segunda-feira, 2 de março de 2020

Casino Estoril acolhe espectáculo "A Varanda"


Em estreia nacional, o espectáculo “A Varanda” estará em cena, de 25 a 29 de Março, no Auditório do Casino Estoril. Com texto de Henrique Félix e encenação de Sérgio Moura Afonso, “A Varanda” integra no seu elenco Ângela Pinto, Rui Luís Brás e Maria Curado Ribeiro.

“A Varanda” é um texto teatral onde se fala das temáticas da inversão de papéis mãe cuidadora – filho cuidador e de algumas das vertentes da solidão. Será que a palavra solidão tem o mesmo significado ao longo da nossa vida? Somos nós preparados para lidar com a situação de termos de cuidar dos nossos pais? Como gerir a angústia criada pela responsabilidade de cuidar dos pais, quando não se equaciona a hipótese de os pôr numa instituição? As três personagens, ao longo do texto, vão revelando os seus verdadeiros sentimentos relativamente à situação em se encontram.

A escolha deste texto por parte da Capítulo Reversível, prende-se com o facto de este abordar um dos actuais problemas da nossa sociedade, o papel dos cuidadores informais.  Na sua maioria são familiares próximos, que não têm outra alternativa senão a de abdicarem das suas vidas profissionais e muitas vezes, as pessoais, para se dedicarem à tarefa de cuidadores. 

Informação: A Associação Cultural Capítulo Reversível informa que devido a problemas de saúde, a actriz Manuela Maria deixará de integrar o elenco do espetáculo “A Varanda”. Em seu lugar, subirá ao palco do Auditório do Casino Estoril no próximo dia 25 de Março a actriz Ângela Pinto. O espectáculo estende-se até dia 29 de Março seguindo depois para digressão. Toda a equipa lamenta o facto e deseja as suas rápidas melhoras. 

Está agendado para dia 25, às 21h30, um Ensaio Solidário cuja receita reverterá para a Casa do Artista. O ciclo de representações prossegue nos dias 26, 27 e 28, às 21h30, e no dia 29 de Março, às 17h00. 

Por sua vez, a estreia VIP está reservada para dia 27 de Março, o “Dia Mundial do Teatro”, sendo aguardadas numerosas personalidades ligadas ao teatro e às artes. O programa inicia-se às 20h30, com o cocktail de boas vindas na Galeria de Arte do Casino Estoril, seguida da leitura da mensagem do dia Mundial do Teatro e, posteriormente, às 21h30, do espectáculo "A Varanda".

Turismo de Portugal lança Campanha de Promoção do Enoturismo


“Wine pairs with Portugal” é o lema da campanha de promoção do Enoturismo que o Turismo de Portugal está a lançar nos mercados do Reino Unido, Espanha, França, EUA, Brasil, Alemanha e Canadá. Com um investimento de 500 mil euros, a campanha é exclusiva a meios digitais e prolonga-se até ao final de 2020.

Esta é uma das iniciativas que integra o Plano de Ação para o Enoturismo cujo objetivo é posicionar Portugal como destino de referência mundial neste segmento. Para tal, foram criados seis filmes, um genérico e cinco específicos que, através da promoção de ‘pairings’ entre o vinho e alguns dos ativos turísticos estratégicos do país, convidam a uma experiência enoturística em Portugal: “Wine pairs with Adventure”, “Wine pairs with Art”, “Wine pairs with Discovery”, “Wine pairs with Music”, “Wine pairs with Wellness”.

Identificado como um dos ativos qualificadores do destino na Estratégia Turismo 2027, o Enoturismo é, pelas suas características e valências, um segmento com capacidade de atração e retenção de turistas geradores de maior valor, para territórios de menor densidade e ao longo de todo o ano, que importa evidenciar. Este Programa de Ação e a Campanha agora lançada, pretende valorizar o destino Portugal, numa lógica de cruzamento entre setores, contribuindo para a coesão e sustentabilidade da atividade turística com o objetivo de posicionar o país como destino de enoturismo de referência mundial.

Desde que o programa foi lançado, em Março de 2019, foram já aprovados mais de 60 milhões de euros de investimento, em 38 projetos de desenvolvimento da oferta, em diferentes vertentes como hotéis temáticos, rotas, enotecas, museus, eventos, adegas, quintas e solares, maioritariamente localizados nas regiões Porto e Norte, Centro e Alentejo.

