"O E-Space Concept mostra como o nosso legado pode inspirar o futuro. Quando a Renault criou o Espace, em 1984, inventou uma nova forma de conceber automóveis, colocando as pessoas e as suas vidas no centro. Com o E-Space Concept, revisitamos esse espírito pioneiro para a era elétrica. Esta exploração de design eleva a filosofia da “voiture à vivre” a novos patamares, imaginando um automóvel versátil, espaçoso e totalmente elétrico, concebido em torno das necessidades, aspirações e estilos de vida do futuro." - Fabrice Cambolive, Diretor de Crescimento do Grupo Renault e CEO da marca Renault
Uma tela para as “voitures à vivre” do futuro
O Renault E-Space Concept é um monovolume elétrico que define os novos valores da marca. Um automóvel elegante e de alta tecnologia, que transmite naturalmente uma imagem de eficiência.
Rompendo com os SUV convencionais, o Renault E-Space Concept dá um toque contemporâneo às características de design originais de um monovolume, de que a Renault foi pioneira com o lançamento do Espace I, em 1984.
No âmbito de uma abordagem centrada na história da marca – e, consequentemente, no fator humano –, a primeira prioridade foi conceber o interior do automóvel a partir do espaço habitável, antes de o revestir com uma carroçaria que apresenta amplas superfícies vidradas nas laterais e no teto para deixar entrar a luz, tal como nos melhores projetos arquitetónicos.
Uma “voiture à vivre” com um forte apelo emocional, concebida para e em torno das pessoas, com tecnologias verdadeiramente úteis, como um sistema de propulsão elétrico. No fundo, o Renault E-Space Concept está em total sintonia com os valores sobre os quais a marca está a construir e a consolidar o seu futuro. Estes valores estão definidos em quatro princípios fundamentais que convergem numa visão partilhada das “voitures à vivre” – automóveis centrados nas pessoas que inspiram emoção e oferecem tecnologias úteis sustentadas pela eletrificação.
Na sequência do sucesso dos nossos modelos icónicos, concebemos este concept-car como uma homenagem ao Espace de 1984 – o primeiro monovolume de sempre –, que continua a encarnar, plenamente, os valores da Renault enquanto marca que concebe «voitures à vivre».
Por trás da forma da carroçaria, concebida para ser legível e facilmente identificável com as suas linhas excecionalmente limpas, captámos o carácter icónico do Espace. E, ao mesmo tempo, transportámo-lo para o futuro com tecnologia e um estilo de vanguarda.
No interior do automóvel, os elementos suaves – tais como os tecidos nos painéis das portas – transmitem uma sensação de conforto, criando um forte contraste com o acabamento de alta tecnologia dos ecrãs, da consola e de outros detalhes.
"No mundo em constante mudança do design automóvel global, atualmente dominado pelos SUV, o Renault E-Space Concept prova que a Renault tem tudo o que é necessário para deixar a sua marca com inteligência e apelo." - Alexandre Malval, Vice-presidente, Design da Renault
Uma linguagem de design formal com uma abordagem limpa e de alta tecnologia
Uma magnífica celebração da simplicidade, a linguagem de design do Renault E-Space Concept caracteriza-se por formas ágeis e limpas, estruturadas por linhas de tensão subtis. Uma linguagem visual altamente legível e imediatamente reconhecível, que reflete os valores da marca.
O Renault E-Space Concept apresenta uma nova assinatura luminosa, tanto na dianteira como na traseira. Como uma linha de luz, um grande “U” envolve toda a grelha, e no centro, um logótipo iluminado que parece flutuar, como se estivesse suspenso por um jogo de pixéis.
"Despojada de tudo o que possa distrair o olhar, a linguagem de design procura a simplificação até ao ponto em que tudo o que resta é o essencial, a clareza do tema, sem qualquer receio do vazio." - Alexandre Malval, Vice-presidente, Design da Renault
Proporções inspiradoras
O Renault E-Space Concept é um automóvel de dimensões generosas, com 4,70 m de comprimento, 2,02 m de largura e 1,67 m de altura. Para além destas proporções, a sua altura e a relação comprimento/largura são semelhantes às do primeiro Espace, mas com um toque moderno, ilustrado pelos vãos curtos, que posicionam as jantes de 23 polegadas nos quatro cantos da carroçaria.
Perto do solo, com uma linha de cintura baixa e uma distância ao solo moderada, o Renault E-Space Concept define as novas características do design contemporâneo, distinguindo-se claramente dos SUV. O para-brisas é uma extensão do capot, uma referência ao ADN do monovolume e, em particular, ao perfil tipo “comboio TGV” do primeiro Renault Espace de 1984. O lábio do para-choques é móvel e pode ser baixado para mais perto da estrada, a fim de otimizar a aerodinâmica a altas velocidades. Na traseira, as linhas verticais transmitem uma sensação de espaço e modularidade. Ao mesmo tempo, o spoiler na parte superior pode lembrar um elemento semelhante presente nos Espace 2 e 3.
