terça-feira, 15 de setembro de 2026

D. Maria II celebra reabertura no Rossio com três dias de programação aberta à cidade



Depois de um período de encerramento para obras de requalificação, o Teatro Nacional D. Maria II volta a abrir as portas do seu edifício, no Rossio. Entre 18 e 20 de setembro, o público é convidado a celebrar este regresso com um programa de três dias de festa, de entrada livre.

As celebrações arrancam a 18 de setembro com a estreia de Macbeth, de William Shakespeare, numa encenação e tradução de Pedro Penim. A escolha da peça recupera um episódio marcante da história do D. Maria II. Macbeth era o espetáculo que estava em cena na noite de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o Teatro em ruínas. Mais de 60 anos depois, a tragédia de Shakespeare regressa à Sala Garrett para assinalar a reabertura do edifício. No âmbito das celebrações, o espetáculo terá ainda apresentações nos dias 19 e 20 de setembro, às 18h, mantendo-se em cena até 31 de outubro. 

Nesse mesmo dia, a celebração estende-se à Praça D. Pedro IV. A partir das 21h30, o Rossio transforma-se numa extensão do Teatro, com uma festa de entrada livre e aberta à cidade. A fachada do D. Maria II recebe um espetáculo de videomapping criado pela United VJs para assinalar os 180 anos da instituição. A partir de imagens, sons e materiais de arquivo, a criação percorre diferentes momentos da história do Teatro, recordando pessoas, espetáculos e acontecimentos que fizeram parte dos seus 180 anos. Com direção criativa de Pedro Zaz, o videomapping será apresentado às 22h, 23h e 00h. Entre cada apresentação, a festa continua com DJ sets de ZenGxrl (22h10), Beatbombers (23h10) e Marfox (0h10). As atuações serão acompanhadas de VJ sets da United VJs.

Nos dias 19 e 20 de setembro, entre as 11h e as 15h30, o público é convidado a entrar e a conhecer o edifício renovado. As visitas passam por diferentes espaços do D. Maria II, incluindo zonas habitualmente reservadas a artistas e trabalhadores, e integram ainda a exposição 180 anos do Teatro Nacional D. Maria II, dedicada à história da instituição e às diferentes gerações de artistas e públicos que por ela passaram. 

No dia 19, às 16h, é lançada a nova edição de Macbeth, publicada pelo TNDM II e pela Bicho-do-Mato, na coleção "Textos de Teatro". A publicação apresenta a nova tradução de Pedro Penim, pensada para a cena e para a oralidade, e recupera também a ligação histórica entre a peça de Shakespeare e o D. Maria II.

No dia 20, às 16h, vários espaços do edifício recebem o Coro do Recomeço. Conduzido pela estrutura artística ondamarela e criado em junho de 2026, o projeto explora, através da música e da performance, formas de participação na vida do Teatro. Esta será a primeira oportunidade para o público conhecer o trabalho desenvolvido pelo coro ao longo dos últimos meses.

A programação de reabertura é de entrada livre, mediante levantamento de ingresso na bilheteira do Teatro Nacional D. Maria II (condições de acesso disponíveis no site do Teatro).  

A programação de reabertura conta com o apoio da Fundação ”la Caixa” e BPI.

Bertrand Editora publica «Um Defeito de Cor»



A Bertrand Editora anuncia a publicação em Portugal de Um Defeito de Cor, romance incontornável de Ana Maria Gonçalves, vencedor do Prémio Casa de Las Américas e eleito por leitores e críticos do jornal Folha de S. Paulo o melhor livro da literatura brasileira do século XXI.

Ana Maria Gonçalves foi, em 2025, eleita para integrar a Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher negra a entrar nesta instituição desde a sua fundação, em 1897. Um Defeito de Cor chega às livrarias portuguesas a 17 de setembro. Em outubro, a autora estará em Portugal para participar no FÓLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, que este ano tem como tema «Para além da Pele».

Um Defeito de Cor é um romance histórico monumental, que conta a saga de Kehinde, uma mulher negra que aos oito anos é sequestrada no Reino do Daomé (atual Benin) e levada para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

No livro, Kehinde narra, em detalhe, a sua captura, a vida como escravizada, os seus amores, as desilusões, os sofrimentos, as viagens em busca de um dos seus filhos e da sua religiosidade. Além disso, mostra como conseguiu a sua carta de alforria e, no regresso a África, se tornou uma empresária bem-sucedida. A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados a favor da abolição que ocorreu em 1835, em Salvador (Bahia).