Outras ações incluem o desenvolvimento de Planos de Promoção regionais e o lançamento da plataforma digital “Portuguese Wine Tourism” – um hub de informação e promoção internacional do destino específico para este segmento.

Destaque ainda para o plano de formação Enotur, dirigido a profissionais do setor do turismo e do setor vitivinícola, dotando-os de competências globais de organização, planeamento, gestão e execução de projetos para potenciar a experiência do visitante, bem como da utilização dos recursos turísticos da região na conceção da oferta do produto Enoturismo.

No âmbito da promoção deste segmento, merece ainda destaque a realização da 5.ª Conferência Mundial de Enoturismo que irá realizar-se em Reguengos de Monsaraz, em Outubro de 2020, organizada sob a égide da OMT - Organização Mundial do Turismo e que conta com o apoio do Turismo de Portugal.


Brockhampton no Super Bock Super Rock



A contagem decrescente continua e o próximo Super Bock Super Rock já está à distância de cinco meses. O Festival está de regresso ao Meco e a Sesimbra, nos dias 16, 17 e 18 de Julho, e a música autêntica volta a ser a grande protagonista. Depois de Goldlink e Slow J, há mais uma confirmação para a noite de 17 de Julho, no Palco Super Bock: os surpreendentes e contagiantes Brockhampton.

Pode parecer estranho que, chegados a 2020, ainda haja um grupo de jovens, interessado em fazer música, a denominar-se a si próprio como uma “boy band”. O termo entrou em desuso e hoje pode até ser olhado com alguma desconfiança, mas quando os Brockhampton se assumem como tal, o objectivo é precisamente desafiar esse conceito e todos os preconceitos que ficaram da década de 90. 

Sendo assim, pode dizer-se que os Brockhampton são a “boy band” de Kevin Abstract, o líder de uma formação que tem de tudo um pouco – uma diversidade que, naturalmente, também se reflete nos ritmos, nas letras e na mensagem que se quer passar. A equipa toda chegava para formar uma equipa de futebol e ainda iria sobrar gente: Kevin Abstract, Matt Champion, Merlyn Wood, Dom McLennon, Joba, Bearface, Romil Hemmani, Jabali Manwa, Kiko Merley e ainda os designers Henock “HK” Sileshi e Roberto Ontenient, o fotógrafo Ashlan Grey e o agente Jon Nunes. É preciso recuperar o fôlego depois desta enumeração, até porque é mesmo preciso ter fôlego para acompanhar a energia contagiante dos Brockhampton. Esta aventura começou quando Kevin Abstract fez um post no fórum KanyeLive (um fórum de fãs de Kanye West). Ele queria formar uma banda. Recebeu 30 respostas de candidatos e, passados três anos, essa banda já estava a editar o primeiro EP. Na altura assinavam AliveSinceForever e só depois chegariam ao nome Brockhampton. Singles como “Bet I”, “Hero” ou “Dirt” foram responsáveis pelo primeiro burburinho, mas nada faria prever o que viria aí. O ano de 2017 trouxe o álbum de estreia, “Saturation”, que se viria a revelar uma trilogia. A produtividade impressionou e a música também, com temas como “Gold”, “Sweet” ou “Booggie” a conquistar o coração (e o corpo todo) dos fãs. Aqui há r&b, rap e até rock alternativo, além de uma grande vontade de dar voz a uma geração. E esses três discos de uma assentada, num só ano, não fizeram com que os Brockhampton abrandassem. O ano de 2018 trouxe “Iridescence” e 2019 foi o ano de “Ginger”, o último disco da banda (até agora). Temas como "I Been Born Again" e "If You Pray Right" revelam a mesma energia de sempre, sem medo de ser alternativo, ao mesmo tempo que se conquista o mundo. E também Portugal - dia 17 de Julho, no Palco Super Bock do Super Bock Super Rock.

Já confirmados:
16 de Julho
Palco Super Bock – A$AP Rocky, Rex Orange County
Palco EDP – Kevin Morby, Hinds

17 de Julho
Palco Super Bock – Brockhampton, Slow J
Palco EDP – GoldLink

18 de Julho
Palco Super Bock – Foals, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kali Uchis
Palco EDP – Local Natives, The Neighbourhood, Boy Pablo
Palco Somersby – Son Lux

A Quinta Testemunha, de Michael Connelly



A Crise imobiliária serve de pano de fundo a mais um caso de Mickey Haller.  
 Michael Connelly – um dos mais bem-sucedidos autores de romances policiais, tendo alcançado a impressionante marca de mais de 74 milhões de livros vendidos em todo o mundo – está de regresso aos tribunais com Mickey Haller. Protagonista de muitas outras histórias de sucesso, em A Quinta Testemunha, o advogado criminalista vê-se agora confrontado com o papel de defesa num caso de homicídio que, até prova em contrário, teve a recente crise imobiliária como móbil. Será? Para complicar o processo, a busca da verdade forçará Haller a desenterrar duros factos sobre si mesmo.

