quarta-feira, 8 de abril de 2026

Augusto Cury anuncia pré-candidatura às presidenciais do Brasil



«O futuro da Humanidade não será deslumbrante se não controlarmos o roteiro da nossa história e aprendermos a ser atores e atrizes principais da nossa vida.» Em março, partilhámos as preocupações de Augusto Cury com o futuro neste excerto retirado de O Código da Inteligência, o seu mais recente livro publicado em Portugal com a chancela da Editora Pergaminho.

Agora o psiquiatra mais lido do mundo passa do papel para a ação, avançando para uma pré-candidatura à presidência do Brasil, rumo a «uma política mais humana, equilibrada e voltada para o bem-estar da população». O anúncio foi feito esta segunda-feira, dia 6 de abril, numa publicação nas redes sociais do autor. Até outubro, mês em que se disputam as presidenciais, Cury irá percorrer «uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais».

É o momento de Cury pôr em prática os oito códigos que anunciou, precisamente, n’O Código da Inteligência: a gestão do intelecto, a autocrítica, a psicoadaptação ou resiliência, o altruísmo, o debate de ideias, o carisma, a intuição criativa, e a gestão da emoção. Ainda sobre a obra mencionada, Cury terá, nesta corrida a Brasília, de evitar as «armadilhas da mente» que nos limitam no nosso desenvolvimento psicossocial. São elas: «o conformismo, o coitadismo, o medo de reconhecer os erros e o medo de correr riscos». Trunfos eleitorais? Não sabemos. Mas desejamos uma boa jornada ao autor.

Golias e o risco existencial da nossa sociedade



Durante os primeiros trezentos mil anos da humanidade, vivemos em sociedades tendencialmente igualitárias que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Contudo, há cerca de doze mil anos, o crescimento dessas sociedades e a dependência de recursos saqueáveis, nomeadamente para a alimentação, levou ao desenvolvimento de grandes estados e impérios, com vastas burocracias e poderosos meios militares que procuraram dominar enormes extensões de território. Tornaram-se aquilo a que o investigador da Universidade de Cambridge, Luke Kemp, chama «Golias». 

Em A Maldição de Golias, explica que, tal como o gigante da Bíblia derrubado por David, também estes impérios foram derrubados. Como? Seja nas primeiras cidades de Cahokia ou Tiwanaku, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias.

Kemp explica que, à época, esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido, na maioria dos casos, uma bênção para as suas populações. Situação que, no nosso século, poderá repetir-se, mas não da mesma forma.

O que mudou? Agora vivemos num único Golias global, onde a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam, com a conivência das grandes potências mundiais, o nosso mundo obcecado por crescimento e pela corrida nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível.

Não é pessimismo, é a análise de um especialista do Centro para o Estudo do Risco Existencial que nos diz que ainda há tempo, mas que temos apenas duas hipóteses: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias – a crise climática, a instabilidade geopolítica e as rápidas mudanças tecnológicas – ou o próximo colapso poderá ser o nosso último. Não é por acaso que The New York Times diz que este livro «é como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.»

Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro, A Maldição de Golias já se encontra nas livrarias com a chancela da Bertrand Editora e tradução de Joaquim Gafeira.

Sobre o Autor

Luke Kemp é investigador associado do Centro para o Estudo do Risco Existencial da Universidade de Cambridge. Tem formação em geografia humana, relações internacionais e economia, tendo lecionado na Australian National University (ANU). A sua investigação tem sido divulgada nos meios de comunicação como o New York Times, a BBC e a New Yorker. 

3000 Depois de Cristo na RTP Play



Uma antologia de 10 histórias que, através do absurdo, critica problemas bem reais do presente. 3000 Depois de Cristo é uma série de antologia que consiste em 10 histórias distintas, todas passadas no ano 3000, e contadas em formato documental.  Criada com recurso à inteligência artificial, a série da RTP Lab propõe uma critica social que imagina, mas também questiona, o nosso futuro. Um projeto com autoria e realização de Rui Neto e produção da Toca Produtora.

