segunda-feira, 23 de março de 2026

Há histórias que não aceitam morrer



As Rosas de Barbacena mergulha na história do Hospital Colónia de Barbacena, instituição onde milhares de pessoas foram internadas e silenciadas ao longo de décadas. Ambientado no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais, o livro acompanha Teresinha Alvarenga, enviada para o Colónia após uma decisão alheia à sua vontade, num sistema que permitia afastar quem incomodava sem possibilidade de regresso. Neste espaço marcado pela violência e pelo abandono, a recusa em desistir torna-se uma forma de resistência.

Dentro do hospital, onde a sobrevivência era uma luta diária, nascem ligações improváveis que se tornam força, refúgio e esperança. É também ali que surge uma relação inesperada, capaz de atravessar os anos e devolver voz a quem foi esquecido. Fora, os roseirais cultivados pelos internos florescem como símbolo da persistência — a prova de que a vida insiste sempre em encontrar espaço, mesmo onde tudo parece perdido.

Fundado em 1903, o Colónia foi o maior hospital psiquiátrico do Brasil e é palco de um dos episódios mais sombrios da história do país, conhecido como o "Holocausto Brasileiro". Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido na instituição. Por isso, esta obra é uma homenagem às vítimas e lembra que, perante a injustiça, a memória pode ser um ato de justiça.

Reconhecido pela capacidade de transformar episódios históricos quase desconhecidos em narrativas poderosas, Alberto S. Santos reafirma-se neste romance ao devolver voz e dignidade aos milhares de vidas que permaneceram na sombra durante demasiado tempo.

Publicado pela Porto Editora, o livro encontra-se em pré-venda e chega às livrarias a 26 de março. O lançamento está marcado para o dia 28 de março no espaço cultural Ponto C - Cultura e Criatividade, em Penafiel, pelas 21h00.

Sobre o Autor

Alberto S. Santos é escritor, advogado e conferencista. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, desenvolveu uma carreira multifacetada, conciliando a atividade jurídica, a intervenção pública e a criação literária. A sua obra encontra-se traduzida para várias línguas. Apaixonado pelos factos inesperados da História, afirmou-se no domínio da ficção histórica, criando narrativas a partir de acontecimentos reais marcantes, mas pouco conhecidos do grande público. É autor dos romances bestsellers A Escrava de Córdova (2008), A Profecia de Istambul (2010), O Segredo de Compostela (2013), Para lá de Bagdad (2016), Amantes de Buenos Aires (2019) e A Senhora das Índias (2024). É também autor da coletânea de histórias A Arte de Caçar Destinos (2017) e participou na série de contos de autores lusófonos Roça Língua (2014). Paralelamente à escrita, esteve ligado à criação e curadoria do Festival Literário Escritaria e à Rota do Românico.

Maria Guleghina em concerto inédito no Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril acolhe, no dia 30 de abril, pelas 21 horas, um concerto inédito da prestigiada soprano Maria Guleghina. Trata-se de um espectáculo imperdível da “Rainha da Ópera” que será acompanhada pelo conceituado pianista Ivari Ilja. 

Será, certamente, um concerto inesquecível para os amantes de música clássica. Estarão em destaque obras de grandes compositores como, por exemplo, Donizetti, Bellini, Rossini, Tchaikovsky e Rachmaninoff.

Maria Guleghina é uma das mais importantes sopranos dramáticas contemporâneas, sendo reconhecida pelas suas magníficas actuações em prestigiadas casas de ópera em todo o mundo.

Com um percurso ímpar, Maria Guleghina já partilhou o palco com os maiores nomes da ópera e conquistou o coração do público com o seu canto expressivo e presença em palco.

A sua longa colaboração com o pianista Ivari Ilja constitui um verdadeiro exemplo de harmonia artística e de amizade criativa. O público poderá acompanhar um diálogo musical único entre soprano e piano que deixará memórias inesquecíveis.

As reservas podem ser efectuadas em https://operashow.pt/

Novo espetáculo K-pop no Parque Warner



O Parque Warner e o Parque de Atrações de Madrid preparam a temporada da Páscoa com novidades para todos os públicos. Entre atrações, espetáculos e experiências únicas, os parques afirmam-se como o destino ideal para aproveitar os dias de festa.

