sexta-feira, 16 de outubro de 2026

DOTE e KAU Barbecue juntam-se para criar a Francesinha que ninguém estava à espera



Se há tradições que merecem ser reinventadas, a Francesinha é uma delas. O DOTE apresenta a Pastrami Frenchi, uma edição limitada criada em parceria com o KAU Barbecue, que leva o sabor fumado e artesanal do Pastrami para um dos clássicos da Cervejaria Moderna.

Conhecido pela aposta em carnes de qualidade, o DOTE junta-se ao KAU numa colaboração que nasce da vontade de experimentar novas combinações sem perder de vista aquilo que torna a Francesinha num prato especial: ingredientes generosos e o molho que une tudo.

O resultado é uma Francesinha que cruza a tradição portuguesa com a intensidade do barbecue. A Pastrami Frenchi combina pastrami de excelência, presunto crocante, salsicha fresca, fiambre, mortadela, pickle de pepino agridoce, queijo edam e ovo, numa combinação pensada para acrescentar diferentes texturas e contrastes a cada garfada. É servida com o inconfundível molho à DOTE, mantendo a identidade do restaurante.

A nova Francesinha chega aos restaurantes DOTE numa edição limitada e sujeita à disponibilidade do stock existente. Disponível por 19,90€, a Pastrami Frenchi convida os fãs da Francesinha a experimentar uma versão diferente deste clássico, desta vez, com o sabor fumado do Pastrami KAU Barbecue como protagonista.

DOTE x KAU Barbecue: a tradição mantém-se. A vontade de inovar também.



Sobre o DOTE
O DOTE abriu portas em Lisboa em 2015 com a missão de levar aos lisboetas a verdadeira experiência da Francesinha. Onze anos depois, conta já com cinco espaços, afirmando-se como uma cervejaria moderna de identidade portuguesa, que reinventa este clássico nacional. Inspirado pela tradição, o conceito cria uma ponte entre Lisboa e Porto, combinando autenticidade com uma abordagem gastronómica contemporânea. Com foco contínuo na inovação, o DOTE aposta em combinações criativas sem nunca perder a essência, privilegiando ingredientes frescos, sabor autêntico e uma carta diversificada, pensada para diferentes gostos e momentos à mesa. Em plena expansão, o restaurante tem o objetivo de levar os seus sabores a cada vez mais cidades de norte a sul do país.

Do mito à dança, as histórias da Índia ganham vida no Museu do Oriente



Na Índia, a arte de contar histórias está muito para além das palavras. Antes de chegarem aos livros, os mitos, épicos e saberes ancestrais passavam de geração em geração através da voz, do gesto e da dança. É esta tradição de contar histórias, que continua viva na cultura indiana, que chega ao Museu do Oriente em outubro, com o espetáculo Katha – Histórias em Movimento,, no dia 24, e o curso Deepavali: Origens, Histórias e Práticas Atuais da Maior Festa Indiana, nos dias 24 e 31.

Inspirado nos Kathakars, contadores de histórias itinerantes da Índia, no espetáculo de dança Katha é o corpo que transmite as narrativas: cada movimento tem um significado, ancorado no bater rítmico dos pés.  Mitos, poemas e tradições espirituais materializam-se em palco, numa coreografia concebida por Lajja Sambhavnath, pioneira da dança clássica Kathak em Portugal.

Estas histórias estão na base de inúmeras tradições e celebrações indianas, como o regresso de Rāma à cidade de Ayodhya, após catorze anos de exílio, recebido pela população com as ruas iluminadas por lamparinas. Este episódio do Rāmāyaṇa, uma das grandes obras épicas da Índia, é o ponto de partida do curso Deepavali orientado por João Pedro Oliveira, e que explora as histórias, lendas e rituais que deram forma a esta celebração, bem como as práticas atuais entre comunidades hindus, jainistas e sikhs.

Às portas do Diwali, a festa das luzes, o Museu do Oriente propõe assim duas formas de descobrir a cultura indiana através das suas histórias fundadoras e formas de as contar, da palavra ao movimento.

