segunda-feira, 15 de junho de 2020

D. Maria II reabre para duas apresentações de By Heart na Sala Garrett


Encerrado ao público desde 13 de Março, o Teatro Nacional D. Maria II volta a abrir portas nos dias 20 e 21 de Junho, com duas apresentações de By Heart, na Sala Garrett. Criado e interpretado por Tiago Rodrigues, o espetáculo estreou em 2013, em Lisboa. Desde então, foi apresentado cerca de 250 vezes em 20 países em todo o mundo.

Os bilhetes para as sessões de By Heart já estão disponíveis para compra exclusivamente online no site do D. Maria II, com valores entre 6€ e 12€. A receita de bilheteira das duas apresentações reverterá para um Fundo de Apoio aos Profissionais da Cultura. A Sala Garrett contará com uma lotação de 198 lugares (cerca de 50% da sua lotação total), respeitando as normas definidas pela Direção Geral de Saúde. O público deve utilizar obrigatoriamente máscara durante toda a sessão.

By Heart é uma peça sobre a memória e a arte como ferramentas de resistência, sobre o esconderijo seguro que os textos proibidos sempre encontraram nos nossos cérebros e nos nossos corações, garantia de civilização e consolo mesmo nos tempos mais bárbaros e desoladores.

Estreado no Maria Matos Teatro Municipal em 2013, By Heart subiu pela primeira vez ao palco no D. Maria II em 2016, na Sala Estúdio. Três anos mais tarde, em Fevereiro de 2019, regressou a este mesmo Teatro, para uma apresentação única na Sala Garrett, integrada no Festival Antena 2. Agora, mais de um ano depois, volta a esta Sala, para duas apresentações, nos dias 20 e 21 de Junho, às 20h e às 18h, respetivamente.

Com cerca de 250 apresentações ao longo de 7 anos, By Heart é um dos espetáculos de teatro portugueses que mais circulou por palcos nacionais e internacionais. Uma projeção global que foi apontada como “excecional” pelo júri do Prémio Pessoa 2019, atribuído ao Diretor Artístico do Teatro Nacional D. Maria II em Dezembro do ano passado. O galardão foi oficialmente entregue a Tiago Rodrigues pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Cascais no passado dia 9 de Junho.

Em breve, o Teatro Nacional D. Maria II anunciará outras iniciativas que serão apresentadas ao público durante as próximas semanas.

Entre Eles, de Richard Ford



A Porto Editora publica Entre Eles, um livro em que, de outra maneira, Ford continua o seu exemplar trabalho de sempre – perceber a essência profunda da América.  
Mantendo o tema de fundo que é transversal a toda a sua produção literária – perscrutar a essência do que é a América – Richard Ford faz uso em Entre Eles da sua própria história de vida, e da história dos pais, para continuar esse trabalho. Trata-se de um livro composto por dois textos escritos com 35 anos de diferença. O primeiro centrado na figura do pai, escrito recentemente; e o segundo dedicado à mãe e escrito em 1986, cinco anos após o seu falecimento. Dois textos belíssimos que evocam a infância do escritor e as vidas dos seus pais, vidas idênticas a tantas outras, mas que a força da literatura transforma numa peça essencial do seu universo literário.


Sinopse
Edna Akin apaixonou-se aos 17 anos por Parker Ford. Ela era uma bela jovem nascida no Arkansas e ele um sorridente rapaz que trabalhava numa mercearia. Casaram-se e o novo trabalho dele como vendedor levou-os a uma vida itinerante pelo Sul dos Estados Unidos, durante os anos da Grande Depressão.
Quando já não o esperavam, Edna e Parker tiveram um filho: Richard Ford. Anos mais tarde, já um escritor consagrado, Ford quis reconstituir a vida dos pais recorrendo a fotografias, histórias que ouviu contar, instantes que viveu com eles e que, mesmo insignificantes, se cristalizaram na sua memória.
Este livro é o resultado desse esforço e um comovente retrato de família. Com amor, inteligência e grande capacidade de reflexão, Richard Ford evoca o modo como os filhos mudam ao longo do tempo e a imagem que têm dos pais. Entre eles é, ao mesmo tempo, um profundo ato de amor e uma intensa reflexão sobre a família.