«O maior escritor americano de thrillers policiais deu outro golpe de mestre […]. Até à data, A Quinta Testemunha é o desempenho mais forte e pertinente do advogado de defesa criminal Mickey Haller.»
The Mirror

«Combinando a famosa crise provocada pelo colapso imobiliário com personagens que desafiam estereótipos a cada página, Connelly mostra-nos, mais uma vez, que não dorme sobre os louros alcançados.»
Booklist

«O próprio Connelly é um manipulador hábil, e há sempre algo de mortalmente sério por detrás das suas interessantes deambulações pelo mundo dos tribunais.»
The New York Times


Sinopse
Ver primeiras páginas Havia sido um ano difícil para Mickey Haller, o advogado cujo escritório é o banco de trás do seu automóvel. Embora os crimes não tivessem diminuído em Los Angeles, ninguém tinha dinheiro para pagar a um advogado criminal. A única solução fora dedicar-se a outros campos do Direito, nomeadamente a contestação de execuções bancárias sobre hipotecas. Por isso, quando uma das suas novas clientes é presa e acusada do homicídio de um executor bancário, o advogado empenha-se em provar a sua inocência, certo de que é na sala de audiências dos grandes julgamentos e na defesa dos oprimidos que a sua real vocação se cumpre. No entanto, há um preço demasiado alto a pagar pelo envolvimento num processo em que a única estratégia possível parece estar dependente de uma testemunha relutante. Enquanto isso, a instável relação com a ex-mulher e a filha deteriora-se rapidamente e Haller vê-se perante uma escolha impossível, que ameaça a sua própria existência.

PVP: 17,70€

Casino Lisboa homenageia Ucrânia


É já amanhã, 3 de Março, pelas 21 horas, que o Casino Lisboa acolhe a 2ª sessão do ciclo de “Tertúlias Poéticas das Nações ”, dedicado, desta vez, à Ucrânia. Será homenageado o poeta e herói nacional da Ucrânia, Taras Shevchenko. Agendada para o restaurante Beltejo, no 3º piso, esta iniciativa de índole cultural resulta de uma parceria do Casino Lisboa com a Associação de Moradores e Empresários do Parque da Nações - AMEPN. A entrada é livre. 

Com a organização e coordenação de José de Figueiredo Costa, a 2ª sessão das ”Tertúlias Poéticas das Nações – Casino Lisboa” apresenta o seguinte programa de homenagem a Taras Shevchenko.

Abertura: Embaixadora da Ucrânia em Portugal, Inna Ohnivets fará a apresentação do poeta e herói nacional da Ucrânia Taras Shevchenko.
Música: A cantora lírica da Ópera de Kiev, Larysa Savchenko, será acompanhada pela pianista eslovaca Lyudmyla Shovkva.
Serão, ainda, apresentados instrumentos tradicionais da Ucrânia acompanhando canções ucranianas.
Música: João Sabbo - Flauta transversal
Pintura ao vivo: Mestre aguarelista Carlos Santos Marques 
Fotografia e Imagem: José Boldt


No seguimento da primeira edição, onde foram convidados os países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na edição deste ano estarão em destaque vários países do norte da Europa que se distinguem pela sua riqueza cultural e pela originalidade da sua poesia nacional. 

O ciclo de ”Tertúlias Poéticas das Nações – Casino Lisboa” distingue-se por criar um espaço de convívio na Freguesia do Parque das Nações, onde a cultura partilhada se revela como o seu pilar central. A cultura está, habitualmente, em evidência através da Poesia, da Música, da Fotografia e da Pintura.

O filho do sapateiro que era agente duplo dos Nazis


O que faz com que o acanhado filho do sapateiro, Henry Rinnan, se torne um dos mais odiados criminosos da História da Noruega – um agente duplo que mata noruegueses para os nazis? Léxico da Luz e da Escuridão é o romance que marca a estreia do norueguês Simon Stranger no catálogo da Quetzal Editores, com tradução de João Reis.