Para reduzir o volume quando visto de lado, uma “prancha” preta sugere a presença dos sistemas técnicos – com a bateria e uma série de características aerodinâmicas – muito semelhante às carenagens laterais de um carro de F1. A ousada linha horizontal preta desta “base” técnica estende-se até ao design das rodas quando estas estão alinhadas. Este acabamento mais escuro na parte inferior da carroçaria também faz eco da ampla proteção lateral cinzenta do primeiro Renault Espace.
"O conceito Renault E-Space inspira-se no mundo da aeronáutica, com linhas suaves e uma generosa superfície vidrada para todos os passageiros." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars da Renault
Um habitáculo com paredes de vidro
Colocando a luz natural no centro do projeto, os designers começaram por criar um habitáculo totalmente envidraçado, inspirada na arquitetura Bauhaus e, em particular, na obra de Ludwig Mies van der Rohe (Farnsworth House, Plano, Illinois, 1951). O teto de vidro e as janelas laterais estendem-se bem para além da linha de cintura, que já é muito baixa. A ideia é fixar os painéis da carroçaria a este habitáculo envidraçado, sem criar uma fronteira visual clara entre o vidro e o metal. Do exterior, é possível ver literalmente o vidro a estender-se para baixo por trás dos painéis da carroçaria, abaixo do nível da linha de cintura. Uma iluminação especialmente concebida realça o espaço poupado em termos de espessura entre o para-brisas e a carroçaria. Da mesma forma, o pilar traseiro parece flutuar, como se fosse um elemento acrescentado.
"Com a linha de cintura baixa, é possível ver o interior do habitáculo quando se está ao lado do automóvel. E, mais uma vez, é possível conduzir com os cotovelos apoiados na porta." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars, Renault
"O Renault E-Space Concept assenta num chassis com uma linguagem de design técnica e precisa. Enquanto isso, o interior está envolto numa bolha de vidro revestida por painéis de carroçaria lisos e com linhas fluidas." - Romain Gauvin, Diretor de Design Avançado e Concept-Cars da Renault
Um interior banhado de luz
As portas duplas com dobradiças traseiras, sem pilar central, abrem-se para um interior que é simultaneamente de alta tecnologia e acolhedor, com uma sensação de grande amplitude. Apresenta seis bancos individuais num piso completamente plano. Afastando-se dos padrões do mundo automóvel, com os seus tradicionais bancos tipo bacquet, os bancos adotam o mundo do design de interiores, com estruturas lacadas que evocam o estilo de Pierre Paulin. Visualmente leves e particularmente estreitos na parte superior – tal como os bancos do Espace de 1984 –, parecem flutuar no habitáculo. De uma perspetiva mais técnica, o design dos bancos é simultaneamente modular e sofisticado. A par do espaço e da luz natural, um interior modular é uma parte essencial do ADN do Renault Espace – e ainda mais das “voitures à vivre”, a icónica assinatura da marca que continua tão relevante como sempre.
Idênticos em tamanho e design, os bancos rodam ligeiramente em torno do seu eixo, convidando os passageiros a sentarem-se e usufruírem. As características dos seis bancos variam consoante a fila. Os dois bancos da fila 2 rodam 180° para formar um “quadrado como no TGV” com a fila 3. Na posição padrão, virados para a frente, os passageiros da segunda fila têm acesso a mesas rebatíveis com um ecrã de 12,3 polegadas montado nos encostos dos bancos da primeira fila. Na configuração de quatro lugares, os dois bancos da segunda fila rebatem-se completamente para formar uma grande mesa à disposição dos passageiros da terceira fila. Nesta configuração, estes também podem ver os ecrãs nos encostos dos bancos da primeira fila.
A mesa pode ainda incluir uma consola de controlo remoto que desliza ao longo da coluna central da cabina. Esta consola inclui um purificador de ar, um pequeno frigorífico, comandos de videojogos e – contribuindo para o ambiente acolhedor tão importante nas “voitures à vivre” – um jogo convencional de “Connect 4”.
De design simples e elegante, os puxadores das portas são estofados em tecido acolchoado, conferindo ao interior uma sensação acolhedora, semelhante a um casulo, mas com uma acrescida noção de robustez. Com a linha de cintura baixa, os apoios de braços tornam-se desnecessários, permitindo que os passageiros apoiem os cotovelos diretamente “no parapeito da janela”.
A linha iluminada que percorre a parte inferior do habitáculo faz eco do design exterior ao nível da linha de cintura. A iluminação ambiente é ainda realçada por várias luzes mais suaves, bem como pelas luzes noturnas integradas nos altifalantes e pelas luzes de leitura montadas num trilho longitudinal no centro do teto de vidro.
