quarta-feira, 24 de julho de 2019

Festival de Guitarra Portuguesa em Oeiras


Oeiras vai receber cinco dos maiores guitarristas nacionais no 1º Festival de Guitarra Portuguesa, que vai realizar-se de 24 a 27 de Julho, em três palcos do concelho. Os concertos, que começam todos às 22:00, são de entrada gratuita, limitada à lotação da sala.

Este ciclo de quatro concertos, que tem como instrumento nuclear a guitarra portuguesa, arranca hoje com um espetáculo de Custódio Castelo, às 22:00, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide.

Segue-se José Manuel Neto, amanhã, na Fábrica da Pólvora de Barcarena. Arménio de Melo vai subir ao palco do Auditório Municipal Ruy de Carvalho, no dia 26.
O último concerto do Festival, no dia 27, será protagonizado por Ricardo Parreira e Edgar Nogueira, tendo como palco o Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha.

Triber o novo automóvel do Grupo Renault


Apresentado em Nova Deli, o Renault Triber é o primeiro automóvel projetado, especificamente, para o mercado indiano, mas que possui outras ambições internacionais.

Ultra-modular, moderno e com uma relação preço/qualidade referencial, o novo e inovador modelo expande a gama local do Grupo Renault, já composta pelos modelos Kwid, Duster e Captur.

Atraente, robusto, compacto, espaçoso e modular, o Triber é um modelo versátil que pode acomodar até sete adultos, e tudo em menos de 4 metros de comprimento.

O Triber irá contribuir para a expansão do Grupo Renault nos mercados Internacionais tal como projetado no plano estratégico “Drive the Future”. Este modelo será fabricado na unidade de Chennai e será comercializado no segundo semestre de 2019.


terça-feira, 23 de julho de 2019

13.ª edição do MOTELX


A grande festa do terror regressa ao Cinema São Jorge de 10 a 15 de Setembro. Num programa repleto de surpresas, sessões especiais assinalam a primeira Sexta-feira 13 em 13 anos de MOTELX e o 40.º aniversário de “Alien”, exibido em 4K. Há ainda lugar para a estreia de um dos filmes independentes mais aguardados do ano, “Midsommar”, com presença do realizador.

À cabeça do cartaz já anunciado está “Midsommar”, de Ari Aster. Esta será a primeira oportunidade de ver em Portugal a segunda longa-metragem do realizador de “Hereditário”, um dos filmes mais falados de 2018. Marcando a mais bem-sucedida estreia independente deste ano nos EUA, “Midsommar” tem sido descrito como um novo clássico do terror pagão e mesmo como “o melhor filme de terror alguma vez filmado à luz ofuscante do sol” (Peter Travers, Rolling Stone). Aster estará no MOTELX para apresentar o seu novo filme e uma sessão especial de “Hereditário”.

Outras novidades incluem o regresso das irmãs Soska, também conhecidas como ‘Twisted Twins’, com o remake do clássico “Rabid” (Cronenberg); o apocalíptico norueguês “The Quake” (John Andreas Andersen); “The Lodge”, dos realizadores do aclamado “Goodnight Mommy” (Veronica Franz e Severin Fiala); e o primeiro filme de terror de Fatih Akin, “The Golden Glove”, história serial killer cuja violência atordoou o último Festival de Berlim.

Ainda na selecção de longas-metragens, destaque para a estreia mundial de um filme de terror português: “Faz-me Companhia”, de Gonçalo Almeida, vencedor do Prémio MOTELX para Melhor Curta de Terror Portuguesa em 2017 com “Thursday Night”. “A Sombra do Pai”, da brasileira Gabriela Amaral Almeida, é a outra nova longa de terror em Português. Nova porque a secção Quarto Perdido traz dois slashers à portuguesa: “O Construtor de Anjos” (1978, Luís Noronha da Costa) e “Rasganço” (2001, Raquel Freire).

Porque à 13.ª edição o MOTELX coincide pela primeira vez com uma Sexta-feira 13, o dia não poderia deixar de contar com uma sessão especial de “Friday the 13th”, filme de culto de 1980 que gerou um dos grandes franchises de Hollywood e nos apresentou pela primeira vez o icónico Jason Vorhees. E que dizer dos 40 anos de “Alien”? Ocasião para ver o novo documentário “Memory: The Origins of Alien” (Alexandre O. Philippe) e rever a obra-prima de terror cósmico de Ridley Scott numa reposição com cópia 4K restaurada.

