quinta-feira, 10 de setembro de 2026

“O Espião que Veio do Futebol” chega à RTP1



E se, por detrás do futebol, se escondesse uma perigosa missão de espionagem? “O Espião que Veio do Futebol” chega à RTP1 para revelar, em 3 episódios, a história extraordinária e pouco conhecida de Cândido de Oliveira. Entre 15 e 17 de setembro, a série acompanha esta marcante figura do futebol e do jornalismo desportivo português, aqui interpretada por Tomás Alves.

Em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, a vida de Cândido de Oliveira dividia-se entre o desporto e a espionagem militar secreta contra o regime nazi. Mas há uma faceta da sua vida que poucos conhecem: é o único espião português em quem os ingleses verdadeiramente confiam.

Depois de intercetar correspondência nazi, Cândido recebe do adido Beevor (Filipe Vargas), uma nova missão: montar a rede de telégrafos que constituir o último reduto contra uma eventual invasão alemã.

A partir do momento em que a conspiração é descoberta Cândido passa a ser perseguido pela polícia política (PVDE), pelo implacável agente Gaspar (Carloto Cotta), movido por uma vingança pessoal, e por Laura (Teresa Tavares), uma traiçoeira espia. Enquanto tenta cumprir a missão que lhe foi confiada, Cândido terá ainda de proteger aqueles que lhe são mais próximos, como a irmã e a sobrinha, o melhor amigo, as vizinhas e jornalistas da revista que dirige.

Tomás Alves dá vida a Cândido de Oliveira em O Espião Que Veio do Futebol e a sua interpretação levou-o a descobrir uma figura fascinante, “quando recebi o convite para fazer de Cândido de Oliveira, para além de ficar bastante convencido e interessado com o desafio de toda a transformação física, coisa que não é muito comum acontecer na ficção em Portugal, fiquei muito impressionado com a vida desta personalidade. Desconhecia por completo a figura do Cândido, mas descobri que ele não foi só o selecionador, não foi só jogador, treinador, estudioso da arte do futebol, mas foi também Inspetor dos Correios, Telégrafos e Telefones, jornalista desportivo, diretor e fundador de jornais de desporto, como o jornal A Bola. No meio de tudo isto, e aproveitando todas estas valências, ainda conseguiu servir como espião para os britânicos durante a II Guerra Mundial. Fiquei a admirar esta figura da nossa história, e capacidade de viver tantas vidas numa só. Dizem que é isso ser ator, mas ele fê-lo na vida real! São todas estas valências e estas vidas que podem conhecer melhor na série que estreia agora na RTP”.

Uma série de 3 episódios que junta no elenco Jorge Corrula, Teresa Tavares, Carloto Cotta, Filipe Vargas, Francisco Froes, Tiago Aldeia, Mariana Monteiro, Frederico Amaral, Pedro Pernas, Joaquim Nicolau e Margarida Moreira. A realização é de Jorge Paixão da Costa, que assina também o argumento ao lado de Pandora da Cunha Telles, Manuel do Ó Pereira, Rafael do Carmo Afonso e Filipa Martins, numa produção da Ukbar Filmes.

O Espião Que Veio do Futebol para ver entre 15 e 17 de setembro, às 22h30, na RTP1 e disponível na RTP play.

Porto recebe três dias de exposições, cinema e concertos dos alunos finalistas da Escola das Artes



Entre 10 e 12 de setembro, os espaços da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, transformam-se num lugar de encontro entre diferentes linguagens e práticas artísticas, com uma programação que inclui exposições, sessões de cinema e concertos, aberta a toda a comunidade. O Panorama #26 é uma iniciativa anual que consiste na apresentação dos projetos dos seus estudantes finalistas nas áreas do Cinema, Conservação e Restauro, Som e Imagem, entre outras. A entrada é livre.

