quinta-feira, 12 de março de 2026

Sara Barradas e Diogo Martins regressa ao Casino Estoril



Sara Barradas e Diogo Martins regressam, nos próximos dias 13, 14 e 15 de março, ao Auditório do Casino Estoril. A dupla de actores sobe ao palco para protagonizar a peça “Se acreditares muito”, da britânica Cordelia O’Neill com encenação de Flávio Gil.

“Se acreditares muito”, que já esteve em cena, nos passados dias 6, 7 e 8, no Auditório do Casino Estoril, valeu a Sara Barradas o Prémio de Melhor Atriz de Teatro do Ano, em 2025, atribuído pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores).



Em “Se acreditares muito”, Sara Barradas (Alex) e Diogo Martins (Rupert) são um casal improvável, cuja felicidade é abalada por uma perda irreparável. Tudo começa num encontro no metro que fez despertar uma chama inabalável. Meses mais tarde já estão a discutir nomes de bebés, cores para o quarto da criança e formas de poupar dinheiro. Os sinais expectáveis de uma jovem família. Mas quando Alex entra em trabalho de parto, o impensável acontece e o mundo dos dois implode.

O que se segue é a luta de um casal para seguir em frente, para se manter unido e preservar a memória do filho. A narrativa de Cordelia O´Neil, pontuada por momentos de humor, leva-nos a mergulhar nas profundezas das emoções humanas e na extraordinária capacidade de acreditarmos no impossível, revelando-se uma experiência pungente e inspiradora.



Jesus, o homem que ninguém conhece



Figura primordial do cristianismo e uma das personalidades mais influentes da História, Jesus de Nazaré continua a inspirar fé, inquietação e debate, mais de dois mil anos depois da sua morte. Com base em décadas de investigação, António de Abreu Freire propõe uma leitura crítica dos textos do Novo Testamento, recorrendo a mais de 600 citações, e cruzando a narrativa bíblica com a investigação histórica, numa abordagem inovadora que questiona a narrativa construída ao longo dos séculos, sem nunca perder de vista o homem por detrás da lenda.

Este não é um tratado apologético nem um exercício devocional, nem tampouco uma investigação académica convencional. Em Jesus, o Cristo, o autor assume uma posição de independência intelectual, expondo com rigor as incongruências dos discursos religiosos mais difundidos, e desmontando cenários amplamente enraizados na cultura popular, num texto que desafia o leitor a revisitar a sua própria relação com a figura de Jesus e a tradição cristã.

«Impus-me a tarefa de procurar por Jesus, o Cristo, não por compromisso de justificar a fé, de corroborar a crença ou por dever de missão, mas por ter encontrado, pelas rotas e caminhos do mundo por onde andei, outros peregrinos como eu que partilham as mesmas dúvidas, esperanças e inquietações, os mesmos desejos e fascínios», escreve António de Abreu Freire, sublinhando a dimensão profundamente pessoal, mas igualmente universal, desta busca. Não obstante o número de obras já publicadas sobre Jesus, esta continua a ser uma das figuras mais enigmáticas da História. Esta biografia é um retrato honesto e independente, que permite conhecer o homem, o seu tempo e o seu legado.

Jesus, o Cristo – A biografia de um homem chega às livrarias a 19 de março.

Sobre o Autor

António de Abreu Freire nasceu na Murtosa, em 1943. Emigrou, estudou nas universidades de Lovaina, de Paris e Laval, no Québec, Canadá. É doutorado em Física e em Ciências Humanas. Professor universitário e investigador no Canadá, Brasil e Portugal, conferencista e navegador, publicou duas dezenas de livros nas áreas das ciências humanas e da divulgação científica, entre eles Ação e Palavra – Vida e obra do Padre António Vieira (Afrontamento, Porto, 2010); Padre António Vieira – Uma quase biografia (Academia Maranhense de Letras, São Luís, 2019); e O Advento do Quinto Império – Pelos 400 anos da canonização da Rainha Santa Isabel (MIL, Lisboa, 2025). Organizador dos Festivais Internacionais de poesia popular (FESTCORDEL) é ainda curador da exposição Portugueses pelo Oriente (UA, 2023) e guionista da série televisiva sobre o Padre António Vieira, A Pedra e a Palavra (São Luís/São Paulo, 2022).

