quinta-feira, 9 de julho de 2026

Kalú, dos Xutos & Pontapés, alerta para os riscos da música alta



Com a chegada do verão é inevitável falar do regresso dos grandes festivais de música, dos concertos ao ar livre e de fãs entusiasmados para ver os seus artistas favoritos. Contudo, esta onda de animação, traz consigo riscos invisíveis, com consequências permanentes: a exposição a níveis de ruído perigosos para a audição. A realidade de muitos músicos é a prova disso, como é o caso de Kalú.

Ao longo da sua carreira, o baterista dos Xutos & Pontapés esteve exposto à potência sonora do rock & roll em cima do palco. A sua paixão e profissão deixaram-lhe marcas que o acompanham todos os dias e que o levaram a procurar soluções para continuar a fazer aquilo que mais ama, desta vez em segurança.

A solução passou pelo acompanhamento profissional regular e pelo uso de proteção auditiva de alta fidelidade, desenvolvida a pensar nas necessidades específicas dos músicos.

“Quando comecei não havia qualquer tipo de prevenção. Quanto mais alto, melhor”, conta Kalú. “Comecei com 16 anos. Tocava com a bateria à frente e os amplificadores atrás. Ao fim da primeira música estava a sentir desequilíbrio. Mas ignorava os sinais e continuava. Hoje tenho perda auditiva. A principal mudança foi perceber que proteger os ouvidos não é deixar de ouvir, é garantir que podemos continuar a ouvir.”

A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) ocorre quando os ouvidos são expostos a sons que ultrapassam os 80 decibéis (dB) – um limite facilmente superado num concerto, onde os níveis podem chegar aos 117 dB. Esta exposição prolongada danifica de forma irreversível as células ciliadas do ouvido interno, responsáveis pela audição, resultando em perda auditiva e zumbido permanente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de mil milhões de jovens adultos correm já o risco de perda auditiva permanente e evitável, devido a práticas de escuta inseguras.

Segundo Humberto Pintado, especialista em audição na Widex, “esta é uma preocupação crescente, sobretudo junto dos mais jovens, que frequentam festivais e concertos sem qualquer tipo de proteção. A perda auditiva por exposição a ruído é cumulativa, muitas vezes sem  darmos por ela, mas é possível prevenir. Para quem tem uma exposição regular, como músicos ou staff, a utilização de protetores auditivos personalizados é a recomendação mais segura e eficaz.”

Já para quem procura uma proteção de alta fidelidade, existem protetores auditivos feitos à medida do canal auditivo que integram filtros acústicos especiais, que reduzem o volume para níveis seguros sem abafar ou distorcer o som. Isto torna possível proporcionar uma experiência sonora clara, que permite a um músico ouvir a sua banda com precisão ou a um fã desfrutar de um concerto, eliminando apenas o risco.

Kalú acrescenta: “Tampões universais e uma solução feita à medida com filtros próprios são muito diferentes. Os protetores que uso permitem-me ouvir tudo, mas de uma forma mais limpa e segura. Isto não é só para músicos, aplica-se a toda a gente que goste de música ao vivo. Usem protetores, mesmo que achem que não precisam. Não esperem pelo zumbido para se lembrarem de que os ouvidos também precisam de cuidado.”

Conselhos para proteger os ouvidos num festival ou concerto:
  • Mantenha distância das colunas de som, onde a pressão sonora é mais intensa;
  • Faça pausas auditivas de 15 a 20 minutos a cada hora, afastando-se das zonas de maior ruído;
  • Use protetores auriculares. Para uma utilização frequente, opte pelos protetores feitos à medida com filtros acústicos, que garantem proteção, conforto e qualidade sonora;
  • Esteja atento a sinais de alerta como zumbido ou sensação de "ouvido tapado". Se os sintomas persistirem por mais de 24 horas, consulte um especialista.
  • Não espere pelos sinais. Faça um teste auditivo online gratuito em https://www.widex.pt/teste-auditivo-online/ e consulte um especialista para uma avaliação completa.

Sabia que há países que não querem o seu nome traduzido?



