sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Adiada inauguração do 40º Salão de Outono na Galeria de Arte do Casino Estoril



A Galeria de Arte do Casino Estoril adiou, por motivos de força maior, a inauguração da 40ª edição do Salão de Outono que estava agendada para amanhã, dia 24 de outubro. Será anunciada oportunamente uma nova data de inauguração desta exposição colectiva de pintura e escultura.

Recorde-se que o Salão de Outono é uma das exposições colectivas mais carismáticas da Galeria de Arte do Casino Estoril. A edição deste ano reúne obras de 27 artistas plásticos nas modalidades de Pintura e Escultura.

Há uma sociedade secreta nas sombras



Segredos, assaltos e uma organização clandestina dão o mote a Ladrões das Sombras, de Peter Burns, o primeiro livro da nova coleção da Porto Editora dirigida ao público juvenil.  

Tom tem 13 anos e aprendeu a sobreviver nas ruas de Londres a roubar carteiras. Quando os seus amigos são enviados para uma cruel casa de trabalho, aceita a proposta de um enigmático Corsário que promete ajudá-lo a salvá-los. Em troca, terá de entrar na Liga das Sombras, uma organização secreta onde os melhores ladrões ensinam jovens a aperfeiçoar a arte do crime.

O que começa por parecer uma oportunidade transforma-se rapidamente num jogo perigoso. Entre aulas pouco convencionais, assaltos e personagens em quem nem sempre é possível confiar, Tom percebe que há segredos escondidos nesta organização secreta e que talvez tenha sido levado para lá por uma razão muito diferente daquela que imaginava.

Com uma narrativa marcada pelo suspense e pelas reviravoltas, Peter Burns constrói em Ladrões das Sombras um universo de mistério, ação e sociedades secretas, onde cada descoberta levanta novas perguntas e ninguém parece estar completamente a dizer a verdade.

Sobre o Autor

Peter Burns é autor de dez livros de não ficção sobre desporto, amplamente aclamados pela crítica, e foi nomeado para vários prémios, incluindo duas nomeações para o prestigiado William Hill Sports Book of the Year. A verdade, porém, é que sempre quis escrever livros para crianças, por isso Ladrões das sombras é a concretização de um sonho. Estudou Inglês na Universidade de St. Andrews, e é mestre em Publicação Editorial pela Universidade Napier. Vive em Edimburgo com a esposa, os seus quatro filhos e um cocker spaniel ligeiramente nervoso. Ele não é um Ladrão, um Espião, um Assassino nem um Político. Ou será que é?

Renault E-Space Concept: uma visão contemporânea das “voitures à vivre”



"O E-Space Concept mostra como o nosso legado pode inspirar o futuro. Quando a Renault criou o Espace, em 1984, inventou uma nova forma de conceber automóveis, colocando as pessoas e as suas vidas no centro. Com o E-Space Concept, revisitamos esse espírito pioneiro para a era elétrica. Esta exploração de design eleva a filosofia da “voiture à vivre” a novos patamares, imaginando um automóvel versátil, espaçoso e totalmente elétrico, concebido em torno das necessidades, aspirações e estilos de vida do futuro." - Fabrice Cambolive, Diretor de Crescimento do Grupo Renault e CEO da marca Renault

Uma tela para as “voitures à vivre” do futuro
O Renault E-Space Concept é um monovolume elétrico que define os novos valores da marca. Um automóvel elegante e de alta tecnologia, que transmite naturalmente uma imagem de eficiência.

Rompendo com os SUV convencionais, o Renault E-Space Concept dá um toque contemporâneo às características de design originais de um monovolume, de que a Renault foi pioneira com o lançamento do Espace I, em 1984.

No âmbito de uma abordagem centrada na história da marca – e, consequentemente, no fator humano –, a primeira prioridade foi conceber o interior do automóvel a partir do espaço habitável, antes de o revestir com uma carroçaria que apresenta amplas superfícies vidradas nas laterais e no teto para deixar entrar a luz, tal como nos melhores projetos arquitetónicos.

Uma “voiture à vivre” com um forte apelo emocional, concebida para e em torno das pessoas, com tecnologias verdadeiramente úteis, como um sistema de propulsão elétrico. No fundo, o Renault E-Space Concept está em total sintonia com os valores sobre os quais a marca está a construir e a consolidar o seu futuro. Estes valores estão definidos em quatro princípios fundamentais que convergem numa visão partilhada das “voitures à vivre” – automóveis centrados nas pessoas que inspiram emoção e oferecem tecnologias úteis sustentadas pela eletrificação.

Na sequência do sucesso dos nossos modelos icónicos, concebemos este concept-car como uma homenagem ao Espace de 1984 – o primeiro monovolume de sempre –, que continua a encarnar, plenamente, os valores da Renault enquanto marca que concebe «voitures à vivre».

