segunda-feira, 18 de maio de 2026

Começa a desaguar mais uma edição do Nascentes na mais querida Aldeia das Fontes



O Nascentes chega a 2026 como um encontro que se constrói devagar e em conjunto, feito das mãos de quem o imagina, de quem o levanta e de quem o vive. O Nascentes só existe porque é feito a várias mãos, mãos que acompanham, orientam, apoiam e abrem caminho.

Mãos que partilham esforço, pensamento e cuidado. São as mãos da gente desta aldeia, que tornam possível que tudo aconteça com esta proximidade tão própria e natural, e é nesse gesto coletivo que encontramos uma das forças mais importantes da criação artística e da própria comunidade.

Ao longo dos dias, são as casas, os jardins, as hortas, os espaços abertos pela aldeia que dão forma ao Nascentes. São as pessoas que vivem nas Fontes que abrem as suas portas e acolhem a programação, num gesto de cuidado e proximidade que transforma cada lugar em palco. A arte é um lugar de encontro, escuta e transformação. Nasce da capacidade de olhar o outro com atenção, de criar pontes entre diferentes experiências e de atravessar fronteiras culturais, geográficas e emocionais. A programação do Nascentes reflete essa visão.

A aldeia das Fontes volta a transformar-se num espaço de descoberta, partilha e criação coletiva, reunindo projetos musicais de diferentes geografias e linguagens sonoras. Entre momentos de escuta mais íntima e experiências de forte intensidade física e emocional, o Nascentes propõe um percurso entre tradição, improvisação, eletrônica, jazz, psicadelismo e música ritual.

Entre os concertos mais contemplativos, os suecos e dinamarqueses BITOI exploram o encontro entre baixo elétrico e um trio de vozes, num equilíbrio subtil entre força e delicadeza, enquanto a sul-coreana Dasom Baek cruza instrumentos tradicionais coreanos com abordagens contemporâneas, criando paisagens sonoras sensíveis entre memória e experimentação.

A dimensão mais rítmica e dançável surge com Elektro Hafiz (Turquia/Alemanha), que funde heranças musicais turcas com psicadelismo e energia punk, e com INDUS (Colômbia), projeto eletrônico de Óscar Alford que mistura ritmos afro-caribenhos com uma abordagem experimental e intensa. Do Reino Unido chegam os MADMADMAD, cuja eletrónica mutante e pulsante vive entre improvisação, tensão e catarse coletiva.

A improvisação ocupa também um lugar central no festival. Os portugueses PLAKA trabalham ritmos inspirados em diferentes tradições do mundo através de estruturas em constante transformação, enquanto os britânicos Vipertime levam o jazz para territórios explosivos onde groove, afrobeat, pós-punk e liberdade criativa se fundem numa poderosa experiência ao vivo.

Nas atuações noturnas, os portugueses Sunflowers trazem a urgência do punk e da distorção numa descarga caótica e visceral. Também de Portugal, La Familia Gitana celebra as suas raízes e herança musical numa afirmação de identidade e celebração coletiva. Já os japoneses WaqWaq Kingdom atravessam múltiplos territórios sonoros entre tradição japonesa, eletrônica contemporânea e ritmos globais, enquanto os catalães ZA! (Espanha) fazem de cada concerto um espaço irrepetível de improvisação e energia desenfreada. Conjunto Contratempo, banda mítica de sangue e coração Cabo Verdiano, que nasceu em Cacém nos anos 80, traz as suas coladeras e um funaná mais despojado para dançar sem parar.

Na continuidade do espírito colaborativo que define o Nascentes, regressam ainda às Fontes as residências artísticas, com o reencontro entre Carincur & João Pedro Fonseca e o Coro das Fontes, num trabalho construído entre vozes, território e comunidade.

Ao longo dos dias, o Nascentes estende-se também a outras formas de encontro e descoberta, com momentos de participação, escuta e criação partilhada pensados para todas as idades. Entre os passeios sonoros do Luís Antero, diversas oficinas infanto-juvenis, discos e petiscos, o projeto volta a afirmar-se como um lugar onde é possível estar, parar, experimentar e usufruir em conjunto.