Casino Estoril lança novo festival internacional de Poker em Maio



O Casino Estoril irá organizar, de 12 a 17 de maio, a primeira edição do Estoril Poker Fest no Salão Preto e Prata. Será um festival internacional de poker ao vivo que promete, durante uma semana, suscitar o interesse dos visitantes do Casino Estoril.

Com um extenso programa, o Estoril Poker Fest contará com um Main Event de 500€ e vários torneios paralelos, reunindo jogadores de diferentes países num ambiente, simultaneamente, competitivo e acolhedor.

Idealizado como um festival de poker de nova geração, o Estoril Poker Fest será em exclusivo no formato 6-Max, apreciado pelo seu ritmo dinâmico, bem como a diversas animações destinadas a enriquecer a experiência dos participantes fora das mesas. 

Organizado pelo Casino Estoril, o festival insere-se numa vontade de desenvolver eventos de poker ao vivo acessíveis, festivos e abertos a uma comunidade internacional.

Situado a poucos quilómetros de Lisboa, o Estoril é conhecido pelo seu casino histórico, pelas suas praias e pela sua atmosfera elegante, oferecendo o cenário ideal para acolher um evento desta dimensão.

O programa do Estoril Poker Fest já está disponível para consulta, com qualificações a arrancarem a 15 de março. Fique atento!

Mais informações disponíveis no site oficial do Casino Estoril em https://casino-estoril.pt/pt/estoril-poker-fest



Estreias de cinema de 12 de Março de 2026



Esta semana dentre as várias estreias de cinema nas salas nacionais o "Cultura e não Só" destaca as seguintes:



O Mago do Kremlin

Adaptação da obra homónima do ensaísta e conselheiro político Giuliano da Empoli (entrevistado por Teresa de Sousa em 2023 e 2025), que lhe valeu o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa, este filme segue o percurso de Vadim Baranov — personagem inspirada em Vladislav Surkov (nascido em 1964) — no período que se seguiu à dissolução da URSS, que ocorreu a 26 de Dezembro de 1991, quando foi reconhecida a independência das antigas repúblicas soviéticas.
Com Paul Dano no papel de Baranov e Jude Law como Vladimir Putin, o filme mostra como um antigo produtor de televisão se torna conselheiro de Putin e responsável pela construção de uma máquina de propaganda ao serviço da recém-formada Federação Russa.

Realizado e escrito por Olivier Assayas (autor de “Paris Desperta”, “Destinos Sentimentais”, “Carlos”, “Depois de Maio”, “As Nuvens de Sils Maria”, “Personal Shopper”, “Vidas Duplas” ou “Wasp Network - Rede de Espiões”), este “thriller” político revela os bastidores do poder e os mecanismos de propaganda que são usados para formar novas ordens políticas. No elenco secundário surgem Alicia Vikander, Tom Sturridge, Jeffrey Wright, Zach Galifianakis, Andris Keišs, Anton Lytvynov, Will Keen, Matthew Baunsgard, Alexander M. Johnson, Anastasia Sutter e Magne‑Håvard Brekke.




O Testamento de Ann Lee

O filme inspira-se na história real de Ann Lee (1736-1784), fundadora do movimento religioso que viria a ser conhecido como Shakers (também denominado Sociedade Unida dos Crentes na Segunda Aparição de Cristo). Nascida em Manchester, Inglaterra, no seio de uma comunidade pobre e profundamente religiosa, cresceu num ambiente rígido e austero. Após integrar um grupo dissidente da comunidade Quakers, Ann Lee afirmou ter recebido revelações espirituais que a levaram a defender o celibato, a igualdade entre homens e mulheres, e a rejeição das hierarquias. Perseguida pelas autoridades da época, emigrou em 1774 para os EUA com um pequeno grupo de seguidores, fixando-se em Nova Iorque. Aí organizou comunidades assentes no pacifismo, na partilha de bens, no trabalho colectivo e numa disciplina religiosa rigorosa.