Por trás da forma da carroçaria, concebida para ser legível e facilmente identificável com as suas linhas excecionalmente limpas, captámos o carácter icónico do Espace. E, ao mesmo tempo, transportámo-lo para o futuro com tecnologia e um estilo de vanguarda.

No interior do automóvel, os elementos suaves – tais como os tecidos nos painéis das portas – transmitem uma sensação de conforto, criando um forte contraste com o acabamento de alta tecnologia dos ecrãs, da consola e de outros detalhes.

"No mundo em constante mudança do design automóvel global, atualmente dominado pelos SUV, o Renault E-Space Concept prova que a Renault tem tudo o que é necessário para deixar a sua marca com inteligência e apelo." - Alexandre Malval, Vice-presidente, Design da Renault

Uma linguagem de design formal com uma abordagem limpa e de alta tecnologia
Uma magnífica celebração da simplicidade, a linguagem de design do Renault E-Space Concept caracteriza-se por formas ágeis e limpas, estruturadas por linhas de tensão subtis. Uma linguagem visual altamente legível e imediatamente reconhecível, que reflete os valores da marca.

O Renault E-Space Concept apresenta uma nova assinatura luminosa, tanto na dianteira como na traseira. Como uma linha de luz, um grande “U” envolve toda a grelha, e no centro, um logótipo iluminado que parece flutuar, como se estivesse suspenso por um jogo de pixéis.

"Despojada de tudo o que possa distrair o olhar, a linguagem de design procura a simplificação até ao ponto em que tudo o que resta é o essencial, a clareza do tema, sem qualquer receio do vazio." - Alexandre Malval, Vice-presidente, Design da Renault

Proporções inspiradoras
O Renault E-Space Concept é um automóvel de dimensões generosas, com 4,70 m de comprimento, 2,02 m de largura e 1,67 m de altura. Para além destas proporções, a sua altura e a relação comprimento/largura são semelhantes às do primeiro Espace, mas com um toque moderno, ilustrado pelos vãos curtos, que posicionam as jantes de 23 polegadas nos quatro cantos da carroçaria.

Perto do solo, com uma linha de cintura baixa e uma distância ao solo moderada, o Renault E-Space Concept define as novas características do design contemporâneo, distinguindo-se claramente dos SUV. O para-brisas é uma extensão do capot, uma referência ao ADN do monovolume e, em particular, ao perfil tipo “comboio TGV” do primeiro Renault Espace de 1984. O lábio do para-choques é móvel e pode ser baixado para mais perto da estrada, a fim de otimizar a aerodinâmica a altas velocidades. Na traseira, as linhas verticais transmitem uma sensação de espaço e modularidade. Ao mesmo tempo, o spoiler na parte superior pode lembrar um elemento semelhante presente nos Espace 2 e 3.

Para reduzir o volume quando visto de lado, uma “prancha” preta sugere a presença dos sistemas técnicos – com a bateria e uma série de características aerodinâmicas – muito semelhante às carenagens laterais de um carro de F1. A ousada linha horizontal preta desta “base” técnica estende-se até ao design das rodas quando estas estão alinhadas. Este acabamento mais escuro na parte inferior da carroçaria também faz eco da ampla proteção lateral cinzenta do primeiro Renault Espace.

"O conceito Renault E-Space inspira-se no mundo da aeronáutica, com linhas suaves e uma generosa superfície vidrada para todos os passageiros." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars da Renault

Um habitáculo com paredes de vidro
Colocando a luz natural no centro do projeto, os designers começaram por criar um habitáculo totalmente envidraçado, inspirada na arquitetura Bauhaus e, em particular, na obra de Ludwig Mies van der Rohe (Farnsworth House, Plano, Illinois, 1951). O teto de vidro e as janelas laterais estendem-se bem para além da linha de cintura, que já é muito baixa. A ideia é fixar os painéis da carroçaria a este habitáculo envidraçado, sem criar uma fronteira visual clara entre o vidro e o metal. Do exterior, é possível ver literalmente o vidro a estender-se para baixo por trás dos painéis da carroçaria, abaixo do nível da linha de cintura. Uma iluminação especialmente concebida realça o espaço poupado em termos de espessura entre o para-brisas e a carroçaria. Da mesma forma, o pilar traseiro parece flutuar, como se fosse um elemento acrescentado.

