terça-feira, 19 de novembro de 2019

Crónica Saúde - Joana Franco



Uma vacina é uma preparação de antigénios (partículas estranhas ao organismo), que é administrada a um indivíduo, provocando uma resposta imunitária protectora específica de um ou mais agentes infecciosos.
Os antigénios das vacinas podem ser vírus ou bactérias inteiros, mortos ou atenuados, ou fragmentos desses microorganismos. O antigénio escolhido para uma vacina deve ser “imunogénico”, ou seja, deve desencadear uma reacção imunitária e não provocar a doença.
As vacinas são consideradas medicamentos, mas apresentam várias diferenças assinaláveis relativamente aos medicamentos clássicos. São utilizadas para combater e prevenir uma determinada doença específica.
Os processos de produção das vacinas são diversos:
enfraquecimento do microrganismo através de culturas sucessivas (por exemplo a vacina contra o sarampo, rubéola e papeira)
extracção das partes do microrganismo que desencadeiam a resposta imunitária (por exemplo a vacina contra a meningite C)
enfraquecimento da toxina que o microrganismo produz (por exemplo a vacina contra o tétano)
Em alguns casos podem ser incluídas numa mesma vacina mais do que um microrganismo (vacinas combinadas), como é o exemplo da vacina contra a difteria, tétano e tosse convulsa.
As vacinas têm um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade, após vários anos de experiência e milhões de vacinas administradas em todo o mundo. Por isso, todas as crianças e todos os adultos devem cumprir os esquemas de vacinação recomendados para a sua idade e o seu estado de saúde.
Para uma vacina ser utilizada, é necessário um extenso processo, com diferentes fases ao longo de vários anos:
fase inicial: investigação em laboratório e em animais
fase de ensaio em humanos: duram normalmente vários anos e são constituídas por 3 etapas, em que, de acordo com os princípios éticos rigorosos, segurança e eficácia, as vacinas candidatas vão sendo progressivamente aplicadas a um maior número de pessoas
fase após a introdução da vacina na comunidade: vigilância estreita da eficácia a longo prazo e do eventual aparecimento de reacções adversas
Agora vem a questão que muita gente faz hoje em dia relativamente à realização de vacinas: Porque nos devemos vacinar?
Porque as vacinas salvam vidas. Antes da introdução da vacinação de rotina das crianças, as doenças infecciosas eram a principal causa de morte na infância, provocando também bastante sofrimento e incapacidade permanente.
E todos temos direito à Vacinação?

Sim. A vacinação é um direito básico de todos os cidadãos. Com a criação dos programas nacionais de vacinação conseguiu-se atingir uma percentagem elevada de cidadãos vacinados contra as doenças alvo dos programas, alcançando-se um controlo das doenças evitáveis pela vacinação, com uma enorme diminuição do número de mortos e de incapacidades.
Na próxima semana continuarei a escrever acerca da Vacinação, dos tipos de Vacinação e da sua importância para a saúde e prevenção de doenças.

Apresentação Joana Franco

Chamo-me Joana Franco, tenho 32 anos, e sou natural de Geraldes, aldeia pertencente ao Concelho de Peniche.
Enfermeira de Profissão, terminei o Curso de Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Francisco Gentil, em Lisboa, no ano de 2010.
Nos anos mais recentes abracei desafios noutros países, nomeadamente Dubai onde fiz parte um projecto na área de Turismo, e em Inglaterra, onde trabalhei como Enfermeira em “Nursing Homes”, a cuidar de Pessoas com Demência.
Em Portugal, demonstrei o meu trabalho como Enfermeira no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, Hospital Júlio de Matos e, actualmente, trabalho na Clínica Psiquiátrica de Lisboa, em Telheiras.
Sou uma pessoa que aceita novas aventuras e, como tal, aceitei o convite de escrever para o Blog ‘Cultura e não Só’, em que apresento novos pontos de vista e dicas para tornar melhor a saúde do leitor

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Minha Irmã Luísa Todi de Maria Helena Ventura


Muitos conhecem o nome da extraordinária cantora lírica de Setúbal mas poucos conhecem a incrível vida que ela teve a cantar nos palcos de todo o mundo.

Três anos antes do terramoto de 1755 nasceu em Setúbal uma jovem que iria, também ela, abalar a Europa: Luísa de Aguiar. Aos dez anos mudou-se para Lisboa, aos 14 estreou-se no palco e poucos anos depois casava-se com o napolitano Francesco Todi. Aos 24 anos abandonou Portugal, grávida do quarto filho, para começar uma carreira internacional em Londres. Nascia uma estrela, Luísa Todi, a maior cantora lírica do seu tempo.

Com uma vontade indomável e o dom de despertar emoções com a voz, facilmente conquistou a capital inglesa. Logo de seguida foi a vez de Paris, prestes a mergulhar no terror da Revolução Francesa. O seu talento tornou-se lendário, conquistando eruditos, políticos e vários soberanos do seu tempo, bem como os palcos habituados à presença das maiores divas, como Espanha, Itália, Prússia, Áustria ou Alemanha. Gloriosos foram os três anos que passou na Rússia, onde privou com Catarina, a Grande, e dela recebeu muitos presentes.

Quando Luísa regressou a Portugal, para viver em paz depois de uma carreira gloriosa, o destino foi-lhe cruel. Primeiro as invasões francesas e depois as lutas liberais delapidaram muito do que acumulara. Ignorada pelos governantes do país e esquecida pelos seus compatriotas, a luz de Luísa Todi, que um dia iluminara toda a Europa, apagou-se em Lisboa, sem direito sequer a uma sepultura digna. O Castelo de São Jorge foi um dos poucos locais onde Luísa Todi cantou em Portugal. 

Sobre a Autora

Maria Helena Ventura nasceu em Coimbra, terra de toda a família materna. Mantém ainda uma profunda ligação afectiva ao Porto, de onde o pai era natural, e a Lisboa, para onde veio no final da adolescência, onde se licenciou e fez o Mestrado em Sociologia da Cultura. Vive há trinta e cinco anos no concelho de Cascais. É membro da IWA – International Writers and Artists Association, Sociedade de Geografia de Lisboa e Associação Portuguesa de Escritores. Tem dezanove títulos publicados, até ao momento: sete de poesia, onze de ficção (romance) e um título de literatura infantil, além de trabalhos académicos nas áreas da Sociologia da Educação e da Cultura.

Cantora Ive Greice é uma das atrações do Super Bock em Stock


Lisboa deu sorte à Ive Greice. Desde sua chegada em 2016, só coisas boas aconteceram à cantora brasileira, dentre elas ter cruzado o caminho da rainha do pop, Madonna. Elas se conheceram em um bar lisboeta e a americana gostou tanto que a convidou para cantar na sua festa de Réveillon, em Nova York. A partir disso, o universo criativo de Ive Greice não parou. Energizada com o bom astral de Lisboa, ela vai lançar quatro músicas e um álbum nas plataformas digitais pela Miranda Records, com distribuição da Altafonte, e ainda será uma das atrações do Super Bock em Stock. Ive apresenta-se no dia 22 de Novembro, na Casa do Alentejo.

“Após a minha chegada a Lisboa, passei a ser muito influenciada pela música lusófona e africana. É um resgate das minhas raízes, já que a origem da minha família paterna é Cabo Verde. O show do Super Bock em Stock vai ser mais do meu momento atual, mas com um pouquinho do disco anterior. Tem um acento pop”, conta Ive, que é artista da Miranda Records ao lado de Fafá de Belém, Izabella Bicalho, Stefan, Joyce Cândido, Fino Coletivo e Tyler Faraday, entre outros.

Ive vai lançar um single a cada duas semanas a partir do dia 22, mesma data da sua participação no Super Bock em Stock. Destaque para as faixas inéditas “Filhos do Amor” e “Viagem ao Brasil”, produzidas por Nelson Motta, Liminha e Lula Queiroga. Também estreiam-se nas plataformas digitais, “Deixa Aberta” e “Então Me Leva”, que foram bandas sonoras de filmes lançados no Brasil.