Novo espetáculo “Guerreiras K-POP: Um novo universo” no Parque de Atrações de Madrid
A partir do dia 1 de abril, o Parque de Atrações de Madrid estreia o novo espetáculo “Guerreiras K-Pop: Um novo universo” no Grande Teatro Auditório. O espetáculo apresenta as lendárias Guerreiras K-Pop e a Boy Band Idols numa batalha musical que determinará o destino de ambos os mundos.

Regressam os espetáculos musicais ao Parque Warner
Os visitantes do Parque Warner poderão voltar a assistir a espetáculos musicais como “Rockin’ Blues”, que transporta o público para os anos 50 e acompanha a inspiradora história de um jovem sonhador que trabalha no modesto hotel dos pais enquanto luta por se afirmar no mundo da música.

Banda russa DDT em concerto no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no próximo dia 30 de março, a partir das 20 horas, a banda russa DDT. A icónica banda de rock sobe ao palco do Salão Preto e Prata para interpretar os principais êxitos da sua carreira.

O rock russo, nascido sob a rígida censura soviética, sujeito a múltiplas proibições e sobrevivente do período transformador da perestroika, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, é inimaginável sem esta emblemática banda. Na realidade, os DDT sempre ocuparam um espaço único não apenas no rock, mas na música russa na sua globalidade. 

As canções do compositor e vocalista Yuri Shevchuk e as performances vibrantes da banda permitem estudar a história russa, nas últimas décadas. Na realidade, a música da banda DDT não é, apenas, música; é uma crónica da história mais recente e da alma do país.

A linguagem musical da banda mudou drasticamente ao longo dos anos, variando do rhythm and blues ao jazz, música industrial e indie. Diversas questões sociais são expressas através da letra das composições que revelam um elevado teor filosófico.  

Durante a sua longa carreira, a banda DDT fez numerosas turnés pela Rússia e pelo mundo para apresentar dezenas de álbuns originais que se tornaram muito populares. Os seus concertos distinguem-se pelo recurso a modernos meios tecnológicos e de multimédia pautados por originais vídeos.

Com o mundo em constante mudança numa época tão complexa, as canções de Yuri Shevchuk sempre ofereceram duas coisas essenciais para os seus fãs e para a generalidade do público: a verdade e a esperança. Talvez isso explique a sua enorme popularidade ao longo das últimas décadas.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Netflix revelou o trailer da terceira e última temporada de Rabo de Peixe



A Netflix revelou o trailer oficial, o cartaz e as novas imagens da terceira e última temporada de Rabo de Peixe, a famosa série portuguesa que chega à Netflix no próximo dia 10 de abril.

O elenco principal regressa para uma última aventura repleta de ação, justiça e vingança, com José Condessa, Helena Caldeira, Rodrigo Tomás e André Leitão à frente. Estarão novamente acompanhados por Maria João Bastos, Salvador Martinha, Afonso Pimentel, Kelly Bailey e Victória Guerra, aos quais se junta o reconhecido ator português Joaquim de Almeida, Ângelo Rodrigues e Inês Castel-Branco.  



Nesta terceira temporada, após três anos na prisão, Eduardo (José Condessa) regressa a Rabo de Peixe, uma localidade abalada por interesses económicos e políticos que ameaçam expulsar as famílias, acabar com a pesca e mudar a ilha para sempre. Unidos por uma amizade indestrutível, os quatro decidem criar a “Justiça da Noite”, um movimento clandestino e justiceiro enraizado na comunidade, que opera nas sombras para devolver o poder àqueles que foram silenciados durante demasiado tempo. Mas, à medida que a revolta cresce, a linha entre resistência e violência torna-se cada vez mais frágil: quando a justiça é feita à noite, alguém paga o preço à luz do dia.

Rabo de Peixe é produzida pela Ukbar Filmes e pela RB Filmes, criada por Augusto Fraga e escrita por Augusto Fraga, Hugo Gonçalves e Tiago R. Santos. Esta terceira temporada, que promete um final em grande estilo para esta história, é dirigida por Augusto Fraga e Patrícia Sequeira.