Para o autor e realizador Rui Neto, “criar esta série foi um processo profundamente experimental e ao mesmo tempo muito pessoal. Partiu da escrita, onde procurei dar vida a observações do quotidiano, a reflexões críticas e a pensamentos sobre o futuro. A partir daí, fui construindo um universo narrativo que ganhou uma nova dimensão com a integração de imagens geradas por inteligência artificial: que funcionaram como a extensão visual da minha imaginação. De um modo geral, este projeto permitiu-me explorar novas formas de contar histórias e desafiar os limites do tradicional. Mais do que um exercício técnico, foi uma investigação criativa sobre autoria, estética e as possibilidades emergentes da criação contemporânea”.



Neste futuro distante, serão explorados temas pertinentes do presente, como a inteligência artificial, a morte, a política, a guerra, o fanatismo, a desigualdade, a desintelectualização, a crise ambiental do plástico, que nos transporta para 10 mundos distintos. Mas que, ao mesmo tempo, num tom cómico e absurdo, nos deixa espaço para a reflexão como se fosse uma piada que surge em jeito de aviso do que está para vir.

Também para a produção, o processo foi um desafio constante. Para a produtora, Rute Moreira, “produzir a série 3000 Depois de Cristo foi uma descoberta de novos caminhos de produção. Preservar todo o processo criativo e artístico potenciando-o com ferramentas IA foi um processo muito bem sucedido. Manter toda a dimensão criativa e humana, quer nas histórias contadas quer nas vozes que as narraram, expandindo horizontes criativos na construção imagética foi, para além de gratificante, uma grande aprendizagem. Esperamos que o público goste tanto de ver a série como a equipa gostou de a fazer”.



3000 Depois de Cristo, de 10 episódios, fica disponível na RTP Play a 9 de abril.

Julia Navarro e o adeus a Argos



«O tempo vai apaziguando a dor que sinto, mas ainda hoje me faz falta e, sempre que entro em casa, a primeira coisa que faço é procurá-lo com o olhar, surpreendida por ele não ter vindo ao meu encontro». Em Quando Eles Partem, o livro mais pessoal e emotivo de Julia Navarro, a autora bestseller parte da dolorosa perda de Argos, o pastor alemão que a acompanhou durante 14 anos e muitas horas de escrita, para uma homenagem universal, e intemporal, ao vínculo humano-animal.

Entre o diário e o ensaio, o livro retrata o papel fundamental dos animais na vida dos seres humanos, particularmente dos cães, seguindo a sua presença na história da nossa cultura: dos livros aos filmes, dos quadros de museu aos factos históricos. Uma «ária canina», na opinião do jornal espanhol ABC, que exalta os companheiros dos grandes ícones culturais, sejam eles reais, como o Camões de Saramago, o Bingo de Agatha Christie, e o Jofi de Freud, ou personagens, como o Galgo do Dom Quixote, o «Cão Semiafundado», de Goya, ou o «Cão nebuloso» de Rembrandt, no quadro A Ronda da Noite.

Este, porém, não é um tema novo para Julia Navarro, ou apenas suscitado pelo luto. Curiosamente o próprio Argos, o saudoso companheiro que dá o mote a este livro, foi batizado em homenagem à Odisseia de Homero. Quando Ulisses alcança por fim a costa de Ítaca, exausto após longos anos de peregrinação no mar, o único que o reconhece é Argos, o seu cão leal, que durante todo aquele tempo o guardou na memória e esperou pelo seu último reencontro.

Uma celebração do amor incondicional dos cães, tão emotivo quanto informativo, Quando Eles Partem já está nas livrarias com a chancela da Bertrand Editores e tradução do espanhol de Rita Custódio.