PVP: 15,50€

Canal Odissiea recorda Pedrógão Grande



Todos os anos ardem 350 milhões de hectares em incêndios descontrolados que representam perdas de milhões de euros. Durante o especial “Mega – Incêndios”, composto por três documentários para ver às quintas-feiras, pelas 22h30, o Canal Odisseia analisa a situação de Portugal e de vários outros locais do mundo, abordando as razões que levam florestas a arder de forma descontrolada.

Co-produzido em 2020 pelo Canal Odisseia, o especial “Mega – Incêndios” relata casos recentes de alguns países que se viram consumidos pelas chamas, como o trágico incêndio de Pedrógão Grande que, em 2017, provocou 66 mortos e 253 feridos.

Portugal, EUA, Canadá, Brasil, Chile ou Indonésia, são alguns dos países analisados nestes documentários que dão a conhecer o trabalho de cientistas, peritos e bombeiros no âmbito da investigação das razões que têm levado as florestas de todo o mundo a arder como nunca.

Nos Estados Unidos, a época dos incêndios dura agora até dois meses mais do que há uma geração e a área ardida multiplicou-se por três. Parece evidente que estamos perante uma batalha contra o relógio que nos coloca uma pergunta inquietante: podemos realmente fazer alguma coisa para deter estes mega-incêndios?

“Como Sobreviver num Planeta em Chamas?“, o documentário que aborda o caso português, estreia a 18 de Junho, pelas 22h30, para nos mostrar como as técnicas científicas e de prevenção de incêndios podem ajudar-nos a enfrentar esta crise global. 

A redescoberta dos métodos tradicionais, como o uso de cabras para manter o monte limpo e as queimadas controladas praticadas pelos nossos antepassados, associados à aplicação de novos materiais e técnicas, poderia blindar as nossas comunidades contra a ameaça do fogo. Mas que medidas podemos pôr em prática? Poderemos conviver de forma segura com o fogo, num futuro próximo?

Este especial encerra a 25 de Junho, pelas 22h30, com a estreia de “Austrália em chamas: Emergência Climática”, um país que tem vivido um autêntico inferno, desde o outono de 2019. Os incêndios florestais arrasaram mais de dez milhões de hectares, milhares de pessoas perderam os seus lares e as estimativas dos biólogos falam em mais de mil milhões de animais mortos. 

Neste documentário impressionante veremos imagens assustadoras obtidas por drones, relatos dos bombeiros que enfrentaram um inimigo completamente imprevisível e fora de controlo, assim como testemunhos comoventes dos que fugiram das suas casas em chamas e dos que regressaram para confirmar que tinham perdido tudo. 

Estes incêndios devastadores, ajudados pela seca e pelas altas temperaturas, são fenómenos naturais extremos que, segundo os cientistas, se darão cada vez com maior frequência e intensidade por todo o mundo. Uma catástrofe, descrita por alguns como apocalíptica,que nos leva a pensar até que ponto o aquecimento global ameaça a vida no nosso planeta.

Hotel Crowne Plaza Porto volta a receber hóspedes


Após a certificação com o selo Clean & Safe pelo Turismo de Portugal e da implementação do rigoroso protocolo de limpeza IHG Clean Promise, o primeiro hotel de marca internacional na zona da Boavista, no Porto, tem tudo preparado para abrir portas a partir de hoje. Adicionalmente, lançaram uma campanha flash sale de vouchers.

Está tudo preparado no Hotel Crowne Plaza Porto, localizado na Avenida da Boavista, para dar as boas-vindas aos hóspedes. De acordo com as diretrizes da Direção-Geral de Saúde, a certificação mundial da rede IHG a nível de limpeza – IHG Clean Promise – e ainda o selo Clean & Safe do Turismo de Portugal, a unidade hoteleira está a seguir detalhados procedimentos internos no que diz respeito à prevenção e resposta à pandemia do COVID-19.

“Estamos muito entusiasmados por voltar a abrir as nossas portas aos hóspedes. Após várias semanas de trabalho de todas as equipas, queremos garantir a segurança de todos os espaços do nosso hotel. Esta nova fase trouxe-nos vários desafios, mas estamos à altura de todos eles e queremos voltar a receber de braços abertos aqueles que nos queiram visitar, garantido o conforto e o bem-estar de todos”, refere Vincent Poulingue, Diretor-Geral do Hotel Crowne Plaza Porto.

