segunda-feira, 20 de julho de 2026

Ronnie Wood and His Band no Coliseu dos Recreios



O lendário Ronnie Wood regressa a Portugal para um concerto muito especial no dia 14 de setembro no Coliseu dos Recreios.

Guitarrista dos Rolling Stones desde 1975, a paixão de Ronnie Wood pela música começou aos 14 anos quando os seus irmãos lhe ofereceram a sua primeira guitarra acústica.



Fez parte do grupo The Birds, dos Jeff Beck Group e ainda dos The Face. O seu primeiro álbum a solo "I´ve Got My Own Album To Do" saiu em 1974, quando ainda era membro dos Faces, seguido por "Now Look", em 1975. Em 2025, lançou "Fearless: The Anthology 1965-2025", que percorre os seus 60 anos de carreira e inclui quatro inéditos.

Anna Joyce revisitou grandes êxitos no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



Estrela da música angolana, Anna Joyce regressou, na passada quinta-feira, ao Casino Estoril.  A artista encheu o Salão Preto e Prata para interpretar os principais êxitos da sua carreira, proporcionando diversos momentos de cumplicidade com o público. Anna Joyce demonstrou autenticidade e talento nas suas interpretações, pautadas por diferentes registos musicais desde a kizomba à pop africana. 

“Eu Esperei”, “Destino”, “Puro”, “Já Não Cabe” ou “Só Sei Ler” foram, apenas, alguns dos principais sucessos de Anna Joyce que demostraram a sua versatilidade artística.

“Off Para Ti”, “Final”, “Medo”, “Leva-me”, “Outra Vez”, Melhor Que Tu”, “Também Quero”, “Cama Vazia”, “Ondas do Mar”, “Te Amar”, “Safadeza” ou “Carta de Despejo” foram outras composições aplaudidas por fãs e admiradores de diferentes gerações.



Anna Joyce protagonizou um concerto especial, repleto de sucessos e de momentos interativos com o público, demonstrando o motivo de ocupar um espaço próprio no panorama da música angolana. 

Beja na Rua anima o centro histórico de Beja



A Câmara Municipal de Beja, em parceria com a Zarcos – Associação de Músicos de Beja, anuncia o ‘Beja na Rua’, iniciativa artístico-cultural que anima o centro histórico da cidade ao longo do verão, promovendo uma programação diversificada e de acesso gratuito.

De 22 de julho a 20 de setembro de 2026, o festival ‘Beja na Rua’ reúne cerca de quarenta projetos artísticos que cruzam diferentes linguagens e expressões culturais. O programa inclui propostas de street art, cinema, teatro, animação, poesia, contos e outras iniciativas dirigidas a públicos de todas as idades.

Durante o festival, o centro histórico de Beja será organizado em quatro espaços temáticos — Bairro das Flores, Bairro do Amor, Bairro da BD e Bairro das Cores — que serão palco das diversas atividades.

Segundo o Vereador Vítor Picado, “o ‘Beja na Rua’ constitui-se como uma das iniciativas culturais mais marcantes da cidade, sobretudo pela forma como coloca o centro histórico no centro da vida cultural e social. O conceito do festival assenta em transformar as ruas, praças e largos em palcos para música, teatro, dança, arte urbana, poesia, exposições e animação, privilegiando a ligação entre a programação e o espaço público.”

“O Pacote” com Eduardo Madeira e Jel no Auditório do Casino Estoril



Com a irreverência habitual, Eduardo Madeira e Jel protagonizam, no dia 31 de julho, pelas 22 horas, “O Pacote”. Trata-se de uma comédia sobre dois homens envolvidos numa verdadeira embrulhada que promete contagiar de bom humor o público no Auditório do Casino Estoril. 

Dois amigos de longa data encontram-se num Centro de Saúde. Um deles carrega um pacote com um segredo que pode mudar o mundo. Ninguém está preparado para o que está neste pacote. Muito menos estes dois…

Eduardo Madeira e Jel são dois dos mais reconhecidos e acarinhados comediantes portugueses com presença assídua na televisão, rádio e também redes sociais onde têm centenas de milhares de seguidores e milhões de visualizações.


Todas as 48 seleções utilizam o FIFA AI Pro no FIFA World Cup 2026



A FIFA AI Pro, a inovadora plataforma de análise baseada em Inteligência Artificial desenvolvida pela Lenovo e pela FIFA, foi utilizada por todas as 48 seleções que competiram no FIFA World Cup 2026™.

