 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

DOTE e KAU Barbecue juntam-se para criar a Francesinha que ninguém estava à espera



Se há tradições que merecem ser reinventadas, a Francesinha é uma delas. O DOTE apresenta a Pastrami Frenchi, uma edição limitada criada em parceria com o KAU Barbecue, que leva o sabor fumado e artesanal do Pastrami para um dos clássicos da Cervejaria Moderna.

Conhecido pela aposta em carnes de qualidade, o DOTE junta-se ao KAU numa colaboração que nasce da vontade de experimentar novas combinações sem perder de vista aquilo que torna a Francesinha num prato especial: ingredientes generosos e o molho que une tudo.

O resultado é uma Francesinha que cruza a tradição portuguesa com a intensidade do barbecue. A Pastrami Frenchi combina pastrami de excelência, presunto crocante, salsicha fresca, fiambre, mortadela, pickle de pepino agridoce, queijo edam e ovo, numa combinação pensada para acrescentar diferentes texturas e contrastes a cada garfada. É servida com o inconfundível molho à DOTE, mantendo a identidade do restaurante.

A nova Francesinha chega aos restaurantes DOTE numa edição limitada e sujeita à disponibilidade do stock existente. Disponível por 19,90€, a Pastrami Frenchi convida os fãs da Francesinha a experimentar uma versão diferente deste clássico, desta vez, com o sabor fumado do Pastrami KAU Barbecue como protagonista.

DOTE x KAU Barbecue: a tradição mantém-se. A vontade de inovar também.



Sobre o DOTE
O DOTE abriu portas em Lisboa em 2015 com a missão de levar aos lisboetas a verdadeira experiência da Francesinha. Onze anos depois, conta já com cinco espaços, afirmando-se como uma cervejaria moderna de identidade portuguesa, que reinventa este clássico nacional. Inspirado pela tradição, o conceito cria uma ponte entre Lisboa e Porto, combinando autenticidade com uma abordagem gastronómica contemporânea. Com foco contínuo na inovação, o DOTE aposta em combinações criativas sem nunca perder a essência, privilegiando ingredientes frescos, sabor autêntico e uma carta diversificada, pensada para diferentes gostos e momentos à mesa. Em plena expansão, o restaurante tem o objetivo de levar os seus sabores a cada vez mais cidades de norte a sul do país.

Do mito à dança, as histórias da Índia ganham vida no Museu do Oriente



Na Índia, a arte de contar histórias está muito para além das palavras. Antes de chegarem aos livros, os mitos, épicos e saberes ancestrais passavam de geração em geração através da voz, do gesto e da dança. É esta tradição de contar histórias, que continua viva na cultura indiana, que chega ao Museu do Oriente em outubro, com o espetáculo Katha – Histórias em Movimento,, no dia 24, e o curso Deepavali: Origens, Histórias e Práticas Atuais da Maior Festa Indiana, nos dias 24 e 31.

Inspirado nos Kathakars, contadores de histórias itinerantes da Índia, no espetáculo de dança Katha é o corpo que transmite as narrativas: cada movimento tem um significado, ancorado no bater rítmico dos pés.  Mitos, poemas e tradições espirituais materializam-se em palco, numa coreografia concebida por Lajja Sambhavnath, pioneira da dança clássica Kathak em Portugal.

Estas histórias estão na base de inúmeras tradições e celebrações indianas, como o regresso de Rāma à cidade de Ayodhya, após catorze anos de exílio, recebido pela população com as ruas iluminadas por lamparinas. Este episódio do Rāmāyaṇa, uma das grandes obras épicas da Índia, é o ponto de partida do curso Deepavali orientado por João Pedro Oliveira, e que explora as histórias, lendas e rituais que deram forma a esta celebração, bem como as práticas atuais entre comunidades hindus, jainistas e sikhs.

Às portas do Diwali, a festa das luzes, o Museu do Oriente propõe assim duas formas de descobrir a cultura indiana através das suas histórias fundadoras e formas de as contar, da palavra ao movimento.

ESPETÁCULO | Katha – Histórias em Movimento
24 de outubro, sábado | 19h30
Auditório do Museu do Oriente
Duração: 60 minutos, sem intervalo
Público-alvo: M/6 anos | Preço: 15 € (descontos em vigor)

CURSO | Deepavali: Origens, Histórias e Práticas Atuais da Maior Festa Indiana
24 e 31 de outubro, sábados | 14h30 às 17h30
Público-alvo: M/16 anos (idade indicativa) | Preço: 40 €

Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões numa conversa entre o trivial e o extraordinário



Conheceram-se na universidade quando ainda não imaginavam que a vida os haveria de tornar «irmãos de afecto». As várias décadas de amizade, cumplicidade e histórias partilhadas dão agora origem a Entre Nós, um livro escrito a quatro mãos por dois grandes médicos, o psiquiatra Júlio Machado Vaz e o patologista Manuel Sobrinho Simões.