De forma a priorizar a saúde e a segurança dos hóspedes e dos elementos do staff, todas as áreas do hotel foram revistas, através da instalação de sinalética adequada e acrílicos na receção, garantindo assim o distanciamento social. Em todos os pontos possíveis, serão utilizadas ferramentas contactless, nomeadamente em serviço de quartos e pagamentos. A limpeza e desinfeção é efetuada usando produtos específicos para o uso, com uma maior frequência e em todas as superfícies. Além disso, os pontos de higienização das mãos estão disponíveis ao longo de todos os espaços do hotel, para maior comodidade dos hóspedes.

As mudanças nos quartos são consideráveis: sem objetos supérfluos, sem alimentos no minibar, inutilizados e ventilados durante 48 horas após a saída de um cliente. Adicionalmente, todas as roupas de cama são substituídas e os cortinados desinfetados. O diretório de serviços está disponível na Smart TV e é colocado ainda um selo à entrada do quarto, garantido ao hóspede que o espaço está fresco e desinfetado.

Relativamente à parte bacteriológica, o Hotel Crowne Plaza Porto está a ter uma especial atenção ao tratamento do sistema de distribuição de água e de ar condicionado, no que diz respeito à filtragem e qualidade de ar interior, tudo isto com vista ao bem-estar máximo de todos.

Para marcar a reabertura, o Hotel lançou uma campanha flash sale de vouchers, até 30 de Junho: por 50€, poderá obter um voucher de 65€; por 100€, poderá usufruir de um voucher de 140€; e por 200€, poderá adquirir um voucher de 300€. Estes vouchers poderão ser utilizados no restaurante, no bar ou em alojamento, e têm validade até ao dia 30 de Dezembro de 2020. Adquira qualquer um destes vouchers através do e-mail opocp.reservations@ihg.com ou do telefone +351 22 607 25 00.

O Hotel Crowne Plaza Porto tem uma localização privilegiada na Boavista, tendo sido o primeiro hotel de marca internacional na zona.

Revista "Egoísta" é premiada a nível europeu e celebra 20 anos com edição especial


Fiel à sua matriz de índole cultural, a Estoril Sol acaba de lançar uma nova edição da revista “Egoísta”, em plena época pandémica que coloca ao País e ao Mundo novos e decisivos desafios. Trata-se de número especial que assinala, precisamente, os 20 anos da “Egoísta”, uma revista de culto que se consolidou como a publicação mais premiada a nível europeu. 

“Egoísta 20 anos, é uma edição comemorativa que, como todos nós, foi apanhada pela pandemia e pelo confinamento. Pronta em Fevereiro deste ano, a edição chega agora ao mercado e existem inúmeras razões para não perder este número especial 20 anos”, explica a editora Patrícia Reis.

“Destacamos o ensaio de António Barreto, cujo título reflecte o objectivo do texto: Vinte Anos: Não há Céu sem Inferno. Trata-se de uma análise do que foram estas duas décadas do novo milénio com enfoque específico na realidade portuguesa. Entre outras coisas, António Barreto escreve: "O mundo está em fúria, o clima e a natureza estão zangados. Nestes 20 anos, por evolução telúrica ou por obra do Homem, ocorreram algumas das piores catástrofes de que há memória e registo", revela Patrícia Reis.

Outras perspectivas são apontadas por Paula Cosme Pinto, que escolhe mulheres para este século, destacando as que considera mais significativas na luta para um mundo paritário. Filipe Santos Costa não faz uma análise nem uma ficção – são dez retratos da realidade que Gonçalo F. Santos se encarregou de ilustrar com fotografias exclusivas. Imperdível, também, é o conjunto de ficções, narrativas inéditas, assinadas por Tânia Ganho, Valter Hugo Mãe, ou Rui Couceiro. Exploram-se universos distintos, tendo sempre em conta o tempo, o poder do tempo, as marcas do tempo. Olhamos o espaço com Miguel Gonçalves, o século com Sebastião Reis Bugalho e o mundo com Patrícia Reis. A poesia chega-nos pela mão de Maria Quintans. Nos portfólios artísticos destacam-se Kenton Thatcher, Carlos Ramos, Luís Filipe Cunha e, de novo, Gonçalo F. Santos. A ilustração – e o aspecto mais lúdico desta edição – é da responsabilidade de Júlia Cunha.

