Depois de editar o álbum de estreia A Cada Passo Que Dou, pela Omnichord, Xico Gaiato apresenta o videoclipe do tema que dá nome ao disco, numa criação que se prolonga também por “e o vento no final da tarde”, outra das canções que integram o álbum. Realizado por André Ivo, o vídeo junta os dois temas numa peça visual que percorre diferentes dimensões do universo do artista.
Gravado no Centro de Migrações do Fundão, com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, o videoclipe explora o lado mais cru e físico de Xico Gaiato, numa performance intensa que conta com três bailarinas: Beatriz Felício, Beatriz Catarino e Marta Cardoso. A participação especial da avó do artista acrescenta uma dimensão íntima e geracional à criação, aproximando o universo do disco das pessoas e das memórias que fazem parte da sua história.
Em “A Cada Passo Que Dou”, a procura de uma semente perdida na terra surge como metáfora para a esperança que nos mantém em movimento, mesmo quando o caminho implica quedas, dúvidas e erros. A terra assume um lugar central: é chão, origem e memória, mas também um ponto de regresso quando nos perdemos de nós próprios. É no confronto com aquilo que somos e com o caminho que percorremos que encontramos novas respostas e a força para continuar.
Essa procura encontra outro sentido em “e o vento no final da tarde”, onde a natureza surge como espaço de pausa e renovação. O vento traz consigo a possibilidade de recuperar forças, limpar o ruído acumulado e reencontrar a energia necessária para seguir em frente.
Entre a terra e o vento, a queda e a resistência, o videoclipe reúne duas canções que refletem sobre o caminho, as transformações que nos marcam e a relação com as nossas raízes. Um retrato pessoal de Xico Gaiato, onde a memória e a origem não representam apenas um lugar ao qual regressar, mas também aquilo que nos permite continuar a avançar.
A Cada Passo Que Dou reúne 14 canções e tem sido apresentado ao vivo em várias cidades do país, com passagens pelo Auditório da Moagem, no Fundão, pelo Teatrão, em Coimbra, pela Casa da Criatividade, em São João da Madeira, e pela Casa Capitão, em Lisboa. e nos Maus Hábitos, no Porto.
Os próximos concertos estão marcados para 13 de novembro, no Palmeiras – Palácio em Revolução, em Lisboa, e 23 de janeiro, em Leiria.
As edições físicas do álbum, em vinil e CD, já estão disponíveis no Bandcamp da Omnichord.
A Ra-Ro lança a ra-ro.eu, uma nova plataforma online de artesanato português que já reúne 40 artesãos de todo o país, muitos deles em aldeias do interior onde são os últimos a dominar o seu ofício. A plataforma vende peças feitas à mão, uma a uma, algumas das quais levam semanas a ficar prontas. A diferença está no modelo: a Ra-Ro acompanha cada artesão em tudo o que envolve tecnologia, para que ele possa se dedicar apenas ao ofício.
"Num país em que o interior perde gente todos os anos, há saberes inteiros que dependem de uma única família", diz Luís Serra, cofundador da Ra-Ro. "Se não houver quem compre, não há razão para ensinar quem vem a seguir. A ra-ro.eu existe para criar esse mercado."
Entre os artesãos da plataforma está César Teixeira, de Gondar (Amarante). Ele e o filho, João, são os últimos a cozer o barro negro em soenga, uma técnica com mais de 400 anos. Se pararem, a técnica desaparece.
O problema é nacional. Nos Censos 2021, 257 dos 308 municípios perderam população. Em Bisalhães (Vila Real), cuja olaria negra foi classificada pela UNESCO como património em risco, restam seis oleiros, a maioria idosos.
César Teixeira não é caso isolado. Nuno Pereira é hoje o único produtor do Vinho dos Mortos, em Boticas, um vinho que se enterra para envelhecer desde as invasões francesas. Só oito artesãos estão certificados para fazer o Bordado de Guimarães, e duas delas trabalham n’A Oficina, que vende na Ra-Ro. Helena Novelletto é uma das últimas tecedeiras de bunho do país, e Isidoro Ramos um dos poucos que ainda colhe esparto nas serras do interior algarvio.