Sabia que existe um reino insular da Ásia descrito pelos chineses como habitado por imortais felizes? Um município português administrado por Espanha, na margem do Guadiana? Ou um pirata escolhido como líder único e com poder absoluto em Nassau? Estas são algumas das curiosidades reveladas por Gil Mendes da Costa, conhecido por General Knowledge no Youtube, onde tem quase 1 milhão de seguidores e 100 milhões de visualizações.

Mais do que um atlas ou uma enciclopédia, Os Países Que Quase Existiram leva-nos pelas fronteiras mais estranhas do mundo, os territórios mais disputados entre rivais, os continentes que desapareceram e as bandeiras mais interessantes. Escrito numa linguagem acessível, neste livro são reveladas mais de cem curiosidades da História e Geografia, capazes de despertar a sua atenção e de desbloquear uma conversa com qualquer pessoa. Inclui ainda exercícios de palavras cruzadas e um quiz de cultura geral, uma proposta entusiasmante que irá agradar a toda a família e que lhe permitirá pôr à prova os seus conhecimentos.

Os Países Que Quase Existiram chega às livrarias a 16 de julho.

Sobre o Autor

Gil Ferraz de Abreu Mendes da Costa é o criador do canal @General.Knowledge no Youtube, sendo um dos mais jovens e entusiastas comunicadores de História em Portugal. Com este projeto digital, já alcançou, desde 2017, mais de 900 mil subscritores e 100 milhões de visualizações em vídeos sobre História, Geografia, bandeiras e línguas. Licenciado em Comunicação e Mestre em Políticas Públicas, combina o seu gosto por estas áreas académicas com a sua paixão pelos temas que divulga nos seus vídeos. Residente em Lisboa, quando não está ocupado com curiosidades (ou com o seu cão salsicha, Socks), trabalha em comunicação política e produção audiovisual. 

Liliana Santos é a embaixadora da primeira edição do ROCK & DÃO



A atriz e apresentadora Liliana Santos é a embaixadora oficial da primeira edição do ROCK & DÃO, o novo festival que acontece nos dias 18 e 19 de setembro, no Parque de Santiago, em Viseu.

A escolha de Liliana Santos para representar o festival surge pela forte identificação com os valores do projeto e pela ligação pessoal que mantém à região. Com raízes familiares em Viseu, a atriz associa-se a um evento que pretende afirmar o território como um destino de referência para a cultura, o turismo e a valorização da identidade da região.



"Recebi este convite com uma enorme felicidade. Tenho uma ligação muito especial a Viseu e é um orgulho poder representar um festival que celebra não só a música, mas também a autenticidade, a gastronomia, os Vinhos do Dão e tudo aquilo que torna esta região tão especial. É muito bonito ver nascer um projeto com esta ambição e fazer parte da sua primeira edição", afirma Liliana Santos.

O ROCK & DÃO nasce com o objetivo de proporcionar uma experiência diferenciadora, unindo grandes nomes da música nacional e internacional à excelência gastronómica e vínica da região, num ambiente pensado para celebrar o estilo de vida contemporâneo.

Com o apoio institucional do Município de Viseu, da Comissão Vitivinícola Regional do Dão e do Turismo do Centro, o festival pretende afirmar-se como um novo marco no calendário nacional de eventos culturais.

A primeira edição contará com atuações de MIKA e UB40 como cabeças de cartaz, aos quais se juntam Delfins, David Bruno, Samuel Úria, Cassete Pirata, GANSO e Os Pontos Negros, reunindo diferentes gerações e estilos musicais num programa que promete atrair milhares de visitantes à cidade de Viseu.

Enquanto embaixadora, Liliana Santos será uma das principais vozes na promoção do festival, contribuindo para dar visibilidade a um projeto que pretende destacar não apenas a qualidade da sua programação, mas também o património, a hospitalidade e a riqueza cultural de toda a região do Dão.

Os bilhetes para o ROCK & DÃO já se encontram disponíveis, com preços a partir de 35 euros para o bilhete diário e 60 euros para o passe de dois dias.