Na abertura do editorial “Valeu a Pena?”, Mário Assis Ferreira, director da “Egoísta”, recorda: “Um dia, algo distante, tive a incauta tentação de editar um “Jornal de Boas Notícias”. Arrojada façanha essa, logo gorada por um fatídico estudo económico que me ditava o ónus de uma exígua circulação por carência de leitores interessados, bem mais ávidos de penumbras noticiosas…

Penumbras que nos reconduzem a um perímetro semântico circunscrito a desgraças, cataclismos, corrupções, barbáries, qual condimento maléfico de uma existência temperada em fel… Será essa, talvez, a natureza humana… Ou talvez a morbidez seja sinónimo de ingenuidade: algo diferente seria a nossa visão do mundo, se o mal não fosse exercitado sob a aparência do bem. Ainda que essa benemerente aparência surja travestida em dever noticioso, alimentada em guetos de tribalização informativa, exacerbando opiniões, ignorando factos, sepultando a verdade no cemitério da ética.

Assim nos deixamos submergir em vórtices de desesperança, subjugados à crueza do que lemos, vimos e ouvimos, inábeis no descortinar entre a veracidade dos factos e a mentira das fake news. Pois quanto maior for a calúnia e insidiosa a intriga, mais se nos aguça a memória em apetência de acreditar!

Eis, porém, qual “Grito do Ipiranga”, que esta edição da Egoísta se dedica a cultivar uma outra visão de um mundo que, ao longo das duas últimas décadas, também nos trouxe boas notícias. E porque nos chamamos “Egoísta”, façamos jus à presunção desse subjectivismo, para celebrar, como boa notícia, os vinte anos de publicação de uma Revista que abriu, no panorama editorial português, um farol de luminosa exaltação literária, artística e cultural.

Lançada há 20 anos, a Revista “Egoísta” foi já galardoada com 90 prémios nacionais e internacionais na área do jornalismo, design, edição, criatividade e publicidade, o que a torna na publicação mais premiada a nível europeu.

Em mais uma edição de colecionador, a “Egoísta - 20”, como as restantes, é para guardar. Os leitores da revista “Egoísta” podem encontrá-la à venda no Clube IN do Casino Estoril e do Casino Lisboa. A “Egoísta” tem, ainda, uma campanha de assinaturas e está disponível em www.egoista.pt

Como Deixar-se de Masturbações Mentais e Desfrutar da Vida



Atrás deste título provocador, esconde-se um manual pronto a usar que qualquer neurótico, ou aspirante a neurótico, deve ter sempre à mão. Aqui encontra técnicas de ioga, budistas e zen, praticadas há vários séculos pelos orientais - que, claro, também têm a sua dose de neurose -, mas que podem ser facilmente importadas pelos coitados dos ocidentais. A neurose e, em especial a sua forma mais difundida, a neurose depressiva, que afecta actualmente grande parte da população, inunda-nos de medos e angústias que nos impedem de desfrutar da vida e das relações com os outros.

Se aprendermos a controlar o pensamento neurótico e pouco a pouco voltarmos à realidade da qual temos estado afastados, saberemos como eliminar esses inúteis pensamentos obsessivos, as chamadas masturbações mentais, que nos impedem de alcançar o equilíbrio e de nos sentirmos em sintonia connosco próprios.

Giulio Cesare Giacobbe, um conceituado psicoterapeuta italiano, apresenta-nos diversas técnicas para atingir este objectivo. Uma delas é, sem dúvida, aprendermos a rirmos de nós próprios; daí a linguagem mordaz e humorística que utiliza para nos explicar as suas teorias.

Neste pequeno grande livro, que se tornou um bestseller em diversos países, está reflectida a corrente do rio da sabedoria que corre em direcção à felicidade, mas no qual nenhum de nós encontra tempo - ou vontade - para mergulhar.

Editora: Esfera dos Livros

Noite da Literatura Europeia 2020 no Ar


Na sua oitava edição, a Noite da Literatura Europeia 2020 adapta-se às atuais circunstâncias e aposta num novo formato radiofónico. Será assim “no Ar” que vai acontecer esta viagem pela cultura europeia, com excertos de obras de 13 autores para ouvir depois do jantar (21-23 horas) no fim de semana de 27 e 28 de Junho.