Sobre a Autora

Julia Navarro nasceu em Madrid, em 1953. Uma das autoras espanholas mais lidas do mundo, cativou milhões de leitores com as suas obras anteriormente publicadas, das quais destacamos: Diz-me Quem Sou, Dispara, Eu Já Estou Morto, De Lado Nenhum ou O Menino Que Perdeu a Guerra. Com vendas superiores a 80 mil exemplares em Portugal, os seus livros são publicados em mais de trinta idiomas e todos eles fazem parte do catálogo da Bertrand Editora.

Maratonas Fotográficas FNAC celebram os 200 anos de fotografia



Em 2026, a FNAC assinala os 200 anos da fotografia com uma nova edição das Maratonas Fotográficas FNAC, uma iniciativa que percorre todo o país e a ilha da Madeira e convida participantes de todas as idades a sair à rua, olhar com atenção e fotografar o mundo à sua volta.
 
Sob o mote “200 anos de fotografia. A mesma paixão desde o início!”, esta edição especial cruza passado e futuro, num tempo em que o analógico e o digital coexistem, mas em que o mais importante continua a ser o mesmo: o olhar de quem fotografa. Uma visão que está na origem da própria FNAC, fundada em 1954 por André Essel e Max Théret, dois apaixonados pela fotografia, e que continua a guiar o compromisso da marca com a democratização do acesso à cultura e à criação artística.
 
Num momento de profunda transformação da fotografia, este projeto desafia os participantes a explorar cinco subtemas — Luz Primeira, Retratos do Século, Ruas em Movimento, Memórias em Papel e Pixels & Futuros — e a experimentar diferentes formas de ver e interpretar o mundo: desde a essência da luz e do retrato humano à vida nas ruas, passando pela memória impressa à imagem digital em constante evolução. Mais do que uma competição, as Maratonas Fotográficas FNAC são um convite a observar, interpretar e a descobrir novas formas de ver o mundo. Um exercício de atenção, criatividade e liberdade, aberto a todos os que acreditam que cada fotografia é uma forma única de contar uma história.
 
Entre 6 de junho e 1 de agosto, a iniciativa passa por Viana do Castelo, Gaia, Viseu, Coimbra, Lisboa, Sul do Tejo, Sintra, Algarve e Madeira, reunindo fotógrafos amadores e profissionais numa experiência criativa aberta a todos.
 
A avaliação dos trabalhos estará a cargo de um júri composto por fotógrafos profissionais e de renome do nosso país: José Goulão, Marisa Cardoso e Diana Tinoco irão distinguir a qualidade técnica, a criatividade e a coerência do conjunto de fotografias apresentado.
 
Os prémios incluem um cartão oferta FNAC no valor de 600€ para o vencedor de cada maratona, bem como a integração dos seus trabalhos numa exposição num Fórum FNAC. Será ainda atribuída uma Menção Honrosa, cujo vencedor será premiado com um cartão oferta FNAC de 150€  e também a oportunidade de participar numa exposição num Fórum FNAC.
 
As inscrições estão abertas até 1 de junho e podem ser efetuadas nas lojas FNAC, através do site ou pelo número 211 536 000. O custo de participação é de 45€, e de 40€ para aderentes FNAC.
 
Calendário das Maratonas Fotográficas FNAC 2026:
  • 06/06 – Viana do Castelo
  • 13/06 – Gaia
  • 20/06 – Viseu
  • 27/06 – Coimbra
  • 04/07 – Lisboa
  • 11/07 – Sul do Tejo
  • 18/07 – Sintra
  • 25/07 – Algarve
  • 01/08 – Madeira
Mais do que uma celebração dos 200 anos da fotografia, as Maratonas Fotográficas FNAC 2026 afirmam uma ideia simples e intemporal: independentemente do equipamento usado, a fotografia continua a ser um exercício de olhar, descoberta e liberdade. Todos os interessados poderão obter mais informações no site em https://www.fnac.pt/maratonas-fotograficas.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Engolir Sapos Engorda? A ciência diz que sim



O que nos está, afinal, a engordar sem que demos por isso? Em Engolir Sapos Engorda – O peso das emoções na saúde e na balança, Conceição Calhau mostra como o stresse, as emoções reprimidas e a pressão do dia a dia podem estar por detrás dos quilos a mais e da inflamação de baixo grau que compromete a saúde.