O Nascentes nasce de uma dimensão profundamente humana: a consciência de que somos frágeis e interdependentes. É precisamente nessa vulnerabilidade que encontramos a capacidade de cuidar, resistir e criar em conjunto. A mão que ampara é também a mão que impulsiona. A que ajuda a levantar, a experimentar, a falhar e a continuar.

Entre 1 e 5 de julho, voltamos a encontrar-nos nas Fontes.

“Vozes em Palco: Encontros” com Edgar Domingos & Chelsea Dinorath no Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 13 de junho, às 21 horas, o concerto "Vozes em Palco: Encontros", que junta Edgar Domingos e Chelsea Dinorath num encontro ao vivo pensado para celebrar a força das vozes, a emoção das canções e a ligação com o público.

"Vozes em Palco: Encontros" foi desenhado para criar momentos de ligação entre dois universos artísticos, com actuações a solo e momentos partilhados, num concerto pensado para ficar na memória do público.

Uma noite única no Casino Estoril, onde o foco é a força da interpretação e o encontro de duas vozes no mesmo palco - celebrando canções, histórias e a energia de dois artistas em pleno reconhecimento do seu trabalho.

Chelsea Dinorath
Chelsea Dinorath chega a este espectáculo após um ano de forte reconhecimento internacional: é a primeira artista angolana a vencer a categoria de Melhor Artista da África lusófona nos Trace Awards (2.ª edição, em Zanzibar, Tanzânia). A artista foi também distinguida como Melhor Artista Feminina dos PALOP nos African Entertainment Awards, USA (AEAUSA), consolidando a sua projeção além-fronteiras.

Chelsea Dinorath afirma-se por uma escrita e interpretação intensas, com temas que se tornaram referência para muitos ouvintes, como "Ntima", "À Toa", "Sodadi", "Melhor" e "Toi Et Moi". O álbum "Catarse" reúne algumas das suas faixas mais procuradas, incluindo "Traços (feat. Edgar Domingos)", "Unfollow", "Maré", "Weya" e "Silhueta da Dor", entre outras.

A colaboração "Traços" destaca-se por unir as duas vozes no mesmo tema, antecipando o que o público pode esperar deste encontro ao vivo - um diálogo artístico entre dois percursos que se cruzam em palco.

Ao vivo, Chelsea Dinorath traz uma performance centrada na interpretação, nos refrões fortes e na conexão direta com o público, agora com o reconhecimento dos Trace Awards e AEAUSA.



Edgar Domingos
Este será igualmente o segundo evento de Edgar Domingos depois de um grande sucesso no “Lisboa Ao Vivo - LAV”, registando mais um importante momento no seu percurso ao vivo – desta vez no emblemático palco do Salão Preto e Prata ao lado de uma das vozes mais premiadas da música lusófona da actualidade.

Edgar Domingos tem construído um percurso marcado por canções que ganharam vida própria junto do público, com singles como "Agulha No Palheiro", "Relaxa" e "Linda Demais". 

Entre os seus temas mais procurados e reconhecidos surgem ainda títulos como "Adoço", "KBB", "Estragar O Que Está Bom", "Senhor Incrível" e "Já Não Te Conheço".

No alinhamento desta noite, a promessa é levar ao palco o lado mais directo e emocional do seu repertório, com espaço para os momentos de maior energia e para as canções que o público sabe de cor.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Alma Shopping recebe exposição “O Turismo é feito de Pessoas”




O Alma Shopping acolhe, de 18 de maio a 8 de junho, a exposição fotográfica “O Turismo é feito de Pessoas”, que reúne 20 fotografias ilustrativas de várias profissões turísticas. Os protagonistas são alunos da Rede de Escolas do Turismo de Portugal e o objetivo é sublinhar que o sucesso do turismo em Portugal é feito do talento, empenho e dedicação de milhares de profissionais que dia-a-dia fazem de Portugal um destino acolhedor e de excelência.