A Noite da Literatura Europeia avança este ano para um novo formato, procurando ir ao encontro do seu público com uma fórmula que permite o distanciamento social. Garantindo a segurança de todos os envolvidos – público, autores e atores/atrizes – a EUNIC Portugal alterou substancialmente a filosofia desta referência cultural da Capital. Agendada para os dias 27 e 28 de Junho, a edição de 2020 assume uma personalidade radiofónica que se reflete no próprio nome: Noite da Literatura Europeia 2020 no Ar. 

Unidos pela paixão de ler, os fãs vão viver uma experiência radiofónica única na antena da Smooth FM. Durante duas horas (21-23h) e em duas noites consecutivas (27 e 28 de Junho), o radialista e poeta Gonçalo Câmara será o anfitrião de um programa especial centrado nas leituras de 13 autores europeus.

Marion Poschmann (Alemanha), Thomas Köck (Áustria), Jitka N. Srbová (República Checa), Robert Bebek (Croácia), Javier Castillo (Espanha), Sofi Oksanen (Finlândia), Virginie Despentes (França), László Krasznahorkai (Hungria), Francesco Carofiglio (Itália), Marta Dzido (Polónia), Mark Haddon (Reino Unido) e Gabriela Adameșteanu (Roménia) são os autores convidados. Portugal estará representado por Joana Bértholo, que irá ler algumas passagens de um conto inédito. Esta é uma exceção à regra, já que será a única leitura assegurada pelo próprio autor: os restantes 12 excertos vão ser lidos em português por atores e/ou atrizes. 

A Noite da Literatura Europeia 2020 no Ar é uma iniciativa da EUNIC Portugal, com o apoio da Comissão Europeia. Criada em 2006, a rede EUNIC é constituída pelos Institutos Nacionais de Cultura e por algumas embaixadas da União Europeia, tendo como objetivo promover a diversidade cultural e linguística europeia. 

Crónica Coaching - Nuno Reis


Comunicar

Bem vindos a mais esta partilha. Sou o Coach Nuno Reis e neste artigo vamos abordar a comunicação, no seu significado, influência directa dos resultados que obténs e do que sentes de verdade dentro de ti.
Comunicar por si pode ser visto como o acto de falar com alguém, no objectivo de transmitir uma ideia ou fazer parte do fluxo de ideias já existente, porém o facto é que a comunicar com eficácia envolve um amplo conhecimento do modo de como o que sentes é recebido, interpretado e absorvido por quem está a escutar-te ou a ouvir-te. 

A articulação entre o conteúdo das palavras, o tom de voz e a linguagem corporal, pela lógica deveria estar associada ao que é considerado mais importante, ou seja o conteúdo e a voz, pela razão de serem os 2 vectores “mais visíveis”, porém a verdade é que o maior impacto surge da linguagem corporal que associas ao que estás a verbalizar. Este factor existe pela acção do inconsciente que identifica micro-expressões e que analisa a verdade que existe por detrás de tudo o que estás a dizer, fazendo com que a transmissão da mensagem seja aceite ou recusada.

É importante que saibas que as 3 grandes áreas de comunicação são: o conteúdo das palavras (7%), o tom de voz (38%) e a linguagem corporal (55%). 

A consciência desta regra confirma-se como muito importante porque faz com que a mente tenha a noção do impacto que existe na transmissão de uma mensagem, envolvida em emoções desvalorizadoras, redutoras, inseguras ou agressivas. Como podes deduzir e bem, ao falares com um comportamento que transmita o desequilíbrio vais estar a fomentar exactamente o mesmo e com isso, afastar a atenção da(s) pessoa(s) e a criar gigantescas muralhas que vai originar o teu insucesso na aceitação da informação que estás a transmitir. 

A regra existe em todas as áreas da vida, estando associado ao nível de liderança interna e externa que assumes e claro, partilhas na tua presença. Recorda que a insegurança e emoções assentes no medo e na raiva, são sentidas de forma imediata pelo subconsciente e por este motivo ser fundamental treinares a tua mente para obter um maior nível de inteligência emocional, conseguindo com isso a maior capacidade de gestão de todo o processo de comunicação.