"Com a linha de cintura baixa, é possível ver o interior do habitáculo quando se está ao lado do automóvel. E, mais uma vez, é possível conduzir com os cotovelos apoiados na porta." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars, Renault

"O Renault E-Space Concept assenta num chassis com uma linguagem de design técnica e precisa. Enquanto isso, o interior está envolto numa bolha de vidro revestida por painéis de carroçaria lisos e com linhas fluidas." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars da Renault

Um interior banhado de luz
As portas duplas com dobradiças traseiras, sem pilar central, abrem-se para um interior que é simultaneamente de alta tecnologia e acolhedor, com uma sensação de grande amplitude. Apresenta seis bancos individuais num piso completamente plano. Afastando-se dos padrões do mundo automóvel, com os seus tradicionais bancos tipo bacquet, os bancos adotam o mundo do design de interiores, com estruturas lacadas que evocam o estilo de Pierre Paulin. Visualmente leves e particularmente estreitos na parte superior – tal como os bancos do Espace de 1984 –, parecem flutuar no habitáculo. De uma perspetiva mais técnica, o design dos bancos é simultaneamente modular e sofisticado. A par do espaço e da luz natural, um interior modular é uma parte essencial do ADN do Renault Espace – e ainda mais das “voitures à vivre”, a icónica assinatura da marca que continua tão relevante como sempre.

Idênticos em tamanho e design, os bancos rodam ligeiramente em torno do seu eixo, convidando os passageiros a sentarem-se e usufruírem. As características dos seis bancos variam consoante a fila. Os dois bancos da fila 2 rodam 180° para formar um “quadrado como no TGV” com a fila 3. Na posição padrão, virados para a frente, os passageiros da segunda fila têm acesso a mesas rebatíveis com um ecrã de 12,3 polegadas montado nos encostos dos bancos da primeira fila. Na configuração de quatro lugares, os dois bancos da segunda fila rebatem-se completamente para formar uma grande mesa à disposição dos passageiros da terceira fila. Nesta configuração, estes também podem ver os ecrãs nos encostos dos bancos da primeira fila.

A mesa pode ainda incluir uma consola de controlo remoto que desliza ao longo da coluna central da cabina. Esta consola inclui um purificador de ar, um pequeno frigorífico, comandos de videojogos e – contribuindo para o ambiente acolhedor tão importante nas “voitures à vivre” – um jogo convencional de “Connect 4”.

De design simples e elegante, os puxadores das portas são estofados em tecido acolchoado, conferindo ao interior uma sensação acolhedora, semelhante a um casulo, mas com uma acrescida noção de robustez. Com a linha de cintura baixa, os apoios de braços tornam-se desnecessários, permitindo que os passageiros apoiem os cotovelos diretamente “no parapeito da janela”.

A linha iluminada que percorre a parte inferior do habitáculo faz eco do design exterior ao nível da linha de cintura. A iluminação ambiente é ainda realçada por várias luzes mais suaves, bem como pelas luzes noturnas integradas nos altifalantes e pelas luzes de leitura montadas num trilho longitudinal no centro do teto de vidro.

"Inspirados mais no mobiliário do que nos automóveis, os bancos não sobrecarregam o espaço interior. Foram concebidos para rodar, facilitando o acesso ou criando uma área de estar acolhedora. Queríamos criar um ambiente no interior do automóvel que fosse, simultaneamente, futurista e acolhedor, com um toque de nostalgia." - Stéphane Maiore, Diretor de Design de Interiores, Renault

Um painel de instrumentos de alta tecnologia
A tecnologia marca a diferença sob a forma de um ecrã que se estende por toda a largura do habitáculo (dimensões: 1.130 x 110 mm). Denominado OpenR Panorama, este ecrã curvo, que vai “de pilar a pilar”, estará presente nos próximos modelos da gama executiva da Renault. Os modelos Rafale e Scenic da próxima geração serão os primeiros a incorporar esta funcionalidade.

Embora forneça toda a informação necessária – substituindo efetivamente o painel de instrumentos convencional –, o OpenR Panorama não foi concebido para ser tátil. Posicionado o mais próximo possível da estrada, melhora a ergonomia e a segurança de condução. Sem um painel de instrumentos à frente do passageiro da frente, este grande ecrã parece estar suspenso no habitáculo. Este design original liberta um espaço considerável na primeira fila, contribuindo para um interior ainda mais amplo.

Os controlos táteis para as funções do OpenR Panorama encontram-se em dois ecrãs flexíveis que giram em torno de uma base tubular na qual está posicionado o volante. Isto permite maximizar ou minimizar a quantidade de informação, conforme necessário. Esta disposição também maximiza o espaço à frente do passageiro da frente. A secção inferior da divisória, sob o painel de instrumentos, afasta-se dos elementos de design automóvel convencionais, adotando, em vez disso, uma unidade de arrumação curva que se estende por toda a largura do habitáculo, incorporando tanto a consola deslizante como os pedais, cujo mecanismo fica completamente oculto.

O volante compacto proporciona uma visão desobstruída do ecrã panorâmico. Dotado de tecnologia “steer-by-wire”, o volante não possui ligações mecânicas, pelo que os condutores podem controlar o ângulo de viragem conforme necessário.