Esta é uma história familiar, magistralmente construída, um romance ambicioso que, de A a Z, reúne todo o léxico do amor, da perda, da coragem, da maldade – conciso, essencial, acutilante, poético. Léxico da Luz e da Escuridão foi galardoado com o Prémio dos Livreiros Noruegueses e com o Prémio Riksmalprisen, atribuído a escritores de ficção ou não ficção pelo uso excecional da língua norueguesa.

Ao saber que, no pós-guerra, a mãe da mulher tinha crescido no «Mosteiro do Bando», o quartel-general de Rinnan que se tornou símbolo das atrocidades cometidas durante a ocupação alemã, Simon Stranger começa a investigar a história dos Komissar, dos que morreram e dos que sobreviveram.

Porque é que uma família judaica, logo após o fim da guerra, quereria ir viver para o lugar onde a clique de Rinnan se juntava para maquinar, fazer festas e torturar prisioneiros na cave?

Sobre o Autor

Simon Stranger nasceu em 1976. Tem publicado, desde 2003, livros para crianças, jovens e adultos, muitos deles traduzidos em dezenas de línguas. É um dos escritores mais conhecidos e premiados na Noruega e está em vias de se tornar um dos autores noruegueses mais internacionais. 

Casino Estoril estreia “Coisas de Mulheres"



Com uma programação muito diversificada, o Auditório do Casino Estoril propõe, nos próximos dias 6 e 7 de Março, o monólogo “Coisas de Mulheres“ que será protagonizada por Ana Arrebentinha. Uma dupla sessão de humor, a não perder, a partir das 21h30.

“Coisas de Mulheres” é o novo espectáculo de Ana Arrebentinha. São histórias da condição feminina na aparente vulgaridade do quotidiano de todas as mulheres num espectáculo hilariante e único. Em cima de um palco são expostas todas as questões às quais nenhuma mulher é  indiferente e das quais  nenhum homem sai como inocente. As dietas, os filhos que existem ou não, as roupas, os casamentos, o sexo e muitos mais temas serão abordados  de forma crítica e atípica.

“Coisas de Mulheres” é um monólogo intensamente humorístico na abordagem que faz ao universo feminino. Interpretado por Ana Arrebentinha decerto levará a espectadora, e não menos o espectador, a rever-se nas situações relatadas como quem ri ao espelho. 

Ana Arrebentinha iniciou a sua carreira artística profissional em Janeiro de 2012 no Teatro com o encenador José Lobato. Natural da Amareleja, é a alentejana do momento. É, desde há muito, reconhecida como uma brilhante contadora de anedotas. A sua energia em palco verdadeiramente contagiante e o seu talento, valeram-lhe já vários convites para diversos programas de televisão e para partilhar palcos com alguns dos maiores nomes da comédia nacional.

O Auditório do Casino Estoril recebe, nos próximos dias 6 e 7 de Março, a partir das 21h30, a peça “Coisas de Mulheres” que será protagonizada por Ana Arrebentinha. M/16. Preço: 10€.

Informações e reservas: Info & Reservas ligue 1820 (24h)
Ticketline:
Outras bilheteiras: Casino Estoril, FNAC, Worten, CTT e locais habituais
O acesso ao Casino Estoril é livre, sendo que a partir das 22 horas, é para maiores de 14 anos, e maiores de 10 anos acompanhados pelos pais. Nas áreas de Jogo é para maiores de 18 anos.

“Os Improváveis” com “Becabeca” no Auditório do Casino Estoril


O Casino Estoril, estreia, no próximo dia 4 de Março, às 21h30, a quinta temporada de “Becabeca” de “Os Improváveis”. Com um expressivo êxito registado em anteriores edições, “Becabeca” apresenta-se, desta vez, no Auditório do Casino Estoril. O convidado é João Baião, actor e apresentador que dispensa apresentações, e será entrevistado por Sofia Cerveira.

Os visitantes do Casino Estoril poderão assistir, quinzenalmente, às Quartas-Feiras, a um espectáculo original que concilia Teatro, Improviso, Música e Storytelling. Em cada noite, haverá um convidado especial diferente que será entrevistado por Júlio Isidro ou Sofia Cerveira, e irá partilhar em palco, numa conversa simpática e informal, as suas histórias, memórias, vivências e inspirar os improvisos de “Os Improváveis”.

O próprio público que assiste confortavelmente à entrevista, influencia o rumo da conversa e dos momentos de improviso que vão acontecer em palco. 