ESPETÁCULO | Katha – Histórias em Movimento
24 de outubro, sábado | 19h30
Auditório do Museu do Oriente
Duração: 60 minutos, sem intervalo
Público-alvo: M/6 anos | Preço: 15 € (descontos em vigor)

CURSO | Deepavali: Origens, Histórias e Práticas Atuais da Maior Festa Indiana
24 e 31 de outubro, sábados | 14h30 às 17h30
Público-alvo: M/16 anos (idade indicativa) | Preço: 40 €

Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões numa conversa entre o trivial e o extraordinário



Conheceram-se na universidade quando ainda não imaginavam que a vida os haveria de tornar «irmãos de afecto». As várias décadas de amizade, cumplicidade e histórias partilhadas dão agora origem a Entre Nós, um livro escrito a quatro mãos por dois grandes médicos, o psiquiatra Júlio Machado Vaz e o patologista Manuel Sobrinho Simões.

Entre Nós nasce de longas conversas entre dois amigos que se conhecem intimamente e que escolhem partilhar as várias dimensões do seu percurso pessoal e profissional. Da meninice à juventude, dos anos de universidade à entrada nos hospitais, da paixão pela medicina às múltiplas transformações do Serviço Nacional de Saúde, tudo cabe nestas páginas onde somos apresentados ao mundo académico e à sociedade portuense.

Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões percorrem ainda as geografias físicas e sentimentais que marcaram as suas vidas, regressando a lugares como Âncora, Arouca e Cantelães, e falando abertamente sobre o casamento, o divórcio, os filhos e a saúde mental. Entre a ciência e o humor, as memórias familiares e o medo do envelhecimento, estas longas conversas revelam dois homens cuja cumplicidade permite abordar, com naturalidade, os grandes temas do presente e do futuro do país ou até mesmo os pequenos episódios da mundanidade.

Há espaço ainda para falar dos pais que tiveram e dos pais e avós que são, das crenças religiosas, clubísticas e partidárias, das preocupações com o futuro e daquilo que mudou no país ao longo das últimas décadas. Estas são memórias pessoais, mas também testemunhos sobre uma geração, sobre a transformação da sociedade portuguesa e sobre a forma como duas figuras extraordinárias ligadas à medicina acompanharam as mudanças rápidas dos novos tempos.

Entre Nós – Júlio Machado Vaz e Manuel Sobrinho Simões já encontra à venda nas livrarias nacionais.

Sobre os Autores

Júlio Machado Vaz (1949) nasceu no Porto. Médico psiquiatra, professor universitário e autor de quase vinte livros, colabora há várias décadas com a imprensa, a rádio e a televisão. De entre os livros que publicou, destaca-se Era uma Vez um Professor; na rádio, marcou gerações com O Sexo dos Anjos; e, na televisão, ninguém esquece Sexualidades. Depois dos êxitos O Amor É, em coautoria com Inês Meneses, À Escuta dos Amantes e Outonecer (lançado em Julho de 2025), Entre Nós é o seu quarto livro na Contraponto.
 
Manuel Sobrinho Simões (1947) é médico, professor emérito da Universidade do Porto, especialista no diagnóstico e na investigação em cancro. É fundador do IPATIMUP, criado em 1989, e seu director deste então. Presidiu ao Conselho Nacional dos Centros Académicos Clínicos, ao Conselho de Curadores da A3ES e, entre 1999 e 2001, à Sociedade Europeia de Patologia, tendo criado centros da Escola Europeia de Patologia em vários países. Foi eleito pelos seus pares, em 2015, o «Patologista mais influente do mundo». Entre outras distinções, recebeu o Prémio Bordalo (1996), o Prémio Seiva (2002), o Prémio Pessoa (2002), o Grande Prémio Ciência Viva (2016) e o Prémio Gago pelo Desenvolvimento da Ciência na Europa (2018). 
É administrador não executivo da Fundação Serralves e membro do Conselho Social da EAPN. Foi o primeiro protagonista da coleção A Última Lição, obra assinada por Luís Osório. 

Onde acabam as discussões sobre Deus? Na filosofia



Podemos discutir sobre Deus para sempre, sem nunca mudarmos de opinião. Crentes e não crentes costumam não se entender, e ambos aparentam não compreender o que realmente está em jogo quando discutem sobre Deus. Então, para onde nos dirigimos quando os factos se esgotam? Para a filosofia. É essa a proposta de Christopher Insole no livro Se Deus é a resposta, qual é a pergunta?.