"Graças à tecnologia “steer-by-wire”, conseguimos conceber um volante livre de todas as restrições físicas geralmente associadas à direção. A forma cilíndrica da barra transversal faz eco da utilizada no painel de instrumentos. Equipado com um cubo fixo, o volante dispõe também de comandos sensíveis ao toque que permitem ao condutor interagir com o ecrã multimédia OpenR Panorama." - Stéphane Maiore, Diretor de Design de Interiores, Renault

A cor está de volta
Famosa na década de 1970 pelos seus interiores pop vibrantes, a Renault está a trazer de volta este estilo característico, com uma carroçaria reluzente e interiores repletos de cor. “Cor” no singular, neste caso, com tons de vermelho, incluindo escarlate, roxo e até granada. O tapete com 3 cm de espessura chama imediatamente a atenção. O centro em tom de coral escurece gradualmente à medida que se espalha para o exterior, como se estivesse a difundir a cor intensa.

No habitáculo, os componentes e os comandos são principalmente em metal, com um acabamento de alta qualidade, fazendo lembrar mais joalharia do que tecnologia. Uma abordagem semelhante pode ser observada na utilização de marchetaria, particularmente nas mesas rebatíveis nas costas dos bancos. A marchetaria é feita de palha em vez de madeira, acrescentando um toque de artesanato requintado.

"Entre no habitáculo para mergulhar na cor! Com o painel de instrumentos e os painéis revestidos a tecido em tons de vermelho, e o tapete espesso de cor coral, com o seu efeito de gradiente, o habitáculo de cores vivas oferece um ambiente generosamente iluminado que estrutura o interior e lhe dá vida." - Eléonore Lebec, Designer de Cores e Materiais, Renault

Materiais próximos da natureza
Para além do notável compromisso da Renault de incluir 30% de materiais reciclados em toda a sua gama, o E-Space Concept pode ser visto como um exercício voltado para o futuro na utilização de materiais de base biológica. Renováveis e visualmente apelativos, estes materiais biológicos também cumprem elevados padrões de desempenho técnico.

Esta abordagem ganha um novo significado no E-Space Concept, que se afasta dos materiais de origem biológica mais frequentemente utilizados na indústria automóvel – couro e madeira – para explorar novas possibilidades.

Os acabamentos do habitáculo são feitos de palha tingida, aplicada diretamente sobre a estrutura de suporte. O pavimento está revestido com um tapete tufado de pelo comprido, 100% feito de lã. A pintura no interior do automóvel utiliza uma resina de origem biológica (18%). O volante é revestido, em parte, com tecido e, em parte, com um material utilizado na maioria dos modelos da Renault, contendo 26% de óleo de rícino e 25% de algodão biológico.

ProfJam esgota Coliseu dos Recreios e abre nova data



Em pouco mais de duas semanas, os bilhetes para dia 28 de Janeiro esgotaram. Dia 27 de Janeiro abre agora como segunda data de um concerto irrepetível para lá destas duas noites.

Não seria de estranhar, mas não deixa ainda assim de ser um feito assinalável — e simbólico do que ProfJam representa para os seus ouvintes. Numa questão de dias, os bilhetes para o seu concerto, anunciado para dia 28 de Janeiro no Coliseu dos Recreios, esgotaram. A ocasião, porém, merecia mais, desde logo para quem o acompanha pela estrada fora. Assim, uma noite irrepetível desdobra-se num déjà vu um dia antes, em que as portas de uma das mais emblemáticas salas do país se abrem uma segunda primeira vez, a 27 de Janeiro, para receber Mário Cotrim. Os bilhetes para esta segunda data em Lisboa já estão disponíveis.

De resto, a segunda data — e primeira noite — cumpre os termos da originária. Apesar da edição ainda recente do seu novo disco (LSD), o concerto não terá como fio condutor nem este nem nenhum outro álbum da sua discografia. Pelo contrário, do pouco que se pode antever, espera-nos um alinhamento que atravessará todas as eras da obra de ProfJam. Das primeiras canções que lhe deram nome às que ainda ninguém ouviu, passando pelas que ninguém deixa esquecer ou por outras que há demasiado tempo não são tocadas. E, como anunciado, Mário Cotrim não fará a travessia sozinho: juntar-se-lhe-ão companheiros de diferentes mundos e eras, reunidos para a ocasião.

São agora duas as noites em que as sete pedras se reúnem numa só luva: The Big Banger Theory, Mixtakes, #FFFFFF, SYSTEM, MDID, LONDON LP e LSD (Love Songs Die), cada uma lapidada no seu tempo, marcadas também por uma série de pares que marcarão presença a seu tempo. Tempo esse que, mais uma vez, ProfJam moldará ao fazer de duas noites uma só.