"A canção “Filhos do Amor" é do Moska, e me foi apresentada pelo produtor do meu disco, Liminha (ex-guitarrista da lendária banda Mutantes). Gravei porque é uma música que condiz com a filosofia que eu tenho de que o amor salva tudo. É o que acredito mesmo. Com todas essas vindas e idas, o amor é o que resolve. Já “Viagem ao Brasil” é uma adaptação de “Mercy Street”, do Peter Gabriel, que eu gravei com a Nação Zumbi. É carregada de brasilidade. Fala das coisas lindas que mostram como o Brasil é bom”, concluiu a cantora de Brasília que, recentemente, fez o concerto de abertura da lendária cantora brasileira Fafá de Belém.

Inimigos da Liberdade no Teatro da Trindade Inatel



"Inimigos da Liberdade", de Manuel Pureza, foi o texto vencedor do Prémio Miguel Rovisco Novos Textos Teatrais, edição 2018/2019. O prémio foi criado com o propósito de estimular  novos autores para a escrita de textos originais em língua portuguesa, promovendo e divulgando novos valores literários na área do Teatro.

Sinopse
Três homens estão agrilhoados a uma pedra, de grandes dimensões, que arrastam pelas areias de um deserto. É esse o seu trabalho. Fazem-no desde sempre, ou pelo menos desde que se recordam.
Quando a pedra encrava, deparam-se com o drama de estarem a meio de uma tarefa, no meio do nada, sem perspectivas de a concluir, quanto mais de sobreviver.
A memória atraiçoa-os, a fadiga engana-os e acima de tudo as dúvidas instalam-se com o passar do tempo.
A descoberta vai acontecendo à medida que o deserto se impõe com a sua repetição do nada.
O que fica depois do medo, do desespero e da perda da esperança quando estamos no meio de lado nenhum?

A Sabedoria Secreta da Natureza, de Peter Wohlleben,



Com A Sabedoria Secreta da Natureza, de Peter Wohlleben, que já se encontra à venda nas livrarias portuguesas, ficará a conhecer a incrível sinergia que existe entre os diferentes sistemas animal, vegetal, geológico, hídrico e meteorológico. O autor de A Vida Secreta das Árvores e A Vida Secreta dos Animais mostra-nos, neste livro, o quão sábia é a natureza e como as plantas e os animais interagem para sobreviver, prosperar e se multiplicar.

«Na natureza, não são só as engrenagens que estão ligadas umas às outras; tudo está ligado também por uma rede tão intrincada que, provavelmente, nunca seremos capazes de a compreender na sua
totalidade. E isso é bom, porque significa que plantas e animais conseguirão sempre espantar-nos.
É importante termos a noção de que mesmo pequenas intervenções podem ter consequências
enormes, e que o melhor que temos a fazer é não interferir com nada na natureza em que não
tenhamos mesmo de mexer.»

O The New York Times Book Review disse sobre A Sabedoria Secreta das Árvores que «O equilíbrio
natural que Wohlleben descreve não é extraordinário, é simplesmente a natureza real da vida: um complexo de sincronias, simbioses, simetrias, caos, resistência e interdependência, um espectáculo que não vemos se não soubermos observar a natureza. Até que alguém com a generosidade, a curiosidade e a paixão de Wohlleben nos abre os olhos para essa beleza».

Sinopse:
A natureza está cheia de surpresas.
Sabia que as árvores influenciam a rotação da terra?
E que os lobos podem alterar o curso de um rio?
E que as minhocas controlam a população de javalis?
E que as coníferas conseguem fazer chover?
O mundo natural é uma rede de ligações intrincadas, muitas das quais são invisíveis para nós. Mas são essas ligações que mantêm o delicado equilíbrio da natureza.
Com base nas mais recentes descobertas científicas e em décadas de experiência como silvicultor, Peter Wohlleben mostra-nos a sinergia que existe entre os diferentes sistemas animal, vegetal, geológico, hídrico e meteorológico, e como a natureza é realmente sábia.

PVP: € 15,50

KidZania surpreende com atividades novas


A KidZania abriu novas atividades este outono. Surpreendentes. Uma companhia de seguros, patrocinada pelo CA Vida onde os mais pequenos vão poder conhecer melhor a importância das seguradoras. A atividade contribui para a literacia de uma profissão dos graúdos de uma forma interativa, tornando a aprendizagem mais fácil e divertida. Além disso, a KidZania embarcou no compromisso com o CA Vida da sustentabilidade e aboliu o uso de papel nesta atividade, utilizando apenas suportes digitais. 

As novidades não ficam por aqui. O Parque das Crianças tem, agora, uma clínica dentária, com o patrocínio da Clínica Smile Up. Nesta actividade, pode-se experimentar ser dentista por um dia. A ação tem ainda o objetivo de ensinar sobre a constituição dos dentes, as cáries e a placa bacteriana, sensibilizando os visitantes do parque para uma correta higiene oral. 

Além destas atividades com uma forte componente pedagógica, a KidZania ainda tem um novo jogo: o Escape Game de Um Bongo. Assim, os mais novos podem experimentar ser exploradores por um dia e salvar a fábrica de “Um Bongo” dos malvados açúcares. 

Para saber mais sobre estas e outras novidades fique atento à página e às redes sociais da KidZania. 

Zeca Pagodinho de regresso a Portugal


Seja brasileiro ou português, serão poucos aqueles que ficarão indiferentes ao nome Zeca Pagodinho. Com mais de 35 anos de carreira, o cantor e compositor brasileiro, consolidado como um dos maiores sambistas do Brasil, regressa a Portugal a 15 de fevereiro, bem a tempo de antecipar o Carnaval e trazer a festa e a alegria desta época para um espetáculo único no Casino do Estoril (Salão Preto e Prata).

Muito mais que um concerto, a Roda de Samba do Zeca - produzida pelo Bossa Music - é uma verdadeira festa. Nela não faltarão os grandes clássicos do samba que fizeram do músico um dos mais internacionais sambistas brasileiros (como “Deixa a Vida me Levar”, “Brincadeira Tem Hora”, “Coração em Desalinho”, entre tantos outros); temas mais recentes do seu recém-lançado Mais Feliz (o 24.º álbum do artista, editado no passado mês de setembro); e, claro, muita cerveja. Mas a festa não fica - nem começa - por aqui e a Zeca Pagodinho juntam-se outros artistas e atrações como Carol Campolina (que fará a abertura, às 21h00), o bem conhecido dos lisboetas Projeto Viva o Samba Lisboa (que continuará a animar a plateia após Zeca se despedir, às 23h30), seguindo a festa com o DJ Jeco Thompson (01h00).

Os bilhetes já se encontram à venda na Ticketline e locais habituais, a partir de 45€. Além da plateia, onde ficará a pista para todos os que quiserem "dar um pézinho de samba", existe também a possibilidade de adquirir bilhetes para lugar sentado e para a Zona VIP (com vista privilegiada para o palco e bebida incluída).

O carioca “que deixa a vida levá-lo”
Com mais de 35 anos de carreira e mais de 20 álbuns lançados (que venderam mais de 12 milhões de cópias), Zeca Pagodinho é um dos maiores nomes da música brasileira. Além de uma parafernália de sucessos hoje cantados (e sambados) nos quatro cantos do mundo, o artista conquistou 4 Grammys latinos na categoria de “Melhor Álbum de Samba e Pagode”, além de ter sido o primeiro sambista a gravar um espetáculo acústico para a MTV Brasil (apenas artistas pop e rock o haviam feito até então).

Desde pequeno que Zeca frequenta as rodas de samba no subúrbio do Rio de Janeiro e o seu talento para compôr versos desde cedo se fez notar. No início dos anos 80 ganha o nome artístico de “Zeca Pagodinho” e com o apoio da “madrinha” - a cantora Beth Carvalho, com quem gravou a composição “Camarão que Dorme a Onda Leva” - passou a fazer pequenos espetáculos, chegando a ter músicas gravadas por Alcione e pelo Fundo de Quintal. Em 1986 lançaria o seu primeiro álbum a solo, um grande sucesso de crítica e vendas. Assim começava a era de ouro do pagode no Brasil.