Depois do sucesso de Deixemo-nos de Tretas – A ilusão da comida saudável, com mais de 10 mil exemplares vendidos, Conceição Calhau, Professora Catedrática na NOVA Medical School e uma das vozes mais respeitadas na área das Ciências da Nutrição em Portugal, regressa com um livro que promete gerar debate, uma vez que desafia a ideia de que o aumento de peso depende apenas da má alimentação ou do sedentarismo.

Todos os dias «engolimos sapos»: a resposta que fica por dar, os prazos que se acumulam, o telemóvel que não pára de tocar, as noites mal dormidas ou a sensação constante de estar sempre ligado são alguns dos gatilhos que mantêm o organismo em estado de alerta. Para o corpo, estas situações funcionam como ameaças reais e desencadeiam respostas hormonais que alteram a forma como a energia é gerida. O organismo reage ao libertar cortisol e açúcar para o sangue e prepara-se para lutar ou fugir. Sendo que essa energia não é gasta, o excesso acaba armazenado, o que favorece o aumento de peso.

Neste novo livro, a autora explica de forma clara e sustentada pela evidência científica como o stresse e a gestão emocional influenciam o metabolismo. Ao longo do livro, Conceição Calhau aborda os mecanismos reguladores da fome e da insulina, o impacto da microbiota intestinal e a importância do sono, mostrando que a saúde metabólica depende de muito mais do que daquilo que colocamos no prato.

Com um estilo direto, irreverente e acessível, a autora desafia ideias simplistas sobre o peso e propõe uma nova forma de olhar para a balança, onde as emoções assumem um papel central. Mais do que contar calorias, o livro convida o leitor a compreender o impacto do stresse e da saúde mental no organismo e revela o que se pode, de facto, fazer para ter mais saúde.

Engolir Sapos Engorda – O peso das emoções na saúde e na balança já se encontra em pré-venda e chega às livrarias no dia 16 de abril.

Sobre a Autora

Conceição Calhau é Professora Catedrática na NOVA Medical School, regente de Bioquímica Nutricional do curso de Medicina, fundadora da licenciatura em Ciências da Nutrição nesta escola médica e fundadora do Mestrado em Nutrição Humana e Metabolismo. Durante 23 anos foi investigadora e professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde se doutorou em Biologia Humana em 2002, e se agregou em Metabolismo em 2010. A sua área de investigação incide maioritariamente na microbiota intestinal, nos efeitos dos alteradores endócrinos na disfunção metabólica e nos compostos bioativos presentes na alimentação, em particular os ácidos gordos ómega-3, a vitamina D e o iodo. A par da atividade académica e científica, cofundou a YourBiome, uma spin-off da Universidade NOVA de Lisboa, dedicada à pesquisa e desenvolvimento de novas terapias com base na microbiota intestinal para tratamento das doenças metabólicas. É autora de Deixemo-nos de Tretas – A ilusão da comida saudável, que a Contraponto publicou em 2024 e que já vendeu mais de 10 mil exemplares.

Primeiro fim-de-semana desportivo de Abril no Algarve



Após a fantástica recepção ao campeonato do mundo Superbike no encerramento do mês de Março o Autódromo Internacional do Algarve dá continuidade ao seu recheado programa desportivo 2026 com a Porsche Cup Suiça já no próximo Sábado - 11 de Abril.