A programação tem início hoje, dia 10 de setembro, às 18h30, com a inauguração da exposição Panorama #26, na Garagem Central, seguindo-se um jantar e uma festa de inauguração com DJ set. A exposição coletiva poderá ser visitada até 12 de setembro, com entrada livre. Mais do que uma mostra dos trabalhos realizados ao longo do percurso académico, o Panorama constitui um momento de partilha entre estudantes, docentes, profissionais das áreas artísticas e público, dando visibilidade à diversidade de propostas e processos desenvolvidos na Escola das Artes.

“O Panorama dá visibilidade a uma nova geração de criadores e marca um momento de passagem: os estudantes deixam de apresentar os seus projetos apenas no contexto académico e passam a colocá-los perante públicos mais alargados. É essa abertura à comunidade, aliada à experimentação e ao cruzamento entre diferentes áreas artísticas, que torna este encontro tão relevante para a Escola das Artes,” salienta Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.
O programa integra ainda uma componente dedicada ao cinema e à música, reforçando a natureza multidisciplinar do Panorama e a aposta da Escola das Artes na criação, experimentação e apresentação pública do trabalho dos seus estudantes. A forte presença do cinema no ensino da Escola das Artes poderá ser comprovada nos diversos filmes que serão projetados, e que cruzam as linguagens da ficção, do documentário e da animação. Os horários das sessões de cinema e dos concertos serão divulgados pela organização.

A edição deste ano inclui também o lançamento do Anuário do Panorama #26, publicação que reúne e documenta os projetos apresentados e os respetivos autores, constituindo um registo do trabalho desenvolvido pelos estudantes finalistas.

Com esta iniciativa, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, assinala o final de mais um ano de criação e aprendizagem e dá início a um novo ciclo académico, proporcionando aos estudantes finalistas a oportunidade de apresentar publicamente o trabalho desenvolvido ao longo do seu percurso e de o colocar em diálogo com diferentes públicos e com o contexto artístico contemporâneo.

Ivete Sangalo clareou a noite com uma grande roda de samba nos jardins do Casino Estoril



Ivete Sangalo transformou, no passado sábado, numa grande roda de samba os jardins do Casino Estoril Com um memorável concerto de cerca de quatro horas, a cantora baiana subiu ao palco, em formato 360 graus, para protagonizar a estreia internacional do projeto Clareou.

“Quem me conhece sabe o que estou sentindo agora, neste momento, realizando esse projeto que se tornou a menina dos meus olhos: o Ivete Clareou. E trazer para esse país, que divide tantas vitórias comigo desde sempre, é muito especial. E será assim para sempre”, explicou Ivete Sangalo.



“Tem coisas que a gente não explica. A gente vive. Quero muito que Portugal viva também comigo esse sonho. Eu já estive lá em Cascais turistando, é a coisa mais maravilhosa. Eu estou dizendo assim: vá que eu cuido de você, amor. Não se preocupe com nada. Você vai. Você me beija, você me ama, que vai ser lindo”, revelou a cantora.



Com o palco 360 graus, a proposta foi precisamente quebrar a distância entre artista e plateia. Não houve um único ponto de vista privilegiado: Ivete circulou, aproximou-se e tornou o público como parte essencial da apresentação. 

Foi uma dinâmica que ganhou, ainda, outro elemento: o cenário português. Entre os jardins do Casino Estoril e a proximidade do mar, as memórias baianas de Ivete encontraram uma paisagem completamente diferente, mas igualmente marcada pela música e pela celebração.



A apresentação também marcou a expansão internacional de um projeto que, segundo a própria cantora, nasceu de algo difícil de explicar. Realizou-se um sonho que Ivete Sangalo prometeu. Durante algumas horas, os Jardins do Casino Estoril deixaram de ser apenas um cenário e transformaram-se numa grande roda de samba, com milhares de pessoas a cantar, a dançar e a celebrar juntas com um memorável cenário de fundo, desde o Casino Estoril ao Tamariz.

