quarta-feira, 8 de julho de 2026

Acabar com a fome ou manter um legado científico? A história verídica do Instituto das Plantas durante o cerco a Leninegrado



O Instituto das Plantas foi muito mais do que o mais rico acervo de plantas jamais reunido. Foi o projeto do botânico Nikolai Vavilov para acabar com a fome na União Soviética e no mundo e foi a missão de vida das pessoas que lá trabalhavam durante o cerco alemão a Leninegrado que fez centenas de milhares de mortes. Foi também o ponto de partida do jornalista Simon Parkin para um livro que reúne ciência, política, resistência, ilusão, esperança e desespero e agarra o leitor a uma história verídica. Este retrato de um momento especialmente negro no século XX é também um alerta para a atualidade. Em cerca de 350 páginas, a narrativa jornalística do autor promete não deixar indiferente quem lê. O Jardim Proibido de Leninegrado chega às livrarias a 9 de julho.

«Sem se deixarem intimidar, ele [Vavilov] e a sua equipa tinham, no período de uma década após a sua chegada, obtido grandes vitórias na sua missão, repondo a coleção inicial, que fora comida pelos seus antecessores nos anos da Revolução, e aumentando-a substancialmente», escreve Simon Parkin no início do livro sobre o banco de sementes que se tornou conhecido e uma referência em todo o mundo. «Quando chegou o ano de 1933, os botânicos tinham recolhido pelo menos 148 mil sementes e tubérculos vivos, sendo o seu trabalho incentivado pelas sucessivas ondas de fome na Rússia, que proporcionavam um vínculo claro e pungente entre o trabalho científico teórico e a sua ambição prática de atingir a segurança alimentar.»

No verão de 1941, os soldados alemães cercaram a cidade russa de Leninegrado – a atual Sampetersburgo – e deram início ao bloqueio mais longo de que há registo histórico. Numa estimativa por defeito, o cerco iria ceifar as vidas de 750 mil pessoas que, na sua maioria, morreram de inanição.

No centro de Leningrado erguia-se um palácio transformado que albergava o Instituto das Plantas – o primeiro banco de sementes do mundo. Depois de se terem malogrado as tentativas de transferir a coleção para outro local, e à medida que os mantimentos diminuíam, os cientistas responsáveis viram-se confrontados com uma decisão terrível: deveriam distribuir os espécimes pela população faminta, ou preservá-los na esperança de que contivessem a solução para pôr termo à fome mundial?

Recorrendo a fontes inéditas, O Jardim Proibido de Leninegrado conta a história notável e comovente dos botânicos que permaneceram no Instituto das Plantas durante os dias mais sombrios do cerco, arriscando as suas vidas em nome da ciência.

Sobre o Autor

Simon Parkin é um escritor e jornalista britânico premiado. Colaborador da New Yorker e membro da Royal Historical Society, é autor de A Game of Birds and Wolves e The Island of Extraordinary Captives, que foi Livro do Ano do New Yorker e ganhou o Wingate Literary Prize.  O Jardim Proibido de Leninegrado foi distinguido com o Award of Excellence in History do Council on Botanical and Horticultural Libraries de Boston, além de ser finalista do Orwell Prize for Political Writing e do Royal Society Trivedi Science Book Prize e de ter sido selecionado como Editor’s Choice do New York Times. 

Cinema como ferramenta de educação reúne especialistas internacionais no Porto



A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa organiza, nos dias 9 e 10 de julho, a Film Education Conference, uma conferência internacional que reunirá investigadores, docentes, cineastas e profissionais da educação para refletir sobre o papel do cinema enquanto ferramenta de aprendizagem, inclusão e cidadania. Ao longo de dois dias, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa será palco de comunicações científicas, conferências plenárias, uma mesa-redonda e sessões de cinema, promovendo o diálogo entre diferentes perspetivas sobre a educação para o cinema e a literacia audiovisual.

O programa reúne participantes de vários países, entre os quais Portugal, Roménia, Brasil, Chéquia, Bélgica, Polónia, Noruega e Chipre, refletindo a dimensão internacional da conferência e a crescente relevância da educação cinematográfica enquanto área de investigação e intervenção educativa.
Entre os destaques da conferência encontra-se a intervenção de Andrea Reisz, gestora cultural, educadora e investigadora ligada ao projeto CinEd Lab Romania, que abordará práticas inclusivas na educação para o cinema, partilhando a sua experiência no desenvolvimento de programas internacionais de literacia fílmica e formação de públicos.