Esta é uma iniciativa do Turismo de Portugal, em parceria com a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), que celebra o valor humano que sustenta o turismo nacional.

Ao acolher esta exposição, o Alma Shopping dá palco à valorização das pessoas e das profissões ligadas ao turismo, proporcionando aos seus visitantes uma experiência cultural e inspiradora num espaço de grande proximidade com o público.

A inauguração tem lugar no dia 18 de maio às 17h00, e conta com a presença de representantes do Turismo de Portugal, da APCC e da Entidade Regional de Turismo do Centro.

Ao longo da sua permanência no Alma Shopping a exposição contará com um conjunto de iniciativas que, protagonizadas por chefs, formadores e alunos das Escolas do Turismo de Portugal, oferecerão ao público experiências dinâmicas e interativas que evidenciam a formação e o talento no setor como fator-chave na construção do sucesso do turismo em Portugal.

A exposição “O Turismo é feito de Pessoas” é de acesso livre, para que todos possam conhecer e reconhecer as profissões que fazem do turismo uma referência internacional.

Quando duas pessoas partilham a vida, o que sabem realmenteuma sobre a outra?



Será que conhecemos quem se senta connosco à mesa todos os dias? Inês Meneses e Tozé Brito são marido e mulher. Durante vários meses decidiram partilhar reflexões, histórias e confidências, contando-se um ao outro. Ao Fim do Dia – Memórias e confissões de um casal é um exercício literário singular que revela uma conversa entre duas vozes que se conhecem profundamente e que procuram, ainda, conhecerse melhor.

Em Ao Fim do Dia, o primeiro livro a dois dos autores, conhecemos as diversas dimensões da vida de um casal, mas também narrativas que passam pelo mundo da música, da rádio, da escrita e de um Portugal que é contado ao longo das décadas, através de interpelações e partilhas de cada um dos autores.

Neste livro, desenha-se um diálogo íntimo onde o quotidiano, o amor, as viagens, a passagem do tempo e a construção de uma vida em comum se entrelaçam com percursos individuais muito marcantes. Inês Meneses, conhecida voz da rádio portuguesa e autora de diversos livros, e Tozé Brito, figura incontornável da música portuguesa, revisitam diferentes momentos das suas vidas, num percurso que atravessa várias geografias como Porto, Lisboa, Londres ou Nova Iorque.

Ao fim do dia, um casal senta-se e conversa através da escrita, mostrando-nos que a pessoa com quem vivemos pode ser um mundo que não conhecemos por completo. Organizado num formato dialogante, em que cada autor responde e interpela o outro, este livro cruza gerações, linguagens e experiências de vida, numa descoberta mútua que revela que a intimidade é um território em permanente construção.

Ao Fim do Dia – Memórias e confissões de um casal chega às livrarias a 21 de maio.

Sobre os Autores

Inês Meneses nasceu em 1971. Faz rádio desde os 16 anos e também escreve. É, desde 2005, autora do programa de entrevistas Fala com Ela, primeiro na Radar e atualmente na Antena 1. Está, desde 2008, no programa O Amor É, ao lado do psiquiatra Júlio Machado Vaz, com o qual publicou, em 2018, um livro com o mesmo nome. Também pela Contraponto tem publicados Caderno de Encargos Sentimentais, O Coração Ainda Bate, Fala com Ela, Máquina de Escrever Sentimentos e Linhas de Valor Acrescentado. Escreve crónicas no Público online e tem o podcast Cultas e Vinho Verde. Faz parte da equipa fundadora da Futura – Rádio de Autor.  

Tozé Brito nasceu no Porto, em 1951. Fez parte dos grupos Pop Five Music Inc., Quarteto 1111, Green Windows e Gemini. Dirigiu durante três décadas multinacionais discográficas, antes de chegar à Sociedade Portuguesa de Autores, onde é administrador e vice-presidente da Direção. Escreveu mais de 500 canções para dezenas de intérpretes, bem como para teatro, cinema e televisão. Foi agraciado com a comenda da Ordem do Mérito pela Presidência da República, em 2023. Em 2027, celebrará 60 anos de carreira.