Um Defeito de Cor é um resgate histórico poderoso que apresenta a perspetiva de uma mulher negra escravizada e afirma aspetos essenciais da identidade brasileira. Cada capítulo é introduzido por um provérbio africano, que antecipa o que se lerá a seguir. Ana Maria Gonçalves trabalhou ao longo de vários anos nesta obra, publicada pela primeira vez em 2006 pela Editora Record. «Foram cinco anos ao todo, dois de pesquisa em que realmente eu só li e tomei notações [sic], um ano de escrita e mais dois anos de reescrita. Então foi um processo de imersão. Eu trabalhava todos os dias da semana, 10 a 12 horas por dia», disse a autora ao jornal O Globo.

O impacto de Um Defeito de Cor transcende as páginas do livro: teve uma exposição itinerante no Brasil e serviu de inspiração para o desfile de Carnaval de 2024 da Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba brasileiras.

Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, chega às livrarias a 17 de setembro.

Sobre a Autora

Em 2002, Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais, 1970) abandonou a agência de publicidade em que trabalhava em São Paulo e isolou-se na Ilha de Itaparica (Bahia), onde passou seis meses escrevendo o seu primeiro romance, Ao lado e à margem do que sentes por mim, marcado pelo registo intimista. O livro teve primorosa edição artesanal e foi vendido pela própria autora pela Internet. Em 2006, publicou Um Defeito de Cor pela Editora Record, livro pelo qual recebeu o prestigioso Prémio Casa de Las Américas, que, recentemente, foi eleito por leitores e críticos do jornal Folha de S. Paulo o melhor livro de literatura brasileira do século XXI. Mora no Rio de Janeiro e escreve também para cinema, teatro e televisão. Desde 2025 é imortal da Academia Brasileira de Letras. 

Dylan Moran no Coliseu dos Recreios



Dylan Moran, uma das maiores lendas da comédia internacional, estreia novo espetáculo Looking For Trouble no Coliseu dos Recreios. O premiado humorista irlandês, estrela de Black Books, apresenta-se em Lisboa, no dia 23 de março de 2027.

No dia 23 de março de 2027, o palco do Coliseu dos Recreios recebe uma das vozes mais únicas e reconhecíveis da comédia mundial: Dylan Moran. O artista irlandês traz a Portugal o seu espetáculo totalmente novo, Looking For Trouble, prometendo uma noite que vai muito além do stand-up comedy tradicional.

Vencedor dos prestigiados prémios BAFTA e Perrier, e aclamado globalmente como o protagonista da icónica série de culto Black Books, Moran construiu uma carreira singular. O seu estilo navega com maestria entre a poesia, a filosofia de café, a indignação existencial e o humor puro, tornando-o uma referência incontornável para várias gerações de espectadores e comediantes.

Sobre o espetáculo Looking For Trouble

Num mundo que parece cada vez mais absurdo, ninguém encontra sarilhos com tanta elegância como Dylan Moran. Em Looking For Trouble, o humorista regressa aos palcos com novas reflexões e obsessões, transformando de forma extraordinária as neuroses e as absurdidades do quotidiano em momentos de gargalhada coletiva.

A sinopse convida o público a um confronto divertido com a realidade moderna: vale a pena levantar para ir trabalhar ou o melhor é ficar na cama a tentar escapar a isto tudo? Entre críticas à nossa dependência de pequenos luxos diários – como um gigantesco latte gelado com caramelo – e sugestões hilariantes para recuperar o controlo da vida (como tornar-se um campeão letal de kickboxing e de xadrez), Moran promete um espetáculo deliciosamente cínico e provocador.

A vinda de Dylan Moran a Portugal é organizada pela H2N – Culture Connectors, agência criativa especializada na criação, produção e programação de projetos culturais. Ao longo dos últimos anos, tem sido responsável por formatos pioneiros como o The Famous Humor Fest, por todo o trabalho em teatro em Portugal do coletivo Porta dos Fundos, bem como pela estreia em Portugal de alguns dos maiores nomes da comédia internacional como Eddie Izzard, Louis C.K. ou Jimmy Carr. Foi ainda responsável pelos espetáculos de referência Todas as Coisas Maravilhosas, com Ivo Canelas, e O Céu da Língua, de Gregório Duvivier, cuja digressão percorreu Portugal e várias cidades europeias.

Do Trumpismo ao Chega



Gonçalo Ribeiro Telles é um reconhecido analista e comentador político com experiência nacional e internacional no estudo do crescimento dos extremismos.