A Lenovo e a FIFA proporcionaram um acesso sem precedentes a dados e análises a todas as equipas participantes no FIFA World Cup 2026™ através do FIFA AI Pro, uma ferramenta especializada de interação no futebol, que coordena vários agentes para analisar milhões de pontos de dados, analisar mais de 2 000 métricas diferentes e fornecer insights rápidos, apresentados através de relatórios detalhados, gráficos e animações imersivas.

Desenvolvido com a AI Factory da Lenovo, o FIFA AI Pro é um Knowledge Super Agent, baseado na plataforma de agentes xIQ da Lenovo, que coordena vários agentes para analisar milhões de pontos de dados, analisar mais de 2 000 métricas diferentes e fornecer insights, relatórios e animações em poucos minutos.

Até agora, apenas as seleções com mais recursos financeiros tinham meios para realizar análises tão aprofundadas. O FIFA AI Pro oferece a todos os mesmos recursos, pelo que uma nação mais pequena pode preparar-se como uma potência.



O torneio alargado para 48 seleções registou alguns resultados notáveis por parte de seleções menos favoritas, muitas das quais estão a competir a este nível pela primeira vez.
Cabo Verde saiu do FIFA World Cup 2026™ invicto no tempo regulamentar, tendo empatado com a favorita Espanha no jogo de estreia e levado a campeã Argentina ao limite na derrota sofrida no prolongamento, nos dezasseis avos de final.

Curaçao, também estreante, empatou com a favorita Equador; a República Democrática do Congo conseguiu empates contra a Colômbia e Portugal; enquanto a Inglaterra empatou com o Gana, e a Alemanha, quatro vezes vencedora do torneio, foi surpreendente eliminada da competição pelo Paraguai.

Embora estas surpresas se devam a vários fatores, o acesso ao FIFA AI Pro permitiu que todas as 48 seleções se preparassem para os seus jogos utilizando este inovador assistente de conhecimento empresarial baseado em IA.



“O sucesso do FIFA AI Pro no FIFA World Cup 2026 marcou o início de uma nova era na análise e preparação dos jogos. Ao automatizar a pesquisa, a organização e a interpretação de vastas quantidades de dados de jogos e conteúdos de vídeo, os especialistas podem agora dedicar menos tempo à procura de informação ou à edição manual de imagens e mais tempo a concentrarem-se no que realmente importa: análises de desempenho, tomada de decisões táticas e ajudar as equipas a obter uma vantagem competitiva”, afirma Arsène Wenger, Diretor do Global Football Development da FIFA.

Desenvolvido através de uma colaboração contínua com analistas de futebol e com base na Football Language da FIFA, o FIFA AI Pro combina uma infraestrutura avançada de IA com uma experiência de utilizador intuitiva e acessível, concebida para apoiar a preparação de jogos e a tomada de decisões no mundo real.

"Este produto único permite que a IA compreenda sinónimos, consultas multilingues e conceitos hierárquicos do futebol. O FIFA AI Pro vai além das simples estatísticas, realizando consultas diretas, tarefas com múltiplas métricas, cálculos em tempo real e raciocínio contextual com uma perspetiva de analista, através de um modo adaptativo de raciocínio rápido e profundo" explica Ken Wong, vice-presidente executivo e presidente do Solutions & Services Group da Lenovo, afirmou a propósito:

“Na Lenovo, estamos empenhados na nossa visão de Smarter AI for All e o FIFA AI Pro é a concretização dessa visão. Estamos a disponibilizar os mesmos recursos de ponta e ferramentas analíticas a todas as equipas que competiram no FIFA World Cup. Isto ajudou a nivelar o campo de jogo neste torneio único, onde vimos os desafiantes a competir com os favoritos consagrados no maior palco do futebol mundial.” conclui Ken Wong.

O FIFA AI Pro não se limita a fornecer respostas escritas às perguntas, mas apresenta resultados contextualizados que incluem elementos visuais centrados no futebol, excertos de vídeos do próprio FIFA World Cup e recriações de jogos em 3D, para garantir que todos os detalhes são captados e que cada ação pode ser visualizada a partir de qualquer posição no campo.

Casino Lisboa recebe “Rei Lear” de William Shakespeare



O Casino Lisboa iniciou, na passada quarta-feira, um ciclo de representações de “Rei Lear”, inspirado na obra de obra de William Shakespeare, com tradução de Álvaro Cunhal e encenação de António Pires. Uma peça, a não perder, que está em cena: quartas, quintas e sextas, às 21h00; aos sábados e domingos às 17h00, até ao próximo dia 26 de julho, no Auditório dos Oceanos.