A partir da conversa simpática e informal em palco, das histórias profissionais e pessoais reveladas pelo convidado, dos temas e curiosidades partilhadas durante os blocos de entrevista, “Os Improváveis” criam de forma divertida, cuidada e repentista, cenas improvisadas, que bebem da vida do convidado, ilustram novas metáforas, abrem caminho para diferentes realidades e novas personagens.

É um espectáculo único, intimista e irrepetível, onde se conhece um lado improvável do convidado e se assiste à magia da criação artística da improvisação.

Crónica Coaching - Nuno Reis


O dom de tomar decisões de m***a.

Dou as boas vindas a mais esta partilha. Hoje abordamos um tema que é o padrão de muitas pessoas e a razão de tanta coisa acontecer de uma forma que bloqueia o sucesso. Tomar decisões de m***a é algo que acontece através de um padrão mental descompensado e desequilibrado, onde a compreensão e a interpretação da realidade da situação ou acontecimento, está assente no desconhecimento do real valor que a pessoa tem. Este processo de tomada de decisão é o reflexo do que a pessoa pensa de si mesma e é implementado através da insegurança, ignorância e desconhecimento do que é prioritário, necessário e desnecessário. Quebrar esta forma de ser e de estar é possível e está ao alcance de todos, porém para que aconteça é necessário que a mente aprenda como actuar em termos de liderança e resolução das situações que acontecem no dia-a-dia.

A grande questão é o que estás a pensar neste preciso momento em relação às tuas reais capacidades e valor interno, isto significa que é prioritário teres a consciência de qual é o teu potencial, talento e o que sentes ser o teu chamamento. Para saberes a resposta destas 3 questões (dilemas para muitos) o primeiro passo é acederes ao auto-conhecimento de forma a que saibas o que pode bloquear, distrair, estimular e inspirar.

Exercício 1:

Neste momento observa-te e identifica na tua realidade o que está a:
1. Bloquear.
Situações que não permitem que consigas.
2. Distrair.
Situações que estão a evitar que sejas.
3. Estimular.
Situações que te orientam para ser.
4. Inspirar.
Situações que te inspiram a assumir o ser.

A importância de responderes ao exercício 1 é conheceres o teu modus operandi e com isso, adquirires maior capacidade de interpretação da realidade, tanto em termos de emoções como de oportunidades. Vai também dar-te dados importantes em relação ao tipo de perfil que existe dentro de ti neste preciso momento, uma vez que dependendo do foco que colocares em cada um, assim vais poder identificar que tipo de perspectiva utilizas de forma instintiva, significando que a associação deve ser analisada no sentido de compreenderes a base das decisões que tomas também instintivamente. Cada ponto vai estar sempre presente sendo que vai ser a tua capacidade de processar a sua influência directa no que vais aceitar ser a tua realidade, a orientar cada ponto de forma a que seja uma mais-valia e benefício para ti. O processo mental é a ligação entre cada um e o resultado que vais obter e por isso, ser tão importante adquires ferramentas, recursos e meios que te ajudem na interpretação do que acontece, do que estás a sentir e te orientem para a tomada de decisão positiva, construtiva e enriquecedora.

Por isso ao aceitares que “apenas” sabes tomar decisões de m***a, recorda que estás a acreditar numa crença, validada pelo passado, reforçada pelo presente mas que nada está relacionada com o futuro, uma vez que tens sempre a opção de quebrar esse padrão e entrares na tua versão melhorada. Neste ponto quero que estejas preparado(a) para o conjunto de influências negativas que vais sentir no momento em que assumires a responsabilidade e o compromisso para alterares como pensas, decides e vives a tua vida. Acompanha o artigo da próxima semana para receberes informação importante que te vai ajudar a suplantar estas influências e conseguir o que pretendes: ser mais feliz, bem sucedido(a) e realizado(a). 

Coach Nuno Reis   
Coaching Transformacional e Gestor de Carreira
coachnunoreis.com

Apresentação Nuno Reis

Chamo-me Nuno e ajudo pessoas a ficarem mais confiantes, motivadas e a saberem como optimizar o imenso potencial que têm dentro de si. A minha vocação é simplificar o que é necessário ser desenvolvido, para que conheçam a forma mais adequada de aproveitar oportunidades.
​
O foco é o potencial que tens dentro de ti e a criação da estratégia personalizada que dê resposta às tuas reais necessidades e com isso, teres acesso a um nível superior de performance e de sucesso.