Este livro faz um enquadramento interno e externo das razões que explicam o crescimento da extrema-direita em Portugal. Analisando as consequências do trumpismo, o autor explica a evolução do Chega na política e sociedade portuguesa.

Com um prefácio de Mário Centeno, Do Trumpismo ao Chega é uma leitura indispensável para compreender o mundo que está a emergir e os desafios que Portugal terá de enfrentar nas próximas décadas.

Em Do Trumpismo ao Chega: A contaminação, Gonçalo Ribeiro Telles afirma que o trumpismo nasceu nos Estados Unidos da América, mas que as ideias, os métodos e a linguagem que o tornaram numa força política não ficaram por lá.

Percorrendo os mecanismos que alimentam a política do ressentimento, a polarização permanente, a desinformação e a crescente influência da inteligência artificial na formação da opinião pública, Ribeiro Telles revela uma realidade inquietante: o extremismo moderno já não vive nas margens. Instala-se no centro do sistema, redefine a linguagem política, enfraquece a confiança nas instituições e apresenta-se como uma resposta legítima ao descontentamento e ao medo.

Mais do que um livro sobre Donald Trump ou sobre o Chega, esta é uma reflexão sobre o futuro da democracia. Porque a verdadeira ameaça surge quando o extremismo deixa de parecer radical.

Sobre o Autor

Gonçalo Ribeiro Telles nasceu em 1983, em Lisboa, tendo crescido entre Nova Iorque, Lisboa e Madrid.

Licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa, tendo uma pós-graduação em Comunicação e Marketing Político e um mestrado em Estudos Europeus pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica.

Iniciou a sua vida profissional na África Subsariana, no departamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e, mais tarde, viveu na Guiné-Bissau, num percurso marcado por uma visão não linear dos caminhos que o moldaram.

Em 2016, iniciou a sua atividade de colunista e, desde 2024, passou também à análise política, intervindo regularmente em televisões nacionais e internacionais como analista e comentador político.
Dedicando-se ao estudo das transformações das democracias contemporâneas, da comunicação política e do crescimento dos extremismos, fundou a GRiT Communication & Political Risk, uma agência de consultoria em comunicação, assessoria e risco político. Antes disso, passou por consultoras de estratégia e comunicação como a Atrevia, Creative Minds, Hill and Knowlton Strategies e F5C.
Casado e pai de dois filhos, Do Trumpismo ao Chega: A contaminação é o seu primeiro livro.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Porquê aguentar tanta m*rda?



«Calámo-nos por medo, sorrimos por hábito, fingimos estar bem para não incomodar. E, entretanto, culpávamos o mundo. Os outros. A vida. Tudo, menos nós próprias. Isto até, certo dia, uma psicóloga nos ter dito algo que ninguém até então se atrevera: Não tens a vida que tens por teres azar. Tens a vida que tens por causa das decisões que tomas.» É este o mote de A Minha Psicóloga Disse-me…, um livro de Yulibeth R. G. e Katherine Hoyer para quem «já não aguenta mais fingir que consegue lidar com tudo» e «perdoar o imperdoável».

Este guia prático, que se tornou um bestseller da Amazon, nasceu de conversas reais entre mulheres e as suas terapeutas. Conversas que as duas autoras resumiram e organizaram em 110 sessões para ler em contínuo ou em consultas pontuais para momentos de reflexão.

Conversas que podem inspirar «quem se cansou de ser forte o tempo todo, de ficar onde já não há espaço, de engolir o que sente para que não lhe digam que está a exagerar». Para isso, dizem as autoras, é necessário passar por «verdades incómodas», razão pela qual «aqui não vais encontrar respostas perfeitas […] vais encontrar-te a ti mesma».

Um guia que nos fala «sem medos e sem rodeios», A Minha Psicóloga Disse-me… chega à rede livreira nacional no dia 17 de setembro, com a chancela da Editora Pergaminho e tradução de João Silveira.

Sobre as Autoras

Yulibeth R.G. é autora de textos de grande sucesso que se tornaram um guia de esperança para muitas mulheres que, como ela, enfrentaram o desafio de recomeçar. As suas histórias não nos deixam esquecer que o amor-próprio e a resiliência podem transformar a dor num novo começo. 