Sobre a Ukbar Filmes

A Ukbar Filmes é uma produtora independente fundada em 2009 por Pandora da Cunha Telles e Pablo Iraola. Desde então, a empresa destacou-se pela produção de mais de 80 filmes e séries, consolidando a sua posição no panorama cinematográfico e audiovisual, tanto nacional como internacional.

«Era Uma Vez em Gaza» foi premiado no último Festival de Cannes (vencedor do prémio de melhores realizadores da seleção oficial – Un Certain Regard) e, este ano, a série «Leonor, Marquesa de Alorna» foi selecionada para o Berlinale Series Market Select 2026.

Neste momento, a Ukbar Filmes está a terminar o último filme de João Maia, «Esteiros», «Terra Fenomenal», de Jorge Jácome, bem como duas coproduções com o Brasil, «Escola Sem Muros», de Cao Hamburguer, e «Cobrador de Fraque», de Tomás Portella. Quanto às séries, serão lançadas em 2026 «Millennial Mal» e «Ponto Nemo 2», ambas em coprodução com Espanha.

Em 2026, a Ukbar Filmes irá filmar o próximo longa-metragem de Vicente Alves do Ó, «Boomerang», e o primeiro longa-metragem de Justin Amorim, «Cartas Que Me Foram Devolvidas», bem como a nova temporada de telefilmes «Contado Por Mulheres», dirigidos por mulheres.

Sabe porque não existem duas árvores iguais?



«Cada pequena diferença no tamanho, no formato, na cor e no padrão de uma árvore revela algo. Sempre que passamos por uma árvore, podemos reparar numa característica singular e encará-la como uma pista sobre o que essa árvore viveu e sobre o que revela do lugar onde estamos. Uma árvore traça-nos um retrato da paisagem local.» Explorador com mais de 20 anos de experiência, Tristan Gooley participa em expedições por todo o mundo e dedica a sua vida a ensinar como decifrar os sinais da natureza. Esse manancial de saber que faz dele o «Sherlock Holmes da natureza», para a BBC, está resumido no livro Como Ler Uma Árvore, que agora chega a Portugal.

Neste guia ilustrado, o explorador  britânico partilha lições únicas, práticas e fascinantes, que mudarão para sempre a forma como olhamos para a natureza e, em particular, para as árvores. Segundo o The Wall Street Journal, «Gooley interpreta sinais como se fosse um investigador privado da vida selvagem, resolvendo os mistérios inscritos na própria paisagem que habitamos».

As pistas são fáceis de detetar quando se sabe o que procurar, mas permanecem invisíveis para a maioria das pessoas, sobretudo as que estão mais distantes da vida selvagem.

Entre as competências que podemos adquirir com esta leitura, talvez a mais últil e fascinante seja a arte da navegação na natureza – quer esteja no meio de uma cidade ou de uma floresta. «As árvores podem servir‑nos de bússolas – por exemplo, se soubermos que elas crescem mais do lado sul. Este gosto pela orientação natural evoluiu para um fascínio pela forma como as árvores nos oferecem autênticos mapas.» Uma aptidão secular e rara sublinhada pelo The Telegraph. «Nos nossos tempos de dependência do GPS, Gooley conseguiu reavivar a arte da navegação natural. Depois de o ler, é possível que você sinta que até agora tem andado pela natureza de olhos apenas entreabertos.»

Uma leitura que nos enche de vontade de sair de casa e aproveitar um trilho na floresta, Como Ler Uma Árvore já chegou à rede livreira nacional, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de Michele Amaral.

Sobre o Autor

Tristan Gooley é um explorador e navegador natural, especializado em ensinar as pessoas a compreender a natureza através da observação dos seus sinais mais subtis, e autor de vários bestsellers sobre o tema, com mais de 1,5 milhões de exemplares vendidos e publicado em mais de 20 idiomas. A sua escrita combina Ciência, História e Ecologia com um profundo sentido de curiosidade. Com mais de 20 anos de experiência, já liderou expedições em cinco continentes, escalou montanhas em três deles e navegou sozinho pelo Atlântico seguindo técnicas viquingues de navegação, para além de fazer investigações com povos originários em algumas das regiões mais remotas do planeta. É fellow do Royal Institute of Navigation e da Royal Geographical Society e embaixador das sociedades naturalistas Woodland Trust e British Pilgrimage Trust. Tem uma forte presença nos media internacionais, e batizou um tipo específico de caminho – «o caminho do sorriso» (uma curva suave a contornar um obstáculo).