«Aquilo que este livro pretende, no que diz respeito à questão de Deus, é que se pense no seguinte: O que está realmente a acontecer comigo e consigo, e entre nós?» Entrelaçando o pensamento dos estoicos, de Espinosa, de Kant e de outros filósofos de renome com reflexões sobre a experiência religiosa, Christopher Insole leva-nos para além dos limites da razão, até um lugar onde possamos encontrar empatia e reverência por todos os nossos semelhantes, cada um na sua luta por uma vida com sentido. Se conseguirmos aprender a falar sobre Deus, talvez consigamos compreender-nos a nós próprios e aos outros, e valorizar as criaturas vulneráveis e mortais que somos.

No livro, Christopher Insole afirma que gosta de falar sobre religião e sobre Deus e não rejeita a ciência. A escrita pessoal com histórias, perguntas, respostas e muitas sugestões faz com que a leitura pareça um diálogo entre autor e leitor. «A ideia não é tentar saber mais acerca de Deus, nem apurar se Deus existe ou não – pelo menos diretamente. O importante é que nos compreendamos melhor a nós próprios e os outros, e honrar e louvar, e aprender com as diferentes formas de ultrapassar situações difíceis, e de seguir em frente. O objetivo é simples e humilde: desenvolver uma maior compassividade intelectual para com os diferentes tipos de crentes e de não crentes, e também entre eles.».

Sobre o Autor

Christopher Insole é professor de Teologia Filosófica e Ética na Universidade de Durham. É autor de Negative Natural Theology e de duas obras importantes sobre o pensamento de Kant: Kant and the Divine e The Intolerable God.

Dominic West e Sienna Miller protagonizam o drama jurídico WAR



A SkyShowtime partilha o trailer da primeira temporada do novo e arrojado drama jurídico WAR, da autoria de George Kay (Lupin, Hijack), protagonizado por Dominic West (The Affair, The Crown) e Sienna Miller (American Sniper, Burnt). Passada no mundo de alta tensão de duas das mais prestigiadas sociedades de advogados rivais de Londres, WAR estará disponível em exclusivo na SkyShowtime a partir de 28 de janeiro, com novos episódios todas as semanas. A produção da segunda temporada já está em curso, antes da estreia da primeira temporada na SkyShowtime.

A série, composta por oito episódios, explora a vida de alto risco dos advogados mais poderosos de Londres, enquanto as sociedades Cathcarts & Sons e Taylor & Byrne entram em confronto numa batalha jurídica que domina as manchetes. Neste contexto, o ambicioso jovem advogado Jonathan “Johnny” Warren, interpretado por Archie Renaux (Alien: Romulus, Upgraded), vê-se envolvido num mundo implacável onde a ambição é a moeda de troca, a traição é uma estratégia e vencer é tudo.

A primeira temporada acompanha o mediático divórcio do empresário britânico de tecnologia Morgan Henderson (West) e da estrela internacional de cinema Carla Duval (Miller), enquanto as duas sociedades de advogados fazem tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a vitória dos seus clientes.

A primeira temporada conta ainda com Phoebe Fox, no papel de Serena Byrne, e James McArdle, como Nicholas Taylor, parceiros na vida e nos negócios na Taylor & Byrne; Nina Sosanya, como Beatrice “Queen Bea” Ubosi, e Pip Torrens, como St John Smallwood, os seus homólogos e ferozes rivais na Cathcarts & Sons. O elenco inclui ainda Celia Imrie, Nick Mohammed, Emma Laird, Aran Murphy, Archie Panjabi, Adrian Scarborough, Shaheen Jafargholi, Akiya Henry, Honor Swinton Byrne, Miles Jupp, Kartanya Maynard, Alexandra Mardell, Dylan Murphy, Mark Quartley e Steve Furst.

WAR é uma coprodução da New Pictures, uma empresa do grupo Banijay, e da Observatory Pictures, em associação com a Sky e a HBO. A série foi criada, escrita e produzida por Kay, que assume também a produção executiva, juntamente com os produtores executivos Willow Grylls e Matt Sandford, da New Pictures; Susan Breen, Ben Taylor, Andrea Dewsbury e Megan Spanjian, da Sky. Ben Taylor é o realizador principal e Laurie Borg é o produtor da série.