Portugal cria ‘Arca de Noé Digital’ para proteger património de catástrofes



Num contexto global de crescente vulnerabilidade do património cultural a catástrofes naturais e incidentes imprevisíveis, o Património Cultural, I.P. reforça a aposta na digitalização 3D de imóveis através de tecnologia laser scanning, no âmbito do projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360®.

Esta componente do projeto assenta na produção de registos digitais de elevada precisão de monumentos históricos e sítios arqueológicos, permitindo não apenas a sua valorização e divulgação, mas também a criação de uma base técnica rigorosa para apoio à conservação, monitorização e eventual intervenção futura.

Atualmente, encontram-se já em curso os trabalhos de levantamento 3D de 35 imóveis, entre monumentos e sítios arqueológicos classificados como Monumento Nacional ou Imóvel de Interesse Público, distribuídos por todo o território continental.

Recorrendo a tecnologia de laser scanning, estes levantamentos permitem captar, com elevada densidade e precisão milimétrica, a geometria e características construtivas dos imóveis, gerando nuvens de pontos georreferenciadas que constituem uma representação rigorosa da realidade física.

Inspirada em boas práticas internacionais, como a utilização de registos digitais no processo de recuperação da Catedral de Notre-Dame, esta abordagem permite dotar o património cultural de instrumentos avançados de documentação e conhecimento, fundamentais para a sua salvaguarda a longo prazo.

Mais do que representações visuais, os modelos resultantes destes levantamentos constituem ferramentas técnicas de apoio a arquitetos, engenheiros e especialistas em conservação e restauro. Em caso de dano ou degradação, esta informação poderá ser utilizada para apoiar intervenções, complementando métodos tradicionais de análise, diagnóstico e medição.

O projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360® afirma-se, assim, como um instrumento estratégico na modernização das metodologias de registo, estudo e valorização do património cultural, colocando a tecnologia ao serviço da sua preservação e transmissão às gerações futuras.

Todos os conteúdos produzidos — incluindo visitas virtuais, modelos digitais e filmes documentais — estão acessíveis gratuitamente ao público em https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt

Thomas Pynchon regressa à Bertrand com novo livro



Caso Fantasma, o mais recente romance de Thomas Pynchon, chega às livrarias portuguesas numa excecional tradução de João Pedro Vala. A publicação deste livro-fenómeno, inédito no mercado português, chega semanas depois da reedição de V., o não menos incrível título de estreia do autor, finalista do National Book Award em 1964.

Publicado depois de um hiato de mais de uma década desde a última obra de Pynchon, Caso Fantasma pode ser o romance de despedida deste gigante da literatura, atualmente com 88 anos. Esta é uma obra que revela o mesmo génio e o mesmo vigor, e ousadia, que caracterizam toda a obra do autor, e não vai deixar ninguém indiferente.

Em Caso Fantasma, o leitor é transportado para 1932. A América está em plena Grande Depressão, a revogação da Lei Seca ao virar da esquina, Al Capone na prisão federal. Hicks McTaggart, um fura-greves que se tornou detetive privado, pensa ter encontrado a tão desejada estabilidade profissional até aceitar o que deveria ser um caso banal: localizar e trazer de volta a herdeira da fortuna do magnata dos queijos do Wisconsin, que decidiu partir à aventura. Porém, antes que dê por isso, será drogado e despachado para a Europa num transatlântico, acabando por chegar à Hungria – onde, a propósito, não há costa de mar.