Foram muitas as personalidades de relevo, nomeadamente da área do espectáculo e dos media, que marcaram presença no Casino Lisboa para assistir à história de um monarca envelhecido que decide dividir o reino entre as três filhas, esperando retirar-se do governo, mas conservar a autoridade e a reverência de todos. 

O monarca ao exigir declarações públicas de devoção, desencadeia um jogo político que rapidamente se volta contra ele. Expulso do poder e traído pelas próprias alianças que julgava seguras, Lear vagueia num mundo que já não lhe pertence. 

É na tempestade e na ruína que descobre demasiado tarde a fragilidade do poder e da própria condição humana.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Estudo da eDreams revela comportamentos mais comuns dos portugueses durante os voos



A eDreams, líder global no setor das agências de viagens online, acaba de divulgar um novo estudo sobre os hábitos e atitudes dos viajantes durante os voos. Os dados recolhidos permitiram tirar conclusões interessante sobre os portugueses, desde a forma como ajudam outros passageiros até às situações que mais os incomodam a bordo.

Solidariedade e atenção nas viagens
No que toca a ser solidário, a maioria dos portugueses (78%) diz estar disposta a ajudar outros passageiros a colocar uma mala pesada no compartimento superior – embora para alguns isso dependa da pessoa ou do tamanho da bagagem (45%). Poucos são os que mencionaram que nunca ajudariam (7%), esperando que os assistentes de bordo assumam a situação.

No que respeita a utilizar o apoio de braços quando estão sentados no assento do meio, os portugueses também revelam um espírito de partilha: a grande maioria não se importa de partilhar os apoios de braço com as pessoas ao lado (61%). Só alguns (9%) consideram que esse pequeno “privilégio” deve ser do passageiro que lá apoiar os braços primeiro – um comportamento mais comum, de resto, entre os viajantes mais jovens (18-24 anos).

Cheiros e outras situações que irritam os portugueses
Todos sabemos que os odores desagradáveis são uma das maiores fontes de desconforto num voo. Para a grande maioria dos portugueses (79%), o pior de todos são os odores corporais – passageiros com mau cheiro, como suor, flatulência ou pés malcheirosos –, mas foram também mencionados os odores das casas de banho a bordo (8%), de perfumes fortes (8%) e comida com cheiro intenso, como fast food, queijo ou especiarias (4%).

A situação mais irritante com que um viajante se pode deparar num voo parece ser bastante consensual entre os portugueses: é quando o passageiro à sua frente decide rebater as costas do assento bruscamente e sem aviso (54%). Passageiros que demoram a guardar a bagagem, atrasando o embarque (35%), pessoas que se levantam do seu lugar antes da hora de sair do avião (30%), os pedidos para trocar de assento (14%) e os aplausos após a aterragem (12%) são outros dos comportamentos menos apreciados.

Conversas pessoais: curiosidade ou evasão?
Finalmente, a eDreams quis saber qual a reação natural dos portugueses quando alguém tenta iniciar uma conversa pessoal profunda durante um voo. Aqui, as opiniões dividem-se: quase metade dos portugueses indica que se envolveria na conversa, considerando que pode dar uma boa história (47%); mas outros preferem dar respostas curtas para encerrar rapidamente a conversa (31%). Alguns viajantes assumem procurar de imediato uma desculpa para não conversar, como fingir dormir ou dizer que estão ocupados (11%); e outros ainda chegariam ao ponto de pedir para trocar de lugar se a situação persistisse (3%), marcando limites claros para o conforto pessoal durante um voo.

As diferenças demográficas neste ponto são particularmente interessantes: os homens dizem estar mais predispostos a conversar, enquanto as mulheres preferem resguardar-se atrás de respostas rápidas para não conversar mais. A nível global, Portugal e Itália destacam-se como os países onde os viajantes mais se mostram abertos a ter conversas pessoais a bordo, refletindo a curiosidade natural dos nativos do Sul da Europa.

Independentemente das preferências a bordo de um avião, viajar continua a ser uma das experiências mais valorizadas pelos portugueses. Para ajudar a tornar cada jornada ainda mais memorável, a eDreams continua a ser a melhor aliada dos viajantes nacionais.