Num alinhamento de provas que verá as corridas serem realizadas no Sábado, pilotos e equipas desta competitiva série realizarão duas corridas Sprint para cada categorias e uma corrida de endurance com a duração de duas horas no que será uma fantástica oportunidade para todos os amantes do desporto automóvel e da marca germânica ver em pista os sempre apaixonantes GT3 e GT4 nas suas mais diversas configurações.

Os bilhetes para a prova têm um custo de 10 euros (acesso paddock) podem ser adquiridos no Kartódromo Internacional do Algarve.

HORÁRIO CORRIDAS - SÁBADO 11 DE ABRIL

10h35m - Corrida 1 Open GT
11h30 - Corrida 1 GT3 Cup e GT4 RS CS
13h30 - Corrida 2 Open GT
14h30 - Corrida 2 GT3 Cup e GT4 RS CS
16h25 - 2 Horas Endurance

Literatura em Viagem celebra 20.ª edição com autores internacionais e estreia de sessões de biblioterapia



O LeV - Literatura em Viagem arranca esta sexta-feira, 10 de abril, na Galeria Municipal de Matosinhos, onde pelas 18h30 o historiador britânico Peter Frankopan protagoniza a sessão inaugural do festival. O autor propõe uma leitura do mundo contemporâneo a partir das interligações históricas entre diferentes geografias, dando início a dez dias de conversas dedicadas à literatura, à memória e às ideias que atravessam o presente. 

No sábado, 11 de abril, a programação prossegue com uma das principais novidades desta edição: a biblioterapia, uma prática que usa os livros como instrumento de reflexão e apoio à saúde mental. Pelas 15h00, o debate “Terapia entre páginas” reúne as escritoras Bijal Shahd, Diana Teixeira de Carvalho e Maria Francisca Gama para refletir sobre o potencial da leitura na promoção do bem-estar emocional e no aprofundamento do autoconhecimento. Logo a seguir, é a vez do escritor francês Patrick Deville conversar com José Manuel Fajardo sobre a literatura e a memória coletiva, antecedendo a entrevista de vida à islandesa Yrsa Sigurðardóttir, focada no seu percurso literário e na dimensão psicológica que marca a sua obra. 

Ao longo do dia, a Biblioteca Municipal Florbela Espanca acolhe atividades dirigidas a famílias e ao público infantil: os espetáculos intitulados “A Liberdade das Cores” e “Viagem Musical”, o Laboratório Poético “Expresso Poesia”, e, durante a tarde, a hora do conto “Contamos Contigo! Viagem Sensorial pelas Cidades das Cores” ou a oficina “O Camaleão Colorido e o seu Postal”. 

O sábado termina com a apresentação do livro “Contos pintados, pinturas contadas", um projeto artístico e livro editado pela Associação Lar Doce Ler, lançado em dezembro de 2025, que une 4 escritores e 4 pintores numa residência artística. Os textos são assinados por Carmen Garcia, Jacinta Pessoa, Rosário Alçada Araújo e Tiago Salazar, já as ilustrações são da autoria de Fátima Mateus, Inez Wijnhorst, Isabel Melo e Maria Ana Krupenski.

No domingo, 12 de abril, pelas 15h30, a escritora chinesa Jung Chang sobe ao palco da Galeria Municipal de Matosinhos para uma conversa sobre a história da China no século XX, tema central do seu trabalho autoral. O segundo momento da tarde traz a conversa “Revolução nas margens” que, com os jornalistas Miguel Carvalho e Pedro Vieira, sob moderação de Sara Otto Coelho, desafia a pensar não apenas se a literatura pode mudar o mundo, mas também o que estamos a perder ao não a usar com esse fim. O primeiro fim de semana do festival literário termina com a sessão “Viver antes de escrever”, que junta o explorador Erling Kagge, o alpinista João Garcia e o escritor Eduardo Pinheiro numa reflexão profunda sobre a relação entre a experiência, a escrita e a linguagem. 