Um drama biográfico assinado pela actriz e realizadora norueguesa Mona Fastvold (“The Sleepwalker”, “The World to Come”), que também co-escreveu o argumento em parceria com Brady Corbet, realizador de “A Infância de Um Líder” (2015), “Vox Lux: O Preço da Fama” (2018) ou o oscarizado “O Brutalista” (2024), cujos argumentos são da autoria de ambos. Com Amanda Seyfried como protagonista, o filme conta ainda com Lewis Pullman, Thomasin McKenzie, Matthew Beard, Christopher Abbott, Viola Prettejohn, David Cale, Stacy Martin, Scott Handy, Jeremy Wheeler e Tim Blake Nelson. 





Kill Bill: A Obra Sangrenta Completa

Em 1999, Beatrix (Uma Thurman) viu o ensaio do seu casamento transformar-se num massacre. Grávida, foi atacada por membros das DiVAS (Deadly Viper Assassination Squad), o grupo de elite de assassinos profissionais ao qual pertencia, a mando de Bill, o homem com quem se iria casar. Sobreviveu, mas permaneceu quatro anos em coma. Quando despertou, restou-lhe um único propósito: um ajuste de contas com todos os que a tinham traído. Um a um, os nomes da antiga equipa foram sendo eliminados da sua lista, até chegar a Bill (David Carradine), o último e mais importante dos alvos a abater.

Concebido por Quentin Tarantino, “Kill Bill: Toda a Obra Sangrenta” reúne os dois volumes estreados em separado — “Kill Bill: Volume 1” (2003) e “Kill Bill: Volume 2” (2004) —, integrando cenas anteriormente eliminadas e planos alternativos. Inclui ainda a versão remasterizada a cores do confronto com os Crazy 88 e uma sequência de animação com cerca de sete minutos. O resultado é um único filme de aproximadamente quatro horas e meia, tal como Tarantino o tinha imaginado originalmente. No elenco encontram-se ainda Lucy Liu, Vivica A. Fox, Daryl Hannah, Michael Madsen, Gordon Liu e Julie Dreyfus. 

quarta-feira, 11 de março de 2026

Um Inimigo do Povo, a nova criação de Marco Martins a partir de Ibsen no CCB



Em dezembro de 2024, enquanto Marco Martins considerava adaptar Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen, focando no conflito entre o indivíduo e o coletivo, a PSP realizou uma operação policial controversa na Rua do Benformoso, em Lisboa. Cerca de 60 imigrantes, sobretudo do Bangladesh, foram forçados a permanecer encostados à parede com as mãos na cabeça durante duas horas. As imagens do episódio, captadas por moradores, tornaram-se virais e geraram debate público sobre a legitimidade da ação e a exposição de pessoas sem antecedentes criminais. Este caso tornou-se símbolo da forma como a imigração tem sido tratada na Europa: alvo de discursos políticos manipuladores, tanto da extrema-direita como dos meios de comunicação. A peça proposta por Marco Martins — fruto de um convite da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura, com a coprodução e cumplicidade do Centro Cultural de Belém, do Teatro Municipal do Porto e do Théâtre de Liège — será construída a partir dos testemunhos e biografias destas pessoas, agora envolvidas no elenco.

Com investigação jornalística de Joana Pereira Bastos e Raquel Moleiro, e apoio do líder comunitário Rana Uddin, o projeto propõe uma reflexão crítica sobre o uso político da imagem do imigrante e a ausência da sua voz no espaço público.