Entre Nós nasce de longas conversas entre dois amigos que se conhecem intimamente e que escolhem partilhar as várias dimensões do seu percurso pessoal e profissional. Da meninice à juventude, dos anos de universidade à entrada nos hospitais, da paixão pela medicina às múltiplas transformações do Serviço Nacional de Saúde, tudo cabe nestas páginas onde somos apresentados ao mundo académico e à sociedade portuense.

Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões percorrem ainda as geografias físicas e sentimentais que marcaram as suas vidas, regressando a lugares como Âncora, Arouca e Cantelães, e falando abertamente sobre o casamento, o divórcio, os filhos e a saúde mental. Entre a ciência e o humor, as memórias familiares e o medo do envelhecimento, estas longas conversas revelam dois homens cuja cumplicidade permite abordar, com naturalidade, os grandes temas do presente e do futuro do país ou até mesmo os pequenos episódios da mundanidade.

Há espaço ainda para falar dos pais que tiveram e dos pais e avós que são, das crenças religiosas, clubísticas e partidárias, das preocupações com o futuro e daquilo que mudou no país ao longo das últimas décadas. Estas são memórias pessoais, mas também testemunhos sobre uma geração, sobre a transformação da sociedade portuguesa e sobre a forma como duas figuras extraordinárias ligadas à medicina acompanharam as mudanças rápidas dos novos tempos.

Entre Nós – Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões já encontra à venda nas livrarias nacionais.

Sobre os Autores

Júlio Machado Vaz (1949) nasceu no Porto. Médico psiquiatra, professor universitário e autor de quase vinte livros, colabora há várias décadas com a imprensa, a rádio e a televisão. De entre os livros que publicou, destaca-se Era uma Vez um Professor; na rádio, marcou gerações com O Sexo dos Anjos; e, na televisão, ninguém esquece Sexualidades. Depois dos êxitos O Amor É, em coautoria com Inês Meneses, À Escuta dos Amantes e Outonecer (lançado em Julho de 2025), Entre Nós é o seu quarto livro na Contraponto.
 
Manuel Sobrinho Simões (1947) é médico, professor emérito da Universidade do Porto, especialista no diagnóstico e na investigação em cancro. É fundador do IPATIMUP, criado em 1989, e seu director deste então. Presidiu ao Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos, ao Conselho de Curadores da A3ES e, entre 1999 e 2001, à Sociedade Europeia de Patologia, tendo criado centros da Escola Europeia de Patologia em vários países. Foi eleito pelos seus pares, em 2015, o «Patologista mais influente do mundo». Entre outras distinções, recebeu o Prémio Bordalo (1996), o Prémio Seiva (2002), o Prémio Pessoa (2002), o Grande Prémio Ciência Viva (2016) e o Prémio Gago pelo Desenvolvimento da Ciência na Europa (2018). 
É administrador não executivo da Fundação Serralves e membro do Conselho Social da EAPN. Foi o primeiro protagonista da coleção A Última Lição, obra assinada por Luís Osório. 

Onde acabam as discussões sobre Deus? Na filosofia



Podemos discutir sobre Deus para sempre, sem nunca mudarmos de opinião. Crentes e não crentes costumam não se entender, e ambos aparentam não compreender o que realmente está em jogo quando discutem sobre Deus. Então, para onde nos dirigimos quando os factos se esgotam? Para a filosofia. É essa a proposta de Christopher Insole no livro Se Deus é a resposta, qual é a pergunta?.

«Aquilo que este livro pretende, no que diz respeito à questão de Deus, é que se pense no seguinte: O que está realmente a acontecer comigo e consigo, e entre nós?» Entrelaçando o pensamento dos estoicos, de Espinosa, de Kant e de outros filósofos de renome com reflexões sobre a experiência religiosa, Christopher Insole leva-nos para além dos limites da razão, até um lugar onde possamos encontrar empatia e reverência por todos os nossos semelhantes, cada um na sua luta por uma vida com sentido. Se conseguirmos aprender a falar sobre Deus, talvez consigamos compreender-nos a nós próprios e aos outros, e valorizar as criaturas vulneráveis e mortais que somos.

No livro, Christopher Insole afirma que gosta de falar sobre religião e sobre Deus e não rejeita a ciência. A escrita pessoal com histórias, perguntas, respostas e muitas sugestões faz com que a leitura pareça um diálogo entre autor e leitor. «A ideia não é tentar saber mais acerca de Deus, nem apurar se Deus existe ou não – pelo menos diretamente. O importante é que nos compreendamos melhor a nós próprios e os outros, e honrar e louvar, e aprender com as diferentes formas de ultrapassar situações difíceis, e de seguir em frente. O objetivo é simples e humilde: desenvolver uma maior compassividade intelectual para com os diferentes tipos de crentes e de não crentes, e também entre eles.».

Sobre o Autor

Christopher Insole é professor de Teologia Filosófica e Ética na Universidade de Durham. É autor de Negative Natural Theology e de duas obras importantes sobre o pensamento de Kant: Kant and the Divine e The Intolerable God.