Com a chegada do verão é inevitável falar do regresso dos grandes festivais de música, dos concertos ao ar livre e de fãs entusiasmados para ver os seus artistas favoritos. Contudo, esta onda de animação, traz consigo riscos invisíveis, com consequências permanentes: a exposição a níveis de ruído perigosos para a audição. A realidade de muitos músicos é a prova disso, como é o caso de Kalú.
Ao longo da sua carreira, o baterista dos Xutos & Pontapés esteve exposto à potência sonora do rock & roll em cima do palco. A sua paixão e profissão deixaram-lhe marcas que o acompanham todos os dias e que o levaram a procurar soluções para continuar a fazer aquilo que mais ama, desta vez em segurança.
A solução passou pelo acompanhamento profissional regular e pelo uso de proteção auditiva de alta fidelidade, desenvolvida a pensar nas necessidades específicas dos músicos.
“Quando comecei não havia qualquer tipo de prevenção. Quanto mais alto, melhor”, conta Kalú. “Comecei com 16 anos. Tocava com a bateria à frente e os amplificadores atrás. Ao fim da primeira música estava a sentir desequilíbrio. Mas ignorava os sinais e continuava. Hoje tenho perda auditiva. A principal mudança foi perceber que proteger os ouvidos não é deixar de ouvir, é garantir que podemos continuar a ouvir.”
A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) ocorre quando os ouvidos são expostos a sons que ultrapassam os 80 decibéis (dB) – um limite facilmente superado num concerto, onde os níveis podem chegar aos 117 dB. Esta exposição prolongada danifica de forma irreversível as células ciliadas do ouvido interno, responsáveis pela audição, resultando em perda auditiva e zumbido permanente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de mil milhões de jovens adultos correm já o risco de perda auditiva permanente e evitável, devido a práticas de escuta inseguras.
Segundo Humberto Pintado, especialista em audição na Widex, “esta é uma preocupação crescente, sobretudo junto dos mais jovens, que frequentam festivais e concertos sem qualquer tipo de proteção. A perda auditiva por exposição a ruído é cumulativa, muitas vezes sem darmos por ela, mas é possível prevenir. Para quem tem uma exposição regular, como músicos ou staff, a utilização de protetores auditivos personalizados é a recomendação mais segura e eficaz.”
Já para quem procura uma proteção de alta fidelidade, existem protetores auditivos feitos à medida do canal auditivo que integram filtros acústicos especiais, que reduzem o volume para níveis seguros sem abafar ou distorcer o som. Isto torna possível proporcionar uma experiência sonora clara, que permite a um músico ouvir a sua banda com precisão ou a um fã desfrutar de um concerto, eliminando apenas o risco.
Kalú acrescenta: “Tampões universais e uma solução feita à medida com filtros próprios são muito diferentes. Os protetores que uso permitem-me ouvir tudo, mas de uma forma mais limpa e segura. Isto não é só para músicos, aplica-se a toda a gente que goste de música ao vivo. Usem protetores, mesmo que achem que não precisam. Não esperem pelo zumbido para se lembrarem de que os ouvidos também precisam de cuidado.”
Conselhos para proteger os ouvidos num festival ou concerto:
- Mantenha distância das colunas de som, onde a pressão sonora é mais intensa;
- Faça pausas auditivas de 15 a 20 minutos a cada hora, afastando-se das zonas de maior ruído;
- Use protetores auriculares. Para uma utilização frequente, opte pelos protetores feitos à medida com filtros acústicos, que garantem proteção, conforto e qualidade sonora;
- Esteja atento a sinais de alerta como zumbido ou sensação de "ouvido tapado". Se os sintomas persistirem por mais de 24 horas, consulte um especialista.
- Não espere pelos sinais. Faça um teste auditivo online gratuito em https://www.widex.pt/teste-auditivo-online/ e consulte um especialista para uma avaliação completa.
