O autor e historiador Valentim Alexandre está de regresso com um novo livro. Em Um Luto Português faz a descrição e interpretação do longo processo que culminou, em dezembro de 1961, na integração de Goa, Damão e Diu na União Indiana – evento que representa um primeiro passo no caminho do que será, poucos anos mais tarde, o fim do império colonial português. Este é mais um livro na obra de referência do historiador Valentim Alexandre, uma das maiores autoridades na história colonial portuguesa dos séculos XIX e XX. Um Luto Português chega às livrarias a 12 de fevereiro.
«Na história da última fase do império colonial português, que leva à descolonização, a questão de Goa, pelas suas especificidades e pelo seu grande peso simbólico, merece um estudo à parte, com uma análise no longo prazo, em busca das raízes que a foram alimentando e contribuíram para o seu desfecho. Daí este livro, e sua divisão em duas partes. Uma primeira, dedicada aos ‘antecedentes’, cobre o período que vai desde finais do século XIX à década de 50 do século XX, marcado pela emergência do nacionalismo indiano, que culminará, em 1947, na independência da União Indiana – tendo influenciado fortemente a situação política de Goa. A segunda parte, sobre o ‘desenlace’, ocupa-se da ‘convulsão final’ – as tensões e pressões que levaram à invasão, o curso que esta tomou, e as suas repercussões imediatas em Portugal, nos campos político e ideológico. Um capítulo final ocupa-se do problema do resgate dos prisioneiros retidos na União Indiana – e do papel, muito contestável, nele desempenhado por Jorge Jardim.» explica Valentim Alexandre.
Sobre o Autor
Valentim Alexandre é investigador jubilado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Tem publicado trabalhos nas áreas da história colonial e das relações externas portuguesas (séculos XIX e XX), nomeadamente os livros Os Sentidos do Império – Questão Nacional e Questão Colonial na Crise do Antigo Regime Português (Porto, Afrontamento, 1993); O Império Africano, 1825 – 1890 (coordenador, com Jill Dias) (Lisboa, Editorial Estampa, 1998); Velho Brasil, Novas Áfricas – Portugal e o Império, 1808 – 1975 (Porto, Afrontamento, 2000); O Roubo das Almas – Salazar, a Igreja e os Totalitarismos, 1930 – 1939 (Lisboa, Dom Quixote, 2006); e A Questão Colonial no Parlamento, 1821 – 1910 (Lisboa, Assembleia da República e Dom Quixote, 2008). Colaborou também extensamente no volume IV da História da Expansão Portuguesa, dirigida por Francisco Bethencourt e Kirti Chauduri (Lisboa, Círculo de Leitores, 1998). Na Temas e Debates publicou Contra o Vento – Portugal, o Império e a Maré Anticolonial (1945 – 1960) em 2017, Os Desastres da Guerra – Portugal e as Revoltas em Angola (1961: Janeiro a Abril) em 2021 e No Fio da Navalha – Portugal e a Defesa do Império (1961: Abril a Novembro), em 2023.