Prime Video revela trailer de Corrida dos Bichos



A Prime Video revela o trailer oficial e o poster de Corrida dos Bichos, que estreia em exclusivo a 7 de agosto. Com uma nova versão de Bichos Escrotos,  o hino icónico do rock brasileiro, interpretada pela estrela brasileira Anitta, o trailer oferece um vislumbre de um mundo movido pelo poder, pela sobrevivência e pela desigualdade. 

Ambientado num Rio de Janeiro de um futuro próximo, o filme transforma uma das cidades mais emblemáticas do mundo numa sociedade brutal, marcada por profundas desigualdades sociais. Após uma catástrofe ambiental, a subida do nível do mar devastou grande parte da cidade antes de as águas recuarem, deixando antigos bairros de classe média convertidos em territórios ocupados e permitindo que a Mata Atlântica recuperasse vastas áreas da paisagem urbana.

Nesta nova realidade, uma das principais formas de entretenimento é a Corrida dos Bichos, uma competição mortal em que membros da elite, conhecidos como Jogadores, controlam remotamente concorrentes empobrecidos, os Bichos, que arriscam a vida por um prémio capaz de mudar para sempre o seu destino.

Mano (Matheus Abreu) lidera o Perímetro da Morte, um grupo rebelde formado por quem resiste ao sistema brutal responsável pela corrida. O seu grupo intercepta os corredores antes de serem capturados, destrói os percursos da corrida e ajuda as pessoas a fugir de uma sociedade que transformou a violência em entretenimento. Tudo muda quando Mano descobre que a sua irmã, Dalva (Thainá Duarte), foi usada como garantia pelo próprio namorado numa aposta ligada à Corrida dos Bichos. Para salvá-la, Mano depara-se com uma escolha impossível: entrar no próprio sistema contra o qual lutou toda a sua vida e competir no jogo que sempre tentou destruir.




Corrida dos Bichos conta com Matheus Abreu (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho), Rodrigo Santoro (300, Love Actually), Isis Valverde (Maria e o Cangaço, Avenida Brasil, Anitta, Bruno Gagliasso  (Marighella, Paraíso Tropical), Grazi Massafera (Verdades Secretas, A Lei do Amor), Seu Jorge (Marighella, Life Aquatic), Thainá Duarte (New Bandits, 3%), João Guilherme (As Aventuras de Poliana, The Pianist), Silvero Pereira (Bacurau, A Força do Querer), Leandro Firmino (Cidade de Deus), Jade Sassará  (Ruas da Glória), Azzy (Vai na Fé)e Jéssica Córes (Biónicos) no elenco. O argumento é de Ernesto Solis (Perdido), Eva Klaver (Party in my Pants), Marco Abujamra (Júpiter) e Rodrigo Lages (Covil). O filme é produzido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), Andrea Barata Ribeiro (Cidade de Deus: A Luta Não Para), Cris Abi (Cidade de Deus: A Luta Não Para) e Vinicio Espinosa, da O2 Filmes.

Alkantara Festival 2026 continua a ganhar forma



O Alkantara Festival 2026 continua a ganhar forma. Depois dos primeiros anúncios feitos pelo festival e por instituições parceiras, estão já confirmados espectáculos de Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo, Idio Chichava, Cão Solteiro & André Godinho, Alessandro Sciarroni, Dançando com a Diferença & Bouchra Ouizguen, Rimini Protokoll / Théâtre Vidy-Lausanne / Les Praticables e Ali Chahrour.

Entre 13 e 29 de Novembro, o festival volta a ocupar Lisboa com um programa internacional que reúne dança, teatro, performance e cinema ao vivo, integrando estreias absolutas, estreias nacionais, co-produções e apresentações em parceria com algumas das principais instituições culturais da cidade.



Os espectáculos já anunciados desenham uma edição intensa e profundamente física, atravessada por reflexões sobre aquilo que se transmite, aquilo que se perde e aquilo que se reinventa. Há uma investigação teatral sobre violência e cumplicidade masculina, uma criação coral nascida da energia urbana de Maputo, a despedida de uma companhia histórica do teatro português, uma dança tradicional italiana preservada através dos corpos, um projecto que sugere uma alternativa de futuro para a Europa a partir do conhecimento e das práticas urbanas em Bamako, uma nova criação que cruza Portugal e Marrocos e uma reflexão sobre luto, memória e afecto.