A Ra-Ro foi criada por três amigos, que passaram um ano a testar produtos com o público e a ganhar a confiança dos artesãos antes do lançamento. Os 40 artesãos da plataforma, reunidos em 29 oficinas e produtores, vêm de mais de 20 concelhos, do Minho aos Açores, e trabalham cestaria, cerâmica, têxteis, madeira, cortiça, lã, vidro, cobre, sal e instrumentos musicais. Uma viola braguesa construída à mão por Diogo Valente demora cerca de oito semanas a ficar pronta. Um Cobertor de Papa, tecido por Céu Reis em Maçainhas (Guarda) num tear com mais de 300 anos, leva cerca de quatro.
É aqui que a Ra-Ro muda as regras. A maioria destes artesãos nunca teve uma loja online e muitos vendem apenas em feiras ou à porta de casa. Em vez de lhes pedir que aprendam a gerir uma plataforma, a Ra-Ro acompanha todos os artesãos em cada passo: fotografa as peças, conta a sua história, trata das encomendas, da embalagem e do envio para Portugal e para o estrangeiro. O artesão não precisa de dominar a tecnologia; continua concentrado no que sabe fazer.
"O foco destes artesãos é o ofício, e deve continuar a ser. A tecnologia fica do nosso lado", diz Luís Serra. "A nossa missão é perpetuar a portugalidade: garantir que aquilo que nos distingue como país continua a ser feito, e por quem sabe fazê-lo."
A plataforma introduz também o Índice Ra-Ro, uma classificação que mede quão difícil é encontrar cada peça e quantas mãos ainda a sabem fazer. Tem cinco níveis: Invulgar, Escasso, Raro, Raríssimo e Único. Das 141 peças disponíveis no lançamento, 60 são classificadas como Raríssimas, por serem feitas por poucos artesãos com técnicas em risco, e cinco são peças únicas, que não se repetem.
Feitas as contas, quase três em cada quatro peças (103 de 141) estão nos três níveis mais altos do índice: Raro, Raríssimo ou Único. Duas em cada três são feitas por encomenda, só depois de o cliente comprar, e 31 existem num único exemplar. Entre as cinco peças Únicas estão o Cobertor de Papa, que a oficina de Céu Reis mantém vivo em Maçainhas, e o Vinho dos Mortos, de Boticas.
"O Índice Ra-Ro dá a quem compra uma informação que nunca teve: quão perto está aquele ofício de desaparecer", diz Luís Serra. "Quem leva uma peça Raríssima sabe que está a apoiar uma técnica que pode não chegar à próxima geração."
"Com a inteligência artificial, tudo o que pode ser automatizado vai tornar-se igual e abundante", acrescenta Luís Serra. "O que é feito à mão, com tempo e com um saber passado de geração em geração, vai valer cada vez mais."
O artesanato português também está a sair do país. Nos meses de testes, as encomendas chegaram da Alemanha, do Reino Unido, da Irlanda, de França e da República Checa. A Ra-Ro conta também a história dos artesãos em vídeo: a curta-metragem “Made of Time”, sobre o barro negro de Gondar, recebeu quatro prémios, e há 19 curtas sobre quem faz cada peça.
É por aqui que a Ra-Ro quer crescer. Até ao final do ano, a plataforma pretende duplicar o número de artesãos e levar o trabalho de todos aos mercados internacionais, com a loja já disponível em sete línguas. O objetivo é que cada artesão venda mais, e venda para mais longe, sem ter de sair da sua oficina.
"A nossa paixão é esta: que um oleiro de Gondar ou uma tecedeira de Maçainhas vendam para Londres ou Berlim sem deixar a aldeia. Cada peça que sai de Portugal é mais uma razão para o ofício continuar.", sublinha Luís Serra.
A Ra-Ro em números
• 40 artesãos em 29 oficinas e produtores, de mais de 20 concelhos e 8 regiões, do Minho aos Açores
Em O Cemitério de Praga, de Umberto Eco, entre Turim, Palermo e Paris, em pleno século XIX, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, um bordereau de Dreyfus falso, um Garibaldi artrítico, a disseminação gradual de Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), maçons, jesuítas que conspiram contra maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres, cadáveres num esgoto parisiense, planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, massacres numa Comuna em que se comem ratos, fétidas reuniões de criminosos que planeiam revoltas de rua, irmandades diabólicas e missas negras.