Na conferência de encerramento, Mark Reid, uma das figuras de maior referência na área da educação para o cinema no Reino Unido, irá refletir sobre o potencial do cinema como ferramenta pedagógica e cultural, partilhando a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas no British Film Institute e em projetos internacionais de educação cinematográfica. A sua intervenção abordará o papel do cinema na formação do pensamento crítico, da criatividade e da literacia audiovisual, bem como os desafios e oportunidades da educação para o cinema em contexto escolar e comunitário.

"As imagens moldam a forma como compreendemos o mundo. Hoje, a educação para o cinema é também educação para o pensamento crítico, para a cidadania e para a participação cultural. Esta conferência pretende criar um espaço de diálogo entre investigadores, educadores e profissionais do cinema, contribuindo para o desenvolvimento de práticas educativas mais inovadoras e inclusivas," afirma Carlos Natálio, membro da organização deste evento e docente da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

As sessões científicas abordarão temas como a literacia fílmica nas escolas, estratégias pedagógicas inovadoras, cinema e ética, memória, património cinematográfico, documentário, inclusão de crianças e jovens com deficiência, participação comunitária e ensino do cinema em diferentes contextos internacionais.

No segundo dia realiza-se ainda a mesa-redonda "Educação para o Cinema e Comunidades", que reunirá especialistas nacionais para discutir o impacto social e educativo do cinema, seguida de uma sessão de exibição dos filmes Mistida, de Falcão Nhaga, e Na Trafaria, de Pedro Florêncio.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Inspirada na bisavó, Giuliana Salvi escreve um romance onde a revolução começa na sala de aula



Após ficar viúva com três filhos, no início do século XX, Clementina Salvi Martello fundou uma escola inovadora dentro da própria casa em Lecce, no sul de Itália. Inspirada na história da bisavó, Giuliana Salvi escreveu e publica agora o seu primeiro romance em Portugal: A Professora, uma história de resistência feminina e transformação através do poder da educação.

Neste romance, o leitor acompanha Clementina, uma mulher que se vê obrigada a regressar à casa de família depois de enviuvar inesperadamente com três filhos. Com o objetivo de prover à sua família, criará então, entre as paredes de casa, uma escola improvisada e diferente de todas as outras, mudando o destino de dezenas de raparigas e rapazes de Lecce, cidade italiana onde, à época, a vida se fazia frente a muitas dificuldades.

Enquanto isso, a História do século XX – o fascismo, as duas grandes guerras – desenrola-se furiosamente do lado de fora, mas esta mulher aguenta inabalável, vencendo as suas resistências e, acima de tudo, as da sua época, construindo todos os dias a sua própria revolução a partir da sala de aula: o lugar a partir do qual ela muda o mundo.

Inspirado em factos reais, esta é uma história de coragem de uma mulher extraordinária e da sua força silenciosa. A Professora é um romance que não se esquece, muito devido à força de Clementina, uma protagonista carismática, inquieta e pronta a travar a sua batalha. Apesar de se tratar de um romance histórico, esta protagonista é extremamente contemporânea, quebrando os preconceitos e papéis impostos numa época em que a lei e a tradição oprimiam as mulheres.

A Professora, de Giuliana Salvi, já se encontra nas livrarias com tradução é de Maria Ferro.

Sobre a Autora

Giuliana Salvi nasceu em Roma, cidade onde ainda hoje vive, em 1988. Após um passado como redatora de televisão, decidiu dedicarse à escrita. A Professora, já um êxito junto dos leitores e da crítica
italianos, é o seu primeiro romance.

Arena Summer leva música ao vivo à esplanada do Arena Shopping



Durante os meses de julho e agosto, os fins de tarde no Arena Shopping ganham um novo ritmo com o Arena Summer, uma iniciativa que vai trazer música ao vivo à esplanada do centro comercial em Torres Vedras, todos os sábados, entre as 20h00 e as 21h30.

Depois de um dia de praia, de compras ou de passeio pela região Oeste, o Arena Shopping propõe prolongar o verão ao ar livre, num ambiente descontraído, com boa música e momentos para partilhar. A esplanada afirma-se, assim, como ponto de encontro para famílias, amigos e visitantes que procuram aproveitar os dias mais longos da estação.