Estreias de cinema de 9 de Julho de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



George Washington

Muitos anos antes de se tornar o primeiro Presidente dos EUA, cargo que exerceu entre 1789 e 1797, o jovem George Washington (1732-1799) lutou como soldado na Guerra Franco-Indígena, que se prolongou entre 1754 e 1763. As vitórias e derrotas que experienciou foram cruciais para moldar o seu carácter e a inteligência e coragem demonstradas durante o conflito chamaram a atenção dos seus superiores.
Mais tarde, com a eclosão da Guerra da Independência Americana (1775-1783), Washington foi nomeado comandante-chefe do Exército Continental, levando as forças coloniais à vitória contra a Grã-Bretanha. Nessa altura, a sua liderança foi decisiva para a independência das 13 colónias e para o nascimento de uma nova nação: os Estados Unidos da América.
Realizado por Jon Erwin, que assina igualmente o argumento em colaboração com Tom Provost e Diederik Hoogstraten, este filme histórico centra-se nos anos de juventude de George Washington e no percurso que o conduziu à liderança da Revolução Americana. William Franklyn-Miller dá vida ao protagonista, num elenco que inclui também Mary-Louise Parker, Ben Kingsley, Andy Serkis e Kelsey Grammer.



Pelo Adam

Adam, de quatro anos, dá entrada na unidade de pediatria do hospital onde a enfermeira Lucy trabalha. Internado por ordem judicial devido a claros sinais de malnutrição, é imposto o afastamento de Rebecca, a jovem mãe. Mas, ao ver o desespero que a separação lhes causa, Lucy decide ignorar o regulamento e deixá-la ficar.
Com o avançar dos dias, a enfermeira vê a sua decisão ser criticada pelos médicos, assistentes sociais e pela própria direcção do hospital, que tenta seguir à risca os trâmites da lei. Lucy vê-se assim num terrível conflito moral: comprometer a sua credibilidade e ajudar uma mãe e o seu filho num momento particularmente difícil das suas vidas ou cumprir as ordens superiores. 

Filme de abertura da Semana da Crítica na edição de 2025 do Festival de Cinema de Cannes, este drama tem assinatura da realizadora belga Laura Wandel (que se estreara com “Recreio”, prémio FIPRESCI em Cannes em 2021), e conta com as actuações de Léa Drucker, Anamaria Vartolomei, Jules Delsart e Alex Descas. “Pelo Adam” tem produção de Delphine Tomson e dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne.



O Convite

Joe e Angela atravessam um período conturbado no seu longo casamento. Um dia, para quebrar a rotina, ela decide convidar Hawk e Piña, o casal que recentemente se mudou para o andar de cima, para um jantar a quatro. 

O que começa como um encontro descontraído entre vizinhos, rapidamente se transforma em algo bastante desconfortável, uma vez que observar de perto a química entre os convidados só faz realçar ainda mais as fragilidades do seu próprio relacionamento. Assim, à medida que a noite avança e a conversa envereda para temas mais íntimos, maior se torna o constrangimento.
Realizado por Olivia Wilde (depois de “Booksmart: Inteligentes e Rebeldes” e “Não Te Preocupes, Querida”), com argumento de Will McCormack e Rashida Jones, este é um “remake” americano de “Sentimental”, a comédia realizada em 2020 pelo espanhol Cesc Gay. Desta vez, as personagens são interpretadas por um quarteto de peso: Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz e Edward Norton. 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

O dia a dia de uma família japonesa aos olhos de um gato



Dois gatos perdidos em Tóquio encontram um novo lar junto de uma família que mudará completamente o seu mundo. Ternurento e surpreendentemente viciante, Diário de Um Gato é o bestseller japonês que marca a estreia de Mayumi Nagano, autora premiada e elogiada pela crítica e pelos leitores, em Portugal. O livro chega às livrarias a 16 de julho.

Um romance alegre, leve e aconchegante, Diário de Um Gato oferece vislumbres fascinantes da cultura japonesa em cada página, receitas de fazer água na boca e personagens pelas quais o leitor se apaixona – tudo isto através dos olhos de um gato eternamente curioso.  

