quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Francisco Louçã: «Imaginar é viver»



Depois do grande sucesso de Imaginação – Cores, Deuses, Viagens e Amores, tomo que surpreendeu e conquistou leitores e crítica no final de 2025, Francisco Louçã está de volta com Imaginação – Utopias, Ciências e Vida Quotidiana, volume que encerra este tratado sobre a imaginação: «uma das mais elevadas prerrogativas do homem», que «faz de nós quem somos e define esta cativante e perigosa comunidade que é a nossa casa».  

Se, no primeiro volume, o autor  percorreu diversos modos de imaginar a partir das cores (de Bosch a Gauguin), da cosmogonia e da experiência divina, das viagens ao desconhecido e do desejo como resultado de uma projeção, neste segundo volume trata de imaginários. E selecionou três: «as utopias, que requerem consistência; a ciência, que se proclama exatidão; e a vida quotidiana, da alimentação à comunicação, que exige lentidão num tempo de precipitação». Diz-nos ainda como esta faculdade cognitiva cria e relaciona sistemas de imagens entre si.

A escolha da capa deste segundo livro tem um propósito especial. Explica o autor que a «tensão na era contemporânea foi o tema de um quadro famoso, O Grito (1893), do norueguês Edvard Munch. […] Quando realizou esta primeira versão de O Grito […], Munch vivia em Paris, onde procurava seguir os passos de Paul Gauguin, o cicerone do volume anterior.»

Um livro que nos relembra porque «imaginar é viver», Imaginação – Utopias, Ciências e Vida Quotidiana estará disponível na rede livreira nacional no dia 1 de outubro. O lançamento oficial da obra acontece dois dias antes, a 29 de setembro, no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O evento terá inicio às 18h00 e contará com a apresentação de António Sampaio da Nóvoa. 
 
Sobre o Autor

Francisco Louçã é economista e professor catedrático na Universidade de Lisboa (ISEG). Escreveu sobre cultura (Herança Tricolor, 1989; A Maldição de Midas, 1994) e publicou nos anos recentes uma trilogia sobre as classes sociais em Portugal, com João Teixeira Lopes, Jorge Costa e Lígia Ferro (Os Burgueses, 2014; As Classes Populares, 2017; e As Classes Médias em Portugal, 2019), assim como um estudo sobre a crise financeira (Sombras, 2017, com Michael Ash). São também de sua autoria Manual de Economia Política e O Futuro Já Não É o que Nunca Foi, entre outras obras em parceria com diversos autores. Foi deputado e membro do Conselho de Estado.