quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Eva Menasse conversa sobre liberdade de expressão, cancelamento e censura social no Goethe-Institut em Lisboa



O Goethe-Institut Portugal e o Gerador apresentam, no âmbito do projeto POST/ZEITGEIST, a conversa Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje, a 10 de setembro, às 19h00, com a escritora austríaca multipremiada, residente em Berlim há mais de 25 anos, Eva Menasse.

Eva Menasse vai conversar com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, sobre as transformações do espaço público, a crescente polarização do debate, os limites da liberdade de expressão e a importância de preservar uma cultura democrática capaz de acolher a divergência. A sessão parte das reflexões desenvolvidas no ensaio Tudo e Nada Dizer - O Estado do Debate na Modernidade Digital, em que Eva Menasse analisa os desafios colocados pela comunicação digital e pelas novas formas de censura social. O público vai participar ativamente na conversa, podendo colocar perguntas, lado a lado, à autora. 

Nascida em Viena, Eva Menasse vive em Berlim há mais de 25 anos. Ao seu romance de estreia, Vienna (2005), seguiram‑se vários romances e coletâneas de contos (Lässliche Todsünden, Quasikristalle, Tiere für Fortgeschrittene), amplamente premiados e traduzidos para diversas línguas. Distinções (seleção): Prémio Heinrich Böll, Prémio Friedrich Hölderlin, Prémio Austríaco do Livro, Prémio Bruno Kreisky, Prémio Jakob Wassermann, Prémio Ludwig Börne e uma bolsa da Villa Massimo, em Roma. O seu romance Dunkelblum (2021) foi um bestseller e foi traduzido para várias línguas.

Mais recentemente, publicou o ensaio Alles und nichts sagen. Vom Zustand der Debatte in der Digitalmoderne (“Dizer tudo e nada: o estado do debate na era digital”) (2023). O seu novo romance, Alleinruhelage (Propriedade Isolada) acaba de ser publicado na Alemanha. Em 2025, foi distinguida com o Prémio de Honra do Comércio Livreiro Austríaco pela tolerância no pensamento e na ação pela sua obra mais recente.  

Eva Menasse vai ainda participar na iniciativa Ler com Goethe no dia 11 de setembro, às 18h, um encontro dedicado à descoberta da literatura de expressão alemã que, nesta ocasião, vai debruçar-se sobre a sua obra Propriedade Isolada. 

A 24 de novembro, também às 19h00, o ciclo prossegue com Debatemos de forma diferente? Meron Mendel sobre o antissemitismo na Alemanha.  Meron Mendel é o atual Diretor do Centro de Formação Anne Frank, em Frankfurt, investigador, historiador e uma das principais referências europeias nas áreas da educação para a democracia e do combate ao antissemitismo.  
 
Integrado no projeto POST/ZEITGEIST, desenvolvido pelo Goethe-Institut Portugal em parceria com o Gerador e com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, este ciclo de conversas reúne pensadores, escritores, investigadores e especialistas internacionais para promover uma reflexão crítica sobre os grandes desafios europeus presente. A conversa com Eva Menasse conta com o apoio da Embaixada da Áustria em Lisboa. 

A Netflix revela o trailer oficial de O Problema Final



A Netflix revelou o trailer oficial e as novas imagens de O Problema Final, a minissérie protagonizada por José Coronado (Os Crentes, A Rapariga da Neve), María Valverde (Fuimos canciones, Todo lo que no vemos), Martiño Rivas (Serpientes y Escalera, Las chicas del cable) e Maribel Verdú (O Labirinto do Fauno, Elite),  que conta também com a participação do ator português José Condessa (Cacau, Rabo de Peixe). O Problema Final adapta o romance de sucesso com o mesmo nome do escritor Arturo Pérez-Reverte e chega à Netflix no próximo dia 25 de setembro. 

Esta nova minissérie, que combina suspense e mistério num contexto de época, conta com quatro episódios e um elenco de primeira linha, que inclui Gonzalo de Castro (Políticamente incorretos, A ternura), Cristina Kovani (O silêncio, A caçada: Guadiana) e Pepón Nieto (Smiley, O Inédito), entre outros.