"Inspirados mais no mobiliário do que nos automóveis, os bancos não sobrecarregam o espaço interior. Foram concebidos para rodar, facilitando o acesso ou criando uma área de estar acolhedora. Queríamos criar um ambiente no interior do automóvel que fosse, simultaneamente, futurista e acolhedor, com um toque de nostalgia." - Stéphane Maiore, Diretor de Design de Interiores, Renault
Um painel de instrumentos de alta tecnologia
A tecnologia marca a diferença sob a forma de um ecrã que se estende por toda a largura do habitáculo (dimensões: 1.130 x 110 mm). Denominado OpenR Panorama, este ecrã curvo, que vai “de pilar a pilar”, estará presente nos próximos modelos da gama executiva da Renault. Os modelos Rafale e Scenic da próxima geração serão os primeiros a incorporar esta funcionalidade.
Embora forneça toda a informação necessária – substituindo efetivamente o painel de instrumentos convencional –, o OpenR Panorama não foi concebido para ser tátil. Posicionado o mais próximo possível da estrada, melhora a ergonomia e a segurança de condução. Sem um painel de instrumentos à frente do passageiro da frente, este grande ecrã parece estar suspenso no habitáculo. Este design original liberta um espaço considerável na primeira fila, contribuindo para um interior ainda mais amplo.
Os controlos táteis para as funções do OpenR Panorama encontram-se em dois ecrãs flexíveis que giram em torno de uma base tubular na qual está posicionado o volante. Isto permite maximizar ou minimizar a quantidade de informação, conforme necessário. Esta disposição também maximiza o espaço à frente do passageiro da frente. A secção inferior da divisória, sob o painel de instrumentos, afasta-se dos elementos de design automóvel convencionais, adotando, em vez disso, uma unidade de arrumação curva que se estende por toda a largura do habitáculo, incorporando tanto a consola deslizante como os pedais, cujo mecanismo fica completamente oculto.
O volante compacto proporciona uma visão desobstruída do ecrã panorâmico. Dotado de tecnologia “steer-by-wire”, o volante não possui ligações mecânicas, pelo que os condutores podem controlar o ângulo de viragem conforme necessário.
"Graças à tecnologia “steer-by-wire”, conseguimos conceber um volante livre de todas as restrições físicas geralmente associadas à direção. A forma cilíndrica da barra transversal faz eco da utilizada no painel de instrumentos. Equipado com um cubo fixo, o volante dispõe também de comandos sensíveis ao toque que permitem ao condutor interagir com o ecrã multimédia OpenR Panorama." - Stéphane Maiore, Diretor de Design de Interiores, Renault
A cor está de volta
Famosa na década de 1970 pelos seus interiores pop vibrantes, a Renault está a trazer de volta este estilo característico, com uma carroçaria reluzente e interiores repletos de cor. “Cor” no singular, neste caso, com tons de vermelho, incluindo escarlate, roxo e até granada. O tapete com 3 cm de espessura chama imediatamente a atenção. O centro em tom de coral escurece gradualmente à medida que se espalha para o exterior, como se estivesse a difundir a cor intensa.
No habitáculo, os componentes e os comandos são principalmente em metal, com um acabamento de alta qualidade, fazendo lembrar mais joalharia do que tecnologia. Uma abordagem semelhante pode ser observada na utilização de marchetaria, particularmente nas mesas rebatíveis nas costas dos bancos. A marchetaria é feita de palha em vez de madeira, acrescentando um toque de artesanato requintado.
"Entre no habitáculo para mergulhar na cor! Com o painel de instrumentos e os painéis revestidos a tecido em tons de vermelho, e o tapete espesso de cor coral, com o seu efeito de gradiente, o habitáculo de cores vivas oferece um ambiente generosamente iluminado que estrutura o interior e lhe dá vida." - Eléonore Lebec, Designer de Cores e Materiais, Renault
Materiais próximos da natureza
Para além do notável compromisso da Renault de incluir 30% de materiais reciclados em toda a sua gama, o E-Space Concept pode ser visto como um exercício voltado para o futuro na utilização de materiais de base biológica. Renováveis e visualmente apelativos, estes materiais biológicos também cumprem elevados padrões de desempenho técnico.
Esta abordagem ganha um novo significado no E-Space Concept, que se afasta dos materiais de origem biológica mais frequentemente utilizados na indústria automóvel – couro e madeira – para explorar novas possibilidades.
Os acabamentos do habitáculo são feitos de palha tingida, aplicada diretamente sobre a estrutura de suporte. O pavimento está revestido com um tapete tufado de pelo comprido, 100% feito de lã. A pintura no interior do automóvel utiliza uma resina de origem biológica (18%). O volante é revestido, em parte, com tecido e, em parte, com um material utilizado na maioria dos modelos da Renault, contendo 26% de óleo de rícino e 25% de algodão biológico.