A história é narrada por Chimaki, que relata o dia a dia da excêntrica família Horai e as peripécias do seu irmão mais novo, Norimaki. Através do diário que escreve, este gato convida o leitor a partilhar as refeições e demais atividades da família e os movimentos de um misterioso estranho que ronda pela casa. O diário acompanha igualmente a mudança das estações que ditam o ritmo da vida no Japão, desde o início da primavera até ao coração do inverno, com cada entrada a apresentar todo o tipo de pratos deliciosos e uma riqueza de tradições japonesas.

De facto, Mayumi Nagano estrutura Diário de Um Gato em torno das estações do ano, criando uma sensação de ritmo muito própria, em harmonia com a natureza. Além disso, a autora combina cenas do quotidiano com vinhetas culturais e gastronómicas do Japão, enaltecendo a amizade, a lealdade, a tradição, a boa mesa e, acima de tudo, os laços que podem unir os seres humanos e os animais.

Diário de Um Gato, de Mayumi Nagano, chega às livrarias a 16 de julho, com tradução do japonês para o português de André Pinto Teixeira.

Sobre a Autora

Mayumi Nagano nasceu em Tóquio, em 1959, e é escritora e ilustradora. Recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, dos quais destacamos o Prémio Bungei, o Prémio Izumi Kyoka de Literatura e o Prémio Literário Noma. Diário de Um Gato, bestseller no seu país, é o seu primeiro livro publicado em Portugal. 

Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura o 45º Salão Internacional de Pintura Naïf



A Galeria de Arte do Casino Estoril inaugura, no próximo dia 25 de julho, às 17 horas, o 45º Salão Internacional de Pintura Naïf. Na edição deste ano é homenageada Estrela Santos, artista que faleceu no passado mês de maio. A entrada é gratuita.

“A Pintura Naïf é caracterizada pelo muito pormenor, falta de perspetiva e uma diversificada paleta de cores e os quadros da Estrela Santos têm todas estas características”, refere Pedro Lima de Carvalho, Director da Galeria de Arte do Casino Estoril. 

Estrela Santos nasceu no Huambo (Angola) em 1933, frequentou o Curso de Artes dos Tecidos da Escola António Arroio, dedicando-se posteriormente, e de forma integral, à Arte Naïf. Participou em dezenas de exposições individuais e coletivas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Destacam-se as várias Coletivas de Arte Naïf na Galeria do Casino do Estoril, realizadas desde 1980; a Exposição de Arte Naïf no Museu Grão Vasco, em Viseu; e Lisboa Ingénua, integrada na programação de Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura. A sua obra encontra-se representada no Museu de Arte Primitiva Moderna de Guimarães; no Museu de Arte Naïf de Jaén (Espanha); no Banco do Fomento e Exterior, em Luanda; na Fundação Evangelização e Culturas, em Lisboa; no Museu MIAN (Rio de Janeiro); e em diversas coleções particulares, nacionais e internacionais. Faleceu em maio de 2026.

Artistas participantes no 45º Salão Internacional de Pintura Naïf: A. Barbosa, A. Réu, Bento Sargento, Conceição Lopes, Estrela Santos, Feliciana, Fernanda Azevedo, Gutemberg Coelho, Manuel Castro, Maria Tereza, Nell, Noemi Eshet-Rosenweig e Viorica Farkas.

"A Todas as Mulheres" - Um manifesto artístico e cívico pela igualdade



Silvana Peres prepara-se para regressar aos palcos já no próximo mês de julho com dois concertos de apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “A Todas As Mulheres”. Os espetáculos estão agendados para o dia 24 de julho no Teatro Camões, em Lisboa, e para o dia 29 de julho no Fórum Cultural de Ermesinde, no Norte. Mais do que a apresentação de um álbum, estes concertos assumem-se como um manifesto artístico e cívico pela igualdade,  pela desconstrução de estériotipos, pela defesa dos direitos humanos e pelo combate urgente a todas as formas de violência e não normalização dos discursos de ódios.