Na primavera de 1959, treze pessoas ficam isoladas devido a uma tempestade numa ilhota próxima de Maiorca. Ninguém imagina o que está prestes a acontecer no pequeno hotel onde estão hospedadas: Elisa Mander, uma discreta turista de origem inglesa, é encontrada  morta. O que, à primeira vista, parece ser um suicídio, começa rapidamente a dar sinais de ser algo muito mais inquietante: um homicídio. Basil, um ator reformado que outrora interpretou Sherlock Holmes no grande ecrã, irá ver-se, quase sem o querer, encarregado de desvendar o que aconteceu.

Num local de onde ninguém consegue sair e ao qual ninguém consegue chegar, todos os hóspedes e funcionários tornar-se-ão suspeitos de um crime que, a cada momento que passa, se revela mais complexo do que qualquer um poderia imaginar inicialmente.



O Problema Final é uma adaptação sofisticada de um dos livros mais vendidos de Arturo Pérez-Reverte, um thriller de época repleto de segredos, mistério e reviravoltas inesperadas. Esta nova minissérie, que combina thriller e mistério num contexto de época envolvente, contará com quatro episódios.

A minissérie é produzida pela Mod Producciones e conta com Fernando Bovaira (Mientras dure la guerra, La Fortuna) como produtor, Urko Errazquin (El campeón, La vida padr») como produtor executivo e Alberto Macías, Carlos Molinero e Marisol Farré como argumentistas. A realização fica a cargo de Félix Viscarret (Una vida no tan simple, No mires a los ojos).

Situações Delicadas na RTP1



Três amigas, uma morte acidental e uma decisão que muda tudo. Situações Delicadas, com Laura Dutra, Madalena Almeida e Catarina Rebelo nos papéis principais, com emissão a 14 e 21 de setembro, pelas 22h30, na RTP1.

Situações Delicadas acompanha a história de Carlota (Laura Dutra), Marta (Madalena Almeida) e Olívia (Catarina Rebelo), três amigas com vidas aparentemente normais até que um encontro com Jaime, ex-namorado de Olívia, termina de forma inesperada. Consumidas pelo medo de perderem a liberdade durante os melhores anos das suas vidas, as três amigas tomam uma decisão: ocultar o que aconteceu naquela noite.

O que começa como um ato de desespero, rapidamente evolui para uma espiral incontrolável de mentiras, crimes improvisados e paranoia crescente. Pontas soltas e erros amadores acumulam-se, a juntar à ameaça constante de serem descobertas leva-as a mergulhar numa série de crimes cada vez mais difíceis de justificar.

Protagonizada por Laura Dutra, Madalena Almeida e Catarina Rebelo, num elenco que inclui também Inês Sá Frias, Teresa Tavares, Tiago Costa, André Nunes e Artur Costa, a série questiona até onde se protege uma amizade… ou a própria liberdade. Situações Delicadas é uma série de Diogo Lopes, que assina a autoria e a realização.

House Party da Revenge of the 90’s chega a Lisboa já este sábado



É já este sábado, 12 de setembro, que a House Party da Revenge of the 90’s chega ao Monsantos Open Air, em Lisboa. Criado pela produtora New Sheet, o formato imersivo apresenta-se numa edição especial ao ar livre, denominada “Jardim da Celeste Edition”, que assinala os aniversários da Revenge of the 90’s e do próprio Monsantos Open Air. A lotação está limitada a 1.000 bilhetes.

Inspirado nas clássicas festas em casa norte-americanas e cruzado com a identidade da Revenge of the 90’s, o conceito convida o público a descobrir diferentes ambientes e referências da década de 1990. Nesta edição, o espaço exterior permite transportar a experiência para um cenário mais descontraído, mantendo a componente imersiva e o elemento de surpresa associados ao formato.

“A House Party de Lisboa terá uma identidade muito própria. O espaço exterior permite-nos criar uma edição mais descontraída e exclusiva, sem perder a energia e o elemento de surpresa que caracterizam a Revenge of the 90’s. Queremos que o público descubra algo novo a cada momento”, afirma Paulo Silva, CEO da New Sheet.

Miguel Barros celebra 40 anos de carreira com exposição de pintura “AZULTEJO”



Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea a partir de 15 de setembro, a mostra reúne 29 obras inspiradas na cidade que marcou o início do percurso do artista e que permanece no seu imaginário, quase duas décadas após ter deixado Portugal.