Em 2019, as curtas-metragens portuguesas continuam a ocupar um lugar de destaque na programação do MOTELX. O Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa continua a incentivar a produção nacional de cinema de género e este ano são dez os filmes a disputar o maior prémio atribuído a curtas-metragens em Portugal, no valor de 5000 €. O vencedor deste Prémio fica nomeado para o Méliès d’Or, galardão atribuído anualmente pela Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantástico.

Nesta edição há também sessão de curtas portuguesas de terror com curadoria e apresentação de João Pedro Rodrigues, parte da “Carta Branca aos Realizadores Portugueses” promovida pela Agência da Curta-Metragem por ocasião do seu vigésimo aniversário.

Para os mais novos, a secção Lobo Mau propõe uma programação infanto-juvenil diversificada, que vai desde os obrigatórios filmes de animação (“O Pequeno Vampiro”, “Um Susto de Família” e muitos Sustos Curtos) até a workshops de criação de filmes, monstrinhos, bonecos de luz e guloseimas temáticas, sem esquecer o popular peddy paper pelo Cinema São Jorge.

A programação deste 13.° MOTELX não ficaria completa sem os vários eventos paralelos que animam o Festival. Para lá do célebre MOTELquiz, este ano conta com o lançamento de dois livros inéditos em Portugal: “Profondo Nero”, volume da série de banda-desenhada Dylan Dog escrito por Dario Argento (editora Gfloy), e “As Histórias do Rei Amarelo”, livro proibido de Robert W. Chambers que inspirou H.P. Lovecraft e os argumentistas da série “True Detective” (editora Imaginauta). Quem quiser aprender a fazer adereços comestíveis poderá fazê-lo num workshop orientado pela rub-a-duckie. E para os fãs de efeitos especiais há uma masterclass pelo estúdio Nu Boyana Portugal, que participou na pós-produção do blockbuster “Hellboy” (2019).

Os eventos de Warm-Up do MOTELX estão marcados para 5, 6 e 7 de Setembro e serão anunciados no próximo mês, tal como a programação completa do Festival.

Exposição de fotografias Remember



Remember é um projecto que a partir de um determinado momento se sobrepõe à vontade do autor e decide o seu próprio caminho. O que inicialmente seria uma abordagem temática na área do retrato, num contexto de fotografia de rua, acabou por dar origem a um projecto documental. Por vezes as diversas categorias em que temos tendência a catalogar uma obra, não sendo estanques tornam-se cúmplices, dando origem durante o processo de produção a um resultado para lá do espectável inicialmente.

Neste caso é essa evolução que vem ditar mais tarde a forma de apresentar a obra, como se de um painel se tratasse, adquirindo uma dualidade de leituras. A considerável volumetria do conjunto que observado à distância forma uma unidade, uma peça alicerçada no carácter de constância do enquadramento e nas características monocromáticas de cada imagem, ao aproximarmo-nos toma outra dimensão revelando a força da individualidade de cada retrato.

Estes retratos não são encenados, mas a presença e cumplicidade com o fotógrafo é facilmente perceptível pela sua proximidade física. Foram realizados ao longo de 2013 com pessoas que se manifestavam nas ruas de Lisboa contra as políticas de austeridade implementadas pelo governo de então, segundo directivas impostas pela «Troika». As personagens aparecem descontextualizadas e praticamente despidas de qualquer referência social para nos podermos focar apenas no essencial, o seu rosto, revelador da sua intimidade, da sua tristeza, do seu desalento, do abandono e da traição de que se sentiam vítimas indefesas.

Estas imagens de cidadãos anónimos, em que se pretendeu destacar a sua singularidade enquanto representantes transversais da comunidade, revelaram-se de uma enorme dureza que extrapolava o individual e que poderia, na realidade, materializar um determinado momento da vida de grande parte da nossa sociedade e do nosso país.

Acima de tudo este é um projecto acerca das pessoas, que não devem ser nunca esquecidas. Somos todos nós… Remember!

Luís Ramos (o autor escreve segundo a antiga ortografia)

«Pão Caseiro»: a ciência para ter sempre à mão pão fresco



Ter pão fresco e saboroso em casa pode ser mais fácil do que parece. Maria Blohm é autora de vários
bestsellers na Escandinávia e, no seu novo livro Pão Fresco, apresenta a solução para que o pão feito em casa seja bem fermentado, bem cozido e, acima de tudo, bem saboroso.