Neste romance-folhetim de estilo oitocentista com feuilletons da época, todas as personagens existiram e fizeram o que lhes é atribuído, excepto o protagonista… Porém, quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer.
Sobre o Autor
Umberto Eco (1932-2016) foi um eminente filósofo, medievalista e semiólogo italiano.
Estreou-se na narrativa com O Nome da Rosa (Prémio Strega 1981 e adaptado para banda desenhada por Milo Manara), a que se seguiram O Pêndulo de Foucault, A Ilha do Dia Antes, Baudolino, A Misteriosa Chama da Rainha Loana, O Cemitério de Praga e Número Zero. Entre as suas numerosas obras ensaísticas (académicas e outras), destacam-se: O Signo, Os Limites da Interpretação, Kant e o Ornitorrinco, A Passo de Caranguejo, Construir o Inimigo, Seis Passeios nos Bosques da Ficção, Obra Aberta, Dizer Quase a Mesma Coisa – Sobre a Tradução, Como se Faz Uma Tese em Ciências Humanas, A Procura da Língua Perfeita, Diário Mínimo, Entre a Mentira e a Ironia, Confissões de Um Jovem Escritor, Filósofos em Liberdade e Reflexões sobre a Dor. É ainda autor dos livros ilustrados História da Beleza, História do Feio, A Vertigem das Listas, História das Terras e dos Lugares Lendários e Aos Ombros de Gigantes. Publicou também um livro infantil, Três Contos, ilustrado pelo pintor italiano Eugenio Carmi.
Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:
A Quinta dos Animais
Quando os animais de uma quinta se cansam dos maus-tratos dos humanos e resolvem assumir o controlo de tudo, a promessa de uma existência feliz e justa parece estar finalmente ao seu alcance. Mas não tardará até as disputas pelo poder começarem a dividir a comunidade, e os porcos, que lideram a revolução, começarem a impor as suas próprias regras. Sob a consideração de que “todos os animais são iguais, mas que há uns mais iguais do que outros”, o sonho de igualdade vai-se transformando num regime totalitário, onde ninguém pode exprimir o que pensa sem arcar com as consequências.
Realizada por Andy Serkis – conhecido pela personagem Gollum em “O Senhor dos Anéis” e, mais tarde, realizador de “Mogli: A Lenda da Selva” e de “Venom: Tempo de Carnificina” – e escrita por Nicholas Stoller, esta adaptação animada baseia-se na célebre obra “O Triunfo dos Porcos”, publicada em 1945 e escrita por George Orwell. Uma das mais conhecidas sátiras políticas da literatura do século XX, esta história mostra o modo como o poder pode corromper os ideais de uma revolução e dar origem a um regime totalitário.
Depois da estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, em 2025, o filme integrou também a programação do Festival de Cinema de Londres (BFI London Film Festival). Na versão original, conta com as vozes de Seth Rogen, Gaten Matarazzo, Glenn Close, Woody Harrelson, Steve Buscemi e Kieran Culkin, entre outros.
Operação Teerão
Depois da tragédia em que terminou uma missão de resgate em Cabul (Afeganistão), em 2021, Tucker (Zachary Levi) e um grupo de antigos elementos da CIA vêem-se menosprezados por um país que, por já não precisar deles, os abandona. Anos mais tarde, Larry (Liam Neeson), o antigo mentor de Tucker, revela-lhe a existência de 25 milhões de dólares escondidos num hotel de Teerão desde 1979, durante a crise dos reféns na embaixada norte-americana.
Decidido a recuperar o dinheiro, que lhe permitirá recomeçar a vida longe dali, Tucker reúne a antiga equipa e parte rumo ao Irão. Mas, assim que chegam ao destino, percebem que têm em mãos uma missão muito mais importante do que a recuperação do dinheiro.
Um “thriller” de acção realizado por Guy Moshe, que também assina o argumento com Mark Bacci e Ron Hutchinson.
Memórias do Cárcere
Um dos mais importantes escritores do Romantismo português, Camilo Castelo Branco (1825-1890) teve uma vida marcada por relações instáveis e dificuldades financeiras, algo que se reflecte na sua escrita. Nos seus romances, estas experiências vão-se revelando em histórias de amores impossíveis, onde se misturam a honra familiar e a condenação social.