A escrita de Katherine Hoyer surge com a intenção de acompanhar todas as pessoas que se sentem perdidas e convidá-las a serem fiéis ao que sentem, a deixarem de agradar ao mundo e a começarem a ser elas próprias. Nas suas palavras, Katherine procura ser aquele refúgio de que todos precisamos, por vezes; aquele abraço que nos lembra de que não estamos sozinhos. Acredita na escrita como uma ponte para o próprio eu e na vida como algo que merece ser vivido com intensidade, como se cada dia fosse o último. 

Casino Lisboa recebe nova etapa da Liga Nacional de Poker



O Casino Lisboa recebe, de 15 a 20 de setembro, mais uma etapa da Liga Nacional de Poker (LNP). Estarão presentes jogadores de diferentes níveis numa semana dedicada ao poker competitivo, com uma programação diversificada e vários torneios em destaque.

O evento arranca a 15 de setembro, com o torneio Bem-Vindo, seguindo-se, de 16 a 18 de setembro, os Dias 1A, 1B e 1C do Main Event da LNP, com buy-in de 250€, stack inicial de 50.000 fichas e níveis de 30 minutos.



O programa inclui ainda eventos paralelos como O Caçador, Omaha PL, NLH Super Sexta e Torneio de Encerramento, garantindo diferentes formatos e níveis de buy-in ao longo da semana.

O fim de semana será marcado pelos momentos decisivos do Main Event, com o Dia 2 no sábado, 19 de setembro, e o Dia 3 no domingo, 20 de setembro, acompanhado por um High Roller de 500€, com stack inicial de 80.000 fichas e níveis de 40 minutos.

A etapa contará ainda com um incentivo especial: os vencedores dos eventos do programa recebem um ticket no valor de 550€ para disputar a Grande Final do CNP 2026, no Casino Gran Madrid, em Espanha.

Uma semana de poker, competição e grandes oportunidades, com o Casino Lisboa como palco de mais uma etapa da Liga Nacional de Poker 2026.

O Espião Que Veio do Futebol estreia amanha na RTP1



O Espião Que Veio do Futebol, a nova série da RTP1 e RTP play sobre a história extraordinária e pouco conhecida de Cândido de Oliveira. Em 3 episódios, a série acompanha esta marcante figura do futebol e do jornalismo desportivo português, aqui interpretada por Tomás Alves.

Em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, a vida de Cândido de Oliveira dividia-se entre o desporto e a espionagem militar secreta contra o regime nazi. Mas há uma faceta da sua vida que poucos conhecem: é o único espião português em quem os ingleses verdadeiramente confiam. Depois de intercetar correspondência nazi, Cândido recebe do adido Beevor (Filipe Vargas), uma nova missão: montar a rede de telégrafos que constituir o último reduto contra uma eventual invasão alemã. A partir do momento em que a conspiração é descoberta Cândido passa a ser perseguido pela polícia política (PVDE), pelo implacável agente Gaspar (Carloto Cotta), movido por uma vingança pessoal, e por Laura (Teresa Tavares), uma traiçoeira espia. Enquanto tenta cumprir a missão que lhe foi confiada, Cândido terá ainda de proteger aqueles que lhe são mais próximos, como a irmã e a sobrinha, o melhor amigo, as vizinhas e jornalistas da revista que dirige.

O Espião Que Veio do Futebol para ver entre 15 e 17 de setembro, às 22h30, na RTP1 e disponível na RTP play.




 

Exposição “Conversas em Tela” na Galeria de Arte do Casino Estoril



A exposição “Conversas em Tela” está patente na Galeria de Arte do Casino Estoril. Com entrada gratuita, esta mostra colectiva de pintura reúne trabalhos de 5 artistas plásticos. 

Participam nesta mostra colectiva de pintura 5 artistas, com 5 linguagens diferentes que agora se juntam para “Conversas em Tela” na Galeria de Arte do Casino Estoril.



Filipa Oliveira Antunes com 4 trabalhos de forte cromatismo; Maramgoní com cantos e recantos de Lisboa; Maria Flores com um surrealismo que não deixa ninguém indiferente; Mariola Landowska e a sua inconfundível paleta de cores e Rogério Tunes num claro exemplo de gestualismo de muita qualidade.




O poeta do amor é agora um proscrito



Como um lamento inesquecível, que se ouve a partir dos confins do Império, Ovídio cria Tristia, um dos textos mais poderosos da poesia latina, fundador da literatura de exílio. É esse livro que a Quetzal recupera numa edição bilingue – latim e português – traduzida por Carlos Ascenso André, com o título Cantos de Tristeza. Esta é também a primeira tradução integral para português.

