quarta-feira, 15 de junho de 2022

Jeff Beck e Johnny Depp editam "18"




Jeff Beck encontrou uma alma gémea em Johnny Depp quando se conheceram, em 2016. Encontraram rapidamente interesses comuns – carros e guitarras – e cada um deles passou a maior parte do tempo a tentar fazer o outro rir. Com o passar do tempo, Beck descobriu o talento de Depp como compositor e o seu ouvido para a música, e a química existente entre ambos convenceu-o de que deviam gravar um álbum juntos.

Depp concordou e começaram em 2019. Nos três anos seguintes, gravaram uma mistura de originais de Depp e uma vasta gama de covers que vão desde a música celta e da Motown até aos Beach Boys e Killing Joke. Em 2020, durante a pandemia, apresentaram ao mundo a sua colaboração com um cover de um tema de John Lennon, “Isolation”.

O álbum, intitulado 18, tem 13 faixas e será lançado em 15 de julho. Beck explicou o título: “Quando o Johnny e eu começámos a tocar juntos, foi como se tivéssemos regressado ao nosso espírito e à nossa criatividade adolescente. Dissemos que parecíamos ter novamente 18 anos, e foi assim que surgiu o título do álbum”.

No dia 15 de julho, 18 estará disponível em CD e formato digital e no dia 30 de setembro serão lançadas duas versões em vinil. A capa é uma ilustração de Beck e Depp com 18 anos, desenhada pela mulher de Beck, Sandra.

Para preparar o lançamento de 18, Beck iniciou uma digressão europeia com Johnny Depp como convidado especial, que terminará no L’Olympia, em Paris, no dia 25 de julho.

Nos últimos 12 anos, Depp tem gravado e atuado com os Hollywood Vampires, uma superbanda que ele fundou com Alice Cooper e Joe Perry. A banda lançou dois álbuns de estúdio com alguns convidados que são dos maiores nomes do rock: Paul McCartney, Dave Grohl e Joe Walsh, bem como Beck, que tocou guitarra em “Welcome To Bushwackers,” um tema de Rise, o segundo álbum dos Vampires, lançado em 2019.

Pouco depois, Depp pediu a Beck que tocasse num tema que ele tinha composto, o primeiro single do álbum, “This Is A Song For Miss Hedy Lamarr,” uma homenagem à atriz e inventora. Beck diz que foi o catalisador da colaboração entre ambos e que é uma das suas canções favoritas do novo álbum. “Passei-me,” disse ele. “Aquela canção foi uma das razões pelas quais lhe pedi que gravasse um álbum comigo.” O tema está disponível hoje em formato digital, juntamente com um vídeo.

 


Depp disse sobre Beck: “É uma honra extraordinária tocar e compor com o Jeff, um dos grandes e ao qual tenho o privilégio de chamar irmão.” 

Beck disse que no estúdio, ele e Depp se desafiaram mutuamente a saírem das suas zonas de conforto com as canções que escolheram para o álbum. “Há séculos que eu não tinha um parceiro criativo como ele,” disse Beck. “Ele foi uma força importante no disco. Espero que as pessoas o levem a sério como músico porque algumas têm alguma dificuldade em aceitar que o Johnny Depp sabe cantar rock and roll.” 

Depp justifica a crença de Beck no novo álbum demonstrando a sua incrível amplitude emocional em canções como “Venus In Furs” dos Velvet Underground, na balada “Let It Be Me” dos Everly Brothers, e em “What’s Going On,” um dos clássicos de Marvin Gaye. Por seu lado, Beck mostra porque é universalmente reverenciado como um deus da guitarra com versões espantosas de “Midnight Walker” de Davy Spillane, e “Caroline, No” e “Don’t Talk (Put Your Head On My Shoulder), duas canções de Pet Sounds, a obra-prima dos Beach Boys.