Depois de um breve casamento com Joaquina Pereira de França (1826-1847), que abandonou pouco tempo depois, e de várias outras relações amorosas, Camilo envolveu-se com a escritora Ana Plácido (1831-1895), então casada com o comerciante Manuel Pinheiro Alves (1807-1863). A relação levou à prisão de ambos, na Cadeia da Relação do Porto, em 1860, acusados de adultério.
Numa sociedade fortemente conservadora e religiosa, o caso provocou um grande escândalo. Em Outubro do ano seguinte, foram ambos absolvidos e passaram a viver juntos, casando-se muitos anos depois, a 9 de Março de 1888. Juntos criaram Manuel (1858-1877), filho do primeiro casamento dela, e tiveram mais dois filhos, Jorge (1863-1900) e Nuno (1864-1896). A vida familiar foi marcada por dificuldades financeiras e graves problemas pessoais.
Durante o encarceramento, Camilo observou os outros prisioneiros e conheceu as suas histórias. Encontrou homens de diferentes origens e percursos, cujas vidas foram marcadas pela violência, pelo crime e pela miséria. Estes relatos estão na origem de “Memórias do Cárcere”, obra publicada em 1862 e que dá nome a este filme. A experiência de Ana, por seu lado, foi expressa em “Luz Coada por Ferros”, uma colectânea de contos e textos publicada em 1863, na qual ela reflecte sobre a pouca liberdade de escolha das mulheres do seu tempo.
Realizada por Sérgio Graciano (“Linhas de Sangue”, “Salgueiro Maia - O Implicado”, “O Som Que Desce na Terra”, “Auga Seca”, “A Impossibilidade de Estar Só”, “Soares É Fixe”, “Os Papéis do Inglês”, “Playback”), com argumento de Carlos Saboga, esta biografia de Camilo conta com Albano Jerónimo, Maria João Bastos, Paulo Pires, Afonso Pimentel, João Pedro Vaz, Marcello Urgeghe, Soraia Chaves, Adriano Luz, Ricardo Pereira, Rui Morisson e Diogo Infante, entre outros.
Pela primeira vez nos seus 59 anos de história, a Mercedes‑AMG está a desenvolver um SUV de grandes dimensões internamente e totalmente de raiz. O novo Mercedes‑AMG GT SUV é o segundo modelo baseado na arquitetura de elevado desempenho AMG.EA, combinando a presença imponente de um SUV de grandes dimensões com a experiência de condução emocionante de um automóvel desportivo. A posição de condução desportiva, o baixo centro de gravidade e a silhueta baixa e dinâmica definem o seu carácter, sem comprometer as qualidades que distinguem um SUV. As modernas soluções de construção leve e um conceito inteligente de arquitetura do veículo proporcionam também vantagens significativas em termos de peso. Tal como no modelo AMG GT Coupé 4 Portas apresentado recentemente, três motores de fluxo axial asseguram um desempenho excecional na versão topo de gama. A bateria de elevado desempenho, com arrefecimento direto integrado, dá também continuidade à evolução desta mesma abordagem tecnológica, permitindo manter uma elevada potência de forma contínua e aumentar ainda mais a potência de carregamento, até 710 kW. A suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+, desenvolvida de raiz, com estabilização ativa longitudinal e transversal da carroçaria, combina precisão desportiva com um conforto excecional. Com esta combinação extraordinária de desempenho, conforto e aptidão para o quotidiano, o Mercedes‑AMG GT SUV estabelece uma nova referência no seu segmento. Uma experiência sonora imersiva, com o som autêntico de um motor V8 ou de seis cilindros, completa a intensa experiência de condução AMG.
Os clientes podem escolher entre três versões: o Mercedes‑AMG GT 63 SUV, o Mercedes‑AMG GT 55 SUV e o Mercedes‑AMG GT 53 SUV. A versão de entrada do novo SUV de Affalterbach já está disponível para encomenda e os modelos AMG GT 63 e 55 SUV chegarão na primavera de 2027.