SYSTEM foi um dos projetos que marcou o caminho de ProfJam, um disco editado a meias com João Maia Ferreira em plena pandemia, que na passada sexta-feira foi editado em vinil e em menos de duas esgotou a primeira tiragem de 500 exemplares.

Miss Lava reeditam o primeiro álbum em Vinil



Os Miss Lava nascem no ano de 2005, em Lisboa. Quatro amigos com a mesma paixão e essência, que se resume a fazer rock honesto e genuíno numa dinâmica e sede de criar música focada no stoner rock como resultado descomprometido do exorcismo de quatro almas agitadas. 

A música que tocam é densa, quente e intensa capaz de provocar viagens por paisagens bucólicas que rasgam sonhos e inquietações. 

Com dois EP's e seis LP’s (cinco originais e um live) na bagagem, a banda teve os seus discos elogiados pela crítica especializada nacional e internacional e já levou os seus concertos exclusivos aos palcos no Reino Unido, Espanha, Alemanha e atuaram em festivais como Stoned From The Underground (Alemanha), Resurrection, Riff Ritual e Stonefest (Espanha), Desertfest London (UK), assim como o Sonic Blast Moledo, Festival Woodrock, Super Bock Super Rock, Rock In Rio Lisboa (Palco Vodafone Showcase), Reverence Valada, Vagos Open Air, Barroselas Metal Fest e a Concentração Motard de Faro. Passaram, também, pelo palco do histórico Whisky a Go-Go em Los Angeles e partilharam o palco com bandas como Queens Of The Stone Age, Graveyard, Ufomammut, Greenleaf, W.A.S.P., Kyuss Lives!, Fu Manchu, Valient Thorr, Entombed, Truckfighters, Slash e muitos mais. 

Os Miss Lava são o Johnny Lee na voz, o K. Raffah na guitarra, o Ricardo Ferreira no Baixo, o Pedro Gonçalves na bateria (desde 2021) e o Hugo Jacinto na Guitarra.

Como celebração dos 20 anos de banda, lançaram no ano de 2025  o seu mais recente disco Under A Black Sun, que carrega um peso emocional mais sombrio e pesado do que os seus trabalhos anteriores, o quinto álbum da banda foi lançado pela norte-americana Small Stone Recordings e pela germânica Kozmik Artifactz no dia 25 de abril. 



Lançam agora o primeiro álbum da banda Blues For The Dangerous Miles (2009) em vinil com uma nova capa e uma edição limitada de colecionador com o selo da Raging Planet.

O trabalho foi produzido por Samuel Rebelo e pela banda, tendo sido ainda misturado e masterizado nos Fascination Street Studios, em Örebro, pelo conceituado Jens Bogren, conhecido pelo seu trabalho com bandas como Opeth, Katatonia ou Paradise Lost. As gravações foram coordenadas pelo co-produtor Samuel Rebelo e por Ricardo Espinha (Fonzie, BlackSunrise, More than A Thousand, etc).

O Anzol é o novo romance de Asako Yuzuki



A Casa das Letras acaba de editar, O Anzol, o segundo romance da escritora japonesa Asako Yuzuki, autora do “bestseller” Manteiga. Regressa com a história de obsessão de uma executiva solitária por uma influenciadora que mais não é que análise da condição feminina contemporânea, da necessidade de pertença e das formas silenciosas e aparentemente banais como as nossas vidas podem sair do controlo.  Até onde estamos dispostos a ir para ser vistos – e o que acontece quando aqueles que nos veem não gostam daquilo que descobrem sermos? Ser e parecer, realidade e vida nas redes sociais, como se distinguem?

À primeira vista, a vida de Eriko é perfeita: tem um emprego de chefia numa empresa comercial japonesa, um apartamento impecável e pais dedicados. O seu mais recente projeto – reintroduzir no mercado japonês a controversa perca-do-nilo – é tão ambicioso quanto ela própria. Mas, por detrás desta fachada irrepreensível, esconde-se uma solidão profunda. Eriko nunca conseguiu manter uma amizade verdadeira, muito menos um relacionamento.

É então que surge Shoko, uma popular influenciadora de lifestyle, Hallie B, cuja vida Eriko acompanha obsessivamente. Shoko vive num caos cuidadosamente controlado: um apartamento desarrumado, refeições de take-away e um marido gentil e descontraído.

Quando Eriko encena um encontro «casual» com Shoko, nasce entre as duas uma improvável amizade. Durante um breve instante, Eriko acredita ter finalmente encontrado aquilo que sempre procurou. Porém, à medida que a fascínio se transforma em obsessão e a vida meticulosamente equilibrada de Shoko se começa a desfazer, ambas são empurradas para um ponto de rutura que nenhuma delas poderia prever.

