Patti Smith, artista musical e escritora norte-americana, foi distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes de 2026. O anúncio, feito esta quarta-feira pela Fundação Princesa das Astúrias, em Espanha, chega cinco dias depois de o livro mais recente da autora, Pão de Anjos, publicado com chancela da Quetzal, ter ficado disponível nas livrarias portuguesas. Com tradução de João Pedro Vala, este livro autobiográfico, em que Patti Smith partilha as suas memórias mais antigas e íntimas, complementa Apenas Miúdos, dedicado aos anos que viveu com Robert Mapplethorpe.
«Tendo-se tornado um ícone cultural ao longo das últimas cinco décadas, a carreira de Patti Smith, segundo especialistas, ultrapassou os limites estritamente musicais para se afirmar como uma comunicadora multidisciplinar e iconoclasta através de diferentes formas de expressão artística», da poesia à fotografia, destaca o júri. «Dotada de um carisma extraordinário, Smith tem também estado empenhada em diversas causas políticas e sociais, sendo considerada um ícone do ativismo e da luta pelos direitos civis», acrescenta, segundo um comunicado divulgado pela Fundação Princesa das Astúrias.
O júri afirma também que Patti Smith transmite uma «visão poética da vida» nos livros que escreve e destaca a «atitude inconformista e transgressora» da autora, que é «exemplo para muitas artistas» e continua a «inspirar as novas gerações». Uma das figuras mais icónicas do rock e da poesia contemporânea, Patti Smith publicou com a Quetzal Editores, em Portugal, até ao momento cinco livros: Apenas Miúdos, M Train, Devoção, O Ano do Macaco e Pão de Anjos.
A atriz norte-americana Meryl Streep (2023), o realizador Martin Scorsese (2018), o arquiteto Norman Foster (2009) e o músico Bob Dylan (2007) são algumas das personalidades que receberam o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes em anos anteriores.