“Com o novo Mercedes‑AMG GT SUV, estamos a integrar as inovações revolucionárias da nossa arquitetura AMG.EA num SUV de grandes dimensões. Equipado com três inovadores motores de fluxo axial e uma bateria de alta tensão revolucionária, estabelecemos uma nova referência no segmento dos SUV elétricos. Estamos a demonstrar que, atualmente, o desempenho elétrico já não exige compromissos em termos de potência contínua, autonomia ou velocidade de carregamento.” explica Jörg Burzer, membro do Conselho de Administração do Grupo Mercedes-Benz AG e diretor de Tecnologia, Desenvolvimento e Aprovisionamento.
“Os nossos clientes vão descobrir no Mercedes‑AMG GT SUV um veículo que, pela primeira vez, combina de forma única dois mundos: as vantagens práticas de um SUV de grandes dimensões, com o máximo espaço, conforto e versatilidade, e o carácter emocional de um verdadeiro automóvel desportivo AMG. A chave está na tecnologia de ponta de Affalterbach. Em suma: SUV na forma. GT por natureza.” continua Stefan Weckbach, presidente do Conselho de Administração da Mercedes‑AMG GmbH e responsável pelas unidades de negócio Mercedes‑Benz Classe G e Mercedes‑Maybach.
“O desempenho começa pela presença. O novo Mercedes‑AMG GT SUV representa o expoente máximo do dinamismo. A sua presença imponente, com ombros musculados, eixos largos e uma silhueta baixa, torna o seu desempenho excecional evidente ao primeiro olhar: AMG em estado puro.”
conclui Bastian Baudy, diretor de Design do Grupo Mercedes‑Benz AG.
Factos Importantes
Novas dimensões no segmento dos SUV: O novo Mercedes‑AMG GT SUV afirma-se claramente como uma referência de desempenho, graças às suas inovadoras opções de motorização. Consoante a versão, três motores de fluxo axial ou dois motores síncronos asseguram uma entrega de potência impressionante. A versão topo de gama atinge uma potência máxima de até 1169 CV.
Desempenho de excelência: Na versão topo de gama, o Mercedes‑AMG GT SUV acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,5 segundos e dos 0 aos 200 km/h em 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 270 km/h (com o Pack AMG Driver’s ).
Potência máxima sempre disponível: A bateria elétrica AMG High Performance, com tecnologia de 800 V, foi especificamente concebida para disponibilizar potência de forma consistente. As células cilíndricas com arrefecimento direto, a elevada densidade de potência e a gestão térmica inteligente garantem que o desempenho não impressiona apenas durante breves instantes, permanecendo disponível sempre que necessário.
Duas versões de bateria, um único objetivo: Paragens de carregamento curtas. Com a bateria de 106 kWh, o Mercedes‑AMG GT SUV permite uma potência de carregamento em corrente contínua de até 600 kW, possibilitando recuperar até 380 quilómetros de autonomia WLTP em dez minutos. A bateria de 128 kWh permite uma potência de carregamento em corrente contínua de 710 kW, possibilitando recuperar até 450 quilómetros de autonomia WLTP em dez minutos; o carregamento de 10 a 80% do estado de carga (SoC) demora apenas 12 minutos. Num posto de carregamento de 400 kW, o carregamento demora 14 minutos (106 kWh) ou 16 minutos (128 kWh).
Nova suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+: A nova e inovadora suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+, com estabilização ativa longitudinal e transversal da carroçaria, oferece um conjunto de capacidades inéditas. Combina um conforto excecional em viagens longas com uma precisão desportiva impressionante, permitindo um equilíbrio extraordinário entre uma condução descontraída e uma condução extremamente dinâmica.
AMGFORCE Sport+ redefine o desempenho: O programa de condução AMGFORCE Sport+ intensifica a experiência de condução. A reprodução autêntica de todas as nuances sonoras de um potente motor V8 AMG ou de um expressivo motor de seis cilindros AMG, as passagens de caixa simuladas, os dispositivos de vibração nos bancos e um grafismo específico no painel de instrumentos criam uma intensidade máxima. Tudo isto acontece em tempo real e adapta-se à situação de condução, proporcionando uma verdadeira sensação AMG capaz de arrepiar.
Prazer de condução: Com o AMG RACE ENGINEER, o comportamento dinâmico do veículo pode ser configurado com ainda maior precisão às preferências pessoais. Três comandos rotativos permitem regular especificamente a resposta do veículo, a dinâmica em curva e a patinagem das rodas, de forma mais sensível e personalizada do que nunca.