CCB . 12 a 15 março . Grande Auditório
Quinta e sexta às 20h00 . sábado 19h30 (novo horário) . domingo às 17h00
Interpretado em português, inglês, bengali e nepali; legendado em português
Acessibilidade: espetáculo com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, dia 15 março
M+16 | Duração: 2h
Neste espetáculo são utilizadas luzes estroboscópicas (strobe).

 

Os reis também foram pais e há histórias para descobrir no Museu Tesouro Real



Quando pensamos em reis, imaginamos coroas, cerimónias e decisões de Estado. Raramente pensamos neles como pais. No entanto, para lá do papel político e institucional, muitos monarcas viveram também as alegrias, os desafios e as responsabilidades da paternidade. Em março, o Museu Tesouro Real convida a olhar para a sua coleção permanente a partir desta ideia de herança e relações familiares que marcaram a história da monarquia portuguesa.

A 14 de março, às 15h30, a visita especial “Os Reis como Pais” convida pais e filhos a descobrir a família real sob uma nova perspetiva. Entre joias, condecorações e peças emblemáticas da exposição permanente do Museu do Tesouro Real, revelam-se histórias de afetos, educação, expectativas e relações familiares que marcaram diferentes gerações de monarcas. Uma oportunidade para olhar para a coleção não apenas como símbolo de poder, mas como testemunho de laços familiares e heranças partilhadas.

No dia seguinte, 15 de março, a proposta ganha um lado mais aventureiro com “A Ordem Notável do Dia do Pai”, uma visita pensada para famílias curiosas e destemidas. A experiência começa com a descoberta das condecorações atribuídas por reis e rainhas de Portugal em exposição e termina com uma iniciação à esgrima, que evoca o treino e a disciplina de antigos cavaleiros. Uma forma diferente de celebrar o Dia do Pai, que junta história, movimento e cumplicidade entre gerações.

Mas março não se fica pelas relações familiares. O mês inclui ainda uma nova edição do workshop “Filigrana Portuguesa”, que regressa a 28 de março. Nesta oficina, os participantes têm a oportunidade de conhecer o enquadramento histórico desta arte e experimentar técnicas tradicionais na criação de uma peça em prata. Um gesto que reforça a ideia de transmissão de saber e continuidade, valores que atravessam tanto as famílias como a própria história da joalharia portuguesa.

Ao longo do mês, a coleção permanente do Museu Tesouro Real continua a ser revelada através de visitas orientadas à coleção, com diferentes leituras sobre as peças que compõem o acervo. Entre histórias de pais e filhos, condecorações de cavaleiros e técnicas artesanais transmitidas ao longo do tempo, março propõe uma reflexão sobre legado, herança e identidade.

O Museu Tesouro Real, sob a gestão da Associação Turismo de Lisboa, está aberto todos os dias, das 10h00 às 18h00, com última entrada às 17h00. Quem visitar Lisboa pode usufruir de entrada gratuita com o Lisboa Card, que também dá acesso a museus, monumentos e transportes da capital.

Os Reis como Pais – uma visita para todos os pais e filhos
Visita Orientada Especial | 14 de março
Horário: 15h30 - 17h00
Duração: 1h30
Público: Público Geral
Valor: Visita Orientada Oferta. Mediante a aquisição do bilhete do museu
Lotação: Vagas Limitadas. Necessidade marcação prévia.

A Ordem Notável do Dia do Pai
Visita para famílias com aula de esgrime | 15 de março
Horário: 15h00 – 17h00
Duração: 02h05
Público: Famílias
Valor: 24,50€ - adulto mais criança | 11€ - adulto extra | 7,50€ - criança extra
Lotação: 20 participantes (entre adultos e crianças)

Filigrana Portuguesa 3º Edição
Workshop | 28 de março
Horário: 15h00 - 18h00
Duração: 03h00
Público: Famílias
Valor: 49,50€ |Materiais disponibilizados pelo workshop
Lotação: Lotação mínima 7 participantes | Lotação máxima: 12 participantes.
Necessidade marcação prévia.