Quando Hicks finalmente descobre a herdeira, ver-se-á também envolvido com nazis, agentes soviéticos, contraespiões britânicos, músicos de swing, praticantes do paranormal, gangues europeus de motociclistas e, enfim, os problemas que cada um deles acarreta. Encurralado por uma história que não compreende e da qual não consegue sair, a única esperança de Hicks é que estamos no apogeu das big bands e, por acaso, ele adora dançar. Se isso será suficiente para permitir que regresse aos Estados Unidos e ao mundo normal – que, como o nosso, talvez já não exista –, é outra questão…

Seguindo o estilo único que lhe é característico, Pynchon explora de forma excêntrica e implacável a ascensão do fascismo europeu e a disrupção histórica que se deu na década de 1930. Caso Fantasma examina a fragilidade do mundo atual e a ascensão do totalitarismo, e arriscamos até dizer que há evidentes paralelismos com a América e o mundo de hoje.

Sobre o Autor

Thomas Pynchon nasceu em Long Island, Nova Iorque, em 1937. Um dos mais importantes autores da história da literatura norte-americana, é autor de V., O Leilão do Lote 49, Arco-Íris da Gravidade, Slow Learner, uma coletânea de contos, Vineland, Mason & Dixon, Against the Day, Vício Intrínseco, Bleeding Edge e Caso Fantasma. Com V., o seu primeiro romance, foi finalista do National Book Award em 1964, prémio que viria a vencer com Arco-Íris da Gravidade em 1974. 

SkyShowtime revela o trailer da série original The Trio



A SkyShowtime revelou o trailer da série original sueca The Trio, que estreia em exclusivo na plataforma a 1 de junho com dois episódios, seguidos de um novo episódio todas as semanas. A série apresenta uma história emocionalmente complexa sobre o desejo, à medida que um triângulo amoroso se torna cada vez mais complicado. 

Protagonizada por August Wittgenstein (Das Boot, Faithless), Felix Sandman (Quicksand, Home for Christmas), Seth Manteus, Rebecka Harper e Nina Zanjani, The Trio acompanha as jornadas emocionais das personagens principais - Hugo, Thora e August -, que se sentem irresistivelmente atraídos uns pelos outros enquanto exploram os riscos e as possibilidades do amor, do desejo e da paixão. A narrativa segue-os ao longo de verões idílicos, incluindo noites à luz de velas em Paris, festas em Estocolmo e terraços banhados pelo sol em dias quentes passados à beira da água. 

O elenco conta ainda com Alfonsina Bejerano, Eva Röse, Adam Pålsson e Celie Sparre em papéis secundários.

Quando Hugo, já de meia-idade, é abordado pela filha dos seus dois amores de infância, é imediatamente transportado vinte anos atrás, para a altura em que, prestes a iniciar o seu primeiro ano na universidade, se mudou para Estocolmo para viver com a família Stiller. É aí que conhece Thora Stiller e o seu companheiro constante e ocasional amante, August, sendo envolvido numa dinâmica complexa e apaixonada que altera para sempre o rumo da sua vida. Duas décadas depois, Hugo continua assombrado pelo passado - terá finalmente coragem para recuperar tudo o que perdeu?

The Trio é produzida pela SF Studios em coprodução com a SkyShowtime, SVT, Film Stockholm, ZDF e Sphere Abacus. Ina Sohlberg, Tina Bergström, Emma Hägglund e Susann Billberg Rydholm assumem funções de produtoras e produtoras executivas, respetivamente, pela SF Studios. A série de seis episódios é escrita por Veronica Zacco, com Anders Hazelius na realização. 



SkyShowtime está disponível diretamente para o consumidor através da aplicação SkyShowtime em dispositivos Apple iOS, tvOS, Android, Android TV, Google Chromecast, TVs LG, Smart TVs Samsung, bem como Amazon Fire TV e Prime Video Channels em mercados selecionados. Também está disponível através do seu site www.skyshowtime.com. O preço mensal da SkyShowtime para o plano Standard com anúncios é de 6,99€, o preço mensal do plano Standard é de 8,99€ e o preço mensal do plano Premium é de 12,99€. A SkyShowtime está ainda disponível em parceiros de distribuição selecionados nalguns mercados em que opera.