Estreias de cinema de 10 de Setembro de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



Santo António, O Casamenteiro de Lisboa

Depois de "A Gaiola Dourada", o êxito cómico de 2013, e “Miss França”, de 2020, a par da série “Escort Boys”, de 2025, Ruben Alves está de volta com uma nova comédia portuguesa centrada, como o nome indica, nos casamentos de Santo António. Rita Blanco e Joaquim Monchique são Carmo e Valentim, dois funcionários da Câmara Municipal de Lisboa que têm o pelouro da organização deste evento que já conheceu melhores dias. São obrigados a reinventá-lo e revitalizá-lo, ou então perdem o emprego. E há uma multinacional francesa prestes a entrar em jogo. Co-escrito e realizado por Alves, conta ainda, no elenco, com Ana Bola, Maria Rueff, Pedro Nercessian, Maria João Bastos, Paco León, João Catarré, Inês Aires Pereira, Lídia Franco, Rui Mendes ou Joaquim de Almeida.



Magia e Sedução: Segredos de Família

Em 1998, Sandra Bullock e Nicole Kidman protagonizaram “Magia e Sedução”, um filme de Griffin Dunne baseado num romance de Alice Hoffman sobre duas irmãs bruxas. Não foi um sucesso, mas ao longo dos anos gerou um enorme culto. Sally e Gillian Owens, as personagens de Bullock e Kidman, estão de volta nesta sequela, também feita a partir de uma obra de Alice Hoffman saída em 2021, mas agora realizada pela dinamarquesa Susanne Bier, que já tinha dirigido Bullock no filme Netflix “Bird Box”. A história desenrola-se um quarto de século após o primeiro filme, com a filha mais velha de Sally a desenterrar o passado obscuro da família e a trazer com isso uma crise ligada à maldição que aterroriza os Owens há anos. Para salvarem o dia, as irmãs viajam, com as tias, para o Reino Unido. No elenco, Stockard Channing e Dianne Wiest voltam como as tias Owens, juntando-se agora Joey King e Maisie Williams, como as filhas de Sally, bem como Lee Pace, Xolo Maridueña e Solly McLeod. 



Oasis - Don't Look Back in Anger

Depois de documentários sobre Blur, LCD Soundsystem e a cena do revivalismo rock pós-11 de Setembro em Nova Iorque, dos Strokes, Yeah Yeah Yeahs e outras bandas, bem como de um especial de comédia de Aziz Ansari, a dupla de realizadores britânicos Will Lovelace e Dylan Southern atira-se aos Oasis. Mais especificamente, à muito bem-sucedida reunião da banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher que ocorreu em 2025. Escritor por Steven Knight, o prolífico argumentista de “Promessas Perigosas” e criador de “Peaky Blinders”, conta com a primeira entrevista conjunta que os irmãos dão em décadas. Chega aos cinemas depois de se ter estreado no Festival de Veneza e antes de rumar ao “streaming” via Disney+.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Eva Menasse conversa sobre liberdade de expressão, cancelamento e censura social no Goethe-Institut em Lisboa



O Goethe-Institut Portugal e o Gerador apresentam, no âmbito do projeto POST/ZEITGEIST, a conversa Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje, a 10 de setembro, às 19h00, com a escritora austríaca multipremiada, residente em Berlim há mais de 25 anos, Eva Menasse.

Eva Menasse vai conversar com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, sobre as transformações do espaço público, a crescente polarização do debate, os limites da liberdade de expressão e a importância de preservar uma cultura democrática capaz de acolher a divergência. A sessão parte das reflexões desenvolvidas no ensaio Tudo e Nada Dizer - O Estado do Debate na Modernidade Digital, em que Eva Menasse analisa os desafios colocados pela comunicação digital e pelas novas formas de censura social. O público vai participar ativamente na conversa, podendo colocar perguntas, lado a lado, à autora. 

Nascida em Viena, Eva Menasse vive em Berlim há mais de 25 anos. Ao seu romance de estreia, Vienna (2005), seguiram‑se vários romances e coletâneas de contos (Lässliche Todsünden, Quasikristalle, Tiere für Fortgeschrittene), amplamente premiados e traduzidos para diversas línguas. Distinções (seleção): Prémio Heinrich Böll, Prémio Friedrich Hölderlin, Prémio Austríaco do Livro, Prémio Bruno Kreisky, Prémio Jakob Wassermann, Prémio Ludwig Börne e uma bolsa da Villa Massimo, em Roma. O seu romance Dunkelblum (2021) foi um bestseller e foi traduzido para várias línguas.