A tarefa de Blohm passa por descomplicar a ciência por trás do pão caseiro: revelando dicas essenciais, a autora explica passo a passo como preparar em casa os melhores pães – para todos os gostos e ocasiões. Começando pela base, Maria Blohm desmistifica algumas histórias sobre a cozedura do pão e explica quais os melhores métodos de fermentação, quais os eletrodomésticos e aparelhos a usar e quais os ingredientes indicados para cada tipo de pão, partilhando ainda dicas sobre nutrição e sobre como moldar o pão.

Desde pão salgado ou doce, com ou sem glúten, a croissants, naans e bagels, as possibilidades são infindáveis.

Sinopse:
O pão caseiro tem ciência, mas não segredos: com um pouco de prática, todos podemos fazer pães deliciosos em casa. Pão salgado ou doce, tradicional ou de forma, com ou sem glúten, naan, de Natal, de canela e ainda brioches, croissants, bagels e chapatas... Pão Caseiro vai permitir-lhe ter sempre à mão (ou pelo menos no forno ou no congelador) o pão seu de cada dia!

'Prazer Camaradas' estreia no Festival de Locarno


A mais recente longa-metragem do realizador José Filipe Costa Prazer, Camaradas! vai ter a sua estreia mundial no Festival de Locarno, que se realiza entre 7 e 17 de Agosto.

Produzido pela Uma Pedra no Sapato, Prazer, Camaradas! desenrola-se depois do 25 de Abril de 1974, numa época em que muitos estrangeiros vinham para Portugal ajudar no trabalho agrícola, dar consultas médicas e aulas de planeamento familiar. O realizador serviu-se de um jogo teatral com recurso à dramatização, para fazer um retrato das mentalidades que vigoravam nos meios mais rurais, onde começaram a emergir cooperativas depois da revolução. 

"O filme nasceu de um conjunto de relatos orais, textos literários e diários sobre a experiência de estrangeiros e portugueses revolucionários que vieram para o centro de Portugal apoiar as cooperativas nos trabalhos agrícolas, nas clínicas, creches e na alfabetização. (...) Propus aos atores um faz de conta: que dissessem ter dezoito, vinte ou trinta e tal anos. E que dramatizassem em vez de reconstituírem os relatos do passado.", afirma o realizador.

José Filipe Costa, assinou, entre outras, obras como Linha Vermelha (2011), um filme que revisitava o documentário Torre Bela do alemão Thomas Harlan sobre a ocupação de uma propriedade privada por uma cooperativa no Ribatejo, depois do 25 de Abril. 



Tricycles lançam novo vídeo "Hamburguer"


“Hamburger” é o novo single lançado para o álbum de estreia dos Tricycles (de título homónimo), gravado e produzido pelo Nelson Carvalho com os Tricycles, e editado a 29 de Março, pela Lux Records.

“Hamburger” é uma música pop, falsamente simples, falsamente ligeira, falsamente alegre, sobre um assunto falsamente risível. Na verdade, fala da vertigem da queda, que pode ter muitas formas, algumas mais subtis que outras. Um hamburger muito pouco gourmet.

O videoclip foi filmado em Coimbra, realizado e editado pelo Bruno Pires e João Taborda, e conta com uma série de ilustres convidados da cidade: Vitor Torpedo, António Olaio, Ricardo Jerónimo, Pedro Chau, Pedro Renato, MC Ruze, Maria João Robalo e Joana Cipriano.

Os Tricycles estrearam o álbum no Sabotage Club, em Lisboa, e têm andado na estrada, com idas aos “Artistas” (Faro), Hard Club (Porto) ou festival EPICENTRO! (Coimbra), entre outros. Se não tiverem oportunidade de os ver entretanto noutro sítio, valerá a pena rumar ao Mondego por altura do Natal. Em Dezembro, vão tocar com os míticos The Monochrome Set, no Teatro Académico de Gil Vicente em Coimbra, altura em que sairá também a versão em vinil do álbum “Tricycles”.