Com um percurso já consolidado no panorama musical português, pautado pela autenticidade e pela fusão de influências, Silvana Peres utiliza este novo projeto para reforçar o papel transformador da arte na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Um dos grandes elementos diferenciadores de “A Todas As Mulheres” reside no forte destaque dado à criação artística feminina, conseguindo reunir no mesmo alinhamento autoras, compositoras e intérpretes portuguesas de várias gerações. Entre os nomes que colaboram no projeto encontram-se referências como Teresa Muge, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Marina Mota, Mafalda Arnauth, Rita Marrafa de Carvalho, Joana Alegre, Joana Espadinha, Elisa Rodrigues, Teresinha Landeiro, Marta Rosa, Beatriz Felício, Rita Dias e a herança poética de Florbela Espanca.

O primeiro cartão de visita deste trabalho é o single "Violência", com letra e música assinadas por Marina Mota. O tema surge como um grito que se ergue do silêncio e um apelo direto ao combate e eliminação de todos os tipos de violência. A produção musical está a cargo de Ângelo Freire, prestigiado e reconhecido guitarrista português, bem como uma figura incontornável do Fado.

Pela sua inegável relevância cultural e social, o projeto conta com o apoio institucional da República Portuguesa (Cultura, Juventude e Desporto), da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, do Museu do Fado.



A enriquecer estas duas noites especiais, o espetáculo reserva ainda alguns convidados surpresa e uma forte cumplicidade em palco com os músicos Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Rafael Carvalho (viola),  Carlos Meneses  (contra-baixo),  Carlos Lopes (acordeão), Manuel Oliveira (piano) e Ruca Rebordão (percussões).

O spin-off de S.W.A.T.: Força de Intervenção estreia na AXN no outono



A AXN anunciou a aquisição dos direitos de exibição de S.W.A.T. Exiles, o novo spin-off de S.W.A.T.: Força de Intervenção. Protagonizada por Shemar Moore, que regressa ao seu icónico papel de Daniel “Hondo” Harrelson, a nova série expande o universo de uma das franquias de ação mais populares da televisão.

Depois de uma missão de alto risco correr mal, Daniel “Hondo” Harrelson (Shemar Moore) é forçado a abandonar a sua reforma para liderar uma unidade experimental da S.W.A.T., composta por jovens recrutas tão promissores quanto imprevisíveis. Com o futuro da unidade em jogo, Hondo terá de superar o choque de gerações, gerir personalidades fortes e transformar um grupo de agentes inexperientes numa equipa capaz de proteger a cidade.



Ação, adrenalina e liderança são os pilares desta nova produção do universo S.W.A.T., que preserva a essência da série original e apresenta uma nova geração de agentes preparada para enfrentar os desafios mais exigentes.

Acabar com a fome ou manter um legado científico? A história verídica do Instituto das Plantas durante o cerco a Leninegrado



O Instituto das Plantas foi muito mais do que o mais rico acervo de plantas jamais reunido. Foi o projeto do botânico Nikolai Vavilov para acabar com a fome na União Soviética e no mundo e foi a missão de vida das pessoas que lá trabalhavam durante o cerco alemão a Leninegrado que fez centenas de milhares de mortes. Foi também o ponto de partida do jornalista Simon Parkin para um livro que reúne ciência, política, resistência, ilusão, esperança e desespero e agarra o leitor a uma história verídica. Este retrato de um momento especialmente negro no século XX é também um alerta para a atualidade. Em cerca de 350 páginas, a narrativa jornalística do autor promete não deixar indiferente quem lê. O Jardim Proibido de Leninegrado chega às livrarias a 9 de julho.

«Sem se deixarem intimidar, ele [Vavilov] e a sua equipa tinham, no período de uma década após a sua chegada, obtido grandes vitórias na sua missão, repondo a coleção inicial, que fora comida pelos seus antecessores nos anos da Revolução, e aumentando-a substancialmente», escreve Simon Parkin no início do livro sobre o banco de sementes que se tornou conhecido e uma referência em todo o mundo. «Quando chegou o ano de 1933, os botânicos tinham recolhido pelo menos 148 mil sementes e tubérculos vivos, sendo o seu trabalho incentivado pelas sucessivas ondas de fome na Rússia, que proporcionavam um vínculo claro e pungente entre o trabalho científico teórico e a sua ambição prática de atingir a segurança alimentar.»

No verão de 1941, os soldados alemães cercaram a cidade russa de Leninegrado – a atual Sampetersburgo – e deram início ao bloqueio mais longo de que há registo histórico. Numa estimativa por defeito, o cerco iria ceifar as vidas de 750 mil pessoas que, na sua maioria, morreram de inanição.