Centro Cultural de Belém, Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, MAAT: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Teatro do Bairro Alto, Teatro Nacional D. Maria II e outros espaços da cidade acolhem uma edição que volta a fazer de Lisboa um lugar de encontro entre artistas, públicos e profissionais.

É neste contexto que o Alkantara apresenta agora a identidade gráfica da edição de 2026, concebida por The Royal Studio e Ana Resende Studio. Desenvolvida como um sistema visual em permanente evolução, a nova imagem acompanha a diversidade de linguagens, artistas e imaginários que compõem o festival, afirmando uma identidade que evolui sem perder continuidade.



Uma identidade em permanente evolução
Em 2026, o The Royal Studio, de João Castro, e o Ana Resende Studio voltam a assinar a identidade gráfica do Alkantara Festival, dando continuidade a uma colaboração iniciada em 2020.

Ao longo de sete edições, os dois estúdios têm vindo a desenvolver um sistema gráfico que acompanha a evolução da programação e da própria instituição. Mais do que responder às necessidades de comunicação de cada edição, o projecto procura construir uma linguagem visual capaz de conciliar reconhecimento e reinvenção, permitindo que cada ano dialogue com os universos artísticos convocados pelo festival.

"Palcos do Mundo - Somos Todos Migrantes" em Arouca



Somos Todos Migrantes é um espetáculo comunitário que acontece no centro da vila de Arouca e que cruza teatro, música e vídeo, para refletir sobre a condição humana da migração.

A partir da memória coletiva do território, o público é desafiado a reviver o espírito da grande evasão de Arouca, no século XX, quando tantos partiram em busca de melhores condições de vida, sobretudo rumo ao Brasil e à França. 

Num gesto de evocação também dos povos que foram passando pela região — romanos, árabes, berberes e medievais —, o espetáculo revela como o movimento e a deslocação fazem parte da história profunda deste lugar e da própria humanidade.

Entre passado e presente, Somos Todos Migrantes integra as cerca de 5 nacionalidades que hoje habitam a vila, explorando as causas, os desejos e as consequências da migração: a esperança de um novo futuro, as dificuldades da integração, os riscos da migração ilegal, a saudade e a distância. Ao mesmo tempo, lança um olhar sobre os anseios das gerações mais jovens e a permanente necessidade humana de partir. Num espaço simbólico de encontro - a praça - constroi-se uma narrativa sensível e plural sobre pertença, identidade e transformação.

Sobre o espetáculo 

O espetáculo de Arouca parte de uma pergunta simples, mas profundamente humana - o que nos une, a todos nós, independentemente da nossa origem? A resposta está na experiência universal da migração, essa travessia que, em diferentes épocas e por razões distintas, moldou as histórias das famílias arouquenses e continua a moldar as vidas de quem hoje chega ao concelho à procura de uma vida melhor. 

A componente artística está inteiramente a cargo do Teatro do Bolhão, com direção artística de Miguel Hernandez. A criação do espetáculo é desenvolvida em estreita colaboração com a comunidade local e migrante, num processo participativo que transforma cada ensaio numa experiência de encontro, partilha e crescimento coletivo. 

O objetivo é claro: promover a inclusão e integração da população migrante na comunidade local de Arouca, criando um momento de celebração partilhada onde não há protagonistas isolados, mas uma voz coletiva construída por todos. 

Palcos do Mundo é uma peça de teatro comunitário que viaja no tempo e na memória coletiva de Arouca. Em três movimentos – o passado, o presente e o futuro –, o espetáculo convoca histórias reais e ficcionadas que nos lembram que a mobilidade humana é um traço constitutivo da nossa identidade enquanto povo. 

No passado, recorda-se a Arouca que viu partir os seus filhos: gerações inteiras que emigraram para a França, para a Alemanha, para o Brasil, em busca de condições de vida que o território então não conseguia oferecer.

No presente, reconhece-se a Arouca que recebe: brasileiros, ucranianos, santomense, cubanos, suíços que aqui encontraram um lugar para construir a sua vida. Histórias de coragem, de adaptação, de línguas que se misturam e de sabores que se partilham à mesa. A integração não é um processo linear nem isento de dificuldades, mas é, acima de tudo, um compromisso ético que a comunidade arouquense assume com convicção. 

No futuro, sonha-se com Arouca mais forte precisamente por ser mais diversa: um território onde a comunidade local e a comunidade migrante se reconhecem como parceiras no mesmo projeto de desenvolvimento, construindo juntas uma identidade plural e vibrante. 