Sobre a Autora

Asako Yuzuki, Tóquio, 1981. Ganhou o Prémio All Yomimono para novos escritores, com o conto «Forget Me, Not Blue» (que apareceu no seu romance de estreia, publicado em 2010), e o Prémio Yamamoto Shugoro, em 2015, tendo sido nomeada várias vezes para o Prémio Naoki. Os seus romances foram adaptados para a televisão, a rádio e o cinema. Manteiga foi o seu primeiro romance publicado tanto em inglês como em português. Segue-se agora O Anzol.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Salvador Sobral lança "A Flor Do Recomeço", o novo álbum dedicado à Música Popular Brasileira



O artista português editou  A Flor Do Recomeço, um álbum concebido como uma viagem musical e emocional ao coração do Brasil, com onze canções inéditas escritas por alguns dos maiores nomes da cena brasileira clássica e contemporânea.

Antes mesmo de se tornar cantor, antes dos palcos e da Eurovisão, antes de a sua voz encontrar um lugar próprio, ouviam-se Maria Bethânia no carro da mãe e Chico César no do pai. Dessa memória de infância nasce A Flor do Recomeço, um disco que representa para Salvador Sobral um regresso às fontes essenciais da sua formação musical, longe de qualquer exercício de nostalgia ou aproximação turística. O projeto nasce da necessidade de cruzar uma tradição rica com a voz singular de um intérprete português.

Concebido em conjunto com o diretor artístico Marcus Preto, o álbum reúne composições inéditas de nomes como Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro, Chico César e Eveline Sin, Adriana Calcanhotto, Céu, Arnaldo Antunes e Hyldon (com a participação lendária de Ney Matogrosso), Marcos Valle e Tim Bernardes (com Dora Morelenbaum), entre outros.

Gravado em São Paulo, no estúdio Dá Pá Virada, o disco contou com a produção musical de Tó Brandileone e um núcleo instrumental composto por Tiago Costa (piano e arranjos de sopros), Fábio Sá (contrabaixo), Conrado Goys (guitarra), Sérgio Machado (bateria) e Felipe Roseno (percussão). A meta principal foi evitar clichês: “A ideia não era fazer um ‘disco brasileiro’, mas sim um disco de compositores brasileiros interpretados por músicos brasileiros e cantados por um artista português”, explica Sobral.

Essa busca por autenticidade atravessa todo o álbum. O desafio consistia em encontrar uma sonoridade diferente, mas ao mesmo tempo coerente; respeitar a natureza de cada composição sem perder a personalidade do conjunto. Após os ensaios e as sessões de gravação, Sobral e a sua equipa sentiram que tinham finalmente encontrado “o fato adequado” para cada canção.



Disponível em edição digital, CD e vinil, o álbum transita entre a homenagem e a exploração de novas dimensões artísticas. Após o lançamento, a digressão arranca a 25 de outubro no Teatro Arriaga, em Bilbau, passando por Espanha, Países Baixos, Lituânia e Reino Unido.

Em Portugal, atua a 2 de março no CCB, 5 de março no Casa da Cultura de Ílhavo e a 6 de março na Casa da Música, no Porto, acompanhado por uma banda europeia formada por Katerina L’Dokova, André Rosinha, Eva Fernández, Joel Silva e Sebastià Gris. Mais datas a anunciar, em breve.

A Flor do Recomeço não é apenas o título de um álbum. É também uma declaração artística: a constatação de que voltar às origens não significa necessariamente olhar para trás. Às vezes significa encontrar ali a semente original para poder avançar. Salvador Sobral faz isso regressando ao Brasil, às canções que ouviu em criança, aos compositores que admira e a uma tradição musical que acompanha a sua trajetória desde muito antes de o público conhecer o seu nome.

Rosa Montero numa viagem épica ao Porto de Encontro



A multipremiada autora espanhola é a convidada da 130ª edição do evento, que se realiza no sábado, dia 24 de outubro, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.
 
História do Rei Transparente, publicado pela Porto Editora, será o ponto de partida da conversa de Rosa Montero com o jornalista Sérgio Almeida.

Este ano, a autora voltou a cativar o público com um romance histórico com uma perspetiva profundamente humanista da época medieval. Ambientado no turbulento século XII, marcado por guerras, fanatismo religioso e mutações sociais, o livro narra a extraordinária odisseia de Leola, uma jovem camponesa de quinze anos que vê a sua vida devastada pela violência da guerra. Para sobreviver, toma uma decisão radical: despe o cadáver de um cavaleiro e assume a identidade dele, envergando uma armadura que será, em simultâneo, proteção e prisão.

Mais do que uma aventura de capa e espada, o livro é uma metáfora poderosa sobre a busca da identidade, a conquista da liberdade individual e o papel invisível das mulheres na História.