Sistema inteligente AEROKINETICS: A estrada chama e o Mercedes‑AMG GT SUV responde com inteligência aerodinâmica: até aos 150 km/h, o sistema foi concebido para reduzir a resistência aerodinâmica, enquanto o AEROKINETICS Airpanel minimiza o fluxo de ar destinado ao arrefecimento quando este não é necessário. A partir dos 150 km/h, o spoiler traseiro ativo AEROKINETICS reforça o carácter desportivo do SUV. Reage instantaneamente e gera efeitos aerodinâmicos direcionados, melhorando a segurança de condução, a estabilidade e a tração.
A dinâmica ganha forma: As modernas soluções de construção leve e um conceito inteligente de arquitetura do modelo constituem a base para obter vantagens significativas em termos de peso no Mercedes-AMG GT SUV. Além disso, o modelo traduz de forma consistente o seu desempenho nas próprias proporções. A silhueta deliberadamente baixa reduz a área frontal, podendo assim contribuir para diminuir as perdas aerodinâmicas, sem comprometer as qualidades que distinguem um SUV. Tal é possível graças a uma arquitetura inteligente, com uma bateria integrada de perfil baixo, amplo espaço para a cabeça e um habitáculo espaçoso, bem como uma elevada distância ao solo.
Em 2026, ano em que se registam três décadas passadas desde o desaparecimento de Joaquim Simões da Hora (1941-1996), organista português de maior destaque no século XX, a Valentim de Carvalho reedita os primeiros três álbuns desse exímio intérprete de música antiga.
Originalmente publicados na icónica etiqueta A Voz do Dono (EMI), estas gravações agora remasterizadas e publicadas em formato digital, trazem de volta à memória sonora coletiva do público melómano a sonoridade única de uma importante parte do património musical histórico português, com registos únicos levados a cabo na Sé de Évora (1975), na Igreja de Santa Maria de Óbidos (1981) e na Sé do Porto (1985), lançados originalmente na coleção "Lusitana Musica", um marco pioneiro na discografia portuguesa de música antiga do século XX.
Joaquim Simões da Hora (1941-1996) destacou-se durante o último quartel do século XX como o maior intérprete português de música antiga ibérica para órgão. Nesse domínio a sua qualidade como intérprete assumiu reconhecimento internacional, tanto em diversos países europeus como nos Estados Unidos da América. Foi professor de órgão no Conservatório Nacional, entre 1977 e 1995. Ao longo da sua carreira esteve profundamente envolvido na divulgação do património musical português, especialmente no que diz respeito ao órgão, bem como na produção e supervisão musical de grande parte das edições discográficas de música erudita publicadas em Portugal nas últimas três décadas do século XX.
A reedição agora levada a cabo, sob a direção do musicólogo e produtor Tiago Manuel da Hora, permite preservar, recuperar e divulgar o legado desse grande organista, que foi também um destacado produtor das edições de música erudita da Valentim de Carvalho entre 1974 e 1985.
Mais do que revisitar o padre António Vieira, este livro mostra como a sua vida, obra e pensamento podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje. Partindo do diagnóstico que o padre António Vieira faz desse mal tão português que é a inveja, este livro apresenta caminhos por ele propostos para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado que nos permite entender o presente e semear o futuro. A Inveja é o Vício de Portugal tem autoria de José Eduardo Franco e prefácio de Rui Tavares.
«Porque vale a pena ler Vieira? Este imenso escritor ainda colhe hoje o entusiasmo e o interesse de escritores, pensadores e estudiosos, não só porque é uma escola de bem falar e de bem escrever, mas porque nos ensina a ler o mundo e a condição humana. Vieira é um mestre de humanidade. Vieira pode-nos inspirar com o seu exemplo, com a sua ação e a sua palavra. Com o seu exemplo, inspira-nos a não desistir, a acreditar nos nossos ideais e a não desanimar perante as dificuldades.