Zeca Pagodinho foi o responsável por sucessos como “Coração em Desalinho”, “Quando Eu Contar (IáIá)”, “Judia de Mim” e “Brincadeira tem Hora”, atingindo o marco de um milhão de cópias vendidas. No final desta década, até início dos anos 90, a sua produção musical foi intensa. Lançou os álbuns Jeito Moleque (1988), Boêmio Feliz (1989), Mania da Gente (1990), Pixote (1991), Um dos Poetas do Samba (1992) e Alô, Mundo! (1993).

Com o nome reconhecido e a agenda preenchida de espetáculos, a consagração veio com o álbum Deixa a Vida Me Levar (2002), que ganhou o Grammy Latino de “Melhor Álbum de Samba”. A música-título do álbum torunou-se no tema do Campeonato do Mundo de Futebol de 2002, em que o Brasil conquistou o título de pentacampeão.

Apesar do sucesso ao longo de tanto tempo, Zeca Pagodinho mantém-se fiel ao seu jeito simples e de família.


Último concerto do ano de Cuca Roseta é na casa da Música



A fadista Cuca Roseta juntou-se à Vida Norte e à Casa da Música para um concerto solidário de apoio a grávidas e bebés em situação de fragilidade. O concerto, que é o último agendado pela fadista até ao final do ano e que contará com momentos surpreendentes, realiza-se no próximo dia 26 de Novembro. Os bilhetes já se encontram à venda na Bilheteira da Casa da Música ou aqui.

O custo dos bilhetes varia entre os 15€ e os 18€, e as verbas angariadas neste evento solidário revertem a favor da Vida Norte, permitindo à IPSS dar resposta aos inúmeros pedidos de apoio que recebe regularmente de grávidas em situações de vulnerabilidade. 

A Vida Norte, que este ano celebra 20 anos de actividade, actua nos concelhos do Porto e de Braga, acompanhando uma média de 120 famílias por mês, desde da gravidez até o bebé completar 18 meses de vida. Aposta num acompanhamento de proximidade e na capacitação das mães, e suas famílias, procurando garantir que estas terão as condições necessárias para dar seguimento a um projecto de vida autónomo e feliz.

Para se ter uma ideia do impacto deste apoio, no primeiro semestre de 2019 a Vida Norte recebeu 73 pedidos de apoio, dos quais 13 em Braga. Realizou 450 atendimentos de gabinete e 164 visitas domiciliárias, das quais 151 e 71, respectivamente, em Braga. Ao nível da capacitação a IPSS realizou 25 acções de formação materno-infantil. Na formação para a autonomia foram acompanhadas 39 utentes, em alguns casos abrangendo também o companheiro. Destes 39, 51% integraram o mercado de trabalho. Foram ainda realizadas três acções de formação de literacia financeira, duas no Porto e uma em Braga, com incidência na gestão do orçamento familiar.

Sendo uma das vozes mais impressionantes e marcantes do Fado da actualidade, Cuca Roseta não fica indiferente a esta causa e junta-se à Vida Norte para apoiar as grávidas, recém-mamãs e seus bebés.

Com quatro álbuns gravados, a fadista orgulha-se de poder ter a assinatura dos seus trabalhos por alguns dos maiores produtores mundiais, como Gustavo Santaolalla, detentor de vários Grammys e Óscares ou Nelson Motta, um dos mais conceituados compositores do Brasil. 

Pela sua história passaram “Cuca Roseta”, “Raiz” e “Riu”, discos estes que levaram Cuca Roseta a realizar mais de 200 concertos em Portugal e a mostrar a sua voz em mais de 40 países, sempre acompanhada de rasgados elogios pela crítica nacional e internacional e por um crescente e estrondoso sucesso junto do seu público.

Melissa celebra o seu 40º aniversário


Em 2019 a marca icónica de calçado e acessórios Melissa celebra um marco importante na sua história: o seu 40º aniversário.

A marca brasileira é reconhecida internacionalmente por criar os originais “jelly shoes” e por colaborar com alguns dos maiores nomes da moda, tais como: Jeremy Scott, Gareth Pugh, Vivienne Westwood, Comme Des Garçons e, mais recentemente, a Opening Ceremony.

Para celebrar 40 anos de design, a marca criou dois novos modelos de edição limitada, inspirados na herança brasileira da Melissa.

O sapato Alma e a mala Origem prestam homenagem ao humilde início da marca: há décadas atrás, a empresa produziu redes de plástico para proteger os garrafões de vinho, um método ainda hoje utilizado de forma artesanal e em algumas vinícolas no sul do Brasil. Estas foram as redes que inspiraram a criação da Melissa.

Raquel Scherer reafirma a importância de todos aqueles que, de algum modo, fizeram parte destes 40 anos. A Managing Diretor da Melissa revela ainda que a marca tem “colaborações criativas e visionárias”. Por colaborações, Raquel entende não só os parceiros da Melissa, mas também todos funcionários, ou seja, “todos aqueles que caminharam connosco e participaram na nossa jornada”. Raquel afirma ainda que “estes são aqueles que queremos honrar com dois produtos de edição limitada, que celebram este marco histórico tão importante.”

Crónica Coaching - Nuno Reis


Lidar com a pressão

Bem vindos a mais esta nossa partilha.

Falar sobre a pressão é abordar a base que origina a descompensação mental do que é visto como possível e acessível.

Trabalho na área comportamental desde 2006 e identifico a pressão como um dos maiores motivos para que as pessoas desistam dos seus sonhos e percam a sua noção de valor interno. A motivação e a confiança existem desde que o pensamento esteja equilibrado entre o que é pretendido e está a acontecer, sendo que a expansão da ideia original acontece através do que identificado como estar ao alcance. A pressão cria um distúrbio que ao não ser gerido de uma forma que estabilize os diferentes fluxos mentais, emocionais e energéticos sentidos, potencia o desligar da clarividência. 

A mente ao ficar isolada de si mesma fica incapacitada de interpretar de forma correcta o que está mesmo a acontecer, personalizando a situação ou o acontecimento ao ponto de deixar de compreender que o seu valor continua intacto. A questão é que neste sistema tudo fica confuso, denso e imperceptível, contribuindo para que a mente procure refúgio no ataque ou na fuga, respostas que em nada vão ajudar na implementação da solução e consequente resultado positivo.

A pressão nasce da fragilidade e da ignorância, tanto para a resolução como para a interpretação do que originou o acontecimento que está a alimentar a pressão. Neste ponto o autoconhecimento é fundamental para que a força mental mantenha o autocontrole e a liderança sobre a situação em causa.

A pressão origina ainda a descompensação emocional, o sentido da falta de respeito e o despertar de emoções poderosas assentes na raiva e no medo, transformando uma situação numa guerra de ego. A valorização dada ao que está a ser sentido, quebra a lógica mental e a capacidade de orientar o que é mesmo necessário para que tudo fique estabilizado novamente e com neste fluxo, a probabilidade de serem tomadas decisões desenquadradas é elevado. 

A questão que deve ser compreendida para que seja possível controlar as emoções é que a pressão tem a capacidade de fomentar o aparecimento da raiva ou do medo, da raiva no medo ou do medo na raiva, padrões que têm um imenso poder na criação de distúrbios emocionais e energéticos. 

Agora que já enquadramos a pressão e o que origina, chegamos ao momento de abordarmos algumas estratégias de prevenir esta descompensação. O primeiro passo é aumentar o nível de autoconhecimento e para que seja possível, é necessário que aconteça o processo de melhoria interno. Existem diversas formas para activar este processo, razão que fundamenta a importância de ter um plano de evolução pessoal, que envolva a parte teórica e prática. É importante conhecer o que desponta as suas emoções, o que provoca a instabilidade e o que faz com que perca o equilíbrio interno. Conseguindo este conhecimento, é sinal de que vai fortalecer a aptidão de decidir com mais clareza e manter o controlo nos acontecimentos. 

Falamos sobre imunizar a mente no sentido de reforçar a capacidade mental em termos de decisão e de execução, uma vez que a consequência de permitir a influência da pressão é a execução em baixo nível de performance, criando o fluxo de desvalorização e consequente desmotivação. Sendo o ser humano um animal de hábitos, é fundamental criar automatismos simples e eficazes para que a mente mantenha a lógica pragmática e necessária para saber como interpretar e posteriormente activar a estratégia mais adequada para que consiga alcançar o seu propósito.