Mais recentemente, publicou o ensaio Alles und nichts sagen. Vom Zustand der Debatte in der Digitalmoderne (“Dizer tudo e nada: o estado do debate na era digital”) (2023). O seu novo romance, Alleinruhelage (Propriedade Isolada) acaba de ser publicado na Alemanha. Em 2025, foi distinguida com o Prémio de Honra do Comércio Livreiro Austríaco pela tolerância no pensamento e na ação pela sua obra mais recente.  

Eva Menasse vai ainda participar na iniciativa Ler com Goethe no dia 11 de setembro, às 18h, um encontro dedicado à descoberta da literatura de expressão alemã que, nesta ocasião, vai debruçar-se sobre a sua obra Propriedade Isolada. 

A 24 de novembro, também às 19h00, o ciclo prossegue com Debatemos de forma diferente? Meron Mendel sobre o antissemitismo na Alemanha.  Meron Mendel é o atual Diretor do Centro de Formação Anne Frank, em Frankfurt, investigador, historiador e uma das principais referências europeias nas áreas da educação para a democracia e do combate ao antissemitismo.  
 
Integrado no projeto POST/ZEITGEIST, desenvolvido pelo Goethe-Institut Portugal em parceria com o Gerador e com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, este ciclo de conversas reúne pensadores, escritores, investigadores e especialistas internacionais para promover uma reflexão crítica sobre os grandes desafios europeus presente. A conversa com Eva Menasse conta com o apoio da Embaixada da Áustria em Lisboa. 

A Netflix revela o trailer oficial de O Problema Final



A Netflix revelou o trailer oficial e as novas imagens de O Problema Final, a minissérie protagonizada por José Coronado (Os Crentes, A Rapariga da Neve), María Valverde (Fuimos canciones, Todo lo que no vemos), Martiño Rivas (Serpientes y Escalera, Las chicas del cable) e Maribel Verdú (O Labirinto do Fauno, Elite),  que conta também com a participação do ator português José Condessa (Cacau, Rabo de Peixe). O Problema Final adapta o romance de sucesso com o mesmo nome do escritor Arturo Pérez-Reverte e chega à Netflix no próximo dia 25 de setembro. 

Esta nova minissérie, que combina suspense e mistério num contexto de época, conta com quatro episódios e um elenco de primeira linha, que inclui Gonzalo de Castro (Políticamente incorretos, A ternura), Cristina Kovani (O silêncio, A caçada: Guadiana) e Pepón Nieto (Smiley, O Inédito), entre outros.



Na primavera de 1959, treze pessoas ficam isoladas devido a uma tempestade numa ilhota próxima de Maiorca. Ninguém imagina o que está prestes a acontecer no pequeno hotel onde estão hospedadas: Elisa Mander, uma discreta turista de origem inglesa, é encontrada  morta. O que, à primeira vista, parece ser um suicídio, começa rapidamente a dar sinais de ser algo muito mais inquietante: um homicídio. Basil, um ator reformado que outrora interpretou Sherlock Holmes no grande ecrã, irá ver-se, quase sem o querer, encarregado de desvendar o que aconteceu.

Num local de onde ninguém consegue sair e ao qual ninguém consegue chegar, todos os hóspedes e funcionários tornar-se-ão suspeitos de um crime que, a cada momento que passa, se revela mais complexo do que qualquer um poderia imaginar inicialmente.



O Problema Final é uma adaptação sofisticada de um dos livros mais vendidos de Arturo Pérez-Reverte, um thriller de época repleto de segredos, mistério e reviravoltas inesperadas. Esta nova minissérie, que combina thriller e mistério num contexto de época envolvente, contará com quatro episódios.

A minissérie é produzida pela Mod Producciones e conta com Fernando Bovaira (Mientras dure la guerra, La Fortuna) como produtor, Urko Errazquin (El campeón, La vida padr») como produtor executivo e Alberto Macías, Carlos Molinero e Marisol Farré como argumentistas. A realização fica a cargo de Félix Viscarret (Una vida no tan simple, No mires a los ojos).