Este livro apresenta diagnósticos e caminhos propostos por Vieira para alcançar uma maior compreensão de nós mesmos enquanto seres humanos, na relação com um passado como base para entender o presente e enquanto semente do futuro. Oferece-se nesta edição todos os discursos de evocação do padre António Vieira proferidos na Assembleia da República Portuguesa em julho de 1997, em que se assinalou os 300 anos da sua morte. Partindo de diferentes perspetivas ideológicas, os discursos pronunciados pelos principais titulares dos órgãos de soberania de Portugal e do Brasil e pelos representantes dos diferentes partidos políticos (CDS, PCP, PS, PSD e Verdes) com assento parlamentar são ilustrativos de como a vida, a obra e o pensamento de Vieira podem fornecer chaves de leitura para entender o Portugal e o mundo de hoje.»
Adaptado da Introdução
«Este livro pode, se bem entendido, adquirir até uma função terapêutica — pelo menos na medida em que faria muito bem ao debate nacional dar-lhe atenção, pelo que ele nos poderia dar de resolução à angústia permanente de nos acreditarmos invejosos quando o que temos é acima de tudo medo de “chegar a ser homens” (e mulheres) tendo nascido pequenos, em Portugal, e vindo a morrer grandes, no mundo.
Acrescentaria aliás que isso se aplica também aos que chegam a ser homens decidindo vir dos seus países, às vezes grandes, para viver e morrer no pequeno Portugal. A agressividade com que são tratados são um sinal da má resolução da inveja e até mesmo uma traição ao que é ser português. Vieira gasta muito tempo, como José Eduardo Franco demonstra, procurando provar que o destino português é o de ser um país essencialmente cosmopolita.» Do Prefácio de Rui Tavares.
A Inveja é o Vício de Portugal já se encontra nas livrarias.
Sobre o Autor
José Eduardo Franco é historiador. Investigador-coordenador com equiparação a professor catedrático da Universidade Aberta (UAb), diretor do Centro de Estudos Globais da UAb, titular da Cátedra UNESCO/CIPSH de Estudos Globais, e membro da Academia Portuguesa da História. Tem sido professor visitante da Universidade de Paris – Panthéon-Assas e da Universidade Federal de Sergipe. Coordena atualmente o programa de doutoramento em Estudos Globais na UAb. Doutorou-se em História e Civilizações pela EHESS-Paris. Concluiu com sucesso a coordenação de vários projetos de investigação de grande fôlego (e.g., Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, 30 vols., dir. J. E. Franco e Carlos Fiolhais, e Obra Completa do Padre António Vieira, 30 vols., dir. J. E. Franco e Pedro Calafate). De entre os seus livros podemos destacar: A Europa ao Espelho de Portugal, Lisboa, Temas e Debates, 2020; O Mito dos Jesuítas em Portugal, no Brasil e no Oriente, 2 vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007. Foi-lhe atribuída, em 2015, a Medalha de Mérito Cultural do Estado Português, o mais importante galardão atribuído pelo Governo português como reconhecimento dos serviços prestados à Cultura e à Ciência; e, em 2025, foilhe outorgado o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Paris – Panthéon-Assas.
O Casino Estoril recebe, de 27 de outubro a 1 de novembro, a última etapa do Circuito Nacional de Poker Portugal 2026. Centenas de jogadores participarão no extenso programa do CNP que se prolonga durante seis dias e inclui 13 eventos: 11 torneios e 2 satélites.
As cartas começam a ser distribuídas no dia 27, com o torneio Bem-vindo. No dia 28, entra em jogo o High Roller de 1.100 €. A partir de quinta-feira, dia 29, é a vez do Main Event CNP Estoril de 550 €, São 2 dias de entrada nos dias 29 e 30, podendo ainda entrar no início do dia 2 que será dia 31 de outubro. Contamos com uma mesa final que promete emoção até à última mão.
Com um diversificado programa, há, ainda, lugar para o Mystery Bounty, Mini CNP, O Caçador, Super Turbos e o Torneio de Encerramento.
E, para quem não puder estar nas mesas, o dia 2 e o dia 3 do Main Event terão transmissão em directo.
Hoje, a narrativa dominante sobre a relação entre os povos judeu e muçulmano parte do pressuposto de uma longa história de hostilidade violenta. Neste seu novo livro, o historiador Marc David Baer desmonta este mito, mostrando como judeus e muçulmanos viveram juntos no Médio Oriente e na Europa, mais frequentemente em cooperação do que em conflito, durante mais de um milénio. Filhos de Abraão chega amanhã às livrarias.