AZULTEJO assinala um momento particularmente significativo no percurso artístico de Miguel Barros: 40 anos de carreira como pintor. Quatro décadas após a sua primeira exposição em Lisboa, o artista regressa à cidade onde tudo começou para celebrar um percurso marcado pela dedicação à pintura e à relação profunda e permanente com uma cidade que, apesar da distância, nunca deixou de habitar a sua memória. Patente no MAC Movimento Arte Contemporânea, de 15 a 29 de setembro, a exposição reúne um conjunto de obras que evocam Lisboa através da luz, da cor e da experiência da distância.

Há quase duas décadas que Miguel Barros vive fora de Portugal. É desse distanciamento geográfico e emocional que nasce o reencontro com Lisboa na sua obra. Longe da cidade, a memória transforma-se em proximidade, a saudade converte-se em matéria pictórica e o azul emerge como uma ponte entre o lugar onde vive e aquele que permanece dentro de si.

Em AZULTEJO, o artista convida o público a percorrer a sua Lisboa através do olhar, da memória e da pintura. Para Miguel Barros, Lisboa não é apenas uma cidade, mas uma memória viva feita de luz, de azul, de azulejos e de saudade.

Nesta exposição, a palavra azulejo encontra o AZULTEJO. O azul das fachadas cruza-se com o azul do céu e com o azul profundo do rio, criando uma linguagem visual onde a cor se transforma em memória e a memória em sentimento.

O visitante é convidado a caminhar pelas ruas que se alongam como pinceladas, a subir as escadinhas de Lisboa, a perder-se nas ruelas, a atravessar os arcos e a deixar o olhar chegar aos miradouros, onde o Tejo se abre diante dele. Em cada parede, em cada porta e em cada fragmento de cidade, encontrará vestígios de uma Lisboa que o tempo e a distância não conseguiram apagar. Mas esta não é uma Lisboa simplesmente retratada. É uma Lisboa sentida à distância.

Nas pinturas de Miguel Barros, o azulejo deixa de ser apenas matéria e padrão, torna-se pele da cidade. O azul deixa de ser apenas cor, torna-se emoção. E o Tejo deixa de ser apenas rio, transforma-se numa presença quase viva, que atravessa a memória do artista e estabelece uma ligação entre duas geografias, depois de anos a viver em Angola, o Canadá, onde vive, e Lisboa, onde permanece uma parte essencial de quem é.

AZULTEJO é, assim, mais do que uma exposição, uma celebração de 40 anos de pintura, uma viagem pela memória de um artista emigrante e uma declaração de amor a uma cidade que nunca deixou de levar consigo.

Ao percorrer esta exposição, sob curadoria de Álvaro Lobato de Faria, o visitante poderá reconhecer lugares, cores, atmosferas e talvez reencontrar uma Lisboa que também guarda dentro de si.

Porque há cidades que se visitam. E há cidades que, mesmo quando se fica quase 20 anos longe delas, nunca nos deixam.

Carlos Vidal transforma a espera em matéria-prima para o seu novo solo de comédia



“Tempo de Espera” é o novo solo de Carlos Vidal, médico e humorista, que parte de uma experiência inevitável a todos para olhar, com humor e alguma inquietação, para a forma como lidamos com a incerteza, a doença, o tempo e o próprio destino. O espetáculo chega ao Porto a 23 de abril de 2027, no Sá da Bandeira, e a Lisboa a 11 de maio, no Villaret.

Entre a espera por uma consulta, por um diagnóstico ou por uma resposta, há sempre um espaço ocupado pela incerteza. É nesse espaço que Carlos Vidal encontra a matéria para o seu novo solo de stand-up comedy. Em “Tempo de Espera”, o médico e humorista parte de uma experiência universal para refletir sobre aquilo que fazemos enquanto esperamos e sobre a forma como o ser humano aprendeu a lidar com um tempo que, afinal, não pode controlar.

Entre nascer e morrer, existe um “tempo de espera” inevitável. E é precisamente aí que Carlos Vidal coloca o seu olhar, cruzando a experiência enquanto médico com a perspetiva de humorista. Na lotaria entre a saúde e a doença, disseca o cérebro humano — o único ser vivo que sabe que vai morrer — para encontrar a incongruência, o absurdo e as estratégias que desenvolvemos para enfrentar essa consciência.