Os Tricycles são um conjunto de kidadults de rumo duvidoso: João Taborda (António Olaio & João Taborda), Afonso Almeida (Cosmic City Blues, Sequoia), Edgar Gomes (Terb) e Sérgio Dias. Começaram a ser fabricados quando o Sérgio (bateria) e o Edgar (baixo) se juntaram ao Afonso (guitarra, voz) e ao João (guitarra, teclas, voz), que já andavam a fazer música juntos há algum tempo.

Imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: “Apetece-me apanhar o próximo barco para Marte e desviá-lo até ao centro do Sol”. É mais ou menos isto que os Tricycles são. Uma coisa vagamente improvável, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histórias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas músicas prontas a explodir, lentamente, a mil à hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias.



Casino Lisboa inaugurou exposição In at the Deep End “ORCA”



O Casino Lisboa iinaugurou a exposição In at the Deep End, “ORCA”, Xico Gaivota por Ricardo Ramos. Sob a curadoria de Ana Maria Catarino-Doria, esta mostra estará patente no amplo espaço da Galeria de Arte, localizada na área circundante ao Arena Lounge. A entrada é livre.

Os visitantes do Casino Lisboa poderão observar uma original peça escultórica construída com diferentes materiais recolhidos pelo artista em praias não concessionadas, tais como chinelos, redes, plásticos, madeira, alcatruzes (armadilhas para polvos), esponjas, esferovite, bóias, cordas e parafusos em inox A2.

É quase impossível ignorar os factos e as implicações do aquecimento global na mudança climática hoje. Ao lidar com esse assunto e com o objectivo de interpretar o que ele significa e suas implicações, não há melhor maneira de fazê-lo como expressarmo-nos através da arte. Um dos temas da Bienal de Veneza de 2019, fez exactamente isso exibindo um número de artistas e países. A exposição da artista mexicana Renata Morales, e de Federico Uribe, foram uma gota no oceano, tanto
quanto a criação de consciência sobre este assunto.

Fundamentalmente, a arte reciclada é sobre o reaproveitamento de materiais e conservação da natureza. Há uma mensagem subjacente na arte reciclada. A chave é reciclar, mas ao mesmo tempo a mensagem que esta arte envia são as consequências dos danos que estamos a infligir ao nosso planeta.

In at the Deep End é uma exposição que foca numa obra de arte específica do artista Ricardo Ramos. Enquanto nós, espectadores, apreciamos esta escultura, devemos nos questionar se alcançamos o ponto de não retorno ou se ainda há esperança? 
“Orca” é uma expressão da relação muito especial que Ricardo compartilha com o mar, do seu desejo de reinventar esse plástico regurgitado e de reutilizar materiais para criar algo novo. Sua criatividade e talento, assim como sua paixão, transcendem suas obras e ele é capaz de nos trazer a arte que prezamos e valorizamos e será uma lembrança do que está a acontecer com o mundo.
Curadora - Ana Maria Catarino-Doria

Foreign Poetry apresentam novo vídeo "Chain Of Events"


“Chain Of Events”(COE) foi uma experiência colaborativa entre música e voz. Danny e Moritz (Foreign Poetry) costumavam falar, depois das suas sessões no estúdio, sobre loucura aleatória - farsa política, desobediência, guerras com fins lucrativos, notícias no geral, o que é preciso para ser membro de um clube, o que é preciso para conquistar uma rapariga, Londres, diferenças culturais, corrupção corporativa, vaidade, comportamentos politicamente correctos - todas as coisas do mundo que vão para além da música. Muitas vezes, depois de voltarem para as suas respectivas cidades, uma música chegava. COE funcionou dessa maneira. Moritz trabalhava na instrumentalização e enviava para o Danny que escrevia as letras por cima e colocava a sua voz. Depois seguia de volta. Este trabalho dos dois estava sempre na mesma página, mesmo que a linguagem fosse desconhecida. Na vez seguinte que se juntavam em estúdio desenvolviam um pouco mais a música e começavam a misturá-la.

COE é sobre uma civilização desenfreada, sobre dissonância cognitiva, propaganda, medo e tensão, circunstâncias cíclicas que se transformam em caos, passividade culpável, histeria em massa. É também sobre a quantidade de desinformação, preconceito e emoção que alimenta estes tempos. Tempos que a velocidade da progressão introduz uma utopia / distopia digital, onde a indignação sobre as redes sociais é feita apenas pelas redes sociais, onde a preocupação com o ambiente social e natural é transmitida por meio de um iPhone.