Um ponto que devemos ter sempre em conta é que somos seres emocionais, que por muito conhecimento que tenhamos conseguido, vamos aprender através da falha e do erro, significando que ao iniciares o teu processo de reforço mental, é muito importante que compreendas que vai acontecer entre fases, exigentes e enigmáticas, em crescente exigência, para que adquiras novas aptidões e as saibas optimizar. O processo tem o tempo necessário para que evoluas e fiques mais apto, sendo que a tua mente vai sentir a pressão da expansão e da entrada num novo registo cerebral. Pela pressão de seres perfeito, à primeira, tanto pelo o que a sociedade espera como pelo o que esperas conseguir, também é importante que respeites o teu tempo de aprendizagem, previnas auto-punições ou auto-reprimendas. 

A pressão é natural e existe para que consigas amadurecer, desenvolver e alcançar estados de consciência cada vez mais elevados, sendo que pode ser reforçado e promovido através da activação interna para a prioridade de adquires novas ferramentas, recursos, meios e estratégias que te possam ajudar a manter a liderança em toda e qualquer situação, com a consequência de com o upgrade aumentares o teu rácio de produtividade e de eficácia.

Termino partilhando que é um caminho exigente mas que ao mesmo vai oferecer-te a oportunidade de melhorares o rácio de resultados, o nível de felicidade e o escalão de sucesso, estando ao alcance de todos os que colocarem como prioridade a sua evolução pessoal. 

Tenham uma fantástica semana!

Nuno Reis

Apresentação Nuno Reis

Chamo-me Nuno e ajudo pessoas a ficarem mais confiantes, motivadas e a saberem como optimizar o imenso potencial que têm dentro de si. A minha vocação é simplificar o que é necessário ser desenvolvido, para que conheçam a forma mais adequada de aproveitar oportunidades.
O foco é o potencial que tens dentro de ti e a criação da estratégia personalizada que dê resposta às tuas reais necessidades e com isso, teres acesso a um nível superior de performance e de sucesso.

A preparação mental é fundamental e vamos criar um plano personalizado de melhoria, para que melhores a forma de como geres as tuas emoções, energia e motivação, fortalecendo a tua capacidade de resposta em toda e qualquer situação. O plano que iremos criar juntos tem previsto a expansão da tua influência e notoriedade nas redes sociais, para que aumentes a percentagem de seguidores e com isso, consigas mais contactos qualificados para alavancares o teu sucesso. Vamos planear reuniões enquadradas com o teu Plano estratégico, assim como programas e eventos de fortalecimento de imagem. O aconselhamento e a orientação de tudo o que envolve a base do sucesso que pretendes alcançar.
Vais ter o meu compromisso, dedicação e proximidade, em todos os momentos do processo, factor que faz parte de quem sou e do modo de como trabalho, por ter a consciência da importância de sentires confiança. segurança e motivação e sentires que és respeitado(a) como pessoa.

nr@coachnunoreis.com
https://coachnuno.wixsite.com/sucesso

domingo, 17 de novembro de 2019

Histórias com História - Paulo Nogueira


O Terramoto de 1755


Foi há 264 anos... No dia 1 de Novembro de 1755, entre as 9:30 h e 9:40 h, dia que coincidiu com o feriado do dia de Todos os Santos, um sismo de grande magnitude destruiu quase completamente parte da cidade de Lisboa, em especial a zona da Baixa da cidade, para além de ter atingido também outras zonas do país, como Setúbal e todo o litoral do Algarve, onde a destruição aqui foi generalizada. Para além da destruição causada pelo sismo, o maremoto que se seguiu destruiu fortalezas costeiras e habitações, chegando a registarem-se ondas até 30 metros de altura. As ondas de choque deste sismo foram sentidas por toda a Europa e norte de África, nomeadamente nas cidades marroquinas de Fez e Meknés, tendo havido registo de danos e perdas de vidas avultados. Foram igualmente registados efeitos deste sismo no outro lado do Oceano Atlântico, nomeadamente no Brasil, América do norte e Caraíbas. Ficou também conhecido por o "Terramoto de 1755". Na cidade de Lisboa especialmente, este sismo de grande magnitude foi igualmente seguido de um maremoto que se crê ter atingido a altura de 20 metros assim como de vários incêndios na cidade, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte para um número superior). Foi um dos sismos mais mortíferos da história, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Na actualidade os sismólogos estimam que o sismo de 1755 terá atingido magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter. O terramoto de 1755 teve também um enorme impacto político e socioeconômico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando por consequência origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da sismologia moderna. O epicentro deste sismo não é conhecido com precisão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro, no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Isto devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755.


Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Muita gente neste dia de feriado santo àquela hora, encontrava-se nas igrejas da cidade, tendo por isso muitas sobrevivido à catástrofe mas uma grande maioria não, devido ao desabamento das mesmas. De salientar que algumas zonas dos arredores de Lisboa, nas designadas áreas fora de portas, como exemplos; Odivelas, onde o famoso convento foi afectado, tendo-se registado vítimas mortais, também a zona de Benfica sofreu com o sismo, um caso entre vários foi a igreja matriz de Nossa Senhora do Amparo que se encontrava em fase de construção, foi afectada pelo sismo, aqui registaram-se poucas vítimas mortais, segundo os registos da época. O cura João da Mata no seu registo escreveu sobre os acontecimentos em Benfica: "No Terramoto, a maior ruina foi na Igreja Nova que se andava fazendo, e até agora se lhe não buliu, tem várias propriedades (a freguesia) no mesmo estado e outras que se acham já reformadas".
Como um dos exemplos dessas reformas foi a casa solarenga e capela de Nossa Senhora dos Prazeres da quinta do Outeiro perto de Benfica, que sofreu alguns danos, poucos ainda assim segundo os registos, tendo sido reformada e reedificada em 1767. Já a região de Cascais foi seriamente afectada, tendo provocado a morte a centenas de pessoas, arrasando as duas paróquias da vila, a de Nossa Senhora da Assunção e Ressureição de Cristo, causando avultados estragos nas restantes freguesias do concelho: Nossa Senhora dos Remédios (Carcavelos), São Domingos de Rana e São Vicente de Alcabideche. Já por exemplo a região de Almada não sofreu danos com o terramoto, tendo-se portanto mantido muitas edificações mais antigas até hoje. Outra zona de Lisboa que não sentiu as consequências nefastas do terramoto de 1755 foi Campo de Ourique, assim como o Grande Aqueduto das Águas Livres (tema a desenvolver em próximo artigo), existente nesse local da cidade, que ficou intacto por estar assente numa placa tectónica segura. Da mesma forma as zonas mais altas da cidade de Lisboa praticamente ficaram intactas, mantendo ainda hoje o aspecto medieval que tinham antes do terramoto. O registo do padre Manuel Portal é a mais rica e completa fonte sobre os efeitos do terramoto, tendo descrito, detalhadamente e na primeira pessoa, o decurso do terremoto e a vida lisboeta nos meses que se seguiram. A intensidade do terramoto em Lisboa e no cabo de São Vicente. Com os vários desmoronamentos ocorridos, os sobreviventes procuraram refúgio na zona ribeirinha da cidade e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do rio cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Devido às fortes crenças religiosas da época, foi atribuído por alguns a este fenómeno, algo de divino, como que milagre de salvação, tendo portanto surgido um espaço seguro na cidade. Mas pura ilusão, poucas minutos depois, o maremoto, com, segundo relatos, de ondas com mais de 10 metros, fez submergir a zona ribeirinha e o centro da cidade de Lisboa, tendo as águas penetrado cerca de 250 metros e que varreu o Terreiro do Paço, tendo chegado, segundo relatos também da época, até meio do que hoje é a avenida da Liberdade. Desse acontecimento entre outros relacionados, terá surgido a expressão popular, já referida em artigo anterior "Rés-vés Campo de Ourique".  O maremoto que se tinha formado submergiu a ilha e o farol do Bugio, alguns dos barcos que se encontravam no rio Tejo foram arrastados acabando por se afundar. Nas áreas que não foram afectadas pelo maremoto, o fogo logo se alastrou devido a lareiras e fornos acesos assim como velas, visto ser um dia de comemorações católicas e os incêndios terão durado pelo menos cinco dias. Todos acabaram practicamente por fugir e havia quem os apagasse. Com medo das réplicas do sismo que se seguiram, muitos habitantes optaram por sair da cidade e procurar guarida em casa de familiares, ou em mosteiros não danificados que ai improvisaram hospitais, outros ainda optaram por construir barracas feitas com pano e madeira em quintas e conventos na periferia da cidade de Lisboa. A própria família real instalou-se provisoriamente em tendas nos jardins do palácio de Belém.