Em “Tempo de Espera”, a espera deixa assim de ser um simples intervalo e passa a ser um ponto de partida. Esperamos por respostas, por resultados, por mudanças e por um futuro que nunca chega exatamente como o imaginámos. E, perante um destino anunciado, resta-nos encontrar formas cada vez mais sofisticadas de ocupar esse tempo.

Uma dessas formas é, justamente, ir ao teatro. Durante cerca de uma hora, Carlos Vidal convida o público a partilhar essa espera, transformando o palco num lugar onde o tédio, a incerteza e a condição humana podem ser vistos pelo lado mais absurdo — e, por isso mesmo, mais divertido.

“Tempo de Espera” estreia-se no Porto, a 23 de abril de 2027, no Sá da Bandeira. A 11 de maio, o novo solo de Carlos Vidal chega ao Villaret, em Lisboa.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

“Por saudade”: dez artistas refletem sobre a perda, a memória e os afetos através da arte



Como se transforma uma ausência em memória? O que permanece quando alguém ou algo deixa de estar presente? E de que forma a arte pode contribuir para dar sentido à perda? É a partir destas questões que se constrói “Por saudade”, uma exposição coletiva que reúne o trabalho de dez artistas em formação graduada e pós-graduada em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), propondo diferentes olhares sobre o luto enquanto experiência universal de perda, memória e transformação.

A exposição reúne trabalhos de Ana Cristina Sousa, Cláudia Teixeira, Inês Ribeiro da Silva, Kalejaye Tosin, Letícia Macêdo, Luis Rodrigues, Mariana Cerqueira, Mariana Maia Rocha, Mônica Nogueira e Sara Laranjeiro, artistas de Portugal, Nigéria e Brasil, que, através de diferentes práticas artísticas, exploram formas distintas de viver, enfrentar e ressignificar a experiência da perda.

“Por saudade” parte de diferentes experiências de luto e de ausência. A perda familiar, a distância imposta, a ausência afetiva, o abandono e os processos de preservação, transformação ou condicionamento da memória são algumas das experiências convocadas pelas obras apresentadas.

Mais do que procurar representar o luto de uma forma única, a exposição propõe um percurso por diferentes formas de relação com a perda, evidenciando a dimensão subjetiva e complexa desta experiência. Cada obra constitui uma possibilidade de diálogo com aquilo que deixou de estar presente e com as marcas que essa ausência deixa no indivíduo.

A saudade surge, neste contexto, não apenas como expressão da falta, mas também como uma forma de permanência. Entre a ausência e a memória, os trabalhos apresentados exploram a maneira como os afetos podem sobreviver à perda e continuar a participar na construção da identidade.

A exposição integra a programação da European Grief Conference 2026, que decorre no Porto entre 9 e 11 de setembro e reúne mais de 400 investigadores, psicólogos, profissionais de saúde e académicos para discutir os desafios contemporâneos associados ao luto e à perda. A conferência inclui, entre os seus temas, a relação entre arte e processos de perda, estabelecendo um contexto de diálogo entre a criação artística e outras formas de compreender e acompanhar a experiência do luto.

Coordenada por Domingos Loureiro (FBAUP/i2ADS), “Por saudade” conta ainda com o apoio de Beatriz Vieira, Manuel Sousa, Dan Gaina e Tiago Reis.

A exposição inaugura a 9 de setembro, às 18h30, na Galeria Principal da Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, no Porto, durante a Welcome Reception da European Grief Conference 2026, e estará patente ao público até 12 de setembro.

Festa do Livro da Amadora celebra “Os outros centros da palavra”



A Festa do Livro da Amadora regressa entre os dias 11 e 13 de setembro para a sua 11.ª edição, dedicada ao tema “Os outros centros da palavra”. Organizada para pensar a literatura a partir de novos territórios, a edição deste ano desloca o olhar para linguagens e práticas que ultrapassam as margens do livro tradicional, unindo música, oralidade, banda desenhada, jornalismo, mangá e intervenção cívica.