A máquina está com um trabalho pesado. Cada dia que passa somos menos humanos. Somos dados. Parece muito pior do que parece, e quando se olha pela janela percebemos que é mesmo. As contradições estão no seu momento mais alto. Às vezes, no momento em que se passa a reconhecer algo, essa mesma coisa que se reconheceu desaparece. Não precisava de arranjo, só precisava de consciência. Algo que se pode aplicar num nível pequeno, mas que também é um enigma que se parece cada vez mais com a chave medicinal num nível macro, para fazer desacelerar esta locomotiva da civilização e, possivelmente, redirecionar seu destino. A internet abriu uma gigantesca quantidade de informações ao mesmo tempo que tentamos descobrir tudo - mas isso só é mais confuso e mais incerto.

“Chain Of Events” é sobre a história do mundo e a psique humana, como eles estão inseparavelmente relacionados um com o outro, como repetimos os erros da história, mesmo quando vemos tudo acontecer no nosso caminho outra vez. Parece que há um aviso superficial que é sempre levado a sério, mas raramente são os eventos e situações que precedem um evento histórico famoso. A ciência moderna diz-nos que tudo se move em espirais. Esta música é sobre isso também. Nada nunca permanece o mesmo, mas tudo é repetido.

Tínhamos a intenção de fazer um videoclipe para esta música com algo que fosse real, visualmente cru, historicamente relevante, algo que encapsulasse a estrutura que nos permitiu chegar a essa vida privilegiada de futurismo e pronunciada inércia. As filmagens foram tiradas de partes de Why We Fight de Frank Capra - uma série de vários filmes de propaganda usados com o objetivo de persuadir o público americano a apoiar a guerra. São imagens incríveis, de um tempo incrível, onde havia tudo a perder e a segurança das pessoas estava em constante vulnerabilidade. Gostamos do quão importante é este footage, gostamos que signifique algo. Nascemos em 1986 e é difícil entender que esta série de filmes é de facto real, que aconteceu realmente. E que foi filmado, com câmeras, algumas em 1918.

Nos dias que correm, a cultura parece ser escapista num sentido puramente distrativo, o que é bom até certo ponto, porque há muito prazer nisso, mas o equilíbrio está muito distante. Por exemplo, Childish Gambino fez uma coisa muito interessante e instigante com ‘This Is America’, mas ele foi reacionário e funcionou de acordo com o consumo de notícias. Normalmente, os videoclipes são uma forma de arte que está em constante progressão e a crescer na sua própria arte. O que falta são coisas como a instrução, epifanias, devoção e respeito. O que às vezes falta é uma memória.

Desde Londres, os Foreign Poetry emergiram no início de 2018 e são a conclusão de uma parceria de estúdio onde a experimentação e a mistura deram origem a um álbum. Usando variadas texturas e arranjos, melodias vocais com raízes folclóricas e uma crua vulnerabilidade, o produtor Moritz Kerschbaumer e o cantor/compositor Danny Geffin entregam a este álbum de estreia um trabalho relevante, provocador, rico e até um pouco austero. Conseguem atingir enormes paisagens sonoras e orquestrações complexas, como também grooves mais descontraídos que afastam parte da instrumentação em favor de uma narrativa lírica mais simples. Em cada canto do disco há uma nuance para ser descoberta na qual a banda constrói um mundo possível para se perder. Com uma espécie de álbum conceptual, abordam uma variedade de noções abstratas mais amplas, como também mais incisivas - às vezes de passagem, às vezes como coda central. Há também espaço para o universo pessoal, as complexidades da vida e das relações humanas.

Citando Danny:"Há partes do álbum que se preocupam mais com as minúcias do nosso mundo interior, e outras com a cacofonia global de um progressismo não regulado, a morte das nuances, a negligência ambiental e o fim dos Impérios. No inicio não estávamos muito certos para onde íamos, mas o resultado foi uma exposição sincera, tanto como lembrete de algo mais humano e humilde, que às vezes pode ser esquecido, como uma crescente preocupação pela contínua falta de propósito e ligação evidentes através da expansão de um caos globalizado. É como se fosse o melhor momento para se estar vivo, mas porque não o sentimos dessa forma?"