A relevância de alinhares as 3 áreas, palavras, tom de voz e linguagem corporal, em termos de equilíbrio, consistência, segurança, liderança, empatia e humildade, para que consigam co-existir em harmonia que seja facilitadora da transmissão bem sucedida da mensagem. O facto incontornável é que as 3 áreas estão relacionadas e que podem influenciar o resultado obtido em termos de eficácia e de qualidade.

O formato mental está assente na aprendizagem familiar, social e escolar e nestes 3 campos de desenvolvimento pessoal, a estrutura de formação está assente nas palavras e no tom de voz, sendo complementado pela linguagem corporal, sendo que esta última é implementada de forma inconsciente, tanto por quem faz como por quem recebe. Isto vai significar no futuro que o jovem ao chegar à idade adulta tem como primazia a utilização palavra e do tom de voz, desconhecendo que o resultado obtido está directamente relacionado com o que está a ser transmitido através da linguagem corporal. 

Por sermos “animais de hábitos”, claro que este comportamento vai originar um hábito e deste vão nascer rotinas que vão ser erguidas em termos de certezas absolutas e crenças, fazendo com que a mente accione os mecanismos de decisão e de execução que acredita serem as necessárias para ter sucesso para ganhar a bandeira da liderança. Por este motivo é fundamental o conhecimento de quem somos, funcionamos e qual o nosso perfil, de forma a que seja possível a maior capacidade de regulamentação interna quando começamos a comunicar.

Negligência VS Imperícia
A questão que podemos colocar é, ao existir esta regra qual a razão de não ser partilhada nas escolas, preparando e capacitando mais os jovens para que sejam adultos mais eficazes em termos de amor, compreensão e empatia, ficando mais conscientes do impacto que têm no mundo? Existindo muitas respostas e todas elas válidas, o facto é que neste momento o foco é a aprendizagem através da repetição e da memorização, estando assente nas cópias mentais do que é ensinado, criando desta forma autónomos e com o tempo, o cada vez maior numero de adultos a anti-depressivos e outros mecanismos de “pensos rápidos”. 

Neste ponto entramos na responsabilidade de cada um de nós, em termos do que aceitamos e acreditamos ser a vida e qual o nosso papel de tudo o que aceitamos ser a realidade. 
Aqui pretendo diferenciar dois conceitos: a negligência e a imperícia, sendo semelhantes porém muito diferentes entre si. A primeira é o acto de omitir, de agir de forma desleixada e desatenciosa, a segunda é a falta de habilidade para practicar determinadas acções que exigem conhecimento na área em questão. Associando-as à comunicação considero que algumas pessoas têm uma total imperícia para com a arte e o saber de comunicar e por essa razão sentem a frustração de sentirem que são desvalorizadas, ignoradas ou mesmo gozadas, criando por isso crenças de que são incompetentes e sem possibilidade de alterar o seu padrão. Caso sejas uma destas pessoas quero que saibas que podes melhorar e adquirir aptidões que te vão facilitar a alterar o “rumo dos acontecimentos”, a reconectar a tua mente ao teu coração e o muito importante, a aceitar que és o(a) Líder da tua vida!

Quero que saibas que é um processo e que quanto maior for a tua cristalização para com imperícia, assim vais precisar de ter o compromisso, a perseverança e a o foco para a rectificação, melhoria e adaptação à nova matriz de comunicação, contribuindo para que consigas obter mais sucesso, felicidade e realização pessoal em todas as áreas da tua vida e tudo pela simples e poderosa razão de ficares mais imunizado(a) a pessoas que estão inconscientes e ou são neglicientes ou sofrem ainda de uma percentagem elevada de imperícia interior.

Concluindo, teres a consciência de que comunicas através do conteúdo, do timbre e da linguagem corporal, vai fazer com que na próxima vez que começares o fluxo, recordes que estás a enviar som, perdigotos e energia, significando que vais estar a contribuir para a continuação do negativo/destrutivo ou contribuir para o positivo/solução.

Coach Nuno Reis
nr@coachnunoreis.com
coachnunoreis.com

Apresentação Nuno Reis

Chamo-me Nuno e ajudo pessoas a ficarem mais confiantes, motivadas e a saberem como optimizar o imenso potencial que têm dentro de si. A minha vocação é simplificar o que é necessário ser desenvolvido, para que conheçam a forma mais adequada de aproveitar oportunidades.
O foco é o potencial que tens dentro de ti e a criação da estratégia personalizada que dê resposta às tuas reais necessidades e com isso, teres acesso a um nível superior de performance e de sucesso.