Ao longo de 10 dias, o LeV – Literatura em Viagem volta a ocupar vários espaços da cidade de Matosinhos com conversas, apresentações de livros e uma programação contínua dirigida a leitores e curiosos de diferentes idades. Além das sessões com autores nacionais e internacionais, o festival integra oficinas, visitas guiadas, horas do conto e iniciativas do LeVzinho, inteiramente dedicadas ao público mais jovem e à comunidade escolar.

Até dia 9 de maio, é também possível visitar na Galeria da Biblioteca Municipal Florbela Espanca a exposição FACELESS, Carla Gaspar, uma mostra de fotografias estereoscópicas (3D), que reúne duas séries de imagens produzidas em 2025 e centradas no corpo humano, num trabalho integrado na programação do evento.

Organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos, com produção da The Book Company, o LeV -Literatura em Viagem mantém o acesso livre e gratuito a todas as iniciativas. Detalhes adicionais e programação completa podem ser consultados em https://www.cm-matosinhos.pt/servicos-municipais/cultura/literatura/lev-literatura-em-viagem.  

“Quartas-feiras de Cinema Premiado” no Canal Hollywood



“The Apprentice - A História de Trump”, a biografia do atual presidente dos Estados Unidos, é um dos filmes que integra o especial “Quartas-feiras de Cinema Premiado” que reúne quatro filmes de ação, drama e comédia reconhecidos pela crítica, para ver no Canal Hollywood, nas noites de quarta-feira, a partir de 8 de abril. 

O especial arranca a 8 de abril, pelas 21h30, com “Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo”, filme nomeado para onze Óscares da academia, tendo vencido sete nas categorias de Melhor Filme, Realização, Argumento original, Atriz principal (Yeoh) e Secundária (Jamie Lee Curtis), Ator secundário (Ke Huy Quan) e Edição (Paul Rogers),

A malaia Michelle Yeoh, uma das grandes estrelas de ação de Hong Kong dos anos 1980 e 1990, é a protagonista desta comédia de ação onde interpreta Evelyn Wang, uma imigrante chinesa nos Estados Unidos com a dura missão de salvar o mundo atravessando vários universos paralelos e explorando todas as vidas que não chegou a viver. A banda sonora, a cargo de Son Lux, conta com nomes como David Byrne, Mitski, Randy Newman ou André 3000. 

“Lee Miller: Na Linha da Frente” é o filme biográfico que se segue para ver a 15 de abril, às 21h30, onde veremos Kate Winslet a interpretar a lendária fotógrafa de guerra Lee Miller, ao lado de um elenco que inclui nomes como Marion Cotillard, Andy Samberg, Andrea Riseborough, Noémie Merlant e Josh O'Connor.

O filme retrata a transição de Miller de modelo da Vogue para correspondente de guerra onde registou os horrores dos campos de concentração. Na Segunda Grande Guerra, a trabalhar para a revista "Vogue", Lee esteve na linha da frente e cobriu a chamada Blitz em Londres, a campanha de bombardeamento, a libertação de Paris e ainda o que se passou nos campos de concentração de Buchenwald e Dachau. A história deste nome grande da fotografia do século XX é aqui trazida para o grande ecrã com Kate Winslet num papel que lhe valeu um Óscar pela brilhante interpretação.

“The Apprentice - A História de Trump” estreia a 22 de abril, pelas 21h30, para contar a história de como o jovem Donald J. Trump conseguiu tornar-se um empresário de sucesso no ramo imobiliário em Nova Iorque, na década de 1980.

Apresentada no Festival de Cinema de Cannes, esta biografia, criticada pelo próprio Donald Trump, estreou nos cinemas norte-americanos a 11 de outubro de 2024, a menos de um mês das eleições em que concorreu pela segunda vez ao cargo de Presidente dos EUA.

Sebastian Stan foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator pela sua interpretação do jovem Donald Trump, enquanto Jeremy Strong, que interpreta o advogado Roy Cohn, foi nomeado para Melhor Ator Secundário.