Ouvir o corpo e redefinir o stress



Quantas vezes olhou para si e sentiu que algo não estava bem, mesmo sem conseguir explicar exatamente o quê? Fadiga constante, ansiedade, dificuldade de concentração… E se tudo isso fosse sinal de um corpo a lutar contra níveis elevados de cortisol? No livro O Efeito Cortisol, a nutricionista funcional Marina Wright convida-nos a perceber o que o nosso corpo realmente pede e a agir de forma concreta para restaurar equilíbrio e bem-estar.

Esqueça banhos de espuma ou soluções instantâneas: aqui, encontra um roteiro completo, que combina ciência e prática, com estratégias alimentares nutritivas, rituais diários para acalmar e fortalecer o corpo e ferramentas simples para transformar a rotina. Questionários e exercícios personalizáveis ajudam cada leitor a identificar padrões individuais e a construir uma resposta saudável ao stress, com resultados visíveis no corpo e na mente.

O livro assume-se como um guia essencial para quem procura reconstruir-se após o esgotamento e reencontrar estabilidade no dia a dia. Marina Wright demonstra como pequenas mudanças consistentes podem devolver leveza a rotinas exigentes.

Editado pela Ideias de Ler, O Efeito Cortisol encontra-se em pré-venda e estará disponível em todas as livrarias a 19 de março.

Sobre a Autora

Marina Wright é especializada em nutrição funcional e health coach, recohecida por transformar conceitos de saúde e bem-estar em ferramentas práticas para o dia a dia. Formada pela Universidade de Navarra e certificada por instituições internacionais de referência – incluindo Functional Diagnostic Nutrition® e o Institute for Integrative Nutrition –, aprofundou os estudos em Nutrição Psiquiátrica e Somatic Stress Release™.
O seu trabalho centra-se em ajudar pessoas a regular o stress, cultivar hábitos sustentáveis e reconectar-se com o próprio corpo, integrando ciência, alimentação e regulação do sistema nervoso numa abordagem holística. Divide a sua atividade entre a prática clínica e a comunidade no Instagram, onde inspira uma audiência global.

Bauer Media lança “Camarim”, novo Podcast dedicado à atualidade da música portuguesa



A Bauer Media Audio Portugal estreou o “Camarim”, um novo Podcast semanal dedicado aos artistas e à atualidade da música portuguesa. O projeto nasce para acompanhar de forma consistente o que está a acontecer na música nacional, dando visibilidade aos artistas e aos momentos que estão a marcar esta fase da música portuguesa.

O “Camarim” centra-se nos novos lançamentos, concertos especiais e momentos relevantes na carreira de artistas portugueses, dando espaço ao presente e ao que está a marcar o panorama musical.

Transversal às rádios do grupo, o projeto envolve animadores da Rádio Comercial, m80 Rádio e Cidade FM, garantindo diversidade de estilos e públicos, com a música portuguesa como fio condutor.



O primeiro episódio estreou no passado dia 4 de março, e tem como convidada a fadista Sara Correia, numa conversa conduzida por Filipa Galrão, animadora da Rádio Comercial, centrada no seu novo trabalho discográfico e nos projetos que marcam esta nova fase da sua carreira.

“A música portuguesa vive um momento muito forte e fazia sentido criarmos um espaço regular, assegurado pelas nossas antenas, que acompanhasse essa vitalidade.  Queremos que o ‘Camarim’ seja uma referência na atualidade da música portuguesa com conversas relevantes para todos os fãs dos seus artistas favoritos”, afirma Pedro Ribeiro, VP Content na Bauer Media Audio Portugal.

Com periodicidade semanal, o “Camarim” estará disponível no Rayo e nas principais plataformas de streaming, com novos episódios todas as semanas.