A derradeira travessia de um barqueiro pelos fiordes da memória



«Às cinco e um quarto da manhã, Nils Vik abriu os olhos e assim começou o último dia da sua vida.» Intemporal. Comovente. Belíssimo. O Barqueiro e a Sua Mulher é um pequeno, mas incrível, romance que se afirma como um verdadeiro elogio à vida. Nestas páginas, Frode Grytten conduz-nos pela derradeira jornada de um homem, barqueiro de muitos anos, que passou a vida a transportar passageiros pelos fiordes da Noruega. Agora, chega o momento de enfrentar a sua travessia final.

Considerado a obra-prima há muito aguardada de Frode Grytten, aclamado pela crítica e pelos leitores, este romance levou o autor a vencer o Prémio Brage, a mais prestigiada distinção literária da Noruega, pela segunda vez em 2023. Grytten tinha recebido o prémio pela primeira vez em 1999 com o livro Bikubesong. Nas palavras do júri, O Barqueiro e a Sua Mulher é «uma história maravilhosa, comovente, um romance sobre o que faz a vida valer a pena».

Numa manhã de outono, num lugar remoto na costa da Noruega, um pequeno ferry faz uma última viagem. A bordo está Nils Vik, na companhia da cadela Luna. Não transporta quaisquer passageiros, senão rostos do passado: entes queridos desaparecidos que ressurgem para uma última despedida, mostrando-lhe o que lhe pode ter escapado antes. Mas o velho barqueiro só espera verdadeiramente reencontrar uma pessoa: a mulher, Marta, cuja ausência tem marcado todos os seus dias desde que partiu.

Com uma narrativa breve, mas delicada, este romance convida à reflexão. Uma viagem de silêncio atravessada pela luz da vida e pelas presenças que nunca nos abandonam, e que transformam o dia a dia deste barqueiro numa meditação sobre a perda, sobre o amor que perdura e sobre a beleza escondida nas coisas mais simples.

O Barqueiro e a Sua Mulher, de Frode Grytten, chega às livrarias com tradução do norueguês de Rita Figueiredo.

Sobre o Autor

Frode Grytten nasceu em Bergen, na costa oeste da Noruega, em 1960, e é um dos mais aclamados escritores noruegueses contemporâneos. Escritor multifacetado, iniciou a sua carreira como jornalista no Bergens Tidende, um dos jornais mais antigos e importantes do seu país. Autor de romances, contos, poemas e livros infantis, é traduzido em todo o mundo e recebeu inúmeros prémios ao longo da sua carreira, incluindo o Prémio Brage, o prémio literário mais prestigiado da Noruega, em duas ocasiões, a segunda das quais por O Barqueiro e a Sua Mulher.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Irene Vallejo e a intransigente defesa da leitura



Ainda mais do que fenómenos como a IA, é a falta de hábitos de leitura a maior ameaça ao espírito crítico e à formação cultural da sociedade atual. Ciente deste desafio, Irene Vallejo, autora de O Infinito Num Junco, escreveu Manifesto pela Leitura, uma declaração de amor ao livro e à leitura que explica a importância do ato de ler para a humanidade. «Somos a única espécie que explica o mundo com histórias, que as deseja, tem saudades delas e as utiliza para o processo de cura.»

Este é um pequeno opúsculo que a escritora espanhola tornou grande por nele conter tudo o que é essencial. Nas suas páginas, recorda-nos que ler pode ser um ato de resistência que nos permite recuperar a nossa interioridade nesta época tão acelerada, mas também um exercício de empatia, menos solitário do que pode parecer. «Habitamos na pele de outros, acariciamos os seus corpos e afundamo-nos no seu olhar. E, num mundo narcisista e ególatra, o melhor que pode acontecer a qualquer pessoa é ser todas.»

Recorda-nos que há livros de tudo e que tudo cabe nos livros. «Somos seres entrelaçados com narrativas, bordados com fios de vozes, de história, de filosofia e de ciência, de leis e de lendas.» E que, se há futuro que valha a pena viver, é com a leitura que deve ser pensado e alcançado. Porque «a leitura continuará a cuidar de nós se cuidarmos dela. O que nos salva não pode desaparecer. Os livros recordam-nos, serenos e sempre prontos a desdobrar-se diante dos nossos olhos, que a saúde das palavras está enraizada nas editoras, nas livrarias, nos círculos de leitura partilhada, nas bibliotecas, nas escolas. É aí que imaginamos o futuro que nos une.»