A preparação mental é fundamental e vamos criar um plano personalizado de melhoria, para que melhores a forma de como geres as tuas emoções, energia e motivação, fortalecendo a tua capacidade de resposta em toda e qualquer situação. O plano que iremos criar juntos tem previsto a expansão da tua influência e notoriedade nas redes sociais, para que aumentes a percentagem de seguidores e com isso, consigas mais contactos qualificados para alavancares o teu sucesso. Vamos planear reuniões enquadradas com o teu Plano estratégico, assim como programas e eventos de fortalecimento de imagem. O aconselhamento e a orientação de tudo o que envolve a base do sucesso que pretendes alcançar.
​
Vais ter o meu compromisso, dedicação e proximidade, em todos os momentos do processo, factor que faz parte de quem sou e do modo de como trabalho, por ter a consciência da importância de sentires confiança. segurança e motivação e sentires que és respeitado(a) como pessoa.


domingo, 1 de março de 2020

Histórias com História - Paulo Nogueira


Da Ponte das Barcas à Ponte D. Luis no Porto

A ponte é uma passagem p'rá outra margem… diz a letra de um tema do grupo portuense, "Jáfumega" e, foi essa necessidade de ligar as duas margens do rio Douro entre a cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, uma preocupação constante ao longo dos séculos. Isto para permitir a circulação de pessoas e mercadorias para a margem Sul do rio Douro, no Porto. Ao longo dos tempos houve várias "pontes das barcas", construídas para determinados propósitos, como a rápida circulação de contingentes militares. No entanto, por regra a travessia do Douro era feita com recurso a barcos.
A "Ponte das Barcas", construída com objectivos mais duradouros, foi projectada pelo engenheiro e arquitecto Carlos Amarante (1748-1815), sendo inaugurada a 15 de agosto de 1806. A ponte era constituída essencialmente por vinte barcas, com cerca de mil palmos de extensão, ligadas por cabos de aço, podendo abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial, havendo circulação sobre um passadiço de madeira. Em tempo de cheias a ponte era desmantelada para evitar a sua destruição.
Havia muita concorrência na sua passagem, sobretudo às terças e sábados. Os preços de passagem praticados eram os seguintes:

  • Cada pessoa a pé 5 réis
  • Cada pessoa a cavalo 20 réis
  • Carro de uma junta de bois 40 réis
  • Cadeirinhas de mãos 60 réis
  • Liteira 120 réis
  • Sege 160 réis

À noite, passados 45 minutos do pôr do sol, os preços duplicavam, taxa que se mantinha até 45 minutos antes do nascer do sol, sendo o momento anunciado pelo toque de um sino.
A "Ponte das Barcas" revestiu-se de uma enorme importância para o desenvolvimento das comunicações entre as zonas ribeirinhas, mas também no contexto inter-regional, na ligação entre as margens norte e sul do rio Douro.
Foi também nessa ponte que ocorreu a tristemente célebre "Tragédia da Ponte das Barcas", onde milhares de vítimas pereceram quando fugiam através da ponte à carga das baionetas das tropas da segunda evasão francesa, comandada pelo marechal general Soult, ocorrida em 29 de março de 1809. Morreram nesta tragédia mais de quatro mil pessoas. Reconstruída depois da tragédia, a "Ponte das Barcas" acabaria por ser substituída por uma ponte pênsil em 1843.



