David Foster Wallace, nome incontornável da literatura pós-moderna norte-americana, explora os limites da ficção com um humor inimitável e inteligência sedutora no livro de contos Breves Entrevistas a Homens Hediondos, que a Quetzal publica a 24 de setembro, com tradução de Vasco Teles de Menezes.
O autor do portento A Piada Infinita escreve aquele que é considerado, para muitos críticos, como o seu livro mais envolvente, brilhante e completo. Breves Entrevistas a Homens Hediondos foi lançado em 1999 e inclui vinte e três contos onde Wallace explora alguns dos seus temas favoritos, como a dependência de drogas, a depressão, o sexo, a misoginia, os relacionamentos amorosos, os média e as barreiras de comunicação que impedem as pessoas de partilhar os seus sentimentos. O seu estilo, mesmo quando trata a masculinidade tóxica, é paródico, sarcástico e experimental.
As histórias de David Foster Wallace retratam um mundo onde o bizarro e o banal se entrelaçam e onde homens horrendos aparecem sob as mais diversas formas – como uma ameaça ou um tormento, mas sempre apresentados com atenção ao pormenor e ao virtuosismo, sem temer as armadilhas da linguagem e os seus labirintos.
Sobre o Autor
David Foster Wallace nasceu em 1962 em Ithaca, Nova Iorque. Estudou Inglês e Filosofia e, durante a adolescência, foi praticante federado de ténis, uma atividade que viria a ser essencial na sua obra de ficção e não ficção. Publicou em 1987 o primeiro romance, The Broom of The System, a que se seguiu, nove anos depois, na forma de mais de mil páginas, o colossal, delirante e inovador A Piada Infinita (Quetzal, 2012), que a revista Time considerou um dos 100 melhores romances de língua inglesa publicados desde 1923. Wallace deu aulas de literatura no Emerson College, em Boston, e escreveu contos e artigos para a imprensa. As coletâneas de ensaios e artigos jornalísticos (alguns deles reunidos em Uma Coisa Supostamente Divertida Que Nunca Mais Vou Fazer, Quetzal, 2013) confirmaram Wallace como um dos escritores mais originais da sua geração. A depressão que Wallace enfrentou ao longo de toda a vida levou-o ao suicídio com apenas 46 anos. Com base no trabalho que deixou incompleto, o seu editor norte-americano decidiu lançar em 2011 o romance póstumo O Rei Pálido, publicado pela Quetzal em 2014.