Performance-instalação "Quarto Escuro de Goethe" apresenta-se em Lisboa no Goethe-Institut



Quarto Escuro de Goethe, performance-instalação de Eunice Gonçalves Duarte, chega a Lisboa em março de 2026, integrada na programação do Festival MONSTRA, com apresentações no Goethe-Institut Lisboa. O projeto cruza arte, ciência e pensamento, partindo do livro "Teoria das Cores" de Johann Wolfgang von Goethe para propor uma experiência imersiva sobre perceção, luz e cor, e dá continuidade a um ciclo de podcasts com investigadores convidados, especialistas nas áreas da física, neuropsicologia e filosofia da cor.

Depois da estreia em Coimbra, a obra apresenta-se agora em Lisboa. Criado por Eunice Gonçalves Duarte, performer e investigadora doutoranda em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra, Quarto Escuro de Goethe propõe uma experiência sensorial de acesso muito limitado, convidando o público a entrar num espaço onde a cor é vivida para além da observação imediata, entre o visível e o invisível, a luz e a sombra, a razão e a intuição.

No Goethe-Institut Lisboa, as performances decorrem nos dias 12 das 16 às 19 (abertura do festival) e 13 de março, entre as 17h às 20h, em sessões de 20 minutos, com entrada livre e lotação limitada a três pessoas por sessão. Nesses dois dias, a instalação poderá também ser visitada livremente entre as 10h00 e as 15h00, permitindo ao público conhecer a estrutura e o dispositivo sensorial que sustenta a performance.

A programação estende-se ainda a uma conversa-workshop intitulada “Luz Indisciplinada: entre arte e ciência”, orientada por Eunice Gonçalves Duarte, a realizar no Atelier Concorde, no 15 de março, das 15h às 17h. Já no dia 20 de março, às 18h30, a Biblioteca do Goethe-Institut Lisboa acolhe a gravação ao vivo do podcast “Cores Físicas”, com o físico Vítor Cardoso. O ciclo encerra a 9 de abril, às 19h00, com a gravação do podcast “Efeito Sensível-Moral da Cor”, com a filósofa Maria Filomena Molder, no mesmo espaço.

“Interessa-me a tensão entre luz e escuridão — não como opostos, mas como zonas de transição, de revelação e de manifestação da cor. Goethe propõe que, num quarto escuro, a luz possa ser percebida de dentro, como impulso interno. É essa experiência interior da perceção que procuro transpor para o espaço performativo”, explica Eunice Gonçalves Duarte.

Em Quarto Escuro de Goethe, o espaço é concebido como um organismo sensorial onde luz, som e corpo cruzam-se num diálogo contínuo. A artista traduz a morfologia goethiana em experiência estética, fazendo nascer a cor no limite entre o visível e o invisível. Inspirada na reflexão de Goethe “A palavra pode não ser suficiente para descrever o espírito da cor”, Eunice propõe ao público não apenas ver, mas participar na experiência de ver.

A composição sonora original de Nick Rothwell funciona como uma extensão da luz e da matéria, criando uma viagem auditiva onde o som também revela ou oculta a cor. Neste “quarto escuro” materializa-se a ideia goethiana de que “a cor e o som são como dois rios que nascem na mesma montanha”, coexistindo na experiência sensorial, mesmo que seguindo caminhos distintos.

“Quando a forma se esbate, somos forçados a reorganizar os sentidos e a descobrir novas formas de ver. É nesse instante que a imagem se torna viva”, afirma a criadora.



Arte, ciência e pensamento: um diálogo que se estende em podcast
O projeto prolonga-se para além da performance através de um ciclo de podcasts onde se aprofunda o diálogo entre arte e ciência. Depois da sessão inaugural com Benilde Costa, dedicada às Cores Químicas, e da conversa com Marta Teixeira, sobre neuropsicologia da visão, e dos comentários de de Carlos Fiolhais à obra de Goethe, o ciclo prossegue em Lisboa com episódios dedicados às dimensões física e filosófica da cor, acompanhando a apresentação do projeto no Festival MONSTRA.

