Legacy Russell, autora premiada do inovador Glitch Feminism apresenta “Black Meme” na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. A conferência vai explorar o cruzamento entre imagem, memória e tecnologia, incentivando uma leitura crítica da forma como a representação da negritude molda a sociedade digital e as práticas culturais. Um evento, de entrada livre, que se realiza a 19 de março, pelas 18h30, e que integra o ciclo “Art + Tech x Cosmos =”, que propõe uma reflexão crítica sobre a interseção entre arte, tecnologia e cultura digital.
A investigação de Legacy Russel centra-se na representação da negritude, na identidade digital e nas formas emergentes de cultura e performance, explorando como imagens e memórias negras moldaram e continuam a influenciar a cultura digital contemporânea. O seu trabalho aborda tanto arquivos históricos como media digitais atuais, evidenciando a centralidade da experiência negra na construção das práticas culturais modernas.
Em “Black Meme”, Russell propõe uma genealogia das imagens negras na cultura digital, desde os inícios do século XX até à contemporaneidade, analisando como a circulação destas imagens nos memes e nas redes sociais revela relações complexas de poder, memória e visibilidade. Momentos históricos como postais de linchamento, a fotografia de Emmett Till ou vídeos virais da violência policial são analisados, mostrando a persistência e transformação da narrativa negra através das tecnologias de comunicação.
A conferência explora ainda o cruzamento entre imagem, memória e tecnologia, incentivando uma leitura crítica da forma como a representação da negritude molda a sociedade digital e as práticas culturais.
“Black Meme” faz parte do “Art + Tech x Cosmos =”, um ciclo que integra conferências, concertos, exposições e performances, organizado pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Entre fevereiro e maio de 2026, artistas, tecnólogos criativos, curadores, escritores e pensadores reúnem contributos que atravessam múltiplas áreas temáticas: do espiritual e do mítico às infraestruturas sociotecnológicas e às lógicas (des)coloniais, projetando futuros especulativos. A entrada nos eventos é livre, sujeita a capacidade da sala.
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