A série recebeu luz verde para duas temporadas, encomendadas pela Sky e pela HBO, e a produção da segunda temporada está atualmente em curso. Marisa Tomei, Kelly Macdonald e David Harewood vão protagonizar a próxima batalha jurídica a dominar as manchetes, à medida que os seus advogados se envolvem num explosivo caso de difamação.



SkyShowtime está disponível diretamente para o consumidor através da aplicação SkyShowtime em dispositivos Apple iOS, tvOS, Android, Android TV, Google Chromecast, TVs LG, Smart TVs Samsung, bem como Amazon Fire TV e Prime Video Channels em mercados selecionados. Também está disponível através do seu site www.skyshowtime.com. O preço mensal da SkyShowtime para o plano Standard com anúncios é de 6,99€, o preço mensal do plano Standard é de 8,99€ e o preço mensal do plano Premium é de 12,99€. A SkyShowtime está ainda disponível em parceiros de distribuição selecionados nalguns mercados em que opera.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Outras histórias, outros olhares: novos programas anunciados no Porto/Post/Doc 2026



Entre 19 e 28 de novembro, o Porto/Post/Doc regressa à cidade para a sua 13.ª edição, reunindo cinema contemporâneo, retrospectivas, encontros e programas que aproximam o cinema de outras práticas artísticas e territórios de criação. A programação deste ano continua agora a revelar-se com quatro novos focos: um programa dedicado ao trabalho de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, realizado em parceria com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa; Another Story, que recupera a obra de realizadoras do século XX; uma nova edição da bolsa Working Class Heroes, com Ivo M. Ferreira, Marta Popivoda e Nuno Boaventura Miranda; e um foco na obra do cineasta finlandês Jan Ijäs.

Em parceria com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, o festival apresenta Trabalho s, programa dedicado a Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, dupla que tem construído uma obra singular no cruzamento entre cinema, performance e artes visuais. A sessão reúne "RISE" (2018), "One Hundred Steps" (2020) e "Swinguerra" (2019), três filmes que trabalham com corpos, comunidades e territórios habitualmente afastados das estruturas dominantes de representação. O programa inclui ainda o lançamento de “Trabalho s / Work s”, publicação editada pela Escola das Artes, em parceria com a UCP Press e a Documenta, que documenta e reflete sobre os métodos de trabalho dos dois artistas. 

O programa Another Story recupera três obras de realizadoras do século XX cuja importância foi, durante décadas, secundarizada ou esquecida. “Canção de Embalar” (1981), de Binka Zhelyazkova, “Donna: Mulheres em Revolta” (1980), de Yvonne Scholten, e “O Telhado” (1961), de Věra Chytilová, foram realizados em contextos políticos e cinematográficos distintos, mas aproximam-se pela atenção às experiências das mulheres, às relações entre vida íntima e estruturas de poder e à procura de formas capazes de tornar visíveis vozes que permaneceram à margem. O programa integra um projeto europeu desenvolvido entre HER Docs, Festival dei Popoli, Doxumentale, Sofia DocuMental, Cineuropa e Loreley Films, que procura reabrir a história do cinema e reconhecer o legado de realizadoras pioneiras.

A cidade do Porto volta também a ser matéria de criação no Working Class Heroes. Ivo M. Ferreira, Marta Popivoda e Nuno Boaventura Miranda são os três cineastas convidados da edição de 2026, que os desafia a imaginar novos projetos cinematográficos a partir da cidade, das suas comunidades, histórias e transformações. Desenvolvido em parceria com a Filmaporto – Porto Film Commission e com o apoio da Fundação “la Caixa”, através da plataforma CaixaForum+, o programa atribui uma bolsa de 75 mil euros a um dos três projetos, escolhido por um júri internacional, para desenvolvimento e produção ao longo de dois anos e posterior estreia mundial no Porto/Post/Doc.