Enviado para o exílio aos 51 anos pelo imperador, longe de Roma e da família, Ovídio vê-se obrigado a abandonar a vida de luxo e dos festins na grande cidade pelo frio e aridez de uma paisagem deserta e inóspita. Dessa radical mudança de vida nasceu um novo modelo de poesia, a «poética do exílio».

«Até então nunca poeta algum dera tanta atenção à temática do exílio e dela fizera não já só o núcleo, mas, mais do que isso, o conteúdo total de um livro ou, nesse caso, de dois», nota o tradutor no preâmbulo desta nova edição. «As delícias e os prazeres de Roma são trocados pela solidão e pela aridez penosa de um lugar remoto. O poeta do amor é agora um proscrito.»

Disponível nas livrarias a partir de 17 de setembro, Cantos de Tristeza conta com sessão de lançamento a partir da Festa do Livro de Belém logo no dia seguinte, 18, às 18h00, no Palco da Cascata, com apresentação de José Manuel Mendes e presença de Manuel Alegre, a quem Carlos Ascenso André dedica esta edição.

Sobre o Autor

Ovídio (Publius Ovidius Naso) nasceu em Sulmona, na região de italiana de Abruzzo, em 43 a.C., e morreu em 17 ou 18 d.C. em Tomos, atual Constança (Roménia), então colónia grega, um enclave entre o Danúbio e o Mar Negro. A sua obra é, ao lado da de Virgílio (70-19 a.C) e de Horácio (65-8 a.C.), de quem foi contemporâneo, um dos pilares fundadores da tradição poética ocidental.  De entre as suas obras distinguem-se Arte de Amar (Ars Amatoria), bem como Remédios Contra o Amor (Remedia Amoris), Cantos de Tristeza (Tristia) e Metamorfoses (Metamorphoses), ou o atualíssimo Heroides (Epistulæ Heroidum), uma série de cartas escritas por heroínas da tradição grega e romana aos seus amantes. O lirismo de Ovídio, ora confessional e melancólico, ora jocoso ou pleno de erotismo, ora marcado pela tristeza e pelo exílio, é uma das maiores influências no cânone posterior.  

Sobre o tradutor

Carlos Ascenso André (Monte Real, 1953) foi professor de línguas e literaturas clássicas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Nela se doutorou em 1990, antes de passar pela China e ainda por Macau, onde dirigiu o Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau. Tem uma longa carreira dedicada ao estudo e à tradução de literatura latina – seja a da época clássica (Cícero, Virgílio, Ovídio, Séneca), seja a do Renascimento – e aos estudos camonianos. Foi visiting professor em várias universidades estrangeiras, como a Universidade da Ásia Oriental (Macau), além das de Hamburgo, Gotinga, Xangai e Poitiers. A Quetzal publicou a sua versão bilingue da Eneida, de Virgílio, bem como Eneida de Virgílio Adaptada para Jovens ou Arte de Amar e Remédios contra o Amor, de Ovídio, ambos também em edição bilingue. A tradução de Arte de Amar recebeu o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus em 2024.

Estreia de “Rosaline, a Ex do Romeu” esgotou o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa



Foi na passada terça-feira que o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa esgotou para a antestreia de “Rosaline, a Ex do Romeu”. Com texto e encenação de Renato Arroyo, esta comédia romântica musical surpreendeu o público, revelando que “havia um grande amor antes de Julieta”. O espectáculo continua em exibição, de quartas a sextas-feiras, às 21h00; sábados às 16h00 e 21h00; e domingos às 16h00.



Em noite de pura diversão, foram muitas as personalidades de relevo, nomeadamente da área do espectáculo e dos media, que marcaram presença no Auditório dos Oceanos. 

“Rosaline, a ex do Romeu” é uma comédia romântica musical que conquistou o público. A tragédia Romeu e Julieta, de William Shakespeare, leva um twist irresistível, sendo recontada através dos olhos de Rosaline, uma personagem brevemente mencionada no clássico original.

Na realidade, Rosaline foi a primeira paixão de Romeu e, para complicar, prima de Julieta! Afinal, o amor mais viral de sempre… não é bem como nos contaram.

Esta é a estória por trás da história: o que começa como uma tentativa desastrada de separar o casal mais icónico da literatura, transforma-se numa jornada inesperada de auto-descoberta e amor-próprio que vem provar que existem sempre dois lados de cada história, e que nem sempre o que parece perfeito é, de facto, verdadeiro.