Rosa Montero é uma das vozes mais reconhecidas da literatura espanhola contemporânea. Com uma carreira de destaque no jornalismo, foi distinguida, entre outros, com o Prémio Nacional de Jornalismo e o Prémio da Associação de Imprensa de Madrid. No percurso literário, tem conquistado leitores e crítica com obras como A Louca da Casa, A Ridícula Ideia de Não Voltar a Ver-te e O Perigo de Estar no Meu Perfeito Juízo.

O evento contará com as leituras de Paula Ventura.

O Porto de Encontro é uma iniciativa da Porto Editora, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Porto, da Antena 1, do Jornal de Notícias e das Livrarias Bertrand.

Mais informações em www.portoencontro.pt

Xico Gaiato reúne videoclipe que reúne dois temas do álbum de estreia "A Cada Passo Que Dou"



Depois de editar o álbum de estreia A Cada Passo Que Dou, pela Omnichord, Xico Gaiato apresenta o videoclipe do tema que dá nome ao disco, numa criação que se prolonga também por “e o vento no final da tarde”, outra das canções que integram o álbum. Realizado por André Ivo, o vídeo junta os dois temas numa peça visual que percorre diferentes dimensões do universo do artista.

Gravado no Centro de Migrações do Fundão, com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, o videoclipe explora o lado mais cru e físico de Xico Gaiato, numa performance intensa que conta com três bailarinas: Beatriz Felício, Beatriz Catarino e Marta Cardoso. A participação especial da avó do artista acrescenta uma dimensão íntima e geracional à criação, aproximando o universo do disco das pessoas e das memórias que fazem parte da sua história.

Em “A Cada Passo Que Dou”, a procura de uma semente perdida na terra surge como metáfora para a esperança que nos mantém em movimento, mesmo quando o caminho implica quedas, dúvidas e erros. A terra assume um lugar central: é chão, origem e memória, mas também um ponto de regresso quando nos perdemos de nós próprios. É no confronto com aquilo que somos e com o caminho que percorremos que encontramos novas respostas e a força para continuar.

Essa procura encontra outro sentido em “e o vento no final da tarde”, onde a natureza surge como espaço de pausa e renovação. O vento traz consigo a possibilidade de recuperar forças, limpar o ruído acumulado e reencontrar a energia necessária para seguir em frente.

Entre a terra e o vento, a queda e a resistência, o videoclipe reúne duas canções que refletem sobre o caminho, as transformações que nos marcam e a relação com as nossas raízes. Um retrato pessoal de Xico Gaiato, onde a memória e a origem não representam apenas um lugar ao qual regressar, mas também aquilo que nos permite continuar a avançar.

A Cada Passo Que Dou reúne 14 canções e tem sido apresentado ao vivo em várias cidades do país, com passagens pelo Auditório da Moagem, no Fundão, pelo Teatrão, em Coimbra, pela Casa da Criatividade, em São João da Madeira, e pela Casa Capitão, em Lisboa. e nos Maus Hábitos, no Porto.
Os próximos concertos estão marcados para 13 de novembro, no Palmeiras – Palácio em Revolução, em Lisboa, e 23 de janeiro, em Leiria.



As edições físicas do álbum, em vinil e CD, já estão disponíveis no Bandcamp da Omnichord.

Há ofícios em Portugal que dependem de uma só família



A Ra-Ro lança a ra-ro.eu, uma nova plataforma online de artesanato português que já reúne 40 artesãos de todo o país, muitos deles em aldeias do interior onde são os últimos a dominar o seu ofício. A plataforma vende peças feitas à mão, uma a uma, algumas das quais levam semanas a ficar prontas. A diferença está no modelo: a Ra-Ro acompanha cada artesão em tudo o que envolve tecnologia, para que ele possa se dedicar apenas ao ofício.

"Num país em que o interior perde gente todos os anos, há saberes inteiros que dependem de uma única família", diz Luís Serra, cofundador da Ra-Ro. "Se não houver quem compre, não há razão para ensinar quem vem a seguir. A ra-ro.eu existe para criar esse mercado."

Entre os artesãos da plataforma está César Teixeira, de Gondar (Amarante). Ele e o filho, João, são os últimos a cozer o barro negro em soenga, uma técnica com mais de 400 anos. Se pararem, a técnica desaparece.

O problema é nacional. Nos Censos 2021, 257 dos 308 municípios perderam população. Em Bisalhães (Vila Real), cuja olaria negra foi classificada pela UNESCO como património em risco, restam seis oleiros, a maioria idosos.

César Teixeira não é caso isolado. Nuno Pereira é hoje o único produtor do Vinho dos Mortos, em Boticas, um vinho que se enterra para envelhecer desde as invasões francesas. Só oito artesãos estão certificados para fazer o Bordado de Guimarães, e duas delas trabalham n’A Oficina, que vende na Ra-Ro. Helena Novelletto é uma das últimas tecedeiras de bunho do país, e Isidoro Ramos um dos poucos que ainda colhe esparto nas serras do interior algarvio.