Com uma forte ligação histórica à banda desenhada e à cultura urbana, a cidade da Amadora transforma-se durante três dias num espaço vivo de debate e criação. Entre os momentos mais aguardados do programa está a conversa entre o prestigiado bibliófilo e ensaísta Alberto Manguel e a jornalista Ana Daniela Soares, bem como a presença da multipremiada autora brasileira Eliana Alves Cruz, que se estreia em Portugal num diálogo sobre territórios e memória com a autora e artista Hilda de Paulo.

A palavra cantada e ritmada também assume lugar central. O painel “Poetas do Hip-Hop", com Mynda Guevara e Nerve (moderação de Ricardo Farinha), debate os storytellers contemporâneos como autores literários de pleno direito, culminando num espetáculo inédito de Mynda Guevara. A música encerra igualmente a noite de sábado com a energia underground do power-trio Lesma.

O programa cruza ainda géneros como a BD — num encontro informal entre Pato Bravo (B Fachada) e António Jorge Gonçalves —, a escrita de crónicas com João Miguel Tavares e Ana Bárbara Pedrosa, e a análise do fenómeno do Mangá em Portugal. No âmbito dos 50 anos da Constituição, António Filipe Rodrigues e Teresa Violante debatem "O Texto Mais Importante da Democracia".

Durante todos os dias, o público poderá usufruir da Esplanada Literária, com curadoria da Livraria Snob, apoio do Bar Akademia, sessões de autógrafos e o Café Literário, espaço dedicado a dar voz a autores emergentes.

Crash de David Cronenberg regressa às salas de cinema a 1 de outubro



Um dos maiores êxitos da carreira de David Cronenberg e, também, um dos seus filmes mais controversos e polémicos. Adaptado do romance de J.G. Ballard, “Crash” é um filme demencial sobre o fascínio do sexo e da morte sobre rodas. Trata-se de uma macabra visão sobre a combinação entre erotismo e mutilação, autodestruição calculada e desejo sexual, morte violenta e acidentes rodoviários.

Sinopse

James Ballard (James Spader), um produtor de filmes publicitários, tem um grave acidente de viação ao colidir com outro automóvel, que resulta na morte do outro condutor e deixa a mulher dele ferida. No hospital, Ballard perde-se e volta a encontrar Helen Remington (Holly Hunter), a viúva da vítima mortal do acidente. Na sua companhia conhece Vaughan (Elias Koteas), um cientista e fotógrafo fascinado pela beleza erótica dos ferimentos e das mutilações originadas por acidentes de viação. Ballard começa por se sentir curioso em relação a Vaughan e às suas ideias de recriar acidentes célebres, como o que vitimou James Dean. E, a pouco e pouco, deixa-se contagiar pelo erotismo que emerge da insólita combinação.



O Livro Genético dos Mortos



Richard Dawkins, autor de O Gene Egoísta, é um biólogo evolucionista, etólogo e autor de divulgação científica conhecido por ter popularizado a visão da evolução centrada nos genes.

Este livro, cujo subtítulo é «Um devaneio darwiano» defende que a seleção natural actua sobretudo ao nível genético, em vez de o fazer para o bem de uma espécie ou de um organismo individual.

O autor mostra como cada animal ou planta é um manual vivo de instruções moldado pelo sucesso dos seus antepassados em vencer desafios do passado.

Sobre o Autor

Richard Dawkins foi professor Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência na Universidade de Oxford entre 1995 e 2008.

Natural de Nairobi, filho de pais britânicos, foi educado em Oxford, onde realizou o seu doutoramento sob a orientação do zoólogo britânico Nikolaas Tinbergen, Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina em 1973, tendo também leccionado em Berkeley.

O Gene Egoísta projectou Richard Dawkins para a fama e continua a ser a sua obra mais lida e conhecida, à qual se seguiu um vasto conjunto de livros de grande sucesso, dos quais a Gradiva publicou A Escalada do Monte Improvável, Decompondo o Arco-Íris e O Relojoeiro Cego.
Richard Dawkins é membro da Royal Society e da Royal Society of Literature, tendo recebido numerosas distinções e prémios, entre os quais: Royal Society of Literature (1987), Los Angeles Times Literary (1987), Michael Faraday da Royal Society (1990), Nakayama Prize
for Achievement in Human Science (1994), International Cosmos Prize (1997), Kistler (2001), Shakespeare (2005), Lewis Thomas Prize for Writing About Science (2006) e Nierenberg Prize for Science in the Public Interest (2009).