Ruíram durante o terramoto de 1755, importantes edifícios da cidade de Lisboa, como o Paço Real, onde hoje se situa a Praça do Comércio, perdendo-se obras de arte importantes incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio, assim como a sua biblioteca onde cerca de 70 mil volumes se perderam. Também o faustoso teatro da corte, a Ópera do Tejo ou a Real Casa da Ópera, inaugurado seis meses antes junto ao rio Tejo, na Ribeira das Naus, anexo ao Paço Real. O grande e importante Hospital Real de Todos os Santos (já citado em artigo anterior), onde os incêndios ocorridos e desabamentos vitimaram muitos pacientes, assim como o palácio do duque do Cadaval, o arquivo da Torre do Tombo cujos documentos foram salvos, o mesmo não acontecendo com a biblioteca dos Dominicanos e dos Franciscanos. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos e incontáveis construções de arquitectura do período manuelino arrasadas. O importante Arsenal da marinha assim como os edifícios da Alfândega desapareceram. Muitas das igrejas e conventos que existiam por toda a cidade de Lisboa ficaram seriamente danificadas e até destruídos com o terramoto, caso de parte da Sé de Lisboa, as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora, o famoso Convento do Carmo (cujas ruinas ainda hoje se podem ver) e o da Trindade. Igualmente a destruição destes dois importantes edifícios deu origem a uma expressão popular (tema a desenvolver em próximo artigo). Ao todo terão sido destruídos cerca de 10 000 edifícios e terão morrido entre 12 000 a 15 000 pessoas, ou até mais talvez. (Estudo modernos indicam que numa cidade com cerca de 275.000 habitantes terão morrido entre 70 a 90.000 pessoas).
O nível de destruição do terramoto, sem menção ao tsunami, e focando os incêndios, no "Novo Atlas para uso da mocidade portugueza" (1782), o tradutor corrige em nota o autor francês dizendo:
"O Autor, mal informado do que aconteceu a esta capital no referido Terramoto, asseverou que ela ficara inteiramente arrasada, quando é certo que em mais de duas partes ficou em pé, e que somente o incêndio, que lhe sobreveio, abrasou, e consumiu os edifícios, tesouros, móveis, riquezas, preciosidades, alfaias, etc. ficando unicamente as paredes. Porém, de tudo o mais raro, que se perdeu, foi a grande Livraria de Sua Majestade - rara pelos manuscritos e originais da Antiguidade que conservava - perda sem dúvida lamentável para os sábios."


A família real portuguesa escapou a esta catástrofe. O rei D. José I (1714 - 1777) e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe o rei D. José I ganhou uma fobia a edifícios em alvenaria e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa. Tal como o rei, também Sebastião José de Carvalho e Melo (1699 - 1782), mais tarde marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o mesmo pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa, punindo de modo severo quem pilhasse bens e habitações. Mandando levantar forcas para as punições mais severas. Conta-se que à pergunta: "E agora?", terá respondido: "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias. Ao contrário do costume, mas com a devida autorização escrita do Patriarca de Lisboa, muitos corpos foram carregados por prisioneiros incumbidos desse serviço e transportados em barcaças, sendo depois deitados ao mar, ao largo da barra do Tejo. Por curiosidade, quando confrontado com o que fazer com os pedaços dos corpos despedaçados que iam ser lançados ao mar, misturados uns com os outros, Sebastião José de Carvalho e Melo terá respondido: "Deus lá no Céu, saberá a que corpo pertencem". De referir que Lisboa já havia sofrido vários terramotos sem grandes consequências, oito no século XI, cinco no século XVI, incluindo o de 1531 que destruiu 1.500 casas e o de 1597 que destruiu três ruas. Anos antes no século XVIII, foram mencionados os terramotos de 1724 e o de 1750, este último no dia da morte do rei D. João V, mas ambos sem consequências de maior.


O terramoto de 1755 abalou muito mais que a cidade de Lisboa e os seus edifícios, Lisboa era a capital de um país profundamente católico, com grande tradição de conventos e igrejas empenhados na evangelização das suas colónias. O facto de  terramoto ter ocorrido num dia santo e ter destruído várias igrejas importante levantou muitas questões religiosas na Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, seria uma manifestação de ira divina de difícil explicação. Na política do país, o terramoto foi também devastador. O ministro Sebastião José de Carvalho e Melo era o favorito do rei mas não do agrado da alta nobreza, que competia pelo poder e favores do monarca. Depois desse dia 1 de novembro, a eficácia da resposta do marquês de Pombal (cujo o título lhe é atribuído em 1770), a esta situação resultante do terramoto, garante-lhe um maior poder e influência perante o rei D. José I, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo. Tudo isto leva a uma série de consequências no seio da política, da sociedade e da igreja em Portugal a partir de então. Assunto esse que dará um capitulo com muitos assuntos e temas a desenvolver.
Igualmente o ano de 1755 insere-se numa era fulcral de uma grande transformação social: o designado Iluminismo, o Capitalismo e a Revolução Industrial, que irão lançar as bases de uma sociedade moderna em alguns países da Europa Ocidental. Foram inúmeras as gravuras representando o acontecimento de Lisboa que circularam por toda a Europa durante o resto do século XVIII e ainda ao longo do século XIX, muitas das quais realizadas por estrangeiros e por consequência com exageros e falhas paisagísticas. O terramoto influenciou de forma determinante muitos pensadores europeus do Iluminismo. Foram muitos os filósofos do século XVIII, que fizeram menção ou aludiram ao terramoto nos seus escritos, dos quais se destaca Voltaire (1694 - 1778), no seu Candide e no "Poème sur le desastre de Lisbonne" ("Poema sobre o desastre de Lisboa") de 1756 ou ainda as cartas a Jean-Jacques Rosseau a Voltaire. A arbitrariedade da sobrevivência foi, provavelmente, o que mais marcou o autor, que satirizou a ideia, defendida por autores como Gottfried Wilhelm Leibniz (1646 - 1716) e Alexander Pope (1688 - 1744), de que "este é o melhor dos mundos possíveis"; ou como escreveu, Theodor Adorno (1903 - 1969) "o terramoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz" (Negative Dialectics, 361). Já no século XX, também citando Adorno, o terramoto passou a ser comparado ao Holocausto, uma catástrofe de tais dimensões que só poderia ter um impacto profundo e transformador na cultura e filosofia europeias. Esta interpretação de Theodor Adorno serve de ilustração à sua interpretação da história, que é bastante crítica da sociedade.