Com entrada livre, o Arena Summer convida o público a descobrir uma programação pensada para dar som às noites quentes de julho e agosto, num formato leve e informal, ideal para acompanhar um jantar, uma bebida ao final do dia ou uma visita ao centro comercial.

Mais do que uma agenda musical, esta iniciativa reforça a ligação do Arena Shopping à comunidade local, transformando os sábados numa celebração ao ar livre, no coração de Torres Vedras.

Programa
Julho

Dia 11 | SilverCoast Blues Band
Dia 18 | Brani
Dia 25 | Trio Ternura

Agosto

Dia 1 | Oriana Castilho
Dia 8 | Joana Stock
Dia 15 | B Cézar
Dia 22 | Rita Mar
Dia 29 | Maria Mendonça

Um guia de viagem pelos lugares misteriosos que o tempo quase esqueceu



Imagine como era o mundo antigamente enquanto vai descobrindo, neste livro, lugares que desapareceram dos mapas de hoje e que, com toda a probabilidade, não aparecem no Google maps. Para quem não desistiu da curiosidade sobre o mundo, o Atlas des Lugares em Extinção leva-nos por cidades soterradas sob a poeira de terras recém-abandonadas ou submersas ao longo de rios e mares cuja forma mutável alterou a paisagem em seu redor.  Esses lugares misteriosos ou a caminho da extinção revelam ainda as suas ruínas, os vestígios de uma catástrofe natural, de uma guerra ou da erosão natural do tempo e da demografia.

Com belos mapas e impressionantes fotografias, Travis Elborough (que o The Guardian classifica como um dos melhores historiadores da cultura pop do Reino Unido) mostra esses locais como eles eram antigamente e como eles se revelam hoje: um guia fascinante de terras perdidas que nos fala sobre a fragilidade da nossa relação com o mundo e a história. Com ele, visitamos cidades antigas – entre elas Alexandria, um dos berços da humanidade, a cidade maia de Palenque, um centro de civilização e poder, ou Petra, na Jordânia, que John William Burgon descreveu como «uma cidade rosa e vermelha tão velha quanto o tempo» –, mergulhamos em mistérios como o de uma ilha japonesa desaparecida e exploramos terras esquecidas como Port Royal, na Jamaica, a «Cidade Mais Perversa do Mundo».

Vencedor do Prémio de Livro Ilustrado do Ano da edição do Edward Stanford Travel Writing Awards 2020, Atlas de Lugares em Extinção, com tradução de Maria José Figueiredo, já se encontra nas livrarias numa edição Quetzal.

Sobre o Autor

Travis Elborough (1971) foi definido pelo The Guardian como um dos melhores historiadores da cultura pop da Grã-Bretanha. Escreveu livros como Wish You Were Here: England on Sea, The Long-Player Goodbye, um hino aos discos de vinil, A Walk in the Park, uma viagem pelos parques públicos e espaços verdes, ou Through the Looking Glasses, uma celebração da arte de desenhar e fabricar óculos. Colaborador permanente do Financial Times, da Spectator e do The Guardian, escreveu esta série de
atlas com a colaboração de cartógrafos. Dá aulas de escrita criativa na Universidade de Westminster e é consultor de vários museus ingleses.

Espectáculo “Impulso” da Artemove no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 11 de julho, pelas 19h30, o espectáculo de dança “Impulso”. Trata-se de um novo espectáculo da escola Artemove, com a direção artística de Paula Careto.

“Impulso” é o momento antes do movimento. É a energia que nasce no corpo antes de ser vista. É intenção, reação, escolha e transformação. Neste aguardado espectáculo de final de ano, os alunos da Artemove exploram a força que os move individualmente e em conjunto. 

Ao longo da noite, bailarinos de diferentes idades e níveis de formação dão vida a histórias, emoções e experiências que refletem o seu percurso de aprendizagem. Cada coreografia traduz uma expressão única dessa força invisível que antecede a ação e que nos acompanha ao longo da vida. “Impulso” é um tributo à energia que dá origem a todas as possibilidades. 

Isam Elias na Casa Palestina com concerto entre tradição e eletrónica



O pianista, compositor e cantor palestiniano Isam Elias apresenta-se na Casa Palestina, num concerto que cruza a herança musical árabe com a eletrónica contemporânea. Em digressão de apresentação do seu EP de estreia, TUBES, o músico propõe uma experiência onde piano, sintetizadores, ritmos afro-orientais e melodias tradicionais palestinianas se encontram numa linguagem sonora marcada pela improvisação e pela dança.