O festival dedica ainda um programa ao cineasta finlandês Jan Ijäs, cuja obra ensaística observa fenómenos quotidianos para revelar as contradições políticas, sociais e materiais que neles se escondem. Com uma obra que integra cerca de 30 curtas-metragens e uma longa documental, muitas delas rodadas em 16 mm e 35 mm, Ijäs tem abordado temas como o desperdício, a tecnologia, a migração, a violência e as formas como observamos o sofrimento dos outros, recorrendo frequentemente à narração em voz-off e a uma linguagem marcada pela contenção irónica e crítica. Dividido em duas partes, o programa é apresentado no âmbito do intercâmbio Cinéstesia, do Espoo Ciné.

Estes quatro programas juntam-se à programação já anunciada da 13.ª edição do Porto/Post/Doc, que decorrerá de 19 a 28 de novembro, em vários espaços da cidade do Porto. 

Sete mulheres que ousaram mudar o pensamento político do século XX



Sensivelmente metade da população, as mulheres, tem sido tratada como se de uma minoria se tratasse. Apenas há pouco mais de um século adquiriu o direito à vida pública e ao saber técnico. Neste livro, Mariana Dimópulos não nos traz um elogio ao feminismo, mas sim a vida e obra de sete mulheres que, ao longo do século XX, pensaram a sociedade deixando a sua marca na filosofia e na política. «Este livro relata uma história que, até hoje, se pauta pela invisibilidade: a de uma tradição contemporânea na filosofia escrita por mulheres.».

A autora faz uma análise brilhante da forma como as pensadoras do século XX refletiram sobre a liberdade e a justiça e como revolucionaram os fundamentos do pensamento político moderno. Numa perspicaz viagem histórica e filosófica, evidencia uma tradição intelectual que nos revela não apenas a capacidade das mulheres para o pensamento político, mas também o seu impacto na filosofia moderna.

«Ainda que este não seja um livro sobre lutas feministas, não deixa de retratar um dos seus efeitos mais patentes: a capacitação social e material das mulheres para o pensamento político», escreve a autora. «Estamos, em suma, diante de uma fase de inédita prosperidade na história de metade da humanidade e o seu resultado último: o recurso, por parte das mulheres, à prerrogativa masculina sobre o pensamento abstrato para entender a vida em comunidade.»

Mariana Dimópulos guia-nos pela vida e obra de sete pensadoras fundamentais do século XX — Rosa Luxemburgo, Simone Weil, Simone de Beauvoir, Hannah Arendt, Iris Murdoch, Ágnes Heller e Judith Butler — que, tanto pelas suas experiências pessoais como pelo seu compromisso político e intelectual, fizeram ouvir a sua voz para questionar as formas de poder e os conceitos universais tradicionais.

«A relação entre estas pensadoras não assume um carácter unicamente conceptual, ou seja, não se articula unicamente em torno do problema comum do sujeito político e suas diversas manifestações. A todas elas subjaz, adicionalmente, uma rede de referências», escreve Mariana Dimópulos. «Esta teia torna-se evidente em pelo menos dois sentidos: todas elas leram e criticaram os mesmos autores, sobretudo da tradição filosófica alemã e francesa, e todas se leram mutuamente.» Algumas foram contemporâneas e chegaram a coincidir também no espaço em cidades como Paris e Nova Iorque. Hannah Arendt e Simone Weil aguardaram ambas em Marselha em 1940 para deixar a Europa em fuga dos avanços do exército alemão. «Simone de Beauvoir e Simone Weil encontraram-se nos corredores da universidade e conversaram uma vez, mas os seus caminhos nunca mais voltaram a cruzar-se. Murdoch viu uma vez Beauvoir num café de Paris, mas não se atreveu a falar-lhe.»

Combinando história, biografia e filosofia, este livro revela-nos as contribuições decisivas destas mulheres que transformaram a filosofia política da sua época e apresenta-nos novos caminhos de reflexão sobre o presente. 

Sobre a Autora

Mariana Dimópulos é uma escritora, tradutora e docente nascida em Buenos Aires e residente em Berlim. Doutorada em Filosofia, especializou-se na tradição alemã e na obra de Walter Benjamin. Ministrou seminários de licenciatura e pós-graduação na Universidade de Buenos Aires e, na qualidade de docente convidada, lecionou na Universidade do Sarre e na Universidade de Halle-Wittenberg (Alemanha).  É autora dos romances Anís (2008), Cada despedida (2010), Pendiente (2013) e Quemar el cielo (2019, finalista do Prémio Medifé Filba), bem como dos ensaios Carrusel Benjamin (2017), Decir el mundo. Una introducción a la filosofía del lenguaje (2025) e Don de lenguas (2025), este último escrito em colaboração com J. M. Coetzee.

