quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Duques do Precariado lançam Encarnação a 30 de janeiro com concerto marcado para Coimbra



Depois de dois concertos de pré-lançamento em Lisboa e no Porto, os Duques do Precariado chegam a Coimbra para apresentar ao vivo o seu novo disco, Encarnação, que será lançado oficialmente a 30 de janeiro no Salão Brazil. O álbum sucede a Antropocenas e celebra a presença coletiva. O disco foi antecipado pelo single “Falho”, lançado a 14 de novembro.

O disco nasceu da decisão de fazer um trabalho do tamanho da banda. O que poderia ter sido um projeto sofisticado com loops, camadas intrincadas e produção complexa — inicialmente pensado como Artes do Mato — transformou-se em Encarnação, um álbum honesto, anti-Máquina e pró-Carne, visceral e que celebra a presença física e o compromisso mútuo entre os músicos. 

“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, explicam os Duques do Precariado. O disco canta o que aflige a carne: a morte, o amor e os renascimentos que a vida permite, mas também a possibilidade de tocar fora de lógicas comerciais ou artísticas.

Encarnação foi tocado por Pedro Mendonça (voz, guitarras, percussão), João Neves (guitarras, viola Braguesa, teclados, voz), João Fragoso (baixo, guitarras, viola Braguesa, voz), Hugo Oliveira (Flautas, Gaita, Gralha), Zé Stark (percussão), e também com a colaboração de Teresa Costa (flautas). 

Após os concertos de Lisboa (BOTA) e Porto (Maus Hábitos), chega a vez de Coimbra conhecer o disco. No Salão Brazil, a 30 de janeiro, os Duques do Precariado apresentarão o disco Encarnação e alguns temas de Antropocenas.



Quem são os Duques do Precariado? 
 
Os Duques do Precariado nasceram em Lisboa em 2014, quando o Pedro mostrou ao Fragoso as canções que tinha "no lixo". Depois de muitas conversas e algumas gravações numa cave da Graça, deram-se a conhecer a 1 de maio de 2017 com o tema “Vou Considerar”, produzido com Bernardo Fachada, que levou a canção a uma forma decente. Em Outubro de 2018, despejaram na internet o primeiro álbum, a que chamaram “Antropocenas”, grupo de 7 canções que retratam um encontro demorado com a certeza do colapso. No ano de 2023, este disco foi recuperado do esquecimento com a edição física pela Lux Records e foram tocá-lo a quem o quis ouvir, às vezes em quinteto e muitas vezes só os dois. No fim de 2024, já fora de Lisboa, e com o Neves que se juntou no caminho, decidiram que queriam fazer um disco novo, a celebrar as coisas que descobriram entretanto. Chamaram-lhe Encarnação.