A cerimónia de início da construção da "Ponte Pênsil", foi celebrada a 2 de maio de 1841, comemorando o aniversário da coroação da rainha D. Maria II (1819 - 1853), ainda que ficasse conhecida como "Ponte Pênsil". A sua construção terminou em 1842, cerca de dois anos depois do início das obras, sendo oficialmente denominada Ponte D. Maria II.
Disponde de pilares de cantaria com cerca de 18 metros de altura, 170,10 metros de comprimento por 6 de largura, era suportada por 8 cabos (4 de cada lado) constituídos por 220 fios de ferro, transpondo a largura de 155 metros do rio, com um tabuleiro suspenso em madeira para a circulação. Esta ponte assegurava um melhoramento no tráfego entre as duas margens em substituição da antiga e periclitante "Ponte das Barcas". A sua construção foi adjudicada, por ironia do destino, à empresa francesa Claranges Lucotte & Cie, estando inserida no plano de construção da futura estrada que ligaria o Porto a Lisboa. Obras estas integradas no âmbito da política do Presidente do Conselho de Ministros António Maria de Fontes Pereira de Mello (1819 - 1887). Sendo o projecto da autoria do engenheiro Stanislas Bigot, com a colaboração do engenheiro José Vitorino Damásio (1807-1875). Colaboraram durante os trabalhos da sua construção os engenheiros Mellet e Amédée Carruette. Foi inaugurada sem qualquer solenidade a 17 de fevereiro de 1843, durante grandes cheias ocorridas no Douro, que obrigaram a desmontar com urgência a então "Ponte das Barcas". Como curiosidade para testar a sua resistência, suportou mais de 105 toneladas constituídas por cerca de 100 pipas cheias de água. Esta ponte tinha guarnição militar que mantinha e assegurava a ordem, regulamentação, assim como cobrança de portagens para a sua travessia, cerca de 5 e 160 réis, mantendo portanto o mesmo tarifário ainda da "Ponte das Barcas". Por falta de moedas de 5 réis, que embaraçava por vezes o regular serviço de cobranças, fez com que fosse autorizado pela Casa da Moeda, a utilização de senhas de 5 réis, inicialmente de formato quadrado e em metal, no entanto acabaram por vir a ser cunhadas em latão niquelado e de forma redondas. Esta ponte oscilava muito e era pouco segura pelo que, em 1879, foi decidido construir ao lado uma ponte mais moderna e segura. Manteve-se esta ponte no entanto em funcionamento durante mais de 45 anos, até ser substituída pela ponte Luiz I, construída ao seu lado e tendo sido desmontada em 1887. Restam actualmente os pilares e as ruínas da casa da guarda militar, que assegurava a ordem e regulamento da ponte, assim como a cobrança de portagens para a sua travessia. Acresce ainda como curiosidade também, que com o objectivo da reconstrução desta ponte, aproveitando os dois pilares ainda existentes, em 2006 o professor Álvaro Ferreira Marques Azevedo, propôs um projecto desenvolvido pelos alunos da disciplina de "Projeto em Estruturas" da Licenciatura em Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), fazendo contudo o uso de novas tecnologias e materiais. Viria este projecto a nunca ser posto em prática, sendo vencedor no entanto do prémio Secil.


Por volta da segunda metade do séc. XIX, o comércio progredia na cidade do Porto. As fábricas alastravam por todo o bairro oriental da cidade, o então chamado "Bairro Brasileiro", denominação esta por proliferarem habitações de antigos emigrantes ricos vindos do Brasil. O tráfego para Gaia e Lisboa crescia de dia para dia e a bela "Ponte Pênsil" já não chegava para uma circulação eficaz. Por proposta de lei de 11 de fevereiro de 1879, o Governo determinou por ordem de António Maria de Fontes Pereira de Mello, a abertura de um concurso para a construção de uma nova ponte sobre o rio Douro, para substituição da ponte pênsil D. Maria II. Apresentam-se numerosos projectos e propostas de diversos construtores e engenheiros, incluindo o de Gustave Eiffel. Venceu a proposta de uma empresa da Bélgica, a Société Anonyme de Construction e des Ateliers de Willebroeck, no valor de 369,000$000 réis, sendo a obra adjudicada a esta empresa belga, de Bruxelas, pela quantia de 402 contos de réis, com um projecto do engenheiro belga François Gustave Théophile Seyring (1843 - 1923), que anteriormente tinha já colaborado como autor da concepção e chefe da equipa do projecto da ponte ferroviária Maria Pia. Théophile Seyring enquanto sócio de Gustave Eiffel, assina como único responsável a grandiosa e nova ponte, designada Luiz I. Esta nova ponte a localizar-se sobre o rio Douro, entre o morro granítico onde se ergue a Sé Catedral do Porto e a encosta fronteira da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia. Os trabalhos de construção são iniciados no ano de 1881, trata-se de uma ponte com estrutura metálica em ferro forjado, com dois tabuleiros, o superior com cerca de 400 metros de comprimento, suportado por um conjunto de sete pilares e um arco inferior com 172 metros de corda e 45 metros de flecha. Existem cinco pilares metálicos em treliça e dois em alvenaria, o arco, suspende o tabuleiro inferior. A inauguração, apenas do tabuleiro superior, acontece em 31 de outubro de 1886, dia do aniversário do rei D. Luiz I, e a 1 de novembro do mesmo ano, entraria em vigor o sistema de portagens a favor da empresa adjudicatária, sendo o preço de 5 réis para a passagem de peões. Chegou ainda a utilizar-se, como forma de pagamento, um sistema de fichas (moedas) para o efeito, que eram também aceites como moeda em alguns estabelecimentos comerciais. Só mais tarde em 1888, o tabuleiro inferior é inaugurado, entrando assim em total funcionamento. Esta nova ponte de estrutura metálica, é uma verdadeira filigrana de ferro, que passou a ser com a Torre dos Clérigos, o ex - líbris da cidade do Porto, pesava no seu conjunto 3,045 toneladas. A ponte era iluminada por meio de artísticos candeeiros a gás, 24 no tabuleiro superior e 8 no inferior e ainda 8 nos encontros. Devido à ausência do rei D. Luiz I na sua inauguração, a população do Porto decidiu em resposta ao acto de aparente desrespeito, retirar o "Dom" do respectivo nome, ora não parece corresponder à realidade, sendo assim uma lenda. A atestar tal facto, refira-se que nas notícias dos jornais durante o período da sua construção a ponte ser designada por "Ponte Luiz I", assim como outras importantes construções da época tiveram nomes de membros da família real. Acrescente-se ainda que apesar do nome oficial da ponte ser "Luiz I", conforme atestam as inscrições nas placas sobre as entradas do tabuleiro inferior, a população do Porto sempre lhe chamou "Ponte D. Luiz", salvaguardando o título do rei com quem a cidade tinha grande proximidade.