A Casa Palestina recebe, no próximo 24 de julho, às 20h00, o músico palestiniano Isam Elias, uma das vozes emergentes da nova geração de artistas que exploram o diálogo entre tradição e inovação musical. O concerto integra a programação cultural da Casa Palestina e assinala a apresentação em Lisboa do seu primeiro trabalho discográfico, TUBES.

Pianista, compositor, cantor e autor de canções, Isam Elias iniciou o estudo do piano aos seis anos, profundamente influenciado pela música tradicional árabe. A partir dessa formação construiu uma linguagem própria que cruza o piano com sintetizadores, produção eletrónica e ritmos afro-orientais, incorporando influências da dabkeh palestiniana e do dancehall numa proposta que mantém a identidade musical do Médio Oriente enquanto dialoga com a música eletrónica contemporânea.

Lançado em junho de 2025, TUBES nasceu da experiência dos concertos ao vivo. Ao longo de cinco temas, o EP procura transportar para estúdio a espontaneidade e a energia da improvisação que caracterizam as atuações de Isam Elias, reunindo piano, voz, sintetizadores e texturas eletrónicas numa sonoridade simultaneamente melódica e dançável.

Mais do que um concerto, a atuação na Casa Palestina propõe uma viagem por diferentes geografias sonoras, onde as melodias tradicionais palestinianas convivem com linguagens contemporâneas, refletindo a capacidade da música para preservar a memória, reinventar identidades e criar novos espaços de encontro.

Com uma programação dedicada à cultura palestiniana nas suas múltiplas expressões, a Casa Palestina continua a afirmar-se como um espaço de divulgação artística, diálogo intercultural e aproximação entre criadores palestinianos e o público português.



Sobre Isam Elias
Isam Elias é um pianista, compositor, cantor e songwriter palestiniano. Influenciado desde cedo pela música tradicional árabe, desenvolveu uma linguagem musical que combina piano, sintetizadores, eletrónica e ritmos afro-orientais com melodias inspiradas no património musical palestiniano e do Médio Oriente.

Em 2025 editou o seu primeiro EP, TUBES, um trabalho que traduz para o estúdio a energia das suas atuações ao vivo e afirma uma identidade artística onde convivem improvisação, música eletrónica e tradição.

Semana de emoções e adrenalina com etapa do Circuito Nacional de Poker no Casino Lisboa



É já hoje, dia 7, que o Casino Lisboa recebe uma nova etapa do Circuito Nacional de Poker - CNP. Centenas de jogadores de diferentes nacionalidades participarão neste evento de poker de dimensão internacional que se prolonga, até ao dia 12 de julho, prometendo uma semana repleta de emoções e adrenalina no Casino Lisboa.

Após o sucesso registado, em 2025, o Casino Lisboa será palco de mais uma etapa do CNP que está a gerar muita expectativa de jogadores nacionais e internacionais pelo que serão aguardados várias centenas de participantes. Em seis dias serão disputados nove torneios e um Main Event de €550 com bilhete garantido para a grande final.

O programa inicia-se logo na terça-feira, 7 de julho, às 18h00, com o tradicional Bem-Vindo Dia 1 — buy-in acessível de €150, stack de 30.000 fichas e reentradas ilimitadas até ao final do nível 12. Às 21h00, começa, também, o primeiro Satélite para o Main Event 1A, com target stack de 100.000 fichas e apenas €120 de inscrição.

Já na quarta-feira, 8 de julho, sucedem-se vários polos de interesse. O High Roller Dia 1 abre, às 16h00, com buy-in de €1.100 e 80.000 fichas de stack inicial; seguindo-se, às 18h00, o Mystery NLH (€250), com €100 de bounty incluído. Posteriormente, às 21h00, será a vez de um novo satélite para o Main Event. Dia em que também será disputado o Dia 2 do Bem-Vindo.

O ponto alto da etapa do CNP inicia-se, a partir de quinta-feira, 9 de julho, com o Dia 1A do Main Event CNP Portugal às 16h00. Buy-in de €550, 50.000 fichas de stack inicial, níveis de 45 minutos e reentradas até ao final do nível 13. 

O Dia 1B joga-se na sexta-feira, 10 de julho, às 16h00, e logo a seguir, às 20h00, entra em ação o Dia 1C - Low Cost, com buy-in reduzido para €275 e stack de 25.000 fichas. 