Após o terramoto o ministro e o rei encomendaram aos arquitectos e engenheiros reais vários projectos, e em menos de um ano depois do terramoto já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. Foram apresentados vários projectos para a reconstrução da cidade de Lisboa por engenheiros e arquitectos como Manuel da Maia (1677 - 1768), engenheiro-mor do reino, e de um total de 6 plantas traçadas pelos seus colaboradores, foi escolhida a de Eugénio Santos (1711 - 1760), arquitecto do Senado da cidade, que chefiou os trabalhos até 1760, altura em que faleceu, tendo sido substituído por Carlos Mardel (1696 - 1763), arquitecto húngaro imigrado em Portugal. O rei D. José I desejava uma cidade nova e ordenada, com grandes praças, avenidas largas e rectilíneas, que viriam a marcar a planta da nova cidade. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este terá respondido que "um dia hão-de achá-las estreitas…."
A cidade medieval de ruas labirínticas e estreitas deu lugar a um traçado racional de linhas rectilíneas em que os prédios teriam todos a mesma altura. Para os esgotos que agora passariam a existir, foi ordenado que tivessem a dimensão onde um homem pudesse andar a cavalo dentro deles. Destaque para a Praça do Comércio, majestosa "sala de entrada" na cidade e Lisboa, com a estátua equestre do rei D. José I, da autoria do escultor Machado de Castro (1731 - 1822). O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina, é uma das zonas nobres da cidade de Lisboa. Serão dos primeiros edifícios do mundo a serem construídos com protecções à prova de sismos (anti sísmicas), designada de "gaiola pombalinas", uma estrutura interior em madeira com travamento, projetcada para distribuir as forças sísmicas, que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações de um sismo. Para prevenção e combate aos incêndios, todos os quarteirões tinham poços nos saguões e as paredes entre edifícios eram mais altas que o telhado para prevenir a progressão do fogo (as designadas paredes corta-fogo). Outras cidades portuguesas afectadas pelo sismo como Vila Real de Santo António no Algarve, foram reconstruídas de acordo com princípios pombalinos, o mesmo se aplicou a vilas como a Golegã. Na cidade Lisboa a designada Baixa ou também chamada "Baixa Pombalina", tem esta designação por ter sido edificada por ordem do Marquês de Pombal, na sequência do terramoto de 1755, cobrindo uma área de cerca de 23,5 hectares. Situa-se esta área entre o Terreiro do Paço ou Praça do Comércio, junto ao rio Tejo, até ao Rossio e a Praça da Figueira, e longitudinal entre o Cais do Sodré, Chiado e o Carmo, de um lado e a Sé, e a colina do castelo de São Jorge do outro. A Baixa é formada por um conjunto de ruas rectas e perpendiculares organizadas para ambos os lados de um eixo central constituído pela rua Augusta. Os edifícios têm uma arquitectura semelhante, com rés-do-chão comerciais e andares superiores para habitação. As fundações dos edifícios assentam sobre estacaria em pinho verde, cravada em terrenos de aluvião abaixo do nível freático, servindo de embasamento para os alicerces. Ao nível das lojas, as salas são abobadadas com tijoleira e rematadas por arcos de cantaria. A Baixa dispôs da primeira verdadeira rede de esgotos domésticos, dando para colectores subterrâneos sob as ruas. Foi apreciada como candidata portuguesa à lista de Património Mundial em 7 de dezembro de 2004, declarando-a superior às áreas planeadas em Edimburgo, Turim e Londres; inclusivamente, a inscrição alega que os planos da reconstrução de Londres após o Grande Incêndio "não implementa princípios gerais", tais como os conseguidos na zona pombalina.


As causas geológicas do terramoto e da actividade sísmica na região de Lisboa, são ainda causa de grandes debates científicos, existindo indícios geológicos da ocorrência de grandes abalos sísmicos com uma periocidade de aproximadamente 300 anos. Lisboa encontra-se junto de uma falha tectónica, mas a grande maioria dos terramotos tão intensos como o sismo de 1755 só acontece nas zonas de fronteira entre placas. Alguns geólogos portugueses avançam a ideia de que o sismo estaria relacionado com a chamada zona de "subducção" do Oceano Atlântico, entre as placas tectónicas euroasiáticas e africana. Ate há pouco tempo, a versão mais aceite era a que a colocava no banco de Gorringe, montanha submarina situada a Sudoeste do Cabo de S. Vicente. Recentemente surgiram outras propostas que apontam para uma estrutura geológica submersa a uma distância intermédia entre o banco de Gorringe e o cabo de S. Vicente - e uma falha de 70 km de extensão, descoberta em 1999, e que foi denominada falha do Marquês de Pombal. Também para Lisboa, fica a imagem de uma cidade reconstruída em termos modernos, já que a destruição que o terramoto ocasionou, obrigou a um esforço de reconstrução sem precedentes, abrindo novos caminhos a nível da arquitectura, da engenharia civil, do urbanismo, patentes na designada "baixa pombalina" de Lisboa. A cidade de Lisboa, segundo alguns, nunca mais foi a mesma desde então, no entanto nem tudo se perdeu e a sua história manteve-se e outra começou dai em diante, no entanto, a sua luz e beleza, essa nunca se perdeu.



Texto:
Paulo Nogueira

Publicação feita ao abrigo do acordo de partilha de conteúdos entre o blogue "Histórias com História" e o site "Cultura e Não Só".



sábado, 16 de novembro de 2019

Receitas da Semana


Receitas da Semana



Perna de Borrego no Forno

Ingredientes

2 kg perna de borrego desossada
150 g toucinho
3 c. sopa banha
6 dentes de alho
1 dl azeite
1 limão
1 cebola
1 folha de louro
1 colher de chá colorau
1 dl vinho branco
q.b. piripiri em pó
q.b. sal e pimenta

Preparação

Limpe a carne de peles e gorduras e faça-lhe alguns cortes fundos. Tempere-a com sal, pimenta, colorau e piri-piri.
Nos cortes que efectuou coloque os dentes de alho esmagados. 
Coloque num tabuleiro e regue com o azeite, sumo do limão e vinho. Adicione também a banha, a folha de louro, o toucinho cortado em tiras e a cebola aos quartos.
Leve a assar em forno quente, vigiando sempre e ir regando com o molho (se necessário acrescentar um pouco de água). 
Serve-se com batatas assadas e salada.


Tarte de Natas e Pudim Flan

Ingredientes

1 base massa folhada
2 saquetas pudim flan
2 colheres sopa maizena
8 colheres sopa açúcar
2 ovos
0,5 l leite
1 pacote natas

Preparação

Colocar a massa folhada sobre uma superfície enfarinhada e estendê-la com o auxílio do rolo. Forrar uma tarteira, previamente untada com margarina e polvilhada com farinha, e furar com um garfo. Num tacho juntar o pudim flan, a maizena, o açúcar, os ovos e o leite. Envolver com uma vara de arames e acrescentar as natas, voltando a misturar. Levar a lume médio até engrossar, mexendo sempre.
Verter para a tarteira e levar ao forno pré-aquecido a 200º C até alourar. Por cima ganha aquela capa escura tal como os Pasteis de nata. Servir, quanto mais fresca melhor, uma delícia.



sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Chef Miguel Laffan inspira-se no mar português e noutros sabores lusófonos


Com vista para as ondas do mar, no Miguel Laffan at Atlântico - a aposta gastronómica do InterContinental Cascais-Estoril -, existem novos tesouros por descobrir. No novo Menu Lusofonia, o Chef Miguel Laffan apresenta, mais uma vez, a sua forte ligação ao oceano Atlântico, que não só dá nome ao restaurante, mas que inspira diariamente o chef cascaelense na sua cozinha criativa, em que alia aos sabores da costa portuguesa, os mais emblemáticos ingredientes do nosso e de vários outros países de língua portuguesa.

O Menu Lusofonia propõe um mar de sabores que, estando disponível ao almoço de segunda a sexta, por €19,50 por pessoa, inclui uma entrada – uma triologia típica portuguesa – e um prato principal, uma receita de peixe a cada dia da semana, que aposta no que de melhor o mar tem para oferecer.

Do Caril de gambas com arroz basmati (segunda-feira), aos Filetes de pescada com açorda de coentros e alho (terça-feira), passando pela Moqueca de bacalhau (quarta-feira) e pela Massada de peixe da nossa costa (quinta –feira), até às Pataniscas de bacalhau com arroz de tomate e hortelã da ribeira, a semana enche-se de aromas e paladares com influências vindas dos quatro cantos do mundo lusófono, sempre com o peixe como protagonista.

A par do novo Menu Lusofonia, para os amantes de carne que não dispensam um bom bife, o chef Miguel Laffan tem também uma nova proposta, o Bife de Frigideira (€19,50). Uma recriação do mais português dos bifes, disponível todos os dias ao almoço, de segunda a sexta, e que promete bons momentos à mesa entre amigos.

Esta nova aposta gastronómica do Miguel Laffan at Atlântico Bar & Restaurante vem dar um novo sabor aos almoços da linha de Cascais e, para maior conforto dos clientes, o InterContinental Cascais-Estoril oferece, de acordo com a disponibilidade, estacionamento gratuito no parque do hotel, mediante validação do ticket no restaurante. 

