quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

«Chamavam-lhe Grace»: uma nova edição da obra que deu origem à série de sucesso da Netflix



Baseando-se na história real de Grace Marks, uma das mulheres mais enigmáticas do século XIX, e depois de aprofundada pesquisa, Margaret Atwood escreveu um romance extraordinariamente poderoso, que deu origem a uma série de sucesso da Netflix. Esgotada a edição anterior da Bertrand Editora, Chamavam-lhe Grace regressa a 19 de fevereiro às livrarias com uma nova capa.

Grace Marks, a grande protagonista desta história, foi declarada cúmplice e condenada pelo envolvimento nos homicídios do patrão, Thomas Kinnear, e da governanta da casa onde servia, Nancy Montgomery, que também era amante de Kinnear. Há vários anos a cumprir pena de prisão, Grace diz não ter qualquer memória do crime. Há quem acredite que é inocente, enquanto outros dizem que é perversa ou louca.

Será Grace Marks uma mulher fatal ou uma simples vítima das circunstâncias e dos preconceitos sociais dominantes? Inocente ou culpada? É a dúvida que Atwood faz pairar constantemente na cabeça do leitor, levando-o a pensar por si próprio sobre as ações (ou inações) da protagonista, o seu destino e a sua, ou nossa, culpa.

«Embora se baseie em factos reais, Chamavam-lhe Grace é uma obra de ficção. Grace Marks, a personagem principal, foi uma das canadianas mais célebres na década de 1840 por ter sido condenada por homicídio aos dezasseis anos», diz a autora. «Quando os registos continham meras sugestões ou lacunas patentes, senti-me livre para inventar», revela. Este poderoso romance foi, em 2017, adaptado pela Netflix para uma série de seis episódios, que conta com uma brevíssima participação (um cameo) de Margaret Atwood, uma das maiores autoras do panorama literário mundial.

Chamavam-lhe Grace, de Margaret Atwood, regressa às livrarias a 19 de fevereiro, com tradução de Ana Falcão Bastos.

Sobre a Autora

Margaret Atwood é uma das mais celebradas autoras do panorama literário mundial e, além do clássico A História de Uma Serva, publicou mais de cinquenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Booker Prize (por O Assassino Cego, em 2000, e por Os Testamentos, sequela de A História de Uma Serva, em 2019), o PEN America Lifetime Achievement Award e o The British Book Award for Freedom to Publish. Uma das mais ativas vozes na defesa pelos direitos das mulheres, na ficção e na não-ficção, está traduzida em mais de quarenta idiomas. Vive em Toronto. 

Margaret Atwood recebeu, em 2022, o título de Doutora Honoris Causa, atribuído pela Universidade do Porto pela «extraordinária qualidade da sua obra literária, a importância da sua reflexão intelectual e a pertinência do seu combate público por uma sociedade mais justa, digna e sustentável».