quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Prime Video anuncia documentário exclusivo "Joana Marques Culpada ou indecente?"



A Prime Video anuncia o documentário Joana Marques Culpada ou indecente? , o documentário que oferece um olhar exclusivo sobre o processo judicial que envolveu a humorista Joana Marques e o duo português Anjos, que deu origem a um dos debates públicos mais intensos em Portugal nos últimos anos. Com estreia prevista para setembro, o documentário explora o impacto social e cultural de uma história que colocou no centro das atenções os limites do humor, da sátira e da liberdade de expressão na era das redes sociais.

Com imagens inéditas e testemunhos de algumas das figuras mais reconhecidas dos media em Portugal, incluindo Manuel Luís Goucha, Ricardo Araújo Pereira, Fernando Alvim, Luana Piovani e David Fonseca, o documentário acompanha o caso a partir da perspetiva de Joana Marques, mostrando como a experiência deu origem ao seu espetáculo ao vivo Em Sede Própria.

Através de uma reconstrução dos acontecimentos, imagens de arquivo e uma análise dos momentos-chave que marcaram o processo judicial, o documentário convida os espectadores a refletir sobre um caso que ultrapassou largamente as paredes do tribunal e se tornou uma das histórias mais comentadas em Portugal.

Este documentário revisita o caso que opôs a humorista Joana Marques ao duo musical Anjos, explorando os acontecimentos que deram origem a um dos debates públicos mais mediáticos da história recente de Portugal. Algumas das figuras públicas portuguesas mais reconhecidas partilham as suas perspetivas sobre o caso e sobre as questões mais amplas que este levanta. Humoristas, atores, apresentadores de televisão, músicos e outras personalidades conhecidas oferecem diferentes pontos de vista sobre temas como a liberdade de expressão, os limites do humor, a reputação, o impacto das redes sociais e o papel da opinião pública. 

Joana Marques Culpada ou indecente? reúne diferentes perspetivas para explorar o delicado equilíbrio entre humor, responsabilidade e liberdade de expressão, num momento em que estas questões assumem uma relevância crescente.

Realizado e escrito por Elza Cordeiro, o documentário é produzido pela Komodo Studios (Patrocínio) para a Prime Video.

Quim Roscas & Zeca Estacionâncio no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



Quim Roscas & Zeca Estacionâncio são aguardados com expectativa, no dia 18 de setembro, às 21 horas, no Casino Estoril. Com a habitual dose de irreverência, a dupla João Paulo Rodrigues e Pedro Alves sobe ao palco do Salão Preto e Prata para contagiar de bom humor os espectadores. 

Considerada uma das duplas humorísticas mais icónicas a nível nacional, Quim Roscas & Zeca Estacionâncio protagonizam um espectáculo onde a comédia se encontra com a música e o improviso, criando momentos únicos que ficarão, certamente, na memória do público. 

Com um legado de milhares de espectáculos em 25 anos de carreira, esta irreverente dupla apresenta-se no Salão Preto e Prata para conduzir o público numa viagem repleta de alegria e de diversão.

Coroas de louros em bronze regressam ao Parque Eduardo VII



As coroas de louros em bronze que durante décadas integraram o conjunto monumental do Parque Eduardo VII vão regressar em breve ao seu local de origem.

As peças foram previamente submetidas a trabalhos de conservação, tratamento e restauro. Neste momento, decorre a montagem dos andaimes junto ao conjunto monumental, uma operação necessária para permitir o acesso ao topo das torres e avançar com os trabalhos de reforço estrutural indispensáveis à reinstalação das coroas.

“A reposição das coroas nas colunas monumentais do Parque Eduardo VII representa a conclusão de um processo de recuperação de um dos conjuntos patrimoniais mais emblemáticos de Lisboa”, afirma Carlos Moedas.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa destaca ainda a importância da intervenção para a preservação do património da cidade: “Depois de um exigente trabalho de restauro, devolvemos à cidade um elemento essencial da sua identidade, preservando a memória, a qualidade do espaço público e o respeito pelo património que atravessa gerações”.