Prémios da Estoril Sol entregues a 20 de Novembro


Em cerimónia solene, agendada para o próximo dia 20 de Novembro, a partir das 18 horas, no Auditório do Casino Estoril, Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Júri dos Prémios da Estoril Sol, entrega o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural a Maria do Céu Guerra, bem como os Prémios Literários Fernando Namora e Agustina Bessa-Luis, referentes a 2018, respectivamente, a Carlos Vale Ferraz e Judite Canha Fernandes.

Nesta quarta edição do Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, o Júri deliberou atribuir o galardão à actriz Maria do Céu Guerra. Lançado pela Estoril Sol, o Prémio, com periodicidade anual e no valor de 20 mil euros, constitui uma homenagem à memória de Vasco Graça Moura.

Da acta do Júri ressalta o singular percurso de Maria do Céu Guerra, “por se ter destacado, ao longo da vida, numa prática de cidadania cultural, enquanto actriz, que levou à cena e por diferentes modos divulgou os grandes textos da literatura portuguesa e, nessa intervenção, que manteve em ”A Barraca” como núcleo de irradiação cultural, formativo e vocacionado para a descoberta e criação de novos públicos”. 

Em relação à 21ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, promovido pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros, o Júri distinguiu, por unanimidade, Carlos Vale Ferraz pelo romance “A Última Viúva de África”.

Em acta, o Júri salientou na obra “ A Última Viúva de África” que “a memória da experiência colonial pode ser aterradora - Congo Belga e Angola constituem neste romance o eixo geopolítico de acções de guerra e desvarios humanos no qual uma mulher (Madame X) emerge, simultaneamente, como figura de ligação da estória do romance e da História dos anos sessenta no início da guerra nacionalista”.

Por sua vez, no que diz respeito à 11ª edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, com o valor de 10 mil euros, o Júri distinguiu, por unanimidade, Judite Canha Fernandes com o seu primeiro romance “Um Passo para Sul”.

Ao eleger “Um Passo para Sul”, o júri considerou tratar-se de “um romance fundado num triângulo geográfico e existencial, repartido por Cabo Verde, São Tomé e Açores. Os registos linguísticos e imaginativos do crioulo inscrevem-se criativamente na estrutura global da narrativa, contribuindo para a formatação de uma linguagem literária muito estimulante”. 

O Júri dos Prémios da Estoril Sol, além de Guilherme d`Oliveira Martins, foi ainda constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.


Starbucks® apresenta os novos Red Cups



A Starbucks traz boas notícias para os fãs da época mais esperada do ano! A contagem decrescente acabou! Finalmente chegaram os novos Red Cups da Starbucks®. 

Desde há mais de 20 anos, concretamente em 1997, que a empresa de Seattle marca a chegada das festas com a apresentação da sua icónica edição limitada de copos vermelhos. Todos os anos, são criados vários modelos exclusivos e o seu lançamento cria uma enorme expectativa entre os seus seguidores e coleccionadores.

Este ano, e em linha com uma estratégia mais ecológica da marca, a novidade passa por uma versão reutilizável. Assim, pode deliciar-se com as propostas da época e usufruir de um desconto de 0,40€ no preço da sua bebida!

PVP. desde 3,00€

Memórias de um Urso-Polar, de Yoko Tawada



Como nas fábulas mais marcantes, são os animais que nos transmitem os melhores ensinamentos. A escritora japonesa Yoko Tawada prova-nos isso mesmo com o romance Memórias de um Urso-Polar, que a Sextante Editora publica este mês.

Em Memórias de um Urso-Polar ficamos a conhecer a incrível história de três gerações de ursos-polares – avó, mãe e neto – que narram a sua vida. Todos eles são ursos famosos que convivem e comunicam com os humanos e com os outros animais. Desta família fazem parte uma avó escritora que viveu na União Soviética durante a Guerra Fria, a filha Tosca, artista de circo, e o seu urso bebé Knut, criado por um humano no jardim zoológico de Berlim, e que sonha conhecer o mundo lá fora.

Ao eleger para narradores estes fascinantes animais, Tawada mostra o animal-homem de outra perspectiva, num romance que surpreende e comove.

Sinopse
Três gerações de ursos-polares, a avó, a filha Tosca e o neto Knut, que vivem no seio da sociedade humana, são estrelas no circo e no mundo literário. Contam-nos as suas memórias, por vezes alegres, por vezes tristes, e gozam a sua celebridade. Yoko Tawada, desfocando as linhas que separam os homems dos outros animais, escreve um maravilhoso romance sobre os animais que nós somos, a nossa procura de um significado e de um equilíbrio para a vida e para o amor.

PVP: € 17,70

Facebook lança guia do Porto feito pelas comunidades da cidade


O Facebook lançou o Guia das Comunidades do Porto com o apoio da Câmara Municipal do Porto, através do Pelouro da Economia, Turismo e Comércio. O Guia das Comunidades do Porto são as recomendações de 22 comunidades presentes na plataforma que selecionaram como e onde percorrer a cidade, através de Páginas e Grupos dedicados a cada assunto específico, desde gastronomia a filosofia, entre outros. 

No ano passado, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa, o Facebook lançou o Guia das Comunidades de Lisboa. Um ano depois, a rede social escolheu a Invicta para celebrar as comunidades, com histórias das pessoas que vemos diariamente a percorrer a cidade, que se juntam a outras pessoas do Porto no Facebook para partilhar interesses comuns e encontrarem-se pessoalmente. Estas comunidades fazem parte das mais de 1.4 mil milhões de pessoas que todos os meses utilizam os Grupos do Facebook e se conectam para partilhar interesses e preocupações, encontrar apoio para causas e fazer parte de atividades que têm um impacto realmente positivo nas nossas vidas.

O Porto é uma cidade num momento de particular ebulição, um ponto turístico aclamado pelo mundo fora e ao mesmo tempo, um espaço com uma complexa história social e urbana. Esta dicotomia presente no dia-a-dia é refletida neste guia, que apresenta as comunidades fervorosamente dedicadas à história esquecida e as que procuram os novos espaços que estão a alterar a paisagem da cidade. Este guia pretende mostrar o Porto através desta experiência, dividido entre o passado e o futuro, uma perspetiva atual da cidade com contexto histórico. 

Entre as comunidades presentes no guia, que recomendaram espaços e experiências do Porto consoante os seus interesses, destacamos:

Preencher Vazios - Joana de Abreu tem uma missão: preservar os azulejos de rua. O método é simples e eficaz. Através de intervenções artísticas preenche os espaços vazios nas fachadas com novos azulejos e frases de escritores portugueses. Ao chamar atenção para os pequenos detalhes que nos rodeiam, espera sensibilizar a população para o património da cidade.

Porto Desaparecido - O entusiasmo pela história, pelos vestígios do tempo, levaram Manuel de Sousa a criar esta comunidade em 2012 e, apenas um ano depois, a receber Medalha Municipal de Mérito pela Câmara do Porto. A comunidade nasceu da convicção de que a melhor forma de entender a cidade em que vivemos é através do conhecimento da história.

VeganHood - Sara Martins e Rita Duarte têm voz ativa na comunidade vegetariana. Através de ações de rua, de palestras e do Facebook, as duas amigas difundem a prática de veganismo no norte de Portugal. Hoje lutam também pelos direitos dos animais convidando todos a tentar o Desafio Vegetariano.

Clube Filosófico do Porto - Tomás Magalhães Carneiro, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, Tiago Sousa, da Universidade do Minho e Rui André Lopes, do Instituto Superior Politécnico Gaya, decidiram criar uma associação para quem partilha o gosto pela filosofia. Refletindo na origem urbana desta arte, o objetivo ambicioso do Clube é aproximar novamente a filosofia da cidade.

Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda - A Rua de Miguel Bombarda é uma artéria vital da cidade, impulsionada pelas galerias de arte e projetos comerciais alternativos. Em 2007, estes espaços decidiram unir-se em parceria com a Câmara Municipal do Porto nos eventos bimestrais “Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda”. Ana Alves da Silva trata da comunicação destes eventos e é uma das responsáveis por transformar esta outrora esquecida rua numa artéria vital.

Vinho, saber provar! - Não há maus vinhos, existem paladares diferentes. Quem o defende é Duarte Costa Pereira, Engenheiro Agrícola e Pós-Graduado em Enologia. Além de supervisor de Prova Sensorial, é formador de vinhos. Nos tempos livres partilha o seu conhecimento na página “Vinho, saber provar!”.