Envolver e sensibilizar novos públicos
Assente nos três eixos fundamentais — arte, ciência e pensamento —, O Quarto Escuro de Goethe desenvolve uma estratégia de mediação e sensibilização em parceria com várias instituições nacionais, incluindo o Goethe-Institut, o Festival MONSTRA, o Atelier Concorde, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Rómulo – Centro de Ciência da Universidade de Coimbra e estruturas culturais de Penafiel e Gouveia. 

Sobre a Artista

Eunice Gonçalves Duarte é performer e investigadora. Doutoranda em Estudos Artísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É graduada em Teatro Contemporâneo pela UCD - University College Dublin - aqui parece-me relevante esta informação O seu trabalho centra-se na interseção entre artes performativas e tecnologia low tech, privilegiando a criação de dispositivos que ampliem a experiência sensorial da performance. Tem apresentado obras em diversos países da Europa, nos Estados Unidos e no México. Foi criadora de peças de performance-instalação tais como Sufocada em Lágrimas (Temps d'Image) e Isto é um Filme de Baixa Frequência (ArteemRede/Dia Europeu do Espectador).

“Encontros” com Edgar Domingos & Chelsea Dinorath no Casino Estoril



O Casino Estoril recebe, no dia 17 de abril, às 21 horas, o concerto "Vozes em Palco: Encontros", que junta Edgar Domingos e Chelsea Dinorath num encontro ao vivo pensado para celebrar a força das vozes, a emoção das canções e a ligação com o público.

"Vozes em Palco: Encontros" foi desenhado para criar momentos de ligação entre dois universos artísticos, com actuações a solo e momentos partilhados, num concerto pensado para ficar na memória do público.

Uma noite única no Casino Estoril, onde o foco é a força da interpretação e o encontro de duas vozes no mesmo palco - celebrando canções, histórias e a energia de dois artistas em pleno reconhecimento do seu trabalho.

Chelsea Dinorath
Chelsea Dinorath chega a este espectáculo após um ano de forte reconhecimento internacional: é a primeira artista angolana a vencer a categoria de Melhor Artista da África lusófona nos Trace Awards (2.ª edição, em Zanzibar, Tanzânia). A artista foi também distinguida como Melhor Artista Feminina dos PALOP nos African Entertainment Awards, USA (AEAUSA), consolidando a sua projeção além-fronteiras.

Chelsea Dinorath afirma-se por uma escrita e interpretação intensas, com temas que se tornaram referência para muitos ouvintes, como "Ntima", "À Toa", "Sodadi", "Melhor" e "Toi Et Moi". O álbum "Catarse" reúne algumas das suas faixas mais procuradas, incluindo "Traços (feat. Edgar Domingos)", "Unfollow", "Maré", "Weya" e "Silhueta da Dor", entre outras.

A colaboração "Traços" destaca-se por unir as duas vozes no mesmo tema, antecipando o que o público pode esperar deste encontro ao vivo - um diálogo artístico entre dois percursos que se cruzam em palco.

Ao vivo, Chelsea Dinorath traz uma performance centrada na interpretação, nos refrões fortes e na conexão direta com o público, agora com o reconhecimento dos Trace Awards e AEAUSA.

Edgar Domingos
Este será igualmente o segundo evento de Edgar Domingos depois de um grande sucesso no “Lisboa Ao Vivo - LAV”, registando mais um importante momento no seu percurso ao vivo – desta vez no emblemático palco do Salão Preto e Prata ao lado de uma das vozes mais premiadas da música lusófona da actualidade.

Edgar Domingos tem construído um percurso marcado por canções que ganharam vida própria junto do público, com singles como "Agulha No Palheiro", "Relaxa" e "Linda Demais". 

Entre os seus temas mais procurados e reconhecidos surgem ainda títulos como "Adoço", "KBB", "Estragar O Que Está Bom", "Senhor Incrível" e "Já Não Te Conheço".

No alinhamento desta noite, a promessa é levar ao palco o lado mais directo e emocional do seu repertório, com espaço para os momentos de maior energia e para as canções que o público sabe de cor.