Circular com pneus abaixo da pressão recomendada pode aumentar o consumo de combustível até 7%, alerta a Euromaster, especialista em manutenção integral do veículo, com base em dados da Michelin.
Um gesto simples como verificar a pressão dos pneus torna-se assim uma forma de poupança face ao aumento do preço do gasóleo, que aumentou quase 20% em duas semanas, já com o apoio do Estado, e da gasolina, que teve uma subida cerca de 10%.
Este aumento do consumo acontece porque um pneu com pressão inferior à adequada gera uma maior resistência ao rolamento. Nestas situações, o motor necessita de mais energia para mover o veículo, o que se traduz num maior gasto de combustível. Em termos práticos, manter os pneus com pressão abaixo do recomendado pode representar, ao longo de um ano, um custo adicional equivalente a um depósito completo de combustível num automóvel de gama média, com capacidade aproximada de 45 litros.
Além disso, circular de forma habitual com pressão baixa reduz a vida útil do pneu, uma vez que provoca um desgaste prematuro nas suas extremidades. Por outro lado, um pneu com pressão excessiva diminui a superfície de contacto com o piso, o que também pode originar desgaste prematuro e irregular, neste caso na zona central do pneu.
Além da poupança, está em causa a segurança
Para além do impacto económico, a pressão incorreta dos pneus tem também consequências diretas na segurança rodoviária. Em concreto, circular com cerca de 10% a menos de pressão pode aumentar a distância de travagem entre dois e três metros em piso seco. Esta diferença torna-se ainda mais significativa em piso molhado.
Nessas situações, uma pressão até um bar abaixo do recomendado pelo fabricante do veículo pode aumentar a distância necessária para imobilizar o automóvel até 11 metros.
A Euromaster recorda ainda que os pneus perdem pressão naturalmente com o passar do tempo - cerca de 0,07 bares por mês -, pelo que é essencial realizar verificações periódicas.
Para além da pressão, os especialistas aconselham também a verificação da profundidade do piso do pneu. Embora a legislação permita circular com uma profundidade mínima de 1,6 milímetros, a Euromaster recomenda que esta seja de, pelo menos, 2,5 milímetros, de forma a garantir uma correta evacuação da água e melhorar a aderência quando se circula em piso molhado.
Por todas estas razões, a Euromaster recomenda a verificação regular da pressão dos pneus, tanto por motivos económicos como de segurança. A recomendação passa por realizar esta verificação pelo menos uma vez por mês, preferencialmente num centro técnico ou numa oficina especializada, onde o serviço é gratuito e os manómetros utilizados são regularmente verificados e certificados, garantindo medições precisas.
