Foi em noite de estreia nacional que “Doce - O Concerto Tributo” subiu ao palco do Salão Preto e Prata do Casino Estoril para protagonizar um espectáculo de homenagem ao icónico quarteto feminino que ocupa um espaço único no panorama da música portuguesa.
“Amanhã de Manhã”, “OK, KO”, “Rock Me no Divâ”, “Doce”, “Ali Baba”, “Doi Doi”, “Jingle Tónico”, “É Demais” e “Quente, Quente, Quente” foram alguns dos grandes êxitos das Doce que estiveram em destaque.
A canção “Bem Bom” com a qual as Doce venceram, em 1982, o Festival RTP da Canção, constitui um dos momentos altos da noite. Recorde-se que, nesse mesmo ano, a banda representou com este tema Portugal no Festival Eurovisão da Canção, realizado em Harrogate, no Reino Unido. A canção conquistou o 13.º lugar e tornou-se um hino pop da música portuguesa.
Consideradas uma das primeiras girl bands da Europa, as Doce tornaram-se num icónico quarteto feminino português de música pop. Tozé Brito, idealizou esta banda que conquistou o público nacional, de 1979 até 1986. As Doce eram compostas por composto por Fátima Padinha, Teresa Miguel, Lena Coelho e Laura Diogo.
Acompanhadas por quatro músicos, Bárbara Rocha (Lena Coelho), Matilde Viegas (Laura Diogo), Cátia Tavares (Teresa Miguel) e Sofia Cardoso (Fátima Padinha) interpretaram, ainda, algumas composições em inglês. É de registar que “For the Love of Conchita”, “Starlight” e “Rainy Day” foram lançadas no início da década de oitenta, numa tentativa de internacionalização da banda.
Em noite de puro revivalismo, “Doce - O Concerto Tributo” prestou homenagem à liberdade e à força de quatro mulheres que marcaram para sempre a cultura popular portuguesa e que abriram caminhos e ajudaram a transformar mentalidades.