A preparação mental é fundamental e vamos criar um plano personalizado de melhoria, para que melhores a forma de como geres as tuas emoções, energia e motivação, fortalecendo a tua capacidade de resposta em toda e qualquer situação. O plano que iremos criar juntos tem previsto a expansão da tua influência e notoriedade nas redes sociais, para que aumentes a percentagem de seguidores e com isso, consigas mais contactos qualificados para alavancares o teu sucesso. Vamos planear reuniões enquadradas com o teu Plano estratégico, assim como programas e eventos de fortalecimento de imagem. O aconselhamento e a orientação de tudo o que envolve a base do sucesso que pretendes alcançar.
Vais ter o meu compromisso, dedicação e proximidade, em todos os momentos do processo, factor que faz parte de quem sou e do modo de como trabalho, por ter a consciência da importância de sentires confiança. segurança e motivação e sentires que és respeitado(a) como pessoa.

domingo, 14 de junho de 2020

Histórias com História - Paulo Nogueira


Expressões Populares

Muitas das expressões populares que utilizamos no dia-a-dia, têm uma razão de ser e por vezes significados que assentam em factos históricos, quer da nossa cultura quer da cultura mundial. Existem aquelas expressões muito portuguesas assim como outras traduzidas. Estas expressões acabaram por se enraizar na linguagem do dia-a-dia, de Norte a Sul do país, sendo usadas sem que se saiba por vezes a sua origem. As suas origens são controversas mas fundamentam-se em alguns factos, uns mais curiosos que outros, que aqui se irão relatar.



"Rei morto rei posto" é uma expressão popular da língua portuguesa, utilizada no contexto político quando há a necessidade imediata de substituir um governante por outro, sem que haja um grande período de vacância de poder, ou quando alguém de determinada importância, quer sentimental quer de cargo superior, é substituída rapidamente por outra por morte ou demissão. Esta é uma frase comum também em países como o Reino Unido e França; "Le roi est mort, vive le roi!", na tradução para o francês, assim como na língua inglesa, "The king is dead. Long live the king!" ("O rei está morto. Longa vida ao rei!"), e é normalmente proclamada tradicionalmente quando um novo monarca sobe ao trono.

Existem várias teorias de como teria surgido esta expressão, sendo a mais aceite baseada numa clássica história da mitologia grega. De acordo com a lenda, o herói Teseu teria usado esta expressão quando derrotou o Minotauro (criatura mística, metade touro e metade homem) e Minos, o rei lendário de Creta. Imediatamente após derrotar Minos e a criatura monstruosa existente no labirinto do palácio de Knossos em Creta, Teseu herdou o trono de Minos, o amor da esposa viúva e a adoração do povo de Creta. Assim, o "rei morto" do famoso ditado popular seria uma referência a Minos. Esta lenda está, inclusive, narrada no famoso livro "Rei Morto, Rei Posto" (The King Must Die, no seu título original), da escritora britânica Mary Renault (1905 - 1983). Muito embora sendo uma expressão mais comum no âmbito político, "rei morto rei posto", também pode ser utilizada em diversos contextos em que envolva a substituição de alguém de algum cargo ou função, assim como numa relação sentimental, por outra pessoa num curto período.



"Guardado a sete chaves" é uma expressão popular da língua portuguesa, utilizada no sentido de algo que está muito bem protegido ou um segredo muito bem guardado por alguém. Na língua inglesa, a mesma expressão "guardar a sete chaves" não possui uma tradução literal, mas pode ser substituída pela frase "2 under lock and key", que possui um significado semelhante ao da expressão popular em português. 