Grace and Error on the Edge of Now é um disco rock-psicadélico sem rock nem psicadelia - talvez seja antes mais próximo de folk ou anti-pop. Com referências como Arthur Russell, The National, Lambchop e Future Islands, há diferentes estilos ao longo do álbum, assim como diferentes universos temáticos, somando-se numa meditação sobre a conexão espiritual, se a noção de fé tem um valor funcional na nossa evolução, o impacto da conveniência tecnológica na condição humana, a disseminação da informação à medida que informa e monitoriza uma aparente mudança na nossa consciência humana, a doutrinação da juventude e o processo de ultrapassar a fase da adolescência.

O álbum será lançado dia 20 de Setembro pela Pataca Discos. Produzido e gravado pelos Foreign Poetry no Elephant Ear em Londres e no Studio 15ª em Lisboa. Misturado por Luís 'Benjamin' Nunes e Moritz Kerschbaumer. Masterizado por Tiago de Sousa. Todas as canções foram escritas e arranjadas pelos Foreign Poetry.


Sobre os Foreign Poetry

Os Foreign Poetry são Danny Geffin e Moritz Kerschbaumer. Danny é inglês, Moritz austríaco e ambos tocam vários instrumentos e escrevem canções. Conheceram-se em Londres, durante o verão de 2011, quando tocavam em projetos diferentes mas se cruzaram na mesma noite no The Ritzy, em Brixton - Moritz com Luís Nunes, mais conhecido por (Walter) Benjamin e Danny como metade dos Geffin Brothers. Moritz e Benjamin produziram o EP homónimo destes últimos e acabaram por tornar-se autónomos e tocar regularmente juntos numa banda de quatro elementos. Depois de alguns obstáculos e decisões de vida, as bandas separaram-se e seguiram a sua vida.



Os Foreign Poetry nasceram na produção de um EP de material de Danny, que nunca chegou a ser editado, resultado de muitas horas de trabalho com Moritz. Um dia, no inverno de 2016, Moritz envia a Danny duas ideias para canções nas quais andava a trabalhar e este retribui dias depois devolvendo-as cheias de ideias novas. Este encontro tornou-se num hábito, as ideias de ambos começaram a andar para trás e para a frente e ao fim de 12 meses neste sistema de trabalho, com alguns dias passados no estúdio por mês, destas canções nasceu uma continuidade e um caráter próprios. E a forma de um disco tornou-se evidente. A última peça no puzzle foi o polimento destas sessões nos estúdios da Pataca Discos, em Lisboa, onde o disco ganhou novas e belas texturas. E a magia que alguns amigos músicos acrescentaram na gravação: Anna Louisa Etherington (violino), Alice Febles Padron (coros), Luís (W. Benjamin) Nunes (bateria, percussão e coros) e Tony Love (bateria).

Novo Honda Jazz por 3,30€ por dia

A Honda Portugal Automóveis lançou, esta semana, uma nova campanha de comunicação para o Honda Jazz. Nesta campanha, o citadino da Honda está agora disponível por apenas 3,30€ por dia (ou 99€ por mês), com campanha de financiamento.

Esta campanha de comunicação parte do conceito “Um Honda Jazz Custa Menos” e pretende tornar o modelo citadino da Honda ainda mais acessível a todos os públicos, adotando em toda a campanha uma linguagem mais jovem e descontraída.

A campanha “Um Honda Jazz Custa Menos” estará presente em vários meios digitais, no Spotify e nas redes sociais da Honda Portugal Automóveis, bem como no site da marca e na página de campanha criada especificamente para o efeito.

Para além desta promoção, a campanha do Honda Jazz inclui ainda a oferta de 7 anos de Garantia sem Limite de Quilómetros e 7 anos de Assistência em Viagem, que reiteram o compromisso e a confiança da marca na qualidade e fiabilidade dos seus produtos, valores que são aliás já reconhecidos pelos clientes Honda e por vários estudos internacionais que avaliam a fiabilidade das marcas automóveis.

Recorde-se que o Honda Jazz vem equipado com motor 1.3 i-VTEC de 102cv, com opção de caixa manual ou automática, sendo uma referência no seu segmento em espaço interior e habitabilidade. O Honda Jazz vem também equipado com os “bancos mágicos” Honda, que lhe conferem ainda maior versatilidade.

A campanha “Um Honda Jazz Custa Menos” é válida até 30 de Setembro de 2019.