Um texto sublime, de uma autora traduzida em mais de 30 línguas, Manifesto pela Leitura chega a Portugal, hoje, dia 14 de maio, numa edição especial em capa dura com sobrecapa, com a chancela da Bertrand Editora e tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas. 

Sobre a Autora

Irene Vallejo (Saragoça, 1979) estudou Filologia Clássica e concluiu o Doutoramento Europeu pelas universidades de Saragoça e de Florença. O seu ensaio O Infinito Num Junco (2019) converteu-se num êxito internacional entre crítica e leitores. Para além de galardões internacionais como o Prix Livre de Poche em França, o Prémio Wenjin da Biblioteca Nacional da China ou o Prémio Henríquez Ureña da Academia Mexicana de la Lengua, foi reconhecido em Espanha com o Prémio Nacional de Ensaio, o Prémio «El Ojo Crítico» de Narrativa, o Prémio do Grémio de Livrarias e o galardão «Líder Humanista», entre outros. Contra qualquer prognóstico, ultrapassou as 50 edições em Espanha, está traduzido em 39 línguas e publicado em mais de 60 países. Colabora com prestigiados meios de comunicação como o El País e o Heraldo de Aragón em Espanha, o Corriere della Sera em Itália. Alguns dos seus artigos foram reunidos em Alguém Falou sobre Nós (2017) e O Futuro Recordado (2020). Entre as suas obras de ficção, destaca-se O Silvo do Arqueiro (2015), também traduzido em diversas línguas, bem como o conto ilustrado A Lenda das Marés Mansas (2023). Em 2024 foi publicado em Portugal O Infinito Num Junco em formato de novela gráfica. 

“Saldos de outro nível” chegam à PlayStation®Store



A Sony Interactive Entertainment anuncia a chegada dos “Saldos de outro nível” à PlayStation®Store, o que significa que os jogadores poderão desfrutar de uma nova seleção de grandes conteúdos digitais para a PlayStation®5 e para a PlayStation®4 com descontos que vão até aos 75%, e que estarão disponíveis até ao próximo dia 27 de maio.

Entre as ofertas disponíveis, destacam-se as seguintes:
  • Demon's Souls: 39,99€ (antes: 79,99€);
  • Horizon Call of the Mountain (PSVR2): 49,69€ (antes: 69,99€);
  • Horizon Forbidden West: 39,59€ (antes: 59,99€);
  • MLB 26 Digital Deluxe Edition: 69,99€ (antes: 99,99€);
  • Ratchet & Clank Rift Apart Digital Deluxe Edition: 49,49€ (antes: 89,99€);
  • Returnal Digital Deluxe Edition: 49,49€ (antes: 89,99€);
  • Rise of the Ronin™: 39,99€ (antes: 79,99€);
  • Sackboy: Uma Grande Aventura: 23,09€ (antes: 69,99€);
  • The Last of Us Part I Digital Deluxe Edition: 49,49€ (antes: 89,99€);
  • UNCHARTED: Legacy of Thieves Collection: 19,99€ (antes: 49,99€);
  • Beyond Two Souls: 11,99€ (antes: 29,99€);
  • Detroit Become Human – Edição Digital Deluxe: 19,99€ (antes: 39,99€);
  • Dreams: 15,99€ (antes: 39,99€);
  • God of War Edição Digital Deluxe: 14,99€ (antes: 29,99€);
  • Shadow of the Colossus: 19,99€ (antes: 39,99€);
Os jogadores da PlayStation® podem usufruir destas e de outras ofertas através das opções de compra disponíveis na PlayStation®Store, adicionando fundos à sua carteira de forma online, através de um cartão de crédito, ou recorrendo à compra segura dos Cartões Presente PlayStation® nos pontos de venda habituais, com os quais podem carregar fundos na sua carteira digital.