Segundo algumas teorias esta expressão terá incorporado o número sete pelo facto de ter um significado cabalístico e místico para algumas religiões antigas, principalmente entre os babilónicos e egípcios. Assim, algumas antigas religiões do chamado Crescente Fértil, realizavam rituais de adoração aos sete planetas conhecidos até então. As referências ao número sete, são numerosas: 7 dias da semana, 7 colinas de Roma, 7 cores do arco-íris, 7 pecados mortais...
A palavra "chave" vem do latim "clavus" que queria dizer "prego", dado que inicialmente as primeiras fechaduras que foram usadas em Roma consistiam em duas argolas, uma em cada aba da porta, e entre elas passava um prego. O nome de prego "clavus", mudou ligeiramente para "clavis" que originou a palavra "chave". Na própria narrativa bíblica, o número sete aparece várias vezes como meio de se referir à figura divina ou às ações executadas de forma perfeita. Durante a idade média, as cartas de testamento eram lacradas com sete selos e a formulação desses mesmos documentos também contava com a participação de sete testemunhas. De tal modo, quando dizemos que um segredo ou tesouro esta "guardado a sete chaves", rememoramos toda essa tradição simbólica conferida ao número sete. De acordo com outros registos históricos, esta expressão terá tido origem a partir de um hábito bastante comum entre a realeza de Portugal, durante o século XIII. Todas as joias, documentos e demais objetos de importância para a Coroa Portuguesa eram guardados num baú especial (também designado de burra), que tinha três a quatro fechaduras diferentes. As quatro chaves, que abriam as fechaduras, eram entregues a quatro funcionários de grande responsabilidade do Reino, sendo necessário a presença dos quatro juntos para que o baú fosse aberto. Naquela época, este era considerado um dos modos mais seguros de se guardar os tesouros e informações secretas. Com o passar do tempo, o acto de guardar algo com várias chaves transformou-se em sinônimo de segurança. O número sete (em vez de quatro) passou a ser utilizado, na expressão popular, devido ao seu valor místico, passando assim a utilizar-se a expressão "guardar a sete chaves". Uma outra teoria para a origem desta expressão popular, terá a ver com o número de chaves e por conseguinte o número de portas e grades, que os presos na Cadeia Penitenciária de Lisboa (inaugurada em 1885), tinham desde a entrada naquele estabelecimento prisional até às celas e vice versa. Dai a derivação e se dizer também "estar fechado a sete chaves".

Publicação feita ao abrigo do acordo de partilha de conteúdos entre o blogue "Histórias com História" e o site "Cultura e Não Só".
  
Texto:
Paulo Nogueira

sábado, 13 de junho de 2020

Receitas da Semana


Receitas da Semana



Dourada ao Sal

Ingredientes

1 dourada
1 kg de sal-gema
Alho, salsa, hortelã, pimentão, pimenta
½ knorr de peixe
Mostarda em pó q.b
Fio de azeite
Legumes para acompanhar: Couve branca, ervilhas e pimentos

Preparação

Lave a dourada e retire-lhe a tripa. Não escame e coloque-a num recipiente de ir ao forno onde colocou uma base de sal. Acame a dourada sem que esta encoste ao fundo do pirex. Entretanto, descasque os alhos, pique a salsa e a folha de hortelã, adicione um pouco de pimentão, pimenta, metade de um knorr de peixe, uma pitada de mostarda e um fio de azeite. Amasse tudo num almofariz e moa estes ingredientes de forma a ficar uma pasta. Recheie a barriga do peixe com esta mistura e feche bem. De seguida, cubra todo o peixe com o restante sal e leve ao forno, a 200º durante cerca de 30 a 40 minutos. Passado este tempo, retire o sal com a ajuda de uma colher e um garfo, muito cuidadosamente. Sirva acompanhado de legumes e batatas cozidas (facultativo). Ao comer, retira-se a pele.



Mousse de Ananás

Ingredientes

1 lata de ananás
1 lata de leite condensado
5 ovos
1 pacote de gelatina ananás para meio litro

Preparação

Num tacho, coloque a calda do ananás e deixe aquecer. Depois de quente, dissolva a gelatina de ananás. Apague o lume e deixe arrefecer um pouco. Corte as rodelas de ananás em pedacinhos. Parta os ovos e separe as claras das gemas. Junte o leite condensado nas gemas e bata tudo muito bem. Com cuidado junte a gelatina de ananás às gemas. Junte o ananás e envolva tudo muito bem. Bata as claras em castelo. Com cuidado, envolva as claras com o creme de ananás. Coloque em tacinhas ou numa taça grande. Leve ao frigorifico durante 4 horas até ficar fresca e rija.