No centro de Leningrado erguia-se um palácio transformado que albergava o Instituto das Plantas – o primeiro banco de sementes do mundo. Depois de se terem malogrado as tentativas de transferir a coleção para outro local, e à medida que os mantimentos diminuíam, os cientistas responsáveis viram-se confrontados com uma decisão terrível: deveriam distribuir os espécimes pela população faminta, ou preservá-los na esperança de que contivessem a solução para pôr termo à fome mundial?

Recorrendo a fontes inéditas, O Jardim Proibido de Leninegrado conta a história notável e comovente dos botânicos que permaneceram no Instituto das Plantas durante os dias mais sombrios do cerco, arriscando as suas vidas em nome da ciência.

Sobre o Autor

Simon Parkin é um escritor e jornalista britânico premiado. Colaborador da New Yorker e membro da Royal Historical Society, é autor de A Game of Birds and Wolves e The Island of Extraordinary Captives, que foi Livro do Ano do New Yorker e ganhou o Wingate Literary Prize.  O Jardim Proibido de Leninegrado foi distinguido com o Award of Excellence in History do Council on Botanical and Horticultural Libraries de Boston, além de ser finalista do Orwell Prize for Political Writing e do Royal Society Trivedi Science Book Prize e de ter sido selecionado como Editor’s Choice do New York Times. 

Cinema como ferramenta de educação reúne especialistas internacionais no Porto



A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa organiza, nos dias 9 e 10 de julho, a Film Education Conference, uma conferência internacional que reunirá investigadores, docentes, cineastas e profissionais da educação para refletir sobre o papel do cinema enquanto ferramenta de aprendizagem, inclusão e cidadania. Ao longo de dois dias, a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa será palco de comunicações científicas, conferências plenárias, uma mesa-redonda e sessões de cinema, promovendo o diálogo entre diferentes perspetivas sobre a educação para o cinema e a literacia audiovisual.

O programa reúne participantes de vários países, entre os quais Portugal, Roménia, Brasil, Chéquia, Bélgica, Polónia, Noruega e Chipre, refletindo a dimensão internacional da conferência e a crescente relevância da educação cinematográfica enquanto área de investigação e intervenção educativa.
Entre os destaques da conferência encontra-se a intervenção de Andrea Reisz, gestora cultural, educadora e investigadora ligada ao projeto CinEd Lab Romania, que abordará práticas inclusivas na educação para o cinema, partilhando a sua experiência no desenvolvimento de programas internacionais de literacia fílmica e formação de públicos.

Na conferência de encerramento, Mark Reid, uma das figuras de maior referência na área da educação para o cinema no Reino Unido, irá refletir sobre o potencial do cinema como ferramenta pedagógica e cultural, partilhando a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas no British Film Institute e em projetos internacionais de educação cinematográfica. A sua intervenção abordará o papel do cinema na formação do pensamento crítico, da criatividade e da literacia audiovisual, bem como os desafios e oportunidades da educação para o cinema em contexto escolar e comunitário.

"As imagens moldam a forma como compreendemos o mundo. Hoje, a educação para o cinema é também educação para o pensamento crítico, para a cidadania e para a participação cultural. Esta conferência pretende criar um espaço de diálogo entre investigadores, educadores e profissionais do cinema, contribuindo para o desenvolvimento de práticas educativas mais inovadoras e inclusivas," afirma Carlos Natálio, membro da organização deste evento e docente da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.

As sessões científicas abordarão temas como a literacia fílmica nas escolas, estratégias pedagógicas inovadoras, cinema e ética, memória, património cinematográfico, documentário, inclusão de crianças e jovens com deficiência, participação comunitária e ensino do cinema em diferentes contextos internacionais.

No segundo dia realiza-se ainda a mesa-redonda "Educação para o Cinema e Comunidades", que reunirá especialistas nacionais para discutir o impacto social e educativo do cinema, seguida de uma sessão de exibição dos filmes Mistida, de Falcão Nhaga, e Na Trafaria, de Pedro Florêncio.