«Mas Porquê?» : o livro que responde àsperguntas mais curiosas das crianças



Porque é que o céu é azul? Porque é que os caranguejos andam de lado? Porque é que vemos tudo ao contrário num espelho? Mas Porquê? – Respostas para quase todas as perguntas chega às livrarias a 26 de março para ajudar a responder às dúvidas que tantas vezes surgem na cabeça das crianças e que, muitas vezes, deixam os adultos sem saber o que dizer.

Pensado como uma verdadeira «cábula» para pais, avós e cuidadores, o livro reúne mais de 80 respostas claras e acessíveis sobre temas muito diversos. Da língua e da gramática à geografia e à história, do corpo humano à arte, passando pela biologia, pela ecologia ou pela cosmologia, Mas Porquê? explica de forma simples e apelativa muitas das perguntas que surgem na chamada «idade dos porquês».

Ao combinar humor, aprendizagem e um design atrativo, esta é uma leitura pensada para estimular a curiosidade, incentivar o gosto pelo conhecimento e promover momentos de descoberta longe dos ecrãs.

Uma forma divertida de transformar perguntas em conhecimento e talvez descobrir respostas para questões que nem ao diabo lembrariam.

Mas Porquê? estará disponível nas livrarias a partir de 26 de março.

Pneus com pressão baixa aumentam consumo do carro até 7%



Circular com pneus abaixo da pressão recomendada pode aumentar o consumo de combustível até 7%, alerta a Euromaster, especialista em manutenção integral do veículo, com base em dados da Michelin.
 
Um gesto simples como verificar a pressão dos pneus torna-se assim uma forma de poupança face ao aumento do preço do gasóleo, que aumentou quase 20% em duas semanas, já com o apoio do Estado, e da gasolina, que teve uma subida cerca de 10%.
 
Este aumento do consumo acontece porque um pneu com pressão inferior à adequada gera uma maior resistência ao rolamento. Nestas situações, o motor necessita de mais energia para mover o veículo, o que se traduz num maior gasto de combustível. Em termos práticos, manter os pneus com pressão abaixo do recomendado pode representar, ao longo de um ano, um custo adicional equivalente a um depósito completo de combustível num automóvel de gama média, com capacidade aproximada de 45 litros.
 
Além disso, circular de forma habitual com pressão baixa reduz a vida útil do pneu, uma vez que provoca um desgaste prematuro nas suas extremidades. Por outro lado, um pneu com pressão excessiva diminui a superfície de contacto com o piso, o que também pode originar desgaste prematuro e irregular, neste caso na zona central do pneu.
 
Além da poupança, está em causa a segurança
Para além do impacto económico, a pressão incorreta dos pneus tem também consequências diretas na segurança rodoviária. Em concreto, circular com cerca de 10% a menos de pressão pode aumentar a distância de travagem entre dois e três metros em piso seco. Esta diferença torna-se ainda mais significativa em piso molhado.
 
Nessas situações, uma pressão até um bar abaixo do recomendado pelo fabricante do veículo pode aumentar a distância necessária para imobilizar o automóvel até 11 metros.
 
A Euromaster recorda ainda que os pneus perdem pressão naturalmente com o passar do tempo - cerca de 0,07 bares por mês -, pelo que é essencial realizar verificações periódicas.
 
Para além da pressão, os especialistas aconselham também a verificação da profundidade do piso do pneu. Embora a legislação permita circular com uma profundidade mínima de 1,6 milímetros, a Euromaster recomenda que esta seja de, pelo menos, 2,5 milímetros, de forma a garantir uma correta evacuação da água e melhorar a aderência quando se circula em piso molhado.
 