O Dia 2 está agendado para sábado, 11 de julho, às 15h30, juntando todos os sobreviventes dos três flights iniciais. E o Dia 3 — a mesa final — fica reservado para domingo, 12 de julho, às 15h30, com live streaming.

É de registar, ainda, que os nove finalistas da mesa final do Main Event recebem, incluído no prize pool, um bilhete no valor de €550 para a grande final do CNP. 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A despedida do eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura



Pouco conhecido em Portugal e apontado pelo New York Times como «o maior escritor vivo de língua inglesa do qual a maioria das pessoas nunca ouviu falar», o australiano Gerald Murnane é um eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura. A Quetzal tem agora a honra de acolher no seu catálogo aquele que Murnane considerou ser o seu último romance, Territórios de Fronteira, publicado aos 80 anos. Chega às livrarias nacionais a 9 de julho com tradução de Salvato Teles de Menezes.

«Quanto mais se lê, melhor se torna», escreve o The Guardian, sobre Gerald Murnane, atualmente com 87 anos, que se despediu do género romance com uma obra melancólica e original.

Em Territórios de Fronteira, Gerald Murnane mantém-se fiel aos temas que percorrem toda a sua obra: a paroquialidade, o catolicismo, o trabalho da memória, a paisagem australiana e as corridas de cavalos.

O estilo tardio e descarnado de Murnane não tem enredo, nem personagens, só memórias e reflexões do narrador. O início e o fim de uma grande busca pelo sentido perdido da vida. Territórios de Fronteira foi galardoado com o Prime Minister’s Literary Award em 2018 (o prémio com a remuneração mais elevada da Austrália) e foi finalista do prémio literário de maior prestígio do país, o Miles Franklin Literary Award.

Sobre o Autor

Gerald Murnane (1939) nunca andou de avião, pouco viajou para lá do estado de Victoria, nunca usou um computador, um fax ou um telemóvel; viu poucos ou quase nenhuns filmes durante toda a sua vida; nunca visitou voluntariamente um museu ou uma galeria de arte; nunca usou óculos de sol; nunca entrou no mar nem em nenhum curso de água (não sabe nadar); não tem grande inclinação para sorrir. Há mais de cinquenta anos que constitui um enorme arquivo, o Chronological Archive, tanto para a posteridade, como para satisfazer o seu meticuloso sentido de ordem. Murnane joga golfe todas as semanas e é bartender no club house. Deve ser o único candidato ao Nobel da Literatura a servir copos. É autor de, nomeadamente, A History of Books, A Million Windows ou Tamarisk Row, que a Quetzal publicará em breve.

“Era Uma Vez Bailarinos a Sonhar” leva a magia da Disney ao Casino Estoril



A academia Sulydance apresenta, no próximo dia 12 de julho, o espectáculo “Era Uma Vez Bailarinos a Sonhar” no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Com duas sessões agendadas para as 15h00 e 18h30, a academia Sulydance convida o público a associar-se a uma grande celebração da dança, do teatro e da imaginação.

Inspirado no universo mágico dos filmes Disney, o espectáculo “Era Uma Vez Bailarinos a Sonhar” promete transportar o público para um mundo de fantasia, emoção e sonho, através de performances criadas pelas várias turmas da academia, reunindo alunos de diferentes idades e modalidades artísticas.

Ao longo da tarde, subirão ao palco coreografias e interpretações de ballet, dança contemporânea, danças latinas, sevilhanas e flamenco, hip-hop, dancehall e teatro, num espectáculo multidisciplinar que celebra a criatividade, o talento e a paixão pela arte performativa. Estarão presentes, também, vários convidados especiais.

“Era Uma Vez Bailarinos a Sonhar” é uma criação colectiva assinada por Ana Sofia Remígio, Catarina Pita, Carolina Malato, David “Turtle” Borges, Helena Vascon, Henrique Moreira, Joana Antunes, Nuno Loureiro, Marta Nunes, Raquel Lopes e Suly Barrera, refletindo o espírito colaborativo e artístico que caracteriza a Sulydance.

Mais do que um espectáculo de final de ano, esta produção representa meses de dedicação, crescimento e entrega por parte de alunos, professores e equipa criativa, proporcionando ao público uma experiência envolvente e inspiradora para toda a família.

Com cenários de sonho, música icónica e muita emoção em palco, “Era Uma Vez Bailarinos a Sonhar” convida os espectadores a redescobrir a magia de sonhar através da dança.