D. Manuel Clemente apresenta Deus e a Ciência, de Carlos Fiolhais, no El Corte Inglés



Será a ciência capaz de dizer a última palavra sobre Deus? E fará sentido procurar Deus nas equações, no ADN, no Big Bang ou nas partículas elementares?

D. Manuel Clemente apresenta na próxima segunda-feira, 19 de outubro, às 18h30, na Sala de âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa, "Deus e a Ciência - Diálogos para a Salvação do Mundo", do físico Carlos Fiolhais, que analisa disputas religiosas na história da ciência e o papel da Igreja na história da ciência em Portugal, da revolução científica do padre António Vieira ao Papa Português, passando pela expulsão dos Jesuítas até ao  "milagre do sol". 

Será a ciência capaz de dizer a última palavra sobre Deus? E fará sentido procurar Deus nas equações, no ADN, no Big Bang ou nas partículas elementares? Ou estaremos perante domínios diferentes, com perguntas distintas e linguagens independentes? 

Carlos Fiolhais conduz, pois, o leitor através de uma das mais decisivas inquietações da condição humana: como articular o que a ciência revela sobre o mundo com a dimensão transcendente da nossa existência. Com a clareza de um grande divulgador e a autoridade de um dos mais respeitados físicos portugueses, convoca Darwin, Einstein, Hawking e muitos outros para iluminar um debate onde se cruzam cosmologia, biologia, filosofia e religião.

Combinando rigor histórico, precisão científica e grande capacidade de comunicação, oferece ao leitor um percurso exigente, mas acessível, em que cada capítulo abre novas perguntas e convida a rever certezas. Um livro para quem não se contenta com respostas fáceis e quer  pensar o que significa ser humano num Universo que a ciência procura explicar.

Fiolhais tem mantido, ao longo de décadas, diálogos públicos com crentes e não crentes, incluindo figuras centrais da Igreja Católica como os cardeais Tolentino  Mendonça e D. Manuel Clemente. Esses encontros, em que ciência, fé e cultura se cruzam, estão na origem de muitas das perguntas que animam Deus e a Ciência.

«Há quem pergunte com inteira legitimidade: o que existia antes do instante inicial do Big Bang? O que havia antes de haver partículas de energia e de matéria no espaço-tempo? Será que existia Deus, como defendia Santo Agostinho, fora do espaço e antes do tempo? Para muitas pessoas é necessário um Deus Criador. Acreditam num Deus que tudo possibilitou. Para outras bastam, a respeito do mundo material, as respostas que a ciência consegue dar. É lícito perguntar, mas não podemos saber. No início do mundo, estamos no fim da nossa física.» 

Sobre o Autor

Carlos Fiolhais (1956) é físico e um dos mais reconhecidos divulgadores de ciência em Portugal. Professor catedrático emérito da Universidade de Coimbra, doutorou-se em Física Teórica pela Universidade Goethe, em Frankfurt. Em 2005, recebeu o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência da SIC e foi distinguido pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de Grande-Oficial. Autor de dezenas de livros de divulgação científica, publica pela primeira vez na Dom Quixote com Deus e a Ciência. Serão Deus e ciência inconciliáveis? O físico português Carlos Fiolhais dá a sua opinião sobre esta questão controversa que está em debate há vários séculos.

Campanha de sensibilização para a segurança digital na infância já disponível em todas as plataformas digitais



“Digo Não” é o novo projeto de sensibilização dirigido a crianças dos 5 aos 10 anos que transforma a prevenção no mundo digital numa mensagem que se ouve, canta, dança e memoriza. O single e videoclipe chegam a 10 de outubro, com a participação do Coro Infantil e Juvenil de Pevidém e da BW Crew. Nummundo emque os ecrãs e os dispositivos digitais fazem cada vez mais parte do quotidiano das crianças, é são uma das maiores preocupações de pais e educadores, surge “Digo Não”, uma campanha portuguesa de sensibilização e prevenção digital dirigida especificamente aos mais novos, entre os 5 e os 10 anos. Criado por Daniella Starfield, autora e intérprete da música, o projeto encontra na arte uma forma próxima e acessível de falar com as crianças sobre os desafios do mundo digital, dando-lhes ferramentas para se protegerem sem lhes incutir medo.