De acordo com o planeamento atualmente previsto, a recolocação das coroas de louros deverá acontecer até ao final de setembro, concluindo uma intervenção destinada a recuperar o original do conjunto e a devolver ao Parque Eduardo VII um dos seus elementos patrimoniais mais emblemáticos e marcantes.

Estreia moderna de La Vera Costanza no Salão Preto e Prata do Casino Estoril



O Salão Preto e Prata do Casino Estoril recebe, no próximo dia 3 de outubro, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Mais de 230 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII voltará a ouvir-se em palco.

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressa, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Porto/Post/Doc regressa em novembro e coloca-nos “No País dos Outros”



Entre 19 e 28 de novembro, o Porto volta a receber o Porto/Post/Doc: Film & Media Festival. Na sua 13.ª edição, o festival apresenta "No País dos Outros", capítulo final da trilogia dedicada às deslocações humanas, às formas de pertença e às tensões entre território, identidade e memória. Através de cinco filmes de diferentes geografias e épocas, o programa propõe uma reflexão sobre a experiência de habitar um outro lugar, entre a promessa de pertença e a realidade de uma aceitação sempre incompleta.

De Vojtěch Jasný, "Todos Bons Compatriotas" acompanha a transformação de uma aldeia checoslovaca durante a coletivização comunista, à medida que a confiança entre vizinhos dá lugar à vigilância e ao medo. Em “Eu Sou Cuba”, Mikhail Kalatozov retrata a Cuba pré-revolucionária através de uma impressionante linguagem visual que retrata um país dividido entre desigualdade, violência política e emancipação. “Eu, Capitão”, de Matteo Garrone, acompanha a odisseia de dois jovens senegaleses rumo à Europa, num filme que devolve humanidade a um percurso tantas vezes reduzido a manchetes e estatísticas. Em “A Dupla Vida de Véronique”, Krzysztof Kieślowski constrói uma delicada reflexão sobre identidade, destino e acaso através da ligação invisível entre duas mulheres que nunca se conheceram. Um programa que se completa com “Se Fores Para o Chile”, de Sebastián González e Amílcar Infante, filme que percorre as tensões provocadas pelo êxodo venezuelano no norte do Chile, observando as transformações sociais e humanas de um território fronteiriço.

Ao longo de dez dias, o Porto/Post/Doc voltará a reunir competições internacionais, programas especiais, retrospectivas, cinema em língua portuguesa, sessões para escolas e jovens públicos, experiências imersivas e encontros com realizadores e convidados. O festival acolhe ainda os Porto Industry Days, espaço dedicado ao encontro entre profissionais, com um programa dedicado à formação, ao desenvolvimento de projetos, à coprodução e ao debate em torno do cinema e do audiovisual. Novos anúncios sobre a programação serão divulgados nos próximos meses. 

“Era Uma Vez o Fado” no Casino Estoril



Com um diversificado programa especialmente concebido para o mês de agosto, o Auditório do Casino Estoril recebe o espectáculo “Era Uma Vez o Fado” nos próximos dias 28 e 29, às 21h30, e no dia 30 às 16h00.

“Era Uma Vez o Fado” convida o público a percorrer a história do fado, desde o seu nascimento nos bairros históricos lisboetas no século XIX. Expressão máxima da alma e identidade nacional, o fado é reconhecido pela UNESCO, desde 2011, como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Será, na realidade, um curto ciclo de três espectáculos recheados de fados nas suas diversas expressões musicais, em busca das origens e da essência deste género tão português.



Em “Era Uma Vez o Fado” Valter Mira, Marta Alves e Henrique Feist partilham o palco com Manel Ferreira, na guitarra portuguesa, e Miguel Silva na viola de fado. 