O guia do Porto reúne algumas das melhores dicas e recomendações para ficar a conhecer os segredos mais bem guardados da cidade, desenvolvido com conteúdo exclusivo e inspirador, por quem melhor a conhece, as próprias comunidades locais do Facebook. Quer seja um local, esteja de visita ou pretenda mudar-se para a cidade, o Guia das Comunidades do Facebook é o parceiro ideal para que descubra o Porto através dos olhos de quem vive e melhor conhece a cidade.

O guia do Porto está disponível em https://cityguides.fb.com/ e em vários pontos de turismo da cidade do Porto.

Ama verdadeiramente o futebol? Então este livro é para si!


O Futebol com que Sonhei, de Luís Freitas Lobo – um dos analistas desportivos mais respeitados do país –, chega hoje às livrarias.
Este não é um livro para alimentar debates preocupados com tudo menos com o jogo. O Futebol com que Sonhei, de Luís Freitas Lobo, publicado pela Contraponto, é um livro indispensável para quem ama verdadeiramente o futebol, para todos os que trabalham, vivem ou sentem o jogo. 
Com o seu estilo inconfundível, e com um entusiasmo de um miúdo que não quer envelhecer, Freitas Lobo mergulha nas próprias memórias e emoções: os primeiros jogos e as primeiras paixões, as atmosferas favoritas, as viagens e os diferentes estilos de jogo, as grandes equipas, as táticas e as filosofias, os grandes jogadores e os grandes treinadores num cruzamento de emoções entre futebol do passado e do presente. Como o próprio autor diria, este livro pretende ser um hino ao futebol, um manifesto em defesa do que de mais belo este apaixonante jogo tem. 
O Futebol com que Sonhei é lançado no dia 18 de Novembro, às 21h00, na Fnac NorteShopping. As honras de apresentação caberão ao ex-futebolista Deco, ao treinador Vítor Oliveira e ao jornalista Carlos Daniel. A 26 de Novembro, o livro é apresentado em Lisboa pelo Selecionador Nacional, Fernando Santos, em hora e local a anunciar.

Sobre o Autor

Luís Freitas Lobo não pensa em futebol 24 horas por dia porque, como ele próprio diz, tem de dormir algumas horas e isso tira-lhe tempo. Desde miúdo que o futebol é a paixão que, juntamente com a escrita e as histórias, juntou naquilo a que hoje chama profissão. Mas Luís Freitas Lobo continua a chamar-lhe paixão. Essa foi, de resto, a matéria que constituiu as suas colaborações com a televisão (SIC, RTP e SporTV), a rádio (Antena 1 e TSF) e os jornais (Revista Mundial, A Bola, Expresso e O Jogo). Basta chamarem-no para falar ou escrever sobre futebol e ele vai. De resto, foi também a paixão pelo jogo e pela escrita que o levou a lançar os livros Os Magos do Futebol, em 2002, e Planeta do Futebol, em 2009, os antecessores de O Futebol Com Que Sonhei.

Casino Lisboa com renovados ciclos gastronómicos



Com uma expressiva afluência de visitantes, o restaurante ”Le Buffet” do Casino Lisboa distingue-se pelas suas novas ofertas gastronómicas agendadas para as Quartas-Feiras. O moderno espaço de restauração propõe, de forma intercalar, os ciclos “Cozido no Casino Lisboa” e “Arroz de Cabidela de Galinha”, duas sugestões que vêm complementar o ciclo “Buffet Regional do Casino Lisboa”, reservado para todas as primeiras Sextas-Feiras, de cada mês. O preço por refeição é de €16,00 por pessoa com bebidas incluídas. Em parceria com a empesa Cerger, o “Le Buffet” do Casino Lisboa acolhe jantares em serviço de buffet livre, distinguindo-se pelos seus ciclos gastronómicos. O “Cozido no Casino Lisboa” e “Arroz de Cabidela de Galinha” constituem duas sugestões a não perder.

Buffet “Cozido no Casino Lisboa”
Entradas
- Saladas Variadas
- Variedade de Enchidos Regionais
- Queijos Regionais
- Saladas Simples e Compostas
Quentes
- Cozido à Portuguesa
- Bacalhau Cremoso
Sobremesas
- Variedade de Doces
- Fruta Fresca Laminada
Bebidas
- 2 Bebidas

Próximas datas em 2019:  27 de Novembro e 11 de Dezembro

Buffet “Arroz de Cabidela de Galinha”
Entradas
- Saladas Variadas
- Variedade de Enchidos Regionais
- Queijos Regionais
- Saladas Simples e Compostas
Quentes
- Arroz de Cabidela de Galinha
- Bacalhau Espiritual
Sobremesas
- Variedade de Doces
- Fruta Fresca Laminada
Bebidas
- 2 Bebidas
Próximas datas em 2019: 20 de Novembro, 18 de Dezembro

Situado no piso 1 do Casino Lisboa, o restaurante Le Buffet está vocacionado para um serviço rápido e de excelência, oferecendo as melhores especialidades regionais portuguesas. Aberto diariamente das 19h30 às 23h30.

As reservas poderão ser feitas através do seguinte contacto: +351 21 892 90 50

Consultar o site do Casino Lisboa para informações adicionais:
O acesso ao Casino Lisboa é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo é para maiores de 18 anos.

Miguel Angelo apresenta novo álbum no Casino Lisboa


Miguel Angelo será o protagonista de mais uma etapa do ciclo de concertos “Arena Live, agendada para a próxima Segunda-Feira, 18 de Novembro a partir das 22 horas, no Arena Lounge do Casino Lisboa. Miguel Angelo assegura um concerto inédito, que terá como convidados especiais D’Alva, Filipe Sambado, Surma e Chinaskee. A entrada é livre.

Em noite de concerto “Arena Live, Miguel Angelo apresenta o seu novo álbum “Nova (pop)”, cujo primeiro single se intitula “Nova”. O disco é o resultado de um “exercício criativo” que levou o cantor e compositor a colaborar, precisamente, com Chinaskee, D’alva, Filipe Sambado e Surma.

Fundador dos Delfins, em 1984, Miguel Angelo é um dos artistas mais multifacetados e empreendedores do panorama nacional. Caracterizam-no a estética otimista, uma proximidade popular e um discurso de inovação que sempre foram recebidos com grande empatia pelo público.

Miguel Angelo regressou a solo, em 2012, com o álbum “PRIMEIRO” depois de uma carreira de 25 anos com os Delfins, entre outros projetos como a Resistência (no activo) e o Movimento. 

Editou em 2015 o álbum “SEGUNDO”, que inclui uma nova versão de "O Vento Mudou" (com que os Delfins se haviam estreado) em dueto com o seu lendário intérprete original, Eduardo Nascimento (representante de Portugal no Festival da Eurovisão em 1967). 

Com “Nova (pop)“, Miguel Angelo inicia mais uma etapa do seu extenso percurso musical. Trata-se de um álbum que reúne um "conjunto de canções criadas e produzidas, em 2019, com o contributo de “nomes meritórios da nova música nacional".

Com um programa diversificado, os “Concertos Arena Live 2019” oferecem diferentes conceitos e estilos musicais no amplo espaço do Arena Lounge, o qual dispõe, aliás, de múltiplas soluções técnicas para originais actuações ao vivo.

Ciclo de concertos “Arena Live 2019”
- 18 de Novembro: Miguel Angelo e convidados
- 25 de Novembro: Cuca Roseta
- 02 de Dezembro: Stereossauro – Bairro da Ponte e convidados
- 09 de Dezembro: Dino d’Santiago
- 16 de Dezembro: The Black Mamba convidam Aurea
- 25 de Dezembro: Gospel Collective (Dia de Natal)
- 31 de Dezembro: Matias Damásio (Réveillon)

O Arena Lounge do Casino Lisboa acolhe o ciclo de “Concertos Arena Live 2019”, às Segundas-Feiras, pelas 22 horas, excepto na noite do Dia de Natal (quarta-feira) e na noite de Réveillon (terça-feira, mas em hora a definir). A entrada é livre.