Em 1905 são instalados os primeiros carris dos carros eléctricos do Porto na ponte Luiz I, que levou à abertura de uma passagem em pleno morro da Serra do Pilar, alinhada com o traçado da via que seguia para sul, na época designada Avenida de Campos Henriques. A metade oeste do morro da Serra do Pilar, só seria completamente arrasada em meados de 1927, construindo-se no seu lugar o Jardim do Morro. O serviço de carros eléctricos manteve-se na ponte Luiz I em pleno. A partir de 1913 foi produzida pela administração da ponte uma ficha moeda com o valor de 1/2 centavo, o equivalente aos 5 réis, para pagar as portagens referentes ao cruzamento da ponte nos carros eléctricos, substituindo os anteriores meios de pagamento. A enorme inflação resultante da I Grande Guerra Mundial, fez com que os 1/2 centavos da ponte deixassem rapidamente de ser utilizados e os aumentos acabariam por acontecer. Mas será a partir de 1920 que as portagens serão definitivamente abolidas, contudo só em 1 de janeiro de 1944 é extinto o serviço de portagens na ponte Luiz I. Já no ano de 1954, após obras de remodelação e reparação levadas a cabo pelo engenheiro Edgar Cardoso (1913 - 2000), é extinto o serviço de carros eléctricos, que alegadamente estariam a afectar a estrutura metálica da ponte por corrosão electrolítica, sendo este serviço substituído por troleicarros em 1959, primeiro serviço na cidade do Porto a ser feito por este tipo de veículo e autocarros, isto até meados do final dos anos 70, em que foram retirados do serviço desta ponte. 


Desde 18 de setembro 2005, após obras de renovação, o tabuleiro superior da ponte Luiz I, passa a serviço pedonal e serve a linha amarela do Metro do Porto, passando o tabuleiro inferior a servir para peões e automóveis. À época da sua inauguração, a ponte Luiz I era considerada, como tendo o maior arco do mundo e continua a ser, hoje em dia, o maior dos construídos em ferro forjado.
Em 2012, uma inspeção das Estradas de Portugal concluiu que a ponte precisava de obras de manutenção e reabilitação, nomeadamente ao nível do pavimento, juntas de dilatação, e pintura de vigas e guarda-corpos. Durante o mês de agosto de 2013 deu-se uma «manutenção regular no tabuleiro superior», tendo estado a Linha Amarela do Metro do Porto encerrada entre as estações General Torres e Trindade a partir das 21:30.
Tendo sido este monumento classificado como Património da Humanidade, representa um património valiosíssimo das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, motivo pela qual a sua adaptação a novas condições funcionais implica cuidados especiais para manter as suas características estéticas e arquitectónicas. São uma presença constante desde à uns anos a esta parte, o fogo de artificio em cascata à meia-noite na ponte Luiz I, considerado um dos melhores do mundo, que faz as delicias de residentes e visitantes de todas as partes do mundo na festa popular de São João. A ponte não é só uma passagem para a outra margem, é também um miradouro de 385 metros, em que o cenário vai mudando gentilmente, a cada passo que se dá.     


Texto:
Paulo Nogueira

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