A Ra-Ro foi criada por três amigos, que passaram um ano a testar produtos com o público e a ganhar a confiança dos artesãos antes do lançamento. Os 40 artesãos da plataforma, reunidos em 29 oficinas e produtores, vêm de mais de 20 concelhos, do Minho aos Açores, e trabalham cestaria, cerâmica, têxteis, madeira, cortiça, lã, vidro, cobre, sal e instrumentos musicais. Uma viola braguesa construída à mão por Diogo Valente demora cerca de oito semanas a ficar pronta. Um Cobertor de Papa, tecido por Céu Reis em Maçainhas (Guarda) num tear com mais de 300 anos, leva cerca de quatro.

É aqui que a Ra-Ro muda as regras. A maioria destes artesãos nunca teve uma loja online e muitos vendem apenas em feiras ou à porta de casa. Em vez de lhes pedir que aprendam a gerir uma plataforma, a Ra-Ro acompanha todos os artesãos em cada passo: fotografa as peças, conta a sua história, trata das encomendas, da embalagem e do envio para Portugal e para o estrangeiro. O artesão não precisa de dominar a tecnologia; continua concentrado no que sabe fazer.

"O foco destes artesãos é o ofício, e deve continuar a ser. A tecnologia fica do nosso lado", diz Luís Serra. "A nossa missão é perpetuar a portugalidade: garantir que aquilo que nos distingue como país continua a ser feito, e por quem sabe fazê-lo."

A plataforma introduz também o Índice Ra-Ro, uma classificação que mede quão difícil é encontrar cada peça e quantas mãos ainda a sabem fazer. Tem cinco níveis: Invulgar, Escasso, Raro, Raríssimo e Único. Das 141 peças disponíveis no lançamento, 60 são classificadas como Raríssimas, por serem feitas por poucos artesãos com técnicas em risco, e cinco são peças únicas, que não se repetem.

Feitas as contas, quase três em cada quatro peças (103 de 141) estão nos três níveis mais altos do índice: Raro, Raríssimo ou Único. Duas em cada três são feitas por encomenda, só depois de o cliente comprar, e 31 existem num único exemplar. Entre as cinco peças Únicas estão o Cobertor de Papa, que a oficina de Céu Reis mantém vivo em Maçainhas, e o Vinho dos Mortos, de Boticas.

"O Índice Ra-Ro dá a quem compra uma informação que nunca teve: quão perto está aquele ofício de desaparecer", diz Luís Serra. "Quem leva uma peça Raríssima sabe que está a apoiar uma técnica que pode não chegar à próxima geração."

"Com a inteligência artificial, tudo o que pode ser automatizado vai tornar-se igual e abundante", acrescenta Luís Serra. "O que é feito à mão, com tempo e com um saber passado de geração em geração, vai valer cada vez mais."

O artesanato português também está a sair do país. Nos meses de testes, as encomendas chegaram da Alemanha, do Reino Unido, da Irlanda, de França e da República Checa. A Ra-Ro conta também a história dos artesãos em vídeo: a curta-metragem “Made of Time”, sobre o barro negro de Gondar, recebeu quatro prémios, e há 19 curtas sobre quem faz cada peça.

É por aqui que a Ra-Ro quer crescer. Até ao final do ano, a plataforma pretende duplicar o número de artesãos e levar o trabalho de todos aos mercados internacionais, com a loja já disponível em sete línguas. O objetivo é que cada artesão venda mais, e venda para mais longe, sem ter de sair da sua oficina.

"A nossa paixão é esta: que um oleiro de Gondar ou uma tecedeira de Maçainhas vendam para Londres ou Berlim sem deixar a aldeia. Cada peça que sai de Portugal é mais uma razão para o ofício continuar.", sublinha Luís Serra.



A Ra-Ro em números

• 40 artesãos em 29 oficinas e produtores, de mais de 20 concelhos e 8 regiões, do Minho aos Açores
• 141 peças à venda, feitas à mão, uma a uma
• Índice Ra-Ro: 5 Únicas, 60 Raríssimas, 38 Raras, 22 Escassas e 16 Invulgares
• 3 em cada 4 peças nos três níveis mais altos do índice
• 2 em cada 3 peças feitas por encomenda; 31 com um único exemplar
• De 48 horas a 8 semanas de espera, conforme a peça
• Mais de 10 ofícios: cestaria, cerâmica, têxteis, madeira, cortiça, lã, vidro, cobre, sal e instrumentos musicais
• Clientes em 6 países: Portugal, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, França e República Checa
• 4 prémios para a curta “Made of Time” e 19 curtas sobre os artesãos
• 1 ano de preparação antes do lançamento
• Objetivo até ao final de 2026: duplicar o número de artesãos e levá-los a mercados internacionais