O Palco: Praça Brandão de Vasconcelos 
A escolha da Praça Brandão de Vasconcelos como palco do espetáculo não é arbitrária, é, antes, profundamente simbólica. Esta praça é o coração de Arouca, o espaço onde a vila se encontra, celebra, debate e partilha. É, por isso, o lugar certo para um espetáculo que fala de encontro e de pertença. 

Com a sua configuração circular, que lhe confere a natureza de anfiteatro natural, a Praça Brandão de Vasconcelos nasce das pequenas ruas de calçada portuguesa que convergem para o centro histórico. A erguida Capela da Misericórdia enquadra o espaço com uma presença histórica e espiritual que remete para séculos de vida comunitária. Os bancos e as árvores que proporcionam sombra convidam à permanência e ao convívio, tornando a praça num espaço democrático, aberto a todos os arouquenses. 

Desde que ganhou a sua atual configuração, a Praça Brandão de Vasconcelos tornou-se o principal palco dos eventos culturais da vila. Por ali passam concertos, festivais, marchas populares, cinema ao ar livre, a Recriação Histórica, a Feira das Colheitas e dezenas de outras iniciativas que animam a vida cultural do concelho ao longo de todo o ano. 

Ao acolher o espetáculo «Palcos do Mundo», a Praça Brandão de Vasconcelos reafirma a sua vocação de lugar de encontro e de abertura ao outro. Tal como a praça acolhe todos os arouquenses, o espetáculo acolhe todas as histórias, as de quem partiu e as de quem chegou, as de quem sempre ficou e as de quem ainda está a descobrir este território. 

Os Participantes – Uma Comunidade em Cena 
Um dos traços mais singulares deste espetáculo é a ausência de um protagonista único.  Aqui, todos são protagonistas. O espetáculo é construído com e pela comunidade de Arouca, reunindo num mesmo palco vozes, rostos e talentos muito diversos, migrantes e locais, jovens e adultos, amadores e figuras reconhecidas na vida da vila. 

A Comunidade Local 
O espetáculo conta com a participação ativa de coletividades e grupos já enraizados na vida cultural de Arouca, entre os quais:

– Grupos corais e coletividades culturais da vila; 
– Grupos de teatro amadores; 
– Alunos do articulado de música, dança e teatro; 
– Grupo de concertinas, trazendo a música tradicional e o pulsar da identidade local 

Rostos Populares
Figuras muito conhecidas e queridas pela comunidade arouquense, entre as quais o Senhor Rouxinol – presença habitual em eventos do município, onde frequentemente  anima o público como estátua viva; o Manel – pessoa muito querida entre todos os arouquenses que se transforma em maestro sempre que vê uma banda a tocar e alegra qualquer festa da vila; a equipa júnior do Futebol Clube de Arouca; o Senhor Melo e as suas bandeiras gigantes de apoio ao seu clube de Arouca; testemunhos especiais de rostos conhecidos das gentes de Arouca.

São rostos conhecidos que trazem consigo a cumplicidade e o afeto do público, ajudando a criar a atmosfera de celebração partilhada que o projeto ambiciona.

A Comunidade Migrante 
O espetáculo conta com a participação de 13 elementos da comunidade migrante residente no concelho de Arouca, que de forma voluntária e corajosa aceitaram expor-se através da arte, um ato que, para muitos, representa ultrapassar barreiras importantes de exposição pública e vulnerabilidade. 

Total de participantes migrantes – 13

- 5 de São Tomé e Príncipe nacionalidade santomense
- 5 da Ucrânia 
- 1 do Brasil
- 1 da Suíça
- 1 de Cuba

A participação destes migrantes no espetáculo é, em si mesma, um resultado do projeto:  representa o grau de confiança, de integração e de pertença que as atividades do projeto NÓS - Palcos do Mundo foram construindo ao longo dos meses de trabalho conjunto. 

Processo de Criação – As Oficinas de Arte 
O espetáculo é o resultado visível de um processo de criação coletiva que se desenvolve ao longo de vários meses, nas Oficinas de Arte, o eixo central e mais transformador de todo o projeto.

As Oficinas de Arte são espaços de expressão, encontro e criação coletiva, onde os participantes partilham histórias e talentos. Nestas sessões, trabalhados os elementos fundamentais da linguagem cénica – movimentos, música e expressão artística – os participantes não são meros executantes de um guião pré-definido, mas co-criadores de um espetáculo que reflete as suas próprias histórias e identidades.