sexta-feira, 22 de maio de 2026

O que liga um relógio de torre numa aldeia alentejana ao Japão?



João Paulo Oliveira e Costa, historiador com vasta obra de referência publicada na Temas e Debates, traz-nos agora um novo romance. Um Relógio sem Relojoeiro leva os leitores à boleia de um mistério de dimensão internacional e com um variado e rico leque de personagens. O autor é também professor, investigador e um curioso viajante que empresta muitos conhecimentos e experiências a esta história. Um Relógio Sem Relojoeiro que chegou ontem às livrarias.

Na segunda metade do século XVI, quando em Portugal reina Filipe II de Espanha, um feixe de personagens, históricas e ficcionais, ramifica-se pelo mundo. Margarida, luso-japonesa nascida no Japão e refugiada no Alentejo, tenta esquecer uma paixão antiga e vai aprendendo a amar Fernando, o pintor que tudo faz para descobrir onde está o seu pai, mestre Ricardo, um famoso relojoeiro que foi raptado.

A história teve como ponto de partida a colocação de um relógio de torre numa vila do Alentejo que, apesar de ser um cenário ficcional, se inspira na vila de Redondo, com várias das suas especificidades. Esta narrativa tem ainda paragens em Goa, Lisboa e Nagasáqui.   

Sobre o Autor

João Paulo Oliveira e Costa (nascido em 1962) é professor catedrático do departamento de História da NOVA/FCSH e titular da Cátedra Unesco «O Património Cultural dos Oceanos». É investigador do CHAM – Centro de Humanidades, de que foi diretor entre 2002 e 2020. Foi distinguido com a Ordem do Sol Nascente pelo imperador do Japão (2015). É membro efetivo da Academia de Marinha e presidente da Comissão Científica do projeto «História da Marinha Portuguesa». Tem sido professor convidado e conferencista convidado em dezenas de universidades e academias de todos os continentes. Foi um dos coordenadores da coleção «Biografias dos Reis de Portugal». Dentre as suas obras destacam-se A Descoberta da Civilização Japonesa pelos Portugueses (1995); O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de história luso-nipónica (1999); D. Manuel I, um Príncipe do Renascimento (2005); A Interculturalidade da Expansão Portuguesa (2007), em coautoria com Teresa Lacerda; Henrique, o Infante (2009); Episódios da Monarquia Portuguesa (2013); Mare Nostrum. Em busca de Honra e Riqueza (2013); História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor) (2014); Os Descobrimentos Portugueses. O início da globalização (2018); The Cape Route and the Silk Roads (coeditor com Carmen Amado Mendes) (2025). 

É também autor de ficção, tendo publicado os romances históricos O Império dos Pardais (2011), O Fio do Tempo (2011), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum – O Senhor do Japão (2018), A Dama do Quimono Branco (2019), A Estreia do Auto da Índia (2021) e A Capitoa (2023).