Quando o islão surgiu no século VII, muçulmanos e judeus estavam unidos por princípios religiosos partilhados e práticas culturais comuns e, nos séculos que se seguiram, foram aliados frequentes. «Uma parte do motivo por que é difícil entender o fluxo e refluxo das relações judaico-muçulmanas nos dias de hoje é nem judeus nem muçulmanos conhecerem a sua história de interação», escreve o autor na introdução. «Quando se pergunta como são as relações entre judeus e muçulmanos, a maior parte das pessoas responde com o mito da utopia inter-religiosa.»
Em Filhos de Abraão, Baer apresenta aos leitores os guerreiros muçulmanos que lutaram por um reino judeu turco medieval junto ao mar Cáspio, vizires judeus que lideraram as tropas do sultão muçulmano em Espanha e figuras literárias judaicas e líderes judaicos de partidos políticos no Egito e no Iraque modernos. Porém, Baer resiste à fábula sedutora de que judeus e muçulmanos alguma vez viveram numa utopia inter religiosa, e mostra como a colonização europeia e o nacionalismo alimentaram o aparecimento do antissemitismo e da islamofobia modernos e contribuíram para afastar cada vez mais os dois povos.
«Este livro narra a verdadeira história da relação entre judeus e muçulmanos desde o século VII até ao século XXI. Cobre 1415 anos, desde cerca de 610, a data em que os muçulmanos afirmam que Maomé começou a pregar, até hoje, no Médio Oriente e na Europa, centrando-se sobretudo nos países localizados em redor do Mediterrâneo. O livro conta esta história das suas relações no contexto das relações de poder.»
Percorrendo todo o espectro das relações entre judeus e muçulmanos, esta é uma história urgente e essencial para compreender os conflitos intermináveis no Médio Oriente e noutras regiões.
Marc David Baer é autor do premiado livro Os Otomanos – Cãs, césares e califas, publicado pela Temas e Debates em 2022, no qual proporciona a história mais completa e atualizada de uma dinastia que governou durante 500 anos e ajudou a moldar o Ocidente.
Filhos de Abraão, com tradução de Artur Lopes Cardoso, chega às livrarias a 22 de outubro.
Sobre o Autor
Marc David Baer, doutorado em História pela Universidade de Chicago, é professor e diretor do departamento de História Internacional da London School of Economics and Political Science. É autor de outros seis livros, incluindo Os Otomanos, publicado pela Temas e Debates e nomeado para o Wolfson Prize, Honored by the Glory of Islam, vencedor do Albert Hourani Prize, e Sultanic Saviors and Tolerant Turks: Writing Ottoman Jewish History, Denying the Armenian Genocide, que ganhou o Dr. Sona Aronian Book Prize.
O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no dia 29 de outubro, às 20h00, Los Vivancos. São sete irmãos nascidos para serem estrelas que protagonizam um espectáculo único, distinguindo-se por conciliar uma mistura explosiva de flamenco, música e acrobacia.
Eles são filhos do lendário Pedro Vivancos García, fundador de uma escola de dança, música e artes marciais em Barcelona.
Na sua companhia também dançavam as crianças. Foi casado sete vezes e tem 39 descendentes. “Nós não somos uma seita. Somos uma família incomum, mas linda”, diz o irmão mais velho, Elías.
Los Vivancos são sete irmãos com nomes bíblicos: Elías, Judá, Josué, Cristo, Israel, Aarão e Josué. Em palco, unem o flamenco ardente, espectaculares artes marciais, acrobacia e música ao vivo. Tocam violoncelo eletrónico, violoncelo de cinco cordas, cajón, saxofone, flauta, violino e teclados.
Mais de 900 apresentações em 200 cidades ao redor do mundo. Quase 2 milhões de espectadores. Londres, Nova Iorque, Catar, Moscovo, e um recorde do Guinness para o sapateado de chá-chá mais rápido do planeta!
Apresentaram-se com Antonio Banderas, Mylène Farmer e orquestras sinfónicas. A convite da princesa Stéphanie, encerraram os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014 e brilharam no Festival Internacional de Circo de Monte Carlo.