As grandes fraturas do debate público europeu em discussão



O Goethe-Institut Portugal e o Gerador apresentam, no âmbito do projeto POST/ZEITGEIST, duas conversas em formato de entrevista participativa que convidam o público a participar na reflexão sobre dois temas prementes das democracias contemporâneas europeias: a liberdade de expressão, a 10 de setembro, com a escritora Eva Menasse e o antissemitismo na Alemanha, a 24 de novembro, com o historiador Meron Mendel. As sessões decorrem no Goethe-Institut, em Lisboa, em inglês e a entrada é livre mediante inscrição. 

A primeira conversa tem lugar a 10 de setembro, às 19h00, com a escritora austríaca multipremiada, residente em Berlim há mais de 25 anos, Eva Menasse. Sob o título Do que podemos falar? Eva Menasse sobre a liberdade de expressão hoje, a autora conversa com Tiago Sigorelho, presidente e diretor editorial do Gerador, sobre as transformações do espaço público, a crescente polarização do debate, os limites da liberdade de expressão e a importância de preservar uma cultura democrática capaz de acolher a divergência. A sessão parte das reflexões desenvolvidas no ensaio Tudo e Nada Dizer - O Estado do Debate na Modernidade Digital, em que Eva Menasse analisa os desafios colocados pela comunicação digital e pelas novas formas de censura social. 

A 24 de novembro, também às 19h00, o ciclo prossegue com Debatemos de forma diferente? Meron Mendel sobre o antissemitismo na Alemanha. Diretor da Anne Frank Bildungsstätte, em Frankfurt, investigador e uma das principais referências europeias nas áreas da educação para a democracia e do combate ao antissemitismo, Meron Mendel trabalha não só estes temas como também o diálogo entre religiões, que se reflete nomeadamente na coluna mensal "Muslimisch-jüdisches Abendbrot" (Ceia Judaico-Muçulmana) que publica com a sua esposa, Saba-Nur Cheema, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ). Meron Mendel propõe uma reflexão sobre a evolução deste fenómeno na sociedade alemã e sobre as dificuldades que o tema coloca ao debate público. A conversa aborda igualmente o papel da educação, da memória histórica e do diálogo na construção de sociedades mais informadas e resistentes ao extremismo. 

Integrado no projeto POST/ZEITGEIST, desenvolvido pelo Goethe-Institut Portugal em parceria com o Gerador e com o apoio da Associação de São Bartolomeu dos Alemães em Lisboa, este ciclo de conversas reúne pensadores, escritores, investigadores e especialistas internacionais para promover uma reflexão crítica sobre os grandes desafios europeus presente. 

Casino Estoril estreia o musical pop “O Feiticeiro de Oz”



O Auditório do Casino Estoril estreia, no dia 10 de outubro, pelas 15 horas, o musical pop “O Feiticeiro de Oz”. A Artfeist apresenta, numa versão contemporânea, um espectáculo de Valter Mira onde a magia acontece quando decidimos acreditar.

Quando uma misteriosa tempestade leva Dorothy para o deslumbrante mundo de Oz, começa uma aventura inesquecível cheia de magia, cor e música. Guiada pela bondosa Glinda e perseguida pela temível Bruxa Má do Oeste, Dorothy percebe que regressar a casa pode ser mais difícil do que imaginava.

Ao longo da brilhante Estrada Amarela, junta-se a um Espantalho que procura inteligência, a um Robô de Lata que deseja um coração e a um Leão que sonha encontrar coragem. Juntos, partem rumo à Cidade Esmeralda para encontrar o misterioso Feiticeiro de Oz, numa viagem onde surgem desafios, amizades improváveis e descobertas surpreendentes.

Inspirado no clássico intemporal, este musical pop reinventa a história que todos conhecem numa versão mágica e contemporânea, celebrando a amizade, a coragem e a importância de acreditarmos em nós próprios…  porque, no fim, não há nada como a nossa casa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A intemporalidade de Jane Austen



Publicado postumamente no final de 1817, Persuasão é o romance mais coeso, mais íntimo e mais pessoal de Jane Austen. Uma obra-prima da plena maturidade literária da autora, Persuasão chega agora ao catálogo da Bertrand Editora.