Situações Delicadas na RTP1



Três amigas, uma morte acidental e uma decisão que muda tudo. Situações Delicadas, com Laura Dutra, Madalena Almeida e Catarina Rebelo nos papéis principais, com emissão a 14 e 21 de setembro, pelas 22h30, na RTP1.

Situações Delicadas acompanha a história de Carlota (Laura Dutra), Marta (Madalena Almeida) e Olívia (Catarina Rebelo), três amigas com vidas aparentemente normais até que um encontro com Jaime, ex-namorado de Olívia, termina de forma inesperada. Consumidas pelo medo de perderem a liberdade durante os melhores anos das suas vidas, as três amigas tomam uma decisão: ocultar o que aconteceu naquela noite.

O que começa como um ato de desespero, rapidamente evolui para uma espiral incontrolável de mentiras, crimes improvisados e paranoia crescente. Pontas soltas e erros amadores acumulam-se, a juntar à ameaça constante de serem descobertas leva-as a mergulhar numa série de crimes cada vez mais difíceis de justificar.

Protagonizada por Laura Dutra, Madalena Almeida e Catarina Rebelo, num elenco que inclui também Inês Sá Frias, Teresa Tavares, Tiago Costa, André Nunes e Artur Costa, a série questiona até onde se protege uma amizade… ou a própria liberdade. Situações Delicadas é uma série de Diogo Lopes, que assina a autoria e a realização.

House Party da Revenge of the 90’s chega a Lisboa já este sábado



É já este sábado, 12 de setembro, que a House Party da Revenge of the 90’s chega ao Monsantos Open Air, em Lisboa. Criado pela produtora New Sheet, o formato imersivo apresenta-se numa edição especial ao ar livre, denominada “Jardim da Celeste Edition”, que assinala os aniversários da Revenge of the 90’s e do próprio Monsantos Open Air. A lotação está limitada a 1.000 bilhetes.

Inspirado nas clássicas festas em casa norte-americanas e cruzado com a identidade da Revenge of the 90’s, o conceito convida o público a descobrir diferentes ambientes e referências da década de 1990. Nesta edição, o espaço exterior permite transportar a experiência para um cenário mais descontraído, mantendo a componente imersiva e o elemento de surpresa associados ao formato.

“A House Party de Lisboa terá uma identidade muito própria. O espaço exterior permite-nos criar uma edição mais descontraída e exclusiva, sem perder a energia e o elemento de surpresa que caracterizam a Revenge of the 90’s. Queremos que o público descubra algo novo a cada momento”, afirma Paulo Silva, CEO da New Sheet.

Miguel Barros celebra 40 anos de carreira com exposição de pintura “AZULTEJO”



Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea a partir de 15 de setembro, a mostra reúne 29 obras inspiradas na cidade que marcou o início do percurso do artista e que permanece no seu imaginário, quase duas décadas após ter deixado Portugal.

AZULTEJO assinala um momento particularmente significativo no percurso artístico de Miguel Barros: 40 anos de carreira como pintor. Quatro décadas após a sua primeira exposição em Lisboa, o artista regressa à cidade onde tudo começou para celebrar um percurso marcado pela dedicação à pintura e à relação profunda e permanente com uma cidade que, apesar da distância, nunca deixou de habitar a sua memória. Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea, de 15 a 29 de setembro, a exposição reúne um conjunto de obras que evocam Lisboa através da luz, da cor e da experiência da distância.

Há quase duas décadas que Miguel Barros vive fora de Portugal. É desse distanciamento geográfico e emocional que nasce o reencontro com Lisboa na sua obra. Longe da cidade, a memória transforma-se em proximidade, a saudade converte-se em matéria pictórica e o azul emerge como uma ponte entre o lugar onde vive e aquele que permanece dentro de si.

Em AZULTEJO, o artista convida o público a percorrer a sua Lisboa através do olhar, da memória e da pintura. Para Miguel Barros, Lisboa não é apenas uma cidade, mas uma memória viva feita de luz, de azul, de azulejos e de saudade.