Realizado por Ali Abbasi e escrito por Gabriel Sherman, conta com o ator Sebastian Stan como Donald Trump, Jeremy Strong como Cohn (1927-1986) e Maria Bakalova como Ivana Zelníčková (1949-2022), a mulher com quem Trump esteve casado entre os anos de 1977 e 1990. O The Apprentice, presente no título, é uma referência ao reality show criado por Mark Burnett, de que Trump foi produtor e apresentador entre 2004 e 2015.

A 29 de abril, pelas 21h30, o canal exibe “Os Excluídos”, uma comédia dramática realizada por Alexander Payne (“As Confissões de Schmidt”, “Sideways”, “Os Descendentes”, “Nebraska”, “Pequena Grande Vida”), passada na Nova Inglaterra, em Dezembro de 1970. 

Austero, rabugento e muito desiludido com o mundo, o professor Paul Hunham (Paul Giamatti) é desconsiderado por todos num conceituado colégio interno onde leciona há anos. Dada a sua baixa popularidade, e como não tem família com quem passar o Natal, é selecionado para ficar na escola com Angus (Dominic Sessa), um adolescente indisciplinado que não tem ninguém que o espere em casa.
Com a ajuda da generosa Mary (Da'Vine Joy Randolph, vencedora de um Óscar de Melhor Atriz por este papel), a responsável pelo refeitório da escola, que tenta lidar o melhor que pode com a morte do filho, Paul e Angus vão tentando encontrar formas de abandonarem as hostilidades e de se reconciliarem um com o outro.

Sobre o Canal Hollywood

O Canal Hollywood, produzido pela Dreamia, disponibiliza mensalmente 300 filmes durante 24 horas por dia, exibindo a melhor seleção de filmes de todos os géneros cinematográficos. Com uma emissão regular desde 1996, foi o primeiro canal temático de cinema em Portugal sendo, desde o seu lançamento, o canal mais visto no segmento de Cinema.

Nova galeria de arte na cidade de Espinho vai apresentar obras de 12 artistas portugueses



A Solverde Casinos & Hotéis, a principal marca a atuar nas áreas da hospitalidade, entretenimento e jogo em Portugal, anuncia um novo espaço para artistas portugueses. Chama-se White Corner e é um espaço expositivo dentro do Casino Espinho que apresenta, todos os meses, uma proposta do património artístico português.

Nos próximos 12 meses, o White Corner vai apresentar 12 artistas contemporâneos portugueses, com curadoria de Maria de Fátima Lambert, crítica de arte e professora na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. A curadora pretende destacar artistas plásticos contemporâneos que cruzem desenho, pintura ou esculturas tridimensionais.

A primeira exposição do White Corner é de Mário Bismarck, artista plástico e professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que vai inaugurar esta nova montra de arte contemporânea. A exposição de Mário Bismarck está patente no Casino Espinho entre dia 10 de abril e 10 de maio.

O próximo artista a apresentar-se em Espinho é o pintor Sebastião Casanova, entre os dias 15 de maio e 14 de junho.

Nos próximos meses a galeria vai receber trabalhos de 12 artistas: Mário Bismarck, Sebastião Casanova, Carlos Carreiro, Fernando Marques de Oliveira, Zulmiro Carvalho, Avelino Sá, Fátima Carvalho, António Olaio, Sofia Pidwell, Wanderson Alves, e Rui Lacerda.

“Sabe-se que, ao longo da história e em diferentes geografias, a partilha tem sido frequentemente impulsionada por mecenas que, muitas vezes à frente do seu tempo, criaram as condições necessárias tanto para a criação artística como para a sua fruição. É sob esta perspetiva renovadora e lúcida que a programação do White Corner amplia a sua projeção, reforçando o compromisso com a aproximação às comunidades e às pessoas, em diálogo com a arte contemporânea portuguesa”, explica Maria de Fátima Lambert, curadora do White Corner.