Nesta edição, à semelhança de Orgulho e Preconceito, que a Bertrand Editora publicou em março, a capa reproduz uma obra de arte de John Singer Sargent. Para este livro foi escolhida a obra Nonchaloir, óleo sobre tela original de 1911. Além destes dois clássicos de Jane Austen, a Bertrand Editora publicou Um Quarto só para Si, de Virginia Woolf, e Morte em Veneza, de Thomas Mann.

Em Persuasão, Jane Austen retrata a história de dois corações que triunfam sobre o tempo e o preconceito. Aos dezanove anos, Anne Elliot deixouse persuadir a romper o noivado com o homem que amava, Frederick Wentworth, um jovem oficial da Marinha ambicioso, mas de parcos recursos. Volvidos oito anos, as dificuldades financeiras da nobre família Elliot tornam inevitável um reencontro inesperado do antigo casal. Wentworth é agora um capitão da Marinha britânica, homem rico e honrado por mérito próprio. Anne continua a amá-lo profundamente. Ele ainda a ressente, mas também o seu coração permaneceu fiel. Frente a um passado que nenhum dos dois conseguiu esquecer, poderá o amor verdadeiro conceder-lhes uma segunda oportunidade? É esta a questão que sobrevoa todo o romance, obra com um toque melancólico e que prova, de forma convincente, que nunca é tarde para sermos fiéis a nós próprios.

As obras de Jane Austen, uma das autoras mais amadas da história da literatura, são frequentemente adaptadas para o pequeno e grande ecrã. Persuasão foi adaptado pela Netflix, em 2022, num filme protagonizado por Dakota Johnson. A mesma plataforma de streaming estreia ainda este ano uma nova adaptação de Orgulho e Preconceito, em formato de série, com Emma Corrin e Jack Lowden nos papéis principais. Antes desta versão, o romance já tinha dado origem a uma série, protagonizada por Colin Firth e Jennifer Ehle, e a um célebre filme, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen.

Persuasão, de Jane Austen, já chegou às livrarias nacionais, com uma nova e excelente tradução de Maria de Fátima Carmo. Na capa, Nonchaloir, de John Singer Sargent.

Sobre a Autora

Jane Austen nasceu a 16 de dezembro de 1775, em Steventon, no Hampshire inglês, e morreu a 18 de julho de 1817, em Winchester, no mesmo condado. Publicou quatro romances durante a sua vida: Sensibilidade e Bom Senso (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1815). Nestas obras, tal como em Persuasão e A Abadia de Northanger (publicadas postumamente em 1817), retratou como ninguém a vida da classe média inglesa no final do século XVIII e início do século XIX. As suas obras definiram o romance de costumes da época e estabeleceram preceitos literários que perduram fulgurosamente até hoje, tornando-se clássicos absolutos que, mais de dois séculos após a sua morte, se renovam a cada leitura. 

Nelson Freitas estreia-se em concerto no Casino Estoril



Referência da música lusófona, Nelson Freitas apresenta-se, no próximo dia 11 de setembro, pelas 22 horas, no Casino Estoril. Acompanhado pela sua banda, o experiente cantor, compositor e produtor musical sobe ao palco do Salão Preto e Prata para conduzir o público pelos principais êxitos da sua carreira. 

O Casino Estoril acolhe um concerto inédito que irá proporcionar, certamente, uma noite especial com muitos momentos de cumplicidade entre o artista e todos os fãs de boa música e de actuações ao vivo de excelência.

Nelson Freitas ocupa um espaço próprio no panorama da música lusófona, sendo reconhecido pelos numerosos êxitos de um repertório que une registos de r&b, hip-hop, afro-pop, zouk e kizomba.

O artista promete um espectáculo repleto de energia, emoção e grandes sucessos, onde não faltarão momentos para cantar, dançar e celebrar no Salão Preto e Prata do Casino Estoril.