Nesta exposição, a palavra azulejo encontra o AZULTEJO. O azul das fachadas cruza-se com o azul do céu e com o azul profundo do rio, criando uma linguagem visual onde a cor se transforma em memória e a memória em sentimento.

O visitante é convidado a caminhar pelas ruas que se alongam como pinceladas, a subir as escadinhas de Lisboa, a perder-se nas ruelas, a atravessar os arcos e a deixar o olhar chegar aos miradouros, onde o Tejo se abre diante dele. Em cada parede, em cada porta e em cada fragmento de cidade, encontrará vestígios de uma Lisboa que o tempo e a distância não conseguiram apagar. Mas esta não é uma Lisboa simplesmente retratada. É uma Lisboa sentida à distância.

Nas pinturas de Miguel Barros, o azulejo deixa de ser apenas matéria e padrão, torna-se pele da cidade. O azul deixa de ser apenas cor, torna-se emoção. E o Tejo deixa de ser apenas rio, transforma-se numa presença quase viva, que atravessa a memória do artista e estabelece uma ligação entre duas geografias, depois de anos a viver em Angola, o Canadá, onde vive, e Lisboa, onde permanece uma parte essencial de quem é.

AZULTEJO é, assim, mais do que uma exposição, uma celebração de 40 anos de pintura, uma viagem pela memória de um artista emigrante e uma declaração de amor a uma cidade que nunca deixou de levar consigo.

Ao percorrer esta exposição, sob curadoria de Álvaro Lobato de Faria, o visitante poderá reconhecer lugares, cores, atmosferas e talvez reencontrar uma Lisboa que também guarda dentro de si.

Porque há cidades que se visitam. E há cidades que, mesmo quando se fica quase 20 anos longe delas, nunca nos deixam.

Carlos Vidal transforma a espera em matéria-prima para o seu novo solo de comédia



“Tempo de Espera” é o novo solo de Carlos Vidal, médico e humorista, que parte de uma experiência inevitável a todos para olhar, com humor e alguma inquietação, para a forma como lidamos com a incerteza, a doença, o tempo e o próprio destino. O espetáculo chega ao Porto a 23 de abril de 2027, no Sá da Bandeira, e a Lisboa a 11 de maio, no Villaret.

Entre a espera por uma consulta, por um diagnóstico ou por uma resposta, há sempre um espaço ocupado pela incerteza. É nesse espaço que Carlos Vidal encontra a matéria para o seu novo solo de stand-up comedy. Em “Tempo de Espera”, o médico e humorista parte de uma experiência universal para refletir sobre aquilo que fazemos enquanto esperamos e sobre a forma como o ser humano aprendeu a lidar com um tempo que, afinal, não pode controlar.

Entre nascer e morrer, existe um “tempo de espera” inevitável. E é precisamente aí que Carlos Vidal coloca o seu olhar, cruzando a experiência enquanto médico com a perspetiva de humorista. Na lotaria entre a saúde e a doença, disseca o cérebro humano — o único ser vivo que sabe que vai morrer — para encontrar a incongruência, o absurdo e as estratégias que desenvolvemos para enfrentar essa consciência.

Em “Tempo de Espera”, a espera deixa assim de ser um simples intervalo e passa a ser um ponto de partida. Esperamos por respostas, por resultados, por mudanças e por um futuro que nunca chega exatamente como o imaginámos. E, perante um destino anunciado, resta-nos encontrar formas cada vez mais sofisticadas de ocupar esse tempo.

Uma dessas formas é, justamente, ir ao teatro. Durante cerca de uma hora, Carlos Vidal convida o público a partilhar essa espera, transformando o palco num lugar onde o tédio, a incerteza e a condição humana podem ser vistos pelo lado mais absurdo — e, por isso mesmo, mais divertido.

“Tempo de Espera” estreia-se no Porto, a 23 de abril de 2027, no Sá da Bandeira. A 11 de maio, o novo solo de Carlos Vidal chega ao Villaret, em Lisboa.