Por todas estas razões, a Euromaster recomenda a verificação regular da pressão dos pneus, tanto por motivos económicos como de segurança. A recomendação passa por realizar esta verificação pelo menos uma vez por mês, preferencialmente num centro técnico ou numa oficina especializada, onde o serviço é gratuito e os manómetros utilizados são regularmente verificados e certificados, garantindo medições precisas.

Pianista Teresa da Palma Pereira inicia em Cascais os recitais “Poema”



“As composições que vão ser tocadas conduzem às emoções e à alegria dançante, ou à introspeção e à nostalgia, temas poéticos por excelência”, descreve Teresa da Palma Pereira. No Dia Mundial da Poesia, o programa irá cruzar três de séculos de música para piano, com peças de nove compositores.
 
É a dimensão poética de peças para piano de Mozart, Mendelssohn ou Chopin, mas também de Listz, Albénitz ou Rachmaninov, que dominam o recital que a pianista Teresa da Palma Pereira vai apresentar no Centro Cultural de Cascais no sábado 21 de março. No dia Mundial da Poesia, o título do recital, “Poema”, vem da peça de Arno Babadjanian, compositor arménio, que irá encerrar um programa que conta também com obras de Falla e de Debussy.
 
Cascais vai ser a primeira etapa do ciclo de recitais “Poema” que irá também levar Teresa da Palma Pereira à Ericeira e à Figueira da Foz, em maio, e à abertura do Festival Internacional de Piano de Oeiras – FIPO em junho. “É a emoção à flor da pele da música de Babadjanian que dá nome ao programa, mas a beleza poética atravessa todas as peças que fazem parte deste reportório”, afirma Teresa da Palma Pereira. “Desde a luz que ilumina a música de Mendelssohn, à dimensão onírica de Chopin ou à forma como Listz compõe o seu Soneto de Petrarca, as composições que vão ser tocadas conduzem às emoções e à alegria dançante, ou à introspeção e à nostalgia, temas poéticos por excelência”.
 
Teresa da Palma Pereira irá gravar em abril nos estúdios da Valentim de Carvalho o seu sexto CD, o qual será lançado este ano.  O seu álbum anterior foi “Terra”, com obras de Mussorgsky, Bartók e Albéniz, que se seguiu a “Identidade”, com peças de Debussy, Prokofiev e Liszt. O primeiro disco chamou-se “A Valsa Transfigurada”, com obras de Schubert e Schumann. Seguiu-se o “Concerto nº1 de Brahms”, gravado com a Orquestra do Norte, sob a direção do maestro José Ferreira-Lobo. Gravou ainda “Encontro”, com composições de Mozart e Schumann.

Laureada com vários prémios nacionais e internacionais, Teresa da Palma Pereira tem tocado com algumas das mais importantes orquestras portuguesas e atuou em países como França, Itália, Bélgica, Holanda, Hungria, Suécia, Brasil e na China, em Macau. É a diretora artística da Academia de Música Flor da Murta, em Paço D’Arcos. E, desde 2018, é também diretora artística do Festival Internacional de Piano de Oeiras – FIPO.

J. Rentes de Carvalho distinguido com Prémio Tributo de Consagração



À beira de completar 96 anos, J. Rentes de Carvalho acaba de ser distinguido com o Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2025, segundo anúncio daquela Fundação a propósito da 19.ª Edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. O júri, composto por José Carlos Seabra Pereira (presidente), Isabel Pires de Lima, Isabel Lucas, Mário Cláudio e António Carlos Cortez, decidiu atribuir o Prémio Tributo de Consagração a Rentes de Carvalho como celebração da sua carreira. 

De ascendência transmontana, Rentes de Carvalho foi levado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris. Em 1956 passou a viver na Holanda, onde foi professor de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988 na Universidade de Amesterdão. Dedica-se desde então exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias. Escreveu romances, conto, diário, crónica e guias de viagem ou ensaios. O seu livro Com os Holandeses (1972) foi um dos maiores best-sellers neerlandeses da década de 1970. A sua obra está publicada em Portugal pela Quetzal.

A cerimónia oficial de entrega de prémios decorrerá no dia 28 de março, na Quinta das Lágrimas em Coimbra.