“Digo Não” parte de uma ideia simples: a melhor proteção digital não passa pelo medo, mas pela capacidade de a criança reconhecer situações, dizer não, pedir ajuda e confiar em quem a protege. A campanha assenta em quatro mensagens fundamentais: “Eu sei dizer não. Eu peço ajuda. Eu penso antes de partilhar. Eu confio em quem me protege”, que dão forma à própria letra da música e transformam princípios de prevenção em frases simples, fáceis de compreender e memorizar. 

A música torna-se, assim, o veículo central da campanha. Mais do que acompanhar uma mensagem de sensibilização, a própria canção ensina comportamentos de proteção digital, permitindo que estes sejam assimilados através de uma experiência que faz parte do universo das crianças: ouvir, cantar, dançar e repetir. 

“A arte está na minha essência e está presente em tudo o que faço. Quando pensei nesta campanha, não queria falar com as crianças através do medo, mas através da voz delas. Queria criar uma mensagem que lhes desse ferramentas para dizer não, pedir ajuda, pensar antes de partilhar e confiar em quem as protege. A música surgiu naturalmente e tornou-se a forma de transformar estes princípios numa experiência que uma criança pode ouvir, cantar, dançar e guardar na memória. Foi assim que nasceu o “Digo Não””, explica Daniella Starfield. 

O projeto ganha uma dimensão visual através de um videoclipe que junta a artista a crianças do Coro Infantil e Juvenil de Pevidém e aos bailarinos da BW Crew, numa criação que cruza música, movimento e sensibilização. Com direção de Andreia Barbosa, direção criativa da Agência Saywe e produção da Feat.Films, o vídeo assume uma linguagem infantil, mantendo uma forte dimensão artística e humana, dando vida à mensagem através de pessoas reais.



“Digo Não” terá também uma versão em português do Brasil, interpretada pela cantora brasileira Alinne Araújo. A colaboração permite estender o projeto ao público brasileiro, alargando o alcance da mensagem. 

Para além do single, o projeto estende-se às escolas e comunidades educativas através de um workshop. Acompanhado por um kit pedagógico, levará a mensagem e permitirá a professores e educadores trabalhar os conteúdos de forma autónoma e prolongar a sensibilização para além da música. 

Dirigido a uma faixa etária particularmente importante no desenvolvimento da literacia digital, “Digo Não” procura responder a uma necessidade concreta: preparar as crianças para um mundo cada vez mais digital, não através da imposição do medo, masdando-lhes voz, confiança e ferramentas para agir. Porque saber dizer “não”, pedir ajuda, pensar antes de partilhar e saber em quem confiar também se aprende.

Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura a 40ª edição do Salão de Outono



A Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura, no próximo dia 24 de outubro, às 17 horas, o 40º Salão de Outono. Participam nesta emblemática exposição colectiva de Pintura e Escultura alguns dos mais conceituados artistas plásticos contemporâneos. A entrada é gratuita.

A 40ª edição do Salão de Outono reúne obras nas modalidades de Pintura e Escultura da autoria de 27 artistas plásticos que habitualmente expõem na Galeria de Arte do Casino Estoril. 



Participam os seguintes 20 pintores e 7 escultores
Pintura – Alfredo Luz, Branislav Mihajlovic, Cohen Fusé, David Levy Lima, Diogo Navarro, Fernando Gaspar, Filipa Oliveira Antunes, Gustavo Fernandes, Inês Galvão, João Feijó, Joaquim Canotilho, Jorge Cruz, José Grazina, Maramgoní, Mariola Landowska, Nadir Afonso, Patel Rebelo, Paulo Ossião, Pedro Castanheira e Rui Carruço.



Escultura - Abílio Febra, Carlos Ramos, Filipe Curado, Jorge Pé-Curto, Marius Moraru, Ricardo Gigante e Rogério Timóteo.